História I'll Promisse You My Life - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Watari
Tags Beyond Birthday, Death Note, Shinigami
Visualizações 33
Palavras 2.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oe~💕
Então pessoal, é bem provável que a fanfic acabe nesse outro fim de semana, então vou publicar lentamente para vocês verem a tragédia acontecer de pouco em pouco kk
Nada muito ruim, prometo!

Capítulo 44 - Trato


2016 - Los Angeles, Estados Unidos

21/03 - 08:10 AM


Alícia ON

Já haviam se passado mais de um mês desde que eu fui trazida novamente para casa. Tudo mudou para mim desde que mantive contato com BB, tanto que as coisas que eu conhecia antes tampouco me pareciam minhas.

Era como se uma outra Alícia vivesse no passado.

Beyond praticamente me apresentou o mundo, me mostrou como ele e como tudo nele pode ser... Mau. Mesmo sendo bom, continua sendo mau.

E agora que eu voltei para casa, voltei para a escola, e para toda a minha rotina de sempre, tudo ficou diferente. Eu não consigo ver as coisas da mesma forma que eu via antes.

Talvez Beyond me mudou. Ou eu amadureci, quem sabe os dois. O que importa é que antes eu só via o mundo em arco-íris e, agora, parecia que alguém havia me dado o filtro P&B que eu precisava para ver que nada na vida era do jeito que eu imaginava.

- Tudo bem, Alícia?

Olhei para o lado, vendo Lyia me interrogar, preocupada. Claro, eu estava nessa sensação de depressão desde o dia do "resgate", era normal que todos sentissem que eu estava triste com algo.

Eu só não iria dizer. Eu nem poderia, na verdade. Aquilo era um segredo só meu e eu o levaria ao túmulo, se fosse preciso.

- Não, estou bem... Só um pouco preocupada. Quero dizer, eu realmente não tenho muito o que dizer para L no dia da audiência com ele, eu nem tive contato com BB por muito tempo.

Lyia se aproximou levemente, me abraçando.

- Eu sei que deve ter mais algumas coisinhas nessa sua cabecinha trancada. - Lyia disse, e eu sabia que ela sabia disso. Ela me conhecia bem. - Mas eu não vou forçar, porque assim é pior, extremamente pior.

Eu apenas assentia, eu gostava dos seus abraços, sempre me sentia segura neles.

Félix apareceu logo em seguida, dando um leve beijo nos lábios de Lyia e me dando um abraço por igual ao da morena, me fazendo dar uma risadinha.

Ah, exatamente, eles estão namorando. Eu estava realmente preocupada, já que eu ainda lembro bem do dia em que Félix me disse que queria se aproximar de nós porque queria conversar mais com Lyia. Ele não era lá a pessoa mais aberta a diálogos. Mas eu estava feliz pelos dois e essa é a parte que importa.

- Vocês duas ficam nervosas demais, relaxem. O interrogatório vai ser só daqui a uns dias, não precisam ficar aassim

- Acredite, amor, precisa sim. - Lyia disse, ainda me abraçando, se virando para Félix. - Ela não se lembra da maior parte do que aconteceu lá dentro por causa dos acessos de respiração e medo. Se L perguntar demais, a coisa vai chegar a explodir.

- Relaxem, tudo bem? - Félix disse, olhando para mim e rindo. - Alícia está calma, e ela que fará a audiência. Não se exalte assim, Lyia.

Lyia suspirou e eu dei um leve sorriso.

Tudo na minha vida agora estava logicamente ligado com o meu sequestro. As pessoas só falavam comigo porque me viram aparecer no jornal, meus pais faziam entrevistas várias vezes por conta do sequestro, eu fui chamada para várias emissoras para relatar tudo o que eu vivi lá dentro, mas eu não podia fazer isso.

Quanto mais eu queria passar despercebida, mais holofotes e câmeras eram jogados contra mim.

Felizmente, Beyond havia desaparecido. Não tinham rastros dele em lugar algum na cidade, cidades vizinhas, outros estados e pelo país inteiro. Pelo visto ele levou a sério quando pedi que ele ficasse invisível. Isso queria dizer que ele realmente está escondido, e que eu não preciso me preocupar tanto.

