História Imaginary Girl - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Amigo Imaginário, Jelena
Exibições 235
Palavras 1.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaa. Me xinguem, podem me bater, me estapear, mas eu voltei. Após um mês e mais algumas bolinhas, aqui estou eu.

Bom, eu até mesmo coloquei Imaginary girl em hiatus e sinto muito por isto, mas de fato estava bloqueada totalmente para isto e pensei seriamente em excluir a história. Porém minha chará Larissa me mostrou o quão gosta do enredo e passei à pensar em vocês e deixar de ser egoísta como já fui muitas vezes. Eu amo o enredo e é isto. Espero que ainda estejam aqui.

Leiam as notas finais!
Boa leitura.

Capítulo 4 - Eu costumava ter uma queda por você.


Fanfic / Fanfiction Imaginary Girl - Capítulo 4 - Eu costumava ter uma queda por você.

Ao passo que vagamos pela rua de forma monótona, a garota pressiona suas mãos sobre os lábios volumosos enquanto ri de todas as lembranças insanas que estão sendo livremente contadas neste momento. Já fora do colégio, obviamente, após um dia tortuoso de escolhas e consequências dramáticas vindas de mim, é claro. Ryan considerou-me insano ao ver-me voltar do intervalo sozinho e sorridente por alguma razão desconhecida pelo mesmo, porém não persistiu no assunto o suficiente para quebrar meu silêncio referente à minha bela e insana alucinação. Quando o sinal ecoou para que retornássemos para sala naquela manhã, deixei as arquibancadas parcialmente frustrado pela loura ainda observar-me com toda sua casca de desprezo, entretanto parte minha se sentia como na infância, totalmente fissurado pela ideia de conversar com uma garota cuja qual não era vista por outros olhos além dos meus, aparentemente maluquice,mas acredite, é ainda mais louco de perto. Selena previsivelmente sumiu posteriormente à nosso breve diálogo nas arquibancadas, onde eu ordenei que ela sumisse, e não foi o que fez, claramente. Talvez eu precise de alguns comprimidos, ou um a breve hospedagem em um manicômio, pois tive de me certificar de algumas coisas, perguntando à meus colegas se haviam visto uma nova garota com os traços de Gomez no colégio. Sempre a mesma resposta, não. Surpreso? Não. Após anos e anos de perguntas sem respostas, fui capaz de admitir que todos aqueles que me cercavam estavam certos. Eu, Justin Bieber, estou sobre o efeito de alguma droga interna injetada em mim quando nasci. É uma hipótese, é claro. Pattie chegou à pensar que eu estivesse desenvolvendo altismo com cerca de dez anos, mas todo seu drama não passou de uma desculpa plausível para o simples fato de eu ver alguém que mais ninguém era capaz de ver. 

Mas quando estava prestes à sair do colégio, senti o peso sobre meus ombros e logo uma cascata de fios escuros que sempre pertenceram à Selena, estava sobre meus olhos. Tudo pareceu-me real naquele momento, como quando corríamos em círculos e apostávamos corridas de bicicleta no fim da rua. Eu não sei a razão que a levou à sentir-se íntima e confortável para saltar sobre minhas costas como uma criança, mas ela o fez como se o tempo nunca houvesse passado desde que foi embora. As mãos da morena retiraram o cigarro antes presente de forma costumeira entre meus lábios pouco ressecados, e em seguida um beijo estalado foi depositado em minha bochecha, causando-me vontade de rir por toda a sua falta de senso e noção sobre espaço pessoal. Todavia eu não a afastei, permiti que aquele garotinho novamente sentisse a presença da imagem feminina com a qual sempre esteve acostumado à lidar. E quando Selena, sem dizer nada, me puxou para longe como se ninguém pudesse nos ver, sequer fui capaz de fazer algo. Apenas deixei que ela me guiasse como uma garotinha maluca e eufórica. Após o divórcio de meus pais, deixei de querer frequentar minha casa todos os dias e participar das refeições e qualquer outra coisa que fosse organizada por eles com a simples intenção de trazer-me de volta à sua realidade. A realidade de que não estão mais juntos e de que não há um retorno para suas decisões, elas são totalmente definitivas. 

Então aqui estou eu. Justin Bieber e sua amiga imaginária, como todos costumavam dizer pelo bairro durante minha infância. Confesso que os apelidos e a fama que eu possuía de garoto "doente" me deixaram furioso conforme ia crescendo e percebendo que alguns de meus vizinhos ainda me olhavam como se eu fosse maluco ou até mesmo perigoso. Acontece que adultos infelizes, nunca foram livres e bons o suficiente, tampouco possuíam uma imagem fértil, então se torna incrivelmente prazeroso taxar algumas crianças como loucas e mentirosas. Porque era exatamente o que achavam que eu era, um mentiroso. Afinal, se a garota que eu tanto falava existia mesmo, por que não a viam?

