História Iluminados: A Caçada Mortal - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Fantasia, Luta, Mistério, Poderes, Suspense, Tragedia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem pela demora gigantesca! Espero que gostem!

Capítulo 9 - Xeque Mate - II Final


O ruído leve da terra que aterrisava o solo ainda podia ser escutado. A fumaça crescia à cada segundo, e lentamente ia devorando a poeira.

Lá estavam eles, perante am novo inimigo, porém este era diferente dos outros…

Um dos olhos vermelhos como o sangue, que, de acordo com as estórias, marcavam a imagem do próprio inferno.

Hunter estava perplexo, as memórias de sua vida passada eram poucas, porém isso não o impossibilitava de lembrar de alguns detalhes. Nos últimos suspiros de sua vida, ele presenciou um olhar vermelho, que mesmo incompleto, o marcou.

Os demônios subiram à Terra assim como os anjos desceram. A guerra já havia acabado a muito tempo, só para um período de caos se iniciar. Uma raça que se deu por extinta, mas o que eles presenciavam alí, era o oposto desta afirmação…

- Hunter, Kuro! - Chamou Cass enquanto se aproximava acompanhada de Jonathan.

- Princesa Cassandra… Tão bela quanto as descrições de sua imagem… - Disse o homem em um tom sombrio.

- Não se desligue da batalha, idiota! - Em um piscar de olhos, Kuro estava atrás do inimigo, e erguendo sua lâmina, ele preparou um golpe na horizontal, porém antes que esta aterrisasse em seu alvo, parou. - ?!!

A cena assustou a todos. Levantando apenas um de seus dedos, o homem parou a lâmina de Kuro em um instante!

A lâmina tremia com a força aplicada sobre ela, e Kuro ficava cada vez mais preocupado.

- E-Eu não consigo me mexer! - Disse Kuro nervoso.

- É rude atacar desconhecidos, Kuro, não passe um mal exemplo para estas crianças... - Disse o homem em um tom sombrio de deboche. - Eu ainda não me introduzi… Meu nome é David, prazer em conhecê-los! Bem, como podem ver, eu estou em uma missão, a de construir o paraíso! Um lugar onde todos os aptos podem viver pacificamente. Pelo visto todos vocês são aptos, e isso me deixa muito feliz! Mas para que isso aconteça, eu preciso dela. - Disse David apontando para Cassandra.

- !! - Cass recuou, por algum motivo estranho, ela sentia mais medo dele do que qualquer outro inimigo que eles enfrentaram.

- Você será a nossa salvadora, a semente para um novo mundo! Se você não quer mais que as pessoas sofram, se quer que todos sejam felizes, por favor, venha comigo…

- N-Não… - Disse Cassandra com medo.

- Então você ainda acredita no que te contaram… É realmente uma pena…

- V-Vocês mataram meus pais… Vocês… Vocês mataram todos… Eu não posso confiar em assassinos!! - Afirmou Cass com lágrimas nos olhos.

- Hehe… Isso… Isso é meio controverso não acha? Como você pode julgar um assassino, quando foi criada e ensinada por um bando deles?! Os humanos... Esses seres… Eles são os maiores assassinos da história! Hmpf, mas não se preocupe, afinal, eu não vim aqui para trazê-la sem agir. Vocês todos, um por um, eu vou queimá-los, de dentro para fora!

- Agora, Kuro!! - Sinalizou Hunter.

Durante todo esse tempo, Hunter estava fazendo o solo absorver a energia do giro, para que este pudesse ser manipulado por ele. A poeira dançava junto com com as partículas das brasas e de terra que por lá passavam, formando um movimento harmonioso e espiral.

Após por suas mãos sobre o chão, em um piscar de olhos, ele foi alterado, trocando tudo de posição em um giro, e trazendo Kuro para perto, o libertando.

- Roargh!! - Kuro avançou junto de Hunter. Os dois prepararam golpes poderosos, porém antes destes acertarem seu oponente, algo os parou na trajetória. - O-O que?!

- Parece que você esqueceu isso aqui. - Disse David que havia bloqueado os golpes com a lâmina de Kuro.

- Hunter, Kuro, saiam já daí!! - Alertou Jonathan.

- Sumam… - Pressionando seu polegar direito sobre seu punho, um som de gatilho foi escutado, e subitamente, uma explosão.

- Arghh!!! - Gritou Kuro enquanto tentava recuar.

Uma pequena fumaça engoliu os três por um momento, deixando um ar de mistério sobre o que havia acontecido.

Jonathan afastou Cass para longe da fumaça, ele sabia o que estava prestes a acontecer. Dividindo a cortina de fumaça, David avançou para os dois com um olhar frio.

- Droga!! - Não havia como correr, o inimigo se aproximava mais rápido do que eles podiam imaginar.

Naquele momento, Jonathan sabia que cabia a ele tomar uma atitude. Ele pensava em sua habilidade, em seu poder, porém tudo que ele sabia sobre este era muito vago, era como se este não existisse. Não havia uma maneira de chamá-lo, de ativá-lo, ele teria que sacar sua lâmina.

Ao analisar seu inimigo, ele soube que só havia uma chance de atacá-lo. Se Jonathan fosse atingido por um golpe, só deus sabe o que iria acontecer.

