História Ice Queen - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Blood Crown, Bruxas, Fadas, Feiticeiros, Ice Queen, Lobos, Moonlight, Originais, Romance, Vampiros
Exibições 14
Palavras 1.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem *-*

Capítulo 2 - O Casamento do Século - Parte Dois


Os convidados ainda dançavam animadamente, bebiam e conversavam no salão. A festa não acabaria tão cedo para eles, mas para os reis estava chegando ao fim.

A rainha estava sentada em seu trono, observando a diversão de sua corte. Seu semblante era calmo, apesar de cansado, e bastante satisfeito, no entanto, quem a via naquele momento não podia imaginar tamanha ansiedade que ela sentia por dentro. As costelas da rainha tremiam, suas mãos suavam frio e estavam inquietas. Seu olho andava por todas as direções do salão, procurando algum vestígio de Peter. Tinha grande paixão por seu marido, mas a última coisa que queria era encontrá-lo naquele instante.

Contudo, suas preces foram em vão e os seus temores se tornaram realidade. Ao olhar na direção de uma das portas laterais do salão, ela viu o rei vindo até ela com grande sorriso no rosto. Christie tentou sorrir de volta, mas estava claramente incomodada com o que aconteceria em seguida.

— Majestade — ele começou, brincalhão. — Daria-me a honra de acompanhar-me?

A loira riu nervosamente.

— Mas… Não avisaremos aos convidados que estamos indo embora? — ela questionou, querendo ganhar algum tempo e talvez fugir do seu destino inevitável. — Imagine se mais alguém quer nos dar os parabéns e não nos encontra!

— Não, eu quero que eles fiquem aqui se divertindo a noite toda ou o quanto quiserem! — respondeu, sem perceber as tentativas da esposa. — Se avisarmos, eles serão educados demais para continuarem festejando. Agora vamos.

Christie assentiu, percebendo que não teria jeito de escapar do que lhe aguardava. Ela levantou-se do trono e deu a mão para o seu marido. Os dois saíram pelo corredor lateral do salão e não foram notados por ninguém; em seguida, andaram por outros corredores estreitos e escuros, deixando a rainha ainda mais nervosa.

Finalmente, eles chegaram a uma enorme porta de madeira, que ficava no fim de um extenso e estreito corredor iluminado apenas por tochas — coisa que surpreendeu a rainha, pois ela pensava que todo o castelo já possuísse energia elétrica. Animado, o rei abriu a porta lentamente e puxou Christie para dentro delicadamente.

O cômodo estava completamente escuro e a vampira não conseguia ver nada. O cheiro era de incenso adocicado e uma brisa gelada entrava no local por algum lugar desconhecido. Peter parou a rainha em um ponto do quarto que ela não podia identificar. Então, ele percebeu que ela estava tremendo e abraçou-a por trás.

— Está tudo bem — ele disse com a voz tranquilizadora. — Não precisa ficar nervosa, eu prometo que não vai doer nada.

Ela respirava com dificuldade e tentava mentalizar as palavras de seu marido, para que ficasse mais calma.

— Podemos fazer isso? — ele indagou e ela assentiu. — Ótimo.

Ele afastou-se dela e, de repente, uma vela acendeu-se bem em frente à rainha, revelando uma mesa pequena e circular e quatro pessoas ao redor dela. Christie assustou-se um pouco, mas forçou-se a se acalmar. Não há necessidade para entrar em pânico, Christie Wiesnerova Hardin. Sem pânico!

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, sentiu as mãos pesadas de Peter sobre os seus ombros e, involuntariamente, fechou os olhos. As quatro pessoas ao redor da mesa, das quais não era possível ver o rosto, deram as mãos e começaram a proferir palavras em uníssono em uma língua que a rainha não entendia. Provavelmente latim.

