História Idas e vindas do amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ariana Grande, Camila Cabello, Fifth Harmony, Halsey
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Visualizações 25
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Bem-vindos! Essa é minha primeira fanfic aqui e também desse casal maravilhoso Camren, então boa leitura!

Capítulo 1 - É brincadeira, certo?


Os raios solares invadindo o quarto a acordaram, não fechara a cortina na noite anterior; surpreendentemente havia chovido - algo incomum para aquela época do ano em Miami -, e ela se viu em frente a grande janela de seu quarto, observando as grossas gotas d’água chocarem-se no vidro e escorrerem em pequenas trilhas tortas. Sentira-se relaxada naquele momento, ela amava a chuva, era o fato natural mais comum nos clichês românticos, sejam ficção ou realidade. E bem, depois daquela noite farta de filmes clichês e pote de sorvete, nada melhor que olhar a chuva, realmente.

A bela mulher odiava sua TPM, era sempre dois extremos: grosseria gratuita e lágrimas – maioria motivada pelos filmes ou séries. Seu telefone tocou e ela praguejou entre resmungos; tentou ignorar, sabia que era trabalho e não estava com vontade de saber nada, porém o som irritante a fez atender da segunda vez.

- Até que fim, Lauren! – a voz de Ally era animada, o que a fez se questionar sobre o que a outra tomou ou fez noite passada. – Você não vai acreditar, fechamos contrato com a cantora famosa! – exclamou.

Lauren suspirou, ela sabia que já era hora de levantar. A mesma era dona de uma agência de marketing pessoal – LMJ – e as vezes ela deixava o comando nas mãos de Ally. A morena sabia quão responsável e capacitada a amiga era e a prova disso era o contrato que ela lhe contava animadamente. Havia alguns meses em que Allyson insistia em dizer que precisavam de novos clientes, alguém que ainda estivesse em ascensão, começo de carreira.

- Lauren Michelle! – esbravejou. – Você está me ouvindo? Precisa vim aqui agora.

- Okay baixinha, não pode falar baixo? – provocou, apenas para não perder o costume. – Pode falar quem é nosso novo cliente, pelo menos?

- Claro, mas você não vai acreditar até ver com seus próprios olhos – Ally comentou animada, o que fez Lauren revirar os olhos e ficar ansiosa ao mesmo tempo. – É a... – a loirinha foi interrompida por algum assistente do outro lado. – Olha vem pra cá, ela chegou. Tchau!

E desligou. A morena revirou os olhos de novo, sua amiga tinha essa mania de começar a dizer algo e simplesmente esquecer de concluir. Pensar nisso fez Lauren lembrar de quando a conheceu, Ally era uma garotinha tímida, quase uma santa, mas tão logo soltou a demônia existente em si; era astuta, determinada, segura, principalmente no âmbito de trabalho. Agradecia todo dia por tê-la conhecido naquele Café próximo à universidade, abrigando-se da chuva. Viu como tinha boas lembranças da chuva?

Arrumou-se rapidamente, apesar de Ally ser sua amiga, ela era mandona quando estava no comando. “Quem disse que proprietário sempre tem moral, não é mesmo?”. Lauren vestia uma calça justa preta, uma camiseta branca e seu inseparável casaco de couro marrom – um deles -, e um par de coturnos. Olhou-se no espelho, estava linda, mas ainda passou delineador e um batom vermelho. É como dizem: “básica, porém de matar”. Okay, não conhecia esse ditado.

****

Lauren dirigiu com seu land rover evoque pelas ruas de Miami, sem nenhuma pressa. Primeiro que ela amava dirigir aquele carro, segundo porque sabia que Ally não a largaria o restante do dia. A morena gostava de seu trabalho, não foi a primeira opção, mas é aquilo que deu, entende? E realmente deu certo. Contudo, as vezes se cansava de lidar com os clientes, alguns eram burocráticos demais em assinar contratos, outros eram “rebeldes” demais para aceitar opinião e tinha ainda os perfeccionistas exagerados.

Então imagine ter que lidar com isso quase todos os dias, produzir a imagem de alguém, fazer essa pessoa ser bem aceita pela sociedade e boa parte das vezes receber críticas, não era fácil. Obviamente a pergunta do ano é “Lauren Jauregui se importa realmente com o que pensam?”, bom, ela não se importava quando o alvo era ela, porque seu trabalho nunca era afetado, sabia mostrar na prática que o que fazia era bom.

