História I'm gone with the wind - STEREK - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Lydia Martin, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall
Tags Sterek
Visualizações 46
Palavras 1.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Derek é jovem com a mesma aparência que teve quando ficou mais novo na série.

Capítulo 1 - The first mistake


Ele tinha ido novamente, por caminhos que todos nós sabíamos que não lhe pertencia. Eu fui tolo, na verdade me fiz. Eu romantizei a dor, e agora eu volto a um início sem meios e sem fins. E sem ele também.

ANTES DA TEMPESTADE

                Eu arrumei rapidamente os botões da camisa e joguei por cima o blazer que servia perfeitamente. Minha mãe comprara esse blazer quando eu tinha apenas oito anos, e o mesmo fora me servir agora, aos meus plenos quatorze. Eu chequei por mais uma notificação e me dei de cara com o grande nada, tudo bem, era sempre assim. Ajeitei a gravata pela última vez, eu me prometi que aquela seria a última vez antes que eu pudesse piorar mais o meu estado. Meu pai entrou animado pelo quarto ao me ver no terno. E é claro, ele quis uma foto daquilo para lembrar-me para sempre da humilhação que me fizera passar. Era minha primeira festa formal e eu não fazia a mínima ideia de como seria, para ser sincero, talvez um filme, uma coberta e uma xícara de café teria evitado tudo que aconteceu depois daquela noite, ou talvez, pioraria tudo a um ponto de eu ter feito o que fiz ainda antes. Chequei novamente meu bolso, ele estava lá, meu caderno, que me aguentara todas as horas de minha vida recebendo poesias que não pertenciam a nenhuma página da internet, porque eu era medroso demais para posta-los, ou porque não eram bons o suficiente.  Aquele último poema ainda rodava o fundo da minha cabeça, como roda até hoje, ele era uma previsão de como tudo podia se piorar em apenas algumas semanas. Você deve se perguntar até agora o por que eu falar como se minha vida tivesse acabado após aquelas semanas, e para ser sincero, ela acabou. Então bem-vindo a uma obra póstuma ou qualquer outra merda que você queira chamar isto aqui. 

                Cheguei um pouco despreparado para a festa, talvez arrumado demais. O som estava alto o suficiente para que eu pudesse ouvi-lo do outro lado da rua, era a mesma casa que visitei alguns meses para conversar com a garota que dava a festa. Entrei pela porta e me deparei com o bar logo ao lado da escada, que bloqueava o acesso a cozinha. Então ou iriamos para cima, ou iriamos para sala. Eu fui para a sala, e o som tornava impossível de se conversar com qualquer um ali presente, pelo menos pude ver que todos tinham o mesmo traje formal, menos uma coisa para a lista de coisas que aquele esquisito (eu) fazia. Reconheci alguns rostos na multidão, mas nenhum que eu realmente poderia conversar, voltei a entrada e peguei uma cerveja, saindo da casa e me sentando na escada de entrada. Na minha mente o menino mais bonito do mundo subiria por ali e me perguntaria se eu estaria sozinho e me acompanharia a noite toda, mas tudo que ganhei sentado ali foi uma mancha de vinho no meu blazer. Eu continuei ali, estava confortável tirando o frio que percorria toda minha espinha. Como sou tolo, eu nunca disse meu nome a vocês certo? Bem acho que vocês descobriram em pouco tempo.

- Stiles? O que faz aqui fora até agora, não vai entrar? – Uma voz feminina gritou em meio a escuridão que a rua estava, eu procurei a garota, mas só consegui vê-la no momento que ela se aproximou mais da casa, era Bella.

- Ah, oi Lydia. Eu já entrei, não tem absolutamente ninguém que me interesse.

- Eu imaginei que o segundo ano estaria aqui e que bem, nós dois seriamos os únicos do primeiro ano.

- Você podia ter ao menos me avisado. Sabe como eu odeio o pessoal mais velho da escola.

