História The Dark Journey - Ignite - Capítulo 4


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Freya


Fanfic / Fanfiction The Dark Journey - Ignite - Capítulo 4 - Freya

As batidas na porta fizeram Freya voltar à realidade. A garota costumava ficar pensativa na maioria das noites e com isso, acabava perdendo a noção do tempo, acordando apenas quando seu irmão batia na porta.

-A comida já está na mesa.- Disse seu irmão do lado de fora do quarto.

-Eu já...- Ela fez uma pausa para olhar o quarto completamente destruído ao seu redor e logo continuou. -...estou indo.

Sempre que ficava pensativa como naquela noite, seu quarto acabava destruído sem ela nem percebesse. EU MEREÇO... pensou e revirou seus olhos que eram de um vermelho fogo.

Freya levantou-se da cama, ficando em pé com um pouco de dificuldade, andou tropeçando até um espelho rachado que ficava perto da porta e lá se viu completamente despida. Marcas, semelhantes a cicatrizes, espalhavam-se em seu corpo. Em meio ao seu cabelo azul claro, erguiam-se dois chifres, um de cada lado de sua cabeça e pouco acima do seu umbigo havia uma marca, algo como um M.

A garota andou até um guarda-roupa que ficava no canto do quarto, que se encontrava arranhado em diversos lugares por um gato, abriu-o e tirou algumas roupas. Freya se trocou, colocando roupas intimas que combinavam num tom vermelho sangue e um vestido branco de bolinhas coloridas.

-Freya!- Disse o irmão com a voz um tanto impaciente. –Venha comer. Agora.

-Estou indo.

Ela saiu do quarto, andou pelo corredor estreito que dava direto na sala/cozinha e sentou-se a mesa junto ao irmão.

-Boa garota.- Disse o mesmo sorrindo.

Em geral eles eram bem parecidos. As orelhas de ambos pareciam de elfos, os olhos vermelhos fogo, pele branca, o nariz pequeno e até a boca avermelhada. A única diferença era que sua pele não possuía marcas e nem sua cabeça chifres. Seu cabelo diferente do de Freya era longo e negro. Embora eles se parecessem muito, ela não se identificava em nada com ele. Ela o achava mal e seu principal objetivo no momento era fugir dele.

-Você dormiu bem?- Perguntou o garoto que logo enfiou uma bolacha na boca.

-Na verdade eu nem dormi. É difícil dormi logo após matar uma pessoa, sabia?

Ethan riu baixo e tomou um pouco de água.

-Você irá se acostumar.- Garantiu ele. – Agora coma, temos que trabalhar.

Mesmo sem fome, Freya enfiou uma bolacha na boca e pôs-se a comer.

Mais tarde, Freya se encontrava andando ao lado de Ethan pelas ruas da quarentena. A garota agora usava uma touca tentando esconder seus chifres e suas orelhas. Ela também tentava observava os mínimos detalhes do lugar, já que estava pensando em um jeito de fugir de seu irmão. Ela queria sair daquele lugar, mesmo sabendo que lá fora seria perigoso.

-O que iremos fazer hoje?- Perguntou a garota sem ao menos olhar para ele.

-Primeiro iremos pegar o contrato e depois você sabe...- Ele sorriu abertamente. -...nós faremos o de sempre.

Freya fechou os punhos e parou de andar. Ela queria muito sair correndo dali, ou até mesmo matar seu irmão ali mesmo. Mas sabe que se ela fizesse uma dessas coisas, poderia acabar presa ou até pior. Quando ele percebeu que ela não mais o acompanhava, ele olhou para trás e aquele olhar fez Freya ter um calafrio.

-Acho melhor você começar a andar.- Disse em um tom ameaçador.

A garota ainda assim continuou parada. O ódio que ela sentia pelo irmão só aumentava cada vez mais e mais. Foi então que a marca começou a queimar em sua barriga, fazendo-a pôr a mão sobre a mesma.

-Eu disse que é melhor você começar a andar.

