História Ilegítimos - Capítulo 52


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Categorias Originais
Tags Conto, Homoerótico, Romance, Yaoi
Exibições 112
Palavras 998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, pessoas.

Aí está o penúltimo capítulo da primeira fase deste conto.

Bom proveito e boa leitura!

Capítulo 52 - O término, uma ilusão verdadeira


Fanfic / Fanfiction Ilegítimos - Capítulo 52 - O término, uma ilusão verdadeira

Capítulo 52

 

Foi como se o carro perdesse o controle.

Mas, não.

Hidan é quem tinha perdido o controle.

Ele desviou brusco o carro passando para outra via e subiu a rampa de um estacionamento de um Shopping Center.

Não, sem dúvida que você deve estar imaginando errado... Hidan não o fez com qualquer resquício de calma. Subiu a rampa numa velocidade insensata, como se fôssemos saltar entre dois cânions e estivéssemos entre a vida e a morte.

Passou batido pelo garagista e fez uma balisa absurda num canto inóspito e escuro daquela garagem.

Eu me sentia grudado ao banco do carona, imóvel e de certo que pálido feito cera de vela.

Hidan em simbiose com o volante, parecia arquejar e pouco depois nós dois ouvimos batidas no vidro da janela ao lado dele.

O garagista estava mais ofegante do que qualquer um de nós dois.

                                                            ☆~☆~☆~☆~☆~☆~☆~

 

Quando o garagista finalmente nos deixou, um silêncio recaiu dentro do Audi.

Apenas quebrado pelo som de outro carro circulando e manobrando no local.

__Demian... Você disse que me amava.

As mãos de Hidan estavam grudadas ainda no volante, ele parecia preso ao momento anterior, pouco antes de perder o controle de si mesmo.

Desalentado.

__E você, Hidan... Nunca disse que me amava.

__Não é algo que eu costumo dizer... Nem mesmo para sua mãe.

Hidan suspirou ao fim da sentença, soltou o volante e olhou para mim tendo uma expressão séria, pendendo ao triste na tez que costumava me encantar.

__Nunca disse para minha mãe que a ama?

Meu tom era de incerteza e incredulidade, mas de repente baixei meu olhar e lembrei que Hidan era um exímio mentiroso.

__É mentira... Claro que você já disse isso a ela.__ Eu retruquei soltando o cinto de segurança.__ Se eu conheço bem Rizel, ela nunca colocaria dentro da vida dela alguém que não a deixasse segura com essas palavras.

__Está enganado... Eu nunca disse essas palavras... Talvez, eu tenho dado a entender que a amo, mas eu nunca disse isso.

__Hidan... Eu falei sério.__ E eu destravei a porta ao meu lado, prestes a deixar o banco do carona do Audi.__ A partir de hoje você é meu padrasto e eu seu enteado... Nada mais.

Se eu tinha sido capaz de dizer algo assim, se devia unicamente ao fato do meu olhar fugir continuamente de Hidan. Minha boca estava insuportavelmente ressequida, o pulsar do meu próprio coração era demasiado sofrido e meu pensamento me acusava de renegar as verdades que fermentavam em mim.

Eu ia abrindo a porta, quando a mão de Hidan se pôs sobre a minha e seus dedos compridos se dobraram entre os meus sobre o banco do carro.

Esse foi o ensejo para seu outro braço passar amoroso pelo meu ombro, seus lábios estalarem um beijo na minha orelha.

Apertei os olhos, queria tanto evaporar.

__Hidan, eu preciso mesmo comer alguma coisa... Para chegar a tempo no armazém.

Não, eu não podia dizer: "Me solta, me esquece, me deixa ir..."

__Tudo bem... Vamos almoçar, eu te levo para seu trabalho antes de voltar para a gráfica.__ Hidan sugeriu enquanto me prendia naquele pretenso abraço.

Suas palavras ressoaram em mim incrivelmente carinhosas e eu escapei de seu toque antes que caísse em tentação.

Deixamos o carro na garagem e fomos para a Praça de alimentação do Shopping.

Notei que a partir daquele momento um delicado distanciamente se colocou entre Hidan e eu.

Era uma fronteira bastante tênue, uma pequena trégua assim por dizer.

Tentei me convencer que naquele instante em que almoçamos juntos, era como se eu estivesse almoçando com o pai que eu nunca conheci.

Ver o homem de fronte a mim como pai, ajudava a criar a falsa ilusão que eu nunca tivera nele um amante.

Por quanto tempo eu conseguiria manter essa ilusão?

Não, sendo franco...

O que eu realmente temia é que essa ilusão se tornasse real.

 

                                                                  ☆~☆~☆~☆~☆~☆~☆~

Eu tinha terminado com Hidan?

Quero dizer, terminado como amantes.

Ele não tinha dito nada, nem sim ou não.

Tinha tentado me prender num abraço dentro do carro, eu escapei de seu toque e de seu tom afetuoso e almoçamos juntos.

Não falamos muito depois disso, eu evitava olhar em sua direção.

Quando voltamos para a garagem, sentei sozinho no banco traseiro.

Eu queria manter o frágil distanciamento que tinha se colocado entre nós dois.

__Acho melhor ligar para sua mãe do seu trabalho.__ Hidan disse logo que o carro se juntou ao trânsito da cidade.__ Ontem ela ficou meio perturbada quando o porteiro disse que você estava com Noa... Você ainda pretende vê-lo?

Ele estava dirigindo, portanto não estava olhando para mim.

E seu tom de voz algo rouco soava neutro, nenhuma emoção detectável.

__Caso não tenha caído a ficha... Ele é meu namorado, Hidan.

Não falei para provocar, também tive o cuidado de não deixar passar qualquer sentimento.

Bom, meia verdade... Tinha um medo latente em mim e duvido que consegui esconder de todo.

E o que eu disse deixou Hidan taciturno, a atmosfera no carro ficou irremediavelmente pesada.

Ficamos quietos, eu queria quebrar o clima ruim e não conseguia.

O trajeto inteiro moldado numa ausência de palavras angustiante.

Hidan somente voltou a se pronunciar quando estava procurando um local para estacionar, perto da onde eu trabalhava.

__Não sei até quando pretende manter esse seu teatrinho, Demian.__ Ele disse olhando para trás enquanto manobrava e por um ínfimo instante os olhos azuis frios dele fitaram os meus.__ Não quero que Noa te arraste para alguma encrenca, mas é você quem tem que perceber com quem está se metendo.

__A razão que me levou a tomar distância de você é o mesmo caso... Percebi que amo um cafajeste mentiroso e isso não serve para mim.

Não consegui esperar que ele parasse o carro, deslizei afoito pelo banco traseiro e destravei a porta e abri, saltando do Audi em movimento. Era um alívio poder fugir.

Ouvi Hidan gritar meu nome.

Um grito curto, entredentes.

Estridente... Em mim.


Notas Finais


Eu não tenho muito a acrescentar, apenas a agradecer.

Muito obrigada por acompanharem!


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