História If Only - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Personagens Demi Lovato, Justin Bieber
Tags Drama, Mudo, Romance
Visualizações 230
Palavras 2.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellow my lovers tudo bem com vocês?
Espero que gostem desse capítulo.
Gostaria de agradecer esse banner a Gi (Sra. Tomlinson)
muito obrigada moçã <3

Capítulo 12 - Insecurity


Fanfic / Fanfiction If Only - Capítulo 12 - Insecurity

No dia seguinte, eu estava extremamente feliz. Pela primeira vez depois de dias eu havia conseguido dormir bem, sem nenhum pesadelo.

Eu não tinha dúvidas que Justin era influência de tudo isso, e eu deveria agradecer a ele inúmeras vezes.

Para o café da manhã comi apenas uma maça. Peguei minhas pastas e minha bolsa e sai de casa, antes que eu me atrasasse para a escola. Mais uma vez pensei que deveria comprar um carro.

Sorri com a ideia de Justin me ajudando a comprar um carro. Será que ele sabia dirigir?

Caminhei até a parada do ônibus, pensando em uma forma de o convidar para comprar o meu novo carro. Ele aceitaria sair comigo numa boa? Poderíamos adiar a aula de hoje novamente.

- Bom dia Demi

Me virei e vi Sam sorridente atrás de mim. Estranhei, nem sabia que ele morava por perto.

- Bom dia Sam.

Ele soltou uma risadinha provavelmente pela minha cara de confusa.

- Meu carro estragou – explicou – E como você não passa muito tempo com nós não sabe que moro naquela rua ali – apontou.

Ele morava duas ruas atrás da minha. Stratford era realmente pequena.

- Minha primeira semana foi bem turbulenta.

E como.

- Sei como é, mas Amélia está triste que você se afastou de nós, segundo ela você prefere ficar com o Justin do que conosco.

- Sinto muito, vou falar com ela.

- Ela é dramática, não precisa se importar com isso.

Percebi um certo brilho em seu olhar desde que começou a falar sobre Amélia e então percebi o que sempre notava com meus amigos na adolescência. Ele gostava dela.

- Você gosta dela – afirmei, não perguntando, em poucas palavras ele já havia entregado tudo.

- O que? – Seus olhos se arregalaram levemente e sua bochecha começava a corar. Aí estava, ele gostava dela.

- Não se preocupe, não tenho intimidade o suficiente para chegar e falar “Sam gosta de você, aproveita e fica com ele”. Seu segredo está bem guardado comigo.

- Como você...? – Ele não terminou, estava pasmo ainda.

Na verdade, nem eu sabia como, simplesmente vi seu olhar brilhando quando pronunciou o nome de Amélia e joguei acertando em cheio.

- Então você gosta?

Ele assentiu, meio tímido agora.

- Ela é diferente, não é uma garota qualquer, sinto que ela foi feita para mim.

Sorri.

- E por que não diz isso para ela?

Ele suspirou.

- Ela está passando por um momento difícil. Seu namorado a traiu com a garota que ela mais odiava nesse mundo, ela está magoada, mas não demonstra sabe?

Assenti. Eu entendia tudo que ela estava passando.

E agora me perguntava porque motivos evitei me aproximar deles. Amélia estava passando pela mesma coisa que passei antes da morte de minha mãe, eu sabia da dor, eu sabia do sofrimento que era ver ou saber que seu namorado estava traindo você.

- Sei exatamente pelo que ela está passando.

- Acho que por isso que ela queria você conosco. Eu sou a única pessoa que ela tem e você é nova na cidade, e ela está sem amigas. Por mais que eu seja amigo dela, você é mulher e ela também, existem coisas que só vocês entendem.

- Estou me sentindo péssima agora.

- Não se sinta – ele sorriu – Você não tinha como saber.

- Vou me aproximar dela – falei – Estou precisando de amigas também.

- Só não conta o que você descobriu Demi.

- Seu segredo está bem guardado comigo – repeti – Não se preocupe.

O ônibus chegou e nós entramos no mesmo, sentamos na segunda fileira de bancos e voltamos a conversar.

- O que acha de falar com ela hoje? Tenho umas provas para corrigir e não poderei ficar com Amélia no intervalo.

- Claro – falei.

Mesmo que agora, eu queria ficar com Justin, iria conhecer um pouco mais de Amélia e talvez poderíamos criar um laço de amizade. Era uma boa ideia.

Eu precisava recomeçar.

- Obrigada

- Não estou fazendo como obrigação – o alertei – Desde o final de semana penso que deveria fazer novos amigos além de Justin.

- Justin é seu amigo?

Só então percebi que falei demais.

- Quase isso.