Tivera em outros momentos deslizes de rebeldia, sendo mais precisa, durante sua adolescência. Mas as pessoas crescem e amadurecem – em tese -, então toda aquela sua pose tivera que mudar. Ela precisara socializar, não ser tão rude, paciente... E de alguma forma, isso fez muito bem a Lauren. Claro que havia ainda traços do seu passado em sua personalidade, como dificilmente se envolver com alguém, sempre fazer alguém suspirar por si, ainda que não intencionalmente, e a expressão de poucos amigos. Em geral, a morena havia se tornado uma pessoa que pensara ser impossível. Mas que sorte a sua, não?

A mulher estacionou no prédio em que trabalhava; tinha dez andares, uma fachada de agência séria – porque ninguém imagina a loucura ali -, com as iniciais LMJ em tom prateado, brilhando ao sol. Adentrou o elevador após trancar seu carro e cumprimentar o guarda ali próximo. Suspirou uma última vez, antes de subir até a cobertura, onde ficava sua sala, de Ally, e de outros membros das diretorias.

Mal saiu do cubículo e avistou Allyson à sua espera na mesa de sua secretária. A amiga lhe lançou um sorriso, era perceptível que ela ainda estivesse bastante animada. Lauren a cumprimentou com um abraço e lhe afagou o cabelo.

- Achei que não ia chegar hoje, Jauregui – comentou, arrancando um sorriso de canto da morena.

- Bom dia também, Brooke – ironizou. – Você sequer me contou de quem estamos tratando. Na verdade, nem sei como foi o andamento desse processo todo. Onde está Verônica?

- Perguntando por mim? – uma loira, pouco mais baixa que Lauren, aproximou-se, vindo do corredor esquerdo. – Aqui seu chocolate – entregou a caixa à morena, sabia que a amiga estava ‘naqueles dias’.

- Seu cabelo tá ótimo – a mulher de olhos verdes elogiou, puxando o doce das mãos da amiga.

Veronica semicerrou os olhos, encarando a chefe. Era inacreditável a cara de pau de Lauren, ela sequer sabia se seu cabelo estava castanho ontem e loiro hoje; o elogio foi por puro interesse. Ninguém devia confiar na Jauregui, definitivamente.

Ignorando-a por um momento, Vero procurava em seu tablet todas as anotações em relação ao contrato há pouco firmado. Ela era um dos vários advogados da LMJ, ficando responsável pelos termos de contrato. Ao abrir a pasta com as informações no aparelho, desviou seu olhar para Ally e Lauren que pareciam se estapear por causa de chocolate, e riu, logo chamando atenção de ambas.

- Lo, melhor entrarmos em sua sala – sugeriu, e virou-se ao ouvir a porta do elevador se abrindo. – Ótimo, senhorita Cabello, chegou na hora certa – cumprimentou-a com um sorriso.

Camila Cabello era uma cantora solo, começando a ganhar destaque mundial há pouco tempo. A jovem tinha 22 anos, cabelos e olhos castanhos, um corpo esbelto e um sorriso curto – algo que indicava timidez na maioria das vezes. Ela abraçou Vero e só então prestou atenção nas outras duas figuras. Allyson lhe sorriu, vindo a seu encontro para um abraço, o qual retribuiu. Contudo, seus olhos não desviaram da morena mais afastada.

Lauren não estava diferente, piscou algumas vezes, como se isso fosse fazê-la ter certeza do que via; suas mãos começaram a suar frio, e sentiu como se tivesse uma ventania no peito. Estava surpresa, aquela mulher não deveria estar ali, elas juraram não se ver nunca mais e a morena jurou não se deixar abalar por mais nada em relação a ela.

- Eu sei que ela é linda, mas já pode sair do transe, Lolo – Ally brincou, recebendo um sorriso cúmplice de Veronica. – Camila, essa é Lauren Jauregui, chefe da bagaça toda – apresentou-as.

- É um prazer conhecê-la – a cantora esticou a mão para a outra, controlara-se para não tremer a voz.

- É um prazer tê-la conosco – Lauren retribuiu ao gesto alheio, não podia deixá-la atrapalhar seu trabalho, nem mesmo quando ela era uma cliente. – Vamos todas à minha sala

****

A sala de Lauren tinha enormes janelas, de onde era possível ter uma bela vista da cidade Miami; diversos foram os momentos em que a morena ficou ali em frente observando a cidade se movimentar, enquanto refletia sobre algum problema. Naquele momento, ela observava Veronica explicar com detalhe o acordo firmado com Camila, entretanto, tinha que admitir que não prestava tanta atenção; seus pensamentos bagunçaram no momento que vira a latina.

