História I'm (Y)Our Sky - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Hunhan, Kray, Krislu, Mpreg, Sebaek, Sekai
Visualizações 199
Palavras 9.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey-Yo**
Voltei! Espero que gostem do capítulo! Voltei antes do esperado nao é mesmo?
Vamos lá?

Capítulo 4 - O aparecer da Lua é ainda mais bonito


Fanfic / Fanfiction I'm (Y)Our Sky - Capítulo 4 - O aparecer da Lua é ainda mais bonito

 

 

-Eu não acredito nem um pouco, entende? Ele fala que sim, mas... Ele é louco. E um tanto doente. – Baek Hyun não parava de falar. A aula de anatomia tinha sido horrível pelo simples fato de ter o anão resmungando toda hora o quanto o aluno novo da sala de SeHun o irritava. O motivo? O garoto só havia perguntado as horas!

-Você devia parar de ser pegajoso. – Falei sem dar muita importância para o que ele dizia.

-Eu? Aquele garoto acha que pode chegar assim, dando em cima do meu namorado! – O pigmeu não ficava quieto. Ouvi o sinal e agradeci por ter acontecido exatamente naquele instante.

-Baekkie? – A voz de SeHun fez com que nós dois olhássemos. – Pronto?

-Sim! – O menor fez uma voz de criança que me deu até enjoo. Precisava mesmo de tudo aquilo? – Tchau Lulu.

Fiz uma cara de nojo quando Baek Hyun me deu um beijo na bochecha e saiu correndo para abraçar SeHun e aproveitou para roubar um beijo daqueles lábios que deviam ser meus.

Os dois saíram depois que SeHun piscou para mim. Sorri. Eu ao menos não era invisível.

-Eu devia te chamar de Luhannie? – Kris apareceu logo em seguida e virei os olhos.

-Com certeza não. – Ri terminando de colocar meus livros no armário. – Não quero ter que falar com uma voz de criança. – Ele riu e depositou um beijo em minha testa.

-Eu queria falar com você, podemos sair daqui?

-Claro... Mas estou morrendo de fome e sem dinheiro, então prepare a carteira. – Falei o vendo rir. Às vezes me sentia espaçoso com Kris, mas ele já sabia tudo de mim, já sabia como eu era. Literalmente.

Não demorou para sairmos da faculdade. Fomos no carro de Kris até um restaurante não muito longe dali.

Sentados a mesa e com os pedidos feitos, Kris sorriu para mim e retribui. 

-Então... O que tem para me dizer? Estou ansioso. – Falei sapeca o vendo rir. – É algo grave?

-Não. – Ele pegou em minha mão em cima da mesa e sorriu. Ele estava sorrindo muito. Desconfiei. – É até algo bom, pelo menos eu julgo como bom.

-Então pode falar. – Falei.

-Quero namorar com você. – Kris falou tão simples enquanto ainda mantinha todos os dentes a mostra. – E o que acha?

-As pessoas costumam perguntar: Você quer namorar comigo? – Ri o encarando. – Mas devo confessar que se quer namorar comigo... Também quero namorar com você.

-Desculpe, eu não sei como fazer isso. – Kris coçou a nuca e achei fofo a forma como ficou corado. – Prometo que irei assistir mais filmes de romance.

Ri vendo nossos pedidos chegarem. Ele era um novo caminho que via em minha frente para esquecer SeHun. Mesmo que o vendo quase todos os dias, eu ainda tinha esperança de superar.

-Não precisa. – Pisquei em sua direção. – Mas você sabe que SeHun ainda é um assunto delicado para mim, não sabe ? – Ele assentiu e suspirei. – Eu não quero que você fique sentido que é apenas uma pessoa em que uso para esquecer SeHun. Eu gosto de você, e quero ter uma historia só nossa.

-Sei disso, sei também que você já descobriu que aconteceu o mesmo comigo. – Eu assenti e ele sorriu. – Eu vim para cá para fazer uma boa faculdade, e deixei para trás alguém que eu amava muito. Não queria o deixar preso a mim. Era egoísmo.

-Jong In.

-Como? – Ele me perguntou com o cenho franzido.

-O primeiro namorado de SeHun, aquele que o deixou para ir para o Japão. – Falei e Kris se lembrou. – Vamos fazer isso juntos.

 

 

 

-Parabéns meu filho! – Minha mãe me abraçou enquanto estava toda empolgada. – Estou tão feliz por vocês!

-Cuide bem dele, Yifan. – Meu pai falou para Kris que assentiu. – LuHan já sofreu de mais.

-Sim senhor. Prometo não fazer o que SeHun fez com ele. – Ele falou me deixando um tanto envergonhado. – Eles já sabiam né?

-Sorte sua que sim. – Falei mostrando a língua para ele. – E... Kris pode dormir aqui hoje? – Perguntei para meus pais. Meu pai fez uma careta antes de deixar. – Amo vocês! – Dei um beijo nos dois antes de puxar Kris para meu quarto o fechando.

-Seus pais devem estar pensando que estamos indo rápido demais.

-Mas tudo o que podíamos fazer nós fizemos. – Ri travesso enquanto me jogava na cama o vendo fazer o mesmo. – Aproveitando que você vai dormir aqui e que é meu namorado... O que acha de...

-Eu topo.

-Mas eu nem disse o que é. – Falei o encarando com um leve sorriso estampado em meu rosto. – Era assistir um filme, seu pervertido.

-Eu pensei nisso mesmo, seu pervertido. – Kris me imitou e bati em seu braço antes de o sentir me pegar no colo e rodamos na cama onde ele ficou por cima. – Mas um beijo acho que posso te dar sem pedir permissão agora.

-Talvez...

-Talvez? – Ele perguntou e ri antes de puxar seu pescoço e sentir seus lábios sobre os meus. Agora eu estava feliz. Nunca me senti tão bem por ter uma oportunidade para ser feliz.

De verdade.

Já conhecia a boca de Kris e queria fazer coisas novas. Assim que sua língua adentrou minha boca não levei a minha até a sua, preferi sugá-la. Coisas novas seriam boas. Queria ser uma pessoa diferente com Kris, eu iria me esforçar ao máximo.

Ele se acomodou entre minhas pernas enquanto continuava com meus lábios o sugando. Kris apertou minha cintura me empurrando para cima antes de me colocar sentado em seu colo.

Apertei os fios de cabelo perto de sua nuca enquanto as mãos dele passeavam por minhas coxas.

Ouvimos algum barulho na porta o que nos fez parar.

-LuHan! – A voz de meu pai me preocupou por estar em pânico. Saí correndo para girar a maçaneta, assim que a fiz vi a pior cena que se repetiu. Minha mãe caída no chão com meu pai tentando a levantar. Kris correu e o ajudou a levando até a cama no quarto deles.

-O que aconteceu?! – Perguntei desesperado indo até o lado de minha mãe ainda desacordada.

-Estávamos subindo e ela começou a passar mal, eu disse para se deitar, mas ela desmaiou antes de chegar aqui. – Meu pai tentava acordar minha mãe enquanto Kris checava seu pulso. Estava apavorado.

-Pulsação normal. – Kris falou e me olhou. Sua mão foi até a testa dela. – Temperatura normal.

Vimos minha mãe abrir os olhos com certa dificuldade antes de fazer uma careta.

-O que... Estão fazendo? – Ela perguntou e suspirei. – Já é de manhã?

-Mãe. Pare de brincar. Você desmaiou de novo. – Falei sério vendo meu pai ajudá-la a se sentar. – O que sentiu dessa vez?

-Igual a outra vez... Uma tontura e já acordei com vocês todos me olhando. – Ela sorriu e Kris segurou em sua mão.

