História If you... (HIATUS) - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arrow, The Flash
Personagens Dra. Caitlin Snow, Felicity Smoak, Helena Bertinelli, John Diggle, Laurel Lance, Moira Queen, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Ray Palmer, Roy Harper (Arsenal), Sara Lance, Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Arrow, Olicity
Visualizações 271
Palavras 8.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!!
Por que tenho a impressão de que estou pisando em ovos com vocês?
Enfim... Hora da verdade, o que será que o Oliver fez naquela festa?
Tem gente aqui que me deu vontade de cantar a música de abertura de "as visões da Raven" de tao perto que chegou!! E a louca aqui excluiu um comentário não sei como!!! 😒😒
Colocaram suas fixas na mesa? Ok, hora de girar a roleta...
Quem vai ganhar essa aposta?

PS: Quem lê no Nyah, o que vocês acharam da capa? Eu amei!! Quero ser de vocês!!!
PS 2: Passei o dia todo e a madrugada de ontem digitando… Não tenho cabeça pra revisão, mas vou fazer isso na terça, tao desculpem qualquer erro!! 😘

Nos vemos nas notas finais!!

Capítulo 11 - Capítulo 11


POV FELICITY

Um dia antes

Eu esta exausta! Tido o que eu queria era a minha cama e dormir, já que logo após eu desligar meu celular depois de falar com o Oliver, meu supervisor apareceu na minha sala, dizendo que eu tinha que adiantar todo o meu trabalho já que tinha vindo uma ordem direta da presidência pra que me dessem folga no dia de amanhã. E aquele idiota tirou o meu coro! Mas se isso significasse passar metade da tarde e o resto da noite com o Oliver na cama, eu faria tudo isso de novo com um enorme sorriso no rosto.

Dirijo com calma até o apartamento de Oliver, e quando chego lá passo direto pro elevador. Esse era o único fato que eu gostava daquela época ruim cuidando das ressacas deles, livre acesso ao apartamento de Tommy e Oliver quando eu quisesse. Chego a sua porta e pego a chave em baixo do tapete que ele sempre deixava pra Thea entrar. Abro a porta e logo sinto seu perfume em minhas narinas, eu estava sentindo tanto sua falta, tanta. Coloco minhas coisas no quarto e vou tomar um banho rápido, tentando ao máximo não deixar as imagens da ultima vez que estive nesse banheiro entrar em minha mente. Saio do meu banho e não resisto a tentação e pego uma de suas blusas para usar.

Eu estava carente, e eu sentia muita falta do meu namorado. Ligações não adiantavam muito quando eu queria o seu corpo esquentando o meu enquanto eu dormia, de seus braços ao meu redor fazendo eu me sentir segura, sentia falta das suas palavras doces ao meu ouvido me dizendo o quanto gostava de ficar ali... Vou pra cozinha e faço algo pra comer e então volto pro quarto pra dormir. Ou melhor, tentar dormir.

Eu já achava sua cama grande, sem ele ao meu lado ela parecia enorme. Fico encarando a cama onde ele me fez sua uma ultima vez, hora de forma carinhosa e extremamente lenta, hora de forma rápida e forte, sempre fazendo declarações de amor e aquele seu olhar intenso sobre o meu. Me jogo na cama, me ajeitando nas cobertas pegando seu travesseiro com seu cheiro tão forte ali e o abraço me segundo um pouco frustrada por ser um pedaço de espuma e não o seu corpo ali. Em alguns minutos sou levada pelo inconsciente esperando pelo momento em que ele estaria aqui novamente.

***

Acordo com aquele perfume característico em minhas narinas me iludindo por um instante com a ideia de que ele está aqui, mas ao abrir os olhos tenho a certeza de que ainda estou sozinha nesse apartamento. Me levanto e vou fazer minha higiene matinal e depois vou fazer meu café da manhã. Eu precisava de cafeína se fosse enfrentar esse dia esperando o Oliver chegar, então depois de preparar um café bem forte, vou a sala assistir TV. Fico trocando de canais até que vejo o rosto de Oliver na tela, paro no canal pra ver a reportagem e logo vem a repórter falando de uma foto que vazou dele da festa em Londres.

Mas nada nesse mundo me preparou pra imagem que apareceu naquela TV. Oliver e uma mulher de cabelos castanhos em um beijo de cinema, no meio da festa. 

Isso só pode ser mentira. Isso tinha de ser mentira.

Começam a passar mais fotos deles conversando, depois dele conversando com os sócios e novamente a do beijo.

Deus, não! Isso só pode ser um pesadelo, tinha que ser um pesadelo.

A reportagem continua e a repórter diz que a sortuda era Laurel Lance, sua antiga namorada que estava em uma longa estadia na Europa concluindo seus estudos, e que o casal parecia muito apaixonado.

E eu achando que isso na podia piorar!

Meu celular toca mas não o atendo. Eu na conseguia tirar meus olhos da televisão. Onde foi o meu erro? Eu achava que estávamos bem, que ele me amava… e eu fiz de tudo pra não me entregar a ele, mas quando eu finalmente faço, ele me troca em seguida por ela. O que eu fiz pra merecer isso meu Deus? O pior de tudo é que eu o conheci desse jeito, sabia que ele era assim, mas eu tinha me iludido achando que ele realmente tinha mudado, que ele me amava… que todas aquelas palavras ditas quando me entreguei a ele eram verdade. Mas tudo era mentira, ele só queria o meu corpo e o meu nome na sua lista interminável de mulheres que já passaram em sua cama. Minhas lágrimas caem com força em meus rosto enquanto meu celular toca insistentemente, corro pro quarto aos prantos querendo sair desse apartamento o mais rápido possível.

Por que eu me iludi? Por que? Por que eu me permiti ama-lo?

Tiro sua blusa do meu corpo, colocando minhas roupas sentindo seu perfume continuar em minha pele, me fazendo lembrar dos nossos momentos juntos e de como eu fui idiota por achar que aquilo era real. Olho para o porta retrato com nossa foto ao lado da cama.

Como eu pude cair nessa?

Pego meu celular e ligo pra Sarah que atende no terceiro toque.

– Smoak...? São oito da manhã?! Uma boa razão pra você estar me ligando a essa hora? – Pergunta com a voz grogue de sono.

– Sarah, eu na tenho condições de dirigir. Vem me buscar na casa o Oliver agora, por favor – Preço engolindo em seco os soluços de choro.

– Aconteceu algo? – Pergunta preocupada.

– Só vem me buscar o mais rápido possível, Sarah. Eu estou te esperando na portaria – Falo e desligou o celular com força.

