História If I Make You Mine - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Han Geng, Kim Heechul, Park Jungsu
Tags Hanchul, Sichul, Sihanchul, Super Junior
Exibições 19
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*Não sei fazer capas, mas vou tentar fazer algo melhor algum dia para colocar na fanfic.*

Espero que gostem do capítulo. Eu comecei algo bem louco mesmo da minha cabeça, eu já havia escrito esse capítulo algum tempo atrás, mas resolvi dar continuidade por conta de uns acontecimentos que me proporcionaram bastante tempo livre (greve na faculdade). E eu estava sentindo tanta falta do Super Junior e morrendo de preocupação por conta da perna do Heenim, que aqui vai essa ficção para relaxar um pouco.

Fatos foram alterados para que encaixassem no Universo Alternativo. Qualquer coincidência é mera semelhança. Sim, foi exatamente o que eu quis dizer.

Vou misturar uns "hyung" aqui e ali, mas não vou usar sempre, por motivos.
Talvez esteja OOC e WTF, but enjoy.

Capítulo 1 - Companhia (in)Esperada


Ele estava na minha porta outra vez. Três batidas pesadas de alguém que mal tinha forças para ficar de pé. Meu nome dito em uma tentativa de sussurro. Em vão, claro, provavelmente todos os vizinhos ouviram seu tom de voz alto... Como sempre.

Levantei-me do grande sofá do meu apartamento, eu estava assistindo a um filme na TV, um cobertor e um copo de chocolate eram minhas companhias da noite até então. Caminhei até a porta lentamente, pois sabia que ele esperaria, conseguia prever cada uma de suas ações, pois ele jamais mudava seus hábitos, por isso ele estava na minha porta às duas da manhã. Não era mais nenhuma surpresa.

Abri a porta e olhei para a minha direita, vendo-o sentado com as costas apoiadas na parede, as pernas dobradas na frente do corpo e a cabeça repousando sobre os joelhos. Uma das mãos esfregava levemente a nuca, enquanto a outra segurava uma garrafa de alguma bebida alcoólica.

— Heechul — chamei baixinho, cansado.

Ele me olhou como uma criança perdida dos pais, e por um momento eu contive uma risada. Ele sempre fazia as mesmas coisas quando estava bêbado, como trilhar um longo caminho até o meu apartamento e ficar ali em frente. O porteiro já nem se incomodava, nem sequer interfonava mais, pois eu com o tempo resolvi avisar que estava tudo bem deixá-lo subir, era um amigo muito próximo e que ele poderia vir sempre que aparecesse, por mais lastimável que fosse seu estado. E, quando sóbrio, Heechul passava horas na portaria conversando com o porteiro que estivesse por lá em qualquer turno, então eles criaram certa simpatia por meu amigo.

Aproximei-me e tirei a garrafa de sua mão suavemente.

— Vem, levanta... — Ajudei-o a se levantar, mas ele tropeçou nos joelhos, gargalhando em seguida. — Sshh... Os vizinhos vão ficar irritados! — Segurei meu amigo firmemente, colocando seu braço sobre meus ombros e o segurando firme pelo tronco, sentindo o quanto havia emagrecido.

Tentei colocá-lo sentado no sofá, mas Heechul se esquivou dos meus braços e foi cambaleando até o banheiro, pensei que ele fosse vomitar e corri até ele, não queria que se machucasse. Minha maior surpresa foi vê-lo se despir e entrar no box. Suspirei, recolhendo suas roupas e colocando-as no cesto. Ele estava cambaleando muito, eu não sabia se deveria ajudá-lo com o banho, porque meu amigo sempre entrava na banheira, ele nunca havia tomado uma chuveirada em pé e sozinho enquanto bêbado antes.

Heechul se apoiou na parede, tirando os cabelos que caíam sobre os olhos, começando a gargalhar novamente logo em seguida. Ele ficou longos segundos rindo, me deixando com cara de idiota sem entender nada.

— Hyung, você está bem? — perguntei. — Consegue falar?

Ele não respondeu, apenas continuou rindo. Comecei a ficar preocupado, dando um passo em direção ao box.

— Vem, entra na banheira, é melhor...

— Eu estou bem... Não estou tão bêbado... Vai me preparar algo pra comer... — ele tentou esbravejar e parecer intimidador, mas sua voz saiu apenas mimada em vez disso.

Suspirei, vencido.

— Tudo bem, tudo bem...

Fui até a cozinha, ainda preocupado. Esperei alguns minutos e fui até o banheiro. Meio dificultosamente, ele conseguiu tomar banho sozinho sem cair nem se machucar. Observei-o por alguns segundos para me certificar de que estava tudo bem de verdade, mas acabei demorando os olhos sobre o meu amigo. Eu havia visto outros homens nus na minha frente, mas Heechul era encantadoramente bonito. Era estranho ter alguém tão atraente como ele ali, despreocupado, tomando uma chuveirada no meu banheiro.

