História If I Could Fly - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jaobiscoitao, Oneshots, Wings
Exibições 20
Palavras 3.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeeyyy!! Depois de um tempo eu resolvi voltar com o capítulo novo. Como já disse, é um projeto paralelo, no qual não tem dia para eu postar.
Eu não pretendia demorar tanto, mas eu estava sem ideias para a shot e esperei ter alguma criatividade. Esses dias eu finalmente consegui pensar no que escrever, mas não tive tanto tempo para escrevê-lo. Eu gostei do resultado, apesar de eu ter demorado alguns dias para escrever, hehe.
Aproveitem!

Capítulo 2 - Chapter Two: Blood Sweat Tears


Fanfic / Fanfiction If I Could Fly - Capítulo 2 - Chapter Two: Blood Sweat Tears

“Ele também era um tentador. Ele também era um link ao segundo, o mau mundo com o qual eu não tenho mais ligação...”

Ali no pequeno palco do quiosque em que se encontrava ela viu a pessoa que mais tinha importância naquilo que ela podia chamar de vida.

A franja cobrindo os seus olhos, o sorriso quadrado estampado na face e os batimentos cardíacos altos e acelerados. A garota conseguia ouvir perfeitamente o seu coração, sempre pôde ouvir. Lembrava-se perfeitamente do dia em que o viu pela primeira vez. Era apenas um bebê. Um bebê recém-nascido.

Não sabia que aquela pequena criança ia causar uma confusão na sua vida. Nem sonhava que aquela criança seria o motivo da sua expulsão do céu. Se apaixonar pelo seu protegido era um pecado tão grave assim?

Claro que era! Para o céu era um pecado gravíssimo.

Fazia cerca de alguns anos, certamente desde quando seu protegido começou a virar um homem. Ele tinha... 12 anos? Ainda não era nem um adolescente, mas sua beleza chamava atenção da anja. Aquilo era errado! E ela sabia disso! Mas não se conteve em se sentir bem vendo seu protegido sorrir, se divertir e amadurecer.

Tentava contar nos dedos quantas vezes se sentiu enciumada ao vê-lo conversando com uma garota e o medo de perde-lo para uma humana era grande. Ria consigo mesma as vezes.

É claro que você vai perder ele por uma humana!

A anja dizia para si mesma diversas vezes.

Ele nunca vai ver você!

Esse último pensamento agora não era mais válido. Ficava entre a felicidade e a tristeza com essa notícia abaladora em sua vida. Seu protegido era finalmente capaz de vê-la!

Se dissesse que não era mais uma anja estaria mentindo. Ela só não pertencia mais ao céu.

O protegido — agora ex — pegou o microfone e suspirou antes de começar a cantar.

— I heard that you're settled down that you found a girl and you're married now…

Seu coração começou a palpitar com a voz doce e boa de ouvir do garoto. Como podia um humano se parecer tanto com um anjo?

Se ela fosse uma humana poderia dizer que estava admirando um verdadeiro anjo. Taehyung era um humano com a beleza e a doçura de um anjo. A pele bem cuidada, os cabelos que apesar de estarem loiros ainda continuava sendo uma coisa linda de se ver. Os fios brilhantes e chamativos. Sempre quis tocar-lhe os cabelos e acaricia-los, mas infelizmente nunca pôde.

Mas tinha uma coisa em Taehyung que fazia o coração da anja palpitar cada vez mais.

— Never mind, I'll find someone like you. I wish nothing but the best for you, too Don't forget me, I beg, I remember you said Sometimes it lasts in love But sometimes it hurts instead…

A sua voz.

{...}

Não gostava da ideia de observá-lo de longe.

Não gostava da ideia de que não poderia mais admirá-lo de perto sem que o mesmo soubesse. Era torturante olhá-lo e desviar o olhar sempre que o garoto percebia estar sendo observado.

Agora ele estava ali, conversando com uma garota — pra não dizer que estava em um “encontro” — que havia conhecido naquela noite no karaokê. Os dois tomavam sorvete e a garota ria das piadas idiotas de Taehyung.

