História I'll Take The Breath Out Of You - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Irene Adler, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Holmes, Sherlock
Exibições 53
Palavras 3.452
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como prometido, aqui estão as cenas excluídas e um Final Alternativo para vocês!

Capítulo 24 - Bônus (Cenas Excluídas)


Cena Excluída 01: 

Não sei exatamente porquê tirei essa cena, pois, quando terminei de escrever ela, fiquei pensado que foi um dos melhores hots que escrevi. Bem, um deles. Achei que seria um sacrilégio não compartilhar ela com vocês. 

(...)

Eu estava na cozinha pensando em o que faria para comer quando ouvi a comoção no andar de baixo. Três vozes masculinas diferentes, porém perfeitamente distintas e reconhecíveis aos meus ouvidos. Uma delas pertencia a John, outra a Greg Lestrade e a última a Sherlock Holmes. A quarta voz que ouvi poucos segundos depois, que se manifestou em função da algazarra, era indubitavelmente da Sra. Hudson.
— Mas o que aconteceu?
Perguntou ela.
— Nada de novo, Sra. Hudson. Apenas Sherlock Holmes ultrapassando o limite da ignorância hoje.
Explicou John que encontrei, juntamente com Greg, carregando um Sherlock no corredor. Meus olhos se arregalaram e abri espaço para que eles colocassem o detetive no sofá da sala.
— O que houve?
— Sherlock achou que ser honesto com um traficante ia ser a melhor forma de arrancar informações.
Murmurou John.
— Quase levou um tiro.
Revelou Greg.
— Mas não levei!
Manifestou-se Sherlock pela primeira vez.
— E apanhou feio.
Continuou Lestrade.
— Alguns socos, apenas.
Tentou amenizar, Sherlock.
— E uns merecidos chutes na bunda.
Terminou John.
— E vocês estavam aonde que não o ajudaram?
— Ele foi sozinho.
Retrucou Greg.
— Correu na frente como se fosse pegar o último trem para casa.
Balancei minha cabeça em entendimento. Cruzei meus braços sobre o peito analisando Sherlock. Havia cortes superficiais na testa e no osso da bochecha direita, as mãos dele possuíam evidencias claras de luta estampados nos nós dos dedos, mas isso era apenas o que estava visível; doía-me pensar o que poderia estar escondido.
— Qual é o seu diagnostico?
Perguntei a John que deu de ombros.
— Nada exatamente grave.
Voltei a balançar a cabeça.
— Então eu posso assumir daqui. Obrigada John; Greg.
Uma vez que ambos saíram pela porta, fechei a mesma e me encaminhei para a cozinha pegando um saco de ervilhas congeladas e, depois de também fechar a porta da cozinha, voltei para a sala jogando o saco para Sherlock.
— Russ...
— Não estou interessada, Sherlock.
Cortei a explicação para ir atrás do kit de primeiros socorros no banheiro. De volta à sala pela segunda vez, coloquei o kit ao lado dele no sofá e, para obter uma melhor visão da ferida na testa do moreno, subi em seu colo posicionando uma perna de cada lado do quadril dele. Ele suspirou e pude vê-lo hesitar em pousar a mão em minha coxa como sempre fazia quando estávamos assim. Segundos depois eu o vi desistir e deixar sua mão cair no braço do sofá. Não fiz nenhum comentário e me mantive em silêncio até começar a limpar a ferida no canto da cabeça dele afastando os cachos indisciplinados.
— Eu não sei como vou lidar com isso, Sherlock. Realmente não sei se, um dia, John vai me ligar dizendo que você está à beira da morte, ou que morreu em um desses surtos em que você acha que sozinho as coisas podem dar certo. Fico me perguntando se vai chegar o dia em que nenhuma informação que estiver estocada no seu cérebro vai te ajudar a sobreviver a... seja lá o que for e, honestamente, Sherlock, eu não quero vivenciar este dia. Não quero ter que ficar de luto e... Eu prefiro morrer logo em seguida.
— Não diga isso. 
Fitei-o nos olhos por poucos segundos.
— Pelo menos leve uma arma com você, seu...