Vou pra sala arrumando minhas coisas no caminho e dou uma ultima olhada no apartamento. Eu achava que ele tinha mudado, eu achava ele tinha mudado, que era um cara lega, que era meu amigo, que me amava... Mas parece que eu me enganei. Meu coração apaixonado me iludiu, saio do apartamento e vou pra portaria sabendo que eu nunca mais voltaria novamente aqui.

Por que eu me deixei levar? Por que eu me iludi?

Em nos de dez minutos Sarah aparece na frente do prédio, vou até ela e peço pra ela me levar o mais rápido possível pra minha casa. Quando nos afastamos do prédio, vejo repórteres acampados na esquina do prédio de Oliver, deduzindo que eles provavelmente estariam também na QC. Quanto mais eu os via, mais vontade chorar eu tinha. Passamos o caminho todo em silencio, mas só foi chegarmos a minha casa que me joguei no sofá e comecei a chorar desesperadamente ao ponto de soluçar e quase não respirar.

– Lis – Sarah fala com carinho se sentando meu lado – O que aconteceu?

– Ele não podia fazer isso, Sarah. Não podia, não comigo – Digo entre soluços. 

– Quem não podia, Felicity? – Pergunta preocupada.

– O… o o… Oliver – Digo e choro mais ainda. As lagrimas quentes caindo em meu rosto com rapidez. Sarah se vira no sofá fixando de frente pra mim e faz um carinho no meu ombro.

– O que aquele Queen idiota te fez? – Pergunta tentando manter a calma.

– Ele... Ele... – Tento alar mas minha língua parece pesar toneladas e as lagrimas continuam a cair com força em meu rosto.

– Felicity você está me assustando! O que foi que o Oliver fez? – Pergunta assustada. Abro minha boca pra dizer mas nada sai, pego meu celular e coloco no jornal de Star e mostro a ela que começa a gritar de raiva – EU VOU MATAR O OLIVER! Não só ele, ele e a Laurel – Diz aos berros – Como ele pode? EU QUERO MATAR ELE! – Diz entredentes se levando e andando de um lado pro outro e eu desando a chorar. Ela para de andar e se senta ao um lado – Você não deveria chorar por ele, Felicity. Ele é um idiota! – Diz fazendo carinho nas minhas costas – Ele o merece isso, nada disso. Nem uma lagrima sua.

– Eu me entreguei a ele Sarah, e no moto em que eu fiz isso ele teve tudo o que e queria e me deixou em seguida – Digo entre soluços e ela me puxa pra deitar em seu colo – Por que ele fez isso, Sarah? Por que?

Choro em seu colo até não ter mais lágrimas e ser levada pelo inconsciente sentindo toda a dor de ter sido enganada por alguém que eu amava…

***

– Hey Lis, acorde – Acordo de supetão ao escutar a voz de Tommy e pulo assustada na cama – Ei calma, tá tudo bem! Ou quase… - Diz com um sorriso sem graça no rosto – Eu vim ver como você está?

– Mal Tommy, muito mala – Digo lagrimando – Só não entendo o que ele ganha com isso, sabe – Falo em um suspiro cansada – Na verdade eu sei, uma transa fácil com a ex-namorada – Digo em uma risada seca.

– Sinto muito por ter te colocado nisso – Fala com um semblante culpado.

– Você não fez nada, Thomas. Quem fez foi o seu amigo – Falo e ele balança a cabeça freneticamente em negativo.

– Primeiro, ele é meu ex melhor amigo. Ele não merece esse título depois do que fez. Segundo fui eu quem ficava te empurrando pra ele, e eu te obriguei a beijar ele naquele jogo idiota, o que fez com que vocês começassem a sair, então se eu não tivesse feito isso você não estaria assim. Então eu sinto muito por isso, Felicity. De verdade – Diz parecendo magoado com o que supostamente seus atos causaram. 

– Quem me magoou foi o Oliver, Tommy. Não foi você! E eu não tenho que te desculpar por nada, você sempre foi um ótimo amigo pra mim – Digo com um meio sorriso.

– É, e que ótimo amigo eu sou! Te joguei nos braços do cara que quebrou o seu coração – Diz e vejo o ódio queimando em suas íris – Ele vai paga por isso – Fala com raiva.

– Tá tudo bem, Tommy. Não precisa fazer nada – Digo e ele seca uma lagrima solitária que caia em meu rosto, a qual eu não tinha percebido cair.

– Nós decidimos nos afastar dele – Cait fala apoiada no batente da porta do quarto – Nós todos – Diz vindo em nossa direção.

– Vocês não tinham que fazer isso por mim – Digo e eles me olham assustados – O problema dele é comigo e não com vocês – Falo e Cait me oferece uma xícara com café.

– Errado Felicity – Cait diz com um meio sorriso – Thea nunca suportou a Laurel, Tommy é ex dela, Sarah é irmã dela e eu sou sua melhor amiga! – Diz com um quase sorriso orgulhoso – Todos nós temos nossas causas – Fala e sentando ao meu lado.

– Obrigada... A todos vocês, por estarem aqui ao meu lado – Digo com mais lágrimas caindo em meu rosto.

– Não previa agradecer, Felicity – Tommy fala – Nós sempre estaremos aqui pra você – Diz com um pequeno sorriso e seu celular toca – Sempre menos nas próximas duas horas – Diz se levantando – Thea está me pedindo ajuda com a mudança dela. Vai ficar bem, Smoak? – Diz com um meio sorriso e logo depois faz uma careta – Desculpe, pergunta idiota – Fala se desculpando e eu sorri.

– Vou sim. Tommy. Na medida do possível – Digo com um meio sorriso e ele me da um beijo na cabeça.

– Tudo bem... Vamos Snow?

– Claro Merlyn – Cait diz e me da um beijo na bochecha -Tenho que voltar ao trabalho, mas venho passar a noite aqui com você, tudo bem? – eu assinto e ela sai do quarto junto com Tommy pra logo Sarah aparecer e se sentar na beira da cama.

– Sua despensa está vazia – Diz fazendo bico – Vou ter que ir ao supermercado fazer algumas comprinhas pra sua casa que não tem nada comestível no armário – Diz sorrindo, mas quando eu vou protestar ela levanta um dedo me parando – Sem reclamações, Smoak. Se deita ai e descanse a sua beleza única. Vou chamar a Nyssa pra vir cozinhar pra nós duas. Volto logo, ok?! – Diz se levantando e vai em direção a porta – Sem mais lágrimas, Smoak! Aquele Queen idiota não merece.

– Tudo bem Sarah – Falo e me deito novamente. Mas diferente do que havia lhe dito, chorei mais uma vez até meu inconsciente me levar pra um lugar menos dolorido que a vida real.

