História Illusion - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drag Queen, Drama, Lemon, Mistério, Policial
Exibições 12
Palavras 2.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


puta que me pariu eu esqueci de postar ontem
boa leitura e boa sorte porque esse capítulo tá uma porra pro Jean ahsauhs

Capítulo 8 - It's over


Jean andou até o centro da sala ainda com o copo em mãos. Ficou parado no cômodo vazio por trinta segundos, como se esperasse Logan dar meia volta corredor e entrar no apartamento completamente arrependido. Mas não havia ninguém mais orgulhoso que Logan Burset. Suspirou, piscou os olhos meio aturdido e se sentou no sofá espaçoso. Não sabia exatamente o porquê, mas de certa forma estava aliviado.

X

Logan corria por entre as ruas do centro de Seattle completamente sem rumo. Não sabia para onde ir. Corria como se Jean estivesse atrás dele, mas sabia que isso não iria acontecer. Era como se todos os seus problemas tivessem se materializado e tentassem alcançá-lo. Queria fugir, se esconder de todas essas escolhas que ele precisava fazer.

Logan quis dar um tiro na própria boca, nunca houve tamanha confusão em sua mente. Chegava a doer fisicamente a rejeição de Jean. Mas não foi ele que o havia rejeitado? Havia algo muito errado em Ben. Nenhum homem poderia lhe fazer escolher entre ele e Jean. Não. Com certeza não era amor. Ouvir essa palavra em uma conversa onde Jean não estava envolvido o fazia sentir calafrios.

Cogitou a possibilidade de dar meia volta e pedir desculpas, mas seu orgulho era cem vezes maior do que as lágrimas grossas que insistiam em cair de seus olhos.

X

Leonard estava deitado no tapete de sua sala, encarando o teto. Bocejou sonolento, o barulho da chuva que literalmente desabava lá fora lhe acalmava. Sorriu satisfeito como se todos os seus problemas tivessem evaporado. Cem mil era apenas o começo. Iria pagar as dívidas, mas continuar chantageando Ben. Na sua cabeça, continuar naquele ritmo iria lhe trazer cada vez mais dinheiro. Poderia até ser morto, mas isso tornava tudo mais divertido. Riu sozinho.

A chuva que havia se iniciado repentinamente minutos atrás ficava cada vez mais forte e começou a molhar o chão do cômodo. Levantou e fechou a janela, se escorando no vidro para ver a rua sem movimento. Exceto por uma pessoa que entrou correndo no prédio. Franziu as sobrancelhas e segundos depois ouviu a campainha tocar freneticamente. Em passos rápidos correu até a porta.

– Porra Logan, você tem noção de que horas são? – praguejou, dando espaço para que o amigo entrasse em seu apartamento – Dessa vez te atropelaram mesmo?

Riu de escárnio, mas o pequeno sorriso em seu rosto morreu quando viu o estado de Logan. Estava completamente ensopado. Pálido e com os olhos vermelhos. A calça estava suja de lama até a altura dos joelhos e o moreno tremia de frio.

– Terminei com Jean – sussurrou com a voz embargada.

– Terminou? Como ass... Quê? – Leonard ficou confuso. Logan e Jean tinham suas divergências, mas era um relacionamento praticamente perfeito. Coçou os olhos com a mão e bufou – Olha, me conte essa história toda depois de tomar um banho quente. Tá fodendo com o chão da minha casa. Mandei encerar ontem.

Logan ficou um bom tempo embaixo do chuveiro, deixando a água morna relaxar os músculos tensos de seu corpo. Estava cansado de correr dos problemas como um gato assustado. Encostou a cabeça no box e começou a pensar em toda a situação. Bagunçou o cabelo com os dedos. Eu sou mesmo um adulto?, pensou se sentindo ridículo. Por um instante ele achou que seria uma boa ideia largar tudo por Ben e acabou com qualquer coisa que ele tinha com Jean. Valia mesmo a pena?

Saiu do banheiro quase seco com uma toalha enrolada na cintura, exceto pelos fios molhados que insistiam em pingar no chão recentemente encerado de Leonard. Pediu uma roupa do amigo emprestada, pois tudo que havia colocado na mochila estava arruinado pela chuva. Sentou no sofá ao lado de Leonard, que passou o braço em volta da cintura do moreno na tentativa de reconfortá-lo.

– Agora você pode me contar o que aconteceu – estendeu uma xícara de chá para Logan, que aceitou meio hesitante.