Não sei exatamente o que ele viu em meu rosto, mas senti os braços dele me envolverem em um abraço.
— Imbecil? — Ele completou, me fazendo perder as palavras. Meus braços caíram impotentes ao lado do meu corpo. — Eu sei e você tem razão. Mas talvez eu precise de você lá pra segurar minha mão e me impedir de correr sozinho em direção ao perigo. — E apenas com isso, ele me fez sorrir. Voltei a limpar os singelos ferimentos dele e senti a mão dele acariciar minha coxa. — Você sorriu, significa que me safei dessa.
— Significa que aonde você for eu vou com você.
— Perfeito!
Arrumei o kit indo em direção ao banheiro para guardá-lo. Na volta, Sherlock não se encontrava mais sentado no sofá e sim parado no meio da sala. Ele havia tirado o casaco e o cachecol mantendo apenas seu habitual terno feito sob medida. Ele era lindo demais para ser apenas humano e, naquele momento, ao o ver analisando os machucados do rosto no espelho da sala, era óbvio que ele sabia disso. Suspirei. Aquela imagem ficaria gravada no meu próprio palácio mental até o fim de meus dias. Certas belezas merecem presentes. Caminhei até ele o puxando pelo smoking.
— Opa, o que... — Em um movimento eu o virei de frente para mim e o empurrei na poltrona de John e me ajoelhando aos pés dele logo em seguida. — Tudo bem, eu não sei se estou entendendo.
Sorri ao captar a confusão no olhar dele que se dissipou ao ver minhas mãos começarem a desafivelar o cinto da calça dele.
— Você é o grande detetive consultor Sherlock Holmes; descubra.
Respondi já pegando o membro dele em minhas mãos. Sherlock grunhiu e deixou sua cabeça pender para trás no encosto da poltrona.
— Já entendi.
Arquejou ele voltando sua atenção para mim no mesmo instante. Havia uma coisa extremamente excitante em dar prazer a Sherlock porque era contagiante. Sentir o membro dele responder a cada movimento de minha mão, senti-lo ficar cada vez mais pronto para mim, cada vez mais perto de... Por Deus, como eu adorava ser aquela que consegui ruir aquele controle que ele mantinha a risca. Era melhor ainda desenhar meus lábios com ele, sentir o membro palpitar em minha língua, ouvir a respiração de meu amado detetive pesar. Ele sempre me observava ao lhe dar prazer. Como naquele exato momento: a testa franzida em concentração recusando-se a desviar sua atenção, os cachos emoldurando seu foco e a cada pico de prazer em que o corpo dele reagia automaticamente impulsionando os quadris dele em direção a minha boca. Eu não estava simplesmente chupando Sherlock Holmes; eu o saboreava. Vê-lo apertar os braços da poltrona me confirmou que ele estava pronto, assim como eu também estava. Deixei o membro de Sherlock deslizar para fora da minha boca sem tirar meus olhos dos dele, deixando claro qual era meu maior desejo naquele momento e, como sempre, ele sabia exatamente o que eu queria.
Sherlock passou seus braços ao meu redor me levando para o chão junto com seu corpo rapidamente se livrando de seu paletó e me ajudando a tirar meu short e lingerie. Logo, em um singelo movimento, ele se abrigou em mim. E entre nossos beijos molhados, o movimento dos quadris dele de encontro aos meus e nossos gemidos, eu lutava com os botões da camisa dele simplesmente para sentir mais daquele corpo, e quando consegui, passei minhas mãos pelo corpo levemente suado dele arranhando suas costas fortes de leve. Com um grunhido satisfeito, Sherlock se apoiou melhor nos braços e aumentou ligeiramente a velocidade de suas investidas arrancando um xingamento de meus lábios. Minhas pernas enlaçaram ele compelindo-o a ir mais fundo, mais forte, mais rápido e nessa dança tão gostosa, meu corpo explodiu em combustão por dentro. A evidência que anunciou meu primeiro orgasmo foi o pequeno grito que escapou por meus lábios e como meu corpo se arqueou por completo praticamente deixando o chão, mas antes que eu pudesse se quer me recuperar, Sherlock deixou claro com um gemido rouco que não estava longe e encontrou, com seus longos e elegantes dedos, aquele pequeno botão o qual ele massageou deliciosamente arrancando um novo grito e mais um orgasmo maravilhoso de meu corpo e então, mesmo um tanto grogue, ouvi o gemido longo e abafado de meu detetive ao me preencher com sua essência quente. Alguns segundos não foram suficientes para acalmar totalmente nossa respiração ofegante, contudo, as palavras, mesmo que cansadas, saíram de nossos lábios sem esforço.
