História Illusion - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, V
Tags Jihope, Jikook, Shotacon, Taegi, Vmin, Yaoi
Exibições 384
Palavras 3.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora

Capítulo 12 - Décimo Segundo


             Segunda-feira. 


   Jungkook parou na frente da escola, cuja entrada estava mais cheia do que a primeira vez que eles haviam visitado. Haviam mais garotos se empurrando, gritando, brincando, sendo seres-humanos hormonescentes e idiotas. Jimin estava com mais medo do que a primeira vez, porque agora Jungkook não estaria segurando sua mão, deixando claro que estava tudo bem. Jungkook não estará lá para protegê-lo se algum retardado viesse para cima dele. Esses eram alguns dos milhares motivos para não querer entrar. 

E ele sentia vontade de falar isso para Jungkook: "Não quero ir", mas ele sabia que isso não faria efeito nenhum e que ele pareceria um bebezão.


— Você vai ficar bem?


— Acho que sim. Eu conheço o Yoongi, pelo menos, já é um começo. — Jimin deu uma espiada do lado de fora do carro, para ver se Yoongi estava em algum lugar do qual pudesse ser visto. Infelizmente, o garoto estava escondido no meio daquela multidão desnecessária.


— Claro, claro. Se acontecer alguma coisa, por menor que seja, me liga. Entendeu? — Jungkook pôs uma das mãos no ombro de Jimin e acariciou o local.


— Sim, entendi.


— Não se meta em confusão, por favor.


— Tudo bem. — Disse, mesmo sabendo que não estava tudo bem. Ele não sentia a menor vontade de sair do carro, mas sabia que não tinha mais pra onde correr. Ou ele ia, ou ele ia. Não havia outra opção, além de sair do carro e adentrar naquele castelo das trevas, que parecia mais com um castelo dos fumantes, já que havia uma imensa quantidade de fumaça que parecia vir de um grupo de amigos. — Tchau, Jungkook. — Jimin se despediu, completamente contra sua vontade.


— Espera. — Jungkook disse e segurou-o pela manga da camiseta. Ele se aproximou, chegando perigosamente perto, e deu um beijo - que durou alguns segundos a mais que um beijo normal duraria - na bochecha do ruivo. — É pra dar boa sorte. — Ele explicou, voltando á seu corretíssimo lugar. — Tenha um bom dia.


— Você também. — Jimin respondeu, um tanto quanto atordoado, já que não esperava pelo beijo que recebeu. Ele abriu a porta do carro e saiu devagar, sem a menor pressa de ir ao encontro do motivo de seu desespero. Fechou a porta e andou na direção da escola, temendo por sua vida e integridade. A cada passo que dava, mais rápido e forte seu coração batia. Ele não gostava de mudanças drásticas, nunca havia gostado e aquela, com a mais absoluta certeza era uma mudança  loucamente drástica e medonha. Ele passou pelo grupo de fumantes, o que o fez tossir e chamar a atenção dos garotos sentado na calçada. Temendo qualquer tipo de interação, passou por eles o mais rápido que pôde, e se apressou para entrar, pelo menos, no "pátio externo" que era onde uma boa parte dos alunos passava a entrada, o intervado e a saída. Inclusive, Yoongi havia assegurado que ele passava o tempo da entrada lá, já que desta maneira podia ter uma boa visão de tudo que estava acontecendo. Jimin chegando no pátio, olhou em volta, procurando por Yoongi, que parecia não estar em lugar nenhum. Se ele tivesse faltado, Jimin mataria aula. Ele era sua única chance de ter um dia pelo menos normal na escola. Se ele não estivesse presente, o dia de Jimin iria por água abaixo. Felizmente, após alguns empurrões e duas, ou três cantadas idiotas, ouviu uma voz familiar, o que o deixou aliviado. O dia não seria tão ruim, afinal.


— Ei, Jiminnie! — Jimin se virou para o local do qual a voz de Yoongi vinha e abriu um sorriso, em resposta ao garoto que se aproximava. Quando chegou perto o suficiente, Yoongi fez um cumprimento estranho novamente, com um sorriso estampado no rosto.

