História I'll Promisse You My Life - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Watari
Tags Beyond Birthday, Death Note, Shinigami
Exibições 57
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oe~💕
Me desculpem por atrasar, prometo que tentarei não repetir isso!
Eu ando meio se criatividade, em passe que também ando ocupada com minha outra fanfic c:
Mas enfim, espero que gostem!

Capítulo 34 - O Diário


2016 - Los Angeles, Estados Unidos
15/02 - 01:05 PM

Alícia ON

Eu fiquei encarando aquela versão vitoriana de mim mesma por alguns segundos.

Aquilo não podia estar acontecendo.

Esfreguei os olhos, mas ela continuava ali, olhando para mim gentilmente, o que até tirava um pouco do meu medo.

Mas só um pouco.

- ... Desculpe. Assustei? - Ela perguntou, sua voz era uma versão melodiosa da minha.

- E-e-eu... Você... M-mas...

- Não faça essa cara. - Ela disse, seu sotaque britânico bastante evidente. - Isso já estava previsto. Bom, não exatamente...

- Do que está falando...? Afinal, por que tive sonhos sendo você, por que você está ao meu redor, por que sempre te vejo em todos os lugares?

Como se ela estivesse do meu lado, ela apenas encolheu os ombros, me encarando um pouco baixo.

- Eu sou você. - Ela disse, como se fosse um segredo. - Ou você sou eu, já que eu estive aqui primeiro.

- P-por que eu?

- Porque você tem uma missão a cumprir. Vocês dois.

- Dois quem?

- Você e BB.

- O quê?!

- P-por favor, não se exalte. - Ela pediu, quase sussurrando. - Desculpe lhe colocar este peso. A culpa é de Blayck, mas indiretamente é minha também.

- Por quê?

Ouvi um barulho ao redor. Olhei para trás e não vi nada. Quando me virei, Orquídea não parecia bem.

- Dentro do baú há um diário. - Ela disse, um pouco mais baixo. - Diferente dos outros, que são de Lawrence... Ele é meu. Se você ler e entender o que se passou, volte aqui para falar comigo.

- E-espera...!

Mas sua imagem voltara a ser meu reflexo. Outro barulho em uma caixa ao meu lado. Me aproximei, vendo Jeb pulando e se metendo em montes de poeira dentro das caixas. Eu ri e o peguei, descendo a escada.

Minha mente continuava divagando em tudo o que Orquídea me disse. E acho que essa história vai realmente fazer muita bagunça comigo...

Desci as escadas, olhando com cuidado ao redor. BB, provavelmente, estava no outro andar ou estava vasculhando em outro canto, não me importo muito, de qualquer forma. Me aproximei do baú e retirei as fotografias com cuidado para que não fossem amassadas ou destruídas com os meus toques.

Procurei por todo o baú, entretanto não havia nada. Suspirei, eu realmente imaginei coisas.

Resolvi colocar as fotos de volta, quando algo me chamou a atenção. O fundo do baú por dentro era desproporcional por fora, o que me fez pensar se havia um fundo falso.

Retirei tudo de dentro do baú e levantei-o vagamente para cima, vendo um buraco pequeno mas que era o bastante para que dois dedos meus empurrassem. Fiz o movimento, vendo uma tábua se mover. Encarei Jeb que continuava observando tudo calado e sorri.

Empurrei mais um pouco até que uma das bordas do baú saiu. Eu peguei-a com a outra mão retirando-a e vendo o diário sobre o qual Orquídea havia me dito.

Ela realmente não foi fruto da minha imaginação.

Observei o diário com mais precisão. Ele tinha uma capa de couro vermelho vinho com um desenho de uma pena no canto, era realmente bonito. Abri-o, vendo cada uma das páginas rapidamente, a letra cursiva e bela de Orquídea fez com que eu me perguntasse se ela era realmente minha vida passada.

Fui passando, até que cheguei no ano de 1830, onde curiosamente as escritas do diário terminavam no dia 30 de outubro, exatamente o dia em que nasci. Estremeci. Fechei o diário e resolvi ler em outro momento.