***

Acordo com o cheiro de comida caseira invadindo minha narinas, me fazendo perceber somente agora que eu estava com fome. Eu não tinha comido nada o dia inteiro! A única coisa que me manteve de pé foram as duas vezes em que eu tomei café, e somente café no dia. Me levanto da cama e vou até o banheiro lavar meu rosto que estava completamente inchado por causa das lagrimas e por que eu tinha acabado de acordar. Vou até a cozinhe vejo um prato em cima da mesa e Nyssa no fogão.

– Olá? – Falo meio insegura. Eu ainda não tinha uma relação solida com ela, nosso único meio de comunicação era Sarah e essa cretina parecia não estar aqui no momento.

– Oi Felicity, a Sarah me pediu pra cozinhar já que vocês duas são um desastre na cozinha segundo ela – Diz com um meio sorriso – Eu vi na TV, sinto muito…

– Tudo bem – Digo com uma lagrima traiçoeira já caindo em meu rosto – Sarah está aqui? – Tento desviar de assunto e ela sorri solidaria.

– Ela teve uma emergência e teve que sair, eu só estava terminado aqui e também já vou – Diz retirando uma panela do fogo e colocando o molho no macarrão – Ela disse que vai vir hoje a noite junto com Cait. Espero que goste da comida.

– Obrigada – Agradeço e ela sorri.

– Tem sorvete na geladeira, e Sarah deixou uns filmes de comedia romântica pra você. Ela disse sobre isso ser o seu programa favorito hoje – Diz com uma careta confusa e eu dou uma risada fraca – Tenho que ir, Thomas mandou dizer que já está indo pegar as coisas da Thea e que quando terminar ira voltar aqui pra te fazer companhia. Vai ficar bem sozinha? – pergunta parecendo preocupada.

– Vou sim... – Falo mas ela não parece muito confiante nisso, mas não contesta.

– Então tá – Diz pegando suas coisas no balcão – Coma tudo!

– Tudo bem – Falo e a vejo sair – E a vida normal continua – Murmuro pra mim como se isso fosse um incentivo pra continuar seguindo reto…

Sozinha

***

– Vai embora Oliver, por favor – Digo entre soluços tentando fechar a porta com o resto de forças que eu ainda tinha, mas ele insistia em querer conversar. Ele já não tinha conseguido o que queria? Por que ele ainda estava aqui? Pra jogar toda a sua felicidade na minha cara? Pra me fazer sofrer ainda mais? – Por favor, não me faça sofrer mas do que eu já estou – Peço e ele finamente me deixa fechar a porta.

– Eu vou voltar, Felicity. Eu não vou desistir de você – Diz parecendo decidido.

Me jogo no chão atrás da porta sentindo as lágrimas quentes caindo por meu rosto com rapidez.

Ele já não tinha conseguido o que queria? O que mais ele quer? Jogar na minha cara que não me amava? Que tudo não passou de mais uma transa fácil? Que tudo isso foi só um jogo pra ele? Que isso machuca? Principalmente quando me chamava de amor fazia eu querer me jogar em seus braços e esquecer que tudo isso estava acontecendo? Que aquelas suas falsas lágrimas quase me fizeram acreditar que eu quem o estava machucando? O QUE ELE QUER?

Me machucar não foi o suficiente?

***

– E como está a Thea? – Pergunto colocando uma grande quantidade de sorvete na boca. Logo depois e Oliver foi embora, Tommy ligou dizendo que ele havia voltado, eu resolvi não contar a Tommy que Oliver esteve aqui. Tommy parecia furioso e eu temia por meu amigo se ele fizesse algo que se arrependeria depois, ou até mesmo se prejudicasse.

– Ela está bem, esta tentando organizar as coisas dela aqui em casa. Você não faz ideia da quantidade de coisa que ela trouxe aqui pra casa – Fala exagerado eu ri.

– E você, como está? – Pergunto preocupada. Eu sabia que por mais que tudo isso que esta acontecendo seja por culpa do Oliver, eu sabia que Tommy ainda estava se culpando por tudo.

– Você sabe que sou eu quem deveria estar te perguntando isso, certo? – Pergunta rindo.

– Eu não quero e você se Culpe, Tommy. E além do mas, Oliver é o seu menor amigo de infância.

– Era Felicity – Me interrompe – E ele já se disso – Diz entredentes.

– Como assim, Tommy? – Pergunto preocupada me lembrando da época da faculdade quando eu o livrava de brigas desnecessárias.

– Nós dois brigamos... Feio – Diz suspirando pesado.

– Tommy...

– Não Felicity – Me corta bruscamente – Eu tinha que fazer isso. Eu avisei a ele que não podia fazer isso. Eu tinha que fazer – Diz com raiva – E foi bom ora eu extravasar toda a minha raiva nele.

– Como é que é, Thomas? – Praticamente grito preocupada.

– Calma Smoak, foi só a minha mão, mas eu posso dizer que o rosto bonitinho dele não está tão bem assim - Fala sarcástico eu sinto meu peito apertar um pouco. Eu não deveria ficar assim, eu não deveria sentir remorso de como Oliver poderia estar nesse momento. Não depois de tudo. Mas eu ainda o amava, o amava tanto que mesmo depois de tudo, mesmo com esse buraco no peito que ele me deixou, eu ainda me importava com ele – Lis – Escuto Tommy me chamar com um tom calmo que denunciava que não era a primeira vez que ele fazia isso.

– Oi...?! – Falo em um fio de voz com as lágrimas teimosas caindo por meu rosto – Oi Tommy – Falo com um pouco mais de coragem.

– Falei algo de errado? – Pergunta com receio.

– Não Tommy, você não foi nada de errado, é só que... – Paro de falar engolindo em seco um soluço de coro que queria escapar da minha garganta – Ele... – Suspiro pesado tentando controlar aquela vontade absurda de chorar – Ele está bem? – Pergunto preocupada recebendo um bufar de Tommy.

– Serio Felicity? Depois de tudo o que aconteceu, depois de tudo que ele te fez você ainda está preocupada com ele? – Pergunta parecendo indignado – Ele não merece isso, Lis. Você sabe disso – Diz com raiva.

– Eu não posso evitar, Tommy, é mais forte do que eu, mesmo doendo como o inferno eu ainda o amo, e isso é o pior de tudo. Eu ainda o amo e eu n consigo tirar esse sentimento de dentro de mim.