No meio deste sorriso, havia um cigarro, preso por seus lábios. O menor teve que fazer um pequeno esforço para ignorar o fato de que Yoongi estava se matando aos poucos, devagar e sempre. Mas, sinceramente, o que mais o incomodou foi o tanto de fumantes que havia achado em menos de dez minutos. — Fala aí, cara? Fim de semana legal? — Ele falou um pouco enrolado, já que seus lábios estavam segurando veneno entre eles.


— Normal. E o seu?


— O V passou o fim de semana lá em casa. Foi foda, em todos os sentidos possíveis.


— Imagino. — Jimin soltou uma risada curta, que fez Yoogi abrir mais um daqueles seus sorrisos maliciosos.


— Mudando de assunto: Quantos anos você tem, Jimin?


— Dezesseis.


— Você já bebe?


— Não.


— Fuma?


— Não.


— Já transou?


— Não.


Porra, cara, assim você me fode todo! — Ele riu de maneira divertida, mas voltou ao tom normal ao perguntar:


 — O que você faz pra se divertir? — O ruivo teve que parar pra pensar. Fazia um bom tempo que não se divertia de verdade. Não gargalhava, não sentia que estava passando tempo de qualidade com alguém. Ele queria se lembrar da última vez que estava realmente se divertindo, rindo ou qualquer outra coisa. Infelizmente, ele não conseguiu. Fazia muito tempo, muito tempo que ele não se divertia.


— E-eu... sei lá. Não me divirto muito. Acho que na sexta foi a primeira vez em anos que eu ri de verdade. — Ele confessou, com um pouco de vergonha. Por algum motivo, ele se sentia meio que um otário, no sentido de perdedor, por falar aquilo é por aquilo ser verdade.


— Então você tem que começar a procurar por maneiras, cacete! — Yoongi disse, com um sorriso brincalhão. — Porra, quem aguenta ficar anos sem se divertir? Eu morreria, sério.


— Não quero te ofender, Yoongi, mas acho que seu conceito de diversão é um pouco diferente do meu.


— Jura? Por quê? — Ele perguntou, tirando o cigarro da boca e soltando fumaça , o que fez Jimin  dar uma tossida rápida.


— Acho que sexo, bebida e cigarro não são as únicas coisas legais na vida. — Disse, com simplicidade.


CARA! — Yoongi gritou, e chamou a atenção da maioria das pessoas em volta deles. Jimin apenas suspirou em decepção, já que não havia muito mais o que fazer. — Eu até deixo você falar da bebida e do cigarro, porque eu entendo que tem gente que não curte. Mas nunca, nunca, nunca fale assim do sexo na minha frente, entendeu? É a melhor coisa na porra da face da Terra!


— Acho que devem ter coisas melhores que sexo. — Jimin respondeu, com um pouco de estranheza na voz. Ele sempre achou que sexo era superestimado, já que havia se masturbado uma vez e, sinceramente, não achou aquilo que todo mundo falava. Era bom e apenas isso, mas o resto do mundo parecia colocar o prazer sexual num pedestal de ouro, e adorá-lo como se não houvesse amanhã.


— Não repita isso. Nunca mais. Vou arranjar uma transa pra você, quem sabe você para de falar merda.


— Não quero. — Respondeu, com aquela mesma estranheza na voz. Ele simplesmente não conseguia entender o que havia de tão maravilhoso naquilo tudo, e não conseguia entender a indignação de Yoongi. Talvez Jimin fosse diferente do resto do mundo, e não pudesse sentir o que todos sentiam. Ou talvez todo mundo fosse impressionável e ele estivesse certo em não amar aquela esfregação. 


— Cara, como você sabe que tem coisas melhores que sexo? — Yoongi perguntou, parecendo incrédulo. 


— Já fiz algo parecido e não achei maravilhoso. — O de cabelos pretos soltou uma gargalhada animada e acabou por derrubar seu cigarro no chão, o que fez Jimin agradecer aos céus. Menos um por cento de seus pulmões destruídos.