— Eu te amo.
Arquejou ele.
— Eu te amo.
……
Cena Excluída 02: “Sem sexo, então”.
Nota da autora: Eu retirei a cena seguinte porque quando cheguei ao fim do capítulo ele já estava enorme e também porque eu senti que a cena não estava bem colocada naquele ponto, ou seja, em minha opinião, ela não se encaixava no momento. Mas isso não significa que ela não deva ser compartilhada.
(...) Sherlock Holmes
— É uma pena porque essa árvore parece estar precisando ser semeada.
— Russell.
Alertei, contudo, Russell não estava com muita vontade de acatar o meu pedido. Ela sussurrou em meu ouvido.
— Cinco minutos. Eu não sei se é nervosismo, eu não sei se é porque passamos quase que uma semana sem nos tocarmos direito, mas meu corpo esta parecendo uma bomba e se você não a desarmar, vou explodir a qualquer segundo. Então, por favor, Sherlock, eu preciso de você dentro de mim agora.
Meu corpo tremeu e me segundos eu voltava a pressionar o corpo dela naquela árvore. Cinco minutos. Sem desabotoar o casaco de Russell, apenas subi seu vestido e abri o zíper de minha calça para libertar meu membro já dolorido. Dei uma pequena risada ao notar uma coisa. Ali, na cinta-liga que segurava as meias brancas de Russell, havia uma pistola. Fitei-a recebendo um sorriso malicioso em resposta.
— Mulher, você é um perigo. — Apenas no movimento de afastar sua calcinha pude sentir o quanto ela também precisava de mim. Enganchei uma de suas pernas em minha cintura e sussurrei em seu ouvido. — Em silêncio, afinal, não queremos acordar ninguém.
Ela estava tão pronta para mim que deslizei facilmente para dentro de seu corpo. Praguejei ao sentir a intimidade dela de me massagear.
— Deus, isso é bom demais.
Comecei a me mover a um passo lento. Não para prologar o momento, mesmo que isso fosse exatamente o tipo de coisa que eu gostava de fazer, pois apenas construía nosso prazer até o momento em que não aguentávamos mais e precisávamos desesperadamente chegar ao êxtase. Era sempre explosivo. Porém, naquele dia, aquele passo lento apenas durou alguns minutos e logo estávamos em um ritmo tão forte que com certeza balançava a árvore.
Descobri, depois de muito pouco tempo, que eu poderia ser mais do que incoerente. Quando não estava ofegando e gemendo, apenas duas coisas escapavam por minha boca: palavreados e o nome de Russell. Meu vocabulário chulo não a incomodava, na verdade, eu sabia que ela gostava quando eu soava completamente incoerente e eu sabia que ela se sentia satisfeita ao me ouvir dizer seu nome tanto quanto eu quando atingíamos o auge gritando ou gemendo o nome um do outro.
Senti as mãos macias de Russell em meus cabelos, puxando-os para trás e me trazendo para perto em um novo beijo com a intenção de abafar nossos gemidos. Aumentei ainda mais minha velocidade, agora pouco me importando se o barulho de nossos corpos se chocando estava alto, ou se alguém conseguia nos ouvir.  Senti uma onda de prazer descer por meu estômago e as paredes da feminilidade dela me apertaram fortemente deixando-me sem fôlego. Ao atingir seu orgasmo, Russell deixou meus lábios e mordeu meu ombro por cima do paletó abafando meu nome envolto em pura satisfação enquanto eu abraçava seu corpo com força abafando minha exclamação de prazer em seu pescoço e as contrações de sua intimidade me drenando por completo.