O momento chegou, um calafrio intenso percorreu pelo seu corpo, que parecia estar pesado devido ao nervosismo. Ele se preparou para erguer a lâmina, mas antes que David se aproximasse mais ainda, algo atingiu o solo bem à sua frente, levantando a poeira e abrindo uma cratera no solo, era a lâmina de Kuro!

- Fuja, garoto! Leva a Cass pra um lugar seguro!! - Ordenou Kuro. Seu antebraço direito estava totalmente desfigurado, ele estava carregando sua lâmina com apenas uma de suas mãos, e o sangue que caía de sua testa atrapalhava a sua visão. - Agora!! - Com muito esforço, ele empurrou David em a parte plana da lâmina, o afastando.

Uma brecha fora aberta, Jonathan rapidamente segurou a mão de Cass e correu o mais rápido que pôde. Apesar de não querer deixá-los para trás, era a única opção viável enquando nada vinha à cabeça para derrotar o Demônio.

Uma nova batalha se iniciava, uma batalha que seria diferente das outras. Um ser que não pode ser derrotado facilmente, até mesmo para um Iluminado.

O destino de todos estava em jogo.

Iluminados: A Caçada Mortal - Capítulo VIII

Sua respiração estava ofegante e seu corpo, frio. Seu braço tremia involuntariamente e suas pernas pareciam estar cada vez mais frágeis.

Pela primeira vez, Kuro sentiu que poderia ser derrotado, mas ao segurar no cabo da lâmina, ele tentava ignorar todo esse sentimento e fingir ainda estar bem.

- Parece que você não está muito bem… - Disse David debochando. - Quanto tempo até suas feridas regenerarem? Um minuto, dois?… Eu poderia te derrotar em três, mas agora, eu estou meio sem tempo para isso... - Levantando sua mão esquerda, ele fechou seu punho e posicionou seu polegar. - Isso os manterá ocupados…

Após o toque, várias pequenas explosões foram feitas em todos os estabelecimentos de Khelle simultaneamente, e quando as fissuras foram feitas, o que aconteceu os chocou.

Os cidadãos, eles estavam presos lá! Todos tentaram escapar imediatamente quando viram a luz do sol, porém por alguma razão, eles subitamente pararam. Seus corpos pareciam estar presos por algo, o desespero era notável enquanto eles treinam e arfavam.

- [Hail to The King]! - Pronunciou David. - Não descansem até que não reste nada destes traidores, de todos eles!

- O-O que?! - Hunter tentava entender tudo aquilo, porém ele não havia tempo para pensar. Logo após a ordem, os cidadões começaram a correr na direção dos dois. Eles pareciam estar sendo movidos por algo, suas passadas destruíam seus pés e afundavam a terra, era evidente que não estavam por conta própria.

- Se me dão licença… - David avançou para frente, Jonathan e Cass ainda estavam em seu campo de visão, ele podia seguí-los com facilidade, porém Kuro não iria permitir.

- Você não vai a lugar nenhum, maldito!! - Seu antebraço havia se regenerado, ele estava pronto para o combate novamente. Sem hesitar, Kuro preparou sua lâmina e avançou contra seu oponente, levando consigo um golpe devastador.

A lâmina aterrisou, e a poeira foi levantada, pela rigidez do alvo, ele havia acertado o chão. Por um instante de segundos, uma sombra o cobriu, atraíndo a sua atenção.

Com sua habilidade sobre-humana, o inimigo foi capaz de saltar sobre Kuro antes que o golpe o acertasse!

Enquanto estava no ar, David despejou algo de sua mão direita, eram pequenos farelos que voaram na direção de Kuro, se misturando com a poeira.

- [Moth into Flame]… Adeus, Kuro! - Disse David enquanto aterrissava.

- Merda! - Disse Kuro.

- Kuro, desvie!! - Ordenou Hunter, porém foi tarde demais…

Feixes de luz amarelos surgiram ao redor de Kuro, como se estivessem o cobrindo. Um calor foi sentido, e em logo depois, um clarão seguido de um estrondo intenso.

Uma chuva de sangue manchou o solo. Nada podia ser ouvido, e tudo ao redor parecia ter desaparecido, exceto aquela imagem.

Ajoelhado no chão, extremamente ferido, porém não derrotado. Kuro lutava para se manter acordado, porém era impossível. Seu corpo clamou por descanso, e ele resolveu escutá-lo...

- Droga!! - Disse Hunter. Os cidadãos correrram na direção de Kuro, se aproximando cada vez mais. - (Se eles tocarem em Kuro, irão explodir, como aconteceu com Leonhart! Eu não entendo como isso funciona, mas agora não é tempo para isso! Eu tenho que tirá-lo de lá agora!!)

Rapidamente, Hunter posicionou seus dedos sobre o solo, e com a energia do giro, avançou deslizando com a ponta destes.

Suas pernas estavam voltando aos poucos à medida em que ele se aproximava. Com um salto, Hunter agarrou o corpo de Kuro e o distanciou dos cidadãos.

Ao cair no chão, Hunter desferiu um golpe no solo, distorcendo a sua figura. Uma espiral foi formada, os afundando como areia movediça, e após soltar seu punho, ambos foram arremessados para longe, como se estivessem em um trampolim.