— Mano, você bateu punheta, não foi? — Ele perguntou, ao se recuperar de seu pequeno acesso de risos, ou mais ou menos isso, já que ele soltou mais uma risada fraquinha, meio falhada. — Jimin, nem se compara. De verdade, não tem nada a ver. Punheta é só uma lasquinha, sacou? Dá pra sentir muito mais prazer do que isso, acredite.


Suga, eu simplesmente não estou interessado nisso no momento. — Jimin tentou dar um fim naquela conversa, já que ele estava se sentindo um pouco desconfortável e estava achando o jeito que Yoongi falava um pouco embaraçoso. Ele falava explicitamente, sem se preocupar com quem poderia estar ouvindo e, sendo "o garoto novo", não queria dar às pessoas a impressão de que ele era algum topo de masturbador compulsivo ou talvez um ninfomaníaco, o que parecia ser o caso de Yoongi.


— Não estou falando que você tem que fazer agora, só tô falando que é bom. E quando você for fazer, eu tenho um conselho: Quer você vá comer alguém, ou ser comido-


— Ninguém vai me comer! — Jimin interrompeu completamente cansado daquele assunto. — Quando eu fizer, se algum dia eu quiser fazer, vai ser por amor, com alguém que eu amo.

E essa pessoa não vai me comer, ela vai fazer amor comigo, entendeu? — Suga tinha um sorrisinho no rosto, não malicioso, nem amigável. Um tipo estranho de sorriso, como se os dados que havia acabado de receber ainda estivessem rolando, sendo processados. Outra coisa que Jimin não conseguia entender era aquela sobrancelha preta levantada. A expressão de Yoongi não dizia nada e aquilo incomodava o ruivo profundamente. Ele se sentia muito incomodado quando não podia realmente entende o que os outros estavam sentindo, baseado em suas expressões.


— Isso é muito fofo da sua parte, sério.


— Obrigado..... eu acho. —  Respondeu, com certo receio.


— Espero que você encontre esse.... peraí. — Yoongi interrompeu a si mesmo, e sua expressão passou de indecifrável á confusa. — Você não tem namorado?


— Uh.... não.


— Mas... e aquele cara da sexta? Alto, moreno, bonito pra caralho.


— Você tá falando do Jungkook? — Jimin perguntou mais para si mesmo do que para Yoongi. Bom, na sexta-feira, quando ele e Jungkook estavam de mãos dadas no corredor, ele tinha a mais profunda certeza de que os garotos do colégio achavam que ele e Jungkook eram um casal. Mas, na sala do diretor, eles não aparentavam estar relacionados de qualquer maneira. Sinceramente, Jungkook poderia ser confundido como seu irmão mais velho, mas namorado..... Yoongi já estava forçando a barra. — Não. Não, cara, nada a ver. O Jungkook é... — E de novo aquela questão infernal. O que diabos Jungkook era? Não era bem um amigo, já que o tratava de maneira estranha. Mais carinhosa, protetora e.... ciumenta. Se lembrou do episódio da sexta-feira, e em como Jungkook parecia inseguro, com medo. Ele, com certeza, não tratava Jimin como um amigo, nem como filho. 



           O que ele era então? 



— É...? — Yoongi pergunto, fazendo com que o ruivinho parasse de viajar.


— Eu sei lá. Mas não é meu namorado, pode ter certeza.


— Se pudesse defini-lo em um termo, o que diria?


— Guardião legal.


— Sério? Ele é.... tipo, te adotou ou algo do gênero? — A voz do garoto transmitia como ele simplesmente não conseguia compreender o que Jimin estava tentando dizer.


— É. Eu sou órfão e um dia, um caralho de um dia, surgiu o Jungkook.


— Você gosta dele?


— É... eu meio que não sei mais o que eu sinto por ele. Antes eu o odiava, mas agora... não mais. Sei lá. —  Desde o abraço, Jimin não sabia muito bem como se sentia em relação à Jungkook. 