A anja não gostava daquilo.

Só ela poderia rir das piadas sem graça de Taehyung!

— Você é bonita! — Sentiu seu rosto ficar vermelho de raiva ao ouvir as palavras do garoto. Se encontrava num lugar próximo ao “casal” e podia escutar perfeitamente o que ambos diziam um para o outro.

— Ob... Obrigada! — A moça disse um pouco envergonhada.

 

Sirenes.

Tiros.

 

Era praticamente impossível alguém não ter ouvido aquilo. Viaturas se aproximaram do praça e o seu coração pareceu parar quando viu uma van completamente desgovernada invadir a praça sem se preocupar com as pessoas que estavam ali.

Podia ter sido banida do céu. Podia não ser mais a anja da guarda de Kim Taehyung. Mas seu instinto protetor gritava desesperadamente quando viu a van branca começar a se aproximar de onde estavam. Ela viu então o anjo da garota que estava acompanhada de Tae, preocupado com a protegida dele.

Sem que esperasse mais um segundo, a anja puxou Taehyung com toda a força que tinha pra longe do banco que logo foi praticamente “atropelado” pela van.

Ela havia tocado Taehyung.

Ela havia conseguido salvar o seu amado sem precisar das suas asas de anjo do céu para isso.

A van descontrolada parou até bater em uma grande árvore que caiu com a força da batida. Seu olhar se concentrou no garoto que estava em cima de si, seus olhos arregalaram-se com a proximidade que ambos estavam e seu coração batia tão aceleradamente que ela achava que a qualquer momento ele iria cansar de bater e iria parar, dando então um verdadeiro fim para ela.

Se morresse, morreria olhando nos olhos da pessoa que mais amava.

Em um impulso, ela o empurrou de forma bruta. Taehyung caiu ao seu lado com os olhos arregalados e uma expressão curiosa no rosto. “Quem é essa garota?”, perguntava para si. Os azuis que estavam arregalados lhe chamou atenção, por algum motivo desconhecido, sentia que podia confiar a sua vida nela.

A anja não perdeu tempo e saiu daquele parque o mais rápido que podia, encontrou um bom lugar para abrir as suas asas negras e voar para o lugar em que se escondia. 

Ah, as asas negras!

Não podia negar que em determinados momentos ela as odiava, não eram tão fortes e resistentes como as brancas que possuía, mas serviam para quando ela precisava fugir — de Taehyung — ou, até mesmo, socorrer Taehyung. Agradecia por tê-las, agradecia imensamente por ainda ter o direito de ter as asas pretas.

O lugar em que estava morando era uma casa velha e abandonada que Taehyung havia encontrado enquanto brincava quando tinha cinco anos de idade. Ficava no meio de um matagal, escondido do resto da cidade. Claro, não escolheu esse lugar sem querer!

Na adolescência do garoto, ele vinha para aquela casa quando queria ficar sozinho. Quando estava triste, com raiva ou apenas queria pensar, Tae ia para aquela velha casa. Tinha esperança de que o garoto fosse até lá e acabasse a encontrando, mas ele nunca apareceu, nunca ninguém apareceu por aquelas bandas.

 

Dias depois...

Não havia ficado tempo o suficiente naquele parque para descobrir o que havia acontecido. Mas pelas fofocas que ouviu nas ruas se tratava de um assalto em um banco. Os ladrões tentaram fugir, mas foram pegos pela polícia quando a van bateu contra a árvore. Também ficou sabendo que uma pessoa morreu naquele dia, a garota que estava com o Taehyung. Infelizmente o seu anjo não conseguiu salvá-la a tempo, foi devagar demais. Quando menos esperava, a van passou por cima da garota que ficou com alguns ferimentos graves e morreu no hospital.

Lembrava-se da sensação de não poder salvar a pessoa que você protege. A culpa a consumia por completo, e durante vários anos ela se perguntava o que havia feito de errado que não conseguiu ser a anja da guarda que aquela pessoa merecia.

Sentia-se assim até receber a notícia que cuidaria de uma outra pessoa. E quem era essa pessoa?