– Eu sei Lis, eu sei que dói. Mas você na deve chorar por ele – Fala tentando me confortar – Pode doer, e vai doer. Mas nem isso quer dizer que você tem que derramar um lágrima sequer por ele – Diz e suspira pesado – Se quer corar por alguém chore por mim – Diz exagerado – Minha melhor amiga está chorando, enquanto minha irmã esta fazendo numa bagunça no meu ativo quarto de hóspedes, a minha mão está enterrada em um balde de gelo tentando defender a honra de uma certa loira e a minha futura namorada disse que me ligaria, mas até agora não me dou sequer uma mensagem. Isso Smoak é trágico – Fala fazendo rir – Se quer chorar por alguém, chore por mim! Meu emocional está seriamente abalado – Diz rindo eu o acompanho.

– Obrigada Tommy – Falo realmente agradecida por sua força.

– De nada loira. Prometo estar ai, só vou esperar a Thea acabar de arrumas as coisas dela aqui, ok?

– Claro que sim – Digo tentando manter aquele pequeno sorriso em meu rosto. 

 Até – Fala e desliga.

Suspiro pesado me vendo sozinha em casa novamente. Vou até o quarto pensando em tomar um banho, banho sempre resolve as coisas! Mas paro assim que entro no quarto e eu me deparo com a minha cama. A cama onde eu me entreguei pra ele, a manhã, a cama onde ele me disse falsas palavras de amor. A cama onde ele fez eu me sentir por um momento uma mulher amada, amada por ele.

Como de pode fazer isso comigo? Eu achava que acima de tudo, nós éramos amigos. Eu o ajudei quando ele assumiu a QC, quando o pai dele morreu foi eu quem ficou do seu lado o consolando, quando de brigava com Thea ou Tommy era alguém com que ele corria. Eu achava que havia respeito, mas bastou o que ele queria pra destruir tudo aquilo que eu achava que tinha os construído, e isso me machucava, por que eu o amava tanto ainda, mesmo com toda essa dor eu poderia levar um tiro por ele se fosse necessário. Eu faria tudo por ele. E doía no fundo da minha alma não ter esse amor correspondido, de ter sido usada por alguém que eu tanto amava e confiava.

Eu só queria esquecer que isso aconteceu. Eu queria acordar ao lado dele em sua casa, com ele dizendo que me amava e que isso tudo não passou de um terrível pesadelo, que ele nunca faria isso comigo e que não me deixaria.

Mas isso não era possível.

***

POV OLIVER

– Felicity! – Acho que era a quarta vez que eu gritava por ela. Eu estava a sua porta apertando a campainha freneticamente e gritando pra ela aparecer – Felicity, abre a merda dessa porta – Grito esmurrando a porta, mas nada dela aparecer – Felicity, abre ou eu vou arrombar ela – Sem resposta novamente – Felicity – Grito em desespero.

Minhas lagrimas caiam em uma velocidade tão rápida e tão quentes que eu sabia que meu rosto já estava inchado, mas eu não ligava! Eu não ligava pra isso e nem pra nada, eu só queria vê-la. Queria poder provar a ela que eu a amava, que por mais que eu não lembrasse de nada do que aconteceu naquela maldita festa, eu nunca faria nada daquilo. Que a única que eu quero comigo é ela.

Só ela.

– Felicity, abre a porra dessa porta – Grito mais uma vez e a porta se abre. Nada nessa vida me preparou pra cena a minha frente. Deus! Ela parecia triste, devastada, quebrada... E tudo isso por minha culpa! Por mais que eu tenha a certeza que eu não faria nada que a fizesse mal. É horrível a sensação de ver a mulher que você ama desse jeito por sua culpa e você não puder fazer nada pra essa dor excruciante passar. Era tudo o que eu queria. Queria arrancar aquela dor dela, queria fazer com que ela parasse de sentir aquilo, queria esclarecer toda essa história, queria voltar a tê-la em meus braços e fazê-la esquecer de tudo aquilo.

– O que você está fazendo aqui, Oliver?! Já não teve o suficiente? Vir aqui jogar na minha cara não vai te fazer um babaca melhor – Diz com raiva.

– Felicity, eu entendo que você esteja com raiva agora, e que tudo está contra mim nesse momento, mas por favor me escuta! Você sabe que eu nunca faria nada disso com você amor, e que…

– NÃO ME CHAMA DE AMOR! – Grita com raiva – Você não me ama, vice só se ama, ama a porra da sua cama e da quantidade de mulheres que já passaram por ela, sem ao menos se preocupar que elas também são humanas assim como você – Fala entre dentes.

– Eu te amo sim, Felicity! Você sabe disso.

– Eu não sei de nada, eu achava que te conhecia, mas você é um completo estranho.

– Eu não sou um estranho, você me conhece Felicity – Digo tentando alcançar suas mãos mas ela se afasta em esquiva – Felicity sou eu, o cara idiota que te ama, que faz um monte de besteira pra estar do seu lado, que mudou por você.

– Você não mudou Oliver, não tente me enganar novamente – Fala em um tom baixo e ameaçador – eu não sou o seu amor e você não mudou, você continua sendo o mesmo babaca inconsequente que engana os outros só pra se dar bem – Diz e da uma rizada seca – Como eu pude achar que comigo seria diferente?

– FOI DIFERENTE, FELICITY! VOCÊ SABE DISSO– Grito me perdendo por um instante – Você sabe disso, eu…

– Como eu pude me iludir assim? Como!

– Felicity, para! Me ouve, eu não fiz aquilo – Falo me exaltando.

– Então aquela foto é o que Oliver? Montagem? Conta outra que essa não cola – Diz com sarcasmo.

– Para Felicity, você sabe que não é assim – Digo desesperado tentando alcançar seus olhos, mas ela sempre se desvia dos meus.

– Então como é? – Grita me assustando por um momento e finalmente me encara – Como Oliver? Me diz por que eu não vejo uma explicação logica pra você estar beijando Laurel e ignorar minhas ligações e mensagens a noite toda – Diz com um tom tão baixo e tão cheio de ódio que me faz querer que ela voltasse a gritar – De tantas pessoas no mundo, de tantas mulheres que dariam a vida pra passar uma noite com você tinha que ser logo com ela? A sua namoradinha perfeita – Fala parecendo dizer mas pra si mesmo do que pra mim.

– Não Felicity, você é a minha namorada, você é perfeita, perfeita pra mim. Do mel jeito que eu sou pra você, por favor, vamos entrar e conversar direito. Eu preciso te explicar o que…

– Explicar o que Oliver? Que eu fui só uma noite pra você?

– NÃO FOI SÓ UMA NOITE, FELICITY!

– Ah não, claro, foram duas! Grande diferença – Diz com sarcasmo me fazendo chegar ao meu limite.

– PARA DE DESTORCER O QUE TIVEMOS! – Grito com raiva. Eu já estava puto com essa história e ela tinha que me ouvir, ela tinha que ver que eu a amava e que tinha uma explicação pra toda essa bagunça que virou nossas vidas e que ela tinha que acreditar em mim.