-Senhora Xiao, precisa ir ao hospital, precisa ver o que aconteceu. – Ele falou e minha mãe fez uma careta. – Da outra vez a senhora não quis ir, mas pelo menos, se for pressão baixa, tomar algumas vitaminas e soro.

-Eu tenho uma saúde de ferro, querido. – Ela falou o que me fez bufar. – LuHan, eu não preciso que me dê sermão, conheço muito bem meu corpo.

-Querida, eles estão certos. Não vou deixar que nada aconteça com você, mas precisa fazer pelo menos alguns exames.

-Já disse que não preciso dessas coisas, já estou bem. – Ela era muito teimosa, mas eu era mais.

-Eu vou marcar um horário e a senhora vai, por bem ou por mal. – Falei sério indo até meu quarto para pegar o celular.

-LuHan? – Ouvi meu nome e virei. – Está tudo bem?

-Kris... Ela não está se cuidando. – Falei assim que vi sua figura e fui até ele o abraçando. – Eu não quero saber que ela pode ter alguma coisa e eu nunca fiz nada. Ela vai ao médico sim.

-Está tudo bem. – Ele me abraçou. – Eu marco para você, vá ficar com sua mãe. – Pegou o celular de minha mão e sorri.

-Obrigado. – Depositei um selar em seus lábios e fui até o quarto de minha mãe.

 

 

[Uma semana depois]

 

 

-Eu disse que não tinha nada. – Minha mãe deixou o envelope em cima da mesa depois que entrei com Kris em casa. – Os exames ficaram prontos.

Peguei o envelope com todos os resultados. Exame de sangue, raio x, tomografia e tudo que ela tinha direito. Suspirei aliviado enquanto Kris olhava outros exames.

-Estou tão aliviado. – Fui a seu encontro e a abracei. – Obrigado por ter feito todos eles...

-Se eu não fizesse você iria chorar igual a uma criança mimada. – Ela riu de mim e não pude deixar de fazer o mesmo. – Eu estou bem, querido.

-Eu te amo. – Abracei aquela criatura que conseguia me tirar do sério. – Promete que não vai mais me preocupar desse jeito? – Perguntei.

-Vocês se preocupam de mais comigo. – Ela falou me fazendo rir.

-Você é a única mulher dessa casa, acha mesmo que não nos íamos nos preocupar? – A encarei a vendo revirar os olhos e beijei sua testa. – Agora ande, papai me contou que você vai sair com ele para comer em algum lugar maravilhoso que seu filho lindo conseguiu marcar um horário. – Sorri a vendo assentir com uma careta.

-LuHan. – Meu pai me chamou depois que minha mãe subiu e Kris se sentou no sofá. – Apesar de não ter aparecido nada nesses exames eu gostaria que você me ajudasse a ficar de olho na sua mãe. – Ele falou e franzi o cenho. – Sua mãe vem de uma família que é sensível a qualquer tipo de doença, sua bisavó morreu de uma simples gripe.

-Sim, pai... Eu ficarei de olho nela. – Falei e o abracei. – Não se preocupe, agora ela está bem.

-Agora sim. – Ele falou e sorriu. – Obrigado por ter marcado um horário. Sua mãe vai adorar.

-Espero que sim. – Falei rindo antes de ver minha mãe descer. – Nossa... Quem é essa mulher linda?

-Aquela que vai manda você lavar louça porque ela vai sair agora. – Meu sorriso se desfez ouvindo as gargalhadas dos três. – Se cuidem. Não nos esperem...

-Cuidado. – Falei os vendo sair. Aproveitei e me joguei no sofá no colo de Kris que mantinha os olhos atentos na televisão que ele próprio havia ligado.

 

Kris era realmente muito pervertido. Estava tentando fazer aquela macarronada, mas estava difícil. Muito difícil.

-Se você não me soltar vai ficar complicado comer isso depois que não desgrudar. – Falei rindo enquanto suas mãos não paravam de me apertar e seus beijos não paravam de descer por meu pescoço. – Então acho melhor parar se não quiser um macarrão grudento.

-Não me importo de comer você e o macarrão. – Arregalei os olhos assim que disse aquilo. E salvo pelo gongo, a campainha tocou e Kris foi atender.

Fiquei corado com a forma que disse aquilo. Ouvi quando ele voltou.

-Eu acho que você deveria parar de falar essas coisas, porque será obrigado a me deixar em sentar por u... – Virei e olhei Kris junto de SeHun e Baek Hyun. – Sentar no sofá que é ótimo!

Como sempre eu era um idiota. Kris estava segurando a risada enquanto Baek Hyun me olhava com uma expressão travessa, mas SeHun não parecia nada feliz, parecia bem bravo.

-Estamos atrapalhando algo? – Baek Hyun me perguntou ainda com aquela cara pervertida. – Podemos voltar outra hora.

-Não – Ri meio sem graça. – O que fazem aqui? – Perguntei me virando para a panela.

-Achamos que devíamos uma visita. – SeHun parecia sem nenhuma emoção quando disse aquilo. – Baek Hyun insistiu para virmos.

-Então comam conosco. – Kris falou dando de ombros enquanto se aproximava de mim e me abraçou. Droga Kris!

-Ótimo... Estou morrendo de fome. – Aquele anão estava achando que eu era empregada dele? Revirei os olhos.

Ouvimos SeHun pigarrear quando Kris depositou dois beijos em meu ombro. Nós dois o olhamos. Franzi o cenho, não tinha visto SeHun daquele jeito , ele estava estranho.

 

-Não sabia que cozinhava tão bem, Lulu. – Baek Hyun falou e bufei revirando os olhos. – Pelo menos não é ruim.

-Baek, por favor. – SeHun chamou sua atenção enquanto estávamos comendo. – Essa briga entre você e minha já deu.

-A culpa não é minha que ela não aceita a verdade. – Ele deu de ombros enquanto eu e Kris apenas continuávamos a comer. Kris colocou sua mão livre em minha perna enquanto comíamos. Sorri olhando para ele.

-Está ótimo. – Ele me falou e coloquei minha mão em cima da sua.

-Obrigado. – Agradeci passando a mão em seu rosto.

-Vocês realmente se deram bem. – Ouvi a voz de SeHun e o olhamos. – Quem diria.

Fiquei um tanto sem jeito e voltei a comer.

-LuHan é uma ótima pessoa. – Kris falou e corei. Por que ele tinha que fazer isso? Estava com muita vergonha naquele momento. Detestava ser o assunto. Suspirei e beberiquei o refrigerante.

-É, eu sei. – SeHun me olhou e disfarcei.

-Mudando de assunto – Baek Hyun pela primeira vez fez algo de útil e mudou de assunto. Aliviei. – Eu e SeHun estamos pensando em morar juntos. – Ou não. Idiota. Pigmeu.

-Não conversamos direito sobre isso, Baek. – SeHun falou baixo e um tanto sem jeito. O olhava tentando engolir a mim mesmo naquilo que o anão havia dito. Kris apertou minha mão por baixo da mesa e senti aquilo como um apoio. Eu queria muito esquecer SeHun, mas era difícil demais. Contava até dez mentalmente. Meu peito apertou. Morar junto era o mesmo que estar casado. Dividir tudo.

Eu tinha perdido?

-Você disse que poderia ser uma boa ideia. – Baek Hyun falou novamente me deixando cada vez mais com um peso nas costas. – Ele disse isso, não estou mentindo. – Aquela criatura falou para nós e sentia minha cabeça girar. Respirei fundo.

-Eu já volto... – Falei e me levantei indo até o banheiro. Olhava meu reflexo no espelho. – Você não vai chorar. Você não vai! – Apertei meus olhos tentando engolir o choro. – Idiota! Você está com Kris agora!

