História I'll Never Let You Go - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Blaine Anderson, Kurt Hummel
Exibições 57
Palavras 1.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii, gente ♥ Sete meses de fic ♥♥
Espero que gostem ♥ Capítulo narrado pelo Blaine *--*

Capítulo 13 - Is Not A Secret Anymore


Risadas, risadas e mais risadas invadiram o corredor e infectaram meus pensamentos. Eu queria entender o que estava acontecendo, queria entender o motivo de todos estarem me encarando como se eu fosse um palhaço, como se tivesse algo errado comigo.

Bem que eu disse a Kurt que não queria voltar para a escola. Eu, definitivamente, não esperava que fosse virar uma total piada por motivo nenhum. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo, era tudo demais para minha cabeça.

Olhei na direção reta, em minha frente, e lá estava Quinn, usando seu uniforme de líder de torcida, possuindo em seu rosto um grande sorriso maléfico. Pensei que ela estivesse olhando para qualquer outra pessoa, até perceber que eu mesmo era seu alvo. Desviei o olhar e andei em direção ao meu armário, encontrando Brittany e Santana em frente ao mesmo, sendo que a Lopez xingava até a terceira geração de quem quer que seja.

Quando visualizei meu armário, percebi o que tinha acontecido. Alguém tinha descoberto minha relação com Kurt e tinha me exposto. Mas como alguém viu? E, além do mais, qual era o problema nisso?

Estava escrito bem grande uma palavra homofóbica em meu armário. Senti meus olhos arderem, mas segurei as lágrimas que tanto queriam cair. Brittany e Santana me encararam e disseram que sentiam muito, mas eu não consegui dizer nada, eu apenas entrei na sala de aula e me sentei isolado de tudo e todos.

Coloquei o capuz para cobrir os fones de ouvido e me desliguei de todos. Mandei uma mensagem para Kurt, sabia que ele sempre tinha uma boa resposta para me dar.

Queria estar com você agora.”

Foi apenas isso que mandei de início. Não podia já começar uma conversa o preocupando à toa. Eram apenas agressões verbais, já ouvi coisas piores vindas do meu próprio pai, o que fazia doer ainda mais.

Está tudo bem, meu amor?” – Kurt.

Acho que descobriram sobre nosso relacionamento. Todos riram de mim quando eu entrei na escola e eu sabia que estavam rindo de mim, porque estavam me encarando diretamente e acho que quem espalhou isso foi Quinn. Ela deve sentir raiva de mim por eu ter terminado com ela.” – Blaine.

Ah, meu amor, eu sinto muito por isso. Se quiser, posso te buscar no seu almoço, que bate com o meu, e nós podemos comer fora da sua escola. Eu não me importo, de verdade.” – Kurt.

Não precisa se preocupar, só queria te contar. Gosto que saiba das coisas que acontecem, mesmo que eu não queira te alarmar.” Blaine.

Você sabe que eu sempre me preocupo, B. Qualquer hora do dia que quiser conversar, é só me chamar. Nos vemos mais tarde, tudo bem?” – Kurt.

Tudo sim. Eu te amo.” – Blaine.

Eu também te amo.” – Kurt.

Depois dessa conversa, guardei meu celular. Já tinha colocado uma música para ouvir, não queria escutar o que as pessoas estavam dizendo de mim. Honestamente, por que se preocupavam tanto? Quem estava namorando um garoto era eu, não eles, quem tinha que estar preocupado era apenas eu. Mais ninguém.

Minha relação envolve apenas Kurt e eu. Não vejo qual é o problema que todos enxergam no nosso relacionamento. Será que ninguém percebe que Kurt me faz feliz? Eu nunca seria feliz da maneira que sou se eu estivesse com Quinn. A falsidade dela é visível até no cabelo, como eu poderia ser capaz de amar alguém assim? Alguém tão egoísta, superficial e vazio?

Kurt é tão diferente do resto do mundo. Ele é tão carinhoso, doce, gentil, amoroso. Ele é tão, simplesmente perfeito. Eu amo ele e não vai ser esse preconceito mesquinho das pessoas que vai mudar o que sinto.

