História I'll be your worst enemy - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Jeon Jungkook, Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Top, Park Jimin
Visualizações 445
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal, bem vindo a mais um capítulo!
espero que gostem.

Capítulo 9 - Go back to Jimin, human


Fanfic / Fanfiction I'll be your worst enemy - Capítulo 9 - Go back to Jimin, human

Jimin caiu com as costas no chão frio da loja, expelindo um pouco de saliva pelos lábios grossos, gemendo pelo incômodo em sua carne. A ficha ainda não havia caído sobre o fato de seu criador estar bem a sua frente, perto de si, o maltratando. O sangue em seu pescoço escorria para a jaqueta e manchava-a. Tentou respirar fundo e acostumar-se com a situação antes que ficasse completamente louco. Segurou a toca na cabeça antes que as orelhas escapassem e torceu para que o outro corpo não se aproximasse.  

— Você sentiu minha falta? — Não havia ninguém por perto para contestar o ocorrido. Park estava cercado, sem saída alguma. — Não se preocupe gatinho, se você gritar eu corto a sua garganta. — Não poderia gritar. Estava completamente ferrado. Sabia que o homem de mau caráter poderia o atacar se dirigisse se quer uma palavra. — Da última vez que ousou fazer isso eu fui pego. Graças a você eu passei muito tempo na cadeia por realizar crimes ilegais com clonagem de animais e transformar nossa espécie em outra. Mas olhe para mim agora. — Ditou manso enquanto erguia os braços na altura do peito, em seguida prensando o pescoço do felino no piso. — Estou muito bem e parece que a sorte me ajudou muito. Acabei encontrando você por aqui e nunca achei que ficaria tão feliz por finalmente poder colocar minhas mãos em você, Minnie. — O híbrido não conseguiu aguentar um murmúrio e as lágrimas intensas em seus olhos, tentando chorar baixo o suficiente.    

 

Jungkook estava muito afastado, não poderia correr e o mesmo também não iria à sua procura por achar que estaria pegando doces inocentemente. Maldito seja seu azar. Só pode suspirar e tentar se debater levemente, buscando soltar as palmas grossas do criador de si, miando pela dor do aperto em sua tez.

— Você não acha que está na hora de pagar meu gatinho?

Naquela história tão árdua e confusa, justamente por conta do rosado o homem acabou por ir preso. Numa noite fria em algum tempo atrás as patinhas do mesmo estavam congelando e decidiu que não aguentaria mais nenhum segundo naquele laboratório que tanto odiava. Usou as garras até que saíssem fora de seus dedos para abrir a tranca e libertar outros dos animais/humanos indefesos do lugar. Assim que todos estavam postos para sair os guardas os acharam, pegos no flagra correram até que as pernas doessem, mesmo que não fosse costume ficar em pé pelas duas pernas. Com gritos esganiçados acabaram por chamar a atenção de todos ao redor fora do local, onde a polícia foi ativada e retiraram os capangas ilegais de lá.

Os híbridos? Foram descartados pela sociedade. Nenhum ser gostaria de ficar com outro em formato de cão, gato ou coelho. Era uma forma ridícula, com patas e rabos, por que gostaria de rejeitos assim? Por conta destes aqueles pequenos fenômenos tiveram de se acostumar com cantos sujos, restos de comida jogados no lixo, casas abandonadas e brigas por um cobertor quente para passar as noites do inverno rigoroso. Jimin era um deles, completamente perdido em um mundo que não lhe aceitava como era.

Por algum tempo teve de conviver naquela moradia onde vez ou outra um gordo bêbado e fedorento alugava. Quando os mesmos percebiam que um semelhante de gato estava dormindo ali, batiam nele, com todas as forças, tentando enxotá-lo o máximo que podiam. Porém, Park brigou até o último minuto para conquistar aquele território, e assim foi feito.

Até Jeon chegar.

Quando aquele moreno musculoso apareceu pela primeira vez na porta daquela casa velha e mofada sabia que não deveria confiar, pois tinha medo de ser machucado de novo, das agressões, das palavras ruins. Entretanto, não foi isso que ele fez. Mesmo que aprontasse para o lado do humano, em nenhuma vez ousou tocar em si de uma forma ruim, de tentar feri-lo. Pelo contrário, estava pronto para lhe dar muito carinho e amor, assim como havia feito até aquele momento.

Mas agora era tarde demais.

O felino gostaria de poder tocar no amorenado por mais uma vez, receber um daqueles beijinhos doces que tanto aprendeu a gostar. Até demais. Os abraços calorosos que o acolhiam e o transformavam em alguém especial, alguém importante mesmo que fosse para uma única e justa pessoa.