Eu queria socar a parede, quebrar o espelho, grita. Eu queria tudo. Não podia fazer aquilo com Kris, por mais que ele me entendesse, eu não podia.

-LuHan? – Ouvi sua voz do outro lado da porta e respirei fundo antes de abrir a mesma. Seu rosto preocupado me quebrou. Ele se importava comigo. Seus braços só se abriram e me joguei neles. – Estou aqui...

Apertei o máximo que conseguia. Eu não queria ser fraco e não ia chorar.

-Desculpe. – Pedi antes de o olhar. – Eu juro que não queria.

-Eu sei o que está passando. Não se preocupe. – Kris depositou um beijo em minha testa e sorri. – Quer voltar?

-Quero. Mas por você. – Falei e depositei um beijo em seus lábios. – Obrigado.

 

Os dias que se seguiram eu passei a lidar com aquela informação. Não era certo sofrer por alguém que já tinha outra, assim como eu. Conversei com minha mãe, ela sempre estava lá. Secando minhas lágrimas. SeHun tinha marcado um jantar em sua casa, convidou algumas pessoas da faculdade, convidou meus pais e não sentia algo muito bom ali. Baek Hyun não estava falando muito, só mantinha aquele sorriso idiota na cara. Eu não tinha raiva daquele pigmeu, e sim de mim. O que eu nunca fiz para merecer o amor que SeHun tinha por ele?

Estava me olhando no espelho. Minha camisa estava aberta e me encarava enquanto abotoava cada botão devagar. Suspirei.

-O que tem de errado comigo? – Nem sabia se aquela pergunta era pra mim mesmo. Engoli a seco querendo chorar tudo que eu podia. Eu não queria ir naquele maldito jantar. Ver a felicidade daqueles dois.

-Não há nada de errado com você. – Olhei para porta e ele estava lá. – Por que essa carinha não mostra mais nenhum sorriso?

-Kris... – Sorri meio triste. – Eu não quero que me veja assim. – Falei apontando para mim mesmo enquanto estava naquele estado.

-Está lindo. – Sua voz me acalmava. – Só queria ver aquele LuHan sorridente.

-Eu só preciso de um tempo. – Falei o vendo se aproximar. Ele tirou minhas mãos dos botões e terminou de fazer aquilo para mim. – Desculpa.

-Sabe que não precisa disso. – Senti seu abraço. Como eu cabia ali? Seus braços pareciam um molde do meu corpo. – Leve o tempo que for. Nada vai mudar em mim. Você sabe que eu gosto de você.

-O suficiente para me fazer pensar o quanto imbecil eu sou. – Falei abafado por seu peito. – Eu não gosto de fazer isso com você.

-Eu gosto. Gosto de saber que pode contar comigo. Mesmo nessas horas. – Ele me apertou e deixei uma lágrima escorrer. Inútil, não conseguir nem segurar. – Se você quer saber... Eu me sinto egoísta por gostar de SeHun não ter percebido esse amor que você tem por ele. Porque pelo menos te tenho pra mim. Pelo menos um pouquinho.

Meus braços apertaram sua cintura e solucei. O carinho em meus cabelos me deixaram mais triste, Kris estava me esperando. E eu? Estava sendo a pessoa mais idiota que eu conhecia.

Ficamos ali por alguns minutos. Estava apenas aproveitando o carinha que Kris me dava. Eu sabia que tinha que mudar, mas eu devia fazer aquilo sozinho.

Meu pai acabou nos chamando e descemos. Eles estavam lindos. Não sei se tinha me arrumado tão bem. Era só um jantar.

Fomos andando já que não era tão longe. Procurei a mão de Kris e a apertei o sentindo fazer o mesmo com a minha.

Suspirei assim que chegamos. Minha mãe tocou a campainha e não demorou muito e vi a Sra. Oh, ela aparentava uma expressão calma e sorri ao vê-la. Estava com saudades.

-Omo! Entrem! Como estão?! LuHan, querido! Quanto tempo! – Passei por ela e a abracei. – Você não sabe o quanto faz falta, eu não aguento mais aquele anão de jardim!

-Isso eu tenho que concordar, é um anão de jardim. – Ri antes de a ver fechar a porta. Kris estava com meus pais enquanto ela se mantinha perto de mim.

-Mas me conta! Como você está? É esse loiro bonitão que está namorando? SeHun me falou dele, ficou todo bravo. – Meu coração pulou. Ele estava com ciúmes? – Disse que você estava distante, que não contava mais nada, mas não se preocupe, eu briguei com ele dizendo que ninguém tinha mandado ter te trocado por um ser igual aquele Baek Hyun.

-Eu percebi que ele não gostou muito da senhora, e vejo que a senhora também. – Ri antes de ser guiado até a cozinha por ela. – Irei ajudar. – Não tinha tanta gente, umas quinze pessoas contando com todos que conhecia. Ajudaria Sra. Oh já que ela estava sozinha na cozinha. Alguns rostos eram familiar por causa da faculdade, deviam ser amigos de SeHun e Baek Hyun.

-Obrigada, querido. Se eu fosse esperar por SeHun... – Ela falou colocando alguns petiscos na bandeja. – Daqui a pouco eles descem, Baek Hyun resolveu puxar SeHun agora para conversar.

-Não tem problema. – Falei lavando minhas mãos e comecei a colocar algumas bebidas em copos e taças.

-Eu achei que SeHun iria perceber que você era a pessoa certa. – Ela falou e me fez a encarar. – Tudo bem, querido. Eu não disse nada. Só que eu tentei várias vezes o alertar que tinha e têm pessoas bem melhores. Que podem o fazer tão feliz. Baek Hyun vive implicando com tudo. Com a forma que ele se veste, como não liga de dez em dez minutos para ele, de tudo! Tudo. Depois que conversamos, que você nos ajudou, eu consegui falar algumas coisas para ele, mas SeHun é difícil. Ele acha que ama Baek Hyun.

Sra. Oh não estava me ajudando muito, mas saber que ela tentou me ajudar. Todos já sabiam, menos ele. A pessoa que devia saber.

-Obrigado. – Falei um tanto baixo.

-Você já deve saber que eles estão planejando a morar juntos... Seu olhar não nega o quanto está sofrendo, querido. – Ela me abraçou e retribui. – Você devia falar o que sente para SeHun. Acho que ele deve saber.

-O que eu devo saber? – A voz de SeHun ecoou na cozinha e me fez congelar. Sua mão também ficou tensa e me virei o vendo. Estava lindo. Ele era lindo, mas aquela noite... Ele estava mais. Muito mais que o normal. Aquele topete, a camisa social, tudo!

-Que você está fazendo muito suspense para seu melhor amigo! – Falei engolindo a seco. – Não contou nem para sua mãe o porquê desse jantar.

-Baek Hyun não quis que ninguém soubesse. – SeHun falou me olhando e suspirei e assenti desviando o olhar.

-Sempre Baek Hyun! – Sua mãe falou brava voltando a fazer as bandejas. – Eu não aguento mais esse garoto! Não sei porque vocês ainda continuam namorando, por mim ele já teria ido embora no primeiro dia em que ele veio!

-Mãe... Eu não aguento mais essa briga entre vocês. Eu defendo ele pra você e te defendo pra ele. – Ele falou cansado e o vi suspirar. – Só queria que as coisas se ajeitassem.

-Você podia estar namorando o LuHan, seria tão melhor! – Sua mãe falou e arregalei os olhos olhando para ele. – É verdade, vocês se dão bem, eu gosto dele... Seria tão mais fácil! E eu aposto que vocês já tiveram alguma coisa. – SeHun me olhava e senti meu rosto pegar fogo. Depois da última frase eu quase engasguei com minha própria saliva. – Eu conheço vocês. Não tentem me enganar. Vão dizer que não rolou nem um beijinho? – De que lado ela estava afinal?

