História I'm Drag - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Chenho, Hunhan, Hunxiuhan, Kaisoo, Taoris
Visualizações 127
Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Velho, cês não sabem o quanto eu to nervosa aqui. Só queria dizer um imenso OBRIGADA as manas do grupo “EXO fanfics #bookOFfanfics”por ter me dado a coragem nescessaria pra postar isso aq, espero que esteja no nível de expectativa de vcs shuashuasua *rindo de nervoso”

Capítulo 1 - Prólogo - Recomeço


Fanfic / Fanfiction I'm Drag - Capítulo 1 - Prólogo - Recomeço

DO Kyungsoo apressou o passo à medida que os gritos daquele homem descontrolado ficavam cada vez mais audíveis. O contato da chuva forte contra sua pele o fazia tremer de leve, apertando ainda mais a criança que chorava contra seu peito. Suas próprias lágrimas misturavam-se com as gotas de chuva que caiam em seu rosto. Lágrimas de medo, apreensão, e, acima de tudo, preocupação. Precisava proteger Minhee.

− Kyungsoo! – Ouviu seu nome ser gritado com raiva, suas pernas vacilaram por um momento, quase resultando em uma queda. – PARE AGORA, KYUNGSOO!

Minhee chorou ainda mais. Kyungsoo fez um esforço imenso para seu corpo franzino conseguir correr mais rápido que o daquele homem. Olhou ao redor, avistando uma ponte abandonada em meio ao matagal ao lado. Engoliu em seco, correndo até lá.

Quando se viu fora da vista daquele homem, seu corpo praticamente despencou no chão, a chuva não mais o atingindo graças ao fato de estar de baixo de uma ponte. Respirou fundo, as costas contra a parede enquanto Minhee chorava em seus braços.

− Shi. – Disse, olhando o bebê em seu colo. – Não chore, ele pode escutar. Tá tudo bem agora Minhee.

Mas a criança não conseguiu. Chorou ainda mais alto, assustada. Kyungsoo controlou o próprio choro, balançando a criança em seus braços e rezando para que o choro da mesma cessasse. Por fim, apenas suspirou. Uma idéia passando por sua mente.

−Minhee... – Sussurrou, sorrindo. – Lembra da música que mamãe cantava para nós? Nunca entendi a letra, mas sei que pode te acalmar.

Respirou fundo, começando a cantar.

Se essa rua, se essa rua fosse minha

Eu mandava, eu mandava ladrilhar

Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes

Para o meu, para o meu amor passar

 

Nessa rua, nessa rua tem um bosque

Que se chama, que se chama solidão

Dentro dele, dentro dele mora um anjo

Que roubou, que roubou meu coração

Kyungsoo viu sua irmã fechar os olhos lentamente, adormecendo. Suspirou aliviado, relaxando um pouco os braços e encostando a cabeça na parede atrás de si. Fechou os olhos, sentindo as lágrimas descerem com força por seu rosto. E agora? O que iria fazer?

Kyungsoo, naquele momento, não tinha nada.

I’m Drag.

− Não estou alucinando. – Kyungsoo ouviu uma voz doce falar ao longe, fazendo-o se sentir momentaneamente perdido. – Eu juro que ouvi.

Abriu os olhos, atordoado. Olhando pra baixo e percebendo que MinHee ainda dormia com a cabeça encostada em seu peito. Novamente ouviu a voz doce falar, algo como “era uma voz linda, não estou alucinando Tao, realmente ouvi” e também “ontem eu pensei em vim até aqui, mas acabei ficando com medo. Cara, por que tivemos que acampar logo aqui nesse lugar bizarro?”

Kyungsoo arregalou os olhos, ouvindo passos aproximarem-se. Levantou-se apressado, fazendo Minhee acordar assustada com o movimento abruto. Praguejou baixo quando sua irmã começou a chorar novamente. Era um bebê, um bebê que graças às coisas ruins que aconteceram, era completamente assustada.

 Os passos pareceram ficar cada vez mais rápidos, e antes que Kyungsoo pudesse correr para longe, a voz doce se fez presente novamente.

