História IMAGINE - Taemin (SHINee) Press You Number! - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Beatriz_Dias

Postado
Categorias EXO, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kai, KiBum "Key" Kim, Lay, Minho Choi, Personagens Originais, Sehun, Suho, Taemin Lee, Tao, Xiumin
Tags Imagine, Lee Taemin, Romance, Shinee, Taemin
Visualizações 60
Palavras 4.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegamos! \o/
Capítulo 6!!!!!

Boa leitura xuxuzões!

Capítulo 6 - "Nem tudo o que parece é...1.2"


Fanfic / Fanfiction IMAGINE - Taemin (SHINee) Press You Number! - Capítulo 6 - "Nem tudo o que parece é...1.2"

Taemin – Press Your Number!

Capítulo 6 – “Nem tudo o que parece é. 1/2”

 

- Taemin? – exclamei desesperada ao reconhece-lo.

Ele vestia um casaco de capuz preto, o que deixava ainda mais evidente sua pele clara.

- S/N? – ele repetiu surpreso -  Você está bem? Esse senhor te fez alguma coisa?  – perguntou aflito segurando meus ombros enquanto apenas neguei com a cabeça de forma apressada.

Meu pai estava agora sentado sobre o próprio vomito, uma cena constrangedora, no mínimo. Penso.

- Você conhece esse senhor? – me limitei apenas a assentir com a cabeça - Ele é seu parente? – ele insistiu dividindo sua atenção entre olhar pra mim e olhar para meu pai.

Engoli as lágrimas, eu estava constrangida com aquilo, mas precisava falar, ou aquele doce estranho não tiraria os olhos de mim.

- E-e-ele é ... meu pai... – respondi segurando o choro novamente.

Taemin pareceu ainda mais surpreso com minha resposta. Cada relâmpago revelava seu rosto pálido, assustado e já bastante molhado pela chuva. Ele encarou meu pai novamente de forma confusa e disse coçando os cabelos:

- Tá entendi. – ele assentiu com a cabeça me encarando - Precisamos sair daqui, essa chuva está cada vez pior, já alagou todo o centro. Vocês moram muito longe daqui? – perguntou e eu neguei – Ótimo, vou levar vocês para casa então. – disse calmamente enquanto apenas concordei com a cabeça ainda surpresa pela presença do mesmo ali – S/N, você pode entrar no carro, eu vou trazer o seu pai, não se preocupe...Ok? – disse passando a mão em meu rosto, tentando enxugar lágrimas e chuva sem sucesso, o que me fez corar na hora.

- O-k... – respondi o encarando como se seus olhos tivessem um imã sobre os meus.

Não podia acreditar naquela cena, Taemin, surgiu do nada feito um verdadeiro anjo dentre tantas pessoas em Busan, mas justo ele tinha que aparecer e logo naquela situação? Penso. Não sei dizer se isso me deixava feliz por vê-lo novamente ou constrangida pela situação em que nos encontrávamos eu e meu pai. Mais que depressa, ele se dirigiu até meu pai e o levantou, passando o braço do mesmo sobre seus ombros e inacreditavelmente desta vez, meu pai não retrucou absolutamente nada.

O coitado literalmente apagou de vez.

- Abre a porta de trás, por favor. – pediu Taemin.

Em meio a relâmpagos e muita chuva demorei um pouco a raciocinar, mas com muita dificuldade fiz o que ele pediu, e logo Taemin deitou meu pai sobre o banco traseiro e prendeu seu corpo com o cinto de segurança, enquanto eu permaneci em pé, na chuva observando a cena sem acreditar.

- Pronto! Agora vem! – ele fechou a porta do carro, pegou minha mão e me conduziu que nem uma criança até a porta do carona.

Sentei-me no banco já batendo queixo de frio, enquanto observava Taemin passar correndo pela frente do carro e logo em seguida entrando e sentando no banco do motorista. Ele tirou o capuz do casaco que vestia deixando alguns fios loiros de seu cabelo molhado, caindo sobre seu rosto, seus olhos pareciam confusos, suas mãos tremulas tentavam colocar a chave na ignição o que o fazia morder de leve os lábios como se tivesse raiva por não conseguir fazer algo tão simples como dar partida no carro... Enquanto eu estava em transe com aquela cena, não deixando fugir de meus olhos um único movimento, foi nesse instante que ele me encarou preocupado.