-Mãe! – SeHun chamou sua atenção e a vi rir. – Desculpe por isso, Lu. Eu estou indo para a sala.

-A senhora ficou louca? – Perguntei mais rindo pela vergonha do que bravo.

-Viu como ele ficou? – Sra. Oh era doida, via coisa onde não tinha.

-Eu achei que estava do meu lado... – Resmunguei antes de tomar um pouco do suco no copo que tinha colocado em cima do balcão.

-Pelo jeito eu estava certa, vocês já tiveram alguma coisa. – Ela me encarou e corei. – Pode me contar!

-Meu primeiro beijo... – Falei baixo vendo a Sra. Oh se aproximar. – Nosso primeiro beijo. Nós queríamos saber como era. SeHun insistiu, mas não sabia que eu já gostava dele. E teve uma outra vez.

-Foram duas vezes? SeHun gostou! – Ela parecia uma garota do primário recebendo fofocas.

-Eu não sei, ele está com Baek Hyun e nunca deu a entender que iriamos mais que...

-Que? – Ela me perguntou toda sorridente. Eu devia estar feliz! Mas não estava, porque só foram momentos.

-A segunda vez que nos beijamos...

 

Sua língua escorregava por toda minha boca e eu tentava me acostumar com seu gosto. Eu estava viciando. Sim... Aquilo era muito bom. Sentia nossos narizes trocarem de lado enquanto suas mãos apertavam cada vez mais minha cintura, até que suas mãos deslizaram para minhas coxas. Não contive... Sim. Eu gemi. Gemi como uma prostituta novata. Senti SeHun sorrir em meio ao beijo e minhas bochechas esquentaram.

E então... Minhas nádegas foram apertadas por seus longos dedos. Gemi antes de separar nossas bocas. SeHun me encarou com uma cara pervertida e rolei os olhos.

Ele voltou a colocar seus lábios nos meus antes de sentir cada vez mais suas mãos passearem por meu corpo. Seus dedos me apertavam.

Uma de suas mãos foi até meu pescoço me levando mais para perto. Eu fui me acomodar em seu colo, mas ouvi um gemido de sua parte. Estranhei. O que estávamos fazendo?

A mão que antes estava na minha cintura desceu mais um pouco e a senti por dentro de minha calça. Abri os olhos o máximo que consegui antes de afastar nossos lábios.

-Vamos... – Respirei com dificuldade quando sai de seu colo. – Parar por aqui...

-Mas Lu... – O vi protestar.

-Sim, SeHun. Vamos parar. – Falei sentando na ponta da cama perto de seus pés quando o vi sentar. – Eu... Não posso fazer isso.

 

 

-Não acredito! – Sra. Oh me puxou para sentarmos nas cadeira do balcão. – Mas por que não podia? Vocês quase...

-Eu sei! – Falei baixo e a encarei. – Mas ele não gostava de mim daquele jeito. Eu seria só uma noite para ele, eu quero que SeHun me veja do jeito que eu gosto dele. Ou seria como nosso beijo. Como ele mesmo disso “somos amigos”.

-Tudo bem, querido, eu entendo. – Ela me falou e suspirei. – Só queria que SeHun visse o quanto você gosta dele. Você o ama. Depois de tanto tempo...

-Só quero superar isso logo, Kris vai me ajudar. – Falei pegando a badeja. – Vamos?

Fomos até sala, eu iria servir os petiscos e a Sra. Oh as bebidas. Vimos SeHun se levantar enquanto Baek Hyun ( que estava impecável) sorria.

-Bom, eu iria fazer isso depois do jantar, mas Baek Hyun está muito ansioso, então, já que estão todos aqui. – SeHun sorriu antes de ir até o centro da sala onde aquele anão estava sentado no sofá. – Byun Baek Hyun. – Ele se ajoelhou. Ele se ajoelhou! Não... – Sei que ultimamente nós temos brigado, mas sei que passaremos por isso juntos, e quando digo juntos... É realmente sério. – Não. Essa mão no bolso não. Não! – Por isso que queria te perguntar se você – Não! – Quer casar comigo?

Depois eu nem sei dizer o que realmente aconteceu. Só sei que eu estava ajoelhado com tudo que havia na bandeja espalhado pelo chão. Os olhares sobre mim me fez sentir tudo rodar.

-LuHan! – Vi o vulto de Kris antes de sentir outra mão em minhas costas tentando me ajudar. Eu estava tonto demais.

-Eu... – Falei baixo. – Preciso vomitar... – Consegui soltar aquilo antes de ser carregado por Kris que gritava perguntando onde era o banheiro.

Já me vi debruçado sobre o vaso sanitário colocando o que tinha e o que não tinha para fora. Minha pressão tinha caído? Aquilo tudo foi muita informação. Ver SeHun pedindo Baek Hyun em casamento era demais. Kris me ajudava molhando minha testa e ouvi minha mãe entrar no banheiro um tanto desesperada.

Coloquei novamente tudo para fora e a ouvi de longe.

-Respire fundo e tente se acalmar. – Sua mão dava alguns tapinhas em minhas costas. Estava tremendo. Minhas mãos não paravam e tossi algumas vezes.

-Como ele está? – Ouvi a voz desesperada de SeHun e o encarei me levantando. Caminhei até a pia com ajuda de Kris e lavei minha boca. – Lu...

-Eu acho melhor levar ele para casa. – Kris ainda me segurava e vi minha mãe assentir antes de puxar SeHun para fora dali. – Isso foi mal estar, pressão ou o choque? LuHan, eu suporto te ver gostar de outra pessoa, mas não irei suportar se continuar com isso. Chegar a passar mal? Isso não.

-Desculpa, eu não sei o que deu, acho que comi alguma coisa. – Falei abrindo direito a porta que provavelmente minha mãe havia fechado. – Pode me levar para casa? Eu não estou me sentindo bem.

-Tudo bem. – O vi suspirar e saímos do banheiro. Minha mãe conversava no canto com SeHun e seu olhar sobre mim não soube decifrar. Fomos até a sala e vi algumas pessoas da faculdade me encarando.

Eu me sentia a atração do circo. Baek Hyun veio todo sorridente em minha direção e já me dava náusea só de olhar aquela criatura.

-O que aconteceu, Lulu? – Sua voz me fazia ter vontade se rolar os olhos. – Está tudo bem? Nós íamos anunciar nossa festa de noivado daqui um mês, mas já que está desse jeito melhor ir para casa.

-Quer parar, Baek Hyun. – A voz da Sra. Oh me fez desviar o olhar para ela. – Não vê que ele está mal, vai falar de casamento com que tem interesse, anda, saia. – Ela havia sido rude, mas ele não pareceu se importar e mostrou a língua para ela. A mãe de SeHun me abraçou e retribui. – Eu sinto muito, querido.

-A senhora não tem culpa. Eu quem deveria me desculpar por ter estragado tudo, principalmente a comida. Parecia deliciosa. – Falei e senti seu beijo em minha bochecha.

-Melhor ir, converso com SeHun depois. – Ela me disse e agradeci chamando Kris que avisava meu pai que íamos na frente.

 

 

-Eu não quero mais te ver assim. – Kris me abraçou enquanto estávamos deitados em minha cama. Ele havia me dado banho, me vestido e se deitado comigo. Quando foi que ele se tornou tão meu?

Olhava para o teto e o senti apertar minha mão e suspirei. Fechei os olhos e veio. Aquela dor que eu precisava soltar. Casar. Eles iam casar.

