História I'm in love with my boss - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Tags Clexa
Exibições 428
Palavras 5.150
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Capitulo 38 - Ciúmes e Vingança


Clarke encarava sem reação a mulher em sua frente.

- Que saudade de você! – Sarah disse entrando e a abraçando sem cerimônia – Nunca mais te encontrei em casa.

Ela tinha os olhos arregalados revezando entre Lexa e Sarah, quase pedindo socorro por estar naquela situação.

- Pois é, eu... – a loira se afastou rapidamente em direção à Lexa – Eu tenho estado bem ocupada nesses últimos dias.

- Oh... – disse então percebendo a presença da mulher ali ao lado de Clarke – Imagino que sim.

- Bem, Sarah essa é a Lexa, Lexa essa é a Sarah, enteada da minha mãe.

- E futura irmã da Clarke. – encarou a morena com um sorriso desafiador – É um prazer finalmente conhecê-la pessoalmente, Lexa. – disse estendendo a mão para um cumprimento.

- Como vai? – retribuiu o gesto com um sorriso forçado.

- Melhor impossível!

- Foi a Sarinha que chegou aí? – Abby veio da cozinha com um sorriso no rosto e Clarke nunca agradeceu como agora por sua mãe sempre aparecer em situações de tensão.

- Eu mesma, Abby! – sorriu largamente ao ver a senhora.

- Ah, que bom que aceitou meu convite! – disse abraçando Sarah com carinho – Eu pensei que não viria por eu ter ligado em cima da hora.

- É claro que eu não recusaria um convite seu, ainda mais pra vir aqui ver você, a Clarke... – encarou a loira que sorriu sem graça e aflita.

- Vamos lá pra mesa que o almoço já está pronto. – Abby puxou a mulher pelo braço em direção à cozinha.

- Me desculpe. – Clarke disse assim que as duas se afastaram – Eu não sabia que minha mãe chamaria ela.

- Tudo bem, não se preocupe. A Sarah não é um problema, é?

- Não, é claro que não. Eu só achei que poderia ficar uma situação chata por ela ter me... Enfim, por tudo o que aconteceu.

- Eu não posso dizer que estou adorando a presença dela aqui, ainda mais sabendo que ela deseja a minha namorada e não faz questão de esconder isso. Mas quando eu me lembro que é só nos meus braços que você dorme, eu fico bem. – sorriu para a loira que a acompanhou aos risos – É, acho que posso lidar com isso.

- A Sarah é uma boa pessoa, só é um pouco...

- Expansiva demais. – Lexa respondeu prontamente.

- É... Mas não precisa se preocupar. Eu não coloquei esse anel no meu dedo só pra exibi-lo por aí.

- Meninas, venham almoçar! – Abby gritou.

- Vem, vamos. – Clarke puxou a morena para um beijo rápido e em seguida para a cozinha.

- Eu acho que você deveria exibir esse anel por aí sim. Mostrar pra todo mundo que você é minha e ninguém mais tira você de mim.

- Boba. Eu não preciso de um anel pra isso. Eu acho que isso fica estampado no meu sorriso, nos meus olhos, ta escrito na minha testa que eu amo Alexandra Woods e mais ninguém. Agora vem, ciumenta.

- Eu não sou ciumenta.

- Okay...

 

- A comida ta uma delícia, vovó Abby! – Emma disse enquanto saboreava sua comida no prato.

- Emma, não converse de boca cheia. E não é assim que fala com a dona Abby. – Lexa advertiu.

- Me desculpe. – a pequena levou as mãos à boca dando um sorrisinho sem graça.

- Não, não se preocupe, Lexa, deixe a menina. – Abby interveio – Pode me chamar de vovó sim, meu amor. Eu sempre quis ter netinhos e acho que por enquanto a Emma é o mais próximo que vou chegar, não é, Clarke? – encarou a filha.

- Mãe, não começa, por favor.

- É uma pena que vocês duas não possam ter filhos. – Denis fitou as duas – Imagina que coisa linda uma criança da união do casal mais lindo da cidade!