As aulas começaram e, novamente, todos fizeram um discurso para mim sobre a importância de cada pessoa no mundo. O meu pai tinha que abrir a boca aqui no colégio, contando que eu tinha problemas respiratórios e que havia sido sequestrada. Ele poderia muito bem ter dito que iriamos viajar, qualquer coisa mais plausível.

De qualquer forma, eu não o culpo. Ele só estava preocupado comigo.

Depois de várias aulas, que eu realmente não senti falta, fomos para o almoço. Saí da sala sozinha, em direção do bebedouro.

Peguei aquela pílula branca, com o leve corte no meio, e a encarei por alguns segundos, sentindo a pior sensação dentro de mim.

Tomar aquela pílula amarga era como aceitar a minha antiga vida novamente.

E foi o que eu acabei fazendo nesse momento.

- Alícia?

Olhei para o lado, vendo Julien me encarando, seus olhos pareciam baixos e, estranhamente, envergonhados.

- Ah, oi... Era o ritual de sempre, nada demais. - Eu disse, mostrando para ele o porta-cápsulas que estava em minhas mãos.

- Sim, eu notei. - Ele deu um leve riso.

- Vai almoçar com a gente hoje de novo? - Perguntei, sendo casual.

Desde que voltei, eu não tinha muitos assuntos a tratar com as pessoas ao meu redor. Tudo ficou lá, em meio aos assassinatos e aos potes de geleia.

Desde o dia em que voltei, Julien fez questão de estar por perto todos os dias, sempre almoçando e sentando perto de mim. Descobri por Félix que ele ajudou bastante em toda a investigação. Entretanto, um pedaço meu que foi dele por vários anos se desvencilhou quando conheci Beyond.

- Claro, com certeza. - Ele disse, sorrindo.

Eu devolvi o sorriso, mesmo que eu não estivesse totalmente à vontade nesse momento.

Eu só queria um momento sozinha, desde o dia dezoito de fevereiro.

Ele sorriu e saiu. Eu me mantive no bebedouro, tomando mais um pouco de água e observando o movimento. Depois de um tempinho eu saí, indo em direção à minha mesa, fingindo estar bem ao redor de todos eles.

Eu já estava viajando em minha mente alguns segundos depois.

*   *   *

Voltei para casa. E, ao que parecia, quase nada havia mudado. Eu continuava sendo tratada com todo o amor do mundo e agora papai me buscava na escola todos os dias. Ele tinha medo de algo acontecer novamente.

Não que eu realmente achasse que algum problema ocorreria enquanto eu estivesse dentro dos limites dos meus pais.

Mamãe resolveu que eu deveria entrar em um psicólogo, porque, para ela, as emoções que vivi eram incrivelmente assustadoras. Claro, eles resumiam isso porque eu ficava quieta quando perguntavam sobre o que havia acontecido. Talvez por um lado não fosse mentira, mas...

Eu deitei em minha cama e lá fiquei. Liguei a televisão do meu quarto, vendo algumas notícias. Alguns jornais ainda insistiam em falar de mim, mesmo depois de um mês após o acontecimento, eu já estava ficando farta disso.

Desliguei a TV, virando para a parede, ouvindo a porta do meu quarto abrir. Eu não precisava me virar para saber quem era.

- Filha... Não quer comer? Você parece cansada.

- Eu estou bem, mamãe. Não estou com fome...

Mamãe suspirou, mexendo em meus cabelos. Eu fechei os olhos, aproveitando a sensação de ter seus dedos de mãe impregnados em meus cabelos, me proporcionando sono.

Depois que ela imaginou que eu já estivesse dormindo, se levantou e saiu, apagando a luz e fechando a porta.

Eu me virei e senti as lágrimas descerem do meu rosto. Eu só não me sentia bem o bastante para quase nada, ultimamente. Só queria estar sozinha, eu e mim mesma, lutando por uma causa nobre e justa.

Foi quando minha mente deu um estalo, um sobressalto, me fazendo lembrar o porquê de eu estar aqui.

Não era só pelo resgate, ou pelo sequestro, mas só o fato de isso tudo acontecer foi consequência direta dos problemas que Beyond tinha com papai.

Os fins justificaram os meios, no fim das contas.

Tentei analisar qualquer coisa que pudesse ter afeto Beyond ao ponto de ele querer vingança contra meu pai. Tento imaginar um Mario Saturn dezesseis anos mais novo, tendo problemas com Beyond, o que não faria sentido, pois ele seria apenas um garotinho com seis anos de idade.