Eu chorei. Naquela noite eu coloquei tudo que estava guardado. Eu soluçava alto, molhava a camisa de Kris que se permaneceu em silêncio. E agradeci por ele não dizer nada, qualquer coisa iria me deixar pior. Por me sentir tão egoísta com ele.

Meu peito doía. Eu realmente não teria uma única chance. Uma mísera chance.

Dormi.

Dormi. Dormi.

E no dia que se sucedeu eu acordei, mas não queria acordar. Eu estava sozinho naquela cama, naquele quarto e em mim mesmo. Eu estava vazio. Vazio o suficiente para poder colocar o edredom em meu rosto e dormir novamente. Foi o primeiro dia em que não fui perturbado, não fui aconselhado, não fui uma pessoa que encarava tudo como sempre fez em sua vida inteira.

E os outros dias vieram. Uma semana se passou com um LuHan se arrastando da cama para o banheiro, do banheiro para a cama. Eu estranhei Kris não aparecer um dia se quer, nem minha mãe tentar conversar comigo. Só meu pai que ainda insistia em levar alguma coisa para eu comer. Eu não tinha fome. Eu agradecia, mas ele também não dia nada. Durante uma semana eu não fui ninguém que eu me lembrava. Eu estava mofando.

Liguei meu notebook e olhei minhas redes sociais. Que irônico. Social. Era uma coisa que eu não era e não estava sendo naquele momento.

Era de noite. Eu precisava sair daquele estado. Eu acabei assistindo um vídeo que me chamou atenção. Era uma criança.

Uma linda criança. Ela mostrava suas janelinhas em sua boca. Ela corria para a mãe que provavelmente devia estar gravando o vídeo com um dentinho na mão e toda feliz. Como eu queria aquela felicidade.

Mas eu era egoísta. Egoísta comigo mesmo, com Kris, com meus pais, com as crianças que precisavam de mim. Eu devia estar dando tudo de mim na faculdade e onde eu estava? Na cama.

Estava decidido. Eu ia voltar a viver, não por ninguém que eu conhecia, mas para as minhas crianças que estavam prestes a me conhecer. Eu ia fazer aquilo por mim. Luhan. Pela única pessoa que eu esqueci aquele tempo todo. Eu.

 

 

-Bom dia, mãe, pai. – Falei roubando uma fatia de pão em cima da mesa porque já estava atrasado, como sempre. Demorei muito escolhendo a roupa certa. Eu estava de volta à minha própria vida.

O sorriso de minha mãe e a surpresa de meu pai me fez ficar mais animado ainda. Saí rumo à faculdade. Ia de bike, estava um dia ótimo e mesmo que chovesse eu continuaria. Sem desistir.

Em vinte minutos eu já estava lá. Pontual. Sorri guardando minha bicicleta e prendi com cadeado.

-Oi, gatinho. – Ri com a forma que tratei Kris depois de dar um selinho em seus lábios. Segui até minha sala antes de sentir alguém segurar meu braço me puxado para virar.

-Você está incrível. – Kris sorriu mostrando todos seus dentinhos colocados perfeitamente. – Uma pena eu ter que correr para a aula, mas eu volto para te ver no seu intervalo de aulas. – Senti um beijo seu e ri rolando os olhos.

Sentei na primeira carteira e anotei cada palavra que o professor falava. Senti o olhar daquele ser sobre mim. Baek Hyun. Por que ele insistia em sentar todas as aulas do meu lado? Ele achava que eu era amigo dele? Mas tudo bem, aquele dia eu estava de bom humor.

A aula terminou e ajeitei minhas coisas, aula de laboratório. Minha favorita. Iria encontrar Kris porque tinha meia hora livre, era o único dia em que nossos intervalos coincidiam.

-Lulu? – Revirei os olhos ao ouvir sua voz. – Está melhor? Estranhei não ter vindo a semana passada. SeHun me pediu para não comentar nada, mas sabe como eu sou. – Chato ele quis dizer.

-Estou ótimo, agora, se me der licença, vou encontrar meu namorado, temos só alguns minutos. – Falei pegando minhas coisas e saí.

Andei pelo corredor com certa pressa de ver Kris. Eu iria mudar com ele. Seria um alguém melhor. Bem melhor. Eu seria o que ele foi comigo aquele tempo todo.

Cheguei a porta de sua sala e encostei no batente da porta o esperando sair. Não demorou muito para sentir um braço passando por minha cintura e sorri já recebendo um beijo.

-Olha só, acho que tem alguém atrasado. – Brinquei o sentindo sorrir enquanto me dava vários selares.

-Atrasei só alguns segundo... – Ele falou e ri. Ele havia percebido algo em mim, ou não estaria me olhando daquela forma. Sorri envergonhado. – Senti sua falta.

-Eu senti mais. – O abracei. Eu realmente estava sentindo a falta da presença dele todos os dias. – Você não foi mais dormir comigo, não tinha mais quem usar de travesseiro.

-Olha só! – Kris riu e o acompanhei antes de olhar para todos os lados. – o que está aprontando.

-Eu preciso fazer uma coisa. – Falei antes de rir travesso e o puxar. Corri segurando com seu pulso em minha mão e ouvia algumas perguntas vindas de sua parte.

Não demorou muito para estarmos na parte de esportes da faculdade. Era uma área usada só por alunos do período da tarde ou noite. Fui até o vestiário masculino ainda o puxando. Já não havia mais ninguém ali e era o que eu queria. Eu iria mudar.

Entrei em uma cabine com Kris e fechei a mesma.

-LuHan, será que você pode me dizer o que estamos fazendo aqui? – Ele estava ofegante assim como eu. Ri passando meus braços por seu pescoço.

-Só quero um beijo. – Falei roçando meu nariz no seu. Eu iria mudar.

-Eu tenho aula de anatomia agora. – Kris sussurrou enquanto ainda roçava minha pele na dele. Senti suas mãos em volta de minha cintura e sorri.

-Eu te ensino muito mais que anatomia. – Falei e mordi seu lábio o puxando até mim. Eu adorava o beijo de Kris. Não levou nem um minuto para que eu sentisse meu corpo contra a parede da cabine.

-Só um beijo. – O ouvi falar e ri concordando com a cabeça. O puxei até mim sentindo seus lábios que estava com saudade. Saudade de alguém me querer como Kris me queria e me aceitava do jeito que eu era. Eu ia superar toda aquela dor que me afundou por muito tempo, que só me deixava para baixo não vendo que existiam pessoas que só queriam meu bem. Sim, referente a SeHun que digo que eu precisava mudar!

Foi pensando nisso que decidi subir no colo daquela pessoa quem me segurava e que não havia me deixado cair de uma forma que eu não conseguisse me reerguer. Porque foi ele mesmo quem eu pensei para me ajudar.

Ele era o único que me ajudaria. Kris. Meu namorado. Era meu sim. E só meu.

Agarrei seus cabelos os puxando enquanto sentia aquelas mãos apressadas por debaixo de minha camisa e ri durante aquele beijo incrível.

-Era só um beijo. – Falei ofegante separando só um pouco nossas bocas.

-Eu sei. – Ele falou voltando ao que estávamos fazer. Senti uma mordida em meu lábio e sorri de lado querendo mais.

 

 

 

-Como foi de aula, querido? – Minha mãe me perguntou assim que cheguei em casa. Fechei a porta e me espreguicei indo até ela. Cozinhava algo tão bom que sabia só pelo cheiro.

-Ótimo. – Sorri a abraçando. – Mãe?

-Fala, meu anjo.

-Eu queria me desculpar. – Pedi ainda com ela em meus braços. – Por tudo que aconteceu.

-Vamos esquecer, já passou. E pela alegria de Kris no telefone pedindo para jantar aqui vocês se acertaram. – Ela disse como se estivéssemos brigados. Ri.