- Casal? – Sarah perguntou surpresa.

- Sim! – Denis respondeu animado – Desde ontem elas são oficialmente um casal, com direito a anel de compromisso e tudo! Olha só isso, Sarah! – puxou a mão de Clarke sobre a mesa e mostrou a jóia.

- Denis! – Clarke puxou a mão e repreendeu o loiro que não se incomodou.

- Ah, então quer dizer que finalmente vocês duas se acertaram.

- Sim, Sarah, nós nos entendemos e estamos namorando sim. – a loira afirmou.

- Meus parabéns então. Eu fico feliz por você, Clarke. Só é uma pena saber que perdi de vez agora. E eu ainda pensei em te chamar pra sair ontem, seu eu tivesse me antecipado, droga... – sorriu fingindo arrependimento.

Lexa a encarou com uma sobrancelha arqueada como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir.

- Tia Clarke, a tia Lexa te deu um anel de namoradas? – Emma perguntou sem se distrair da sua comida.

- Sim, Emma. – a loira respondeu tão surpresa quanto todos os outros à mesa.

- E como você sabe que é de namorada, Emma? – Lexa questionou.

- Porque é igual eu vi no filme, o príncipe dá o anel pra princesa e eles viram namorados. Mas minha tia Lexa é uma princesa que deu o anel pra outra princesa que é a tia Clarke e as duas viraram namoradas, não é?

- Sim, é sim. – a morena respondeu admirada com a associação da pequena.

- Tia Clarke, você ta cuidando bem da tia Lexa? Porque ela é uma princesa, tem que cuidar dela direitinho, hein?

- Claro, eu to cuidando dela sim, meu amor.

- Ta bom. – disse por fim e voltou a sua atenção para o seu prato.

- A sua sobrinha é muito esperta, Lexa. – Sarah comentou – E muito linda, se parece com você.

- Obrigada. – a morena agradeceu com um leve sorriso.

- To vendo que a beleza é de família. Imagina só, essas duas mulheres lindas teriam belos filhos mesmo.

- Calma, gente! Nós começamos a namorar ontem. – Clarke sorriu sem jeito tentando dispersar o assunto.

- É verdade. – Sarah concordou – Vocês ainda têm muito tempo pra curtir o namoro. Aproveitem bastante antes de pensarem nisso. – levou a taça à boca sem tirar os olhos de Clarke e Lexa.

- É, quem tem que pensar em coisa séria agora sou eu. – Abby disse – Como estão os preparativos pro meu casamento, Sarah?

E assim o almoço seguiu tranquilamente. Denis se distraiu com Emma, Abby com Sarah e Clarke com Lexa, que por sua vez tentava fingir que não percebia os olhares de Sarah para a sua namorada.

- Ah, não acredito! – Abby disse analisando a geladeira logo após o almoço – Eu me esqueci de comprar o sorvete para a sobremesa.

- Ta ficando velha e gagá é? – Denis gargalhou.

- Velha é a sua avó!

- Deixa que eu vou lá comprar. – o loiro se prontificou – Quer ir comigo, Emma?

- Sim! – a pequena sorriu animada – Posso, tia?

- Pode, meu bem. Mas tome cuidado e obedeça ao tio Denis, ta?

- Ta bom, tia. – logo correu para os braços de Denis e saíram dali animados.

- Enquanto esperamos pela sobremesa eu vou pegar uma revista onde achei um modelo de sandália linda, Sarah. Vai servir direitinho pro meu casamento na praia. – Abby disse empolgada.

- Ótimo, Abby!

- Vamos nos sentar lá na sala. – a loira sugeriu assim que a sua mãe saiu.

Já acomodadas no sofá, Clarke tentava encontrar um assunto que acabasse com o clima estranho que pairava entre elas.

- Então, Sarah, quando você pretende voltar para a Europa?

- Já quer me ver longe, Clarkezinha? – sorriu sarcástica.