A estratégia bastou para os afastar do perigo, porém isso não ajudaria por muito tempo, já que as bombas corriam exatamente em suas direções, independentemente de onde estivessem.

Enquanto isso, o inimigo se aproximava cada vez mais do seu objetivo…

O medo e a impotência os dominava. Deixando seus amigos para trás, nas mãos de um inimigo formidável. Eles estavam preocupados do que podia acontecer.

- Jonathan, a gente não pode deixá-los para trás! - Disse Cass.

- Eu sei! - Respondeu. - Mas agora a nossa prioridade é nos distanciar o máximo possível…

- Então é assim que um Demônio é? Como eles podem ser tão poderosos?!

- … Não se preocupe, eu estou pensando em algo… - Disse Jonathan.

Desde pequeno, Jonathan sempre prestava muita atenção em detalhes. À cada situação que enfrentava, uma análise era feita, e assim uma solução descoberta.

Ele nunca havia entrado em uma briga antes disso tudo acontecer, porém mesmo depois dos acontecimentos em Ale e Holdor, ele não se sentia preparado para isto.

Primeiramente, ele precisava pensar em tudo o que observou até então. Pelo visto, David pode explodir em tudo o que toca, a bomba é detonada apenas quando ele pressiona seu polegar sobre o punho.

Havia mais um fato que o deixou intrigado. Se ele podia mesmo explodir tudo o que toca, então por que não simplesmente tocou em Kuro? Por que a espada de Kuro não foi destruída na explosão? E como os cidadãos presos na biblioteca explodiram?

As dúvidas o deixavam desatento por um momento, até que…

- Jonathan! - Chamou Cass forçando uma parada brusca.

Nada foi dito, no momento em que Jonathan pôs sua atenção nos arredores novamente, ele pôde enxergar o perigo que os rodeava.

Dentro de cada estabelecimento que os cercava, as "bombas" de David avançavam, destroçando a decoração de um cenário que antes fora de paz e união.

- [Hail to The King!] - A voz de David foi escutada, ele estava alguns metros bem atrás dos dois.

- Droga!! - Disse Jonathan nervoso.

- Capturem-os, tomem cuidado com a princesa, mas o garoto, podem matá-lo à vontade…

As bombas analizaram seus alvos, e logo em seguida os perseguiram de maneira grotesca e forçada.

As passadas múltiplas e violentas, os gritos e os prantos perturbavam as mentes dos dois. Os cidadãos imploravam por misericórdia, rezavam, choravam, gritavam. Assim como na biblioteca, todos eles tinham noção de seus destinos após o pressionar do gatilho.

Nada vinha em mente, o seu corpo suava de nervosismo, e o calor o deixava ofegante. Ele tremia contra a sua vontade, e suas entranhas estavam frias como a neve.

Não havia ninguém para salvá-lo alí, ninguém para derrotar seu inimigo. Ele se sentia perdido, até olhar nos olhos de Cass. Ela sentia medo, mas por uma razão, seu olhar ainda transmitia esperança. Ela estava contando com ele.

Naquele momento, Jonathan se lembrou de quem ele era, de tudo que passou, aquele não era mais ele… Os papéis haviam mudado, ninguém iria lutar suas lutas, ele não teria que esperar até que alguém resolvesse, não, desta vez, ele seria esta pessoa.

O vento soprou forte em suas costas, o livrando de todo o calor e deixando o seu corpo leve. Havia algo dentro dele, algo incerto, mas que por algum motivo, parecia ser a solução para tudo.

Partículas negras surgiram em meio ao vento, os acompanhando como pétalas que voavam pelo campo na primavera. Jonathan sentiu algo diferente nele mesmo, todo o medo havia ido embora, agora, ele sabia o que fazer. Após fechar seus olhos, ele respirou fundo, e uma aura azul o rodeou, fazendo com que suas pupilas fossem Iluminadas como as estrelas no céu escuro.

- Cass, você confia em mim? - Perguntou Jonathan olhando para ela.

- Do que está falando, Jonathan? - Perguntou Cass confusa. - S-Sim, confio!!

- Então segure a minha mão o mais forte que puder!

Continuando o fluxo do vento, as partículas descenderam, e ao tocarem o solo, se prenderam a este, se propagando cada vez mais.

- Agora!! - Ordenou Jonathan.

De repente, os dois deslizaram pelo solo, e continuaram seguindo em frente, como se estivessem caíndo de uma cachoeira.

- O que?! - Antes de chegar ao solo, David parou, e ao o fazer, o salvou de um grande contratempo. Ao olhar para frente, ele notou algo estranho, todos os cidadões estavam escorregando uniformemente naquele trecho! Eles seguiam o mesmo caminho que os dois, sem controle e em alta velocidade. - Hmpf! O que temos aqui? - David se aproximou do solo, ele reparou a estranha partícula negra que nele habitava, e ao notar a diferença entre os dois trechos, chegou à uma conclusão. - Ele eliminou o atrito do solo com isso… Interessante, talvez eu deva ser mais cauteloso com esse aqui...

Caminhando lentamente, ele tomou um caminho oposto da comoção que estava havendo.

