História I'd Come For You - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Personagens Originais
Tags Diadospaisfnh, Fanficsnh, Himawari, Naruhina, Revolução Naruhina, Songfic
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Palavras 2.764
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Luta, Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello Guys!
Eu estou chegando com a minha contribuição para o Desafio #Diadospaisfnh
Confesso que foi algo de última hora uma ideia que brotou de uma música e de seu respectivo video clipe.
Que é música I'd Come For You do Nickelback.
Peço desculpas antecipadas pelos erros que haverão, mas é que foi algo feito em cima da hora, pois amanhã não estarei em casa e também porque foi algo emocionante pra mim é meio difícil escrever chorando snif snif '-'
Espero que apreciem...

Boa Leitura! ~*

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era uma daquelas noite chuvosas enquanto Himawari se arrumava em frente ao espelho. Já era dez da noite quando ela ouviu o buzinar do lado de fora. Era ele Owen o garoto com que combinou de sair a dias atrás, estava ansiosa, pois ele havia dito que lhe faria uma surpresa.

    Se olhou no espelho ajeitando-se uma última vez, desceu correndo as escadas e foi direto para a cozinha pegando alguns biscoitos. A pressa era tanta que a Uzumaki deixou um dos porta retrato cair ao chão fazendo assim com que ele se quebrasse e ela claro resmungou enquanto o pegava de forma apressada colocando-o de qualquer maneira novamente em cima da bancada. Guardou o celular em um dos bolsos da jaqueta e saiu rumo a porta.

    Assim que ela tocou a maçaneta sentiu a pressão do outro lado e o tinir quase que imperceptível de fechadura se abrindo. Puxou a porta na mesma intensidade com que foi aberta dando assim de cara com seu querido e amado pai que estava cheio de sacolas de supermercado.

Os olhos azuis logo se encontraram e ambos sorriram um ao outro de forma singela. A Uzumaki sabia que se não fosse rápida o seu encontro iria por água abaixo, pois o pai era severo e ciumento e jamais a deixaria sair com garotos a este horário então de forma automática ela o abraçou enquanto o questionava desinteressadamente de como foi seu dia.

Naruto sequer teve tempo de responder ou questionar algo, pois quando deu por si ela já estava entrando dentro do carro com aquele garoto completamente estranho, enquanto ele gritava perguntas para o nada. Sentiu o nervoso tomar conta de si enquanto adentrava a casa fechando a porta.

 

— Tadaima — disse o Uzumaki adentrando a casa.

 

    E nada foi respondido, afinal não havia mais ninguém para responde-lo, afinal já  fazia anos desde que Hinata havia morrido de uma grave e inesperada doença.

    Boruto havia se casado com a Uchiha já fazia dois anos e as visitas a casa do pai era consideravelmente raras e apesar de todo esse tempo ele ainda não conseguia se acostumar com a sua nova realidade.

    De forma inconsciente ouviu aquela doce melodia soar ao fundo.

 

— Você precisa se acostumar com isso querido, a vida é um ciclo sem fim eles vão partir e seguir suas próprias vidas.


 

Era apenas mais um déjà-vu de quando ele tinha a sua tão amada pérola consigo em seu colo enquanto discutiam de forma pacífica sobre Boruto sair ou não aquele horário da noite.

 

— Eu sei querida é só que eu ainda não estou preparado — ele dizia enquanto vagava o olho da porta para ela.

— Pois acostume-se logo tudo o que teremos é um ao outro — ela dizia enquanto lhe dava um doce e tímido beijo.

 

A pressão que os lábios dela fez contra o seu ainda lhe era presente e se ele se permitisse fechar os olhos podia reviver aquela cena de ambos sentados em frente a lareira com ela em seu colo, era inverno e a neve caía lentamente do lado de fora enquanto o vento zunia na janela da sala.

Naquele tempo por mais que ela dissesse ele não acreditava que as coisas poderiam acabar assim.


 

“Eu estava de olhos vendados, mas agora eu estou vendo
Minha mente estava se fechando, agora eu estou acreditando”


 

Entretanto agora sozinho naquele silêncio enlouquecedor viu que as coisas podiam realmente ser bem piores do que havia imaginado, já que agora depois de tantos anos com alguém se via novamente completamente sozinho.

