História I'll Promisse You My Life - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Watari
Tags Beyond Birthday, Death Note, Shinigami
Visualizações 39
Palavras 3.550
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oe~💕
Atrasei? Atrasei.
Eu fiquei sem internet, desculpem mesmo. Mas felizmente, eu consrgui concluir vários capítulos. E cheguem à triste conclusão, meus amigos: a fanfic terminará com 50 capítulos.

Capítulo 43 - Resgatada


2016 - Los Angeles, Estados Unidos

18/02 - 10:10 AM

Alícia ON

Eu não podia acreditar. Mas tudo aquilo era real demais para ser fantasioso.

As paredes, o teto, o chão, o quarto inteiro era marcado pela estranha tinta que era invisível à luz normal e totalmente reveladora à luz negra. Ou, ao menos, eu estava tentando me convencer de que isso era tinta.

Os vários desenhos retratados me lembraram o homem com quem sonhei em um dos dias no qual eu estava presa. Beyond e L, L e Beyond, cópias perfeitas um do outro, com apenas uma diferença incrivelmente singela e que faz tudo ter sentido: os olhos escarlates.

"O melhor detetive do mundo", "o detetive misterioso", "A incógnita investigativa", todos esses e outros adjetivos representavam cada uma das imagens presas à parede pintadas por aquela tinta extremamente suspeita. Eu suspirei de surpresa ao ver Beyond se aproximar de um dos desenhos e o tocar com o indicador. Eu me aproximei para ver que, na verdade, era uma foto. E nela, estavam Beyond e L. O detetive parecia ter uns 16 anos de idade, já BB parecia ser mais novo.

Eu estava totalmente confusa em relação ao que acontecia. Tantas histórias, tantas coisas contadas, mas apenas um rosto podia dar todas as respostas.

Lawrence Loove era o detetive L.

Não haviam dúvidas, Beyond não mentiria dessa forma tão real, além de que ele não se daria ao trabalho de fazer esse lugar todo por nada.

- L... Lawrence e L. - Eu murmurei, vendo Beyond assentir. - Os dois começam com L, faz total sentido.

- Orquídea e Alícia não têm nada a ver.

- Blayck e Beyond têm B. - Eu disse, cruzando os braços. - Aliás, meu pai me disse que, se fosse ele a escolher meu nome, seria Olive.

- É, está explicado. - Beyond disse. - Mas enfim... Cá estamos. Esse é meu lugar para, digamos, colocar toda a raiva que posso quando quero.

- É, estou entendo pela tinta fluorescente.

- Isso não é tinta.

- Eu sabia que não. Mas me iludir não custa nada. - Beyond riu. - Eu não sabia que você desenhava bem assim.

- Talentos escondidos são uma dádiva, hum?

Eu ri, assentindo. Mesmo com essas risadas para descontrair, eu continuava sentindo a energia negativa que emanava de todo o lugar. Além da... Tinta espalhada, formando linhas e desenhos, era perceptível a sensação de morte que havia em todo o lugar.

Isso estava me dando muitos calafrios.

- Alguma dúvida sobre L?

- Eu conversei com ele em sonho uma vez. Significaria algo?

- Não sei. Essa coisa ainda me deixa totalmente confuso em relação ao passado. - Beyond respondeu, sentando em uma das caixas que haviam no lugar, também com o símbolo L marcado com a tinta.

Sim, eu preciso enganar minha mente toda hora de que isso é tinta.

- Vejamos o lado bom.

- Lado bom? - Beyond perguntou, com um tom sarcástico, o mais forte que ele pôde conseguir.

- Claro. Estamos aqui, ora.

- Esse não é o lado bom, é o lado neutro. - Beyond disse, me puxando pela cintura me fazendo ficar de frente para ele. - O lado bom é que nenhum de nós morreu de forma inusitada. - Eu ia contradizê-lo, quando ele me parou. - Claro, eu sei que você vai morrer só daqui a muitos anos. Mas eu não sei sobre mim. E até onde eu sei, as mortes que eu vejo ainda podem mudar.

- Blayck me disse que, se alguém souber sobre a morte de outra pessoa, pode modificar isso.

- Sim. Eu cometi um erro uma vez, e não sabia como usar o poder que tinha. Descobri isso da pior maneira.

- Você contou, não foi?

- Sim. E ele... Preferiu se matar.

Eu suspirei, vendo-o tocar sua testa sobre a minha barriga. Eu passei as mãos por seus cabelos, deslizando-os pela sua nuca.

- Sinto muito.