Ela tinha.

– Você distorceu Oliver, você distorceu tudo que tivemos, vice distorceu todo o sentimento que eu tinha em mim – Fala e um sussurro de ódio batendo seu indicador no meu peito – Eu m entreguei pra você, e não foi só o meu corpo mas também o meu coração e foi só pra vice pisar em cima e jogar fora quando achou algo melhor.

– Para com isso, Felicity! Não foi só uma noite, para de destorcer o que eu sinto por você. Não faz assim amor, por favor não faz isso! Você sabe que n é desse jeito, você sente o mesmo que eu, por favor – Imploro tentando ao máximo me segurar para não pega-la pelos ombros e sacudi-la até ela entender – Você sabe que eu nunca faria algo que te machucasse.

– Engraçado por que foi exatamente isso que você fez – Diz em sarcasmo – Você só me usou e quando não quis mais me descartou, eu podia aceitar isso, mas o pior de tudo foi que você me iludiu dizendo que me amava, como se fosse querer algo sério, mas o que esperar do maior galinha da cidade que só sabe ter pessoas ao seu redor pra benefício próprio?

– Para Felicity! Eu não sou mas assim, você sabe disso. Sabe que eu mudei…

– Você não mudou Oliver…

– Eu mudei sim! – Grito em plenos pulmões – Mudei sim Felicity, mudei por você, pra você. Você sabe que não foi só uma noite pra mim.

– Não, eu não sei – Fala com uma calma que me deixa assustado – Eu não sei por que aquele cara, aquele que estava do um lado quando eu precisei, aquele cara que me apoiava e dizia que amava não existe. Só existe um idiota a minha frente que adora iludir todas que estão ao seu redor fingindo que se importa.

– PARA! PARA DE DUVIDAR DO QUE EU SINTO POR VOCÊ – Grito desesperado. Por mais que eu entendesse que ela estava sofrendo, que ela estava machucada, ela jamais podia duvidar do que eu sinto por ela – Como você pode fazer isso? Como depois daquela manhã onde eu te amei como eu nunca tinha feito antes? Por que só amei você, eu só me entreguei de verdade, só entreguei o meu coração a você.

– PARA DE MENTIR! – Grita e suas lagrimas caem com mais velocidade – É só isso que você faz, mente o que sente pra se fazer de bonzinho, mas quando consegue o que quer, chuta os outros sem pena alguma.

– Eu não tô fingindo, Felicity! Você sabe disso, você sente tanto quanto eu, como sentiu nesse mês, naqueles últimos dois dias o uto eu te amo, do quanto meus sentimentos por você são verdadeiros.

– Vai embora, Oliver – Diz entredentes – Sai da minha frente, da minha casa, da minha vida! Esquece que eu existo e faz o que você fez nessa viagem e esquece que existiu um nós.

– A única coisa que eu quero esquecer é a minha vida miserável longe de você. Não me peça pra te esquecer por que eu não posso fazer isso, não posso eu não quero! Eu te amo demais pra isso...

– PARA DE DIZER ME AMA! – Me corta aos gritos – Você não ama ninguém a não ser você mesmo.

– Felicity…

– Vai embora daqui Oliver – Fala tentando deixar a porta mas a impeço não a deixando fechar completamente.

– Não Felicity, espera por favor – Falo empurrando a porta com cuidado já que ela estava atrás dela e eu não queria a machuca mais ainda. Se é que isso era possível – Não faz isso, não jogão que tínhamos pro alto sem ao menos eu ter a chance de provar que tudo isso não passou de um terrível engano, que eu te amo. Por favor não me afaste de você Felicity, por favor. Você é a minha garota, meu amor, minha vida, por favor... – Imploro e escuto seus soluços do outro lado a porta – Por favor, Felicity.

– Se você me amasse tato quanto diz, me deixaria em paz – Diz e seu choro e torna mais alto – Se machucar desse jeito é a sua forma de amar, eu não quero ser a mulher que você ama – Fala e é como se me peito fosse atingindo por várias adagas ao mesmo tempo – Me deixa em paz, por favor. Eu não tenho mais forças pra discutir, por favor vai embora.

– Eu não quero ir Felicity, eu não quero te deixar – Eu queria ficar aqui e fazê-la feliz, mas nesse momento a minha presença só a machucaria mais. O som de seu soluços pelo choro atrás da porta faziam eu me sentir o cara mais idiota do mundo por cada lágrima que caiam dos seus olhos e molhavam seu rosto serem por minha culpa – Tudo bem. Tudo bem baby, eu vou embora se é assim que você quer, mas eu vou voltar Felicity, eu vou te provar que eu estou certo e que…

– Eu não quero que você prove nada Oliver, eu só quero que você vá embora – Me corta com a voz embargada.

– Você não quer que eu volte, mas eu vou voltar. Eu vou eu te prometo que eu não vou descansar até você voltar pros meus braços onde é o se lugar. Eu vou lutar por nos dois e eu vou provê que eu te amo – Falo e sinto a porta ficar leve. Ela saiu daqui. Me afasto um pouco da porta tentando manter em minha mente que eu deveria me afastar dela no momento, por mais que me machucasse – Fica bem meu amor. Eu vou fazer essa sua dor passar, eu prometo por tudo o que eu sinto, essa sua dor vai passar. Eu juro à você Felicity, só... – Suspiro pesado – Só lembra que eu te amo, por favor não se esqueça disso nunca. Nunca amor – Digo e me afasto de sua casa.

Eu iria provar que eu estava certo, mas eu só não sabia como se eu nem me lembrava nem de como eu sai daquela maldita festa?


***

POV FELICITY

– Sério Lis? – Sarah pergunta parecendo indignada – Quem é que fica na foça e não quer ver comédia romântica?

– Vai por mim Sarah, assistir esses filmes agora não vai dar muito certo – Digo com um meio sorri vendo sua careta por minha recusa.

– Então o que vamos assistir? – Cait pergunta curiosa.

– The big bang theory.

– Ok... – Cait fala com um meio sorriso – Vamos lá então, Sarah pega o sorvete enquanto eu coloco aqui.

– Claro, isso me da a oportunidade de dizer que o de baunilha é meu – Fala com um sorriso vencedor e Cait joga uma almofada nela. Cait se ajeita ao meu lado no sofá enquanto Sarah volta com três grandes potes de sorvete.

– Por favor, o de chocolate é meu – Peço fazendo bico e elas riem.

– O que me resta ficar com o de morango – Cait fala revira os olhos.

– Vamos logo com isso antes que o meu sorvete derreta antes de eu entender metade das coisas que eles falam – Sarah fala com uma careta. Ela odiava o fato de Cait e eu amarmos essa serie enquanto ela dizia não entender nada.

