História Ilegítimos - Capítulo 53


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Categorias Originais
Tags Conto, Homoerótico, Romance, Yaoi
Exibições 154
Palavras 979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, pessoas...
Ah, hoje estou melancólica!
Termina a primeira parte de Ilegítimos e eu tenho um sério problema pessoal com as coisas que terminam.
Claro que quando termino um conto, ainda que parcialmente, meu peito se enche de um alívio, de uma satisfação única de missão cumprida.
(E a dislexia está atacando meus dedos nervosos, eu estou errando desesperadamente ao digitar, trocando as letras de lugar e comendo outro bocado delas!)
Mas, em contrapartida... Sei lá, não gosto quando termina...
(Dá uma sensação que vocês vão me esquecer...)

Sentimentalismos a parte, desejo a todos uma ótima leitura.
E desculpa aí se eu decepcionei alguém.

Capítulo 53 - O fim de algo implica sempre em um novo começo de alguém


Fanfic / Fanfiction Ilegítimos - Capítulo 53 - O fim de algo implica sempre em um novo começo de alguém

Capítulo 53

 

Prólogo

 

Ele não veio atrás de mim.

Eu já esperava por isso, aliás.

Devia já ter me acostumado a não ter Hidan por perto.

Fui pelo beco, entrando pela porta dos fundos do armazém.

Sei que devia uma explicação para minha mãe, mas ligar para ela do meu trabalho era algo fora de questão.

Como eu poderia falar do meu namorado com Rizel?

Tendo Ling Su, Chang ou o senhor Cheng por perto?

Isso tinha que esperar.

Mas, vou te contar... Até o final do dia, eu estava acabado de cansaço.

 

                                                          ☆~☆~☆~☆~☆~☆~☆~

 

O resto daquela tarde se resumiu a uma sexta-feira comum.

Arrumei todo setor de produtos de limpeza do armazém, foi uma das últimas coisas que fiz antes de terminar meu expediente.

Fui trocar de roupa, tirar meu uniforme de funcionário no banheiro e procurei a Ling para poder me despedir.

Sinceramente, achei que meus olhos cansados estivessem me pregando uma peça quando me deparei com Ling no setor estreito entre os itens de papelaria e aviamentos conversando com Noa.

Ambos não tinham percebido minha presença, Ling riu depois de Noa dizer algo oferecendo seu sorriso franco, seu olhar mais travesso.

Minha melhor amiga há seis anos e meu namorado há um dia.

E assim que me aproximei, Ling sorriu e estapeou amigável o meu ombro.

__Por que estava escondendo esse seu amigo de mim, Demian? Ele é mesmo divertido.

Como dizer, Ling? Tian e Chang queriam arrancar meu couro por causa dele e Tian tem uma queda bem estranha por você... Nada demais.

Claro que não respondi algo assim, embora fosse verdade.

__Não é como se eu estivesse escondendo...__ Dei o ombro, sem jeito.__ Faltou uma boa oportunidade, eu acho.

__Eu sou algo novo na vida do Demian.__ Noa explicou para Ling, embora olhasse para mim.__ Talvez, ele precisasse se sentir seguro... Sabe como ele é, Ling... Demian às vezes pensa demais.

__Ah, eu sei disso!__ Ela concordou, ainda assentiu animada com a cabeça.__ Nós três poderíamos tomar umas e outras no barzinho em frente... Topa, Noa?

Eu nunca vi a Ling tão a vontade com outro cara que não fosse eu.

Isso era algo que eu não esperava.

Ling tratando Noa como um velho amigo.

__Hum... Não sei.__ Noa riu balançando a cabeça.__ Isso é com o Demian.

Ambos olharam para mim, até o senhor Cheng de trás do balcão deve ter olhado para mim, até mesmo as pequenas aranhas escondidas no teto alto e antigo se voltaram para mim sobre suas teias.