A loira não conseguia abrir os olhos e não conseguia dizer nada; estava apenas como expectadora naquele circo de horrores. Ela imaginava todo o tipo de cena terrível acontecendo naquela sala, até mesmo com ela, mas ela não podia mexer-se e nem sentir nada. Christie estava em pânico, mas não conseguia expressar suas emoções.

Sem que esperasse, imagens rápidas de animais dos mais variados tipos começaram a surgir em sua mente. Lobos correndo em florestas, morcegos voando em cavernas, corujas no topo de edifícios e corvos sobrevoando vales. Tudo acontecia muito rápido e ela começou a sentir uma dor de cabeça terrível. Queria ir embora, queria correr até estar segura em sua casa.

A dor de cabeça intensificou-se e ela perdeu o fôlego, pensando que seu cérebro fosse explodir. Milhares de vozes invadiram a sua mente e frases soltas surgiam de repente. Que idiota; Acho que eu vou vomitar; Nossa, a gente podia ir para o meu quarto; Quero morrer. A rainha já não estava mais aguentando todas aquelas vozes na sua cabeça e, em uma explosão de sentimentos terríveis, ela gritou. Gritou o mais alto que pôde e depois surpreendeu-se de conseguir fazê-lo.

Então, sentiu o peso das mãos de seu marido se esvair de seus ombros e a dor desaparecer de sua cabeça. Em um impulso, ela abriu os olhos e não viu mais ninguém lá. Não haviam mais quatro pessoas, não havia mais mesa e não havia mais vela; apenas a escuridão e a brisa gélida que continuava a entrar no cômodo, fazendo um som agudo que se assemelhava a um uivo.

Christie sentia-se viva; seu corpo inteiro vibrava de vitalidade. Aquela era a melhor sensação que ela sentira em toda a sua vida. Estava com sede, queria sangue.

— Como se sente? — Peter perguntou.

A loira sorriu.

— Eu me sinto viva — disse. — Sinto como se meu sangue estivesse fervendo enquanto corre nas minhas veias.

Foi a vez do vampiro de sorrir. De repente, ela sentiu a sua cintura ser puxada e seu corpo bater contra o corpo de Peter. Christie ainda não estava vendo nada, mas sabia o que estava acontecendo.

A rainha sentiu as mãos de seu marido percorrendo todo o seu corpo e perdeu o fôlego. Ele distribuía beijos quentes pelo seu pescoço e, parando de repente, ele foi até o seu ouvido.

— Você é minha — sussurrou e os pelos da rainha arrepiaram-se. — Você é minha não só hoje e nem só amanhã. Você é minha para a eternidade.

Rapidamente, ele moveu-se e prensou-a contra uma parede. Os beijos ficavam mais intensos e ela não podia mais resistir. Pele contra pele, eles se amavam como em uma dança sensual na escuridão daquele cômodo. Estavam distantes demais do resto das pessoas do castelo e ninguém poderia ouvi-los.

[…]

A noite estava fria e todos os vampiros da cidade estavam festejando a nova rainha em suas próprias casas. Naquela noite, foi permitido um pouco mais de sangue para o jantar e eles se saciavam com os seus tipos preferidos do líquido vermelho e suculento.

Enquanto a festa acontecia desde o castelo até as casas mais pobres, uma fumaça brilhante e verde invadiu sorrateiramente as ruelas da cidade romena. Devagar, ela entrava por debaixo das portas das casas e pelas frestas das janelas. Aos poucos, ela crescia e tomava cada cômodo de cada casa e invadia as narinas de cada vampiro recém-transformado pela Nova Ordem.

Os afetados pela nuvem misteriosa, inodor e indolor, impossível de ser prevista, fechavam os olhos involuntariamente e em seguida abriam-no. No entanto, seus olhos já não estavam mais com suas cores naturais. Todos os vampiros da cidade estavam com os olhos verdes e pensamentos homicidas contra os reis em suas mentes.


Notas Finais


O que será a fumaça misteriosa?


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