 

—  Soube que seus pais se divorciaram.  — Selena comenta receosa uma vez que já estamos sentados no banco de uma praça qualquer. Sou incapaz de conter a careta que se forma em minha face clara, e toda a barreira que ressurge novamente ao redor desse assunto. Já estava cansado de todos os olhares como o seu direcionados à mim, eu não precisava e nem preciso da compaixão de ninguém, apenas desejo que me esqueçam por algum tempo, até que eu me adapte às circunstâncias.

— Você está dentro da minha mente, é claro que saberia.  —Acuso-a, girando meus olhos pelo local apenas para confirmar que existem distrações para as pessoas que nos cercam. Me parece assustador ver um cara de dezessete anos falando sozinho em um banco no parque. 

—   Você continua insistindo neste assunto? Que merda, Justin.  —Esbraveja e logo leva as mãos até a boca, depositando dois tapas ali. Rio. Sempre que dizia algo que considerava um 'palavrão', a garota batia em seus lábios como forma de punição.

— Tanto faz.   —Dou de ombros e reviro os olhos, vendo-a me observar com seus enormes olhos escuros.  — Pare de me olhar, caralho.  —Soo rude após alguns minutos de silêncio, sendo que durante todo esse tempo Selena esteve me encarando como se observasse uma paisagem do amanhecer em Paris. Ela esboça uma feição de desagrado e emite um som como se pedisse para que eu batesse em minha boca como a mesma havia feito há poucos minutos. Não o faço, apenas bufo irado e apanho meu celular em meu bolso traseiro, respondendo algumas mensagens de Pattie posteriormente. 

 Eu costumava ter uma queda por você. —Suspira alto e a olho. — Quando foi que se tornou um idiota?

—  Nós éramos crianças idiotas, Selena. Quando foi que pensou que as pessoas continuam sendo do jeito que eram? Coisas ruins acontecem enquanto você está presa na área cor de rosa.  —Cuspo as palavras vendo-a recuar brevemente. — Por que voltou afinal? Eu não preciso de você, vá embora. Saia.  —Levo as mãos à minha cabeça e espremo os fios de meu cabelo entre meus dedos após me levantar totalmente sem paciência para minha própria insanidade. 

— Você precisa de ajuda, Justin.   —Ela repete as palavras que Ryan vem me dizendo há semanas. Eu tenho vontade de gritar e empurrá-la para o mais longe possível de meu corpo inquieto. Mas não o faço, sou incapaz de machucar qualquer coisa referente à ela ou a qualquer outra garota, mesmo que seja irreal.  — Eu posso ajudar você. Igual da última vez, se lembra?  —Questiona e sinto o ar se esvair de meus pulmões. Estou preso novamente em um ataque de pânico, e não posso conter toda a expressão contorcida que deve habitar meu rosto agora. — Respire, Justin.  —Ela ordena tendo minha face contida entre suas mãos. Fecho meus olhos e prendo o ar em meu peito antes de finalmente liberá-lo. Como se toda a atmosfera pesasse assim como quando meus pais disseram a verdade, as lágrimas quentes e pesadas rolam sobre minhas bochechas enquanto sinto o ar gradativamente voltar para mim. O peso está sobre meus ombros e me sinto totalmente desprotegido quando abro meus olhos e observo Selena aparentemente assustada, isso já aconteceu antes. Há anos atrás. Exatamente deste jeito.

— Você é apenas imaginária.  — Digo baixo, agora voltando à deitar meus olhos fortemente. Os dedos da morena acariciam minha pele e por alguma razão isso só faz com que eu chore feito uma criança que sente falta de seu brinquedo favorito. A culpa por tudo que está acontecendo não parece estar em meus ombros ou em meus pais, ela está no mundo e em sua capacidade de destruir qualquer sinal de felicidade que encontra.

— Amigos imaginários aparecem quando precisamos deles.  —Abro meus olhos, vendo-a esticar um sorriso em seus lábios volumosos. Então eu sorrio, soltando uma boa lufada de ar.

  Amigos imaginários aparecem quando precisamos deles...e vão embora quando já não precisamos mais.   

 


Notas Finais


Então, estou aqui para avisar que IG só irá até o capítulo 6, e essa decisão não veio após meu bloqueio, e sim quando tive a ideia da fanfic. O enredo não é grandioso o suficiente para ultrapassar esta margem de capítulos, então assim será. Okay?

Comentem suas opiniões, me xinguem, me batam. Mas cá estou e aqui continuarei.

Beijos e espero que até breve <3


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