- Você está bem? – me encarando sério.

- Acho que sim... – gaguejei de frio encolhendo os ombros.

- Nossa! Seus lábios estão roxos, você deve estar congelando! – exclamou ele ligando mais que depressa o ar quente do carro.

Encarei discretamente meu pai apagado no banco de trás, apenas abaixei minha cabeça e comecei a chorar, involuntariamente.

- Chegamos ao ponto agora de ter que aceitar carona de um estranho, isso não podia estar acontecendo comigo! Penso e logo meus pensamentos são interrompidos por um toque suave em meu ombro.

- Calma... – disse Taemin me encarando – Relaxa e me diga S/N, pra que lado fica sua casa e eu os levo até lá, okay? – disse ainda com a mão sobre meu ombro.

Respirei fundo, enxuguei as lágrimas e respondi:

- Fica a cinco quadras daqui... – respondi séria agora encarando a janela.

- Okay... – ele disse sem jeito agora dando partida no carro e saindo daquela esquina devagar.

Eu me sentia constrangida pela situação, meu pai estava cada dia pior e honestamente, já não sei mais o que fazer. Durante o curto caminho permanecemos em silêncio, eu admirando a chuva em meio a 1001 pensamentos e Taemin concentrando-se apenas nas ruas praticamente vazias.

Não demorou muito para que eu avistasse minha casa:

- Você pode reduzir, minha casa é aquela verde ali... – disse apontando a mesma, Taemin apenas assentiu com a cabeça e fez o que pedi estacionando seu carro devagar na frente do portão.

Com o motor já desligado o som da chuva parecia ainda maior, permanecemos alguns segundos em silêncio, eu entendia aquilo facilmente, coitado desse tal Taemin cruzar no meio do caminho com uma estranha e seu pai bêbado não deve ser algo muito frequente. Penso.

Suspirei fundo e criei coragem:

- Bom, obrigada pela carona. Sem dúvida já nos ajudou muito, daqui eu me vir...

Antes que eu pudesse concluir, Taemin simplesmente sorriu encarando o retrovisor, tirou o cinto de segurança e desceu do carro dirigindo-se rapidamente até o banco de trás, onde liberou também o cinto de meu pai em seguida o puxando já em sua direção deixando o mesmo sentando de forma desajeitada:

- Me agradeça depois... – disse sério me encarando – Você pode abrir o portão, por favor? – pediu.

Imediatamente desci do carro, tomando mais um banho gelado de chuva, abri o portão, corri até a porta da frente abrindo a mesma e retornei rápido para ajudá-lo.

- Pode entrar e largar ele no sofá, por favor. – disse agora me aproximando.

- Fecha o carro pra mim, que enquanto eu levo ele... – Taemin me alcançou as chaves do carro e passou rapidamente com meu pai nos braços rumo ao portão. Fechei o carro como ele pediu e corri pra casa. Entrei na mesma ainda ofegante, molhada, com frio e identifiquei que nem meu pai nem Taemin estavam na sala e logo constatei a luz no final do corredor acesa, luz essa do banheiro. Ao chegar na porta me deparei com Taemin colocando meu pai embaixo do chuveiro de roupa e tudo, naquela altura do campeonato já nem sei dizer se isso me impressionava ou não.

- Desculpa entrar assim na sua casa, mas achei que seria melhor dar um banho nele, afinal tudo o que um bêbado precisa é um bom banho, café e cama... – ele se explicou de forma séria e ofegante enquanto tirava seu casaco tendo no corpo um camisa branca também bastante molhada, o que marcava seu corpo, desviei o olhar sem jeito pela cena, mas acredito que ele percebeu tudo. – Eu ajudo ele aqui, pode ficar tranquila, faça um café e trate de tirar esse seu casaco molhado antes que você fique doente. Agora pode ir... – ele ordenou dando as costas pra mim enquanto ligava o chuveiro. Permaneci ali parada, confusa por alguns instantes quando ele me encarou novamente parecendo um pouco irritado pela minha presença – Você não me ouviu? Pode deixar que eu ajudo ele! – insistiu me encarando sem entender.

