História "I'm Not a Child, Hyung ..." - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeongguk, Jikook, Jimin, Jimin Seme, Jungkook, Jungkook Uke, Lemon, Park Jimin, Provocação, Pwp, Sedução, Sexo, Vkookmin, Yaoi
Visualizações 138
Palavras 2.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então... Venho trazer dor e destruição para vocês.
Desculpem a demora, essa semana passei por provas, estão fiquei estudando e estudando e ficando completamente estressada. Não tinha paciência para nada e tudo o que queria era dormir.

Capítulo 17 - Caos


O cômodo, antes vazio, era preenchido por cada integrante do grupo. Em silêncio Kim Taehyung se encontrava no meio da sala, parecendo respirar profundamente a acalmar-se, como se fosse contar algo muito difícil ou chocante; E de fato era.

De costas para a porta, apenas ouvia os passos amortecidos pelo tapete encobrindo todo o chão. Entravam em silêncio, sem precisarem de palavras. No fim já estavam Jin, Jungkook, Namjoon e por fim Jimin, este que entrou de cabeça baixa, mas com sua maneira graciosa ao cruzar levemente as pernas. O Jeon encarou-o por um momento, mordendo o lábio e sentindo como se fosse chorar. Queria tanto estar sobre os carinhos do mais velho. Gostava tanto quando ele tomava iniciativa para acariciá-lo e mimá-lo, mas sempre em hora errada. E quando diz “hora errada”, quer dizer em frente às câmeras.

Às vezes queria que não fosse tão tímido e ter aceitado seus carinhos. Às vezes sentia-se desesperado com o pensamento que o mais velho deixaria de gostar de si ou que interpretasse mal suas rejeições, como se ele não gostasse.

Suspirou, abaixando o olhar para seus dedos inquietos com o desejo de aproximar-se do Park.

—Onde está o Hoseok e Yoongi Hyung? —Indagou cortando aquele silencio, sentindo os olhares pesarem em suas costas.

—Ah, demorou um pouco para achá-los... —Jin sussurrou, alisando a nuca — Na verdade, não achei que seria um bom momento para chamá-los já que pareciam estar em uma situação... Frágil.

Todos franziram o cenho, não sabendo o motivo de Yoongi ter saído daquele jeito.

—Mas mesmo assim os chamei — Concluiu, suspirando.

Assim que terminara de falar, a porta fora aberta pelos dois últimos membros restantes. Agora não faltava ninguém. O Kim mais novo virou-se, encarando os recém chegados e como pareciam mais próximos do já eram... Se fosse possível. Não pode evitar desviar o olhar depois de ver o modo como o Min continuava a olhá-lo...

Desprezo.

—O que você quer? —Indagou, cruzando os braços como se estivesse sem paciência ao bater continuamente o pé no chão. —Vai ficar chorando de novo? —Pensou em dizer mais coisas, mas resolver parar ao sentir uma mão segurar-lhe no ombro e logo atrás estar Hoseok balançando a cabeça em negação. Descruzou os braços, relaxando.

—O que quer nos contar, Taehyung? —Namjoon indagou calmo, pronto para esperar pacientemente a resposta. O acastanhado suspirou, fechando os olhos por um momento.

—Eu... Eu chamei vocês aqui para contar o que aconteceu — Começou, o que fez ambos os olhos do Jeon e do Park se arregalarem. — Pensei sobre isso e... —Suspirou, encarando o lado — Achei melhor o Bang PD não estar presente, pois causaria problemas com a empresa e... —mordeu o lábio, encarando Jungkook e Jimin — E acabar uma relação que quero que dure. — O rosado desviou o olhar para o lado, enquanto o moreno só sabia encará-lo, estático.

—Tae... —Tentou dizer, mas foi parado ao ver a mão levantada como pedido para que ficasse quieto.

—Então... O que você tem a nos dizer? O que aconteceu? —Namjoon indagou pacientemente.

—O que nós temos a dizer! — Jungkook intrometeu-se, passando por todos para portar-se ao lado de Taehyung.

—Não se atreva Jeon — O Kim murmurou, olhando fundo naqueles olhos negros.

—Eu também faço parte disso — Rebatera, posicionando-se ao lado.

—Falem logo! —Yoongi já estava ficando irritado com toda aquela enrolação.

Ambos os garotos abriram a boca simultaneamente, dando a entender que falariam ao mesmo tempo. Encararam-se, fuzilando um ao outro.

—Quem chamou eles aqui foi eu! — O acastanhado dissera, autoritário. O moreno tentou revidar, mas foi impedido — Só cale a boca, Jeon Jeongguk. —Essas palavras renderam um arregalar dos olhos escuros.

Todos apenas os observavam estáticos. Nunca, em hipótese alguma, viram aqueles dois garotos se tratarem de forma ruim, o que faziam questionar-se do que estava acontecendo com si, o que estava acontecendo com grupo. Taehyung virou-se para eles, ignorando totalmente o mais novo e encarando o rosto de cada um, a expressão determinada banhando sua face.

