História Illuminate - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Naruhina, Nejiten, Saino, Sasusaku
Visualizações 37
Palavras 4.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, este é o segundo.
Provavelmente terão quatro, ou mais se eu quiser fazer de outros casais.
Antes era apenas uma one, mas agora virou uma short-fic, com cada capítulo contando uma história de um casal. É baseada no álbum Illuminate do Shawn Mendes.
Boa leitura.

Capítulo 2 - Lights On


Fanfic / Fanfiction Illuminate - Capítulo 2 - Lights On

Lights On

🔯



O cheiro das flores o irritava. 

Delicados e pueris demais para seu gosto. Na verdade, existiam muitas coisas das quais não gostava. Então, naquele momento, estava fazendo uma lista mental delas. Ele odiava a luz do sol, isso era um fato. Fazia suar, queimava sua pele e ele, que era praticamente um fantasma, sabia que viraria um tomate debaixo dele. E aquela porcaria de loja era metade ao ar livre. Também não gostava da natureza. Tinha alergia a vários tipos de insetos e lagartos. O capim o fazia se coçar, galhos batiam na sua cabeça por ser alto em excesso. E aquele lugar era localizado perto de um parque. Se era um pouco anti-social? Sim, ele era. Muitas pessoas aglomeradas no mesmo ambiente o deixavam enjoado. E ali estava alguns bocados delas. Por último, detestava flores. De todos os tipos. Como pensara, eram muito delicadas e pueris para o seu gosto. E lá estava ele, em uma floricultura recém inaugurada

Então, por que raios ele pisara os pés lá dentro? 

A resposta era muito, muito, simples. 

O nome de sua disposição para enfrentar tudo o que odiava era, obviamente, Ino. 

E quem era Ino? Ah, a bela moça de cabelos loiros, dona daquela floricultura. A conhecera por acaso, ou por destino, numa rua movimentada, cinzenta e automática, de Los Angeles. A  ajudara a levar umas caixas de flores até seu carro. Ela parecia atordoada, sem saber o que fazer. Bem, nem ele sabia direito o que estava fazendo quando se ofereceu para ajudar. Só olhou para um par de olhos azul celeste e, quando viu, já carregava duas cestas de rosas azuis. Também não pediu nada em troca, o sorriso dela fora o suficiente. Aquilo, sim, era novo para ele. Depois, ela se apresentou a ele meio estabanada. Parecia nervosa, mas era sua imaginação. Ou ele achava que era. 

Continuou encontrando-a por alguns dias. Ino contara sobre seu sonho de criança de ser botânica e ter sua própria loja de flores. Ele a ouvira quieto e entretido, como há tempos não ficava com alguém. Ino emanava uma luz, uma enegia positiva, que o fazia querer estar perto. Como amigos, dissera a si mesmo, certa vez. Não passou por sua mente o quanto estava redondamente enganado. 

Agora, ele não sabia o que fazer ali. Todos os amigos de Ino pareciam estar presentes, inclusive um homem de cabelos negros iguais aos olhos, incrivelmente parecido com ele. Ino demonstrava ser próxima, até demais, daquele ser. E isso, com certeza, o irritava. Não sabia por que o irritava, mas era verídico que se sentia assim. Pelo menos, tinha uma mulher que não conhecia muita gente, por tal aliviou-se de não ser o único deslocado ali. Mas a mulher tinha cabelo rosa. Contudo, se aproximou dela mesmo assim. 

A passos lentos com suas pernas largas, ficou ao lado da flor ambulante. A garota olhava para um dos vasos ornamentados por Ino. Um vaso de rosas. 

- Você está deslocada? - perguntou colocando as mãos atrás das costas. 

Ela olhou para Sai de soslaio. - Talvez. Não conheço muita gente aqui. E você? 

Ele riu. - Digamos que só conheço uma pessoa aqui. E ela está recebendo clientes. 

- Ah, você é o amigo de Ino? - ela virou para ele. - Ela falou de você pro Sasuke. 

- Desculpe, não faço ideia de quem é Sasuke. - riu amargo de si mesmo. Ela sorriu abertamente. 

- É o cara que não sai do lado dela. - apontou para o mesmo homem que deveras o irritava, sem motivo aparente. - A propósito, Sakura Haruno. 

- Sai Yamamura. - estendeu a mão para Sakura, que respondeu o gesto de cumprimento. 

