História I'll be your coach! - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Colegial, Família, Romance
Exibições 3
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoas!!!!!!! Desculpem a demora, mas como eu disse: 4° bimestre é foda. Estou fazendo as provas globais e minhas aulas já acabaram. Sério, tenho vontade de morrer td santo dia qnd lembro q tem prova.
O cap tá bem bosta, mas o próximo vai ser bem mais legal, eu prometo.
Enfim, boa leitura!

Capítulo 6 - Como flertar


No dia seguinte, na escola, estava na hora do intervalo com meus amigos, até que Alex já falava das fofocas de todos na escola. Porque gay é assim, né? Ficou por fora de algum assunto? Pergunta pro seu amigo gay que ele sabe o que aconteceu, quando, onde, com quem estava, o que aconteceu depois e até o que os pais da pessoa disseram na bronca.

–Gente, eu soube que a Lavínia vai dar uma festa de arromba! Vai estar todo mundo lá!–falava ele, animado.

–Vocês vão?–pergunto.

–Mas é claro!–falaram todos, em uníssono.

–Vai ser minha chance de tirar essa seca desgraçada.–disse Mia.

–Eu vou pegar um gostoso que está falando comigo por mensagem há semanas.–Falou Alex.

–Eu vou só pra não ter que ouvir minha mãe falar bosta em casa.–disse Yuri.

–Eu já combinei com meu namorado.–falou Nicole.

–E a Nic ajeitou um cara muito gato pra mim lá!–disse Naomi.

–Você vai, né, Ma?–perguntou Alex.

–Eu não sei...–falei.–O Diego não comentou nada e..–sou interrompida.

–Hum... você e o Diego, hein? Shippo!–disse Mia, rindo.

–Cala a boca, Mia!

–Mas, gata, mesmo se ele não for, você pode ir... vocês estão só ficando, não é como se fosse uma traição..–argumentou Alex.

–Pois é, vocês não têm nada assumido.–completou Yuri.

–Eu.. eu vou comprar mais refrigerante.–falei, saindo da mesa.

Andei pelos corredores, esperando encontrar Diego. Virou automático eu pedir sua ajuda com problemas sociais.

Sinto mãos cobrindo meus olhos e dizendo: "adivinha quem é?". Identifiquei a voz de quem eu procurava e sorri. Ele sai de trás de mim e anda lado a lado comigo pelos corredores.

–Ouviu sobre a festa da Lavínia?–pergunta ele, sem me fitar.

–Sim, todos estão falando disso.

–Você vai?–pergunta novamente.

–Não sei... talvez não.

–Como assim "não"?–pergunta, indo pra minha frente, me impedindo de avançar.

–Ah.. sei lá.–falei.–Não tenho ânimo.

–Ãnimo? Ânimo?! Quem não tem ânimo sou eu pra pôr um cérebro na cabeça de mula que você tem!–rebateu, estressado.

–Olha o jeito de falar.–ameaço, com meu olhar mortal.

–Garota, você não quer o Dylan babando por você?–assinto com a cabeça.–Então coloca um vestido curto, uma maquiagem bonita, um salto alto e provoca ele nessa festa que Deus mandou pra te ajudar, porra!

–Primeiro: minha mãe me ensinou que não se deve falar Deus e "porra" na mesma frase.–retruquei.–Segundo: você está falando com a Maya, não com a Lindsay Lohan! Acha mesmo que eu sei provocar alguém?

–Hum... tem razão, esqueci dessa parte.–falou ele, segurando o queixo.–De que horas é a festa?

–21:00. Por que?

–Por que teremos a tarde inteira pra eu te ensinar a provocar.–respondeu.

 

 

 

                                       (...)

 

–Não vou fazer isso nem morta!–exclamei, indignada com o que esse idiota me mandou fazer.

–Qual é! É só um quadradinho!–falou ele.

–Não importa! Eu não vou fazer isso!–insisti.

Ele bateu com a mão em cima da mesa e se levantou de sua cadeira. Me olhou, sem paciência, e disse:

–Maya, você me chamou de convencido e ridículo naquele dia e eu disse que ia te ajudar a conquistar o cara que você gosta, e eu tô fazendo isso! Mas como eu vou fazer isso se você não ajuda?

–Não precisamos de um quadradinho! Me desculpa, mas eu não vou fazer isso!–falei, de braços cruzados.

–Ok.–ele disse.

Desligou o notebook que mostrava um vídeo de como fazer um quadradinho e o guardou dentro de sua mochila. Estava arrumando suas coisas pra ir embora.

–Pra onde você vai?–perguntei, sem disfarçar o tom de desespero na minha voz.