- Não, o que é isso. – respondeu sem graça – Só curiosidade mesmo.

- Eu sim quero te ver bem longe... – Lexa disfarçou sussurrando.

- Como disse, Lexa?

- Não, nada. Eu só pensei alto aqui.

- Então, eu não tenho data certa pra voltar. Eu estava até pensando em ficar de vez aqui em New York, sabe?

- Sério? – Clarke sorriu surpresa.

- É, mas eu não decidi ainda. Tenho um apartamento aqui, mas estou pensando na possibilidade. Eu tinha mais motivos pra ficar até saber que eu perdi a Clarke de vez. – disse aos risos – Mas talvez eu fique, quem sabe, por ironia do destino, ela fique disponível novamente...

- Se depender de mim a Clarke não vai estar disponível nunca mais. – Lexa a encarou.

- Não precisa se preocupar, Lexa. Eu não tenho costume de brigar por mulheres comprometidas.

- Até porque pra você essa briga já estaria perdida de qualquer maneira. – sorriu para a outra com ironia.

- Ah... Vocês querem um café? Um chá? – Clarke perguntou aflita tentando terminar aquele assunto.

- Não! – Sarah e Lexa responderam em coro sem deixarem de se encarar.

Um silêncio constrangedor se instalou no ambiente por alguns minutos. Lexa já estava impaciente, Clarke aflita e Sarah, parecendo perceber tudo isso, resolveu continuar com as provocações.

- Vocês já pensaram em fazer um ménage?

- O que?! – Clarke a encarou surpresa.

- Ela só pode estar de brincadeira. – Lexa balançou a cabeça em negação, rindo sem humor.

- Sexo a três pode ser bem interessante. Esquenta a relação, sabe? Já tentaram alguma vez?

- Não. – Lexa a fitou já não contendo sua irritação – Eu não gosto de ninguém tocando no que é meu.

- Mas essa não é a questão, Lexa. – Sarah a mirou, sorrindo sugestiva – Até porque, não só a sua namorada seria tocada.

- Achei! – Abby apareceu na sala com uma revisa em mãos e Clarke quase beijou seus pés por isso – Achei a revista. Estava perdida lá nas minhas coisas. Eu não havia me dado conta de que já juntei tanta coisa pra organizar esse casamento.

- Eu vou fazer um chá! – Clarke se levantou assim que sua mãe se sentou ao lado de Sarah.

- Eu vou com você. – Lexa a acompanhou irritada.

 

Clarke

O dia amanheceu excessivamente frio naquela segunda-feira. Foi difícil me levantar da cama para ir trabalhar, principalmente porque eu sabia que a Lexa estava chateada comigo. Depois daquela situação lá em casa em que a Sarah foi extremamente inconveniente não houve mais nenhuma confusão entre ela e a Lexa, mas é claro que o clima não ficou nada bom. E o resultado disso foi a minha namorada sair de lá chateada e bastante irritada. E eu, consequentemente, é claro que também fiquei.

Eu não sei bem explicar isso, mas parece que quando estamos muito apaixonados qualquer coisa que não esteja bem entre você e a pessoa que você ama causa um desconforto enorme e posso dizer até desnecessário. Parece que nada fica bem, nada está bom, nada tem graça simplesmente porque você não está bem com o seu amor. Pode parecer um exagero ou um drama adolescente, mas é exatamente assim que eu me sinto. Esse é o nosso primeiro desentendimento depois de sermos oficialmente namoradas e eu estou odiando tudo isso. Depois de tudo o que passamos nosso relacionamento deveria ser tranquilo e cheio de arco-íris e flores. Eu não me importaria se fosse assim sempre, mas obviamente nenhuma relação humana é perfeita, se essa relação for com Lexa Woods então, sem chances. O que a minha namorada tem de encantadora ela tem de impaciente e irritada. Mas até isso eu amo nela e pensando bem, não teria a mesma graça se fosse sempre tudo tão tranqüilo. Talvez nós nem estaríamos juntas se tivesse sido tudo normal desde o início. Acho que todas as confusões que passamos serviram para nos unir. Hoje eu posso dizer efetivamente que há males que vêm para o bem.