- Agora, eu só preciso observar mais um pouco… - Ele era calmo e paciente, nada daquilo o assustava ou o deixava preocupado, tudo era tratado com uma normalidade de cotidiano. - À esse ponto, eles chegarão exatamente onde eu os informei por meio daquela bomba, hehe… Xeque-Mate…

Ele estava enquadrando algo com sua perspectiva, o cenário ideal para um combate, o "único lugar seguro", a mansão abandonada de Khelle...

O local estava silencioso, porém o clima de tensão ainda era intenso. Hunter carregava com dificuldade o corpo e a lâmina de seu aliado, até conseguir entrar em um dos estabelecimentos com segurança.

Pelos buracos e rachaduras, as bomas deste local já haviam sido ativadas, provavelmente para perseguir Jonathan e Cass. Isso não era bom, ele precisava impedir que David os alcançasse, pois se não, este poderia ser o fim da jornada.

- Ug- Agh!… - Grunhiu Kuro enquanto abria os olhos. - Droga, o que aconteceu?

- Ele te derrubou, por pouco não te matou. - Disse Hunter fechando a porta.

- Mas que merda! Temos que ir atrás dele! - Após se apoiar em sua espada, Kuro se levantou com dificuldade. - Mas o-onde eles estão?!

- Eu não faço ideia… Jonathan e Cass procurariam uma saída dessa cidade, mas eu acredito que o Demônio não vá permití-los…

- !! Hunter, saia daí!! - Gritou Kuro levantando sua espada, porém foi tarde demais.

De repente, uma das bombas agarrou Hunter pelo pescoço e o pressionando contra a porta após atravessar o braço por esta.

- Droga!! - Hunter tentava se libertar, porém o braço oferecia uma resistência fora do normal para os padrões humanos. Após alguns segundos, os feixes de luz começaram a emanar do membro, ele precisava se livrar, e rápido.

- Eu não tenho escolha! - Erguendo sua lâmina, Kuro avançou com um golpe que facilmente o decepou.

Os gritos de agonia do inocente cidadão foram breves, pois o estrondo da explosão rapidamente o cessou.

O calor percorreu pelo estabelecimento e a pressão os arremessou para trás, abrindo uma imensa cratera na lateral onde se localizava a porta.

- Ugh! Droga!! - Grunhiu Kuro enquanto retirava a estaca de destroço que havia perfurado sua perna.

- Rápido, Kuro! Mais deles estão chegando!! - Avisou Hunter enquanto o ajudava a levantar.

- Pra onde?!

- Para cima!

As bombas se aproximavam de ambos os lados do local, a única opção que lhes restava era subir e arriscar um salto para o próximo estabelecimento.

Hunter e Kuro alcançaram o segundo andar, e para impedir que as bombas os seguissem, Kuro destruiu a escadaria com um golpe de sua lâmina.

- Agora, para o outro lado!- Gnh!! - Antes que pudesse avançar, um tremor o derrubou junto com Hunter. - O que?!

- Droga!! - Disse Hunter. - Eles estão quebrando os pilares!!

Era difícil de acreditar. Simples humanos destruindo estruturas robustas de madeira com apenas seus punhos!

Se o andar desabasse, os dois estariam emboscados em meio às bombas, não havia outro jeito a não ser pular para fora.

- Merda!! - Os dois saltaram, destruindo as janelas do estabelecimento e aterrissando bem à frente deste.

- Roryarh!! - Não havia tempo para se recuperar da queda, pois as bombas se aproximavam rapidamente. Empunhando sua lâmina, Kuro desferiu um corte na horizontal, levantando uma cortina de poeira junto à lâmina. - Oásis!!

Em meio à poeira, três buracos foram feitos, e destes, chamas se formaram, alastrando até alguns metros à frente, afastando as bombas.

Apesar de parecer real, as chamas eram apenas efeitos das ilusões do Oásis, porém foram o suficiente para abrir uma brecha.

- Vamos, Hunter, eles já tão vindo!! - Chamou Kuro.

- Eles estão por toda parte! - Disse Hunter enquanto corria. - Desse jeito nós nunca vamos encontrá-los!!

Os dois corriam sem um rumo e sem soluções para o problema. Esta era a amplitude do poder de um Demônio. As memórias de Hunter estavam confusas por algum motivo, como quando se lembrou da lâmina de Jonathan.

Flashes de imagens iam e vinham, como se ele estivesse presenciando tudo aquilo. E foi em uma destas que…

- Hunter cuidado!!

Quando foi trazido de volta à realidade pelo chamado de Kuro, era tarde demais.

Uma carruagem guiada por uma das bombas estava prestes a colidir com os dois, porém antes que isto acontecesse, Kuro sacou sua lâmina e impediu que o cavalo os pisoteasse.

Com um golpe preciso, ele derrubou o animal, levando junto a carruagem e a bomba que a guiava, porém estava prestes a colidir com os dois.

- Ugh!! - Rapidamente, Kuro levantou sua lâmina e destruiu a carruagem, porém isso o distraiu de toda a situação.

No instante em que eles voltaram suas atenções às bombas, era tarde demais. À apenas alguns metros de Kuro, um dos cidadãos estendeu seu braço e se preparou para tocá-lo.