- Soube que gosta bastante de flores. Sim, a Ino não é muito confiável com segredos. - Sakura riu do rosto espantado de Sai. 

Ele riu amargo outra vez. - Posso falar uma coisa? - ela assentiu. - Eu detesto flores. 

Uma expressão chocada tomou conta da mulher de cabelos estranhamente rosa. - Não? Então por que disse que... - ela se perdeu na fala. - Ah, você gosta da Ino. 

De branco como papel passou para vermelho cor das rosas que Sakura admirava. E a menina riu. Riu de verdade. Não só sorrisos de boca fechada. 

- Você gosta mesmo da Ino? Deveria ver sua cara. 

E ela riu mais ainda. Mas ele não gostava de Ino, certo? Era apenas sua amiga, não? 

- Saaaaiiii! Saizinhoo! - Ino chamou. 

Virou instintivamente para ela, era meio que automático. Ela estava linda. Os cabelos soltos e compridos voavam com o vento. Usava um vestido azul da cor de seus olhos e rodado. Uma boneca. 

- Sim? 

- Pode vir comigo? - Ino pediu, piscando seu olhos redondos. 

- Bom, tudo bem. 

Então Ino saiu arrastando-o para dentro. Ele não sabia o que estava acontecendo, por isso, apenas a seguiu. Bem, a seguiria por onde quer que ela quisesse que ele fosse. Mas não admitiria. 

- O que aconteceu? - indagou sentando numa cadeira. 

Ino suspirou. - Na verdade, nada. Quer dizer, você estava invadindo o território do Sasuke. 

- O quê? 

- A de cabelo rosa, Sakura. Ela é, bem, meio que a namorada dele. Então o Maori pensou que você deu em cima dela. 

Sai levantou as sobrancelhas. - Oh. Entendi. - olhou para ela. - Espere. Ele não é o seu namorado? 

- O quê? Não. - Ino fez uma careta. - Ele é meu melhor amigo, Sai. 

- Ah... - tinha que admitir, ficara surpreso. - E por que o chama de Maori? 

- É uma história engraçada. - Ino riu. - Sasuke é da Nova Zelândia. Veio pra cá no ensino médio, quando o conheci. Mas até hoje não perdeu o sotaque ridículo. Você deveria ouvi-lo falar "Ino"; parece "Íeno" na boca dele. É humilhante. - continuou com um ar de riso. - O chamo de Maori por que é a língua Indígena neozelandesa que ele usa pra falar com a mãe, quando não quer que a gente entenda.

Sai riu da explicação dela. - Sei. 

- Então, quer ver algumas flores? 

A ideia lhe pareceu insuportável, mas aceitou mesmo assim. Ino o guiou para um lugar atrás da floricultura, e começou a mostrar vários tipos de flores e plantas. 

Sai estava entediado, entretanto, não falaria para Ino, é claro. 


Caramba, você parece tão linda com suas roupas. 

E eu estou tentando não soar muito forte. 

Mas você sabe que eu não consigo me conter. 

Porque garota, você é linda. 


No outro dia, ele apareceu cedo na loja. A Yamanaka Flowers já havia aberto e estava borbulhando de clientes. Ino tinha um ajudante, Yahiko, mas eles dois não estavam dando conta. A inauguração fora realmente um sucesso. Sai ficou do lado de fora, indeciso entre entrar ou não. Por fim, optou por entrar. E, no mesmo instante, quis voltar para casa. Ino estava radiante, e as roupas floridas e infantis eram o espelho de sua alma de criança. Não sabia se a cumprimentava primeiro  ou a elogiava. Ficou nervoso, e isso o deixou surpreso. Ela era apenas sua amiga, oras! Era linda, sim, mas só sua amiga. 

Não é?, pensou.Sim, é

- Saaaiii! - Ino jogou sobre seus ombros. - Que bom que veio! Vai comprar uma flor? 

- Ah... Sim. - respondeu a abraçando de volta. - Vim comprar uma... - qual é mesmo a flor predileta dela? - Lírio. Um lírio. 

- Um só? - Ino o soltou. Pareceu frustrada. 

- Na verdade... - gaguejou. - Um vaso. Pode ser um vaso. - sorriu de canto. 

- Ah! Muito bem! É para alguém? 

Engoliu em seco. - Bom, não. Quer dizer, sim. Não sei. 

- Acho que alguém está amaaando! - Ino cantarolou. 