Kim Taehyung.

Certo que algumas vezes sentia que iria perde-lo, da mesma forma que perdeu Noah, que tinha apenas dez anos de idade. Ela infelizmente não conseguiu salvar a criança de um afogamento, quando tentou, já era tarde demais.

Como uma pessoa normal, ela tomava café da manhã em uma lanchonete. Não era nada próxima a sua casa, mas ela não gostava de estar sozinha. Depois daquele dia no parque, ela não acompanhou mais Taehyung. Ele sabia de sua existência, certamente sabia perfeitamente o seu rosto já que o garoto tinha uma ótima memória. Não queria trocar palavras com ele. Na verdade, queria, mas se sentia insegura quanto a isso.

Naquela manhã seria o enterro da pobre garota, e ela estaria lá em apoio ao anjo que a perdeu.

— Mais um pouco de café? — Uma garçonete perguntou. A anja negou com a cabeça e pagou a moça, deixando uma boa gorjeta. Ao sair da lanchonete seguiu em direção ao cemitério, esperava encontrar o anjo lá.

{...}

Péssima ideia!

Que péssima ideia!

Não esperava encontrar Taehyung naquele cemitério. Ah, que burra! Claro que ele estaria lá! Ele estava com a garota quando a mesma morreu. Como não havia pensado sobre isso? Estava tão concentrada tentando evita-lo que aparentemente o Destino, com D maiúsculo quis que ela acabasse o encontrando, de um jeito ou de outro.

Tentou ficar o mais longe possível dele, sem ser vista. Mas foi quando ele se aproximou da árvore em que estava escondida atrás, que Tae a notou — ele certamente queria ficar sozinho, devia se culpar pelo ocorrido—.

— Você! — Ele a olhava de olhos arregalados. A garota saiu correndo dali, mas suas pernas não eram tão eficiente como as suas asas. Taehyung conseguiu alcança-la e segurá-la para que não fugisse. — Quem... Quem é você?

A perguntou.

A garota não o respondeu, tentando evitar olhá-lo nos olhos e acabar por se perder naquele olhar que ela tanto admirava.

— Responda! — Gritou.

Não queria!

Ela não queria!

— Jasmine! — Fechou os olhos. Tudo isso para evitar olhá-lo.

Taehyung a soltou aos poucos, se sentiu constrangido por ter assustado a garota. Não era a sua intenção, mas ele precisava saber quem era ela, por qual motivo ela o salvou. Também queria entender o motivo de se sentir seguro ao lado da garota, mas acharia que ela o veria como um louco se ele dissesse que se sentia são e salvo em sua presença.

Então a garota se chamava Jasmine...

Era um belo nome, um nome bem angelical, poderia dizer.

Jasmine abriu os olhos lentamente e Taehyung quase soltou um suspiro maravilhado. Os olhos incrivelmente azuis, mais azuis que o céu e os cabelos cacheados que batiam em seu rosto por causa do vento. Ela definitivamente não era coreana.

Jasmine era uma garota de estatura média, diria ter 1.68 de altura. Cabelos cacheados, de cor loira natural que iam até metade de suas costas. Sua pele não era branca, era de um rosadinho fofo e corado. Era sem imperfeições, como se ela tivesse sido esculpida pelos deuses. Taehyung podia jurar que estava vendo um anjo em sua frente, e de fato, estava.

Jasmine...

Ele queria saber mais sobre esse anjo em sua frente que se chamava Jasmine.

 

No momento em que Jasmine teve a primeira oportunidade, ela fugiu sem deixar nenhum vestígio de como Taehyung pudesse encontra-la novamente.

Havia conseguido tirar algumas palavras da boca da garota, como por exemplo algumas respostas curtas, tipo “sim” e “não”. Esqueceu completamente que estava em um velório e foi embora do cemitério, arrastando consigo a garota que o salvou. Sentia-se completamente confortável com a presença da menina, e se pudesse, teria ela por perto para sempre.