Colocou as sacolas em cima da mesa enquanto sacudia a cabeça afastando tais pensamentos.

Precisava urgentemente de um banho estava molhado e cansado.

Subiu de forma desatenta as escadas, enquanto tirava a camisa encharcada jogando-a dentro do cesto de roupas sujas que havia no banheiro. Abriu o chuveiro deixando a água esquentar enquanto retirava o resto de roupa que faltava.

Adentrou ao banho deixando a água quente mandar todo aquele frio embora.




 



 

A cidade estava iluminada enquanto a água da chuva tornava toda aquela paisagem turva.

Mas eles não se importava estavam a 100km/h em uma das principais avenidas de Konoha e era como se ninguém pudessem alcançá-los, como se nada pudesse atingi-los, como se mais nada existisse, apenas eles aproveitando a vida.

Aumentaram o som enquanto se perdiam na melodia cantando em uníssono a música que tocava.

Era o seu primeiro encontro e embora estivesse curtindo no fundo a Uzumaki se sentia insegura para quando o carro parasse, porém disfarçava com o seu melhor sorriso toda aquela insegurança. A verdade é que sua mãe havia morrido muito cedo e a pequena Himawari não teve tempo de discutir tais assuntos e conversar com o pai sobre garotos é algo fora de cogitação pelo menos era o que ela pensava.

Então de forma irracional decidiu que ao invés de questionar ia se permitir viver e deixar rolar.

E quando o carro finalmente parou no alto do monte ela se arrependeu.

Estavam sozinhos e a chuva havia se intensificado.

O vento zunindo contra a janela e não havia mais música apenas o silêncio.

Tentou de forma ingênua conversar enquanto comiam os biscoitos, porém após alguns minutos eles já haviam acabado e agora?

Agora a surpresa que era literalmente uma surpresa, de forma sorrateira ele se aproximou dela, enquanto afastava uma das mechas do cabelo para trás da orelha a mão direita dele vagou para trás dos longos cabelos segurando firmemente seu pescoço os lábios já entreabertos se aproximavam do seu e ela já podia sentir o hálito quente dele contra seu rosto fazendo-a corar violentamente.

Suas mãos subiram trêmulas até o peitoral do rapaz o afastando sutilmente.

Uma parte dela queria aquele beijo, enquanto que outra parte se sentia insegura e com medo.

Estava entre a cruz ea espada e a cada milésimo de segundo em que se perdia em seus próprios pensamentos e medos era um segundo a menos em que pudesse fazer algo para conter aquilo já que o rapaz a puxava para si pelo pescoço.

E quando os rostos estavam a um centímetro um do outro a Uzumaki decidiu-se e de forma rápida virando o rosto, afinal ela ainda não estava preparada para aquilo.

Tentou pronunciar algo, mas não conseguiu sua voz ficou contida na garganta quando ele levou o rosto até sua clavícula depositando ali um beijo molhado.


 

— Vamos lá — ele sussurrou enquanto levava o rosto até seu ouvido — Eu fui paciente por todo este tempo no colégio já está na hora da minha recompensa — sua voz era abafada e carregada de segundas intenções, intenções que foram rapidamente notadas quando sua mão esquerda subiu pela parte inferior da perna até alcançarem suas coxas apertando-as fortemente.

— Não — ralhou a Uzumaki afastando-o com toda a sua força.

— Droga — praguejou o rapaz batendo violentamente no volante fazendo assim com que o som estridente da buzina soasse, mas sozinhos naquele local ninguém poderia ouvir um grito sequer.

 

    E com esse pensamento o garoto a olhou inconformado não sairia dali sem ter o que queria.

    Estava furioso e desta vez não seria cortês,  não mais…

    Avançou sem nenhum pudor para cima dela enquanto suas mãos tentavam vasculhar e invadir qualquer espaço que fosse liberado durante a luta corporal que se iniciou ali.