Sam assentiu.

- É bom que ele tenha alguém próximo a ele. Justin é um garoto solitário e precisa mudar isso.

Concordei. Não queria entrar no assunto “Justin” e falar algo que não deveria, eu era ótima em falar sem pensar.

- O que aconteceu com seu carro? – Mudei de assunto.

- Hoje ele não ligou, acredito que tenha sido o motor. Quando chegar irei levar para o mecânico.

- Eu preciso comprar o meu o quanto antes.

- Posso te passar o endereço da melhor concessionária daqui de Stratford. Foi lá que comprei meu carro. Ele não deu problema até hoje e já o tenho a três anos.

- Seria ótimo. Obrigada Sam.

- Disponha.

Quando chegamos na escola alguns alunos já estavam ali como de costume.

- Avisa Amélia para mim? – Sam pediu – Ela não está respondendo minhas mensagens.

- Claro.   

- Nos vemos depois Demi.

Concordei e caminhei em direção a minha sala.

Justin não estava presente ainda, olhei no relógio e faltava dez minutos para tocar o sinal.

Será que ele não apareceria? Pensei na possibilidade de ele estar muito envergonhado com o que aconteceu entre nós ontem, mas descartei, ele deveria estar apenas atrasado.

Arrumei minhas pastas em cima da mesa e enquanto esperava por Justin peguei meu celular e comecei a mexer.

A quanto tempo eu não entrava no facebook?

Abri o aplicativo e havia mais de cem notificações. Muitas delas desejando pêsames pela minha perda, não curti e nem comentei nenhuma.

Cliquei no feed de notícias e comecei a deslizar a página. Notícias de famosos de páginas que eu seguia. Fotos de Lily e Joe juntos, eles eram meus amigos no ensino médio, mas perdemos o contato conforme fomos amadurecendo.

Então mais um deslize e eu os vi: Dafne e Trevor. A foto era recente e havia sido tirada por uma terceira pessoa, eles estavam se beijando nela e era nítido que estavam felizes.

Uma maldita lágrima escorreu pela minha bochecha direita e eu me odiei por isso. Eu ainda estava frágil com esse assunto e não podia negar.

Lembranças do dia que descobri veio em rápidos flashbacks e senti que iria começar a desabar até sentir uma mão em meu ombro.

Virei para trás e fiquei surpresa ao ver Justin. Nem percebi que ele tinha chegado.

Bloqueei a tela rapidamente, mas ele era inteligente e provavelmente já havia notado.

- Oi.

Sua mão subiu até minha bochecha limpando a única lágrima que ali tinha.

São eles?

Sinalizou depois de afastar sua mão.

Eu sabia o que ele estava perguntando e não conseguia mentir para Justin, e nem havia motivos para isso.

- Sim.

Quer conversar sobre isso?

Neguei. Eu não queria aquelas lembranças novamente. Se fosse possível eu as apagaria da minha mente.

Observei Justin engolir em seco antes de levantar as mãos e perguntar:

Você ainda o ama?

Eu ainda o amo? A pergunta deveria ser se eu um dia já o amei. Minha relação com Trevor era ótima no começo do namoro, eu até cheguei a me encantar por ele, mas amar? Eu desconhecia esse sentimento.

- Nunca o amei.

Eu posso não estar certo sobre isso. Mas se você não o amava, não deveria estar triste com isso.

É mais complicado Justin. Eu confiava nele, pensei que talvez com o decorrer do tempo eu pudesse amar ele, mas tudo isso foi destruído por uma traição e não qualquer uma, com minha melhor amiga.

Tudo bem, eu entendo. Desculpa.

Você não tem o que se desculpar.

Ele sorriu e me puxou para um abraço. Senti o costume conforto de estar em seus braços e me deletei com a sensação.

O sinal tocou fazendo com que Justin se separasse de mim rapidamente.

Vou para minha classe.

Sinalizou.

Assenti.

Justin caminhou até sua classe e eu me sentei no meu lugar me preparando para mais um dia de aula.

 

Na hora do intervalo eu caminhei até Justin que estava com a cabeça abaixada concentrado nos exercícios de química.

- Justin – o chamei.

Ele me olhou.

- Precisa de ajuda?

Negou.

- Eu vou ficar com Amélia no intervalo, se importa?

Pode ir.

Sorri e antes de sair selei seus lábios sentindo os mesmos macios como ontem, resisti a tentação de aprofundar o beijo. Qualquer um poderia entrar e ver aquilo.

Me afastei e Justin sorriu, retribui o sorriso e caminhei em direção a saída da sala.

Eu precisava fazer amizades, e agora com a felicidade que não tinha a muito tempo me sentia preparada para isso.