—Tudo o que aconteceu foi culpa minha —Começou de forma direta, não querendo perder tempo e jogar tudo para fora de uma vez — Como eu disse, eu fui um idiota egoísta que pensou em si próprio e se meteu onde não deveria.

—Isso a gente já sabe — O Min revirou os olhos. Antes de prosseguir, engoliu em seco, abaixando a cabeça.

—Isso tudo aconteceu por causa do meu desejo... —Trincou os dentes, cerrando os punhos — O meu desejo por Jungkook sobre uma cama. — A respirações travaram por um momento— Quando digo que o manipulei de forma suja foi porque eu o provoquei com meu corpo e minhas palavras... Eu o seduzi e o fiz guiar de acordo com minha vontade.

Nesse momento o rosto do mais novo naquela sala estava similar a um pimentão de tão vermelho, incapaz de encarar o garoto de cabelos róseos, este que o mirava perplexo e sem ter o que falar, deixando os lábios entreabertos.

“Desculpe-me” — O moreno murmurou de forma muda, fechando os olhos em um aperto e querendo que um buraco no chão se abrisse e o engolisse. Às vezes as piores palavras, seja o próprio silencio. Um ato agonizante em uma situação pouco favorável.

—Tudo para foder o maknae — Continuou, sorrindo amargamente — Tudo por um noite de sexo a três. A ideia era ir ao Karaokê e embriagá-los, mas no final uma funcionaria drogou os alimentos... E eu tinha consciência disso.

Sem reação. Era como os integrantes do grupo estavam, sem reação. Perplexos, surpresos, horrorizados e sem palavras para serem ditas.  Menos um. E esse menos um é denominado Min Yoongi. Manteve-se calado o tempo todo, os seus punhos iam se fechando à medida que aquela confissão tocava seus ouvidos, penetrava seu corpo e o acertava em cheio no peito e mentalidade. Chegou ao ponto de deixar à ponta dos dedos brancos  tamanha força e a unhas encravarem no local. Os lábios iam separando vagarosamente e os dentes eram prensados de forma dura bruta e dura.

Ele rosnava. E, em um impulso rápido, deixando todo o seu ódio sair por seus poros, investiu contra aquele garoto maior que si, mas não quanto sua força tomada de raiva.

—FILHO DA PUTA — Berrou, empurrando o Kim de forma bruta para trás, o que o fez bater as costa na parede — SUA PUTA! EU VOU TE MATAR!

—Yoongi! —Gritaram, mas para ele eram vozes distantes. Ele apenas via seu alvo e nada mais.

—VOCÊ... VOCÊ NOS COLOCOU NESSA SITUAÇÃO POR UMA FODA?!

Estava cego, seus olhos transbordavam o puro fogo e ódio e, em uma ato de pura raiva, o som perturbador invadiu o local assim que a mão albina acertara um soco no rosto de Taehyung, este que manteve o local virado, sentindo a dor aguda pegar-lhe o canto dos lábios.

—PUTAS GOSTAM DE APANHAR, NÃO É?! — Indagou, novamente socando aquele rosto impassível.

O Kim aceitaria todos os socos, tapas e chutes que dariam em si, sem reclamar. Ele sabia que merecia, e que não estava em condições de reclamar ou razão para tal.

—Pare Hyung! — Jungkook tentou conte-lo, mas tudo o que conseguiu foi ser empurrado, caindo no chão e batendo a nuca contra a mesa de vidro logo atrás. Urrou de dor, segurando o local fortemente.

—Jungkook! — O Park gritara, correndo ao ver como o Min o encarava de forma furiosa, como se fosse atacá-lo e usá-lo como saco de pancada.  

—Você... —Apontou o indicador em direção ao rosto contorcido, olhando de forma dura. O moreno apenas cerrou os olhos, enxergando tudo embaçado e esperando o tapa que ganharia do seu Hyung.

Porém o garoto apenas pegou o objeto mais próximo que havia no local e arremessou de qualquer jeito em direção ao maknae. Então o vaso, onde deveria conter lindas flores, voava em direção ao garoto, mas o que acertara não fora ele e sim o braço de Jimin quando tentara protegê-lo. Os olhos iam se arregalando, como uma cena de filme em slow motion, como se cada caco de vidro espatifasse em câmera lenta sobre o rosado.

Sentiu vontade de chorar.

Alguns acertaram Taehyung, que se protegera com o braço, o que foi bom já que logo sentiu o peso de Yoongi sobre si, desferindo um forte soco no local. Fechou os olhos de dor, seu pulso sendo acertado várias vezes e em seguida segurado com força para que saísse de frente de seu rosto. Por esse intervalo, pode ver a face amargurada e lágrimas grossas escorrerem do delicado rosto alvo do seu Hyung.

—VOCÊ...  —Berrou, fechando os olhos e soluçando— ESTOU SUJO POR SUA CULPA! SUA! —Proferiu, abrindo os olhos marejados e então novamente o socando. 

—Me desculpe... —Sussurrou.

—... DESCULPA? DESCULPA?! — Gritou odioso — DESCULPAS NÃO VÃO MUDAR O QUE ACONTECEU!