O dia no escritório estava sendo difícil, eu não conseguia me concentrar no trabalho e piorou quando eu tentei ligar para a Lexa duas vezes e ela não me atendeu. Daqui à uma hora termina o expediente e esse dia não foi nada produtivo.

Isso que dá namorar uma mulher complicada e com um gênio difícil, Clarke!

Sorri com o meu pensamento porque foi exatamente isso o que me chamou atenção nela.

A sorte é que as coisas estavam tranquilas no trabalho porque realmente está sendo bem difícil conseguir me concentrar. O único grande acontecimento que tivemos por aqui hoje foi saber que a Maya e o Wells estão noivos. Fiquei feliz por eles, principalmente pelo Wells, porque finalmente ele encontrou alguém que o merece e corresponde aos seus sentimentos. Os dois formam um belo casal.

 Tentei mais uma vez ligar para a Lexa e finalmente ela me atendeu.

- Oi, amor.

- Oi. – ela disse seca.

- Ta tudo bem? Tentei te ligar várias vezes e você não me atendeu.

- Hoje foi um dia cheio aqui na empresa, tive uns problemas pra resolver e não deu pra retornar, desculpa.

- Tudo bem, eu entendo.

Depois de alguns segundos de silêncio ela resolveu falar.

- Em algumas situações eu prefiro me isolar e não falar sobre o problema. Você sabe que eu não me seguro quando estou com raiva e tudo que eu não quero é acabar sendo grossa com você e te magoar.

- Eu entendo, amor. Acho que tenho sorte por isso, se fosse qualquer outra pessoa já teria ouvido uns bons palavrões de você. – ri ao telefone porque era exatamente assim mesmo.

- Mas você não é qualquer pessoa. Você é a mulher que eu amo e cada vez que eu sou rude com você é como se eu mesma estivesse me dando um tapa no rosto.

- Eu não me importo quando você é rude comigo. Posso dizer que até gosto às vezes... – okay, meu instinto sado-maso aflorando.

- Clarke, eu to falando sério.

- Me desculpe, você ainda está chateada, né?

- Um pouquinho. – ouvi ela respirar fundo e acabo de constatar que só posso estar no meu período fértil porque só de ouvi-la do outro lado da linha com esse tom meio bravo na voz estou começando a ter pensamentos...

- Está certo, quando você estiver melhor me liga então.

- Eu vou sair mais tarde da empresa hoje, tenho que terminar de resolver algumas coisas. Quando eu chegar em casa te ligo.

- Ta bom. Beijo.

- Beijo.

Tudo bem, eu deveria estar muito chateada agora, certo? Errado. Eu tenho algum problema, alguma coisa errada aqui comigo que me impede de sentir raiva dela quando eu sei que ela está brava comigo. Ver ela irritada e até enfurecida só me faz ficar excitada. Talvez um dia eu deva consultar um terapeuta e falar sobre isso, mas uma outra hora eu vejo isso. Agora eu preciso resolver algo mais urgente.

 

Lexa

Eu estive evitando a Clarke o dia todo. É claro que não me agrada nada fazer isso, mas eu prefiro evitá-la do que acabar perdendo a cabeça e ser grossa com ela. Eu a amo tanto, mas quando estou irritada com alguma coisa dificilmente consigo me controlar, mesmo sendo com ela. Eu ainda me surpreendo com o meu nível de paciência com a Clarke. Ela tem de mim o que ninguém mais tem. Mas nesse caso eu não estou só irritada, estou chateada também. Apesar de saber que ela não tem culpa por essa situação, acho que ela deveria ser mais incisiva com essa Sarah e acabar com esse assunto logo de uma vez.