- Não sinta. Você mal sabia sobre a maldade do mundo naquele tempo. - Beyond disse, ainda sem mover-se. - É exatamente por isso que eu preferi ficar sozinho a minha vida toda, antes de você aparecer. Todos que me pareciam sentir afeto, ou ao menos pena, são levados de mim.

Eu acariciei ainda mais seus cabelos. Beyond Birthday, apenas uma pequena criança solitária tentando brincar de ser adulto em um mundo onde a maturidade não tem vez.

- Eu estou aqui. - Eu sussurrei, tentando tranquilizá-lo.

- Mas mais tarde pode não mais estar. - Ele me respondeu, tendo um tom levemente doloroso na voz.

- Se isso acontecer, acredite, será contra a minha vontade. Eu deixaria um bilhetinho com algo que fosse chamar a atenção para você entender que eu fui forçada.

Pude sentir ele rir. Ele levantou o rosto, beijando o espaço entre meus seios de forma calma. Uma das coisas que eu mais admirava eram seus olhos, que pareciam ter ganhado algum brilho novo desde o momento em que o vi pela primeira vez.

- Você simplesmente não existe, Alícia.

*   *   *

01:06 PM


- Muito bem, senhores. Temos aqui todas as pistas necessárias para encontrar BB e todas elas levam às casas abandonadas da Street Rilley. De acordo com L, ele escolheria a casa mais óbvia possível, ou seja, a última que qualquer pessoa pensaria em procurar primeiro. Dessa forma, pelo fato de cada um de nós ter um pensamento diferente, vamos abrir grupos de procura e cada um irá em uma casa diferente. Alguma pergunta?

- Delegado Deron, - Félix levantou a mão, rapidamente recebendo as atenções. - Teríamos de usar o elemento surpresa para não sermos localizados. Dessa forma, ir nos carros de polícia não faria com que ele rapidamente nos notasse?

- Bem observado, garoto. De acordo com esse pensamento acertivo, iremos em carros comuns, populares, e ficaremos em frente às casas. Invadam se for preciso, mas vasculhem tudo a procura da garota. Vocês três, Félix, Lyia e Julien, virão comigo. Não posso deixá-los sozinhos.

Os três assentiram. Os grupos de busca foram separados e L achou preferível que os seus três pupilos ficassem na mesma equipe. Claro, com muitas desavenças, eles conseguiram seguir dentro de um carro, todos juntos.

- Escutem aqui, vocês dois, eu vou entrar naquela casa e vou procurar. Vocês só façam uma busca rápida. Eu não preciso de ajuda. - Mello disse. Matt e Near se entreolharam, logo olhando para o loiro novamente.

- Certo, Mello. - Near disse, enrolando uma mecha de seu cabelo albino. - Mas digamos que, ao você entrar, BB já esteja te esperando, com um elemento surpresa. Do jeito que ele conhece a cada um de nós, é bem provável que ele já tenha em mente um plano de fuga para levar a garota juntamente.

Mello fechou a cara, indignado. Claro que ele havia pensado nisso, ele não era um dos próximos na linhagem L à toa. Near não precisava ditar tudo o que ele faria, ele não era uma criança igual ao albino.

- Eu sei disso, mas eu posso especular. É bem provável que ele não tenha notado, do jeito em que as coisas aconteceram ultimamente. - Mello dizia, com toda sua fúria imbutida. - Eu tenho quase certeza de que ele não notará nossa chegada.

- Temos, então, pensamentos divergentes que levam ao mesmo final, enfim. - Near disse, sua voz nunca demonstrando sentimento algum.

- Ao mesmo final? O que está dizendo? - Mello disse, quase gritando.

- Veja bem, tanto se BB notar, ou não, nossa chegada, ele manterá a garota longe da nossa vista e, provavelmente, longe das autoridades necessárias, o que levaria a uma terceira especulação, em que ele não está em nenhuma das casas e fomos enganados, de início a fim.

Matt, que até aquele momento se mantera em silêncio, olhou para a casa que iriam procurar, de dentro do carro, e seu olhar perceptivo notara pontos que poucas pessoas pensariam.

- Pode haver uma quarta especulação. - O ruivo disse, voltando o olhar para seu videogame, atraindo a atenção do loiro e do albino.

- Diga, Matt. - Mello disse, impaciente.

- BB não está nas casas. Mas a garota sim.

Mello franziu nas sobrancelhas, e saiu do carro. Near não se abalou, tampouco demonstrou se aquilo era relevante, apenas abriu a porta e saiu. Sem muitas alternativas, Matt o seguiu.

Os três pupilos e os quatro guardas que entrariam com eles começaram a analisar a casa. Parecia uma simples casa abandonada para os policiais, mas não para os garotos, que sabiam haver algo ali.