-Eu te amo. – Falei e beijei sua testa.

-Eu também te amo, querido, agora ande. Você precisa de um bom banho e daqui umas duas horas seu pai e Kris chegam. Essas faculdades de medicina acabam com meu bebê.

Ri subindo as escadas antes de tirar minhas roupas e entrar no banheiro para tomar uma boa ducha. Estava precisando.

Ouvi meu celular tocar assim que saí e coloquei uma roupa, rápido, e atendi. Era Kris me dizendo que iria comer lá. Estava tudo se ajeitando.

 

-Olha só como ele está bonito. – Kris falou assim que abri a porta. – Vem aqui, vem. – O senti me puxar pela cintura antes de roubar um beijo meu. Sorri antes de fechar a porta. – Está com um cheiro ótimo aqui.

-Obrigada, hoje terá lasanha. – Minha mãe apareceu na porta da cozinha enquanto terminava o jantar já que meu pai já estava no banho.

-Opa, eu adoro lasanha. – Kris falou animado e revirei os olhos vendo minha mãe voltar para a cozinha e puxei Kris para o sofá me sentando em seu colo.

-Você está diferente.

-Eu prometi a mim mesmo que eu deveria superar tudo que me fazia mal, começando por SeHun. – Falei e beijei sua bochecha. – Só espero que não tenha ficado chateado por eu ter demorado tanto para perceber que tinha uma ótima pessoa ao meu lado. – Passei a mão por seu rosto. – Eu te amo.

-Eu também te amo. – Senti seus braços passar por volta do meu corpo. – LuHan, você sabe que eu sempre irei te esperar e estarei aqui para te apoiar, não importe quanto tempo dure, digo desse amor que sente por SeHun ou o namoro comigo.

-Não quero que o nosso termine. Não diga algo assim, por favor. Eu só tenho você. – Pedi o olhando nos olhos. Kris parecia já não se importar tanto. Estranhei. – Você gosta de outro? Por que está falando isso?

-Por Deus, LuHan! Claro que não. – Olhei para baixo. Eu não duvidaria nada se ele me trocasse por alguém que realmente gostasse dele. – Ei, olhe para mim. Não é nada disso. Pare de pensar besteiras. Eu te amo, e não tenho ninguém. Nem quero! Só estou tentando dizer que não importa se você me ama tanto quanto SeHun. Eu sempre serei Kris, aquele que você pode contar. Eu farei tudo para ter seu amor, não importa a quantidade, mas se apenas tentar, para mim, será o suficiente para mim. Ver que tive seu amor.

-Não fale isso de novo. Você sabe que eu te amo e que estou tentando. E estou conseguindo!

-Eu percebi. – Kris beijou meus lábios num selar carinho. – Na faculdade você me puxou para a cabine daquele banheiro sem ligar de SeHun estar nos olhando enquanto eu te beijava. Você costuma ficar um tanto sem jeito. Hoje foi diferente.

-Ele... Estava nos vendo? – Perguntei por curiosidade e o vi assentir. – Eu realmente não percebi, e mesmo que tivesse visto, eu só queria você naquele momento. E daqui em diante eu só irie querer você.

-Você está se esforçando. – Kris me falou e suspirei. No fundo era verdade, mas eu ia conseguir. Era uma promessa a mim mesmo.

-Vamos jantar! – Minha mãe gritou para que meu pai descesse e foi o que ele fez.

Foi um jantar agradável. Não tinha como melhorar. Minha mãe, meu pai, Kris. Eu estava feliz naquele momento e pela primeira vez eu senti que podia ser feliz, com minha própria vida. Só minha. Sorri e peguei a mão de Kris por baixo da mesa. Vi seu olhar curioso e mantive o sorriso.

Depois de ajudar minha mãe com toda a louça subi até meu quarto acompanhado de Kris já que meus pais queria assistir um filme sem que nós os atrapalhássemos.

E minha noite terminou comigo e Kris deitados em minha cama apenas conversando sobre bobagens. Algumas vezes ele me beijava, às vezes eu o beijava, e ficávamos ali. Um com o outro.

 

 

-LuHan? – Ouvi meu nome e olhei para a porta. Estava no intervalo de aulas e aproveitei para arrumar algumas coisas que estava uma bagunça e comer alguma coisa que havia comprado.

-SeHun? – Perguntei o vendo entrar em minha sala e não querer falar com Baek Hyun, mas é claro, ele não havia ido. – Aconteceu alguma coisa?

-Na verdade sim. – Ele se aproximou e se sentou na cadeira ao meu lado. – Tem como você ir até minha casa hoje. Eu até pensei que você pudesse almoçar lá em casa agora.

-Eu... Preciso falar com Kris.

-Eu já falei. – SeHun me surpreendeu e ele deve ter percebido. – Eu achei melhor pedir a ele, vocês andam bem juntos, e avisei a ele que precisava falar com você.

-Achei que eu fosse seu melhor amigo. – Falei baixo e suspirei. – Tudo bem, se ele deixou né.

-Não Lu...

-Tá legal, SeHun. Eu vou. – O sinal tocou e voltei a fazer minhas coisas ainda sentindo seu olhar sobre mim. Não demorou muito para que SeHun saísse de lá. Eram mais duas aulas e o resto do dia seria livre. Não tinha período integral aquele dia. Era o que eu mais gostava.

 

-É a voz do LuHan?! – A senhora Oh parecia animada assim que saiu da cozinha à minha procura. Assim que me viu correu me abraçando. – Como eu queria que todos os dias fossem assim ao invés daquele outro.

-Mãe... – SeHun chamou sua atenção e ri. – O almoço está pronto?

-Claro que não. Quando você pediu para caprichar eu achei que fosse para aquele seu namorado folgado, então nem fiz nada. Eu ia o fazer passar fome, mas não sabia que era LuHan. Poxa... Ainda marquei de sair com uma amiga minha que não vejo há uns dois anos! – A Sra. Oh fez um bico e ri.

-Não tem problema, eu faço alguma coisa, a senhora pode ir tranquila. – Falei a vendo sorrir de orelha a orelha.

-É por isso que digo que você devia casar com SeHun! – Não faz isso. Por favor. Eu estou melhorando comigo mesmo. – Bom, já que é assim, eu vou indo. – Ela parecia animada naquele momento. – Até mais tarde, querido, apareça mais vezes. Por mim. – Ela me deixou meio sem reação. – Sinto falta de você por aqui, LuHan. Você deixava as coisas mais leves. Ultimamente eu ando cansada. – Seu olhar mostrava apenas a verdade que dizia. SeHun não estava ali para ouvir. Subiu para seu quarto, talvez, para trocar a roupa. – Queria apenas uma pessoa para conversar. Parece que voltamos naquele tempo onde ele não gostava nem de me ver. LuHan, eu não estou dizendo isso porque não gosto do Baek Hyun, mas SeHun está diferente. Aquela vez que você conversou com ele foi tão bom. Para nós dois! Agora ele não quer nem ouvir o que tenho a dizer. Baek Hyun não é a pessoa certa para meu filho. E digo isso como mãe, não como mulher implicante.

-Eu sinto muito por tudo que a senhora está passando. – Falei e a abracei.

-Sei que está feliz com Kris, sua mãe andou me contando naquela noite, mas eu ainda tinha esperanças que você e SeHun fossem se entender. – Parece que nem ela mais acreditava. – Espero que quando SeHun perceba a burrada que ele está fazendo, não seja tarde.

-Vamos comer? – Ouvimos SeHun falar enquanto descia as escadas e ela depositou um beijo em minha testa e saiu de casa.

Eles estavam por uma fase de raios e trovões. Aquela fase em que eu já havia passado. E estava grato por isso. Segui SeHun até a cozinha o vendo pegar alguns ingredientes na geladeira.