Aquela cena constantemente povoava meus pensamentos. Não era a primeira vez, não seria a última. E sempre seria bem-vindo ali.

Diversas vezes eu havia desejado meu amigo, mais do que eu posso me lembrar, e todas foram bastante intensas, certamente. Sua pele macia e seus lábios invadiam minha mente em sonhos e nos momentos mais inoportunos e íntimos. Eu me tocava pensando nele inúmeras vezes. Eu gostava de imaginá-lo à minha frente, de joelhos, lábios carnudos e vermelhos entreabertos arfando, me esperando gozar. Ah, como eu gostava daquilo. Em meus devaneios, ele gemia o meu nome enquanto fazíamos amor na minha cama.

Ele era meu melhor amigo, era imoral enxergá-lo daquela forma, mas inevitável.

Afastei os pensamentos, saindo dali antes que ele notasse minha presença e meu olhar nada inocente sobre ele, repleto de más-intenções.

Na cozinha, comecei a preparar algo de que meu amigo gostaria. Eu sabia bem do que ele gostava, então eu decidi agradá-lo dessa vez. Não que ele merecesse, mas não me custava. Deixei a TV ligada, e continuei tentando acompanhar a história do filme. Heechul saiu do banheiro com a toalha enrolada na cintura e foi direto até o corredor, provavelmente iria até o meu quarto pegar roupas. Esperei algum tempo, eu queria só ver o que ele aprontaria dessa vez. Da última vez, meu amigo vestiu um smoking meu com gravata de borboleta azul com bolinhas amarelas — que eu nem sabia o motivo de estar no meu guarda-roupa. Eram cinco e meia da manhã.

Heechul não voltou do quarto. Larguei o que estava fazendo e desliguei o fogo, indo atrás dele para ver o que havia acontecido.

— Hyung — chamei antes de encontrá-lo nu deitado na minha cama e coberto com meus edredons confortavelmente, totalmente apagado. — Ah, realmente... — sussurrei, sentando-me ao lado dele. — Você não tem jeito mesmo, Kim Heechul.

Acariciei seus cabelos, sorrindo para a bela figura que dormia ali. Eu pensei em vesti-lo, mas não queria despertar o demônio em que ele se transformava quando algo o desagradava, então resolvi deixar o quarto bem aquecido para que ele não ficasse doente. Deixei uma garrafinha de água e coisas doces para ele comer quando acordasse.

O sofá já estava preparado, pois eu pretendia dormir por ali mesmo enquanto assistia aos filmes que passavam na TV. Já havia se passado uma hora e o filme terminou. Troquei de canal para ver o que mais estava passando de bom, quando ouvi um celular tocar. Não era o toque do meu celular, então só poderia ser o dele e vinha do banheiro. Levantei outra vez, sendo tirado da minha paz por outra pessoa que não era o meu amigo, indo até o banheiro e procurando pelo aparelho. Vinha de dentro do cesto de roupa suja, devia estar no bolso da calça dele. Peguei-o, atendendo.

— Sim?

— Heechul? — era uma voz masculina. — Por que você me deixou aqui sozinho? Você disse que voltaria depois de resolver alguma coisa, mas já faz uma hora e meia!

— Quem está falando? — perguntei, quase rindo de escárnio. Essa pessoa realmente não conhecia Kim Heechul. — O Heechul está dormindo.

Alguns segundos de silêncio constrangedor se estenderam.

— Ah... E você é o novo homem dele? Eu te aviso, cara, Heechul pode até ser bonito, mas não vale o seu tempo, ele vai te descartar assim que você não for mais útil. Ele só me procura quando está carente... Um desperdício uma beleza como aquela ter um coração tão cruel! Ele veio até o meu apartamento e me abandonou depois de...

— Escuta, é... Você tem algum recado para deixar? — interrompi-o, eu não queria mais detalhes.

— Olha, diz pra ele que Park Jungsu ligou e que ele me deve algumas explicações.

— Entendi... — falei, esperando o que mais viria a seguir.

— É... Com quem eu estou falando mesmo?

— Anotei seu recado, tenha uma boa noite — respondi, desligando.

Voltei até o sofá. Não consegui prestar atenção ao filme pelo simples motivo de que eu não sabia quem era Park Jungsu e o que Heechul estava fazendo no apartamento dele antes de deixá-lo sozinho. Eu não tinha nada com isso, mas me importava com ele.