- Vocês têm certeza de que há alguém nessa casa?

- Se não há, ao menos houve uma passagem por aqui. - Near disse, ao mesmo tempo que Mello. O loiro irritou-se, caminhando em direção da casa.

- Olhe pela janela. - Matt disse a Mello. - Tem alguém aí.

Mello olhou, seus olhos irritados não notaram coisas óbvias antes, mas nesse momento ele via tudo o que indicava.

Sofás bagunçados, mesa completamente cheia de coisas e, em cima de uma cadeira, um prato com uma torrada. E perceptivelmente podia-se notar que a torrada era nova, como se houvessem colocado-a há algumas horas no local.

- Polícia de Los Angeles! Abram a porta! - Um dos policiais, ao ouvir a conversa, se aproximou e socou a porta três vezes.

Trancada, como eles imaginavam.

Havia realmente alguém ali.

*   *   *

- Eu volto logo. Não é como se eu quisesse ficar saindo de casa a todo momento.

- Você fala como se fosse convidado para todas as festas do mundo.

- Festa de corpos.

Alícia revirou os olhos, as piadas homicidas de Beyond já não faziam mais o mesmo efeito e agora elas estavam perdendo a graça.

- Se você fazer mais uma piada dessas eu faço a sua geleia desaparecer.

- Você não teria essa coragem. - Beyond disse, com a mão no coração, fingindo falsa indignação. - Oh, eu estou sendo rebaixado por uma baixinha.

- Me chama de baixinha de novo que eu mostro para você quem é.

Beyond riu, segurando o queixo de Alicia e encarando-a com desafio, igual que ela.

B apenas alargou o sorriso e Alícia desatou-se a rir.

- Eu volto logo. - B sussurrou.

- Vou esperar. - Alícia sussurrou de volta, ainda rindo.

- Não dá geleia para o Jeb. - Beyond disse, recebendo um selinho de Alícia.

- Eu vou colocar o pote todo na comida dele.

- Você não ousaria, Alícia.

- É claro que não. Vai logo, atrasado.

Beyond apenas sorriu, saindo da casa e deixando Alícia em seus devaneios.

Alícia olhou para Jeb, que apenas comia uma torrada. A garota riu, retirando a torrada de cima da mesa e colocando em cima de uma cadeira para ser facilmente pega pelo gato. Ela se aproximou da janela, meio escondida pela penumbra, olhando para a rua praticamente deserta.

Seus olhos se puseram em dois carros que se aproximavam do local. Ela não os achou estranho de primeira, até notar que havia um policial dentro de um. Alícia assustou-se, dando alguns passos para trás. Olhou para Jeb, que comia a torrada normalmente. Ela precisava esconder-se, não poderia dar indícios de que estava lá.

Se aproximou da porta e trancou, correndo para a escada e indo ao quarto de BB. No momento em que fechava a porta, Jeb passou correndo como um furacão para dentro do local. Ela trancou e sentou-se na cama, suspirando. Tudo aquilo a deixou perplexa, ela sabia que os policiais procuravam por Beyond, e ela era a última coisa que tinham em mente enquanto procuravam por aquela rua.

Ela ouviu três batidas no andar de baixo. Alguém se identificava como polícia de Los Angeles. Alícia segurou a respiração, nervosa. Se a descobrissem a levariam, e Beyond ficaria sozinho novamente. Ela não podia permitir que isso acontecesse.

As batidas foram feitas mais fortes, enquanto o policial, no andar de baixo, gritava mais alto para, quem quer que estivesse dentro da casa, abrisse a porta ou eles arrombariam.

Alícia olhou para Jeb, que pulou em seu colo, recebendo um abraço apertado da garota. As batidas ficaram ainda mais fortes e um barulho alto se fez. A porta havia sido aberta.

"Não, não...", Alícia pensou, enquanto seus olhos procuravam algo, qualquer coisa, que pudesse indicar seu desaparecimento.

Droga, ela estava ficando sem tempo. Podia-se ouvir em alto e bom tom os passos dentro da casa e pessoas revirando as coisas nos andares de baixo. Se ela desse sorte, nenhum deles iria vasculhar o quarto secreto de Beyond.

Jeb foi para baixo da cama, o que fez Alicia se mover, olhando para ele. Um dos diários de bordo de Lawrence estava lá embaixo, o que a fez ter alguma ideia. Eles a encontrariam ali, não importava o quanto tentasse se esconder. Pelo visto, era fim de jogo para seu romance com o maior assassino de Los Angeles.