− Sabia! – Estacou no lugar, atônito. – Sabia que não ‘tava doido. Era você que tava cantando ontem né? Olha Tao eu não tava doido.

Pode ver o garoto de olheiras salientes e corpo magro revirar os olhos, para logo depois voltar o olhar para si, preocupado.

− Quem é você? – Perguntou, aproximando-se, mas parou assim que viu o menino baixinho recuar um passo. – Calma, não quero te machucar. Você quer ajuda, não é? Essa criança ai que não para de chorar, parece com fome.

O garoto de voz doce franziu o cenho, arregalando os olhos assim que percebeu a criança que berrava alto no colo daquele ser de olhos grandes.

− Ai meu Deus um bebê! – Exclamou alto, fazendo o garoto chamado Tao o encarar exasperado. – Um bebê que ta berrando muito alto!

− Luhan, seu acéfalo! – Disse Tao, balançando a cabeça negativamente e estalando a língua nos lábios. – Como não percebeu uma criança chorando tão alto?!

O menino “Luhan” fez um bico, mas antes que pudesse falar alguma coisa, a voz de Kyungsoo se fez presente.

− E-Eu não tenho nada... – Disse, tremendo, os dois o olharam confuso.

− Que? – Perguntou Luhan, tombando a cabeça pro lado.

− S-Só tenho a roupa do corpo, e... Por favor, eu não tenho nada, não... N-Não machuque Minhee...

Tao abriu a boca, desesperado, balançando a cabeça de um lado pro outro novamente, engasgando com a própria saliva. – Pelo amor de Deus, não, não queremos nada! Só queremos ajudar!

Ele parecia querer continuar a falar, mas parou assim que viu as pernas magras fraquejarem e o garoto cair ajoelhado no chão. Ele estava quase desmaiando, Tao percebeu que só não o fez até agora, graças à criança em seu colo. Correu ate o mesmo, pegando o bebê que chorava e observando o ser franzino desabar, sendo impedido de chocar-se ao chão graças a Luhan que correu ate si.

− Luhan. – Chamou-o balançando a bebê no colo, fazendo o garoto encará-lo. – Liga pro Sehun vim buscar a gente, agora.

I’m Drag.

Fazia tempo que Kyungsoo não se sentia tão relaxado. Suas pálpebras pareciam leves e o contato da maciez daquele colchão contra seu corpo fazia as dores tão comuns diminuírem. Mas não teve muito tempo para aproveitar aquele descanso incomum, pois logo se sentou na cama, assustado, olhando ao redor sem entender muita coisa.

Estava num quarto. Um quarto simples, as paredes eram grafitadas, na verdade, tudo ali era grafitado. A escrivaninha ao seu lado tinha um desenho de um adolescente dormindo sobre os livros, em cima dela havia um abajur e estava levemente empoeirada, indicando que fazia tempo que ninguém limpava aquilo ali. Tinha um guarda-roupa, as portas dele tinham um desenho de um casal se beijando, cada um em cada porta.

Kyungsoo se levantou, impressionado e assustado. Seu corpo tremia – como sempre – saiu do quarto, andando sobre o corredor que também continha alguns grafite, acabando por chegar a uma sala barulhenta, encostou-se à parede, atordoado.

Os dois garotos que o ajudaram estavam ali. Sentados, conversando alto, mas o que lhe assustou foi ver Minhee ali, sentada no chão em frente ao sofá, brincando com uma boneca e rindo como nunca tinha rido.

− Ah, você acordou! – O garoto chamado “Luhan” foi o primeiro a notar sua presença, correndo ate si e lhe dando um abraço, que Kyungsoo não correspondeu. – Deus, eu chorei muito ontem à noite! Você ardia em febre! O Xiumin e o Sehunie tiveram que me tirar do quarto! Você me assustou!

Abriu a boca, surpreso. Ontem à noite? Apagou por um dia inteiro? Aquele garoto chorou por si? Por quê?