- Merda!! - Ele estava encurralado, não havia tempo para erguer sua lâmina novamente, era o fim, porém de repente, no momento em que sua mão estava prestes à tocar seu corpo, algo estranho aconteceu.

Não havia contato entre ambas superfícies, o corpo de Kuro parecia afundar e se remodelar para impedir o contato, como se fosse uma escultura de argila.

Não era um efeito do Oásis, era Hunter! Canalizando o giro no corpo de seu aliado, Hunter pôde manipulá-lo para impedir o contato.

- Vamos dar o fora daqui!! - Ao puxar Kuro pelo ombro, Hunter avançou deslizando pelo solo, que girava ao entrar em contato com seus pés.

- Agh!! Essa foi por pouco!! - Disse Kuro se recuperando.

- Merda, eles nos cercaram!!

As multidões aumentavam a cada momento. De cada canto da rua, eles se aproximavam, trazendo consigo a morte.

Os olhares aterrorizados eram a grande marca desta habilidade completamente deshumana. Não haviam mais opções, apenas um milagre os salvaria agora…

Jonathan não tinha certeza do que tinha feito, porém isso os deu uma boa vantagem. Havia apenas um lugar seguro dentre toda aquela cidade, a Mansão.

Não havia como escapar, o inimigo os perseguiria até o fim, porém se eles pudessem enfrentá-lo longe de suas bombas, talvez teriam uma chance de vencer.

- Se segura!! - Agarrando uma das placas de localização da rua, Jonathan alterou o curso de seu movimento, saindo do trecho afetado pelas partículas.

- Huff! Huff! O-O que foi isso? - Disse Cass confusa.

- Eu também não sei, vamos!! - Jonathan retomou a corrida segurando a mão de Cass. - Esses cidadões devem estar em todos os lugares, nós só temos uma alternativa: Enfrentá-lo!

- M-Mas Jonathan, mesmo se você tiver um plano, não há como lutar no meio deles!

- Por isso que nós vamos atraí-lo para o único lugar seguro, a Mansão!

- E-Entendi!

- Nós já estamos quase lá... Escuta, Cass, quando chegarmos eu quero que você–

Antes que pudesse completar, estilhaços de madeira voaram em sua direção, a parede da casa na qual eles passavam por perto fora explodida, e de dentro do estabelecimento, três cães avançaram em sua direção.

- Argh!!! Cass, corre!!! - Ordenou Jonathan enquanto era arremessado ao chão pela investida do animal.

- Jonathan!– Agh!! - Os cães pularam em sua direção, porém algo os repeliu, estacas de terra formadas pelo seu próprio poder por puro instinto.

Os cachorros contornaram as estacas e voltaram a perseguir Cassandra, que correu imediatamente na direção da Mansão.

- Droga!! - Jonathan tentava se soltar, porém a mordida do animal era forte e dolorosa. Ao ver os feixes de luz saírem de sua boca, o desespero tomou conta de sí novamente. - Merda!!

Com um chute, Jonathan arremessou o cão para longe de seu corpo, e antes que este aterrissasse o solo, seu corpo explodiu de dentro para fora.

O impacto pouco o afetou, mas foi o suficiente para ativar sua lâmina. Sem pensar duas vezes, Jonathan se virou e disparou uma rajada de vento na direção dos outros dois cães, porém apenas um fora atingido, tendo seu crânio esmagado.

Quebrando a porta, Cassandra adentrou a Mansão Abandonada seguida do animal que a perseguia. Jonathan imediatamente correu na direção dos dois. Um incessante sentimento de estar sendo observado o deixava inquieto nos momentos em que ele estava do lado de fora, ele não tinha dúvidas, o Demônio se aproximava…

Ela corria desesperadamente por entre os cômodos, até que o piso velho de madeira cedeu em seu pé esquerdo, o ferindo e a fazendo tropeçar.

- Agh!! - Cass tentava se levantar, mas era inútil, ela estava com pouco tempo.

A bomba se aproximava rapidamente, uma necessidade de se defender surgiu no momento, e desta, o seu poder fluiu.

As diversas estacas de madeira que a rodeavam perfuraram o animal, o prendendo bem à sua frente, porém isso não iria impedir a explosão.

Os feixes amarelos saíram de sua boca, Cass fechou seu olhos com medo, porém antes que o estrondo pudesse ser ouvido, algo aconteceu.

Com sua cintilante espada azul, Jonathan perfurou o animal, e com o máximo de sua força o arremessou para longe, os salvando do impacto.

- Huff! Huff! Você está bem? - Perguntou Jonathan ajudando Cass a se levantar.

- Agh! S-Sim, as feridas já estão curando… - Respondeu Cass enquanto retomava sua respiração.

- Droga, isso não é bom… Essa Mansão inteira é feita de madeira, não temos muito tempo até que toda a estrutura desabe! - A explosão havia causado um pequeno incêndio nos pilares da construção, algo que poderia se tornar preocupante em pouco tempo.

- O que vamos fazer?

- Escuta, Cass, tudo que eu preciso agora é que você se esconda!

- O-O que, mas enquanto a você?! Eu não posso te deixar sozinho com esse cara!!