Na mesma hora em que fiquei de pé, um papel caiu de dentro do diário, com algo escrito. Peguei e vi uma letra que eu ainda não conhecia.

Mas pude ler, no alto da página, a frase "querida Alícia", e a data de 1853, que me fez supor que isso faz parte da "loucura" da filha de Lawrence. O que, para mim, não parece tanta loucura assim, a julgar pelo fato de que eu sou a Alícia e estou aqui, vendo e lendo tudo isso.

Ok, talvez ela realmente não seja tão louca assim.

Ouvi passos na escada, me virei e vi BB subindo. Ele ficou parado, perto do último degrau, me encarando. Seus olhos vermelhos eram frios e pareciam me medir, eu admito que até sinto um pouco de medo, mas no fundo, ele não demonstrou ser assustador comigo. Ele parecia sério. Alguma coisa aconteceu...

- Aconteceu algo? - Perguntei, um pouco receosa.

- Não.

Ele terminou de subir a escada, mas seus olhos não paravam de me encarar, como se procurasse algo em mim. E aquilo me deixou desconfortável, para não dizer envergonhada.

- P-perdeu alguma coisa...?

Ele pareceu acordar, mas sem demonstrar muito. Caminhou até perto de mim, me fazendo dar dois passos para trás. Seu rosto foi se aproximando, eu estava assustada, não sabia o que fazer.

Foi quando ele riu, me fazendo ficar vermelha. Sua mão colocou um dos diários que tinha consigo em cima do diário de Orquídea, na cômoda em que eu estava quase grudada.

E não foi só uma risada, ele gargalhava alto e eu podia sentir o sarcasmo no seu riso.

Eu o encarei irritada, empurrando-o e sai de perto, fazendo de tudo para meu olhar dar um belo tapa nele! O que não deu certo, e ele apenas colocou uma de suas mãos sobre a testa. Ele me olhou de novo com seu olhar sarcástico de sempre.

- Que irritada! - Ele falou, enquanto ria. - Eu estou sem minha geléia há horas, mas não estou assim.

- V-você é um... I-idiota, sabia?!

Infelizmente minha pergunta saiu mais em tom de súplica ao invés de raiva.

Ele manteve seu rosto irônico.

- Ah, é? Mas o idiota aqui impediu que você morresse queimada, ou não foi?

- F-foi, mas... - Eu estava perdendo argumentos. - Mas a culpa disso é sua por me trazer!

- A culpa é mais sua por causa dessa sua doença.

- A culpa de eu não fazer ideia de porquê não estou morta sem meus remédio é sua!

- A culpa de uma morte irreparável foi sua por ter nascido.

Nesse final, sua voz saiu séria e fria, tanto que parei de falar no mesmo momento. Ele manteve seus olhos escarlates e frios nos meus, eu senti medo.

A única coisa que ele fez foi pegar o mesmo diário que ele lia antes e subir as escadas, indo na direção do sótão onde eu estava.

Respirei profundamente. Pelo visto, ele realmente não vai com a minha cara. Me sentei no chão, com meus pensamentos a mil.

Estou preocupada com minha família e meus amigos. Eu gostaria que eles soubessem que estou bem, mas infelizmente não terei como dizer nada à eles. Respirei fundo e tentei pensar positivo. Se eu continuasse da forma que estou, é provável que, cedo ou tarde, alguma coisa dê realmente errado e eu não possa fazer nada.

Alícia OFF

*     *     *

Faltavam apenas 5 pistas. E L tinha certeza, todos elas estavam interligadas.

Primeiro o desaparecimento de Alícia por causa de BB. E mesmo tendo uma leve sensação de que ele sabia onde eles dois estariam, havia algo de errado.

Ele não só a escondia. Ele fugia de algo.

E suas suspeitas aumentaram ainda mais após o racha que houve na cidade na noite anterior. Uma moto caiu na beira da estrada, em direção de Nuguns. E as pessoas que estavam nela simplesmente desapareceram.

E L tinha quase certeza de que BB fazia parte disso.



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