História I'm not a fucking princess - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi Oi!! Sei que estou atrasada, mas estou cheia de inspiração!!!
Não me matem por favor.
Espero que gostem.

Capítulo 7 - The soldier


- Minha rainha? - Erthor chamou, abrindo lentamente uma das grandes portas da sala do trono.

A sala estava completamente escura. As cortinas de cetim vermelho cobriam as janelas não deixando qualquer raio de luz natural entrar e o silencio reinava. Aparentemente nenhuma alma viva se encontrava ali.

O elfo abriu a porta completamente deixando um pouco de luz entrar na sala, mas não era o suficiente para iluminar nem um quinto da sala gigantesca.

As únicas coisas totalmente visíveis agora eram um pedaço do comprido tapete vermelho com detalhes dourado que levaria ao trono que se encontrava invisível aos olhos do elfo, alguns azulejos brancos do chão e pequenas marcas de sangue manchando o branco puro dos azulejos.

Algo como um pequeno rangido foi ouvido seguido de um suspiro.

- Sim, querido? - A voz de Berenice ressoou calma pelo salão, deixando a sala novamente no silencio enquanto o elfo dava um passo em frente, pisando o tapete vermelho.

- Tenho um aviso para lhe entregar. - Ele deu mais uns passos e as quando já estava quase no meio da passadeira, as cortinas caíram, deixando a luz da manha preencher todo o grande salão deixando à vista cada detalhe magnifico daquela sala.

As paredes eram brancas, altas, dois terços delas eram em vermelho vinho com alguns desenhos e o terço restante era em mármore branca com alguns detalhes pretos e castanhos muito claros. O teto tinha varias cores como verde, branco, preto e era adornado com vários detalhes de ouro e desenhos de anjos e demónios feitos no mesmo material. Um candelabro gigante e belíssimo encontrava-se no centro do teto, mesmo por cima de onde Erthor agora se encontrava. Era feito de cristais e ouro e a sua luz provinha de velas brancas que agora se encontravam apagadas. Nas janelas encontravam-se grandiosas janelas, duas das quais se abriam para dar passagem para uma enorme varanda, e muitos quadro aterradores de rostos desfigurados, demónios, anjos decapitados e outros tantos com o rosto da rainha. No final da passadeira vermelha e na parece oposta as grandes portas de madeira branca de entrada encontrava-se o trono. Para se chegar ao trono tinha que se subir ao todos quatro pequenas escadas que praticamente não se viam pois agora estavam cobertas por alguns corpos mortos e alguns apenas inanimados dos quais escorria sangue manchando o chão e as pequenas escadas. O trono era alto, feito de madeira escura e ouro, para as costas tinha uma área almofadada coberta por cetim vermelho e o mesmo para o assento onde se encontrava a rainha sentada. A suas pernas estavam sobre o braço direito do trono enquanto as suas costas se apoiavam no braço esquerdo.

Ela estava bela como sempre. O seu cabelo caia como uma cascata escura nas suas costas e o seu rosto parecia calmo enquanto o seu olhar encarava uma janela. Na sua mão direita estava um pequeno cálice branco e dourado que, pela vermelhidão nos seus lábios, estava cheio de sangue.

- Fale então, meu amor. - Ela o virou o seu rosto sereno para o encarar e colocou as pernas para baixo, se compondo no seu trono, encostando as costas na almofada, com cuidado para que o casaco apertado e comprido até ao fundo dos pés em tons pretos e vermelho vinho não ficasse enrolado por baixo de si. - É sobre os nossos progressos no reino domesticando os Adaba? Já conseguiram matar Abaia? - Questionada, enquanto tomava mais um gole do seu cálice e cruzava as pernas fazendo um barulho irritante com o couro das suas calças pretas se roçando.

- Não. É sobre o anjo.

Suspirou, revirando os olhos.
- E o que tem esse inútil agora? Não falei para pararem de me incomodar sobre ele? - Resmungou como se fosse uma pequena criança contrariada.

O anjo já fora capturado à quase 2 anos, a Rainha tinha completado 18 anos à alguns meses e no dia do seu aniversário fora a ultima vez que vira Zaniel, pois começara a fartar-se de o anjo não reagir quando o provocava ou de não gritar ou chorar enquanto o torturava.