– Não enche, Sarah – Digo rindo e o celular de Cait toca.

– Já volto – Cait fala com uma cara confusa se levantando.

– Como você está? – Sarah pergunta parecendo realmente preocupada – Seja sincera.

– Sinceramente... – Pergunto em um suspiro e ela assente – Enquanto vocês estão aqui, eu estou bem. Mas é só eu ficar sozinha que tudo desanda.

– Minha vontade é de matar o Oliver. Eu realmente quero arranca o pescoço dele nesse momento.

– Por favor, vamos mudar de assunto –Peço engolindo em seco a vontade de chorar.

– Acho um pouco difícil – Cait fala se aproximando de nós novamente um pouco receosa – O Oliver acabou de ligar.

– Esse idiota fez o quê? – Sarah pergunta com raiva.

– Falar com a Lis, aparentemente aparentemente, mas eu mandei ele pastar – Cait fala se jogando ao meu lado no sofá.

– Vou ligar pra ele e dizer umas boas verdades, isso sim – Sarah tal tirando seu celular do bolso.

– Vai precisar do novo numero dele – Cait fala jogado seu celular no colo de Sarah.

– Esse idiota trocou de numero? O que ele acha? Que a Felicity vai ficar ligando a cada cinco segundos implorando pra eles voltarem? – Sarah fala com raiva.

– Se é isso eu não sei. Só sei que logo quando eu atendi ele pediu pra falar com ela – Cait diz apontando pra mim.

– Cadê o seu celular? – Sarah pergunta com raiva e eu dou uma risada seca.

– Não se preocupe, meu celular não aceita chamada de números estranhos desde... – Me paro rapidamente ao me lembrar.

– Desde Cooper – Cait completa

– Eu e o meu dedo podre.

– Você não tem um dedo podre Lis – Sarah fala com raiva – O Oliver que é um idiota por não perceber a mulher incrível que você é!

– Ele veio aqui – Falo em um fio de voz.

 O quê? – As duas quase gritam juntas.

– Quando ele veio aqui Lis? – Sarah pergunta.

– Depois que você foi buscar a Nyssa ora fazer o almoço e quando você foi na sua casa – Digo em um fio de voz enfiando um grande quantidade de sorvete na boca engolindo ele junto com a vontade de chorar.

– Mas isso foi em momentos dife… ELE VEIO AQUI DUAS VEZES? – Sarah grita e eu assinto – Por que você não foi isso pra gente?

– Por favor, eu não quero falar disso agora. Vos mudar e assunto – Peço já sentindo as lagrimas em meus olhos.

– Tudo bem, depois conversamos sobre isso – Cait fala fazendo carinho no meu ombro.

– Claro Lis – Sarah fala com um pequeno sorriso – Mas depois você vai ter que nos contar isso, ok? – Diz calma.

– Eu vou contar, mas vocês vão me prometer que não iram contar pro Tommy – Peço e elas me olham receosas.

– Lis, ele tem…

– Ele vai saber disso, ok?! Mas vai ser por mim – Corto Cait suspirando pesado enquanto ela me olha indignada – O Tommy brigou como Oliver, e o Oliver me apareceu aqui com um grande roxo no roto. V por mim, eu não estou preocupada com o Oliver – Minto descaradamente – Eu estou preocupada com o Tommy e com o que ele pose fazer, principalmente quando está com raiva.

– Eu não ligaria se o Tommy acabasse com o Oliver – Sarah fala com um sorriso sacana e recebe um tapa no braço de Cait – Ai! O que? Vai dizer que não quer isso também? – Diz passando mão no local que Cait bateu.

– Você por algum acaso se lembra que Thea é irmã dos dois, e que por mas que ela esteja com raiva dele no momento, ela é muito apegada ao Oliver desde quando o sr. Queen morreu e ela descobriu que era filha do Malcolm? – Cait fala pra Sarah que sorri sem graça como se lembrasse agora desse fato.

– Nossas vidas tinham que ser tão complicadas? – Sarah pergunta fazendo uma careta e nós rimos – tudo bem, Lis. Não vamos contar nada pro Tommy, mas eu ainda quero matar o Oliver!

– Claro que quer – Digo com um meio sorriso – Vamos logo assistir isso por que o m sorvete já está pela metade!

– Comilona – Sarah diz e nós rimos.

– Menos papo e mais ação – Paro de falar e penso um pouco – Ou melhor, mais física, liga logo essa TV Cait – Falo a riem.

***

POV TOMMY

– Por favor – Thea pede com aquela cara de cachorro pidão – Por favor irmão mais linfo do mundo – Fala e eu ri. Ela sabe inflar o meu ego!

– Tudo bem Thea – Falo me levantando do sofá – Vamos logo antes que eu desista – Falo e ela sorri amplamente.

Nós estávamos no escritório do Verdant e ela estava implorando pra eu leva-la a mansão Queen pra pegar algumas coisas suas de lá. Desde a morte do sr. Queen eu não gostava de ir lá, eu achava que eu era um intruso ali, que eu estava manchando a imagem de Robert. Por mais que ele soubesse que Thea não era filha dele, mas sim do meu pai eu me sentia mau com essa situação. Desde a morte da minha mãe, eu praticamente fui criada pelos Queen's por que o idiota do meu pai resolveu sair no mundo me deixando sozinho. Eu via Robert Queen como o meu herói e eu prometi a ele que eu sempre protegeria a Thea. Sempre.

Eu saia que mesmo ela não demonstrando, ela estava magoada com o que está acontecendo. Ela sempre foi muito apegada ao Oliver, nós dois éramos, ele era o meu melhor amigo desde sempre. Eu o vi mudar, eu o vi se apaixonar pela Felicity, mudar por ela... Eu sabia que ele tinha mudado, eu só entendia o por quê dele jogar tudo isso pro alto por uma noite com a Laurel. Ninguém entendia. E eu me sentia o maior culpado por ter jogado a Felicity de bandeira pra ele. Eu só achava que estava ajudando, que eu finamente viria os dois juntos, mas parece que eu me enganei. Saio dos meus devaneios ao ver Thea entra no escritório com um pequeno sorriso.

– Vamos? – Pergunta ansiosa e eu assinto.

– Claro irmãzinha, mas primeiro você vai repetir o que disse ainda agora – Falo sacana e ela me olha sacana.

– Repetir o que?

– Que eu sou o irmão mais lindo do mundo – Falo não escondendo o meu sorriso convencido e ela da uma gargalhada.

– Você Thomas Merlyn, é o irmão mais chato, petulante, idiota, cínico, cheiroso e lindo que existe – Fala com um sorriso sacana – Satisfeito?