- Não estou amando, Ino. Pare de besteiras. - a repreendeu com as sobrancelhas arqueadas. - Eu não tenho a mesma cabeça na lua que você. 

- Oh, claro. - ela desdenhou. - Tinha esquecido o quanto você é racional e sério. - ela o imitou fazendo o gesto de arrumar a gravata e a blusa social do terno. 

Sai revirou os olhos. - Só me dê logo os lírios, agonia! 

- Tudo bem, tudo bem. - fez o sinal de rendimento com as mãos. - Lírios são os meus preferidos, sabia? - ela falou. - YAHIKO, TRAZ UM DOS VASOS DE LÍRIO! 

- OK! - a voz de Yahiko ecoou. 

Sai fingiu-se surpreso. - Sério? São os meus também. 

Ino fora buscar os lírios de Yahiko para levá-los até Sai. Sorriu alegre e os estendeu para o homem à sua frente. - Você é muito parecido comigo. Bem,  tirando só o fato de que é rabugento, mas isso podemos relevar. 

- Você é muito engraçadinha. - Sai já pagava os lírios de Ino. - Volto mais tarde. 

Então ele saiu para fora. 

- Estarei esperando Saizinho! 

Riu por conta do apelido e acenou para ela por cima do ombro. O mesmo do dia da inauguração, Sasuke, acabava de chegar. Encarou-o sem disfarçar, e Sasuke franziu o cenho. 

- Está tudo bem? - realmente, Ino tem razão. Sai segurava-se para não rir. 

- Ahn, sim, está. 

Seguiu seu caminho até o carro, e o destravou para colocar os lírios dentro, no banco do carona. Sentou no do motorista e observou o volante. Depois, voltou-se para os lírios de novo. 

- O que eu vou fazer com isso?

Realmente, ele estava ficando louco. 

Arrancou dali, seguindo para o centro. Enquanto passava pelas ruas, pensava em Ino e o quanto seu trabalho era diferente do dela. Ele era advogado, ela botânica e florista. Que merda ele estava pensando? 

Tentou focar no que tinha para fazer naquele dia, e conseguiu, por algumas horas. Havia seis casos para ele aquela semana, e nada ia se resolver sozinho. O escritório estava um caos, mas não se importou. 

O resto da tarde tinha ficado por conta de tentar fazer Mira Nakamura assinar o pedido de divórcio de seu ex-marido, Hirozen. No fim, teria mais uma audiência, e Hirozen, que era seu cliente, ficara confiante. Ele também ficou. Era um causa ganha. 

Ino vinha saindo da loja quando ele chegara. Parecia cansada, mas sorriu quando o viu. 

- Veio me buscar? Se sim, eu te amo. 

Não quis expressar o quanto aquele eu te amo inocente havia mexido com ele. Por que de fato havia. Só sorriu e a chamou para dentro. - Quando vai ficar pronta? - referiu-se à casa em estilo japonês sendo construída em cima da loja. 

- Daqui há alguns meses, eu acho. - respondeu dando de ombros. 

- Ah. 

- E os lírios? - ela indagou, mordendo os lábios. - Deu a quem? 

- É segredo, Ino. - na verdade, eu queria dar a você, mas você tem uma loja cheia deles.

- Nós não temos segredos, imbecil! - vociferou. 

- Você não me contou que tinha um melhor amigo. - ele se defendeu. - Pensei que fosse eu. 

- E você é! 

- Ah, sou? - fora uma pergunta retórica. 

- Bem, os dois são. - colocou uma mecha do cabelo brilhante atrás da orelha. 

- Isso me ofendeu. - ironizou. - Achei que fosse o único. - entrou numa curva à direita. Estava a levando para a casa de Temari, prima dela. 

- Mas você é único! - Ino rebateu. 

- Único em quê? - olhou-a pelo canto dos olhos. 

Era difícil deixar Ino Yamanaka quieta. E esse era o dom de Sai Yamamura. Ele riu sem emoção. - Viu? Não sou. 

Ino respirou fundo. - Não fale besteiras, idiota. Você não faz ideia de como me sinto. 

- O quê? - perguntou. Não havia escutado direito.  

- Nada. Olhe, já chegamos. - disse. - Vai entrar? 

- Não, Ino. Tenho que estudar aquele caso de desmatamento clandestino para Tsunade, esqueceu? - suspirou. 