As aulas pareceram se arrastar e eu fiz questão de não prestar atenção em nenhuma. Quando o intervalo finalmente chegou, fui surpreendido, ao sair da sala, por um grande banho de raspadinha. Eu senti uma dor tão forte em meu corpo por conta do líquido gelado que a minha vontade era gritar com todo mundo.

Por que fizeram aquilo? O que eu fiz para eles?

- É isso que dá usar os outros. – Ouvi a voz de Quinn e, em seguida, uma raspadinha de morango atingiu ela em cheio.

Olhei na direção de onde a raspadinha veio e encarei Kurt inexpressivo, ele tinha raiva claramente estampada em seus olhos, provavelmente querendo ver a morte de Quinn.

- Eu não usei você. – Balbuciei para ela. – Você me usou. Só estava comigo por conta das minhas notas altas, você se preocupa mais com sua roupa do que jamais se preocupou comigo e eu não dei bola porque fui idiota. Só que eu cansei, Quinn. – Permaneci firme, mesmo que meu orgulho tivesse sido pisoteado por aquela raspadinha congelante. – E você me expôs e, por conta disso, todo mundo sabe que sou gay. Sabe o que é mais interessante? Eu não ligo para a opinião de nenhuma dessas pessoas, porque ninguém tem nada a ver com a minha vida. Se isso, por um acaso, te incomoda, é porque você se preocupa demais comigo, não é? Talvez eu tenha me enganado, talvez você não seja a vadia que pensei. Talvez você realmente tenha se apaixonado por mim e, sabe o que é melhor? Eu não ligo!

Dei as costas à ela, que agora era a receptora das risadas malvadas que vinham de todas as extremidades daquele corredor. Nunca ninguém a desafiou, ela era considerada a rainha da escola, ninguém se meteria com a rainha. Fui até o banheiro com Kurt, precisava lavar meu rosto.

- Você precisa colocar outra roupa, B. – Kurt comentou. Só naquele instante que finalmente parei para pensar o momento em que Kurt simplesmente surgiu no meio dos outros.

- O que veio fazer aqui? – Questionei, lavando meu rosto.

- Eu ia te levar para almoçar. Seu intervalo coincide com o meu. Aí eu comprei uma raspadinha, me lembra muito da época que eu estudava antes de fugir de casa, então eu vi você ser atingido e não consegui evitar de jogar na cara daquela loira azeda.

- Loira azeda. – Repeti, não deixando de sorrir. – Você é tão único. É por isso que eu te amo tanto.

- Eu também te amo, muito. – Kurt me deu um demorado selinho. – Mas então... o que acha de sairmos daqui e irmos para casa? Assim nós comemos algo e você troca de roupa.

- À tarde eu só tenho ensaio do coral. Posso ficar em casa? – Meu olhar deveria ser suplicante. Kurt riu e assentiu. – Você é o melhor.

Nós saímos do banheiro lado a lado e eu percebi que tinha muita gente encarando tanto eu quanto Kurt, então, com uma coragem vinda do além, entrelacei minha mão na do meu namorado e saí pelo corredor de mãos dadas com ele. Que reclamassem, rissem, fizessem piadas.

Nada disso poderia mudar o que sou e de quem eu gosto. Se meus próprios pais não fizeram isso, não serão eles que farão. Eu não me incomodo em ser o excluído, melhor do que conviver com tanta falsidade. Pelo menos o pessoal do coral não estava rindo nem fazendo piadas. Isso já me tranquiliza, pois pelo menos alguém está ao meu lado ainda.

Kurt e eu fomos para casa e ele fez o almoço para nós dois. Acabou que comemos em silêncio, só fomos conversar enquanto lavávamos a louça. Contei a ele como tudo começou e disse que não estava mais tão triste quanto pensei que estaria. Kurt sorriu, me beijando e dizendo mais uma vez que me amava, despedindo-se para voltar ao trabalho em seguida.

Eu definitivamente estava adorando aquela vida de um verdadeiro casal com ele. Era bom.


Notas Finais


Tá acabando gente :( Beijão ♥


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