- Olha, Cass, ele está aqui atrás de você, eu posso distraí-lo por um momento. Gente do tipo dele não simplesmente matariam seus adversários, eles querem brincar com eles, mostrar que são mais fortes… Se tudo o que eu observei de seu poder for verdade, então eu posso derrotá-lo, mas eu preciso que ele não me mate de imediato, entendeu?

- E-Eu não posso concordar com algo assim… - De repente, passos foram escutados na entrada do salão.

- Vá, não temos tempo! - Ordenou Jonathan.

Ele tentava esconder seu medo para acalmá-la, mas as palavras que escolheu no momento fizeram justamente o contrário disto. De uma coisa ele estava certo, não poderia morrer ali, e para isso precisava de tempo.

Alguns segundos após Cass se retirar, os sons dos passos se tornaram mais altos, assim como os som da madeira queimando.

Uma sombra de uma figura se aproximava, se tornando cada vez maior projetada pelas chamas. Sua presença devastadora tornou o local ainda mais quente, David os alcançou.

- Hum, o que temos aqui?! - Disse o inimigo em um tom de deboche. - Hmpf, se você está aqui então a princesa também deve estar… Eu só tenho que procurar bem...

- ?! - Ele estava o ignorando! Talvez ele não o enxergasse como um oponente à altura de sua força demoníaca, o que era em parte verdade. Aquilo deixava Jonathan preocupado, mas ele sabia que teria que vencer de alguma forma…

Com passos lentos, ele tentou se aproximar enquanto não estava sob a atenção de seu inimigo, porém isto não passava de um imenso deboche. Por um segundo, Jonathan conseguiu perceber seu sorriso perverso, e isso era um mal sinal.

Imediatamente, ele se esquivou para trás sacando sua lâmina, e no mesmo instante, uma cratera foi formada bem abaixo de sua antiga posição pelo golpe de seu inimigo.

- Ah! Olha só, então você estava tramando algo! - Disse David. - Hmpf, eu poderia ter acertado, mas no fundo pensei que realmente você estava planejando uma maneira de me matar, e pelo visto, você quer que eu acerte esta lâmina quebrada, certo?

- !! - Jonathan engoliu o seco.

- Hahaha! Isso é realmente muito engraçado, esse senso de heroísmo que as pessoas tem... Seja para impressionar alguém, ou só a si mesmo. Você mesmo se ilude, acha que realmente poderia dar certo, ai ai ai… Os verdadeiros seres pensantes, os verdeiros gênios de uma batalha, os verdadeiros merecedores do paraíso!… Estes, não se iludem, pois eles sabem de suas limitações e tem noção da realidade… Estas pessoas, garoto, nunca entram em um batalha sem terem a certeza de que serão vencedoras!!

Em um piscar de olhos, David avançou para Jonathan, o deixando sem reação, e logo em seguida, desferiu um poderoso soco em sem abdômen, o derrubando no chão.

- Gagh!! - Grunhiu Jonathan cuspindo sangue.

- Isso é ridículo, eu estou apenas encostando meus punhos em você e você parece estar morrendo de dor! Você não tem noção de como isso me deixa irritado!! - Com um chute, ele o arremessou até uma das pilastras, a quebrando, e logo em seguida começou a desferir uma sequência de golpes incessantes. - Até parece que você vai explodir se eu bater com mais força!! Como pode ser tão frágil?!

- Guagh!!

- Não, não, não, não, não!! Não grite!! Me enfrente, droga!! - Com mais golpes, David suprimia seu oponente, o impedindo de revidar de qualquer maneira.

Horrorizada, Cassandra observava a cena por trás de um armário que ficava próximo ao local. Os gritos de seu amigo faziam ela se sentir agoniada, impotente, um sentimento parecido com a noite em que seu castelo fora atacado.

Um desejo de ajudar, de intervir naquilo tudo tomou sua mente, porém seu corpo estava imóvel, sem ela mesmo saber…

- Huff… Huff… Gagh!! - Grunhiu Jonathan enquanto se afastava lentamente. As feridas estavam curando uma atrás das outras, porém seu corpo ainda estava dolorido e trêmulo.

- Eu acho que te superestimei ao planejar essa emboscada para te derrotar… Hum, quem eu estava enganando, não se pode ter um desafio nos dias de hoje…

- Huff… E-Eu d-descobri…

- O que?!

- E-Eu descobri o seu poder… Você pode explodir tudo que toca, e ao mesmo tempo dar ordens, mas o objeto tocado não será afetado pela explosão, por isso que a espada de Kuro não foi quebrada! Se você já sabia que isso seria fácil, então para que isso tudo? Você envenenou a fonte de água e comida de Khelle, desse jeito você poderia controlar todos, e ao mesmo tempo, os explodirem, pois não os tocou diretamente… Eu tenho que admitir, é um plano grandioso demais para a situação...

- O que está tentando dizer com isso, garoto? Está tentando me provocar?!

- Heh! Não… E-Eu apenas estou dizendo a verdade… Como alguém tão poderoso como você precisaria de tudo isso para derrotar pessoas como nós? E a resposta é bem simples, medo!

- O-O que?! - Disse David furioso.

- Você soube do que aconteceu com o outro, certo? Você deve ter se perguntado como um guerreiro tão poderoso pôde perder para meros procurados, não é? He! Eu entendi, tudo isso não passa de medo!