Por que tinha que doer tanto? Por que o mundo era tão cruel? Por que tinha que cair toda a culpa em si? Era apenas um gato indefeso e completamente perdido. Pediu mil vezes mentalmente para que seu amado Jungkook estivesse ali, o salvando, o tirando de perto das mãos grandes que o enforcavam.

O que está acontecendo aqui?! — O dono dos cabelos rosa abriu os olhos lentamente ao ouvir a voz amarga de Jeon.

Como um pedido atendido por Deus o amorenado estava ali, parado bem a fronte de seu rosto jogado no chão, com os punhos cerrados, faiscando pelos orbes que carregavam raiva extrema. Quando viu as palmas cercando o gatinho sentiu como se um pedaço de seu coração fosse quebrado, o cortando por dentro. Como aquele estranho tinha coragem de machucar alguém como Park Jimin, o hibrido adorável que adorava lhe pregar peças?

Junggukie... — Chamou baixinho enquanto tentava alcançar o mais alto com as mãos miúdas.  

— Largue ele agora! — Com rapidez o moreno agarrou a gola da camiseta do criador e o jogou com todas as suas forças o corpo do mesmo para o lado oposto, o observando ir de encontro com a prateleira de chocolates.

— O que pensa que está fazendo pirralho?! — Pigarreou o mais velho dentre eles, alcançando a faca e pondo-se de joelhos. — Ele é MEU híbrido! — Pulou para frente, conseguindo correr para a direção do acastanhado.

Por sua pouca força ao atingir o corpo do mais novo acabaram por cair juntos no chão, onde antes de atingir um golpe com a faca no peito de Jungkook o mesmo parou o criador, desferindo socos na face do outro, vendo a pele nojenta do que tão maltratara seu Park ficar vermelha, quase em um tom de roxo, pretendendo sangrar.

O cabo da faca acertou em cheio a têmpora de Jeon, cortando a tez e marcando cada espaço de seu rosto com vermelho. Ficou completamente perdido, afinal, com a potência do golpe acabou por ficar tonto, não tendo completo controle de seus movimentos. Prendeu o outro homem entre suas pernas torneadas e o imobilizou, jogando o torço para o lado e puxando os braços alheios para trás de suas costas, apertando cada vez mais sobre a mesma, quase ouvindo os ossos do grande filho da puta quebrarem em pedaços.

Não toque nele! — Distribuiu tanta agressividade que o criador foi de encontro com o piso por mais uma vez naquele dia. Soltou-o e chutou diversas vezes o estômago do mesmo, seguindo para suas costelas.

Jimin observava tudo encolhido em seu canto, abraçando as pernas e chorando muito. Não só por ter de lidar com aquilo, mas também por seu querido humano ter se machucado por culpa sua, o que fez com que as lágrimas salgadas lhe cobrissem a face cada vez mais.

— Jimin, corra para fora daqui! Eu não irei durar muito tempo o segurando! — Jeon sabia a gravidade da força alheia e sabia que por mais que muitos ferimentos adornassem sua pele, ele voltaria com ainda mais potência, pronto para acabar com a raça do pobre moreno.

— J-Jimin não pode te deixar aqui! — Queria poder ter a audácia de proteger seu humano, queria poder ter coragem o suficiente para encarar por conta própria o seu passado.

— Ande logo, vá para casa e não saia de lá! — O amorenado puxou as mãos pequenas, o fazendo ficar de pé, afobado o empurrando para longe dali. Estava ferido, precisava de cuidados. — Eu voltarei, eu prometo que vou voltar para você. Só me deixe resolver isso. — Sem que pudesse responder algo em troca o miúdo foi parado com um beijo casto do mais alto, relaxando seus músculos e lhe dando certeza de que poderia confiar em sua palavra.

Em um toque de segundos o criador já estava ali, agarrando Jungkook pelo pescoço, pressionando o mesmo enquanto tentava agredi-lo com os punhos. Então Park correu, com seus cabelos curtos rosas ele fugiu dali. Mesmo com o coração estilhaçado por ter que ir embora, pelo próprio bem pedido pelo outro, deveria fazê-lo. Deixou que as gotas em seus globos oculares fossem embora junto com o vento que acertava sua face. Ouviu de relance as sirenes da polícia alcançando a loja.

Ele seria parado, à força.