- Eu achei que ficaria com Allison, é o aniversário dela e vocês parecem tão próximos.

- Nós éramos próximos, num passado, bem, bem distante. – Agora mais distante ainda.

- Ok. Eu irei entrar e curtir a festa, se posso sugerir, faria o mesmo se fosse você.

                Eu abri um falso sorriso de agradecimento e vi a garota passar por mim, eu fiquei ali sentado como se fosse a única coisa que eu poderia fazer aquela noite. Todas aquelas pessoas lá dentro usando máscaras e falas falsas para apenas fingirem que algo, apenas um pedaço delas, era feliz. Eu não precisava disso, eu estava bem com a minha distorcida e péssima visão de vida. Me levantei finalmente, reparei que minha cerveja havia acabado, pegar outra para beber me soava uma boa ideia, depois partiríamos dali, talvez uma dança, ou talvez voltar a me excluir. Bem se eu não me excluísse todos os outros ali o fariam, eu apenas poupava o trabalho. Entrei e me dirigi até o bar, peguei um copo de cerveja e pensei em subir pelas escadas, e foi exatamente o que fiz. A primeira porta nos levava diretamente a suíte da casa, onde um casal de garotos acabara de bater à porta, preferi não pensar no porquê de irem sozinhos para o quarto. Segui até o fim do corredor onde entrei no quarto de paredes rosa choque, fechei a porta e me debrucei sobre a cama, tirei o caderno do bolso e comecei a folhear as páginas em busca de uma que ainda não tivesse anotações sobre como eu odiava estar vivo e nada mudaria isso. Finalmente achei uma página próxima ao fim do caderno. Rabisquei frases soltas por toda página procurando algo que pudesse liga-las quando socos começaram a ser desferidos contra a porta. Me levantei da cama e destranquei a porta que foi aberta de supetão e um rapaz caiu sobre mim. Era Derek, um idiota do segundo ano, tão deslocado quanto eu, poderia se dizer.  Empurrei o garoto para o lado me levantando.

- Você está louco? Allison ia te matar se arrombasse essa porta.

- Foda-se Allison. Foda-se todo mundo por agora.

- Você está bem? Caralho Derek você exala álcool. – Eu disse enquanto tentava ajudar Derek a se levantar.

- É, eu bebi um pouco, um ou dois copos.

- Um ou dois copos?

- Talvez três.

- Talvez três, claro.

O garoto se jogou na cama e fechou os olhos com os braços cruzados.

- E você? Ficou aqui em cima fingindo que não existia desde o início da festa?

- Não que te diga a respeito, mas não. Eu estive lá fora.

- Ahh sim, lá fora. No meio daqueles falsos e filhos da puta.

- Como se você não fosse escroto como eles não é Derek?

- Cale a boca, você não sabe metade do que acontece comigo.

- E nem preciso. Brigou com o papai e ele tirou seu Porsche? – Debochei rindo do garoto que me olhava vermelho.

- Estou lhe avisando. Fica quieto antes que eu decida quebrar sua cara.

- Tudo bem. Mas você vai quebrar minha cara com um soco inglês de ouro?

O garoto se levantou da cama em um pulo e me empurrou contra o armário segurando me pela gola de minha camisa. Minha respiração ofegante perto da dele, seus olhos vidrados nos meus como se estivesse pronto para socar meu rosto. Fechei meus olhos subitamente e senti algo tocar meus lábios, um frio percorreu minha espinha quando senti a mão de Derek subir até meu pescoço. Eu o empurrei tentando digerir o que acabara de acontecer, talvez não precisasse, talvez eu pudesse fazer merda por uma noite, então eu empurrei a porta do quarto a ouvindo bater em minhas costas, e me deitei por cima do garoto que havia pousado na cama. O que eu estava fazendo? Ele era um dos garotos mais escrotos da escola. Isso não me importava mais. Sua camisa estava no chão ao lado da minha e eu nunca estive tão grato antes por talvez três copos de bebida.

 


Notas Finais


:D


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