- T-t-tudo bem. Eu vou buscar roupas secas e uma toalha pra vocês, com licença... – respondi constrangida saindo dali.

Fui até o quarto de meu pai, peguei toalhas, roupas limpas e levei até o banheiro novamente:

- Taemin, eu trouxe as roupas... – disse do lado de fora da porta com voz fraca.

- Pode deixar ai fora no chão. Obrigado. – respondeu sério.

- Está tudo bem ai? – questionei confusa.

- Sim, pode entrar se quiser ver seu pai pelado... – ele debochou.

Corei novamente.

- Vou fazer o café, qualquer coisa me chame...

Confesso que aquela situação já estava me deixando irritada e apreensiva. De repente aquele estranho toma conta da minha casa e ainda por cima pensa que pode me dar ordens. Troquei de roupa e fui a cozinha para preparar o café, não demorou muito para que Taemin passasse com meu pai pelo corredor rumo a sala. Virei-me de volta para a pia da cozinha enquanto terminava de preparar o café e não demorou mais do que 10 segundos para que eu percebesse a presença dele na porta da cozinha me encarando em silêncio.

- O café está pronto... – disse sem jeito me dirigindo a pequena mesa redonda no centro da nossa estreita cozinha.

- O cheiro está ótimo! – exclamou esfregando as mãos - Seu pai está capotado, acho melhor não acordá-lo para esse café... – disse sério aproximando-se.

- Pode sentar, quero retribuir o café da última madrugada... – disse já servindo o mesmo.

Taemin sentou-se à mesa acompanhando cada movimento meu com olhar fixo, como o de um predador analisando sua presa, sim era exatamente assim que eu me sentia sendo vigiada por aqueles intensos olhos claros.

- Parece que a chuva não deu trégua, não é mesmo?! – ele mencionou observando os clarões dos relâmpagos pela janela.

- Parece que não... – disse juntando-me a ele na mesa.

- Obrigado pelas roupas secas, eu estava congelando também... – sorriu sem jeito tomando um gole do café.

- Sem problemas...  – respondi juntando-me a ele.

Nosso momento era silencioso e com aroma de café, talvez depois de todos os acontecidos, Taemin não fosse mais tão estranho aos meus olhos.

- Ele te deu muito trabalho? – pergunto sobre meu pai.

Taemin sorriu admirando a xicara.

- Não mais do que parece ter dado a você antes de eu chegar. – nos encaramos sorrimos e em seguida voltamos as desviar nossos olhares.

- Por sorte você apareceu! No meio dessa chuva, meu pai e eu provavelmente não teríamos chegado se quer na metade do caminho que dirá em casa. – ele me encarou novamente – E você também não tinha nenhuma obrigação de parar ajudar uma estranha, mas mesmo assim nos ajudou. Obrigada mesmo seu gesto foi muito importante.  – agradeço sem jeito.

Ele estendeu a mão:

-  Não seja por isso, prazer meu nome é Taemin, Lee Taemin.  – sorridente.

Encarei sua mão sem jeito e correspondi o gesto.

- Prazer em conhece-lo Taemin, me chamo S/N e aquele o senhor bêbado que você ajudou é meu pai, senhor Han. – risos.

- Não somos mais estranhos agora... – risos.

Breve silêncio.

- Hum! Seu café é infinitamente melhor do que o da máquina do posto... – ele diz tentando quebrar o clima constrangedor que nos cercava.

- Bom ou não aquele café me ajudou e muito! Eu estava morrendo de sono, e ainda tinha que estudar pra prova. – desanimada.

- Você estuda o que? – perguntou dando outro gole no café.

- Sou estudante de medicina. – respondi.

Taemin me encarou surpreso.

- Eu sei, não me olhe assim, eu tenho problemas, vou estudar a vida toda... – disse rindo sozinha enquanto ele ainda me encarava surpreso. – Está tudo bem? – perguntei reparando sua expressão.