Era estranho, ele não fazia a menor ideia de como tratá-lo, por simplesmente não saber o que sentia por ele. Não era mais ódio, com a mais absoluta certeza. Se fosse, ele teria socado Jungkook quando ele o beijou no carro. Mas ele não estava certo se gostava dele.


— Vocês dariam um belo casal fofo. — No segundo em que Yoongi terminou sua frase, o sinal estridente, que se parecia como uma ambulância ou sirene de carro de polícia, tocou, fazendo com que Jimin fizesse uma pequena careta por causa do incômodo que sentia quando estava em lugares barulhentos.

Yoongi soltou uma risadinha ao ver a careta do ruivo, e apontou para seu rosto, como se debochasse dele. A única reação de Jimin foi levantar o dedo do meio, no qual Yoongi bateu, empurrando o outro garoto de leve.

Após essa pequena brincadeira, ambos começaram a andar na direção de sua sala. Na verdade, Yoongi andou na direção de sua sala, e o ruivinho apenas o seguiu, já que não tinha aprendido quase nada sobre a escola no tour. O tour fora uma sessão longa de conversa, na qual o outro lhe mostrou o pátio externo, a sala deles e a cafeteria na qual Sunhye trabalhava. Sunhye era uma amiguinha colorida de Yoongi, de acordo com ele. Quando ele ficava solteiro, ele se contentava em "comer" Sunhye, se ela estivesse livre. Fazia dois anos que ele não ficava com ela, já que ele e V estavam juntos desde o ano retrasado. Aquele V parecia legal, de acordo com o que Yoongi falava.

Eles se conheceram pelo Kakao e começaram a namorar por lá. Um dia, V disse que ia se mudar, e, coincidentemente, era perto da casa de Yoongi. A viagem de carro era de uma hora, uma hora e meia, o que deixou ambos empolgados. Fazia sete meses que o garoto havia se mudado e ele já estava "mais cansado que puta em carnaval" nas palavras do próprio Min Yoongi. Palmas, por favor. Mas ele havia garantido que aquele era o namoro mais duradouro que ele tivera em toda sua vida.

Ele parecia amar V mais do que a si mesmo, sinceramente. Ao chegar na sala, acompanhando de Suga - ainda era estranho chamar o outro assim -, Jimin deu uma olhada na sala. Havia um grupinho estudando num canto, algumas pessoas lendo ou escutando música.

Uma sala normal, se você ignorasse o fato de só haver meninos nela. Yoongi andou até a última carteira da fileira do meio e se largou na cadeira, jogando sua mochila ao seu lado. Jimin andou até o lugar do "amigo" e apontou para uma carteira ao lado dele.


— Tem alguém sentado aqui? — Ele perguntou.


— Tem, mas o moleque se acha de medo de mim. Pode sentar, ele não vai vir cobrar.


— Prefiro não arranjar inimigos. Que lugar da sala está vazio? — Yoongi olhou em volta, e após alguns segundos d observação, apontou para a penúltima carteira da fileira ao lado. Jogou sua mochila ao lado da cadeira e se sentou nela, sem postura nenhuma.


— A primeira aula é de química, então se prepare pra uma hora de pura merda e chatice.


— A aula de química daqui é ruim?


— É horrenda.


— Nossa, isso me deixa animado pra caralho. — Jimin disse, com o desânimo já começando a pesar em seu peito.




              ☆☆☆☆☆☆



  Ao entrar em casa, a única coisa que Jimin conseguiu fazer foi andar devagar até o sofá e se jogar nele.

Educação física era um lixo, não importava a escola. Yoongi, de algum jeito, conseguiu ser liberado da aula, mas o ruivo não. Ele foi obrigado a jogar basquete e a sofrer com o ódio dos outros estudantes, já que ele não acertava nenhum passe e nenhuma cesta. O professor também não  pareço ter gostado muito de Jimin e isso ele percebeu porque o cara ficava olhando pra ele como se fosse dar um soco em seu nariz. Outra coisa horrível foi quando ele teve que se apresentar para a sala. Ele começou falando baixo, depois começou a gaguejar e, por final, um garoto jogou uma bolinha em sua cabeça, fazendo com que Yoongi desse uma leve explodida. Se não fosse por Jimin, ele teria dado um soco no pobre coitado. Mais uma das inúmeras coisas terríveis que haviam acontecido foi quando ele teve que implorar para que Yoongi parasse de importunar Luhan. Yoongi jogou uma camisinha usada no suco do coitado, que parecia temê-lo mais do que temia o apocalipse. 