–Pra casa do Thiago. Deve ter alguma garota bonita solteira lá.–falou ele.

–M-mas... e eu?

–Vou dizer o que vai acontecer com você: você vai terminar o ensino médio sem nunca ter tentado falar com o cara que você gosta por uns, sei lá, quatro anos, ele vai ficar com a Lavínia e você nunca mais vai vê-lo de novo.–explicou, gesticulando com as mãos.–É isso que vai acontecer com você.

Ele já havia aberto a porta, até que eu o impedi.

–Espera!

Ele se virou e me olhou.

–E-eu faço o quadradinho.–falei, por fim.

Diego voltou e ligou o notebook. Colocou no mesmo video que estávamos assistindo e me pediu para imitar o que o mesmo falava.

Aquilo era mais difícil do que passar por média em física! Eu não entendia nada do que a garota do vídeo explicava. Era impossível fazer aquilo sem parecer ridícula.

–Você está fazendo errado de novo!–disse Diego, depois da minha vigésima vez tentando fazer quadradinho.

–Olha, Diego, eu não entendo nada do que essa garota fala!–me expliquei.

–Como assim não entende? Ela explica detalhadamente como é!–falou, indignado.

–Sim, explica! Mas na prática não dá pra saber se tá certo!–respondi.

–Então você quer tipo um corretor?

–Isso!

Ele começou a andar de um lado pro outro pelo meu quarto, segurando o queixo. Logo, parou e disse:

–Acho que eu sei o que fazer.

 

                                        (...)

 

–Moletom, esta é a minha irmã, Maria Catarina. Maria Catarina, Moletom.–Diego nos apresentou.

–Pode me chamar de MC.–disse a irmã de Diego.

Eu estava sem palavras. A garota era linda! Até eu pegava!

Loira com pontas azuis, alta, pele alva, olhos verdes e seu corpo era em formato de violão. Seu quadril era bem chamativo, ela tinha muita bunda mas deixava a desejar no busto. Mas eu tenho certeza que seus peitos são a última coisa que alguém iria notar nela. Sua cintura era fina e suas coxas eram grossas.

–Sou Maya.–nos cumprimentos com um aperto de mão.–E agora você é meu exemplo de vida.

–Que?–ela começou a rir.–O que você falou, seu pirralho?

Sim, pirralho. A garota tem 20 anos e é irmã do Diego... isso é tudo que sei sobre ela. Na verdade, nem sei porque a chamamos.

–Moletom, a MC veio pra te ensinar a fazer um quadradinho.–disse Diego, ignorando totalmente a irmã.–E não se preocupe pois não há pessoa melhor do que ela pra te ensinar.

–Como assim?–pergunto.

–Ela é coreógrafa, modelo e geralmente a chamam pra fazer parte de vários vídeo clipes de funk.–explicou.

–Caramba...

–Então é você que não sabe fazer quadradinho?–perguntou MC.

–Sou eu.

–Olha, algumas vezes a vergonha atrapalha.–disse ela.–Maninho, se manda.

–O que?–exclamou ele.

–Quando acabarmos, você entra pra dar sua nota. Mas por enquanto, vaza.–mandou ela.

Ele não disse uma palavra, apenas andou de cara feia até a porta e saiu. Em seguida, MC a trancou e se virou pra mim confiante.

–Você já sabe a "fórmula"?–perguntou.

–A-acho que sim.–respondi.

–Ótimo. Vamos começar sem música.

 

 

                                      (...)

 

–Valeu, mana.–agradeceu Diego, muito feliz com o resultado.–Te devo uma.

–Eu vou cobrar, hein.–respondeu ela, sorridente.–Foi um prazer, Maya.

–O prazer foi meu.–nos abraçamos.–Até mais.

–Até.–disse ela, entrando em seu carro e dando partida.

Eu e Diego entramos e... caramba, eu tô cansada. Mas também orgulhosa. Não acredito que sei fazer quadradinho... sim, sei que é ridículo mas foi divertido praticar com a MC. Ela é muito simpática.

Eu nunca farei um quadradinho na frente de todo mundo na festa. Mas acho que aprender não faz mal. Tenho certeza que essa não é a única forma de provocação que existe pra conquistar um cara. 

–Então... o que mais tenho que aprender?–perguntei.

–Ah, sim.–lembrou ele.–Eu vou te ensinar a flertar.

–Tá. O que tenho que fazer?

–Vamos fazer um teatro.–falou.–Eu vou fingir ser o Dylan e você vai me provocar. Vai mandar indiretas disfarçadas, se quiser pode até elogiar, mas não demais. 

–Certo, entendi.

–Ótimo.–falou.–1,2,3... já.