- …

- Você tem medo de ser derrotado! Você está com medo agora! Porque eu irei derrotá–

- Seu maldito!!! - Rapidamente, David desferiu uma saraivada de poderosos golpes em seu adversário.

- Gouagh!!!

- [Moth into Flame]! - Conjurou David pressionando seu polegar esquerdo contra seu punho.

- ?!! - De repente, pequenas explosões foram feitas no corpo de Jonathan, queimando tudo ao redor e o arremessando para longe. - Aaargh!!!

- He! Você fez uma dedução certa sobre minha habilidade, a pessoa tocada não será destruída, mas quem garante que ela não sentirá a dor?

- A-Agh!… - Com muito esforço, Jonathan tentou se levantar, porém antes que saísse do chão, o inimigo pisou em sua cabeça, o imprensando contra o mesmo.

- Eu tenho que admitir, garoto, você tem coragem para dizer coisas como aquelas, mas ao meu ver, isso não passa de estupidez... Eu nunca teria medo de alguém como você! Alguém que não está apto ao paraíso!! - Com um chute, ele afundou sua cabeça no solo de madeira, fazendo o sangue se espalhar. - Quanto tempo até que suas feridas sejam curadas? Um minuto, dois? Para falar a verdade, isso não importa, você morrerá em menos de um segundo.

Seu olhar havia alterado de calmo para frio. Um inimigo formidável, que por mais que não queira admitir, foi provocado por apenas um garoto.

Ele pegou algo no bolso de seu sobretudo, uma moeda, e a segurou com sua mão direita.

- Já estava na hora de acabar com isso. - Disse David. - [Moth into–

- Pare!! - A voz de Cass interrompeu toda a ação, como se todos os sons aos redores fossem cessados no momento de sua fala.

Seu corpo estava trêmulo e sua respiração ofegante, por mais que estivesse calor e que estivesse suada, o frio de preocupação ainda a dominava. As lágrimas caíam de seus olhos, lágrimas de tristeza, de impotência, de arrependimento…

- Por favor, não machuque mais ele!… - Disse Cass se ajoelhando perante ao inimigo. Sem poder controlar seus poderes, implorar pela vida de seu amigo era a única escolha restante. - Eu vou com você! Só pare de machucá-lo, por favor…

- C-Cass, não... - Disse Jonathan sem forças.

- Hum… Eu não esperava menos de você... - Disse David guardando a moeda. Dando as costas para seu oponente, ele se dirigiu a princesa, tocando em seu rosto de leve com seus dedos e limpando suas lágrimas. - Tão bela… Tão pura… Afinal de contas, você nos levará ao paraíso, uma atitude dessas é digna de um ser apto… Diferente do falso heroísmo dos egoístas...

- Jonathan, me perdoe… - Disse Cass soluçando.

- Não!… V-Volte!… - Suas feridas estavam prestes a se curarem, porém mesmo assim, ele não possuía forças para levantar, e isso não era a dor, era o medo.

Seu coração estava disparado, porém ele sentia como se não houvesse sangue em seu corpo, como se ele não estivesse mais lá.

O calor aumentava e as chamas começavam a engolir a Mansão aos poucos. Ele queria levantar, pedir tudo aquilo, mas simplesmente, uma voz o dizia: "Descanse…"

Doía demais, tudo aquilo, toda essa jornada, será que está foi a decisão certa a tomar? Por que não desistir agora? Anda há tempo!

Não.

Era óbvio que não! Essa não era a resposta! Se ele queria viver sem medo, ele não poderia recuar. Ele não poderia viver uma vida recuando, esperando para que tudo se resolva!

O vento soprou forte e percorreu por toda a Mansão, e mesmo sendo intenso, não alastrou as chamas que se encontravam no local.

No momento em que o vento passou por Jonathan, ele sentiu seu corpo voltar ao normal, como se estivesse acordando de um longo sono.

Com dificuldades, ele se levantou lentamente. Suas pernas tremeram por um breve momento, mas rapidamente se tornaram firmes novamente.

Sem hesitar, ele respirou fundo e as palavras saíram de sua boca:

- Você terá que me matar primeiro!

As palavras ecoaram e chamaram a atenção de ambos David e Cassandra, que se voltaram a ele no mesmo instante.

- Você não deveria ter levantado… [Hail to The King]! - Conjurou David.

- ?! - De repente, seu corpo se tornou imóvel.

- Não, Jonathan!! Por favor, não faça isso!! - Implorou Cass chorando.

- M-Me desculpe, Cass, mas eu não podia deixar acabar desta maneira... - Disse Jonathan. - E eu não vou deixar!!

- Esse falso heroísmo... Me deixa inquieto!! - Disse David com raiva.

- Falso heroísmo? Você mesmo havia dito… O verdadeiro gênio só adentra uma batalha quando tem a certeza de sua vitória... - De repente, partículas negras emanaram de seu corpo e dos arredores se reunindo atrás de suas costas. - Eu não posso ter certeza de como, mas eu sinto que eu irei ganhar de você, David!!

- Não ouse falar o meu nome, seu merdinha!… - Disse David rangendo os dentes.

- Esse sentimento, ele é tudo que eu preciso!!