- Sim, está sim. Apenas surpreso! – ele desviou o olhar – É uma profissão realmente admirável, mas qual especialização Dra.? – ele debochou enquanto debruçava os cotovelos sobre a mesa.

Respirei fundo, aquela pergunta era simples de responder, mas envolvia tantas coisas na minha cabeça.

- Cardiologia. – respondi.

- Wow! – ele exclamou – Dra. S/N, uma especialização e tanto né?! – risos.

- É quem sabe eu consiga fazer pelos outros o que não pude fazer pela minha mãe. – me levantei rumo a cafeteira – Aceita mais um café? – disse de costas me servindo.

E sem que eu percebesse ele estava lá parado as minhas costas com a xicara nas mãos, me encarando.

- Aceito... – ele alcançou a xicara e nesse instante nossas mãos se tocaram, nossos olhos se encontraram e um silêncio assustador se instalou novamente entre nós, silêncio esse que foi quebrado por um raio e a queda de repentina da luz. Se mudamos nossa situação? Não, nem eu e nem Taemin se quer nos movemos. Ele tinha algum mistério, alguma coisa que me prendia, e ao mesmo tempo parecia procurar algo em mim, mas o que? Me pergunto.

O celular de Taemin toca e a luz também volta no mesmo instante, nos fazendo despertar daquele transe, num gesto rápido ele me entrega a xicara e atende o telefone:

- Fala... Hã? Sei, sei sim! – ele se afasta um pouco mudando completamente o semblante – Tem certeza disso Kai? – ele respira fundo esfregando os cabelos – Merda mesmo, mas será que nada funciona se não estou ai? – exclama irritado, o que me faz sair da cozinha para lhe dar mais privacidade.

Na sala meu pai dormia devidamente confortável no sofá, me aproximei afagando seus cabelos, por sorte ele não tinha febre como na noite anterior.

- S/N! – exclamou Taemin surgindo na porta da sala – Vou indo nessa! – disse sem me encarar.

- Está tudo bem? – preocupada.

- Aham... – respondeu nervoso enquanto mexia no celular – Obrigada pelo café, Dra. – ele saiu sem dar muita explicação, enquanto eu apenas me limitei a agradecer de longe.

Fechei a porta voltando para minha realidade com senhor Han, o encarei suspirei fundo:

- Parece que ele cuidou direitinho de você, não é mesmo senhor Han?! – digo sorrindo.

S/N OFF

TAEMIN ON

Sai da casa da S/N irritado com a ligação do Kai, como sempre Minho fazia as merdas e eu era obrigado a limpar e dar um jeito em tudo, sempre isso! Penso. Essa vida as vezes me cansava mais do que o normal, aliás não vejo a hora de cumprir meus objetivos e sair dessa, quem sabe um dia ter uma vida normal, estudar, viajar...

  - S/N ...

Lá estava ela ocupando meus pensamentos, mas por que? O que essa garota tem demais? É uma pobre coitada que vive numa casa humilde com um pai bêbado.

 – Merda! – exclamo. – Mas que diabos me deu agora pra pensar em você garota!?

Imediatamente lembro-me de nossas mãos se tocando, nossos olhos se encarando, aquele momento parecia ter pausado o resto do mundo ao seu redor, segundos tornaram-se horas...

- Eu só posso estar ficando louco! – irritado.

Meu surto de raiva e confusão foi cessado ao avistar o sobrado, no portão Kai caminhava de um lado para o outro, estacionei o carro e ele logo exclamou:

- Ahhh! Mas já não era sem tempo! – disse de braços abertos.

- Não enche o saco, não Kai! – respondi sério.

- Onde você estava? – ele perguntou enquanto eu descia do carro e procurava meu casaco onde estava o maço de cigarros que comprei, mas minha procura foi sem sucesso.

- Fui no posto comprar cigarro. Já que você fumou todo o meu!  – respondi.

- Hum. Foi comprar cigarro ou foi ver a tal S/N?! – irônico.

Kai realmente sabia muito bem como me irritar e aquele comentário havia me deixado ainda mais irritado.

- Ela está de folga. Mas cadê essa porra ?!  – respondi ainda procurando meu casaco.

- HUM! Você está sabendo bem das coisas né?! – ele debocha.