- Ah, é. - ela fez bico. - Boa sorte com isso. - e deu um beijo na bochecha dele. 

- Obrigada. 

Ainda bem que ela fora embora no segundo seguinte, por que poderia ver as bochechas rosadas dele. Se repreendeu por tal reação. 

Que tolo de sua parte. 

E partiu, voltando a vê-la por uinfortúnio do destino. 


Eu não posso negar que eu quero seu corpo. 

Mas eu sou cavalheiro, então vou ser, 

Aquele que vai lentamente. 

Porque garota, você é tão bonita. 


A ligação que recebera de Ino, informava que ela se encontrava naquele hospital. Segundo ela, tinha se machucado. Agora, como? Era o que queria descobrir. Como um alucinado, vasculhou cada canto daquele lugar, a encontrando na ala emergencial, sentada num banco, cheia de curativos no braço, de cabeça baixa. Suspirou fundo de alívio e seguiu de encontro a ela. 

- Ino? O que aconteceu? - sentou-se ao lado dela. - Você está bem? 

Ela levantou os olhos na direção dele. - Vou ficar. 

- O que aconteceu? - passou obraço pelos ombros dela, a abraçando. 

- Me cortei com um aparelho de jardinagem. - ela disse. - Naruto me deu um belo sermão quanto a isso. 

- Naruto? - estava meio confuso.

Ino apoiou acabeça no ombro dele. - É o amigo da rosinha, Sakura. Ele é médico. 

- Ah. 

- Ele disse que não vou poder trabalhar por dias. - Ino continuou. - Que tenho que ficar em casa, repousando. Mas a Temari passa o dia todo fora, e Gaara é um imbecil quanto a cuidar de ferimentos, o negócio dele é a arquitetura. 

- Pode ficar na minha casa, então. 

O quê? 

- O quê? 

E ele travou. Que idiotice, mas... poderia ser uma boa, não? É, poderia! Ele entenderia melhor o que fazer quanto sua relação a ela e...

- É. Hana trabalha lá quatro dias por semana, e quando não está, eu estou. - explicou. - Você poderia ir pra lá. 

Ino pareceu pensativa. Passou alguns segundos calada, e Sai se perguntou se não era um pouco demais, mesmo. Tremeu, mas não muito. 

- É, pode ser. Não vou dar trabalho? 

- Claro que não, Ino. 

- Que bom! Posso ir amanhã, tudo bem pra você? 

- Sim. Eu vou te buscar depois do trabalho então. 

- Combinado. - ela assentiu. Por fim, se levantou. - Vamos? 

- Seu braço não está doendo? 

- É claro que sim, senti uma dor insuportável quando levantei. - ela falou, parecendo sorridente. - Mas eu não vou gritar na sua frente. Eu vou ao banheiro fazer isso. 

Ele riu. - Você é impossível. - levantou. - Vamos logo. 

- Tudo bem. 


🔯

No dia seguinte, Ino estava com tudo preparado par ir, quando Sai chegou. Temari parecia preocupada com ela, como sempre. 

- Você vai ficar bem? - Temari perguntou, ajudando a levar as malas para o carro de Sai. Ino assentiu. 

- Vou, Tema. Não se preocupe. 

Temari suspirou. - Se ele tentar alguma coisa, ligue imediatamente e eu mando Shikamaru dar uma surra nele. 

Ino riu. - O que o Sai poderia tentar? 

- Eu o quê? 

As duas responderam. - Nada. 

- Tudo bem, então... Pronta? 

Sorriu com boca fechada. - Claro. 

- Até logo, Ino. 

- Até, Tema. 

E os dois entraram no carro. Passaram um tempo em silêncio, só ouvindo a música que saía do rádio. Ela combinava muito com o que ele estava sentindo, e preocupava-se que ela poderia entender. Mas, ela nem ligou. Por que falava ao telefone. 

- Oi, Maori. - o tal de Sasuke. - O quê? Não. Por que ela faria isso? Sasuke, a florzinha é doida por você, sabe disso. Ahn? Claro que não! O Neji? O mesmo Neji tatuador que é primo da sua irmã? - ela riu. - Você está ficando louco, Maori. 

- O que foi? - ela fez o sinal de espera para ele. 

- Hum, tchau, Sasuke. - e ela desligou.  

- Então, o que aconteceu? 

- Sasuke acha que Sakura quer um tal de Neji. 

