História Illusion - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drag Queen, Drama, Lemon, Mistério, Policial
Exibições 15
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


notas finais
amanhã tem um novo e eu prometo - talvez pra mim mesma - que tudo vai voltar ao normal
nem revisei shaushaush

Capítulo 7 - Tomorrow I'll be back


Seis e trinta e sete de uma manhã nublada em Seattle. Jean levaria de cinco a dez minutos de seu apartamento no centro até o lago Union. Saiu com o objetivo de analisar o caso do corpo encontrado nas margens do rio na noite passada. Um homem de meia idade que costuma sair de seu trabalho às 22h, acabou reparando algo estranho na terra. O corpo foi desenterrado essa madrugada e já está no IML.

Jean afrouxou o nó da gravata enquanto tirava o carro da garagem. Só Logan sabia ajeitar aquela coisa, infelizmente ele não havia dormido em casa. Era difícil de admitir, mas ele estava desconfiando da palavra de Logan. Tentou não pensar nisso e se concentrar no caso. Seguiu pelas ruas largas de curvas abertas até conseguir visualizar barcos atracados no Union e homens – que julgava serem jornalistas – apontavam para a vala não tão profunda.

Estacionou na orla próximo ao GasWorks Park e desceu do carro, vendo a grama úmida molhar os sapatos. Devido ao clima oceânico da cidade, era no mínimo curioso não estar chovendo. Provavelmente hoje estaria com sorte. Tudo estava cercado por faixas da polícia e cheirava a umidade. Jean suspirou e se aproximou do tenente de polícia.

– Hughes – cumprimentou acenando com a cabeça.

– Frömming – Jean retribuiu o gesto.

Christopher Frömming era alto e forte. Tinha o rosto quadrado e sardas no rosto, era loiro e aparentava ter uns trinta anos no máximo. Usava roupas comuns, mas o revólver reluzia na cintura. Sorriu e ergueu os óculos escuros, eles se conheciam desde os tempos do colégio.

– Quanto tempo, hm? – murmurou sarcástico.

– Certamente, mas poderia me explicar a situação? – pareceu meio antipático, mas Christopher pareceu não se importar.

– Um dentista chamado John estava voltando do trabalho às dez da noite e viu algo estranho na beira do Union. Acho que o assassino não queria mesmo esconder o corpo, estava chovendo e tudo estava uma grande poça de lama e argila. Ele ficou bastante perturbado – Jean se aproximou do buraco e ficou analisou o fundo. Realmente estava tudo muito úmido. O perito terá um trabalho incrível.

Jean ficou calado muitos minutos após descer até a vala para analisar a terra, a profundidade da cova, mas não chegou a nenhuma conclusão. Na verdade, o assassino não era tão inteligente. Cavar uma cova rasa em um local público? Amadorismo, pensou.

– Só o IML pra dizer a quanto tempo ele estava aí, acredito que seja uma ou duas semanas, o cérebro já estava quase uma pasta. Cacete, eu não queria ter visto aquilo – Christopher bufou e passou o dorso da mão pela testa suada. Realmente, não era uma experiência das melhores.

– Sobre o cadáver...? – o moreno olhou mais ao longe e viu a van de um jornal local. Revirou os olhos e estendeu o braço para que Christopher o ajudasse a subir.

– Tem um pássaro tatuado na nuca. Sem os olhos e os dentes. Outro fato que eu achei curioso foi a fotografia de um sorriso na boca da vítima. Era um sorriso de mulher – ele fazia pausas relativamente longas entre as frases, como se tentasse buscar informações precisas na sua mente – Eu anotei tudo que o John disse – ele tirou um pequeno bloco de notas da camisa e estendeu para Jean.

– Certo... Eu preciso ir ao IML, ainda hoje – suspirou. Guardou o bloco de notas no bolso da calça. Olhou para o céu – Com certeza vai chover. Ainda vai ficar aqui, Chris?

– Tem muitas questões não esclarecidas – ele fez uma expressão confusa e sentou-se na grama – Além do mais, estou no comando do caso. É a primeira vez que trabalhamos com um analista, estou feliz que seja com você, Hughes.

X

No final da tarde, quando Jean recebeu a resposta do Instituto Médico Legal, dirigiu rapidamente até o outro lado da cidade. O IML de Seattle era um prédio branco de cinco andares, construção tímida no meio de vários prédios comerciais com mais de cem andares. Encontrou Chris sentado na sala da entrada. O loiro realmente parecia nervoso com alguma coisa, os lábios estavam comprimidos em uma linha fina e as sobrancelhas franzidas. Segurava uma pasta marrom nas mãos e mais duas no colo, algumas folhas estavam com fotos pregadas com clipes de papel.