− Luhan, solta ele. – O denominado “Tao” pediu, pegando Minhee no colo e indo ate si também. – Demos nosso melhor ontem, você estava muito mal. – Tao percebeu que o garoto nem mesmo prestava atenção em suas palavras, concentrado demais em encarar a criança em seu colo.

Sorriu, entregando a bebe. Kyungsoo quase chorou quando Minhee o encarou e sorriu, sem dentes, pura, linda, como se depois de seis meses de vida finalmente tivesse encontrado a felicidade.

− E-Eu... – Engoliu em seco, abraçando Minhee. – Eu não sei quem são vocês. Mas obrigado. Muito Obrigado por cuidarem dela.

Tao e Luhan sorriram, e pela primeira vez, Kyungsoo retribuiu o sorriso.

− Então... – Começou Tao, respirando fundo. – Ontem todos nós tentamos ajudá-lo, irá conhecer todos em breve. Xiumin está na cozinha agora. Ouvindo música enquanto prepara nosso almoço. Kris, meu namorado, vai já chegar da boate que ele é dono, e o Sehun ta dormindo lá em cima porque ele é um vagabundo. Mas... - Mordeu o lábio inferior, nervoso. – Todos nós queremos saber o que aconteceu. Queremos ajudar. Pode nos contar... Contar-nos sua historia?

DO KyungSoo respirou fundo, duas, três vezes, até finalmente tomar uma decisão; Por que ele duvidaria de pessoas que tiraram tempo de suas próprias vidas para cuidar de si e de MinHee?

I’m Drag.

Kyungsoo nunca foi bom em ler as pessoas. Nunca conseguiu adivinhar o que elas pensam e o que elas sentem apenas as olhando. Mas aqueles cinco, decifrar o que eles pensam era fácil. Depois que Kris chegou, Luhan foi acordar Sehun, Xiumin veio até a sala e parecia surpreso por ver todos reunidos, Tao amontoou todo mundo no sofá, mandando-os ficar quieto e sentando-se no colo de Kris, MinHee encontrava-se no colo de Xiumin.

Já Kyungsoo estava sentado em uma cadeira de frente para todos eles. Enquanto contava sua historia dramática, não pode deixar de chorar. Relembrando-se de todos os momentos horríveis que passou naquela casa. Sua mãe, aquele homem, MinHee...

− Nossa... – Foi Kris quem disse, extasiado e sem saber como reagir. – Pra ser sincero, eu pensava que você era só um mendigo que o Tao e o Luhan sentiram pena. – Disse, recebendo um tapa na nuca dado por Tao. Isso era uma coisa interessante em Kris que naquele pouco tempo ficou bem visível. Ele nunca escondia o que pensava. – Mas, depois de ouvir tudo isso... Eu quero, quero muito te ajudar.

− Eu também. – Disse Xiumin, os dentes cerrados e o rosto queimando. – Se você quiser, eu vou ate esse desgraçado e meto um chute nele, além de enfiar ele dentro de uma cela. Filho da puta. – Disse Xiumin, apertando um pouco mais Minhee em seu colo fazendo a criança o olhar.

− Só de pensar que um garoto como você passou por tudo isso. – Sehun comprimiu os lábios, irritado. – Quantos anos você tem mesmo?

− 16. – Disse Kyungsoo, suspirando. – Eu devo muito a vocês. Sinceramente, não sabia que nessa cidade existia gente tão boa. Mas, agora eu preciso arrumar um lugar pra ficar e um emprego. Então, muito obrigado mesmo.

− O que? – Luhan gracejou enquanto se colocava de pé. – Do que você ta falando?! É claro que vai ficar aqui. Não podemos te deixar a solta por ai com uma criança e com aquele psicopata procurando vocês.

− Com certeza você vai ficar aqui. Com certeza mesmo. – Disse Tao, o encarando. – Temos quartos de sobra. Nem pense em recusar.

 Depois disso, Kyungsoo só pode chorar, fazendo Luhan chorar também e o abraçar. Aquilo só podia ser uma brincadeira do destino. Tirava-lhe tudo, e o devolvia tudo? O que era aquilo? Um jogo?