O que poderia me levar à sua família. Provavelmente o problema foi familiar, entre os pais. Dessa forma, meus pais teriam um motivo para odiarem o filho deles também.

Minha vida já não faz sentido há muito tempo.

E então, de repente, eu fui vencida pelo sono.

*   *   *

22/03 - 06:00 AM

Eu acordei calmamente, me sentindo mais cansada que no dia anterior. Mas fazer o quê, eu não podia faltas às aulas, ainda mais que muitas coisas na escola estavam em mudança.

Suspirei pesadamente ao ir até a cozinha, fingindo um sorriso. Meus pais não pareciam desconfiar de que eu me sentia quebrada, mas eu também não estava à vontade para falar sobre isso.

Tomei um café reforçado e papai me deixou em frente à escola novamente. As aulas se passaram e eu me sentia menos posta nelas quanto já fui alguma vez na vida.

Durante a hora do almoço, porém, Julien pediu para falar comigo. Eu aceitei, não via problemas em conversar agora que ele era meu amigo também.

Eu sentei do lado dele no jardim da escola e ficamos em um breve silêncio, não constrangedor e nem irritante, apenas o som dos passarinhos preenchia o espaço.

- Então... - Eu tentei voltar ao assunto. - Você disse ter algo para falar comigo. O que era?

- Sabe, Alícia, antes de eu começar a falar com você, eu sentia que havia algo de especial no seu jeito. Eu... Senti isso, em todos os momentos. Eu achei você tão... Incrível, alegre, gentil... Você me conquistou aos poucos e, quando percebi, havia algo que acendeu em mim. Eu sabia que precisava dizer isso em algum momento, mas eu queria... Ter certeza de mim mesmo. Eu gosto de você, Alícia.

Eu baixei levemente o olhar, voltando a encará-lo. É estranho como algumas pessoas conseguem fazer você se sentir culpada, hum? Era o que estava acontecendo comigo nesse exato momento. Eu gostei de Julien por tanto tempo para, no momento em que o esqueci, os papéis se inverterem.

Suspirei com leveza, o que explicitamente o deixou alerta.

- Olha, Julien... Eu te acho um cara muito legal, de verdade, divertido, inteligente, admirável... Mas... Bem, admito que, se fosse há uns meses atrás, seria recíproco. No entanto, agora...

Ele deu um leve sorriso compreensivo, com um leve toque de decepção.

- Eu mudei muito nesse meio tempo, uma mudança que eu não esperava, ela só... veio. - Eu prossegui. - E eu não pude fazer muito a respeito.

- Eu entendo. Quero dizer, pessoas mudam, certo? Pelo visto, eu cheguei tarde demais.

- Talvez apenas não fosse para ser. - Eu disse e ele deu um riso. - Provavelmente não foram esses os destinos traçados para nós.

- É... Talvez não fosse.

Ficamos mais alguns minutos em silêncio.

- Mas... - Ele disse, após pigarrear. - Por favor, continue sendo minha amiga. Nada muda entre nós. Eu prometo não fazer nenhuma gracinha.

Eu ri, assentindo.

- Vamos nos tratar normalmente. - Eu disse. - Você sabe que, no fundo, isso te deixou mais aliviado. E assim você pode ter certeza de que vou, ou não, te corresponder.

Ele assentiu e ficamos encarando a grama à nossa frente, a brisa batendo levemente fazendo as plantinhas sacudirem e borboletas mudarem de flor em flor.

Após o intervalo, nós nos dirigimos à sala, conversando normalmente, como sempre faríamos. Eu já não me sentia mais tão distante e ele não parecia tão incerto quanto antes.

Pelo vistos, confissões podem libertar as pessoas.

Eu, Julien, Liya e Félix entramos em uma conversa animada até o início da aula. Enquanto a professora dava aulas sobre estequiometria eu anotava em meu caderno qualquer coisa que me levasse a entender tudo o que poderia ter acontecido entre Beyond e meu pai.

E, no fim da aula, eu infelizmente não consegui nada.

*   *   *

26/03 - 07:58 AM

Estava tudo pronto.

Esperei meus pais saírem de casa para que eu pudesse por meu plano em prática.

Durante esses últimos três dias eu pesquisei avidamente sobre tudo o que eu poderia encontrar do meu pai na internet. Mas os sites diziam apenas o superficial, e o que eu procurava devia ser algo enterrado bem abaixo da terra, mais de sete palmos, para ser exata.