A testa suava enquanto pegava velocidade total, atravessando as ruas sem olhar para os lados, pronto para encontrar a casa velha que tanto apedrejava em sua mente, mas que agora parecia o mais perfeito refúgio. Ansiava pela cama quente que dividiu na noite anterior com o tão amado Jeon.

Gritou escandalosamente quando finalmente pulou o portão, quase quebrando a entrada quando a abriu, carregando todo o desespero em seu peito, arrastando-se para dentro enquanto caia de joelhos no tapete, clamando pelo mais alto. 

— P-por favor... Volte para o Jimin, humano... — Puxou as roupas que estavam grudadas em seu corpo apenas para sentir o cheiro amadeirado que comportava, onde sabia bem quem era o dono. Queria aquele aroma impregnado em si.

Ele apenas queria Jeon Jungkook para si, como seu ser maravilhoso que era.

(...)

Já era noite. A lua brilhante havia acabado de se pôr no centro do espaço, fazendo com que o menino com orelhas de felino ficasse cada vez mais nervoso e inquieto. Cogitou milhões de vezes a opção de ir atrás do moreno, mas como havia feito uma promessa de ficar no mesmo lugar até o outro voltar, apenas ficou encolhido em seu local favorito que era a cama do mais alto. Puxou as cobertas para si e na cabeça pairava a silhueta alheia, lhe fazendo cafuné e lhe dando balinhas na boca, como costumavam fazer quando estavam devidamente juntos. Agora só lhe sobrara o vazio naquele acolchoamento, assim como o frio que cercava suas canelas.

Ouviu a porta da frente bater devagar, com passos calmos logo em seguida. A cauda presa no final da coluna ergueu-se prontamente, arrepiando todos os pelinhos castos de seu corpo. Ele havia voltado? A respiração falhou e a ansiedade tomou conta do rosado, sendo cercado por uma felicidade que não cabia no peito. Desviou-se dos cobertores e se pôs a correr com todas as suas forças, dando de encontro com Jeon ainda parado na entrada.

Por reflexo o amorenado abriu seus braços lentamente, querendo um abraço quentinho do híbrido que focou-se em apenas chorar e ficar estático, agradecendo mil vezes por ter mais uma vez o humano ali. Por Deus, achou que nunca mais o veria. Os braços do outro estavam cheios de marcas de arranhões, assim como o rosto comportava uma série de roxos novos e sangue espalhado. Alguns cortes foram limpos e faixas de tecido encobriam outra arte de seu corpo, assim como o adesivo para curativos no rombo feito na têmpora. Também carregava uma sacola cheia de alimentos, que pareciam ser os doces que Jimin escolhera mais cedo.  

Eu disse que voltaria... Pequeno. — O sorriso dentuço apareceu nos lábios do maior, acarretando uma tonelada de sentimentos que faziam o pobre coração de Park bater feroz.

Com o resto de forças que continha nos braços, Jeon abraçou o gatinho de forma carinhosa, colocando a cabeça do mesmo em seu peito, o que fez com que este ouvisse as batidas desesperadas indo de encontro nas costelas. O felino por outro lado chorava inconscientemente, procurando por mais do calor alheio, para ter certeza absoluta que ele estava ali e nunca mais iria embora.

— Eu sinto muito por ter demorado. A polícia precisou de explicações concretas e específicas sobre o que estava acontecendo na loja e como acabamos brigando. Depois de eu levar uns bons socos daquele canalha acabaram por levá-lo para a prisão por mais uma vez. Agora, acho que ele não sairá de lá com vida. — Jungkook riu leve, acariciando os fios rosados do menor, sentindo seu cheiro incrivelmente adocicado.

— O-o humano está bem? De verdade? Jimin ficou tão... — Interrompeu a fala de Jimin com um selar demorado, como se necessitasse provar mais uma vez de seu gosto que tanto sentiu falta.

— Eu fui para o hospital tratar de minhas feridas e ganhei doces de graça dos vendedores dizendo que eu era um herói por combater um crime dentro da loja deles. — De fato era cômico, se não fosse tão trágico para os amantes. — Eu disse a você, Jimin... Eu nunca vou deixar que levem você, toquem você como tocaram antes sem que você queira e jamais permitirei que te machuquem, mesmo que para isso eu precise me sacrificar.

— H-humano? — Jungkook murmurou um simples ‘’sim?’’ enquanto encostava sua testa na alheia, juntando as respirações. — Jimin nunca vai se esquecer disto. — Sorriu mostrando seus olhos sorridentes, junto com os caninos de gato. — Definitivamente... Você é o super herói do Jimin.

 


Notas Finais


Fluffy? É comigo mesmo!

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