Ficou bem decepcionado quando a garota fugiu dele, especialmente quando achou que iria segurá-la novamente. Porém ela desapareceu! 

Pumm!!

Se ela estava naquele beco sem saída, ela conseguiu sair. Desapareceu!

A última coisa que viu foi um enorme pássaro de asas negras sobrevoando aquela parte em que ele estava. Não podia dizer claramente que pássaro era, estava muito alto. Mas tinha asas grandes. Lindas e enormes asas pretas que o fizeram ficar admirando até que o pássaro enfim desaparecesse entre as nuvens.

Por um momento, um lugar de sua infância veio em sua mente.

A velha casa abandonada...

Há quando tempo não ia até lá? Passou tanto tempo sem lembrar daquele lugar que simplesmente esqueceu de sua existência. Sentia uma enorme vontade de ir até lá, como se indo até aquela casa fosse a coisa que mais precisava fazer em toda sua vida. E sem hesitar, ele seguiu o caminho até a velha casa.

Tinha boas lembranças de lá, e mesmo estando longe de tudo e de todos, ele nunca se sentira sozinho quando estava lá. Lembrava de ficar conversando sozinho, mas sentia que alguém o respondia, de alguma forma.

Demorou um pouco até que ele acertasse o local, o caminho parecia nunca ter saído de sua cabeça. Colocou as mãos nos bolsos de seu casaco e suspirou ao ver a casa no meio do nada. Ainda estava do jeitinho que se lembrava. Velha, abandonada e com um certo ar de mistério. Adorava pensar que naquela casa habitavam anjos que haviam caído do céu, anjos que desejavam viver no mundo humano por se sentirem sozinhos. Taehyung se impressionava em como tinha uma imaginação tão fértil.

Entrou na casa, mas ao fazê-lo seus olhos se arregalaram imediatamente.

A casa já não estava mais abandonada. Ali, no meio dos móveis velhos e desgastados estava uma garota de cabelos loiros, ajoelhada. Mas não foi a garota que o chamou atenção, mas sim as asas negras e magnificas que saiam de suas costas.

— Eu sabia que você viria! 

Se surpreendeu ao ver a moça virar. Era Jasmine.

Deu alguns passos para trás, mas parou ao sentir a sensação de que estava seguro dominá-lo. Ele não precisava ter medo, não de Jasmine. Como já tinha dito antes para si mesmo, ele sentia que devia a sua vida a ela.

{...}

Como se não bastasse Jasmine parecer um anjo, ela realmente era um.

Taehyung não disse nada desde o momento em que entrou na casa e a viu. Apenas ficou encarando as asas da anja, completamente admirado com a beleza delas, mesmo sendo negras. Jasmine não o olhou nenhuma vez, sempre ficava encarando o chão enquanto Tae apenas escutava aquela voz angelical lhe contar o que nunca sequer imaginaria.

Ele estava desprotegido, de acordo com ela. Uma vez que você perde seu anjo da guarda, você não pode mais ter outro. De uns tempos pra cá, o número de anjos caídos só tem aumentado, e isso era meio que ruim para o céu. Várias pessoas estavam desprotegidas, dependendo somente de si para se protegerem. Mas haviam coisas que elas não podiam se proteger, e o destino geralmente era terrível.

Jasmine acreditava que a única forma de manter Taehyung atento — já que era do tipo que adorava se meter em algumas confusões — era o alertando sobre não estar mais seguro como estava durante anos.

Claro, ela ainda cuidaria dele. Mas suas asas e poderes não eram mais tão úteis como quando ainda estava no céu. Qualquer deslize poderia colocar a vida de Taehyung em perigo.

 

Meses depois...

Jasmine deveria saber melhor do que ninguém que Taehyung saber a verdade sobre anjos não era o suficiente para que ele colocasse juízo em sua cabeça.

Desde o dia em que se “conheceram” que ela tem de o ajudar em brigas que Tae se envolve, em pequenos acidentes e até mesmo leva-lo ao hospital diversas vezes por ter se machucado enquanto se divertia por aí.