– Certo... – começou em um tom baixo. Logan contou toda a história, sem tirar nem pôr. Desde o momento em que conheceu Ben no Illusion, as noites quentes, as mensagens que trocavam, nos detalhes mais precisos. Chegou até a sentir-se melhor por ter desabafado.

– Você sabe, eu só queria sexo casual e acabou. Me envolvi demais – Leonard se mantinha em silêncio, apenas concordando com o que o amigo dizia. Era por essas e outras que ele gostava da vida boêmia que levava.

– Lo... – balançou a cabeça em negação e Logan encostou a cabeça em seu ombro.

Leo não tinha como ajudar o amigo, sabia o quão fácil Logan se apaixonava. Era óbvio que o tal Ben só queria foder com o moreno. Que idiota, pensou. Leonard bufou e fechou os olhos, beijando a testa de Logan que se aninhou em seu pescoço.

– Droga Leonard. Eu tô apaixonado.

Suspirou indignado. Depois de uma declaração dessas, realmente não tinha como ajudar o amigo. Ou ajudava-o com Ben ou ajudava-o com Jean. E claro, fez a escolha mais sensata. Puxou o rosto de Logan para perto do seu, colando suas testas.

– Não estou te reconhecendo Logan, esqueceu que você é Alexa Chermont? Você pode ter quem, quando e onde quiser. Entendeu, Alexa? “A mulher mais linda do universo”. Ora vamos, é mais fácil dançar Beyoncé em um Chanel quinze a noite inteira do que sofrer por homem.

X

O único assunto que preocupava Seattle era a série de crimes bárbaros que vinham acontecendo na cidade. Strippers degoladas, adolescentes que matam os pais dentro de suas próprias casas, crianças afogadas “acidentalmente”. A cidade que normalmente dormia às duas da manhã, agora aumentava cada vez mais os índices de criminalidade e o caos se alastrava pelos bairros mais perigosos. O estopim disso tudo foi o caso DRAG. A mídia não estava mais autorizada a expor detalhes dos crimes mais delicados, a polícia estava empenhada em descobrir os – talvez o – assassinos.

Jean já estava pronto para perder dias e noites se fosse necessário para tirar Logan da cabeça. Era isso que faria, focar completamente na investigação. Cravava as unhas no volante e dirigia em alta velocidade. Christopher e Jean se encaminhavam até a delegacia, o primeiro suspeito veio à tona. Depois que o corpo foi identificado, o ex-marido da indiana seria o primeiro a ser interrogado. Um silêncio assustador estava instalado no carro, além dos pingos de chuva contra o para-brisa do Altima.

– Eu posso dirigir, sabe. Você não está bem – sugeriu Frömming após supor no mínimo seis multas de trânsito que o moreno receberia.

– Estou bem – respondeu seco e apertou o volante com mais força.

Minutos depois, estavam na delegacia. Os dois, lado a lado, de frente para o ex-marido de Priya, Daniel Nichols. A sala era escura, exceto por uma lâmpada led tubular acima da grande mesa que separava os policiais do civil. Do outro lado do espelho falso, o delegado observava cada movimento com os braços cruzados.

– Christopher Frömming – o loiro mostrou o distintivo e Jean fez o mesmo.

Daniel não era um homem muito alto e tinha barba e cabelos castanhos volumosos. Traços europeus, feições rudes, expressão taciturna e olhos negros. O homem não parava de mexer em uma aliança no anelar esquerdo, fato percebido apenas por Hughes. Mantinha-se impassível, alternava o olhar entre os outros dois homens.

– Okay, sem rodeios. Qual foi a última vez que você viu Priya Darshini?

– Há exatos quinze dias, na noite em que ela morreu. Nós tínhamos discutido – Chris e Jean se entreolharam, Nichols não foi informado do tempo da morte.

– Por que brigaram? – Daniel se desestabilizou por completo.

– Eu... Nós nos separamos porque... Bem, ela pediu o divórcio uma semana antes disso tudo.

– Por que? – Daniel ficou tenso. Jean não desviava o olhar em nenhum momento, como se já soubesse toda a verdade.

– Ela... Ela tinha uma empresa e eu era o presidente, ela acabou descobrindo que eu estava desviando dinheiro – não havia por que mentir, a situação já estava complicada.

– Então Daniel, conte-nos sobre sua relação com Priya Darshini.

– Priya era incrível. Sinceramente, uma das mulheres mais incríveis que eu já conheci. Ela era tão forte, poderosa, decidida. Uma esposa sensacional, pensávamos até em ter um filho. Pena que era tão maleável – lamentou, relembrando todas as suas traições.

– O senh-

– Maleável como? – Jean interrompeu Chris, se aproximando mais da mesa.

