História I'm not alone anymore - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Sasusakumonth, Ssmonth
Exibições 290
Palavras 1.805
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais uma pro mês SS!

Não ficou muito bom, eu particularmente não gostei muito, mas minha criatividade anda um pouco fraca esses dias =/

Mas espero que vocês gostem e por favor, comentem se gostaram ou não.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Eu não estava mais sozinho.

O engraçado é que eu sempre quis isso. Jurei tomar tomar todas as dores do mundo, todo o ódio, toda a solidão e tudo de ruim que há nesse mundo, eu jurei tomá-los para mim, pois eu achava que eu seria capaz de suportar todo o ódio que há no mundo.

Eu não poderia estar mais errado.

Aquele idiota no qual eu agradecia todos os dias por ter me feito abrir os olhos estava certo. E foi preciso que ele me arrancasse um braço para enfiar isso na minha cabeça e eu finalmente enxergar que tudo o que eu fiz, todo o caminho podre e sujo que trilhei, era o caminho errado.

Aquela foi a primeira vez que senti uma amizade verdadeira.

Não me segurei para chorar. Deixei as lágrimas escorrerem alí mesmo, com ele me olhando, pois eu estava cansado de sempre reprimir e fingir que não sentia nada. Eu estava cansado de sempre buscar por uma coisa, mas ao invés de ficar satisfeito, um vazio ainda pior do que outrora tomava conta de mim.

Eu estava cansado dessa merda.

Então, como um anjo, Sakura veio nos socorrer. Tudo o que aconteceu entre nós veio em minha mente e fico me perguntando como ela não me odiava. Ela tinha motivos de sobra para isso, mas mesmo assim, ela insistia em dizer que me amava.

Pedi seu perdão, por todas as merdas que falei e fiz para com ela e ela me falou que precisava se concentrar e ainda me chamou de idiota. Huhu...

Aquela foi a primeira vez que senti a felicidade depois de muito anos....

A sensação de cura no que agora restara de meu braço esquerdo – que doía como o inferno – me fez suspirar e finalmente, depois de muito tempo, um peso, uma verdadeira bigorna de muitos anos vivendo no mundo podre do ódio estava saindo dos meus ombros. E como se soubesse ler meus pensamentos, Sakura puxou meu braço para frente, me fazendo sentar e depois foi a vez de Naruto, que gemeu de dor ao fazê-lo.

Arrisquei um meio sorriso, pois eu tinha que admitir, eu estava feliz. Toda aquela merda de guerra, ódio, Madara e Kaguya tinha acabado. Com eles ali, ao meu lado, uma nostalgia enorme tomou conta da minha mente e automaticamente minha lembrança da nossa 1º reunião do time 7 se fez presente na minha cabeça.

Aquele foi a minha primeira família.

Eu não queria assumir isso quando eu estava com Orochimaru, mas eu sempre os considerei assim. Quis matar esse sentimento dentro de mim, pois achava que era uma fraqueza. Pra mim, apenas o ódio poderia me fortalecer e me deixar cada vez mais forte, para vencer qualquer um que se metesse em meu caminho.

Pff...Eu não poderia estar mais errado.

O que mais me irrita é perder. Ou quando tenho uma certeza absoluta de algo e quando vejo, eu estava errado. Bom, a vida já me deu vários tapas na cara, mas aquela luta com Naruto, com certeza, era como o soco mais forte da Sakura pegando em cheio minha cabeça com sua força total. Nada seria mais dolorido que isso.

Foi o bastante para eu admitir de cara limpa que havia perdido.

E aquela foi a primeira vez que eu assumi uma derrota.

E por incrível que pareça, eu não estava irritado. De alguma forma, eu sentia que aquela havia sido a melhor derrota da minha vida. Um sentimento estranho tomava conta de mim e dizia que um dia eu ainda iria agradecer Naruto por isso...Enfim...

Observei Kakashi nos olhando com um sorriso que dava para perceber por debaixo da máscara, e se aproximou de nós, e como um urso, nos envolveu em um abraço apertado, falando: - Finalmente...! – O resto não pude ouvir, pois senti Sakura bem próximo de mim e de alguma forma, aquilo me chamou a atenção.

Aquela foi a primeira vez que me senti constrangido.

Eu evitava olhar nos olhos dela, pois eu tinha vergonha. Sim, eu não queria ficar perto dela, porque ela não merecia alguém como eu. Sim, eu sabia que ela tinha sentimentos por mim ( e eu por ela, mas ela não precisava saber) e ela merecia alguém melhor do que eu. Eu era podre, sujo e fedido. Alguém que transbordava pecado por todos os poros e ela era como uma virgem. Limpa, sem pecados e gentil para com os outros, totalmente o oposto de mim e não...Isso não daria certo.

Uns meses depois eu fiquei preso. O acordo que fizeram com Kakashi dizia que eu poderia ficar livre de qualquer castigo – ou pena de morte, o que seria o meu caso – desde que eu ficasse 1 mês na prisão de segurança máxima de Konoha com um fortíssimo esquema de segurança e totalmente preso numa camisa de força numa solitária.

Não gostei muito, mas eu não estava em posição de reclamar, aceitei a proposta me lembrando da promessa que fiz a Itachi. Eu não ia morrer tão cedo e me recusava a fazer isso antes de reconstruir o clã, que era a primeira parte da promessa. A segunda, seria proteger Konoha com a minha vida, pois aqui foi lar dele e ele queria proteger a vila que tanto amava. Eu faria isso por ele.