Abriu os olhos, encarando todos aqueles rostos sorridentes. Pela primeira vez, sentiu-se no meio de uma família de verdade.

I’m Drag.

Enxugava os copos da boate LUX com certa preguiça. Encarou entediado o local vazio, vendo Kris se aproximar de si com os olhos cerrados.

− Que coragem, hein, Kyung. – Disse Kris, sentando-se de frente a si. – Você normalmente não é assim.

− Minhee passou a noite acordada. – Disse, suspirando. – Será que se eu deixar ela com o Xiumin por uma noite ele não me mata? – Kris riu com a fala do garoto.

− Bom, se você quiser sua irmã voltando no outro dia com a primeira palavra dela sendo “porra.” – Kris deu de ombros, Kyungsoo fez uma careta.

Quatro meses haviam se passado. Nesse meio tempo, o garoto de olhos arregalados conseguiu um emprego na famosa boate LUX, como bar tender. Ficou surpreso quando descobriu que o dono daquele lugar era Kris. Aquela era a boate mais famosa da cidade.

Quando terminou de enxugar os copos, ficou um tempo parado olhando para o palco vazio. Fazia muito tempo. Perguntou para Kris se podia ir lá, e o dono apenas assentiu, dizendo que “Não precisa me pedir autorização pra essas coisas Kyung.”

Subiu no palco, encantado. Pegou o microfone sem fio que estava ali. Fechando os olhos, extasiado. Fazia muito tempo, muito tempo que não sentia vontade de cantar sem for pra Minhee. Sorriu, deixando a letra da música passar por seu lábios e ecoar no ambiente vazio.

A música era “Broken”. Enquanto cantava, seu corpo mexia-se em um ritmo lento. Era quase inconscientemente.

Quando terminou, ouviu palmas, encarou Kris, envergonhado.

− Meu Deus Kyungsoo! – Disse, de olhos arregalados e aproximando-se do palco. – Que voz é essa? Que talento é esse? Meu Deus que incrível, nunca vi ninguém cantar tão bem! – Kris parecia realmente impressionado, subindo no palco e ficando ao lado do garoto. – Kyung, que tal você começar a se apresentar aqui?

− O que? -  Kyungsoo arregalou ainda mais seus olhos, balançando a cabeça negativamente. – Não, não mesmo. Kris eu...

− Kyung, pensa bem! – Kris pós as duas mãos em seus ombros. – Seu talento é incrível. E pelo o que eu sei você sempre quis ser cantor não é? Essa é sua oportunidade de ouro. Não vou te obrigar a nada, mas Kyung, sua voz é linda. Coisas lindas não podem ser escondias do mundo.

− Kris... – Encarou o recinto vazio, fechando os olhos e imaginando uma platéia inteira o observando. – Kris, eu... Eu quero muito cantar. – Disse, abrindo os olhos úmidos fazendo Kris sorrir.

− Mas, Kyung, tem duas condições. – Kris ficou sério de repente, o que era bastante incomum vindo dele. – Não se apresente com seu nome. Não se apresente como Kyungsoo.

− O-O que? Por quê? – Perguntou, assustado.

− Kyung, nessa cidade pequena, as noticias voam. E se seu nome e sua localização chegar até seu pai, tudo terá sido em vão.

Deixou de lado a surpresa pelo fato de Kris sempre pensar em todos os detalhes minimamente, enquanto ponderava. Valia à pena? Fechou os olhos novamente, lembrando-se das palavras de sua mãe;

“Nunca desista dos seus sonhos, sem eles, viramos cascas vazias”.

Depois desse pensamento, algo novo nasceu. Uma nova pessoa, depois daquilo, nasceu D.O, o anjo caído da boate LUX.

Quatro anos depois.


Notas Finais


Nem revisar esse capitulo eu revisei, pq se não ia surtar e desistir de tudo, então se tiver algum erro me avisem pra mim não pirar, obrigada.

Broken: https://www.youtube.com/watch?v=qzyify9_4V8

Segura na mão de Deus, e VAMO!


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