    Enquanto brigava para manter sua castidade seus olhos se encheram de lágrimas, pois nunca em toda a sua curta vida imaginou que seria assim desta maneira tão rude.

    


 

“A essa hora você já deve saber que eu viria por você




 

    Após um longo e relaxante banho o Uzumaki vestiu-se e desceu novamente rumo a cozinha guardando as compras em seu devido lugar preparando o jantar em seguida e de forma automática fez dois pratos o seu e de sua filha, porém quando os levou a mesa lembrou-se que ela não estava em casa.

    Suspirou pesadamente enquanto observava o prato frustrado estava acostumado com a presença dela ela lembrava a mãe em vários aspectos desse modo era ainda mais difícil se imaginar sem ela.

    Embora estivesse com fome ver aquele lugar vazio e aquele prato de comida a espera de alguém que não viria o incomodava então tornou a cozinha pegando mais um prato, iria guardar o prato que havia feito para a filha dentro do microondas, caso ela chegasse com fome.

    E quando seus calcanhares fizeram a volta em torno de si mesmo para voltar a sala de jantar ouvir o tinir de cacos estraçalhando-se abaixo de si, olhou confuso para o chão e viu um vidro quebrado, abaixou-se pegando-o com cuidado e quando sua cabeça inclinou-se para cima para levantar-se ele finalmente entendeu da onde veio o vidro, pois seus olhos focaram o porta retrato quebrado e largado emcima da bancada.

    Pegou a foto com com as mãos, após jogar os cacos de vidro fora olhando-a com carinho e saudade.

    A foto era uma doce lembrança de quando ele, Hinata, Himawari e Boruto juntaram-se acima do monte para tirar aquela foto em comemoração, pois ele seria o sétimo governante de Konoha de agora em diante.

    Política não foi uma das suas melhores escolhas na vida, pois foi ela quem afastou sua família de si já que ele quase nunca estava em casa, no entanto este era um sonho cultivado desde pequeno e apesar dos pesares era algo que ele queria e graças ao apoio de sua família no fim das contas ele finalmente conseguiu.

    Limpou o porta retrato acomodando-o novamente em seu respectivo lugar tornando assim a sala de jantar tampando e guardando o prato de Himawari.

    Agradeceu a comida e sem entusiasmo algum começou a comer quando de repente um som estridente lhe tira de seus pensamentos, era seu celular tocando, atendeu o mesmo de imediato enquanto que do outro lado tudo que se ouvia era apelos para que alguém parasse de fazer algo.

    Sentiu o coração acelerar de forma preocupante ao reconhecer a voz era Himawari.

 

— Himawari? — ele chamou apreensivo do outro lado da linha — Filha, o que está acontecendo aonde você está? — questionou preocupado.

 

    Porém não houve resposta do outro lado da linha muito pelo contrário a ligação havia caído.

    Olhou para o telefone de forma incrédula e preocupada, pois sabia que seu pequeno girassol estava em perigo e aquilo era com certeza um pedido de socorro, no entanto a onde ir?

    Ele sequer sabia a onde ela estava.

    Colocou o celular próximo a si de novo e olhou para o prato novamente e como em um piscar de olhos toda a fome que sentia anteriormente havia ido embora.

    O som do celular novamente se fez presente só que desta vez em forma de mensagem de texto.


 

Mensagem de Texto de Himawari

“U 7”


 

    Por um milésimo de segundo ele ficou confuso, mas ao olhar o retrato novamente entendeu.

    Ela só podia estar no monte a onde o rosto dos governantes era grafitado e como ele foi o sétimo a mensagem fazia finalmente sentido: Você Sétimo.

    De forma apressada ele saiu pegando as chaves do carro partindo rumo ao monte.

    Estava pouco se importando com os faróis fechados, ou com as buzinas que recebia durante o percurso sua preocupação estava em uma única só pessoa… Himawari.


 

“Não importa o que entre no meu caminho
Contanto que ainda tenha vida em mim
Não importa o que aconteça lembre-se
Eu sempre virei por você”


 

    Chegou ao monte em questão de minutos e logo viu o carro que tinha visto anteriormente os vidros estavam embaçados devido a grossa chuva que ainda caia.