–Oi, Dylan.–atuei, arqueando a sobrancelha e sorrindo de lado, fazendo um olhar meio sedutor.–Tá bonito.

–Oi, Maya.–respondeu Diego, com o mesmo tom e olhar que o meu.–Você tá muito gata, também.

O surpreendo com um abraço e falei perto de seu ouvido:

–Eu sei.

Vi que ele se arrepiou e comemorei mentalmente. Mas, tenho que ter foco! Ele é o Dylan e provavelmente está de par com a Lavínia, então puxei assunto:

–Cadê a Lavínia?

–Está com umas amigas dela.–respondeu.–Onde está o Diego?

–Foi falar com uns amigos.

–Se eu fosse ele, não deixaria uma menina linda como você sozinha...–falou sedutor no meu ouvido.

–Tirou as palavras da minha boca.–sussurrei em seu ouvido e mordi sua orelha.

Senti suas mãos na minha cintura, a apertando firme. Comecei a alisar sua nuca, depois saí de seu pescoço e fiquei cara a cara com ele, o olhando no fundo dos olhos.

Nossos rostos estavam bem perto. Ele já não olhava em meus olhos, e sim pra minha boca. Podia sentir sua respiração bem perto.

Mas depois me lembrei: o que eu estou fazendo?

Lembrei que ele não era o Dylan. Saí de perto e me desfiz de seu enlace.

O clima estava estranho. Eu havia gostado? Por que estou arrependida? E por que ele parecia aflito com o que fiz?

Não! É impressão minha! Você gosta do Dylan, Maya! 

–Então? Eu passei?–quebrei o clima e perguntei, orgulhosa.

–Moletom, você está pronta. Agora é só questão de tempo até o Dylan ser seu.–falou.

Eu estava feliz por ouvir aquilo. Mas... acho que o motivo não era por estar próxima do meu objetivo. Acho que o Diego agora era meu melhor amigo, estava feliz por ter ele ao meu lado.

O abracei forte e contente e ele retribuiu. Ficamos rindo abraçados quando escutamos a porta do meu quarto ser aberta.

–Ai, caramba.–ouvi Yuri dizer.

Nós ficamos Mia, Yuri e Alex parados na entrada do meu quarto, boquiabertos. Nos separamos de nosso abraço, constrangidos.

–Olha, Maya, eu sabia que estavam ficando, mas que já tinha pulado pra um nível em que vocês podem ficar sozinhos no seu quarto... isso é novidade.–falou Mia, contendo o riso.

–Gente, não é o que vocês estão pensando.–falei.

–Como assim?–perguntou Alex.

–Não estamos ficando, tá legal?–disse Diego, suspirando impaciente.

–Então...?–falou Yuri.

Eu expliquei tudo depois disso. Que eu apostei com o Diego, que ele está me ajudando, que toda essa transformação foi por causa do plano, que os boatos sobre a gente foram nós que espalhamos... tudo. Eu não podia mais esconder isso deles. Uma hora eles iriam descobrir mesmo.

Parece que Diego não se importava de eu revelar tudo aos meus amigos. Ele até ajudou a contar... a reação dos meus amigos foi essa:

–Você tem problemas, Maya.–disseram em uníssono.

–Vão me apoiar, ou não?–perguntei.

–Claro que vamos. Somos seus amigos.–disse Alex, sorrindo confiante.

–Só achamos errado a maneira como você está fazendo isso.–falou Yuri.

–Mas... vocês sempre disseram pra eu tomar jeito, que eu devia me vestir melhor... e admitam: eu estou muito mais legal agora.–rebati.

–Sim, dissemos pra você tomar jeito, mas não dissemos pra parar de ser você!–explicou Mia.–Mas tudo bem. Vamos ficar do seu lado. Se precisar de alguma coisa...

–Estaremos aqui.–completou Alex.

–Valeu, gente.

Sim, sim. Houve aquela viadagem toda de abraço em grupo e o Diego também entrou. Mas, depois do chororô todo, eu perguntei:

–Mas, enfim, por que vieram?

–Viemos conferir se você iria mesmo pra festa.–disse Yuri.

–Pois é. É daqui à duas horas.–falou Mia.

–Ih, tá na minha deixa.–disse Diego.–Venho daqui a pouco pra te buscar, Maya. Vou vir de carro, se vocês três quiserem carona...

–Aceitamos.–Mia respondeu.

–Ótimo. Tchau!

–Tchau!–nos despedimos em uníssono.


Notas Finais


E então? Oq acharam? Espero q tenham gostado!
Comentem ai embaixo se gostaram, ou se querem q eu melhore mais... é muito importante pra mim!
Vejo vcs no próximo cap!
Bye bye!!!!


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