Amélia parecia ser a pessoa perfeita. Como não havia notado isso antes?

Ao entrar na área dos funcionários, a primeira pessoa que vi foi quem eu procurava, Amélia estava comendo uma maça e mexia no celular, com uma cara de tédio explicita em seu rosto.

- Oi – cumprimentei.

- Demi – ela bloqueou o celular e guardou no bolso – Que surpresa ver você por aqui.

- Decidi passar o intervalo com você hoje, já que Sam está ocupado.

- Muito gentil da sua parte Demi – ela sorriu – Aquele idiota preferiu as provas do que conversar comigo.

- Acho que ele não tinha escolha.

- É claro que ele tinha.

Dei de ombros.

- Se você diz.

- Como foi o fim de semana? – Perguntou interessada.

- Não está na minha lista de melhores – respondi me sentando a sua frente.

Ela suspirou.

- Então estamos na mesma. Acredita que fui em uma festa sozinha e não tinha nenhum homem descente?

- E você espera encontrar um homem descente em uma festa? Nada contra.

- É claro que sim. Podemos encontrar o homem perfeito nos momentos mais inadequados da nossa vida.

Automaticamente meus pensamentos viajaram em Justin.

- É.... talvez você não esteja tão errada assim.

- Se você vai andar comigo perceberá que 99% do que eu falo é verdade.

Ri do seu jeito. Amélia era uma mulher maluquinha e divertida.

- O que acha de sairmos um dia desses? Seria incrível ter você como uma parceira de dança. Iriamos arrebentar e deixar os caras com inveja.

- Não costumo sair à noite – disse.

- Para sempre tem uma primeira vez.

- Quem sabe um dia.

Mas eu sabia que esse dia não chegaria tão cedo, e existia chances de nunca acontecer.

 

Amélia era incrível. Conversamos sobre a vida dela a maior parte do tempo, fiquei satisfeita por ela não querer saber de mim, e do meu passado, mas a mesma também não falou nada sobre o seu e eu sabia o porquê. Falar sobre o passado traria feridas novas e nem ela e nem eu queria isso.

Quando cheguei na sala de aula estranhei o que vi. Sebastian e seus amiguinhos saiam da mesa de Justin e voltavam para seus lugares enquanto Justin estava encolhido em seu canto, intimidado e parecia estar com muita raiva pelos seus punhos que estavam fechados.

O que aquele idiota queria agora?

Eu nem ao menos havia tirado satisfação com ele sobre a sua gracinha de espalhar para escola toda o que eu inventei. Queria fazer picadinho de Sebastian.

Precisava saber o que havia acontecido, mas tive que dar minha aula de geografia primeiro, para depois saber de tudo.

 

Faltava um minuto para o sinal tocar, observei Justin novamente. Ele estava do mesmo jeito, olhar perdido e totalmente intimidado. O que aqueles idiotas falaram? A minha vontade era de tirar satisfação com Sebastian, mas isso seria estranho e Justin não iria gostar, ele não gostou da outra vez que me meti.

O sinal tocou e eu suspirei aliviada.

- Tenham um bom dia pessoal. Até amanhã – me despedi dos alunos.

Como costume Justin foi o último a se levantar.

- O que Sebastian e os outros queriam? – Perguntei depois que todos saíram.

Justin negou, abaixando a cabeça e desviando seu olhar do meu.

- Prefere que eu descubra por ele? Qual é, pensei que confiasse em mim.

Eu confio.

Ele levantou a cabeça e sinalizou para mim.

É em Sebastian que não confio.

O que ele queria Justin?

Me aproximei dele.

Ele apenas me mostrou o que está óbvio e não enxergamos.

Do que está falando?

Ele viu nós dois abraçados Demi. Ele não acredita mais na sua mentira e me mostrou o que eu não queria ver.

Ainda atordoada com Sebastian descobrir minha mentira cedo demais, perguntei:

O que ele mostrou?

Justin suspirou, ele estava triste, parecia deslocado, não era mais o Justin feliz de ontem.

Eu não sou homem para você Demi, eu nem ao menos posso me considerar um homem. Sou um garoto inexperiente e ainda por cima mudo. Você não deve perder tempo comigo. Felicidade e Justin não entram na mesma frase. Eu sinto muito.

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa. Justin beijou minha testa e se afastou de mim, em seguida saindo da sala. Me deixando sozinha com os pensamentos confusos e com sua feição triste no rosto.


Notas Finais


Acharaam que o Sam estava afim da Demi?
Sebastian atrapalhando como sempre. Alguém mata ele por favor.
O que será que Demi vai fazer?
Espero que gostem <3
Não esqueçam de comentar amores, é importante para mim <3


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