Tentei esquecer aquele assunto e me concentrar no meu trabalho, mas não obtive sucesso. Eu me sinto péssima por estar brigada com a Clarke, quer dizer, não estamos exatamente brigadas, mas eu não gosto de estar mal com ela. Gosto tanto de receber o carinho dela que, aliás, lutei tanto pra conseguir, agora estou aqui feito uma idiota com ciúmes.

Que raiva dela por me fazer ser fraca assim em relação à ela, que raiva de mim por ser tão vulnerável assim!

- Srta. Lexa, com licença. – fui interrompida por Lucy entrando em minha sala.

- Sim, Lucy?

- Eu vim saber se a Srta. ainda vai precisar de mim.

- Não, Lucy. Pode ir.

- Obrigada. – ela se virou para sair, mas logo voltou – Ah, uma mulher ligou agora há pouco pedindo para que eu avisasse a Srta. que a esperasse para uma reunião. – ela tinha uma expressão tão confusa quanto a minha no rosto.

- Que reunião? Eu não marquei reunião nenhuma.

- Pois é, eu também não entendi já que a sua agenda dessa semana está fechada e não há nada sobre qualquer reunião hoje.

- Eu não marquei nada, muito menos para depois do expediente. A pessoa não deixou nome e nem sobre o que se tratava essa tal reunião?

- Não, Srta.

- Provavelmente era algum trote de alguém sem o que fazer. Pode ir, Lucy, e avise na recepção que eu não receberei ninguém, caso essa pessoa resolva aparecer mesmo. E por precaução, peça para o Bellamy e os seguranças do prédio ficarem atentos a qualquer movimentação suspeita. Eu não quero ser surpreendida.

- Sim, Srta. Mais alguma coisa?

- Não, é só isso. Pode ir.

- Com licença. – disse por fim e saiu dali.

Não posso negar que uma certa preocupação passou pela minha cabeça, mas eu logo tratei de espantar esses pensamentos. Ele não teria tanta audácia assim.

Resolvi tentar me concentrar no que eu devia fazer no trabalho porque já tenho coisas demais com as quais me preocupar. E pensar que tem uma mulher por aí querendo a minha mulher é uma delas. Como se não bastasse elas em breve serão da mesma família. Não vai dar pra simplesmente anular ela da vida da Clarke e não manter contato como se elas nunca tivessem se conhecido. Ela sempre vai estar lá, em jantares de família, em eventos e datas importantes, em visitas inesperadas. Ela sempre vai estar lá rondando a minha namorada. A Clarke tinha que ser tão condescendente assim? Ela poderia esquecer a educação por um momento e cortar a Sarah da vida dela de uma vez! – respirei fundo me dando conta dos meus pensamentos.

Quando foi que eu me tornei tão ciumenta assim?

Antes que eu pudesse chegar a uma conclusão ouvi leves batidas na porta que logo foi aberta vagarosamente. Senti meu coração se acelerar consideravelmente. Quem quer que fosse que estivesse ali não sairia vivo. Se fosse alguém para me matar, eu o mataria primeiro. E se fosse algum tipo de brincadeira eu o mataria mesmo assim por me fazer passar por esse susto.

- Posso entrar?

Ouvir aquela voz fez com que meu coração parasse subitamente. Encarei a mulher parada ali segurando a porta com o sorriso mais lindo do mundo no rosto como se me analisasse buscando uma resposta para a sua pergunta, já que eu não consegui fazer nada além de admirá-la.

Minha expressão continuava confusa e séria ao ver ela entrando. Eu realmente não esperava vê-la ali tão cedo, não sabia nem se algum dia ela voltaria ali naquela sala que guardava tantas lembranças nossas, tanto boas quanto ruins.

- Você ainda ta brava comigo? – ela disse ao se aproximar.

- Não. – foi o que consegui dizer.

- Parece que está.

- Eu já disse que não to, Clarke. – isso soou mais grosseiro do que eu queria, mas eu simplesmente estava no automático. Estou realmente surpresa com a visita dela.

- Você sabe que eu não tenho culpa sobre essa situação, não sabe? – ela disse se sentando na cadeira em frente a minha mesa.