Jimin precisava ter uma séria conversa com ele, aquilo não estava certo. Abusar dos menores e mais fracos era sinal de covardia, além de ser maldade. Mas, Yoongi não parecia querer mudar tão cedo. Jungkook estava relativamente certo em temer o que o garoto podia fazer; Suga não era um terrorista, mas também não era nenhum santo. Falando em santo e em Jungkook, o menor havia acabado de se lembrar que precisava avisá-lo que iria lá para fazer um trabalho de história sobre o catolicismo na era medieval. Jungkook arrancaria os cabelos quando soubesse. Jimin deu uma risadinha ao pensar nele fazendo um interrogatório minucioso, semelhante ao do carro. Depois do abraço, Jimin havia parado de odiá-lo tanto, porém, depois do ataque de ciúmes, teve a mais integra certeza de que o que sentia já não era mais ódio e de que Jungkook não merecia o ódio que havia recebido.


— Boa tarde, Jimin! —  Hyerin cumprimentou, passando perto do sofá. 


— Boa tarde, Hye. — Jimin respondeu, com o rosto afundado na almofada.


—  Como foi na escola?


— Uma merda.


— O Senhor Jeon me pediu para avisar que você deve ligar pra ele.


— Por quê? 


— Porque a resposta foi negativa. — Ela explicou com simplicidade. —  Vou pegar o telefone.


—  Não precisa, eu tô com o celular aqui. — Jimin disse, metendo a mão no bolso e tirando aquela coisa imensa que mais parecia uma televisão - mas era só seu iPhone - . No fim de semana, Jungkook havia passado seu número, para dar uma facilitada nas coisas. Jimin foi até os contatos e selecionou um dos três que lá haviam, já que ele só tinha o número de casa, o de Yoongi e o de Jungkook. (Quem se identificou com o Jimin levanta a mão). Se sentou de maneira decente no sofá e, após alguns segundos de espera, Jungkook atendeu o telefone, com sua voz calma e reconfortante. 


Oi, Minnie!


— Oi, Jungkook. 


Como foi na escola?


— Horrível. 


Sério? Por quê? 


— Estou cansado por causa da aula de Educação Física, as aulas foram chatas pra caralho e eu tive que apartar uma brigar.


Peraí, o quê? Teve uma briga na escola, como assim?! — O tom do outro mudou de calmo e reconfortante para ansioso e desesperador. — Te machucaram, Jiminnie?!


— Não, não me machucaram, Jungkook. Eu estou bem. Yoongi tentou bater num moleque porque ele jogou uma bolinha de papel na minha cabeça. Eu tive que separar.


Você sabe o que eu penso sobre esse garoto, então meus comentários não são necessários. — Jimin balançou a cabeça negativamente, com um pequeno sorriso no rosto.


— Falando nisso, na quinta-feira, o Yoongi vem pra cá. Vamos fazer um trabalho juntos. — Naquele momento, Jungkook parecer ter se engasgado com oxigênio e tossiu seco várias vezes, como se alguém tivesse revelado que sua mãe estaria fazendo uma operação de troca de sexo.


O QUÊ?! Porque ele?! Justo ele?! Não tinha ninguém melhor não?! — O ruivo quase pôde ver a expressão enciumada de Jungkook, apenas pelo tom de sua voz. Ele parecia desesperado, quase esperneando e se revirando.


— Ele é o único amigo que eu tenho. — Jimin se explicou, esperando que sua calma contagiasse o moreno e que ele parasse de dar chilique.


Deus do céu, Jimin! Conversamos sobre isso na sexta!