- Ah. - ele tinha os olhos na rua. - A propósito, ele realmente tem um sotaque ridículo. 

- Quê? - Ino gargalhou. - Não é? É degradante. 

Ele também riu, e foram assim para a casa de Sai. A música continuava tocando, mas daquela vez ele não se importou que ela pudesse entender. E ela, sem querer, prestou atenção. Era algo obviamente novo. 

E ela não sabia o que fazer. 


Eu quero te amar com as luzes acesas. 

Te manter acordada a noite toda. 

Querida, eu quero ver cada centímetro de você. 

Eu me perco no jeito que você se mexe. 


Hana estava preparando o jantar quando chegaram. Ino suspirou quando sentiu o cheiro de comida no ar, e sorriu para ela, a cumprimentando. 

- Olá senhorita Ino. - ela disse. - É um prazer finalmente conhecê-la. O senhor Sai fala muito de você. 

- Ah, fala, é? - olhou para Sai maliciosamente. 

- Claro que eu falo de você, Ino. É minha amiga. - Sai revirou os olhos. - Foi isso que Hana quis dizer. 

- Ah, sei. 

Sai respirou fundo. - Por que não vai pro quarto? Terceira porta a direita. Tome um banho, eu chamo você pro jantar. 

- Tudo bem, tudo bem. - ela se afastou, e sumiu pelo corredor. 

É, aquela seria uma longa semana. 

Sai, com certeza, achava que Ino precisava de um analista. Durante a semana fizera coisas que jamais faria com estabilidade em seu estado mental. Primeiro, ela começou a dormir com camisolas cheias de transparência. Depois, dizia ter medo de escuro, e como ele dormia com as luzes apagadas, tinha que ligá-las ou deixar que Ino dormisse com ele. Bem, nesse caso, ficou indeciso. Mas optou por ligar as luzes. E isso continuou durante a semana, e os meses. Iria fazer dois meses que Ino estava lá, e ela já tinha retirado os curativos. Uma leve cicatriz estava a mostra em seu antebraço, mas não era nada agravante. 

E mesmo assim, ela continuou lá. E ele continuou deixando as luzes acesas. E ela o provocava largando calcinhas e sutiãs pela casa. Uma vez, encontrara um na sua gaveta. Junto com um pacote. Ele não quis saber que diachos tinha dentro. 

Até que um dia, ele precisou fazê-la parar. Era um sábado, e ela estava no banho. Sai pegava as roupas dela espalhadas pelo corredor, enquanto a esperava que saísse do banheiro. Vestia apenas uma calça moletom cinza, estava no verão, e sua férias começaríam na semana seguinte. 

- Ino? - chamou quando a viu sair do cômodo, enxugando o cabelos.

- Hum? 

Decidiu ir logo ao ponto. - Você está me provocando? 

Ela parou na frente da porta. - O quê? 

- É, bem, desculpe, mas você parece estar, hum, meio sexy demais, não? 

- Ah, e isso é ruim? - ela piscou os olhos redondos. 

- N-não... Mas, o que está... - engoliu em seco. - O que está tentando fazer? 

Ino respirou fundo. - Nada, Sai. E vou embora em breve, também.

- Ino! Não foi isso o que eu quis dizer! 

- Então o que você quis dizer? - ela cruzou os braços, segurando a toalha. 

- Eu quero saber por que você está agindo assim! 

- Por que eu gosto de você! E pensei que também gostasse de mim, pelo que a Sakura falou, mas acho que me enganei! 

Sai parou, perplexo. 

- O quê? 

Ino riu. - Você é mesmo um imbecil, Saizinho

Então entrou no quarto e bateu a porta, deixando Sai parado em choque no meio do corredor. 

Ela estava brincando com ele? 


Eu quero te amar com as luzes acesas. 

Segurá-la até a noite acabar. 

Querida, eu quero ver cada centímetro de você. 

Eu me perco no jeito que você se mexe. 

Eu quero te amar com as luzes acesas. 

 

Bateu à porta e ela não atendeu. Pensou em deixar para lá, mas não o fez. Com uma coragem que achou estar longe de ter, abriu a porta. No mesmo minuto quis fechá-la de novo. 

A maldita ainda não estava vestida. 