— Ah, isso foi... — Eu arquejava, meu coração batia tão forte que achei que explodiria e meus ossos pareciam ter virado gelatina

— Isso foi esplendido. — Ofegou Russell. — Mary vai me matar quando me vir toda desarrumada, mas que se dane, eu senti sua falta.

Trocamos mais um beijo e olhei para o relógio.
— Não vejo problema algum uma vez que você está ainda mais bonita toda desarrumada e com esse brilho pôs sexo.
Ela sorriu.
— Você também fica ainda mais tentador depois do ato.
Tentamos nos arrumar na esperança de parecermos apresentáveis, porém eu sabia que nosso ato não passaria despercebido por algumas pessoas. Esperava que Mycroft não fizesse nenhum comentário. Olhei meu relógio.
— Quinze minutos.
Russell fez uma careta.
— Droga, eu achei que acabaríamos a tempo.
— Não é culpa minha se sou resistente.
Peguei sua mão e começamos a descer pelo caminho de onde eu vim.
— Tomara que John não fique bravo por conta da demora.
Comentou.
— Acredite, eu estou.
Disse John aparecendo por entre alguns arbustos de repente.
— Por Deus, homem, anuncie-se! Não sabe que Russell esta armada?
Murmurei depois de pular na frente de Russell. John revirou os olhos.
— É, assim como quase todo mundo nesse casamento.
……
Cena Excluída 03: “Não estou incentivando...”.
Essa cena foi minha primeira ideia para o fim da fanfic, contudo eu tive muitas e diferentes ideias para o fim que acabaram por se amontoar em minha mente. Por fim, a que fiz pareceu se encaixar perfeitamente com minha ideia principal porque eu achei que seria melhor deixar em aberto para interpretações varias coisas, inclusive o sexo da criança, mas a principio eu pensei que o primogênito poderia ser um menino.
(...) Russell 
— Quer parar de incentivar?
— Não estou incentivando, apenas perguntei qual foi o reagente químico que ele usou.
Respirei fundo para não acabar gritando.
— Sherlock, nosso filho esta parecendo um Smurf.
A confusão se estampou no rosto de meu marido.
— Um Smar... O quê?
— Ele tá parecendo um integrante do Blue Man Group, Sherlock.
— Nunca, olhe isso, Russ! Hamish praticamente descobriu um novo tom de azul.
— E pintou o laboratório e metade de uma turma inteira da mesma cor.
— Mas...
— Não me incomoda que nosso filho faça suas experiências, acho benéfico para ele, na verdade, já que é o que ele gosta de fazer. Não me incomoda desde que ele seja supervisionado por um de nós. Um composto errado Sherlock e ele não teria feito tinta; ele podia ter explodido a escola. 
Sherlock concordou com um suspiro.
— Vá se lavar Hamish.
— Sim, papai.
Meu marido tirou o casaco e o cachecol pendurando-os no gancho perto da porta antes de se sentar em sua poltrona. Depois de um segundo, ele estendeu sua mão em minha direção e, tomando-a, sentei-me em seu colo.
— Nada diferente do que eu já fiz na idade dele.
— Por Deus, você quase explodiu uma escola aos onze anos de idade?
Brinquei.
— Quase, mas teria sido proposital. Eu realmente queria explodir o lugar, mas o zelador me pegou no ato.
Rimos.
— Menino levado.
— Sim, você devia me punir mais tarde.
— Talvez eu faça isso, mas falando sério, vamos ter que pagar pelo dano.
Sherlock assentiu.
— Vou fazer um cheque. Acha que vamos ter que coloca-lo em outra escola?
Estiquei meus braços para tirar meus sapados jogando-os no chão.
— E separa-lo de Alice? — Pousei minhas mãos no peito dele. — Não me parece uma boa ideia.
— Verdade.
Alice, a segunda filha de John e Mary, melhor amiga de Hamish. Eles haviam formado um laço inseparável desde bem pequenos, quase como irmãos. Quase como Sherlock Holmes e John Watson.
— Acho que um mês sem experimentos é um bom castigo.
— Não, Russ, isso é muita maldade.
Resmungou magoado, fazendo-me entrar em um conflito entre rir e revirar os olhos.
— Deixa de ser mole, Sherlock.
— Ah, isso eu não sou e você melhor do que ninguém sabe disso.
Insinuou fazendo-me rir alto.
— Tudo bem, então o que você sugere como castigo?
— Já não é o suficiente ele pagar o mico de aparecer com o cabelo azul na escola? Esse azul não vai sair fácil desse cabelo loiro dele.
— Tá, agora você foi muito mal.
— Tudo bem, uma semana lavando louça. Não tem castigo pior do que fazer uma coisa que você não gosta de fazer.
Assenti.
— Uma idéia em comum, Sr. Holmes.
— Fico feliz em ajudar, Srta. Holmes.
……

Final Alternativo.