Freya mesmo contra sua vontade, começou a andar e só assim sua marca parou de queimar. EU TE ODEIO pensou e apressou seus passos. Ethan fez o mesmo.

O ponto de encontro dessa vez, foi no lugar mais pobre da quarentena. O lugar onde a maioria das pessoas eram Sand’s. Freya nunca se sentia confortável nesses pontos de encontro, sempre pensou que poderia ser uma armadilha, onde ela e seu irmão seriam pegos e logo após seriam mortos. Mas isso nunca aconteceu, então ela ficava mais tranquila.

Eles ficaram parados em frente a uma casa que deveria ser azul, mas agora estava quase sem tinta por conta do tempo.

-Ele já deveria está por aqui.- Disse Ethan impaciente.

Não demorou muito para que ele chegasse. O homem que começava a se aproximar aos poucos era velho, tinha seus cabelos completamente brancos e já não tinha mais dente algum na boca.

-Você está atrasado.- Disse Ethan quando o velho chegou até eles.

-Eu sei, é que...- Ele aproximou seu rosto dos garotos e começou a sussurrar.-...tem uns caras atrás de mim e eu preciso que vocês deem um jeito neles.

-Por que eles estão atrás de você?- Perguntou Freya desconfiada.

-Nada de perguntas, garotinha.- Disse o velho que logo sorriu, mostrando uma boca desdentada. –Esse é o acordo.

Ethan lançou um olhar para Freya que queria dizer: “FIQUE CALADA”.

-Então, o que nós ganhamos com isso?- Perguntou o garoto.

-Dinheiro, claro.

-Hum...- Ethan pensou por um instante. –Okay, nós aceitamos o contrato. Pode nos dizer onde estão essas pessoas agora?

-Não, mas soube que a garotinha ai pode achar qualquer pessoa desde que possua algo que pertence a ela.

-Sim.- Ethan sorriu. –Você tem algo deles?

O velho entregou uma espécie de flanela cinza para Ethan, sorriu e foi embora sem dizer mais nada.

-Escute atentamente.- Começou Ethan. –Você irá se transformar em um lobo, irá farejar esses homens e quando chegar lá, irá mata-los sem piedade. Entendeu?

-S-sim.

Os olhos de Freya estavam completamente vidrados, como se tivesse em algum tipo de transe. Suas cicatrizes começaram a brilhar em um vermelho fogo, ela agarrou a flanela, cheirou, deu alguns passos e se transformou em um imenso lobo com chifres. Freya uivou, Ethan montou em cima dela e ela começou a correr enquanto farejava os homens.

Eles não estavam muito longe e foi fácil de Freya acha-los. Por sorte, eles andavam em grupo como o esperado e não precisou de muito para mata-los. Freya pulou no primeiro homem e rasgou a sua garganta com os dentes afiados facilmente. O segundo homem que tentou ataca-la foi morto por Ethan, que enfiou seu punhal diversas vezes em diferentes lugares. Já o terceiro tentou correr, mas Freya pulou em cima dele arranhando e deformando todo o seu corpo em questão de segundos. Após esse pequeno massacre Freya, que ainda estava em transe, voltou a sua forma humana completamente despida e só então conseguiu acorda do transe.

-O que aconte...- Ela percebeu o que havia feito antes mesmo de terminar a frase. Voltou seu olhar para Ethan e deixou algumas lágrimas escaparem. –Seu monstro!

A garota saltou, se transformou num falcão com chifres e voou para longe. VOCÊ NÃO VAI ME OBRIGAR A NADA NOVAMENTE pensou e mesmo em sua forma de animal, lágrimas ainda escorriam. Freya pousou no grande muro de concreto que separava o lado de fora da quarentena e o de dentro. De lá de cima, ela conseguiu ver três garotos que andavam em direção à quarentena. Um deles parecia está desmaiado, já os outros dois carregavam-no com um pouco de dificuldade.

-Alguém nos ajude!- Gritou um deles.



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