Ino o encarou, parando de arrumar suas coisas na mala. Sai não sabia onde enfiar a cara. Bem, quer dizer, ele sabia sim, mas achava que ela não iria gostar de ter um rosto no meio de seus seios fartos. Engoliu em seco, fechando a porta novamente. 

- Desculpe, eu volto depois...

- Fale logo, Sai. - ela disse, e ele parou. - Estou te dando uma chance. 

Sai entrou outra vez no quarto. - Me desculpe. - disse num fôlego só. - Mas, eu, bem, entenda que... você deixou uma calcinha e uma camisinha na minha gaveta de cuecas! 

- Você era lerdo demais. - ela rebateu. 

- Ino!

Ela anuiu. - Desculpe por ter feito isso. Sinto muito. 

Sai suspirou e andou pelo quarto, chegando mais perto. O céu estava escuro, e as luzes do quarto todas acesas. - Por que achou que eu não gostasse de você? 

- Sinceramente, você não fazia nada. Pensei que fosse gay. - Ino cruzou os braços no peito, e Sai tentou se concentrar em seu rosto. A toalha era curta demais. 

- Não... Não sou gay, Ino. - ele falou. - Mas... Aquilo foi muito... 

- Vulgar. Eu sei, desculpe. - suspirou. - Podemos ser amigos?

Sai chegou ainda mais perto dela. Estavam a centímetros um do outro. Ele quis agarrá-la ali mesmo. - Acho que não podemos voltar a se amigos, assim, como se nada tivesse acontecido. 

- Mas, eu, bem, desc...

Ela não terminou a frase. A boca foi coberta pela dele antes disso. Primeiro, sua reação fora de surpresa. Depois, deixou-se levar por ele, que ficou surpreso com esse ato. Pediu passagem com a língua a ela, que cedeu. Os cabelos negros dele eram puxados pelos dedos dela. Deslizou os dedos até a cintura, e então abaixou lentamente aquele pedaço de pano. Segurou a pele dela como se fosse a última vez. Bem, poderia ser. Sentiu Ino ficar um pouco rígida, algo discreto. Ele deveria arriscar? Achava que não. Mas não estava importava. 

Aproximou o corpo do dela, dessa vez, as duas mãos pararam na cintura. Tirou a boca da dela e levou até o ombro, beijando demoradamente. Ino s arrepiou e ficou um pouco mais rígida. Seu corpo gritava pelo dela, precisava do dela, mas, disse a si mesmo, deveria ter calma. Despejou beijos por todo o pescoço e nuca, parando para olhá-la nos olhos. Ela desejava aquilo mais que ele. 

- Isso realmente é loucura. - ele disse baixo. 

- Eu sei. - devolveu no mesmo tom. 

Tomou seus lábios em um beijo suave, enquanto acariciava-lhe o rosto. Então pediu passagem com a língua outros vez. E o beijo suave, se tornou algo muito mais quente que a estação que os cercava. Apertou-a contra si, puxando-a para mais perto da cama. Ino o fez sem protestos. 

Suas mãos ainda estavam segurando uma parte da toalha. Aquilo não era um problema. Quando estava totalmente em cima da cama, parou de beijar seus lábios, descendo pelo rosto, pescoço e nuca. Passou uma perna por cima dela, a deixando presa a ele. Deslizou os dedos por suas mechas douradas, sentiu a maciez. Apoiou o peso em uma das mãos e a outra foi até as dela. Então os olhos azuis, que estavam fechados, se abriram. 

Eles sabiam o que poderiam fazer. E deixariam acontecer. 

Entrelaçaram as mãos sem desviarem os olhos um do outro. Então, pouco a pouco, foi afastando a mão dela da toalha, levando para a lateral de seu corpo. Olhou para a tolha solta, depois para seu corpo nu, indefeso e belo. Sentia seu coração palpitar por ela, sentia-se excitado por ela, e sabia que Ino também estava assim. Tinha certeza que ela o sentia

Beijou os seios dela, contornando-os, primeiro um depois o outro. Mordeu seu seio direito, e apertou contra os dedos o esquerdo. Ino arqueou as costas para ele quando mordeu-o de novo. Ela passou as mãos sobre suas costas. Sai desceu a boca pelo bale entre os seios de Ino, chupando ali. Depois, continuou a descer, barriga, virilha, coxa. Olhava nos olhos dela que retribuía o olhar. 