O encarei com ainda mais raiva por aquele deboche:

- Merda mesmo! Agora tenho que te dar satisfações do que faço por acaso? DROGA! – exclamei batendo a porta do mesmo ao perceber o que havia feito.

Kai me encarou assustado.

- Eita! Qual é o seu problema? – exclamou disse irritado.

Respirei fundo e o encarei ainda do lado de fora do portão.

- Tem um cigarro? – perguntei cerrado os punhos de raiva.

- Ué? Você não comprou? – confuso.

- Comprei, mas acho que perdi meu casaco... Merda! Onde eu deixei essa droga?  – exclamo ainda sem entender.

- Foi em mais algum lugar além do posto? – perguntou interessado, eu diria que curioso.

- Não, não fui! Devo ter deixado por lá mesmo. Agora me dá um cigarro já que você fuma todo o meu... – ele me alcançou o mesmo e acendeu o fogo pra mim. Dei uma longa tragada, me sentei no capo do carro e perguntei – Vai Kai desembucha logo, o que houve? O que o Minho aprontou dessa vez?

Kai sentou-se ao meu lado, também com um cigarro entre os dedos, admirou o céu e disse:

- Vou ser direto, a alguns meses atrás Minho descobriu através de um fornecedor nosso em Daegu, um dos “capangas” do Sang Woo aqui em Busan... – ele explica.

- E o que exatamente temos a ver com isso? – pergunto confuso.

- Bom, o que aconteceu é que os meninos aqui eram responsáveis por pegar o tal cara e dar um jeito. Parece que ele é dono de uma jogatina clandestina aqui no centro...

- E? – insisti.

- E ai que ninguém aqui fez nada, por conta do lance com o irmão do Jonghyun. E também esses outros 3 me parecem muito parados, além disso também tinha o Lay que mantinha isso em sigilo... Então já viu né... merda e mais merda pra limpar. – respirou fundo.

- Entendi... – outra tragada - Também tô achando tudo muito parado por aqui... – completei.

- Fato é que agora o senhor Kyungdae deu prazo pra acabarmos com isso, e o Minho por sua vez, tá cheio da razão saindo de bonzinho da história, já que ele descobriu e ninguém aqui fez nada. – ele suspirou - Agora quem se ferrou fomos nós meu caro, Taemin...

Apenas sorri.

- Nós não Kai, esses três precisam levar as coisas por aqui mais a sério, precisam de um bom choque de realidade. – apaguei o cigarro – Não se preocupe, amanhã vou dar um jeito nisso.

- Se você está dizendo...Mas e quanto ao Minho? – insiste.

- O Minho que se foda! Se ele fosse tão bom tinha que ter dado um jeito com as próprias mãos e talvez essa seja nossa maior diferença... Eu mesmo vou fazer a caveira desse merda com o senhor Kyungdae... escreve aí , esse babaca vai me pagar caro, por essa e pelas antigas...  Tá ligado que na verdade o Minho sabia que esses três patetas aqui não fariam nada, muito menos o Jonghyun, né?! – adverti.

- Claro, que tô ligado! Tudo isso foi de caso pensado pra nos ferrar, mas né... Faz parte dessa nossa “vidinha”. Aliás, falando em Jonghyun, por que ele não largou tudo ainda? – questionou - Já reparou que ele não tem nenhum interesse nisso? Nenhuma atitude? – questiona.

- Sim, mas não vamos julgar ele não, Kai. Cada um administra as perdas de um jeito diferente, uns param no tempo como Jonghyun...

- Outros planejam vingança, como você... – ele me interrompe de forma irônica.

Risos.

- E outros tentam mudar de vida e fazer algo que não puderam fazer por quem amam... – digo isso pensando na S/N, o que será que aconteceu com a mãe dela? Penso.

- Que papo estranho, Tae! Você tá sentimental, por acaso? – debocha.

- Até parece né! – risos.

- Ah é esqueci que você é Lee Taemin, um homem sem coração... – debocha novamente enquanto apaga o cigarro.

- Que seja, agora vamos entrar que pelo jeito vai cair mais um toró de chuva... – disse levantando-me e entrando no portão.