As partículas se juntaram, e uma poderosa corrente de vento em espiral se formou, levando tudo consigo. O vento lentamente se tornou negro, e as partículas mais coesas, formando um vulto.

Por dentro das sombras, olhos negros puderam ser vistos, e estes foram lentamente entregando a verdadeira forma da imagem.

Peitorais, ombreiras e braçadeiras brancas, um capuz negro seguido de uma capa que não possuía fim, como uma névoa constante que se fazia pela parte inferior. O rosto, uma máscara em forma de caveira que parecia ser feita de porcelana, mas que com certeza não era físico.

Os olhos deixavam rastros em breves feixes de luz vermelhos, dando um tom sombrio à toda a cena.

Era a mesma imagem de suas visões, a mesma figura que derrotou Pierre, era seu verdadeiro poder.

- Mas o que?! - Disse David.

Em um piscar de olhos, a figura avançou em sua direção. O movimento foi tão rápido que tudo no caminho foi arremessado para longe.

- Churyyy!!!... - Gritou a figura misteriosa com uma voz ameaçadora.

- Droga!!

- Rouhra!!! - Em uma velocidade impressionante, a figura desferiu uma sequência de poderosos socos conta seu inimigo, que os defendeu desesperadamente.

- Hng!! - Com sua precisão aguçada, David conseguiu parar um dos punhos, fazendo com que a figura ficasse imóvel.

- !! - Jonathan se assustou.

- [Moth into Flame]!! - David avançou com sua mão direita, porém ao tentar tocar na figura, uma surpresa, era apenas névoa! - O-O que?!!

Seguindo o fluxo do vento, a nevoa se espalhou pelo seu corpo, o atravessando. A figura se formou novamente atrás dele, porém simplesmente se encontrou imóvel.

- Mas o que?! Não!! Não pode ser!! - Eram as mesmas partículas que mataram o atrito da estrada, David sabia que isso era um mal sinal. De repente, todo o seu corpo se tornou fraco, quando ele olhou para sua pele, se assustou com o que viu. - Ah!! ARGHH!!! AGH!!!!

Seu corpo estava envelhecendo! A estimativa de vida de um Demônio e de um Iluminado são altas, podendo viver até 200 anos e permanecerem com uma aparência e corpo saudáveis. Um envelhecimento naquela proporção era impossível!

- AAGHH!!! - Grunhiu David. A figura lentamente se dissolveu atrás dele, desaparecendo eventualmente. - Rghn!! PARA TRÁS!! - De repente, David desferiu um leve golpe em Cassandra, a arremessando para longe de seu campo de visão.

- Agh!! - Grunhiu Cass.

- Seu maldito!! - Disse Jonathan enfurecido.

- EU NÃO VOU PERDER, EU NUNCA PERDEREI!! A minha habilidade explode tudo que estiver em meu campo de visão ao meu comando!! [HAIL TO THE KING]!! Você andará para a sua morte em linha reta!! Essa é a sua ordem, garoto!! XEQUE-MATE!!

- Xeque-Mate…

- ?!

- Você vai explodir as bombas em mim? Vai tentar me golpear?! Eu acredito que nesse estado você não seja capaz de se mexer, não é mesmo? Então isso facilita o meu caminho até você!!

- O que?!!

- Esse tempo todo, você estava evitando a minha lâmina, mas eu sabia que você perderia o controle, e isso era o que eu planejava, te tirar do sério!! As explosões foram o suficiente, você morrerá de um jeito ou de outro. - De repente, Jonathan revelou sua lâmina, ele estava a escondendo! O corpo desta brilhava em um azul profundo, e o vento era reunido em volta desta, formando uma poderosa corrente. - Eu acho que os papéis estão invertidos, David! Xeque-Mate, esta é a MINHA fala!!

- SEU MALDITO!! NÃO OUSE FALAR O MEU NOME!!

Ele avançou para a sua vitória, o inimigo descontrolado ativou as bombas, que explodiram em sequência.

A dor era imensa, mas esta não o impediria. As explosões se integravam ao corpo da lâmina, dando mais cor e energia para o azul brilhante. O vento se tornava cada vez mais forte, e a vitória, já era uma certeza.

A lâmina pesava em suas mãos, enfatizando toda a potência de seu poder. Ele se aproximou, e com um golpe, ele decidiu o combate, de uma vez por todas.

- Rouargh!!!

- AGH!!! MALDITO!!! - Gritou David em suas palavras finais.

O impacto foi estrondoso. Uma onda de ar foi formada, percorrendo toda a Khelle e derrubando tudo em seu caminho.

As janelas foram destruídas, e algumas estruturas tremeram. As intensas chamas da Mansão se apagaram em um instante, e um brilho azul se formou na colisão da lâmina contra o corpo do Demônio.

Após alguns segundos, o brilho foi violentamente disparado para frente, destruindo tudo ao caminho. Aquela era toda a energia absorvida, uma energia poderosa demais até para um Demônio.

Uma lâmina que já pertenceu a um era a única maneira de derrotá-lo…

Naquele dia, Jonathan mudou.

Agora ele era…

Um Iluminado.

Iluminados: A Caçada Mortal - Capítulo VIII - Fim.



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