- Sei, o pior é que eu sei.

- Então porque ainda ta assim comigo?

- Eu to normal.

Não, eu não estou. A verdade é que eu estou morrendo de ciúmes, mas ela não precisa saber disso.

 

Clarke

A encarei com os olhos semicerrados e sorri com malícia quando uma ideia me passou pela cabeça. Eu deveria estar com raiva dela por ela estar agindo assim comigo sem motivos, quer dizer, eu não tenho culpa se a Sarah é uma louca. Mas o que acontece é que eu não consigo ficar com raiva dela. A Lexa exerce um poder sobre mim que às vezes dá até medo, mas eu não posso evitar. E se tem uma coisa que me tira do sério é ver essa mulher brava assim. As coisas que passam pela minha cabeça vendo ela irritada desse jeito são tão inapropriadas que eu não ouso nem dizer.

Me levantei da cadeira e fui em direção à porta sendo observada por ela que mexia em seu computador, mas se mantinha atenta à mim. Tranquei com a chave e dei meia volta.  Lexa tinha uma expressão confusa no rosto e começou a me fitar como se já desconfiasse que as minhas intenções não eram nada boas. Talvez ótimas, dependendo do ponto de vista.

Apaguei a luz da sala e o ambiente ficou iluminado apenas pela luz que entrava pela grande vidraça da janela atrás dela. A morena arqueou uma sobrancelha e parou imediatamente o que fazia para se posicionar em sua cadeira e me observar.

- Você faz isso de propósito, não faz, Lexa? – perguntei com a voz baixa e calma, tentando não evidenciar o que eu estava prestes a fazer.

- Isso o que, Clarke? – ela tinha os cotovelos em cima da mesa e suas mãos entrelaçadas, mexendo os dedos, demonstrando certo nervosismo.

- Eu acho que já te disse uma vez o que você me causa. – me aproximei devagar – Sem ao menos perceber, sem ao menos se dar conta, você me deixa descontrolada. – sorri do meu “descontrole” e cheguei mais perto da mesa que estava entre nós ao ponto de deixar a luz iluminar apenas o meu corpo. Meu rosto se mantendo coberto pela sombra – Ou você sabe bem disso e faz pra me deixar exatamente assim.

- Assim como, Clarke? – percebi que ela já segurava um sorriso safado que queria escapar.

Mordi os lábios e sorri com a visão. Tão sexy...

Comecei a desabotoar a minha blusa vagarosamente sentindo os verdes daqueles olhos atentos sobre mim.

- Faz tempo que eu to querendo me vingar de você, sabia? – perguntei enquanto abria botão por botão.

- Se vingar? Por quê? – ela disse sem desviar os olhos das minhas mãos nos botões.

- Por ter abusado de mim lá no meu escritório.

Um sorriso incrédulo e carregado de malícia escapou da boca dela e aquilo só a deixou mais sexy ainda.

- Você deveria ter feito uma queixa contra mim então.

- Eu poderia sim, mas achei melhor não. – terminei de abrir a minha blusa e a deixei escorregar pelos meus braços para o chão – No fim das contas eu acho que não saberia explicar para o delegado o quanto eu gostei de ser abusada por você. O quanto foi gostoso ter você me comendo em cima da minha mesa...

Percebi ela se remexer em sua cadeira, se ajeitando, parecendo desconfortável. Aquele olhar maldoso e sério estava nos olhos dela. Aquele olhar que me despia, me fazia incendiar só por me encarar.

- Então ao invés de me denunciar você quer se vingar?

- Exatamente.

Levei as mãos ao zíper da minha saia em minhas costas e me virei ficando de costas para ela. O puxei lentamente e fui me abaixando conforme puxava a saia para baixo, fazendo movimentos sutis com meu quadril, rebolando pra ela. Só pra ela...

Retirei a saia por completo e me virei novamente para ela que tentava conter suas reações o máximo possível, o que deixava a cena ainda melhor. Eu queria ela enlouquecendo de desejo por mim.