(...) Russell

Um “bum” abafado preencheu o ar fazendo a louça recém-lavada no escorredor tremer. Inclinei minha cabeça, cerrando os olhos em completa confusão por breves segundos até ouvir a porta da frente se abrir.
— Mamãe!
O prato que eu tinha em mãos escorregou para dentro da pia com um estrondo.
— Hamish! — Qual foi o tamanho da minha surpresa ao correr até o corredor e esbarrar com meu filho e Alice, a segunda filha de John e Mary, cobertos de fuligem. — O que aconteceu?
Alice riu.
— O tio Sherlock misturou alguma coisa muito errada.
Meus olhos se arregalaram e no instante seguinte corri para fora rumando para a cabana que Sherlock havia construído não muito longe de nossa casa que lhe servia de laboratório. Subir aquele pequeno monte de terra havia se tornado mais difícil com o avanço de minha segunda gravidez, mas a possibilidade de meu marido estar em apuros me fez respirar fundo e obrigar os pés cansados a lutar contra o peso da barriga. Sherlock estava do lado de fora, também coberto de fuligem e tossia levemente. A cabana parecia furiosa, soltando fumaça da porta e das pequenas janelas e a fumaça exalava um cheiro extremamente desagradável. Parei ali, as mãos na barriga, a respiração ofegante chamando atenção de Sherlock que correu em minha direção.
— Mary, o que? Correu até aqui?!
Ignorei a pergunta da qual ele obviamente já sabia a resposta.
— Que diabos foi isso Holmes?
Perguntei com meus olhos presos à cabana.
— Sim, eu não sei o que deu errado. Eu posso ter adicionado o sulfúrico quando deveria ter usado o nitrato de potássio. Nada realmente sério, mas o ar ficou um tanto espesso. 
Assenti.
— Fico contente pelas paredes ainda estarem de pé. E você também, mas nunca mais envolva as crianças nisso, ou eu te arrebento com um pé de cabra. — Rimos em conjunto e Sherlock me abraçou pelos ombros enquanto observávamos a fumaça se esvair lentamente pelo ar. Subitamente senti algo escorrer por minhas pernas e molhar meu vestido. — Sherlock, me leve para casa e chame o John, minha bolsa acabou de romper.
— Agora? — Uma contração me pegou desprevenida e meu corpo, em uma reação reflexa, se curvou sobre a barriga. Um gemido de dor escapou pelos meus lábios servindo de resposta para meu marido. — Ok, eu entendi o recado, filha!
Sherlock envolveu meus ombros guiando-me para casa.
— Você nem sabe se é menina.
Resmunguei entredentes por conta da dor. Assim como em minha primeira gravidez, preferi não saber o sexo do bebê, na intenção de ser surpreendida. 
— É uma probabilidade.
— De 50%.
— E ela vai ser loira igual ao Hamish.
— Morena.
Proferi.
— Então você também acha que é uma menina... — Lancei a ele um sorriso. —Isso é uma aposta?
Questionou meu marido.
— Se ela for morena, nossa próxima viagem vai ser para o Caribe.
Sherlock riu.
— Fechado.
(...)
— Eu não aguento mais.
— Não diga bobagens querida, é claro que aguenta. Além do mais, já está quase no fim.
— Ouça a Sra. Hudson, ela sabe o que diz.
Disse Mary com um sorriso.
— Toalhas!
Sherlock praticamente berrou correndo para meu lado e jogando as toalhas para Mary no processo.
— O que eu perdi?
Ele me perguntou ao se sentar ao meu lado na cama. Eu ri levemente.
— Você nada; eu estou perdendo sangue, tripas e coração.
— Acho um pouco difícil suas tripas saírem junto com o bebê. É anatomicamente impossível. — Dessa fez eu gargalhei até uma contração me fazer engasgar. Senti Sherlock pegar minha mão e beijar meus dedos. — Eu te amo.
— Ah, eu também te amo, mas isso é tudo culpa sua.
Gemi.
— Muito bem, vamos recomeçar. — Disse John já se sentando à minha frente. — Pronta? — Assenti rapidamente. — Respire fundo e assim que você sentir uma contração empurre.
Não demorou muito, a contração me atingiu e, utilizando-a como uma alavanca de força, eu empurrei. A força que utilizei me deixou tonta, pontos de luz branca salpicaram minha visão, demorei uma eternidade para perceber que o grito estridente que ecoou pelo quarto saiu de mim e levou um segundo para eu ouvir o que eu precisava para recobrar minhas forças. Um engasgo que se transformou em um forte choro de recém-nascido. Meu corpo relaxou instantaneamente e deixei meu corpo se aconchegar aos travesseiros molhados de suor.
— É uma menina.
Anunciou John e ouvi Sherlock rir ao passar nossa filha para meus braços cansados, porém firmes. Ele sussurrou.

— É Russ, nós vamos para o Caribe. 





Notas Finais


Agradecimentos.
Primeiramente, eu devo, preciso e necessito agradecer a vocês, meus leitores e leitoras porque, sem vocês, quem seria ITBOY na fila da padaria, né?! Você foram a parte crucial dessa adaptação e, sem mentira alguma, eu não teria chegado até aqui sem vocês. Então, muito obrigada! Muito obrigada pelas perguntas, pelos comentários, pelas fotos que me mandaram, pelo carinho, os elogios e pela paciência na espera de cada capítulo. Sério, valeu mesmo!
Por último, mas também importante e sim, eu sei que ela não vai ver, porém essa é uma forma que eu tenho de expressar isso: minha gratidão por essa escritora que eu adoro e que criou essa personagem que eu tive o imenso prazer de apresentar a vocês que é a Mary Russell. Obrigada por sua brilhante criação e eu espero um dia ter grana suficiente para comprar todos os seus livros.

Foi isso, novamente muito obrigada e até... Bem, veremos.
Beijos enormes
VickSaturn


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