    Caminhou apressado até a porta do passageiro tentando abri-la, mas ela estava trancada ouviu o grito de sua filha e então deu a volta no carro abrindo-o pela porta do motorista puxando o garoto de dentro com toda a sua força dando-lhe um soco logo em seguida fazendo assim com que ele caísse ao chão.

    Ajudou sua filha a sair do carro dando-lhe um abraço apertado enquanto acariciava-lhe o topo da cabeça.


 

— Tá tudo bem querida, acabou não chore eu estou aqui — ele dizia suavemente, enquanto ela soluçava aos prantos.

— Pa-pai — ela gritou em meio a soluços.

 

    Naruto logo afastou-se dela virando-se novamente para o rapaz que veio para cima de si com uma chave inglesa.

De forma rápida ele levantou a mão esquerda segurando e contendo o ataque do jovem, enquanto a direita socava-lhe o rosto mais uma vez.  

Adentrou ao carro do rapaz mais uma vez tirando a chave do contato jogando-a por cima da grade de contenção do monte, partindo assim para a casa com a filha que o abraçou durante todo o percurso.




 


 

Chegaram em casa em questão de minutos e nada foi dito durante o percurso.

Ela sabia que seu pai estava chateado por ela ter desobedecido sua ordem de não sair com aquele rapaz, sentou-se no sofá abaixando a cabeça enquanto o pai aproximou-se de si com uma pequena caixa de primeiros socorros em mãos cuidando assim com delicadeza do pequeno ferimento que havia em seu rosto.


 

“Hora de ser honesto, dessa vez estou sangrando.
Por favor, não insista nisso, porque foi sem querer

Mas não importa porque eu me arrependi, me perdoe agora”



 

— Desculpe — ela disse com a voz embargada.

    Ele a olhou intrigado e franziu o cenho.

— Porque está me pedindo desculpas Himawari? — questionou fitando-a.

— Porque eu te desobedeci e briguei com você na semana passada por este encontro idiota — ela disse envergonhada.

— Tudo bem querida — ele disse colocando a mão sobre seu ombro — Acabou!

— Obrigado pai — ela disse o abraçando — Obrigado por ter ido me salvar.

— Eu faço qualquer coisa por você, querida… — sua voz também já era embargada.

— Eu também meu pai — e ela já chorava.


 

“A essa hora você já deve saber que eu viria por você
Por mais ninguém, sim eu viria por você
Mas só se você me dissesse pra vir
E eu lutaria por você
Eu mentiria, é verdade
Daria minha vida por você
Você sabe que eu sempre viria por você”


 

I’d Come For You — Nickelback ( ♫ )



 



 

Em toda família há brigas isso é inevitável ninguém se dá bem o tempo todo.

Afinal é isso o que nos torna tão únicos a fato de termos opiniões diferentes, mas às vezes concordar, dar o braço a torcer faz parte da vida porque só quem tem o dobro de experiência que nós sabe exatamente o que está dizendo  porque afinal ele já foi como nós.

Claro que às vezes é apenas uma implicância um ciúme bobo, mas no fundo isso tudo é medo… Medo de perder o bem mais precioso que se pode ter na vida… Um filho (a).

Talvez agora você não entenda, mas daqui a alguns anos quando for a sua vez você vai parar pra pensar e dizer.

Pai agora eu entendo você!

 

Porque mesmo com todas as brigas com todos os desentendimentos quando nós mais precisamos é a eles que nós recorremos.

Independente da idade que tivermos seja dez, quinze, vinte ou trinta anos chegará uma hora que você vai precisar de um consolo e cá entre nós não há lugar mais aconchegante mais seguro do que dentro de um abraço.


 

“Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar
No topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo
E também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre
Correr contra o tempo para ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir”


 

Trem Bala — Ana Vilela ( ♫ )
Dedicada a meu querido e amado Pai.
Te amo ( ♥ )


 



• Escrita por: @CrowsUchiha


Notas Finais


Bom é isso...
Obrigado a todos que leram, pois foi um prazer imenso e foi escrita com um carinho maior ainda.
2BEIJOS! ~*


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