– Acho melhor você conversar com o legista, é uma boa papelada – ele murmurou sem desviar o olhar da pasta.

Assentiu e seguiu por um corredor branco mal iluminado e entrou na última porta à esquerda. O legista lia mais papéis, e o corpo estava sobre uma mesa metálica ao seu lado, coberto por um lençol branco até o queixo. O rosto do cadáver estava muito inchado, com a boca aberta e sem os olhos. Era uma expressão petrificada de horror e medo que em nenhuma circunstância Jean poderia imaginar.

– Ah, Jean Hughes! – surpreso, o médico legista notou a presença do moreno e o recebeu com um sorriso amarelo.

Era a segunda vez que se encontrava com o Dr. Yvan Boranova, o legista baixinho de feições aquilinas e cara de rato, sempre com os óculos na ponta do nariz.  

– Vou dar informações básicas e o resto você vê com os papéis, porque eu sei que iniciantes tem dificuldades com termos técnicos – Yvan disse sarcasticamente, o que deixou Jean um tanto quanto nervoso.

Ele voltou o olhar para o corpo, que a essa altura já tinha o lençol removido. Não era possível identificar o sexo, mas estava sem roupas e deram um jeito com toda aquela lama. Era uma mistura de carne podre e ossos perturbadora.

– É uma mulher indiana na faixa dos trinta ou quarenta, é mais difícil identificar depois dessa idade. Foi encontrada sem nenhuma peça de roupa e acredito que não tenha sido nenhum tipo de abuso essas pequenas marcas pelo corpo, acho que ela estava transando com o mesmo cara que a matou... Que ironia. Não encontramos nenhum tipo de sonífero ou afins na corrente sanguínea, apenas bebidas alcoólicas. Tem uma marca evidente de estrangulamento no pescoço e outras menores feitas por unhas.  Uma tatuagem de pássaro na nuca. Os olhos e o cérebro não foram arrancados, simplesmente sofreram com a putrefação. Fica complicado identificar a pessoa sem os dentes, mas ainda temos as mãos, senão teríamos que remover o DNA – concluiu com uma risada nasalada. Com o mesmo cara que matou ela, hm?, pensou e pôs a mão na cintura.

– Você não ajuda mesmo, me dê logo essa pasta, eu preciso analisar o caso com um profissional – resmungou. Dr. Boranova entregou os papéis e estalou a língua.

– Cara, você não quer ver as fotos aproximadas do corpo dessa coitada, é terrível mesmo – cobriu o corpo com o lençol. E Jean nem duvidava.

Despediu-se do legista formalmente e saiu da sala com a pasta semelhante a que Christopher segurava. Voltou para a sala principal do prédio e Frömming conversava com um homem baixo, gordo e careca. Quando o moreno chegou, os outros dois se levantaram.

– Hughes, você conhece o antropólogo forense, Dr. Mortensen, certo? – o homem estendeu a mão e Jean a apertou.

– Os ossos estavam praticamente em perfeito estado, menos os dentes obviamente, foram arrancados de uma maneira brutal, acredito que foi um alicate – Bom trabalho, Boranova, pensou irônico.

– Espero que esteja tudo nesse relatório. Bom, vou indo – retirou-se rapidamente mexendo no nó da gravata continuamente.

Saiu do prédio e entrou no carro. Estava sentindo uma imensa vontade de beber um bom café, ler um ótimo livro e ter a presença de Logan em casa. O que estava ficando cada vez mais raro. Suspirou e tombou a cabeça no volante. Agora duas questões importantes rondavam sua mente: O que fazer a respeito de Logan e como tirar o cheiro de morte de seu terno.

X

Estacionou o Altima preto na garagem do subsolo do prédio. Pegou o paletó no banco do carona e desceu do carro. Subiu de elevador e felizmente não havia nenhum vizinho para importuná-lo. Continuou com o hábito de afrouxar o nó da gravata. Jean deixou os sapatos ao lado do tapete na entrada do apartamento e abriu a porta.

– Por que essa porra de cheiro de cadáver fica impregnado em couro? –praguejou quando passou pela área de serviço e jogou o paletó que segurava em cima do ombro.