- O médico que contratou semana passada mandou perguntar se o anjo poderá comer agora. Vossa majestade não o alimenta à quase dois anos, Zaniel tem aguentado bem, mas se continuar assim ele eventualmente virá a falecer e...

- O que você acha? - Questionou rapidamente, a sua voz suava rispidez mas ao mesmo tempo calma, apanhando Erthor de surpresa.

O elfo de longos cabelos negros ficara em silencio olhando para a sua rainha enquanto uma das suas sobrancelhas se erguia involuntariamente, mostrando a confusão que agora estava na sua cabeça.

Berenice se levantou, colocou o cálice sobre uma pequena mesa que se encontrava do lado do trono e desceu as escadas, pisando nos corpos como se não estivessem ali se quer. O salto das suas botas compridas de couro que chegavam até as seus joelhos furavam algumas partes dos corpos conforme ela se movimentava, tamanha a violência com que ela pisava nos corpos.

Passou pelo elfo, fazendo o mesmo se virar para trás para acompanhar o seu andar até à porta com o olhar. As suas botam deixavam um rasto de sangue ainda maior pelo chão branco, cujo rasto era parcialmente limpo pela bainha do seu casaco comprido.

Ao chegar junto da porta, Berenice parou e virou o seu rosto um pouco para trás, afim de olhar Erthor.

- Você vem? - O elfo assentiu e começou a segui-la para fora da sala. - Eu perguntei o que você acha, pois você é o meu conselheiro faz quase três anos e, tirando em casos de guerra, você não tem me aconselhado muito. Bom, em geral, você nunca me aconselhou. E eu preciso que você seja útil.

- O que quer dizer com isso? - Questionou enquanto fechava a porta da sala e depois continuava seguindo a rainha pelos corredores do castelo, sem saber onde exactamente ela estava indo.

A rainha não respondeu por um bom tempo. Continuou andando até chegaram junto de outras grandes portas que ele sabiam que davam para o salão de jantar real. Tocou levemente numa das portas e logo ambas foram abertas por dois guardas que permaneceram ao lado de cada porta enquanto Berenice e o seu fiel companheiro a seguia.

A mesa coberta por uma toalha branca estava cheia de doçarias, pequenos pães e algumas frutas, excluindo os três pequenos candelabros de ouro que se encontrava na mesa separados por dois vasos com rosas negras e vermelha entre eles.

Berenice se sentou num cadeirão alto de madeira branca e estofos vermelhos, como todas as outras restantes cadeiras à volta da mesa, que se encontrava na cabeceira da mesa e fez sinal para que Erthor se sentasse na cabeceira da mesa oposta à sua e assim o elfo o fez.
- Eu amo muito você, Erthor, de verdade. - Uma empregada baixinha colocou um pequeno prato branco com desenhos em preto na frente da rainha e começou a servir-lhe aquilo que a rainha lhe indicava. - Mas você sabe que eu não posso ter gente inútil trabalhando comigo.

Erthor engoliu em seco.

- E-Entendo senhora, mas...

Berenice levantou a mão para que ele se calasse e ele obedeceu, baixando a cabeça, fixando o olhar na suas mãos que tremiam pousadas nas suas coxas cobertas pelo tecido da túnica verde escura que usava.

- Por isso é que quero que responda minha pergunta anterior, querido. - Sorriu docemente enquanto levava um pequeno cubo de açúcar à boca. - O que você acha?

- Bom...Zaniel, ou Kai, como vossa excelência preferir, mesmo que não queira admitir, é muito importante para você. Ele é um prémio. Você tem um anjo em seu poder e você sabe como quase todos os povos do mundo respeitam e temem Deus, minha senhora. Você tem um dos servos dele e Deus, se ele realmente existir, ainda não fez nada. As pessoas e seres fora destes muros pensam que esse Deus a teme e por isso tremem ainda mais ao ouvir o seu nome do que ao ouvir o nome de Deus ou do Inferno. Não seria sábio deixar o Anjo morrer, pois assim, eventualmente, também morreria a lembrança do facto que já venceu Deus e um Anjo uma vez e voltaria a ser menos temida que o deuses. Então...-Ele levantou os olhos pela primeira vez, para olhar a rainha, e deixou a expressão que tinha no rosto se suavizar quando viu os olhos da rainha presos em si, muito atentos a cada palavra que dizia. - Seria bom deixar o Anjo comer com os outros prisioneiros...Ou pelo menos comer algo.