— E eu lembro de ter deixado bem claro que ele não quer nada comigo e que, ainda mais importante, eu não quero nada com ele. Se acalma.


E o pior é que eu não posso faltar nenhum dia essa semana!


— Jeongguk, chega! — Jimin disse e, espantosamente, sua voz tinha uma firmeza incrível. Ele havia gostado do jeito que falou, como se ele fosse algum tipo de general ou qualquer coisa assim. Nunca falou com ninguém daquela forma e se sentiu.... talvez mais másculo do que normalmente se sentia.


Jiminnie.... eu só estou preocupado.


— Eu agradeço a preocupação, mas você está meio que me ofendendo. Eu já disse que nada vai acontecer, então confie em mim. — Sua voz, frustrantemente, passou de máscula e firme para tranquila e amigável. Pelo menos havia sido mais paciente do que normalmente seria. Se fosse com outra pessoa, ele teria desligado o telefone e o jogado pela janela. Mas ele não sentiu a mínima vontade de fazer aquilo com Jungkook.  Não achava necessário e também não era daquilo que Jungkook precisava no momento. Ele precisava ser acalmado  e reconfortado, então foi exatamente o que Jimin fez.


Eu... — Jungkook interrompeu-se e parou de falar por alguns segundos. — tudo bem, então. — Ele completou, parecendo um tanto quanto chateado e aborrecido. — Só... tome cuidado e faça o trabalho.


— Tá.


Mas é pra fazer mesmo, não pra zoar. 


— Eu sei! — Jimin soltou uma risada sem motivo algum. — E mais uma vez: Se acalma. Vai ser só na quinta, você vai ter muito tempo pra me importunar. — Ele brincou, numa tentativa bem-sucedida de tirar a tensão daquela conversa. Jungkook deu uma risadinha e suspirou.


Olha, eu tenho que ir. Se precisar de alguma coisa, se acontecer alguma coisa...


— Eu te ligo, já sei. — Jimin interrompeu, transmitindo tranquilidade. — Se cuida.


Você também. — Desligou e jogou o celular na mesinha de centro, de uma madeira um tanto quanto descuidada. Ele se jogou no sofá novamente, com a cara afundada nas almofadas e resolveu que daria uma desligada do mundo por algum tempo. Ele começou a pensar na maneira que Jungkook cuidava dele e era muito bom em fazê-lo. Sinceramente, até bom demais. Jimin perguntava-se se Jungkook era do tipo superprotetor, por causa da maneira que ele vinha agindo ultimamente. Como se Jimin fosse uma princesinha indefesa que necessitasse de todo o apoio, cuidado, proteção e carinho que Jeongguk pudesse dar. Era por isso que Jimin achava que eles não eram só amigos. Jungkook, com a mais absoluta e íntegra certeza, não o tratava como ele tratava os demais. Ele o tratava com mais zelo, mais cuidado. Ele era protetor e muito carinhoso, sempre se assegurando de que o ruivo e tivesse se sentindo e sendo tratado bem. Ele era um fofo, com certeza, mas... em questões sociais? O quê ele era? Não era pai, absolutamente não. Não era irmão também, com certeza. E, como dito antes, não era amigo. Por algum motivo, naquele mesmo segundo, Jimin se lembrou de algo que Yoongi havia dito. "Vocês dariam um casal fofo.


"Não....", pensou em resposta á algumas imagens que passaram por sua cabeça. As memórias dos beijos e do abraço que Jungkook o havia dado, misturadas com algumas criações ousadas de seu próprio imaginário. Talvez ousadas demais, diga-se de passagem. Jimin não estava odiando, mas se sentia um pouco incomodado, talvez envergonhado. Ele havia pensado em Jungkook daquela maneira uma vez, mas afastou os pensamentos rapidamente. 

Porém, naquele momento, sua mente começou a criar imagens e percepções das quais ele sentiu um pouco de medo. Mas... Jungkook não o tratava daquele jeito, como "mais do que amigo". Ou será que sim?








































Notas Finais


Até o próximo capítulo!


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