Nesse momento eu trajava uma calcinha e um sutiã de renda preta e meus sapatos de salto. Só. Com meu rosto ainda sob a sombra comecei a dançar lentamente, como se houvesse uma música ali que só nós pudéssemos ouvir. Levei minhas mãos ao meu quadril e passei os dedos na fina renda lateral da calcinha, fazendo menção em tirar. Abaixei um pouquinho e comecei a descer lentamente até o chão sem deixar de rebolar pra ela.

A luz iluminou meu rosto e eu podia vê-la me fulminar com o olhar. Deixei um sorriso de canto escapar e subi novamente na mesma velocidade a encarando nos olhos, como se a perguntasse sem palavras, “você me quer?” E pela sua feição a resposta era “sim”.

Já de pé, comecei a mexer o meu corpo em movimentos lânguidos enquanto minhas mãos percorriam pela extensão do meu tronco. Desci pelos meus seios alcançando a minha barriga e parando em minhas coxas.

Lexa tinha os lábios entreabertos e o olhar fixo em minhas mãos, acompanhando cada movimento que elas faziam em meu corpo. Eu já podia ouvir daqui a sua respiração mais pesada.

Caminhei calmamente em direção a ela e puxei sua cadeira para se afastar da mesa. Ela me olhava da mesma maneira, tentando não esboçar nenhuma reação.

Peguei na gola de sua blusa e a puxei para se levantar. Ela não demonstrou resistência e nada disse, apenas fez o que eu queria. Comecei a desabotoar os seus botões sem deixar de encará-la nos olhos. Já sem a sua blusa fui para a sua saia e fiz o mesmo processo, retirando suas roupas sem pressa. Quando a deixei na mesma situação que eu, a empurrei contra a cadeira novamente a fazendo se sentar outra vez. Segurei em seus ombros e me sentei em seu colo de frente para ela, deixando que a minha intimidade encostasse em sua barriga.

- Então eu posso entender que se você quer se vingar é porque não gostou de ser... abusada por mim no seu escritório. – ela afirmou tentando não demonstrar a ansiedade em sua voz.

- Gostei sim... – sussurrei em seu ouvido – Gostei muito! Eu gostei tanto que agora eu quero de novo, gostoso igual daquela vez...

Ouvi ela sorrir e suspirar já inconscientemente me apertando contra ela. Me afastei para olhar em seus olhos que me fitavam ansiosos pelo que estava por vir.

- Podemos começar a reunião, Srta. Woods?

- Por favor, Srta. Griffin.

Segurei firme em sua nuca e comecei a me mover em seu colo ao ritmo de uma música que só se ouvia em nossas mentes. Suas mãos apertavam minha cintura demonstrando o seu desejo por mais contato e de fato era o que eu mais queria, mas eu não tinha pressa. Quanto mais devagar melhor.

Encostei meus lábios nos dela sem parar de deslizar meu corpo no dela e antes que ela pudesse iniciar um beijo eu mordi sua boca sem delicadeza, arrancando um gemido dela. Sorri de satisfação e me afastei rapidamente, me levantei e sentei novamente agora de costas para ela. Suas mãos saíram da minha cintura e subiram até o fecho do meu sutiã o retirando sem pressa. Logo a senti apertando meus seios, o que me fez ter um espasmo enquanto eu rebolava nela. Sua boca deslizou pelas minhas costas me arrancando suspiros e me fazendo aumentar os movimentos sobre ela. Suas mãos pararam a massagem em meus seios e escorregaram pela minha barriga, me arranhando até chegar na barra da minha calcinha. Nesse ponto eu já estava prestes a enlouquecer só por estar ali no colo dela.

Antes que ela pudesse descer suas mãos por dentro do tecido eu a impedi. Meu estado ali era tão vergonhoso quanto a minha situação. Era eu quem deveria estar deixando ela louca e olha só como estou, literalmente me derretendo por ela.

Me levantei rapidamente. Eu preciso tomar o controle da situação.