– Quase, faltou dizer que eu tenho o cabelo mais bonito e macio – Falo ela revira os olhos – Mas acho que isso da pro momento – Digo colocando meus braços em seu ombro – Vamos minha irmãzinha fofa – Digo dando um beijo na sua cabeça e a escuto bufar.

– Idiota – Fala rindo enquanto saímos do Verdant.

Fomos no meu carro a mansão Queen e conversando animadamente o caminho todo sobre várias coisas, mas ela continuava reclamando que o meu apartamento era muito pequeno. Chegamos a mansão e ela foi direto pro seu quarto e eu fiquei a esperando na sala.

– Desejo alguma coisa sr. Merlyn? – Escuto Raisa pergunta e sorrindo olhando pra ela.

– Raisa, você praticamente me criou, por favor! – Falo em diversão – Já te falei pra me chamar de Tommy, ok? – Pergunto e ela assente.

– Deseja alguma coisa?

– Você tem alguma coisa pra curar coração partido? – Pergunto em um suspiro enquanto vejo uma foto onde estamos nos três, eu Thea e Oliver na casa de arvore em uma mesinha no canto da sala.

– A Srtª Snow não está lhe correspondendo novamente? – Pergunta e eu sorri sem graça. Raisa era como a minha mãe, ela sabia tudo o que acontecia comigo desde sempre.

– Não Raisa, não é pra mim. Eu e a Cait estamos bem – Falo e suspiro pesado – É pra minha amiga. O namorado dela, o ex-namorado dela é um idiota.

Não, eu não iria contar que era o Oliver. Raisa o amava e eu não quer ver outra mulher sensacional chorar por causa dele.

– Acho que o meu bolo de chocolate ira fazer bem a ela, e a vice também – Tal se afastando em direção a cozinha nora logo voltar com um grande pedaço de bolo.

– Eu já disse que te amo? – Falo pegando o bolo.

– Sua amiga vai ficar bem – Fala me entregando uma vasilha.

– Eu espero que sim – Digo em um suspiro – Você é a melhor Raisa e lhe dando um beijo no rosto.

– Sua amiga Laurel esteve aqui hoje – Fala e eu quase me engasgo com um pedaço de bolo.

– Como é que é Raisa?

– Ela esteve aqui hoje com a sra. Queen, elas conversaram bastante – Diz com um pequeno sorriso educado, mas eu sabia que no fundo ela não gostava da Laurel.

– Você sabe me dizer se o Oliver esteve aqui com ela? – Pergunto cm receio da sua resposta.

– O sr. Oliver não vem aqui a bastante tempo. Ele esta passando muito tempo com a Srtª Smoak – Diz com um pequeno sorriso.

– Você sabe me dizer sobre o que es conversavam? – Pergunto curioso.

– O sr. Sabe que eu não posso falar, eu não tenho boca ou ouvidos nessa casa. 

– Tudo bem Raisa, eu posso descobrir isso sozinho.

– Espero que a sua amiga goste do bolo.

– Tenho certeza que ela vai – Digo sorrindo e a abraço.

– Assim eu vou ficar com ciúmes – Thea fala enquanto desce as escadas.

– Tem mais de mim pra todo mundo. Mas não a culpe seu sou irresistível e todas as mulheres me amam – Falo e Thea revira os olhos.

– De você não idiota, da Raisa – Diz se aproximado e a abraça – Isso não é justo! Por que ele ganhou bolo e eu não? – Pergunta com uma cara de falsa indignação – Dois pedaços – Fala apontando pra pequena vasilha em minha mãos.

– Ele estava um pouco tristonho, então eu achei que ele merecia um pouco de bolo – Raisa fala e Thea bufa.

– Não acha que dois pedaços são muito? – Thea pergunta e nós rimos.

– O outro é para uma amiga dele que está triste por causa do fim do seu relacionamento – Raisa fala e no mesmo instante o semblante de Thea cai – Falei algo de errado? – Pergunta preocupada.

– Não Raisa – Intervenho antes que Thea de com a língua nos dentes – É que a minha amiga é amiga de Thea também – Falo com um meio sorriso e ela assente.

– Oh, claro. Espero que ela fique bem, ela tem sorte em ter vocês como amigos – Fala sorrindo e volta pra cozinha.

– Por que eu acho que ela não sabe que é do Oliver e da Felicity que estamos falando? – Thea pergunta com uma sobrancelha levantada em desafio e eu suspiro pesado.

– Thea, a Raisa tem a nós três como filhos, ela praticante nos criou. Como você acha que ela ficaria quando soubesse que o doce Oliver fez com a sua melhor amiga? – Pergunto e Thea fecha a cara.

– Escutar isso em voz alta é pior, pois faz tudo parecer mas real ainda – Fã e suspira pesado.

– Eu sei, mas temos outra coisa pra lidar no momento – Falo angustiado.

– Como o quê?

– Laurel está na cidade.

– COMO É QUE É? NÃO ADIANTA ELE FAZER O QUE FEZ, ELE AINDA TRÁS ESSA VADIA COM ELE? – Grita irritada.

– Thea, por favor não grita – Peço e ela me olha com raiva – Ela a viu falando com a sua mãe, e segundo a Raisa, o Oliver não veio com ela.

– Isso não quer dizer que ela não esteja no apartamento dele – Diz com raiva.

– Nós temos que ir falar com a Lis antes que ela saiba disso por outros ou acabe esbarrando com ela na QC.

– Claro, você tem que entregar o bolo magico da Raisa pra ela – Diz em sarcasmo.

– Eu só queria ser um vagalume pra saber o que tanto ela conversou com a sua mãe – Falo ela começou a rir – O que? – Pergunto confuso a vendo gargalhar.

– O certo não seria mosca! – Pergunta aos risos e eu a abraço a levando pra saída.

– Segundo a minha querida irmã, eu sou muito lindo pra ser uma mosca – Falo com uma piscadela e ela ri mais ainda.

***

Dois dias depois

Eu odiava os domingos!

Motivo do ódio? Cait não saia aos domingos a noite, ela dizia que não podia sair pois isso a casaria e afetaria o seu rendimento no dia seguinte, então me restava ficar em casa.

Thea estava no Verdant, Sarah e Cait estavam na casa da Felicity e eu não falava mais com o Oliver. Então eu na tinha nada pra fazer a não ser ficar em casa assistindo TV e tomando cerveja sozinho. Suspiro pesado pensando da grade merda que o Oliver fez, como uma pequena atitude dele nos prejudica tanto assim? Se sele não tivesse feito asilo, nós todos estaríamos provavelmente na casa da Felicity vendo um filme ou no Verdant nos divertindo, felizes...

Onde foi que tudo desandou?