- Você está certo. Assim será feito, querido. Você! - Ela apontou para um dos guardas que estavam junto da porta, que logo que percebeu o olhar da rainha sobre si, prendeu a respiração. - Vá na cozinha, peça ao cozinheiro alguma comida e a leve para o anjo. Alimente-o. Quando terminar, me encontre.

- Sim, minha rainha. - O soldado assentiu e saiu apressadamente da sala, sendo rapidamente substituído no seu posto por outro guarda que apareceu ali em questão de segundos.

No andar subterrâneo do palácio, agora encontrava-se um soldado tentado alimentar um aparente homem que nem força suficiente tinha para engolir ou abrir a boca.

Na pequena taça que tinha na sua mão direita estava uma sopa escura de algo que o jovem não conseguia identificar, e, na sua mão esquerda, estava uma colher de madeira, com a qual ele tentava abrir a boca do anjo praticamente inconsciente, ainda preso na parede pelas mesma correntes brancas à anos.

Percebendo que os seus esforços eram em vão, colocou a taça sobre a mesa de madeira e pegou na pequena cadeira de madeira que estava num quanto da cela, colocando-a do lado do anjo. Soltou as correntes da parede, mas sem as soltar dos pulsos do anjo, o que fez com que o corpo do mesmo praticamente caísse sobre o corpo do jovem soldado, que logo o ajudou a sentar na cadeira de madeira.

- Ouça, por favor, apenas faça um esforço para me ajudar a alimenta-lo. - Falou um pouco alto, esperando que o som da sua voz se sobressaísse um pouco comparado com as vozes e os gritos dos outro prisioneiros daquele andar, para que o anjo o ouvisse. - Nem quero imaginar o que a rainha fará comigo se eu não o conseguir alimentar. - Ele se virou para pegar na taça e quando se virou novamente para olhar o anjo, o mesmo estava com os olhos semi-abertos olhando para ele, com respiração pesada. - Voce me ouviu.

Zaniel, que tinha a cabeça pendendo para o lado esquerdo, pois nem forças para levantar a própria cabeça tinha, abriu um pequeno sorriso, que apenas durou segundos.

O jovem suspirou de alivio e sorriu de volta, se aproximando do anjo e, esquecendo a colher, de propósito sobre a mesa, tentou colocar a cabeça do anjo mais ou menos direita usando a sua mão direita como suporte enquanto com a outra mão vertia lentamente a sopa, agora mais fria, para dentro da boca do anjo.

- Qual...O seu nome...? - Perguntou o anjo, falando pela primeira vez em quase dois anos. A sua voz era extremamente rouca e fala num timbre baixo, cansado.

- Meu nome? - Questionou o soldado, enquanto afastava a taça dos lábios do anjo. - Eu...Helmer Touzel, senhor.

- Você é...diferente dos outros guardas...- Zaniel tentou abrir um pouco mais os olhos para olhar melhor o rosto de Helmer, mas logo desistiu. - ...Porquê?

Helmer não respondeu, apenas sorriu e continuou o alimentando.


Notas Finais


E ai, gostaram?
Eu queria explicar para vocês o que é um Abada e um Abaia.
Vamos fazer isso, ok? Sempre que houver uma criatura mística que eu acho possível que vocês não conheçam, eu vou explicar nas notas finais.
O Abada é um animal mítico semelhante a um unicórnio. Os chifres do abada podem servir como um antídoto para veneno.
O Abaia é um mostro marinho que aparece num livro que eu gosto muito chamado The Book of the New Sun de Gene Wolfe . É uma enguia mágica que habita lagos de água doce e o mar. Aqueles que tentam pegar os peixes de um lago contendo uma Abaia são engolidos por uma grande onda causada pela sua cauda.
Talvez haja outro capitulo hoje ou amanhã...
Até o próximo capitulo!!


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