__Desculpe, Ling... Hoje não dá, preciso ir para casa.

__Numa noite de sexta?__ Ela refilou, franzindo o cenho.

__Ah, bem...__ Mordi o lábio a apertar com meus dedos a alça de minha mochila.__ Digamos que já tive minha cota de diversão ontem. Outro dia, com certeza...

__Promete?__ Ling sorriu estendendo seu dedo mínimo para mim.

E enlacei meu dedo mínimo ao dela feito elo de corrente.

__Prometo... Ainda sairemos nós três.

Terminamos por nos despedir de Ling e saímos do armazém.

Noa e eu atravessando juntos aquele início de noite.

Lado-a-lado, no primeiro instante sem palavras, apenas trocando olhares.

Enquanto de súbito eu caía em mim e enfim percebia que se tinha conseguido terminar o meu caso amoroso com Hidan, era porque eu tinha Noa.

__Muito legal a sua amiga...

__Ling é minha amiga mais antiga... Ela costuma ser bastante madura, mas parece que você desperta o lado doidivana dela.

__Que nada, Demian... Ela costuma ser madura contigo, porque você é um garoto sério. Todo mundo tem um lado doidivana, mas não sai mostrando por aí.

__Você acha que eu não passo de um garoto sério?

E a ironia que lá estava eu fitando Noa sem sorrir, como o garoto sério que eu realmente era e detestava ser.

__Não... De jeito nenhum.__ Noa respondeu baixinho a passar seu braço em meu ombro.__ Há tantas facetas em Demian quanto há estrelas no céu.

Não quis me desfazer do toque, do modo como andávamos abraçados. Era verdade que eu me sentia melancólico, tão cansado.

Era uma daquelas noites que eu tinha que passar sem Noa.

Eu decidi que ia despedir dele perto da entrada para o terreno da minha casa, mas quando paramos finalmente ali e nos olhamos com uma gritante vontade de trocarmos um beijo...

__Demian...

A voz de Rizel cortou o vento, nem muito grave, sem o tom de bronca que eu esperava ouvir.

Olhei para trás e lá estava minha mãe trazendo algumas compras nos braços.

Normalmente ela já estaria em casa, mas nem todas as noites são comuns.

Algumas... Algumas nos surpreendem realmente.

__Não me apresenta seu namorado?

O rosto dela não estava tenso, contudo não havia intenção de sorriso enquanto Rizel analisava Noa que tinha desmanchado o abraço que antes nos unia.

__Mãe... Esse é o Nick Jenkins, também conhecido como Noa.

As sacas de compras farfalharam um pouco enquanto minha mão estendia-lhe a mão.

__Sou Rizel... Não tenha dúvida que já ouvi falar bastante ao seu respeito... Noa ou Nick?

__Noa...__ Ele sorriu apertando a mão de minha mãe.__ Pode me chamar de Noa.

__Quer jantar conosco, Noa?__ Ela indagou, num tom suavemente polido e discretamente desconfiado.

__Outro dia aceito com prazer... Quer ajuda com as sacolas?

Noa não esperou que ela respondesse, passou as sacolas para seus braços e fez uma mesura para minha mãe passar na frente.

Ela pareceu ficar satisfeita com a gentileza de Noa.

Chegou insistir para ele entrar, mas Noa tornou a negar.

Rizel nos deixou sozinhos em frente a entrada da casa, era hora da despedida.

__A gente se vê amanhã?__ Noa perguntou tocando meus ombros.

__Durante a tarde passo no seu apartamento... Pode ser? Não esqueci que fiquei de te dar uma mão com a monografia.

Enfim, nos beijamos e ele tornou a me abraçar forte pelo ombro.

Também segurei nele sem vontade nenhuma de soltar...

                                                                                                                              FIM DA PRIMEIRA FASE


Notas Finais


Meu muito obrigada para quem acompanhou os 53 capítulos!
(Imagino vocês todos por trás de uma linha imaginária e eu à frente de todos fazendo uma graciosa reverência...)
Bem... É isso.
Valeu mesmo.


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