Eu cresci com ele, eu via como ele tinha mudado desde quando me falo que estava começado a sentir algo mais do que atração pela Felicity, eu só não entendia onde foi que tudo mudou, eu não entendia essa mudança dele. Ele realmente parecia apaixonado, ele realmente parecia ama-la, ele realmente parecia ter mudado por ela e ele realmente parecia confuso quando eu falei pra ele que nos afastaríamos. Eu achava que ele estava confuso por ter sido pego de surpresa, mas será que…

– Tommy – Saio dos meus devaneios escutando uma voz arrastada me chamar enquanto a campainha toca repetidas vezes.

– Já vai – Grite me levantando com raiva da cama. Eu odiava quando batiam como desesperados a minha porta. O único lugar que tinha pressa era na cama, e isso somente pra tirar a roupa da minha acompanhante!

– Tommy – Gritam novamente, mas dessa vez eu reconheço a voz.

Ta de brincadeira com a minha cara.

Abro a porta com raiva vendo um Oliver completamente bêbado jogado no chão. Ele estava deplorável.

– Acho que eu te disse pra não nos procurar mais – Falo furioso.

– Tommy por favor, por favor me ajuda. Eu não ei viver sem ela – Fala com a voz arrastada – Eu não sei viver sem ela Tommy, faz ela voltar.

– A Laurel está na casa do pai dela, Oliver, você bateu na porta errada – Falo com raiva e ele se joga de costas no chão.

– Eu não estou falando a Laurel, eu estou falando da Felicity – Diz cobrindo seu rosto com o braço – Eu ao tanto ela.

– Ótima hora pra descobrir isso, justamente quando ela não te quer mais. Isso ora mim se chama ego ferido – Falo me encostando no batente da porta pra ouvi-lo. Ele costumava ser bastante aberto com seus sentimentos quando estava bêbado.

– Você sabe que eu a amo, a muuuuiito tempo, antes mesmo de eu perceber isso – Diz tentando se sentar, mas acaba caindo no chão fazendo um barulho rouco ao bater na madeira – E ela também sabe que eu a amo, eu disse isso a ela inúmeras vezes antes de eu viajar, eu disse ora ela no duvidar do que eu sento.

– Você deu a ela mais do que um motivo pra ela duvidar, Oliver. Você deu um motivo pra todos nós termos certeza de que isso entre vocês não passou de uma farsa sua.

– MAS NÃO FOI! – Grita batendo as mãos com força no chão – Não foi, não foi, não foi, não foi – Suspira pesado e fecha os olhos com força fazendo algumas lágrimas caírem – Você sabe disso, vice é o meu melhor amigo desde sempre. Você sabe disso, você deveria saber.

– Para de fazer birra, Ollie – Falo irritado com a sua cena – Todo mundo viu o que aconteceu naquela festa.

– E só eu sei o quanto eu queria descobrir o que realmente aconteceu naquela festa – Diz se sentando desajeitado – Você não sabe o quanto isso dói, Tommy. Ela me odeia e isso dói muito.

– E o que você quer que eu faça pra mudar isso? Que eu a convença a aceitar um par de chifres todas as vezes que você quiser ter outra na sua cama? – Digo me exaltando um pouco – Ela não é a Laurel, Oliver.

– EU SEI – Grita novamente – Eu sei que ela não é a Laurel, por que ela é a minha Felicity. A minha doce e indefesa Felicity – Fala abraçando suas pernas.

– Ela não é sua, Oliver.

– ELA É SIM! – Grita mais uma vez – Ela é sim, vice não sabe o quanto ela se encaixa perfeitamente a mim, de como o seu corpo…

– Sem detalhes sórdidos, por favor – O corto de imediato tentando não criar uma imagem deles dois em uma cama.

– Eu amo ela Tommy. Amo tanto que chega a doer no meu peito.

– Se amasse não teria ficado com a Laurel.

– Pela bilionésima vez, eu não me lembro de nada do que aconteceu naquela noite – Diz afundando o rosto em seus joelhos – Eu não me lembro de nada Tommy. Se eu lembrasse ao menos de algo, eu não estaria aqui pra te pedir ajuda. Eu sei que eu nunca trairia ela, nunca – Fala e me surpreende ao ver seus ombros balançar demonstrando que restava chorando – Eu só quero ela de volta, Tommy. Por favor me ajuda.

– Da ultima vez em que eu te ajudei Oliver, você acabou com a língua enfiada na garganta da Laurel – Digo não escondendo o meu desgosto.

– Então me ajuda a descobrir o que aconteceu naquela maldita festa – Diz tentando se levantar mas ainda cambaleando.

– Nós já sabemos o que aconteceu naquela noite, Ollie...

– Não, nós sabemos que por algum motivo a Laurel estava naquela festa. Lugar que ela nunca deveria estar já que era uma festa privada da QC – Diz me cortando – E eu sei Thomas que eu posso ser o maior idiota do mundo, mas eu nunca trairia a Felicity – Diz demonstrando uma confiança assustadora – Eu só quero esclarecer as coisas, Tommy.

– Tudo bem, eu te ajudo a descobrir o que aconteceu naquela noite – Aceito sua proposta e o vejo sorrir amplamente. Eu o conhecia desde sempre, e eu sabia que de todas as coisas que ele poderia ter depois de uma festa regada a bebida, amnésia alcoólica não era uma delas e isso tava me deixando curioso – Eu te ajudo, mas eu tenho uma condição – Falo o vejo ficar tenso.

– E o que é? – Pergunta apreensivo.

– Se descobrimos que você fez por querer, você nunca mais vai sequer olhar pra Felicity, entendido?

– Tommy eu…

– Sim ou não, Oliver? – O corto sendo direto. Era pegar ou largar.

– E de bônus, você ainda vai poder quebrar a minha cara – Fala estendendo a mão pra selar o acordo.

– Temos um acordo então – Falo apertando sua mão – Agora entre e vá tomar um banho, você está deplorável!


Notas Finais


Aposto uma saca de golden Salmão com arroz que ninguém tinha pensado nela!!!
Uahahahahahahahahahahahahahaha
(PS: Essa é a ração favorita do meu cachorro!!)
Ok, eu sei que não foi muita coisa, ou quase nada explicado, mas nos próximos teremos mais respostas. (Sugiro que leiam os anteriores, tem muita coisa la que explica tudo aqui...)
Enfim, o Tommy resolveu ajudar o Oliver, o que sera que ele vão descobrir?
Nos vemos no domingo e please comentem! Eu preciso saber da opinião de vocês, assim como as dividas e sugestões!!

(PS 2: Vocês gostam de música mexicana de rua?!!)
Uahahahahahaha
😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂


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