Foi quando minha mente entrou em sobressalto: eu poderia falar com Thomas! Não era possível que ele me fosse negar ajuda, depois de tantas coisas que fiz por ele. Ok, talvez foi apenas a fuga do racha. Mas eu lembro bem de que Beyond me disse que Thomas tem fama de fazer serviços de hacker. E no momento, eu precisava disso.

Quem sabe existe algo sobre isso na Deep Web? Ok, eu estou viajando muito.

Olhei da janela do meu quarto que dava para a rua. Não havia sinal de ninguém aos arredores. Ótimo.

Desci pela janela, tendo a obrigação de pular o muro. Após machucar um pouco as mãos, cujas limpei no short, eu fui em direção da rua que eu conhecia muito bem.

Fiquei em frente à casa de Beyond, parando um tempo para matar a saudade nostálgica que me acometeu no momento em que pus os olhos na construção antiga. Suspirei, seguindo pelo caminho que eu lembrava ser aquele que iria até o lugar onde Thomas morava.

O mesmo bar, as mesmas cadeiras, a mesma garagem, agora fechada. O bar também. Ignorei esses pensamentos e segui diretamente para a casa, que parecia estranhamente mais amarela do que era da última vez.

Me aproximei da porta, dando batidinhas na mesma e esperando.

Eu pude ouvir um burburinho vir de dentro. Aproximei meu ouvido da porta, ouvindo alguns sons gritantes, música alta. Rock pesado, provavelmente.

Eu me afastei da porta no momento em que a maçaneta se mexeu. Ela foi aberta e uma mulher morena, de cabelos negros encaracolados e bagunçadas ao redor de seu rosto, me encarou, estranhamente, de modo analisador demais.

- O que quer, baby? - Ela perguntou, uma voz em um tom estranho.

- Thomas está aí?

- Thomas? Está atrás dele? Para quê?

- Assuntos particulares. Por favor.

- ... Particulares... - Ela repetiu, dando um sorriso estranho em minha direção. - Muito bem. Vou chamar o Thom.

Ela se virou para dentro da casa, gritando por cima do rock pesado que ecoava pela casa. Alguns segundos depois aquela cabeleira arrepiada e verde se aproximou, com uma garota loira agarrada em seu pescoço, lhe dando beijos no pescoço.

- Muito bem, Molly, entre por favor, eu tenho assuntos a tratar. - Ele disse à loira, que fez bico e entrou na casa. Eu juro que pensei ter visto ela beijar a morena e passar a mão em seus seios antes da porta fechar. - Oi, Gracinha. Quanto tempo, huh? O que te traz aqui?

- Eu preciso de um favor seu, Thomas. E é muito importante.

- Importante? Finalmente você desistiu do Ryuzaki e veio se atirar em mim? - Thomas disse e pareceu que seus olhos brilharam.

- O quê? Não! Eu quero que me ajude a achar uma informação. Eu preciso de acesso da internet mais hackeada para que possa saber sobre... Umas coisas.

- Estou decepcionado, Gracinha, imaginei que era algo comigo... - Ele disse, encostando-se no batente da porta. - ... Mas eu vou te ajudar. Com uma condição.

- Qual? - Eu já me sentia feliz, qualquer coisa que ele pedisse não seria problema.

- Talvez Ryuzaki já tenha mencionado uma vez que eu tenho uma coleção de armas. - Ele disse e eu assenti. - E, sabe, tem algumas que ainda estão em falta. As Desert Eagles, por exemplo! São armas de pequeno porte, por isso é mais difícil contrabandear.

- E você quer que eu consiga? Como?

- Simples, Gracinha, seu pai estava com vínculos na polícia durante todos esses meses. Entrar em um escritório policial e conseguir uma Desert Eagle não deve ser difícil.

Para você, Thomas, para você... Mas de qualquer forma, eu anuí com a cabeça, fazendo seu sorriso alargar mais.

- Então? Trato feito? - Ele disse, esticando uma mão.

- Feito. - Eu respondi, dando um aperto de mãos.

Eu realmente não sabia como conseguiria as Desert Eagles, mas eu tentaria, afinal ele irá me ajudar a encontrar muitas coisas acerca do passado do meu pai. Eu só espero achar algo que me sirva.



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