-SeHun. – Chamei o vendo me olhar. Diferente. – Você está diferente. – Falei o vendo suspirar e fechar os olhos.

-O que minha mãe andou falando dele? – Baek Hyun, óbvio. – Olha LuHan, eles vivem brigando. Não deve dar ouvidos nem a um nem a outro. – Franzi o cenho com o que estava falando. Ele não havia me dado tempo de dizer nada. – Ela sempre acha que está certa, assim como ele.

-SeHun. – Disse de novo e segui até ele tirando tudo de suas mãos. Sua altura um pouco maior que a minha ainda permitia que eu pegasse em seu rosto. Olhei em seus olhos o vendo fazer o mesmo. Fiz um carinho em suas bochechas e não sei quando ele deixou seus olhos se encherem de água.

SeHun me abraçou. Foi tão forte que quase não consegui retribui. Senti seus soluços e afaguei seus cabelos. Não sabia mais de SeHun tanto quanto antes. Não sabia mais sua rotina como sabia antes. Não sabia se ainda deixava para tomar banho só antes de dormir ou se a primeira coisa que fazia era entrar debaixo do chuveiro. Não sabia se ainda gostava de ficar enrolando dez minutos na cama depois que o despertador tocava ou se já se levantava.

-O que fizeram com a minha pequena criança? – Perguntei e suspirei o ouvindo chorar mais. Eu nunca tinha visto SeHun daquela forma. O levei até a sala o sentado no sofá. Deitei sua cabeça em meu colo e mexia em seus cabelos.

Ficamos ali. Daquele jeito. Alguns minutos se passaram até que ele se acalmasse.

-Eu senti a sua falta. – Ouvi sua voz tremida e meu coração se apertou. SeHun estava mal. Nunca havia o visto daquela forma. – Eu não sei quando nos separamos desse jeito, mas eu queria ter você de volta. – Ele realmente nunca pensara que ele mesmo causou aquilo não percebendo que eu estava ali com meu simples coração nas mãos. Não que eu o culpe por tudo, até porque eu devia ter dito desde o começo. Só achei que ele me conhecia o suficiente para perceber que eu o olhava diferente. Que paramos de tomar banhos juntos quando começamos a entrar na puberdade por eu ter vergonha dele.

-Talvez o tempo nos junte novamente, só depende de nós, né? – Preferi ser mais gentil ao ter que falar tudo aquilo. – Por que você está desse jeito? SeHun, eu nunca te vi assim. Você nunca chorou dessa forma, por favor, me conta o que está acontecendo.

-Eu só não me aguento mais. – Ele falou e se sentou. Peguei em suas mãos depois de limpar seu rosto. – Eu perdi você, Lu. Você era a única pessoa quem eu podia contar as coisas sem me importar com as consequências. Você me apoiava, Lu. Mas sem você eu fui apenas me afogando, guardando tudo para mim mesmo. Todos meus segredos e minhas frustrações eu guardei.

-E Baek Hyun?

-Ele não entende, Lu. Ele se preocupa apenas em manter as pessoas distantes de nós. Para ele quanto mais longe estivermos de todos será melhor. – Ele falou e franzi. Possessivo. – Eu não aguento mais a faculdade, não aguento mais minha mãe, meu próprio namorado, eu não me aguento mais.

-A faculdade? Sua mãe? Sua mãe! SeHun, você vai se casar com o Baek Hyun. – Falei o encarando e o vi deixar cair uma lágrima de novo. Aquilo realmente me incomodava. Sua infelicidade. – SeHun, me conta.

-Eu não consigo mais prestar atenção nas aulas, eu não vejo mais interesse em virar médico, virar oncologista, não quero mais casar, não quero mais voltar para minha própria casa. LuHan, eu não consigo mais fazer nada do meu cotidiano. Eu estou cansado. Acha que eu queria me mudar por quê? Por causa de minha mãe, e só teria dinheiro casa alguém dividisse o aluguel comigo. Baek Hyun era minha saída, mas ele disse que queria casar para se mudar. Eu tentei várias formas de adiar o casamento, mas talvez essa seja a melhor saída. Eu estaria longe de minha mãe, mas muito perto de Baek Hyun. – SeHun só me deixava cada vez mais confuso. Pisquei algumas vezes tentando digerir aquela informação.

-Eu nunca fui sincero com você. – Falei e o vi me olhar. Respirei fundo. – SeHun. Se for para começar, quero que seja da forma certa. Eu vou te ajudar, mas eu preciso te contar as coisas como realmente são. – Falei e limpei seu rosto. – Eu nunca gostei do seu namoro com Jong In. Eu sempre me senti excluído quando estava com vocês dois.

-Lu...

-Deixa eu terminar... – Pedi e apertei suas mãos. – Era assim como eu me sentia, mas confesso que depois eu comecei a gostar dele. Eu até te ajudei com sua mãe. Depois eu te odiei. Odiei por ter perdido a virgindade com Jong In e não querer tirar a minha. Naquela noite em que nos beijamos eu até parei você, mas por medo. Eu nunca tinha feito aquilo. E quando eu te pedi e disse que era com você que eu queria a minha primeira vez, o que pode soar bem estranho, mas que era verdade. – Pausei. – Você não conseguiu perceber que era aquilo que eu queria. Eu me chateei, por saber que meu melhor amigo não me conhecia tão bem a ponto de ver que era apenas eu pedindo. Depois entramos na faculdade. Você conheceu Baek Hyun. Novamente eu estava de lado. Eu não entendia como vocês não conseguiam se desgrudar a ponto de eu não ter algum tempo com você como eu tinha antes. – Ri triste. – Foi quando eu conheci Kris. Ele me deu atenção. Ele ouviu o que meu melhor amigo não ouvia mais. Ele me contou o que meu melhor amigo não contava mais. Ele me leu. Eu perdi minha virgindade com ele, mesmo não o conhecendo direito. Em pela consciência eu nunca faria aquilo. Eu o conhecia não tinha nem um mês direito, mas eu estava tão só que o pouco de atenção que ele me deu... Foi o suficiente para eu dar tudo que eu conseguia. – O vi lacrimejar e passei a mão em seu rosto. – Eu estava te perdendo. Era isso que eu pensava, mas no fundo eu sabia que já tinha te perdido. Você ainda gosta de tomar o chá gelado toda vez que chove? Você vai se casar. E eu nem sabia dessa sua intenção, você parou de me procurar de vez. Você cresceu, SeHun. E eu nem percebi. Eu gostava de ser aquele amigo que mais cuidava do que brincava. E hoje? Hoje eu vi que você está tão frágil e nem eu mesmo sabia disso. Eu não te conheço mais. Você ainda tenta dormir tarde nos sábados de noite só para dizer que acordou tarde nos domingos? Eu sinto sua falta mais do que você imagina. Você me procurou hoje e eu nem sei o porquê. Antes eu saberia, mas e hoje? Eu nem entendi o que você foi fazer na minha sala. Eu quero te ajudar, mas você precisa primeiro se achar. Saber o que quer e o que os outros pensam de tudo, para ver se realmente é aquilo que você quer. Se quer minha amizade, se quer o carinho de sua mãe e o amor de Baek Hyun.

-É claro que eu quero sua amizade, Lu! – Ele pareceu meio afobado ao responder aquilo. – Eu não sabia que sentiu tudo isso. Eu até poderia dizer “por que você nunca disse nada”, mas você está certo quando disse que eu não percebi. Eu não fui um bom amigo.

-Eu não disse isso. – Falei segurando seu rosto. – Ei. Você sempre foi um ótimo amigo, só não conseguiu perceber o que realmente as coisas mostravam, entende? Você está confuso SeHun, mas não vê que o único que pode tirar essa confusão é você mesmo?