– Não era muito difícil influenciar Priya, sempre a achei fácil demais... Ela foi assassinada, não foi?

Depois de uma hora de interrogatório, Daniel finalmente deixou a sala. Ele disse que a mulher sempre ia para o Utopia e voltava para casa apenas na manhã seguinte. Ao menos eles já sabiam o próximo destino. Jean se escorou no apoio da cadeira e suspirou.

– Está disponível o resto da noite? – o moreno perguntou desbloqueando a tela do celular.

– O quê?!

– O Utopia. Nós vamos no Utopia.

O dono do bar estava lá, atrás do balcão com os braços cruzados, com a expressão mais intimidadora que alguém poderia ter. Alto, forte e loiro. Aperto de mão firme, nada simpático.

– Não tenho nada para policiais aqui. Não acontecem brigas no meu bar, não vi ninguém ser levado à força. Então por favor, se os senhores não beberem nada podem se retirar – disse com um sotaque russo carregado.

– Você já viu essa mulher? – Hughes foi direto, pondo a foto no balcão com uma nota de cem dólares embaixo.

– Essa mulher... Ela vinha aqui quase todas as noites e saía com um homem diferente. Vadia – respondeu cruzando os braços.

– Qual foi a última vez que a viu? – Christopher perguntou dessa vez, na expectativa de uma nova pista.

–Não me recordo, mais ou menos duas semanas. Sei lá, ela saiu com um cara loiro.

– Como ele era?

– Eu... Não lembro direito, ele usava um sobretudo.

Visto que o dono do bar não falaria muito, eles analisariam as imagens das câmeras de segurança depois. Saíram do estabelecimento e Jean colocou a mão nos bolsos, sentindo o vento gélido da noite cortando o rosto.

– É um caso tão simples e estamos demorando tanto – Christopher comentou e estalou a língua.

– É muito cedo pra irmos pra casa – o mais novo comentou, procurando o carro no estacionamento.

– E pra onde vamos?

– Não sei, me leve pra qualquer lugar – respondeu, jogando as chaves para o outro.

X

Exatamente meia noite e meia, e os dois policiais se encontravam no bar mais sórdido de Seattle. Um lugar perfeito para relembrar os tempos de faculdade, beber demais e vomitar em algum canto imundo. Toda vez que Jean suspirava, Christopher meneava a cabeça em negação, não fazia ideia do que estava acontecendo e não sabia como abordar o assunto. Era muita pressão. Da investigação, da polícia, e principalmente de Logan.

– Sua esposa não tá te esperando em casa?

– Divórcio.

– O quê? Mandy, de química avançada? Mas ela é louca por você!

– Amanda largou tudo por um estudante de artes plásticas – Inacreditável, pensou Jean. Achava patético como as pessoas podiam largar tudo por uma aventura. Irônico.

– Realmente tem muitos meses que não nos vemos...

– E Logan? – perguntou, entornando o copo de whisky de uma só vez.

– Não quero falar sobre isso – respondeu rápido, tirando uma expressão indecifrável por parte de Christopher.

Uma hora depois, Jean já estava meio alto falando sobre Logan, amor e traição e outras merdas na opinião de Christopher. Fazia o tipo de bêbado deprimido. Christopher – que iria dirigir, o que não era muito aconselhável – apoiava o amigo com os ombros, ignorando a própria tontura.

– Estamos patéticos – foi o último comentário de Jean até eles chegarem ao apartamento do mesmo.

Na sala espaçosa de Jean, os dois se encaravam em um silêncio constrangedor. Nenhum dos dois fazia a mínima ideia do que falar, e Christopher respirava excessivamente alto na opinião do moreno.

– Você está me incomodando.

– An?

– Nada, esquece.

De repente, todos os seus medos e aflições atingiram sua cabeça como um raio. Jean realmente tinha medo de ficar sozinho. Era como se Logan tivesse ido embora e levado alguma parte importante de si. Ou até mesmo todas. Sentia-se fraco, sobrecarregado. E mais uma vez tomou a decisão errada em um momento errado.

– Já chega Christopher, amanhã eu vou me demitir.


Notas Finais


Ai Jean ;-; shuahsuahs
Alguém curtiu o Chrisan discreto, gente? <3
Muito obrigada pela motivação e aos leitores fantasmas, adoro vocês :'3
Eu disse que ia falar dos projetos novos, mas tô com preguiça. Um envolve circos e o outro drogas, meio pesado. Também tenho uma série de drabbles que acho que ninguém leria em sã consciência hsuasuh

Mais uma vez muito obrigada por tudo e até o/


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