Os dias em solitária eram irritantemente tediosos e agonizantes. Tinha que ter uma mente de ferro para aguentar a quietude e a escuridão das vendas sob os olhos não retiradas sob hipótese alguma.

Foi quando num dia, em que estava cochilando, sentiu o cheiro dela. Não sabia se era sonho ou realidade, mas o cheiro dela era tão forte que sentiu realmente a presença dela ali, mas aquela porcaria sob seus olhos não permitia tirar a dúvida. Esperava que ela falasse alguma coisa, mas assim como no sonho, o cheiro se esvaiu e como prova da presença dela, ouviu um pequeno gemido feminino, provavelmente de choro.

Aquela foi a primeira vez que se sentiu amado.

Já havia se sentido assim no passado, com seus pais e a família que ele tanto amava, mas trancou esse sentimento no coração depois que eles se foram, mas o coração não escolhe. E quando ela apareceu, seu coração voltou a bater outra vez.

Já em liberdade, reuni minhas coisas dentro de uma bolsa e com uma capa negra, cobri meu corpo. Estava na hora.

Aquela foi a primeira vez em que me senti livre.

Fui em direção aos portões da vila, já vendo meu ex-sensei e Sakura ao seu lado, aguardando minha partida.

Kakashi me deu algumas advertências e disse para eu ter cuidado. Agradeci e mais uma vez pedi perdão. Acho que iria repetir muito essa palavra daqui pra frente...

Sakura me perguntou se era preciso eu realmente ir embora. Respondi que sim, pois eu precisava ver o mundo como ele realmente é. Precisava entender meus sentimentos e também investigar algumas coisas que estavam me incomodando.

Ela mais uma vez se oferece para ir comigo e eu recuso. Ela uma viagem onde somente eu precisava limpar os pecados dentro de mim. Ela não era como eu e obviamente, nada tinha a ver com eles. Vi que ela havia ficado chateada pela minha resposta e pensei melhor...

-Talvez na próxima. – Falei colocando o indicador e o médio em sua testa, vendo-a corar. Ela me olhou assustada e ficou absurdamente linda daquele jeito. – Obrigado. – Agradeci pelo carinho que ela sempre tivera para comigo e segui em frente.

Aquela foi a primeira vez em que amou.

E eu ainda voltaria para buscá-la. Sakura precisava ser paciente e eu rezava todos os dias por isso. Eu iria entender se ela seguisse em frente, e devo admitir que sentia um certo medo de chegar e ver ela com outro, mas agora, sem amarras, sem ódio, nada me impedia de reconquistá-la – se fosse o caso – e não mediria esforços para fazê-lo.

Mas não foi preciso.

Quando voltei, ela estava lá. Eu não sei como diabos ela sabia, mas não demorou muito para eu ver que algo estava errado.

Ela estava bêbada.

Sakura falava coisa com coisa e quando perguntei se ela saia que eu estava voltando, ela disse sem vergonha alguma: - É o poder do amor. – Numa voz totalmente embargada e o bafo de sake era fortíssimo.

Aquela foi a primeira vez que riu de algo engraçado.

Me lembro que no dia seguinte, me encontrei com ela – Já sóbria – e indo ao hospital. Nos cumprimentamos e eu segui para fazer minhas tarefas.

Já a noite, muito cansado, fui para minha casa – que por sinal estava um chiqueiro, pois ficou esse tempo todo em que estive ausente da vila, sem manutenção nenhuma – e perto dali, Sakura caminhava com algumas sacolas nas mãos.

Eu não sei o que deu em mim, mas quis ir lá para ajudá-la. Eu sabia que não precisava ajudar a ninja mais forte do mundo agora, mas essa força irritante berrava dentro da minha cabeça e eu fui mesmo morto de cansado.

Ela aceitou de bom grado e caminhamos em direção a sua casa – que não era perto. – Depois de uma longa caminhada, uns 30 minutos – Sakura morava longe de tudo e de todos, santo Kami... – Ela pegou as sacolas de volta e se despediu de mim.

Deu um beijo em meu rosto.

Aquilo me surpreendeu. Fiquei surpreso...Mas gostei.

Aquela foi a primeira vez em que se sentiu envergonhado.

Aquilo era ridículo. Eu podia sentir que estava corando como uma meninha pré adolescente quando vê o garoto que gosta. Merda...

Sakura era realmente irritante...

Mas isso não ficaria assim...Eu faria ela pagar, pelo mesmo preço...

A impedi de fechar a porta com o pé, e de forma nada educada, invadi o hall de entrada de sua casa, a surpreendendo um pouco. A puxei para perto de mim e a encostei na porta. Coloquei minha única mão em sua nuca e muito perto do rosto dela, sentia a respiração dela bater em mim e puder ver que eu causava o mesmo efeito nela.

Ela avançou em direção a minha boca e me afastei um pouco. Ela me olhava como uma tigresa olhava para a caça e com um sorriso que se formava em seus lábios, finalmente alcançou seu objetivo.

Aquela foi a primeira vez em que amou e foi amado.

No dia seguinte, ao acordar e ver ela ao meu lado, é que me lembrei quase imediatamente o que nós havíamos feito. E uma dorzinha em um certo local me fez lembrar muito bem o que fizemos noite passada...

Não me arrependia. Eu apenas a olhava e um desejo de “quero mais” se espalhava por mim e desejei ter ela alí, ao meu lado, todos os dias. Ela me deu todas as primeiras vezes e com ela, eu também queria as últimas.

 

Aquela foi a primeira vez em que se sentiu completo.

 

Fim.


Notas Finais


Perdoem se houver algum erro ortográfico.

Comentem!

Até a próxima ;*


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