Levou um dedo seu ao clitóris dela e quando o acariciou, ela soltou um grunhido baixinho, parecia uma gata ao seu ver. Ficou acariciando o local vendo-a contorcer-se. Seus lábios entreabertos deixaram gemidos e suspiros escaparem. Inseriu um dedo, vendo-a se contorcer de prazer. Colocou o outro, estocando cada vez mais rápido.

As mãos de Ino puxavam os cabelos de Sai, e saiam murmúrios desconexos de sua boca. Sentia a intimidade dela cada vez mais úmida, e, com isso, a vontade de estar dentro dela, crescia. 

-S-sai... 

- Isso neném, goza pra mim. 

Seu pequeno corpo estremeceu e um grito agudo saiu de seus lábios inchados. Seu libido escorreu por entre os dedos de Sai e ela foi relaxando o corpo, enquanto ele tirava seus dedos de dentro dela. Levou os dedos até sua boca e sentiu seu gosto doce e, ao mesmo tempo, apimentado e quente.

- Minha vez. - a voz de Ino parecia embargada e cansada, mas isso não era, nem de longe, como se sentia. 

As luzes continuavam acesas. 


Eu gosto da vibração deste quarto de hotel. 

E eu realmente gostaria de conhecê-la. 

Começar a descobrir seus segredos, 

Debaixo destes mesmos lençóis. 

Sua pele é tão perfeita contra a minha. 

Seus lábios estão falando quando não falamos. 

E eu não quero acabar com isso. 

Porque há muito o que ver ainda. 


Arrancou a calça moletom que vestia. Ino riu maliciosa quando viu que ele não estava com nada além dela. Ela empurrou seu corpo para trás enquanto se mantinha sentada sobre seu colo. Começou a mexer o quadril para trás e para frente levando-o a um sofrimento terrível. Sai segurou em suas nádegas para lhe auxiliar, puxando-a mais rápido.

Ela apoiou as mãos espalmadas em seu peito e logo ele estava em uma incrível explosão de liberdade. Seu corpo subia e descia em cima dele, enquanto seus seios saltitavam alegremente. 

Sai já não aguentava se controlar e dava tapas e apertos em suas nádegas fofas e redondas, deixando o local avermelhado. Mordeu seu lábio inferior quando sentiu seu corpo esquentar em demasiada pressa e seu interior se contraiu, foi como se mil estrelas o alcançassem, como se um vulcão o tocasse e o mar o arrastasse dali para uma linda ilha calma e paradisíaca. 

Sentiu tudo aquilo escorrer de dentro da mulher que agora mexia o quadril suavemente sobre ele. Puxou-a para deitar-se sobre seu peito e assim ela o fez. Suspendeu um pouco seu quadril e saiu de dentro dela. Ficou acariciando suas costas enquanto ela ficou com a cabeça apoiada em seu peito.

- Desculpe se... fui muito... 

- Vulgar? - Sai riu. - Não, não foi. 

Ino sorriu, abraçando seu tronco. - Que bom. Sabe, eu nunca pensei que fôssemos... 

- Transar? 

- Sai! 

Ele riu. - Desculpe. Acho que eu também não. Agora, pode dormir. 

-Tudo bem. 

As respirações estavam controladas, e Ino parecia estar dormindo. De repente, ouviu uma gargalhada vir dela. 

- O que foi? 

- Bem, as luzes... estão acesas. - ela disse. 

Sai ficou surpreso. Não percebera aquilo até Ino dizer. Sorriu para si mesmo. 

- Você dizia que tinha medo do escuro. 

- Na verdade, eu realmente tenho. 

Aquilo foi como um soco. Ela tinha medo do escuro. 

- Ah. - foi tudo o que disse. 

Ino mordeu os lábios. - Então, bem...nós, veja, podemos fazer, de novo? 

Ele ficou chocado. - De novo, Ino? Mas nós acabamos agora!  

- Não consigo evitar! - ela levantou o rosto para encará-lo. 

Ele sorria.  

- Tudo bem. 

Então a beijou. 

E a beijaria muito mais. A amaria muito mais. Com todas as luzes. 

Todas as luzes acesas.  


Eu quero te amar com as luzes acesas. 

Te manter acordada a noite toda. 

Querida, eu quero ver cada centímetro de você. 

Eu me perco no jeito que você se mexe. 

Eu quero te amar com as luzes acesas. 

  


Notas Finais


O próximo sairá daqui a dois dias também, não sei.
Obrigada por terem lido.


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