-Eu preciso de ajuda. – Ele ainda mantinha o mesmo rosto tristonho.

-Eu vou te ajudar, SeHun. – Falei e colei nossas testas. – Mas você precisa querer.

-Eu quero. Só me ajuda. – SeHun me abraçou. Eu iria o ajudar, claro que seria mais difícil para mim do que para ele. SeHun tinha o poder de me fazer andar para trás. Eu seria mais forte que ele. Precisava ser. Por Kris. Por mim.

 

-Estava com saudade de comer sua comida. – Ele falou enquanto comíamos. – Eu gostava de quando fazia doces.

-Você sempre foi uma formiguinha! Só gostava da sobremesa. – Ri antes de colocar os pratos dentro da pia. Estava com saudade de rir um pouco com o antigo SeHun pelo qual eu me apaixonei e tive uma amizade incrível.  – Agora me diga o que você precisava dizer quando me pediu para almoçar aqui.

-Lu, minha mãe me disse que eu precisava a voltar a falar com você. – O encarei curioso. – E que deveria voltar a te contar tudo. E por isso que digo primeiramente a você. – Pausa desgraçada. – Minha festa de noivado será daqui um mês.

E voltamos com mais um episódio de LuHan e sua vida idiota com um amor arruinado e desgraçado que nunca deveria ter acontecido!

Sim.

LuHan.

Por que eu ainda tinha que ser aquela pessoa compreensiva que toda vez todas as pessoas procuram? SeHun tinha um passatempo. E esse passatempo era me destruir aos poucos. Eu ainda não tinha acostumado com aquele sofrimento. Cadê aquele LuHan que ia mudar? Boa perguntar. Ele sempre me deixava quando eu mais precisava.

-Um mês? – Perguntei ainda meio desnorteado. – Tão rápido?

-Baek Hyun achou melhor o quanto antes. – SeHun não parecia tão animado.

-E o SeHun também achou melhor? – Perguntei e olhei em seus olhos. Ele estava diferente. Não tinha mais o brilho nos olhos como estava no começo do namoro. – Você está certo desse casamento?

-Eu amo o Baek, mas a briga dele com minha mãe já não dá mais.

-E aí sua saída foi deixar sua mãe sozinha para ficar com ele? – Perguntei e vi sua cabeça abaixar. – Desculpa, não foi minha intenção.

-Tudo bem, você está certo. Eu pensei várias vezes, mas foi a única saída para ter um pouco de paz. Eu até convenci Baek Hyun de ficarmos aqui nessa cidade. Ele queria que pedíssemos transferência para outro estado. – É o que? Como aquele anão tinha coragem? Ele achava que era quem para pedir algo daqueles? Respirei alguns segundo já que nem eu estava acreditando no que havia escutado.

-Como ele pode te pedir algo desses? – Falei um pouco alterado. – Sua vida toda está aqui!

-Eu sei, mas ele pediu. Eu pensei, mas minha mãe não pode ficar tão longe. – Ele me falou coçando o pescoço. – Eu não sei o que eu faço, Lu. É por isso que queria sua ajuda. Nem eu sei o que fazer.

-SeHun, desculpa. Só que eu acho essa ideia absurda. – Fui sincero. – Baek Hyun só quer te separar da sua mãe porque não gosta dela. Mas você acha justo? A mulher que te criou ficar sozinha por capricho seu por causa de Baek Hyun? Um namoradinho que você encontrou depois de anos? E ela? Há quantos anos você a conhece?

-Nós vamos nos casar. Não é mero namoradinho, Lu. – Eu ia bater naquele garoto. Ele estava pedindo. Contei até dez.

-Ótimo, SeHun! Acho que você fez sua escolha. Se quer tanto ficar longe de sua mãe, fica! Mas você deveria ser o último a querer isso uma vez que ela já passou por isso quando o homem que ajudou a te fazer largou ela grávida! – Vi seus olhos arregalados e parei no mesmo momento. Droga. – Desculpa.

-Pelo jeito nem você gosta de Baek Hyun. Não sei com o que eu estava na cabeça quando te pedi ajuda. – SeHun foi tão franco que me deixou sem palavras. Ele tinha dito aquilo mesmo? Ele estava louco?

-Eu sou seu amigo.

-E achei que você fosse! – Ele me disse bravo e assustei. Ele nunca havia gritado comigo. – Vai LuHan! Volta para sua vidinha perfeita! Você não precisa se preocupar com nada! Vai ser feliz, LuHan! E         me esquece!

-Olha o que você está falando.

-E por um acaso eu estou mentido? – SeHun realmente não estava falando sério. – Volta, LuHan! Volta pra quem realmente te merece. Eu só queria sua ajuda!

-E estou tentando! Mas não vai rolar se você não aguentar escutar o que tenho a dizer. – Falei sério e o vi se acalmar. – Minha vida não é perfeita, SeHun. Tira isso da cabeça. Você acha mesmo que eu não tive momentos difíceis? Que tudo são mares de rosas?

-Desculpa, eu me alterei. – O vi falar baixou junto de sua cabeça que tinha o olhar voltado para os próprios dedos. O que aconteceu com ele?

-O que houve contigo? O que fizeram com você? – Perguntei e fui até ele o abraçando. Eu já não o reconhecia mais. SeHun não era mais o mesmo, eu só queria meu amigo de volta, mas nem ele mesmo se reconhecia. Suspirei o ouvindo chorar baixo. – Você deve saber o que fazer... Eu não sou ninguém para te dizer o que é certo e o que é errado. – Eu queria pode o ajudar, mas se SeHun nunca fosse olhar pra mim, pelo menos eu desejava que ele fosse feliz, assim como eu estava tentando ser. Cortava meu coração o ver chorar.

-Desculpa... Por me afastar de você, por ter te excluído quando Baek apareceu. – Meu coração acelerou quando o ouvi falar tudo aquilo. SeHun me apertou em seus braços e pisquei algumas vezes. Acalme-se LuHan. Respire fundo. – Eu não sei quando eu comecei a perder tudo o que era de importante para mim. Na verdade eu sei... Foi essa faculdade! Nunca devia ter começado esse curso!

-SeHun... Não fale isso. – Pedi ao ouvir aquilo. – Descobrimos isso juntos, lembre-se das formigas. – O vi sorrir porque me afastei um pouco para o olhar. – Estava com saudade desses dentinhos. – Falei e senti um beijo em minha bochecha.

-Eu estava com saudade de você, LuHan. – SeHun me disse e suspirei. – Você é muito importante para mim, me perdoa.

-Eu não preciso te perdoar de nada. Se tudo isso aconteceu, era pra ser. – Falei e beijei sua testa. – Agora... Quero que você faça aquele sanduíche que só você sabe fazer.

-Mas... É só juntar tudo que tem na geladeira! E acabamos de comer! – Sua risada me fez rir e o abracei.

-Tem coisa na vida que só uma pessoa consegue fazer. – Falei e o senti me pegar no colo antes de irmos para a cozinha. – Pare de falar essas coisas, sabe que eu como sempre que posso.

Uma tarde perfeita.

Realmente adorava a companhia dele, SeHun me fazia lembrar de como éramos felizes quando crianças.

Eu estaria mentindo se dissesse que não senti nenhuma palpitação no peito. Ele ainda mexia comigo, e eu? Eu me sentia uma pessoa horrorosa por fazer aquilo Kris.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer por muitos leitores de Kingers estarem me apoiando nesse novo projeto.
A partir de agora as coisas começam a ter um novo rumo e espero que gostem!
Boa leitura e nao esqueçam dos comentários.
Kingers: https://spiritfanfics.com/historia/kingers-1945668


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