Entrou no banheiro, se despiu e ficou longos minutos parado em baixo do chuveiro, apenas sentindo a água quente escorrer por suas costas. Estava exausto e deprimido. Por que não advocacia? Inferno. Ouviu o barulho da porta e terminou o banho rapidamente, saindo com uma toalha branca enrolada na cintura.

– Logan? – chamou ansioso, procurando uma calça de moletom.

– Eu trouxe aquele café expresso que você gosta – gritou da sala, e Jean ouviu o barulho das sacolas da cozinha.

Logan foi até o seu quarto e seu namorado vestia um moletom cinza. Ia mentir mais uma vez. Só mais uma vez. Deu um beijo tímido em Jean e sentou-se na espaçosa cama de casal.

– Como foi o final de semana? – Jean perguntou sacudindo o cabelo molhado.

– Ah, você sabe... Normal – respondeu um tanto inseguro, Jean arqueou as sobrancelhas.

– Hum – respondeu seco e saiu do quarto com as mãos na cintura. Logan o seguiu até a cozinha.

 – O que foi? – abraçou Jean por trás, que tentava segurar o copo de café com as mãos trêmulas – Jean... Você ainda acha que eu tô te traindo?

– Deveria? – virou bruscamente, fazendo o menor dar dois passos pra trás.

– Amor, eu não estou lhe traindo, entendeu? Eu te amo – disse com as mãos no rosto do outro. Mas aquilo não foi convincente. Parecia tão distante.

Jean o encarou incrédulo. Logan não sabia mentir, mas daquela vez foi objetivo e direto, olhando no fundo dos seus olhos castanhos.

– Jean! – elevou o tom da voz embargada – Droga, qual o problema com esses seus acessos de raiva? Eu...Nós, nós podemos consertar isso. T– e Logan repetia várias vezes sobre como eles estavam afastados e que tudo era culpa da Divisão de Homicídios. O mais alto pôs a mão livre no rosto e a passos rápidos foi para a sala.

– Jesus... Cale a boca, Logan – vociferou, encostando os lábios no copo – Eu pareço ser tão burro assim? Só me diga quem é. Não vou precisar descobrir por outros meios, vou?

Logan bufou e franziu as sobrancelhas. Ele deu as costas e foi para o quarto do casal em passos firmes, provavelmente incomodando todos os apartamentos do andar de baixo. Pegou sua mochila no chão e a jogou em cima da cama. Sabia que estava completamente errado, mas não daria o braço a torcer.

– É assim que as coisas vão acabar? – Jean perguntou derrotado, encostando-se ao batente da porta. Suspirou enquanto observava Logan tentar fechar desajeitadamente a bolsa. Apoiou a mochila em um dos ombros e se aproximou da porta.

– Amanhã eu volto pra buscar as minhas coisas.

O barulho da porta batendo ecoou pelo apartamento.


Notas Finais


não tem nada demais aqui, só um desabafo idiota
no próximo capítulo quero falar sobre um novo projeto <3

na verdade eu sou impaciente demais e o que vem a seguir pode parecer estranho por ainda estarmos no capítulo 7

Esses últimos dias eu andei estupidamente triste (como sempre) por motivos idiotas, MAS eu precisava atualizar. Dia sim dia não, lembra? Mas eu percebi que a fanfic perdeu uns dois ou três favoritos e isso me deixou muito de negocinho. É ridículo, eu sei. Mas sabe eu escrevo Illusion desde janeiro e me preocupo com o andamento da história e os comentários, querendo ou não é isso que me motiva. Queria mais do que minhas amigas lendo. Isso vai soar MUITO egoísta e arrogante, mas eu divulguei pra muitas pessoas, vocês não fazem ideia.
Cada erro de português, cada parágrafo, cada detalhe. Eu observo tudo isso. Eu me esforço pra manter o clima da história e tudo mais. E aí eu te pergunto se eu não seria merecedora de pelo menos umas duas das milhares (exagerei) que eu divulguei essa história ao menos abrissem a mensagem? Tem algo de errado com essa história? Por que fanfics genéricas colegiais decolam já na primeira semana? Não é só minha fanfic, mas muitas outras também. Mas talvez não seja realmente tão bom assim e eu tenha os favoritos e comentários que eu mereço. MESMO ASSIM SOU IMENSAMENTE GRATA <3<3<3<3<3<3<3<3<3<3

E é lógico que eu sei que esse textinho vai flopar como tudo o que eu faço. Por isso que eu tô pondo ele aqui. Lamento se você leu essa bosta.

ai como eu vou me arrepender disso ahuhsuash


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