Foram longos meses em que os dois haviam adquirido uma amizade. Amizade essa que serviu apenas para a anja se apaixonar cada vez mais por Taehyung. Ele não sabia, e seria bem melhor se ele não soubesse que era o motivo dela ter sido banida do céu. Até o momento, não estava sendo caçada, e se escondia bem dos que queriam caçá-la. Não dava sinais de que estava por perto, afinal, quase nunca usava as suas asas ou seus poderes.

Exceto quando Taehyung necessitava de ajuda com urgência!

E era naquela noite fria e “nevante” — palavra que Taehyung usava quando criança para descrever como era uma noite fria — que ela cuidava de um olho roxo do protegido e um corte nos lábios.

Havia se envolvido em uma briga. De novo.

Motivo?

Estava pegando a namorada de um cara que era três vezes o seu tamanho.

Não podia simplesmente ignorar que aquilo a afetava, e muito. Jasmine deixava transparecer o desconforto em saber que o seu Taehyung estava nos braços de uma humana. Desde que fora expulsa do céu o seu ciúme por Taehyung só aumentava. Odiava quando uma garota se aproximava dele, e as mantinha afastadas sempre que estava com ele. Tae é claro que notou o ciúme da anja, mas achou que fosse algo sobre ela ainda ter o instinto de protege-lo, já que ela era sua anja da guarda.

Ou pelo menos era.

— Ai! — Taehyung reclamou quando Jasmine pressionou uma bolsa de gelo em seu olho roxo. — É assim que você me protege?

— É assim que você retribui toda a minha ajuda nesses últimos meses? Eu dou meu sangue, meu suor e minhas lágrimas por você a ainda assim você não toma juízo!

— Seu sangue?

— Quando você trapaceou em um jogo de cartas — Jasmine levantou um pouco a sua jaqueta, mostrando os pulsos no qual ainda tinha algumas cicatrizes de quando um dos homens que batiam em Taehyung tentou acertá-la com um caco de vidro. Acabou que os homens levaram uma boa surra de Jasmine.

— Seu suor?

— Quando corremos de três namoradas suas furiosas por descobrirem que você as traia — Ao pronunciar ‘namoradas’, Jasmine revirou os olhos.

— E suas lágrimas?

 Engoliu em seco.

Não podia contar que ela chorava sempre que ele a apresentava a uma de suas ficantes. Era torturante ver que várias garotas já o tiveram, exceto ela. E ela queria mais que tudo que Taehyung a pertencesse, que fosse somente dela.

— Quando você ficou tão sem vergonha? — Mudou de assunto. — Até o dia em que nos conhecemos você não era assim, o que mudou?

— E as suas lágrimas? — Tae repetiu a pergunta.

— Minhas... lágrimas... — Seu coração batia aceleradamente e Jasmine não conseguiu evitar dar um passo para trás quando o garoto se aproximou mais dela.

Perigoso, Taehyung! Você está se tornando muito perigoso!

Tentava não olhá-lo nos olhos, e pensava em algo que pudesse fazer com que ele mudasse de assunto, mas quanto mais Taehyung se aproximava, mais difícil ficava de raciocinar qualquer assunto que a tirasse daquela situação.

— Não sabia que você chorava por mim.

— Isso foi quando... — Não conseguiu arrumar uma desculpa.

— Quando?

Taehyung estava perigosamente próximo de si. Não era a primeira vez que ele tentou seduzi-la — mesmo ela já estando seduzida por ele desde que começou a virar um homem muito atraente —, mas sempre conseguia escapar daquilo com uma resposta irônica na ponta da língua.

Mas dessa vez nada veio.

Seus olhos a traiam, sempre que podiam estavam olhando para os lábios do rapaz no qual tinha um leve corte. Não se importava com aquilo. A ferida o fazia ficar com um ar a mais de perigo, o que o deixava mais sexy.

Kim Taehyung era um pedaço de mau caminho.

A sua ruína.

— Quando? — Repetiu.

— Quando você me apresenta a uma humana — Confessou, sem nem se importar que estava pensando alto. — Quando você está com alguma vadia por aí. É, toda garota que se aproxima de você é uma vadia em meu ponto de vista.