Ela pegou o diário e olhou ao redor. Sem canetas, nem nada que pudesse usar para escrever. Mas havia uma pequena faca em cima de uma cômoda. Pegou-a e usou o seu próprio sangue para escrever no papel, nervosa, já ouvindo alguns passos indo ao andar de cima.

Terminando, ela pegou a folha e enrolou levemente, colocando dentro do diário e deixando embaixo da cama.

- Jeb... Quando Beyond chegar, por favor, indique a ele o local do diário. - Alicia sussurrou, sentindo algumas lágrimas nos cantos de seus olhos. - Eu não quero que ele pense que eu fugi. Quero que ele saiba que eu quis ficar. Por favor, faça isso.

O gato, parecendo entender, passou a pata levemente sobre algumas lágrimas descendo pelo rosto de Alícia. As batidas na porta, dessa vez, foram no quarto em que ela estava. Jeb correu para baixo da cama e Alícia deitou-se na cama, simulando um desmaio.

Manteve-se parada, tentando fazer sua respiração parar de ficar tão rápida. Entretanto, foi exatamente o que voltou a acontecer quando a porta foi arrombada e ela ouviu a frase que não queria ouvir depois de tanto tempo:

- Central, Alícia Saturn foi encontrada, repito, Alícia Saturn foi encontrada, Câmbio.

Um dos homens pôs a mão sobre seu pulso na mão esquerda, pressentindo.

- Sua respiração e batimentos cardíacos estão acelerados. - Um dos homens disse.

- Alícia tem um problema para respirar sem seus remédios. - Outra pessoa falou, e Alícia pôde jurar ser uma criança. - É completamente normal.

- Nenhum sinal de BB, repito, nenhum sinal de BB, Câmbio.

- Peguem-na com cuidado.

Eles a carregaram para fora da casa. Alícia, então, sentiu-se em uma superfície macia. Duas portas foram batidas aos seus pés. "Estou em uma ambulância, pelo visto", ela pensou, tentando abrir os olhos.

Foi nesse exato momento em que ela sentiu seus pulmões contraírem. Respirou com força, sentindo todo o seu ar se esvair nesse momento. Uma mulher aproximou-se dela, correndo, fazendo-a tomar um líquido de gosto amargo e ácido, que a fez engasgar-se ainda gritar mais um pouco.

Ela havia esquecido que, sem BB, a única maneira de se manter viva eram seus remédios.

O líquido, de repente, a fez sentir-se sonolenta. Foi fechando os olhos, a medida em que ouvia cada vez mais vozes aglomerando-se em seus pensamentos, ou seria apenas a mesma voz ecoando várias vezes?

- Ajuda... - Ela sussurrou, rapidamente sentindo sua mente desvincilhar-se.

E, em relance, ela pensou ter visto o rosto de Orquídea, assustada, olhando em meio às pessoas ao seu redor.

*   *   *

06:12 PM


Beyond olhava sua casa com puro ódio. As luzes ligadas, os móveis jogados em todos os cantos, comida destruída, seus potes de geleia jogados no chão, tudo parecia estar desaparecendo no mesmo momento em que ele parecia precisar.

Mas seu maior pensamento foi Alícia. Desaparecida, ele pôde notar que ela não estava lá.

Onde estava aquele discurso, proferido pela manhã, de que nunca o abandonaria? Pelo visto, ela estava esperando uma deixa para que fugir fosse possível.

Ele jogou na parede o máximo de coisas que conseguiu, até deixar um rastro de cacos por quase todo o chão do andar térreo, e algumas gotas de sangue caíam de seus dedos, por conta do contato com os vidros.

Ele subiu as escadas, sentindo-se irritado com tudo.

Nesse exato momento, ele viu Jeb sair de debaixo de sua cama, sentando no chão e o olhando. Ele sentiu vontade de estrangular o gato, cortá-lo em pedaços e pendurar nos quatro cantos da cidade, apenas por conta do ódio que sentia nesse momento.

Foi quando ele viu o gato colocar o rosto embaixo da cama, puxando o diário de bordo de Lawrence, um dos que ele havia trago consigo. Ele rapidamente notou: aquele papel, dobrado e repleto de sangue, não estava lá antes.

Tirou o papel, desdobrando-o e vendo, mesmo que levemente borrado, a letra de Alícia.

"Bey, eles me encontraram. Não sei como, eles só apareceram aqui. Estão prestes a entrar em seu quarto. Se você estiver lendo isso, eu fui levada. Por favor, fique invisível, ninguém pode encontrá-lo enquanto eu estiver aqui. Não deixe ninguém te achar, fuja. E eu prometo que conseguirei te encontrar depois, assim poderemos prosseguir.