Camila estava inquieta, olhando toda a sala, como se as cores e os móveis fossem mais importantes que o falatório da advogada a sua frente. Aquilo não podia estar acontecendo, ela jurou que não veria Lauren mais, e conseguira até aquele momento. A culpa era sua, devia ter ido nas reuniões com Dinah em relação ao contrato, ou até mesmo ter escutado qualquer coisa em relação a isso. Mas não, ela confiou na amiga e no melhor que ela podia fazer e simplesmente foi tirar umas férias. “Não farei isso tão cedo depois dessa”, pensou.

- E então você fica vinculada a nós por dois anos – concluiu Vero, desligando o tablet.

- Dois anos? – Camila perguntou de repente, atraindo todas as atenções, principalmente de Lauren.

- Sim, você não leu antes de assinar? – Ally devolveu a pergunta, surpresa. – Olha, se tiver com algum problema, talvez possamos...

- Não, está tudo bem. Confio em Dinah, e se ela confiou no trabalho de vocês por tanto tempo, eu também confio – a latina respondeu.

- Nós agradecemos, e Camila, nós não pretendemos te constranger em nada, se algo assim ocorrer, é só nos avisar – Vero comentou. – Algo mais, Lauren?

- Não, acho que a senhorita Cabello pode tomar o resto do dia de folga e amanhã começaremos com uma sessão de fotos. Acredito que em relação a entrevistas, precisaremos de mais um tempo, para tomar nota de sua trajetória até o momento – a morena concluiu, sem olhá-las. – Reunião encerrada – disse por fim e observou-as sair. Precisava ficar sozinha.

Lauren se recostou melhor em sua cadeira, brincando com uma caneta em mãos, enquanto seus pensamentos a levavam longe. Estava surpresa, mas era mais que isso; sentiu voltar aos poucos a mágoa que tinha de Camila e lembrou-se da última discussão que tiveram, aquela que pôs um fim no que mal havia começado. Ela lutara tanto para mostrar à latina que era uma pessoa decente, apesar de toda a pose badgirl na adolescência e os problemas com drogas, e então chegaram a nada. Ela confiou na latina e pensou que era recíproco, porém se enganara. Camila nunca confiou em si, e provavelmente ter certeza disso foi o mais doloroso.

Ao mesmo tempo que a morena divagava sozinha em sua sala, Camila o fazia em seu carro. Ela dirigia calmamente seu honda fit branco, deixando uma música calma tocar na rádio. O que o destino queria unindo ela a Lauren por dois anos? Não seria apenas mero trabalho, ela precisaria deixar a morena saber aspectos da sua vida de novo e sinceramente não estava pronta como pensara.

Quando que ia imaginar que ver a bela mulher de olhos verdes lhe traria confusão? Porque elas tiveram um relacionamento ou algo parecido e o rompante fora tão desgastante, incompleto. É como se existisse um enorme vácuo na história delas e nenhuma das duas se preocupou em esclarecer, nem mesmo depois de adultas. “Talvez nosso orgulho seja maior do que pensamos”, pensou.

A latina suspirou novamente e a letra de uma de suas músicas favoritas lhe chamou atenção. We push and pull like a magnet do. “Que ironia, Ed”, sorriu negando com a cabeça. Ela e Lauren se repeliam há muito tempo, não havia espaço para uma atração. Não mesmo. Camila ouviu o toque de seu celular e o atendeu no painel do carro.

- Oi baby – atendeu, sorrindo, ainda que a outra pessoa não pudesse vê-la.

- Um beijo pelo seu sorriso – a voz que tanto adorava respondeu. – Está tudo bem?

- Só um? – entrou na brincadeira. – Sim, e você?

- Quantos quiser, amor. Eu to bem, janta comigo hoje? Posso preparar algo para nós em casa mesmo, a luz de velas, que tal?

- Não tem como eu resistir – a cantora se rendeu, era muita gentileza. – Eu chego às 20h. Vou me encontrar com a Dinah, acho que ela não vai me prender hoje.

¬- Okay, eu te espero. Não deixe que ela te prenda, tenho uma noite maravilhosa em mente. Beijos!

 E desligou, deixando Camila animada. Era tudo que ela precisava, esquecer aquele dia, e aquele encontro com Lauren.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pois eu curti muito compartilhar essa estória com vocês e vamos ver no que vai dar né? Essas duas juntas... Até o próximo capítulo!


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