Ouvi a voz do meu amigo, então fui até o quarto. Heechul estava murmurando coisas que eu não consegui entender. Admirei-o por alguns instantes. Ele era uma das pessoas mais bonitas que eu conhecia, caso não fosse o homem mais bonito. Jungsu devia ser alguém realmente bonito, porque meu amigo sabia bem de seus atributos e não desperdiçava a própria beleza nos braços de qualquer homem.

— Siwon... — ele murmurou. Gelei por um instante, ele estava sonhando comigo? Respirei fundo, sentando-me do outro lado da cama. — Siwon... Eu estou com fome... — completou sua fala.

Dei uma risada. Ele não estava dormindo, só estava com os olhos fechados.

— Ah, hyung, você passou o dia inteiro sem se alimentar direito, apenas tomou álcool? É uma surpresa não ter passado mal!

Ele abriu os olhos lentamente, sorrindo para mim. Estava meio sonolento, mas sabia bem o que estava fazendo e falando. Provavelmente já não estava mais tão embriagado assim, só restando um pouco da embriaguez e o cansaço pós-porre.

Peguei um doce e estiquei minha mão para ele pegar, mas, em vez de pegar com a mão, ele comeu diretamente dos meus dedos, como se eu o alimentasse feito um bichinho de estimação. Era um costume dele, principalmente quando estava bêbado, fazer isso. Ao comer, deu um sorriso torto, era como se soubesse o efeito que tinha sobre mim e zombasse disso. Repeti o gesto, alimentando-o com mais doces. Então peguei a garrafinha de água e estendi até ele, auxiliando-o a beber. Heechul gostava de ser tratado cuidadosamente pelas pessoas, e ele gostava de quando eu fazia aquilo. Deixou que um fio de água escorresse pelo queixo, sequei com o polegar e ofereci mais água a ele.

Meu amigo me fitava aqueles olhos semelhantes aos de um gato que pedia carinho. Coloquei a garrafa de volta em cima do criado-mudo e aproximei-me, entrando embaixo das cobertas e apagando a luz do abajur ao meu lado, ele fez o mesmo. Estávamos ambos sonolentos, o quarto estava completamente escuro por conta da minha cortina azul que eu havia adquirido recentemente.

Heechul e eu dormíamos na mesma cama desde que nos entendíamos por amigos, não tínhamos tabus nem medos quanto a isso. Ele sabia quem eu era e eu sabia quem ele era, e nossa amizade era grande o bastante para não ficarmos constrangidos com uma “possibilidade” de algo acontecer.

Ele se aproximou mais, encostando seu corpo ao meu. Prendi a respiração quando o senti tão próximo, pois estando ele nu, aquilo poderia se tornar embaraçoso, principalmente por conta de meus recentes pensamentos acerca dele. Entretanto, notei que havia um grosso tecido separando a pele do meu braço daquela parte do corpo dele, então notei que ele havia vestido minha calça de moletom favorita, pois era a única que eu tinha naquele tipo de tecido, e eu a reconheceria em qualquer lugar. Dei um sorriso na escuridão, voltando meu rosto para o teto. Tentei não me mover, pois ele parecia confortável naquela posição. Não que eu estivesse incomodado, mas eu queria me virar para o lado. Lentamente, virei-me de frente para ele, que se virou de costas para mim quase que imediatamente, então ficamos deitados daquela forma.

Senti o cheiro do meu xampu nos cabelos macios e escuros dele. Meu peito estava encostado na pele suave das costas dele, ele pegou minha mão e se “cobriu” com o meu braço, que repousou sobre sua cintura. Às vezes, dormíamos assim. Tudo nele era atraente, e ninguém tinha mais consciência disso do que o próprio Kim Heechul.

Era difícil conter o sorriso estando perto de alguém como Heechul. Além de sua aparência incrível, sua personalidade era difícil, porém divertida. Ele era uma das poucas pessoas que eu sentia que realmente conhecia, porque ele era alguém constante dentro de sua inconstância e loucura, e eu gostava disso, pois assim eu podia esperar de tudo sem me arrepender de absolutamente nada.

Heechul já estava dormindo. Eu podia ouvir sua respiração calma. Quando ele acordasse, eu deveria me preparar para a tormenta ou calmaria, dependeria de seu humor.

Essa era a minha rotina. Mais um fim de semana normal sendo amigo dele. Quem me dera permanecesse tudo exatamente dessa forma para sempre.


Notas Finais


Escrevi por conta da minha ansiedade, que não me larga. xD Talvez esteja ruim, mas é porque eu sou má escritora mesmo. hahaha Eu sempre quis postar uma das minhas SiChul, mas nunca tive coragem.

Não esqueçam de comentar, mesmo que seja uma carinha feliz caso tenham gostado. ;D
Até mais! i33


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