História Ilusão (Oneshot) - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 10
Palavras 670
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único - A Ilusão


É incrível como as pessoas sempre têm a esperança de que algo mude através de um pequeno ato. Estou dizendo, através de um olhar ou um sorriso. E é mais incrível como elas (nós) realmente acreditam (acreditamos) que algo realmente está mudando.

            Foi assim quando te olhei e quando você olhou para mim, pela primeira vez. Seriamente, naquele instante eu jurei que faria tudo de novo, me arriscaria por um romance incerto. Nós nunca tínhamos nos falado, certamente, mas eu quis acreditar (e acreditei) que tudo iria mudar por causa daqueles olhares.

            As pessoas se machucam, se magoam. Sempre acostumei a comparar o amor com um mergulho: as pessoas geralmente pulam de um lugar alto, em direção à água, mas somente aquele que sabe a posição perfeita pode mergulhar com suavidade. E ainda há aqueles que se afogam após o mergulho, por não saberem como lidar com a água. Eu já pulei de um lugar alto, certa vez, rumo à água, mas lembrei-me de que não sabia mergulhar e nem muito menos nadar. O resultado é esse que você pode ver agora: machucado, torto, ferido, magoado. Mas tudo bem, porque eu faria tudo de novo, pularia de novo, por causa daqueles olhares. Resta-me saber se você faria o mesmo. Provavelmente não.

            Eu sei que dói, mergulhar sem saber nadar, pular sem saber cair, mas nunca me importei.

            Nos vimos algumas vezes depois daquilo, provavelmente você não se lembra (muito provavelmente), e foi ótimo, pelo menos para mim.

 

            Mas foi só um olhar.

***

 

Você já se decepcionou com alguém? Não estou falando de quando era criança e sua mãe brigou com você por causa do seu irmão, ou quando esperou receber algo em troca por causa de um favor. Estou falando de realmente se decepcionar com alguém, de se desiludir com alguém.

Pode não ser do seu interesse, mas eu já. Perdi as contas de quantas desilusões, principalmente as amorosas. Não é algo que você possa ficar contando nos dedos ou anotar num caderno, aliás. E, como um perito em desilusões, posso dizer como me sinto quando sou enganado pela minha própria mente. Uma palavra: vazio. Eu realmente não sei explicar como é sentir uma desilusão, mas posso tentar. É como se tudo aquilo que você acreditou durante dias, semanas ou meses (até mesmo anos) se despedaçasse e se revelasse como uma mentira ou uma ilusão que a sua mente criou pra te enganar.

Gosto de falar principalmente das desilusões amorosas. Tenho muitas no meu currículo. Não importa se o cara era gay, hétero, bissexual ou de demais sexualidades: eu fui iludido da mesma forma. Para falar a verdade, o termo "ilusão" por si só já parece um pouco equivocado, pois sugere que o seu "alvo amoroso" quis te enganar, mas não é assim que funciona. Nos meus casos, ninguém quis me enganar. Eu enganei a mim mesmo. É claro, não foi proposital, mas mesmo assim jurei que todos os olhares trocados, os sorrisos, as aproximações... jurei que tudo isso tinha sido real. E não foi. Existem poucas coisas que são piores do que desilusões amorosas.

Mas aqui vai o primeiro fato sobre desilusões amorosas que poucas pessoas sabem: É completamente normal. É completamente normal você se agarrar a algo que não tem certeza sobre o final, é normal você criar esperança onde não há. Nós, seres humanos, viemos com essa qualidade: Criamos esperança onde não há. Claro, dói perceber que foi iludido, óbvio que dói, mas é isso que torna essa experiência tão única. Não estou dizendo que você deve abraçar a sua desilusão e, com ela, correr feliz por aí; muito pelo contrário. Quero que entenda que não há nada de errado (e definitivamente não é o fim do mundo) em ser iludido.

E aqui vai o segundo fato sobre desilusões amorosas: dói enquanto tem que doer, mas passa. Assim como tudo o que acontece, a dor também passa. E é lá, escondida sob todo esse mar de insegurança, que fica o dom do ser humano: A esperança.



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