— Então isso é ciúme?

— O ciúme mais possessivo que você já viu.

A aproximação dos dois já era enorme. Taehyung segurou delicadamente a cintura da anja e roçou seus nariz pela bochecha de Jasmine, sentindo seu cheiro doce de morango com creme. Mesmo não admitindo abertamente, o cheiro da anja o deixava completamente louco. Já se excitou ao sentir o cheiro do sabonete que ela usava quando Jasmine saiu do banho. O corpo angelical enrolado numa toalha branca o fez querê-la para si.

Não podia! Ela era a sua anja e... Ela só o via como seu protegido, não era?

Era o que ele pensava até ouvir a palavra ciúme sair da boca da garota. Ali ele pôde ter certeza de que ela o queria tanto quanto ele.

Taehyung aproximou dos lábios de Jasmine, e em um movimento inesperado ele a beijou. Sentindo pela primeira vez o sabor de seus lábios, no qual sempre imaginou serem a melhor coisa que experimentou em toda a sua vida. E realmente eram.

Se há um ano atrás o dissessem que dentro de alguns meses ele estaria beijando um anjo, chamaria a pessoa de doida varrida e riria até o mundo acabar. Quem acreditaria em anjos? Não era uma pessoa religiosa, e duvidava da existência desses seres alados no qual neste exato momento estava beijando um deles.

Sua língua entrou devagar dentro da boca de Jasmine, e a anja correspondia aos seus toques. Uma de suas mãos apertava levemente a cintura da garota por baixo da regata branca que ela usava, a sua outra mão segurava a sua nuca.

Diferente de Taehyung, Jasmine segurava em seus ombros, sem saber o que fazer. Seu coração batia sem parar, e realmente acreditou que uma hora ele fosse cansar e parasse. Sua consciência riu ao lembrar da primeira vez em que tocou em Taehyung. Ela se sentia da mesma forma, prestes a morrer.

O beijo começou a se aprofundar cada vez mais, e logo Taehyung passou seus beijos para o pescoço de Jasmine.

Era uma sensação boa, nunca tinha sentido algo assim. Até porque, nunca tinha tido uma oportunidade. Agradecia ter sido banida do céu, se não tivesse sido banida, certamente estaria vendo outra garota no lugar dela recebendo os carinhos deliciosos que Taehyung podia dar.

A mão de Taehyung que estava em sua cintura abaixou mais um pouco, dando uma forte apalpada em sua bunda no qual a fez soltar um gemido. Essas sensações eram ótimas!

Reclamou quando Taehyung parou de beijar e morder o seu pescoço, a olhando nos olhos em seguida. O que havia acontecido? Ela queria que ele continuasse com aqueles carinhos!

— Você não sabe o quanto eu desejava te beijar — Tae confessou, e pela primeira vez naquele dia Jasmine sentiu suas bochechas corar. — Nunca passou pela sua cabeça que eu estava te provocando?

Negou.

— Jasmine, você é tão pura!

Para a surpresa da anja, ele deu outra apalpada em sua bunda. Taehyung gostava de pegar em bundas. Pensou.

— E você é tão impuro! — Jasmine voltou a beijá-lo com voracidade, sem se importar na pressão que fazia em seus lábios cortados. Nem ele se importava, estava adorando a sensação de ter os lábios angelicais tocando os seus.

Dali em diante, Jasmine sentiria o maior prazer que o humano poderia proporcioná-la. Taehyung seria seu, e ela seria dele.


Notas Finais


Miiiilll desculpas por não fazer um hot. Essa shot não era pra ter hot, as que eu pretendo fazer hot vão ser um pouquinho mais pra frente.
Admito que fiquei com vontade de fazer um hot, mas essa não era a ideia da shot, então deixei para depois. Vocês meio que já sabem o que acontece depois do final, hehe.

Muito obrigada pelos favoritos e pelos comentários, eu ainda irei respondê-los!
Bjs!

Contato: @wtftetezinha


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