Eu nunca te abandonaria. Eu te amo, Bey."

Beyond sentiu-se mais irritado ainda. Se Alícia tivesse fugido, talvez ele ainda tivesse misericórdia por ela, mas eles a encontraram, e ele faria cada um deles pagar, independente se tinham família ou não.

Ele ficaria invisível da mídia por enquanto, ninguém poderia encontrá-lo, Alícia sabia o que dizia. Mas ele poderia muito bem agir como uma espécie de câmera de segurança e observar Alícia de longe.

Jeb se aproximou dele. Por incrível que parecesse, os olhos azul cinzentos do gato lhe traziam vagas lembranças de Anthony, seu único melhor amigo. Sua vontade doentia de matar Jeb havia passado, e agora a única coisa que ele faria era esperar.

Mas dessa vez, esperar em outro lugar, o menos óbvio possível.

*   *   *

10:00 PM

Alícia começou a ouvir os bips irritantes que vinham do seu lado, começando a impedi-la de continuar dormindo. Abriu os olhos, vendo o teto branco do hospital. Sentou-se lentamente, olhando para seu braço, o que havia feito o corte, que estava enfaixado. Suspirou, logo sentindo o choque de realidade lhe atingir como um soco no estômago: sua respiração voltara a ser falha.

Sentiu as lágrimas prenderem-se no canto de seus olhos, não se mantendo muito tempo e logo descendo por seu rosto. Beyond já não estava mais ali, e ela não queria ter deixado ele.

Era inevitável se sentir tão sentida daquela forma. Mas ela precisava segurar e ser forte, ela sabia que precisava falar com L quando fosse necessário. E ela sabia o que poderia acontecer caso nada desse certo.

Sua vida, antes um verdadeiro conto de fadas, agora se resumia em uma história indie para adolescentes emos, só assim para ela explicar o que vinha acontecendo.

Alguns minutos mais tarde um médico entrou no quarto, dando um leve sorriso para Alícia, que retribuiu vagamente.

- Como se sente, Alícia?

- Como se uma manada de elefantes voadores tivesse me acertado e me lançado dentro de um ciclone dentro d'água. - Alícia disse, fazendo o médico dar uma risada.

- Todos estavam preocupados com você. Seus pais, amigos e os investigadores estão do lado de fora, apenas esperando por você.

Alícia suspirou, com sua fraca respiração. Queria a única pessoa que não estava dentre essas, mas isso ela não podia dizer.

- Eu quero falar primeiro com os meus pais. Pode pedir para que eles entrem?

O médico assentiu, saindo da sala. Alguns minutos depois, Mario e Kelsy entraram correndo no quarto, abraçando a filha, dando beijos e apertando-a o máximo que podiam. Lágrimas passaram a descer pelos olhos de todos, e mesmo que a garota estivesse mal por ter deixando Beyond daquela forma, sentir o abraço caloroso de seus pais era o que ela mais estava sentindo saudade no momento.

- Estávamos... Oh, Deus, preocupados ao máximo! - Kelsy dizia aos prantos, abraçada à filha.

- Eu também, mamãe. Eu senti sua falta, muito.

- E eu? Não sou importante? - Mario perguntou, recebendo um meio abraço de Alícia.

- O senhor também, papai, saudades demais de vocês dois...

Alícia abraçou-os e, por alguns breves momentos, desejou que aquela hora fosse congelada por vários dias, ela não queria ter que sair do abraço de seus pais nunca mais.

Mais tarde, Félix e Lyia apareceram, seguidos de Julien, que também parecia tão ou mais feliz que todos ao seu redor. Ah, como ela sentiu saudades dos cabelos que faziam cócegas da amiga, ou do perfume inconfundível das roupas de seu amigo, tudo aquilo lhe trazia tantas nostalgias...

Seu olhar, de relance, se sobressaiu a Julien, que sentia não ter a intimidade o suficiente para esse momento entre amigos. Mas recebeu um sorriso de Alícia, o que já o deixou feliz.

Quanto a ela, tudo havia mudado. Inclusive, sua paixão interminável por ele, o que a fez descobrir que era apenas passageiro.

Beyond novamente sobressaiu-se em sua mente. Ah, aquele sorriso malandro, ela já estava sentindo falta...

As lágrimas desceram de seus olhos novamente. Todos imaginavam que ela estava se sentindo emocionada, mas era inteiramente ao contrário.

Ela só o queria de volta.


Notas Finais


[CAPÍTULO NÃO REVISADO]
Reviso amanhã kk sono

Espero que tenham gostado! Estamos na reta final, amigos!

Kissus e da svidaniya~💕


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