Debateu-se assim que sentiu braços o seguraram fortemente por debaixo das axilas, puxando-o para longe do acastanhado. Ele gritava, esperneava, estava fora de si.

—ME SOLTEM!

—Acalme-se Yoongi! —Namjoon suplicou, tentando ignorar os tapas que ganhavam no rosto.

—ME SOLTEM... Por favor! — Implorou, entregando-se as lágrimas e desistindo de vez de tudo. O choro e soluços cada vez mais altos enquanto deslizava até o chão e sentava-se ali. —Por favor, me deixem em paz!

Quando vira oportunidade, afastou as mãos de todos, correndo novamente em direção a saída, mas sem antes proferir um “Hobi” baixo, o suficiente para que o ruivo entendesse e fosse atrás de si, pois mesmo se não o pedisse faria de qualquer jeito.

—Jimin! — O moreno gritara, ignorando a dor latejante em sua cabeça. Tentava-se levantar, mas sua mente dava voltas e o fazia voltar todo o processo que conseguia realizar — Jimin... —Dissera choroso, vendo o garoto logo a frente de si sentando em forma de W e segurando fortemente o braço. Viu o rosto vira-se lentamente para si, atendendo o chamado, e logo após ver um sorriso acompanhado de olhos marejados serem direcionado a si. O rosto perfeito enfeitado com pequenos cortes, o vermelho sangue pintando a bochecha.

—Eu estou bem, Nochu.

O mais novo o encarou por um momento, em seguida tendo o rosto contraído e lágrimas grossas descerem por suas bochechas gordinhas e rosadas. Estava em prantos novamente, como um bebê chorão que era.

"Seu idiota"

—Me desculpe Jimin... —Murmurou falho entre soluços, sentindo a garganta seca e dolorida. Encobriu os olhos com o braço, deixando-se chorar até que não restassem lágrimas.

Sentia-se cansado, como se fosse apagar a qualquer momento. Talvez aquela batida em sua nuca tenha sido um pouco mais grave do que pensara, pois tudo o que lembrara foi de um calor junto a si e uma respiração bater contra seu rosto molhado e esfriar.

—Vocês estão machucados! —Jin dissera exaltado, não sabendo quem socorrer primeiro — Me ajude Namjoon! Precisamos cuidar deles!

—Temos que limpar tudo isso antes que alguém chegue.

xXx

O rangido da porta fez presença assim que um ruivo resolvera entrar no quarto de Yoongi. Primeiro apenas olhou a fresta da porta, para logo abri-la completamente e correr para acolher seu Hyung tão frágil, este que estava acolhido na cama em posição fetal.

—Hyung... —Sussurrou, subindo no local fofo e cobrindo-o com seu próprio corpo, acolhendo-o com o seu calor. 

—Eu os odeio, Hobi — Revelou rouco, olhando um ponto qualquer enquanto sentia seus cabelos negros serem acariciados.

—Não diga isso... —Fez uma pausa, encarando aqueles fios — Odiar é uma palavra muito forte, é um sentimento muito forte.

—Ainda sinto as mãos passeando por meu corpo... —Começou, o que fez Hoseok parar a carícia e encará-lo com curiosidade — O jeito nojento como seguravam minhas coxas e deslizavam por minha pernas e depois subiam de modo desesperado para... —Parou, encolhendo-se mais.

—Hyung... Você estava consciente? — Indagou assustado e surpreso. Viu como a cabeça negava.

—Não completamente. Era como se meus olhos estivessem fechados, minha mente vazia, mas meu corpo totalmente acordado — Explicou, mirando fundo o olhar — Então eu pode sentir como as mãos subiam por meus braços... —Sussurrou, deslizando as próprias mãos pelos braços alheios, ambos encarando o trajeto — E depois acariciavam meu pescoço... Chegando a me enforcar — Apertou o local de leve, fazendo com que o Jung erguesse um pouco o rosto, mas sem impedi-lo.  — Ou quando apertaram minha cintura... —Ficou de joelho lentamente, enquanto Hoseok fazia o mesmo — E me puxavam para si. —Colou os corpos.

—Yoongi... —Ditou baixo, olhando fixamente aqueles olhos negros.

—Ou simplesmente acharam que minha pele era uma linda tela branca pronta para ser pintada — Roçou o nariz sobre o ombro do mais novo, raspando os dentes na pele. Aproximiu os lábios da orelha — Você sabe o quão desesperador isso é? Não poder mexer-se, defender-se, ficar nas mãos de quem poderia fazer qualquer coisa contigo, ou melhor, de pessoas que poderiam fazer qualquer coisa contigo. —Os olhos do ruivo se arregalaram, mas não pode dizer nada quando o indicador posou em seus lábios — Você entendeu, não é? Então, por favor, não diga nada, apenas me abrace e faça com que seu brilho tire esse manto sujo que sinto vestir sobre minha pele. 

"Eu ainda posso ouvir as risadas maldosas incessantes em minha mente enquanto profanavam meu corpo."


Notas Finais


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