A puxei pelos braços e de pé a beijei intensamente, mas ainda sem pressa. Era incrível e até excitante a forma como nossos lábios combinavam. Nosso beijo se encaixava, nosso ritmo sincronizava, nossas línguas se misturavam tão harmonicamente que até parece que tinham sido feitas uma para a outra. E eu já não duvidava mais disso.

Separei nossas bocas e fui até seu ouvido.

- Agora senta porque eu quero te chupar.

Ouvi ela sorrir e me apertar contra ela sem deixar eu me afastar.

- Você está gostando de ficar no controle, é?

- É que eu adoro ver você vulnerável à mim assim.

Não deixei ela responder e a empurrei contra a cadeira novamente. Me abaixei apoiando minhas mãos em suas coxas e, posicionando meu corpo num ângulo de 90 graus, deixei meu rosto tão próximo ao dela a ponto de sentir sua respiração. A sua expressão indicava ansiedade e eu não pude deixar de sorrir com aquilo.

Ela fica tão adorável e sexy assim!

A beijei calmamente enquanto afastava suas pernas. Levei uma mão até sua intimidade e comemorei internamente ao senti-la já entregue à mim. Comecei a massageá-la ainda sobre o tecido de sua calcinha e desci meus beijos pelo seu pescoço, provando cada centímetro do seu corpo. Desci pelos seus seios sem me demorar. Eu queria dar prazer à ela e queria logo. Me ajoelhei em sua frente e deslizei as mãos por suas coxas alcançando a sua calcinha. Afastei o tecido me dando acesso ao seu sexo e me aproximei devagar, me inebriando com as suas reações quase desesperadas para que eu fizesse logo de uma vez.

Sorri uma última vez olhando pra ela debaixo e encostei minha língua levemente, a sentindo estremecer na cadeira e soltar um gemido que estava preso há muito tempo. Sem agüentar esperar mais comecei a sugá-la, sentindo seu gosto invadir minha boca.

Eu realmente adorava vê-la tão entregue à mim, tão vulnerável, se permitindo sentir o prazer que eu queria lhe dar. Até pouco tempo atrás eu não conhecia essa sensação e com ela eu descobri que fazer sentir pode ser tão bom quanto sentir.

Lexa se movia na cadeira sentindo o que eu estava proporcionando à ela. Sua respiração desregulada, seus gemidos hora intensos, hora suaves e roucos me enlouqueciam ao ponto de quase gozar sem ao menos ser tocada. E nesse ritmo não demorou para que ela chegasse ao ápice, me deixando sorver cada gota do seu líquido.

Limpei minha boca e subi até ela, voltando a me sentar em seu colo e admirando a expressão satisfeita em seu rosto.

- Se suas vinganças forem sempre assim, fique à vontade para se vingar de mim sempre que quiser.

Eu sorri com a fala e a beijei calmamente, sentindo seu corpo se acalmando aos poucos.

- Eu te amo. – sussurrei contra seus lábios.

- Te amo muito! – ela respondeu entre suspiros.

Senti suas mãos me apertarem e me impulsionarem a me mover contra seu corpo novamente. Seu beijo se intensificou e eu já sabia onde ela queria chegar.

- Eu gostei disso, pode fazer sempre. – ela disse em meio aos beijos em meu pescoço.

- Disso o que? O strip-tease? – suspirei em seus braços sentindo meu corpo extremamente sensível reagir aos seus toques.

- Tudo! Você tem noção do quão gostoso é ter você rebolando no meu colo? Tive que me segurar pra não chegar lá antes da hora. – ela riu já descendo os lábios para os meus seios.

- Tenho a sua aprovação então?

- Sim.

- Então eu já posso ir agora, Srta. Woods?

- Não. – ela apertou seus dedos em meus cabelos contra minha nuca e me fez encará-la – Essa reunião ainda não acabou, Srta. Clarke.

...

 

 

 


Notas Finais


bomm hoje não deu para editar outros.. então é só isso.


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