TAEMIN OFF

KYUNGSOO ON

Lá estava eu sobre a minha humilde moto a caminho de meu maravilhoso trabalho (sendo extremamente irônico nesse momento) Na verdade eu me sentia um idiota naquela moto, ainda mais com aquele capacete ridículo, se é que aquilo pode ser considerado uma moto! Mas enfim, era o que o meu dinheiro aliado ao dinheiro do Chen podia comprar, e sabe que há um “Q” de liberdade em andar por ai pegando vento no rosto, mesmo que seja a 40km/h ... Que é o máximo de velocidade que isso atinge. #triste.

- Por sorte parou de chover! – penso.

Se eu estava cansado? Sim, eu estava exausto na verdade, trabalhar a madrugada a manhã toda e em seguida emendar um pedaço da noite e a madrugada seguinte, era pra matar! Porém de qualquer forma, a S/N merecia aquela folga, afinal, ela e Baekhyun trabalham e estudam, enquanto eu me contento com essa vidinha mais ou menos... – suspirei fundo.

– Eu podia ter feito tudo diferente, né?! Quem sabe um dia! – repeti a mim mesmo acelerando um pouco mais.

De qualquer forma fico feliz por meus amigos, sinto que as conquistas deles eram minhas também e mesmo com esse “meu jeito”, acredito que eles saibam bem disso.

Naquela altura da noite eu só pensava em por que o Lay tinha que desaparecer justo agora? E mais, onde será que ele se meteu? Na verdade onde ele está tanto faz, com tanto que esse idiota volte logo. Penso.

Cheguei no posto, estacionei a moto e fui direto ao vestiário trocar de roupa.

Me encarei no espelho e repeti:

- Uniforme patético! Nem num buffet infantil eu pareceria tão ridículo com isso! – disse bufando.

Na loja Baekhyun estudava sobre a bancada do caixa.

- Mas vejam só se ele não pensa que é a S/N ... – exclamei o assustando.

- Poxa! Quer me matar do coração! – ele exclamou com a mão no peito.

- Você e a S/N estão sempre morrendo do coração! Serão os dois cardiologistas maravilhosos! – debochei me escorando no caixa.

- HAHAHA! Senso de humor ácido como o de um limão, não é mesmo?! – o encarei de apertei os olhos – Me ajuda a recolher esses livros, vai!

- Acho melhor mesmo, sabe bem que o Kyungill costuma vir aqui nesse horário e a única pessoa que ele deixa estudar é a S/N, ou melhor, a dongsaeng! Como ele insiste em chamar ela... – revirando os olhos – Mas enfim, quer tomar um esporro dele de graça?! – perguntei ajudando o mesmo a guardar os livros dentro da mochila.

- Deixa de ser agorento! Eu apenas me perdi no horário, não estou acostumado com isso de trocar de de turno e ficar até a noite. – disse espreguiçando-se.

- Tô percebendo. Agora sai logo desse caixa que vai dar meu horário no caso. – o empurrando.

- Eita! Delicado que dói. – exclamou saindo de trás do mesmo - Mas vem cá Kyungsoo, me diz uma coisa... – o encaro sério – Viu a S/N por acaso? Sabe se ela está bem?

-Não vi não, mas acredito que sim. Quando vim pra cá tinha um carro parado na frente da casa dela...

- O carro do Onew? – pergunta Baek aflito.

- Não, não era o carro do “mala do ano”! – respondi revirando os olhos novamente.

- Ufa! – ele exclamou.

- Ué! Mas por que tanta preocupação? – confuso.

- Acho que o Chanyeol conseguiu me contaminar de preocupação! Digamos que o Onew anda mais insistente do que o normal S/N, hoje mesmo ele quase arrumou briga com um estranho no Park’s Burger – explicou.

- Ciúmes, aposto – digo.

- Exatamente! – desanimado.

- Pobre S/N! O Onew é boa gente e tal, crescemos juntos. Mas fato é que ele não sabe ouvir um não. Ainda mais um não vindo da S/N ... – disse sacudindo a cabeça negativamente.

- Você falou a mais pura verdade, Kyungsoo! Mas pra que tanta insistência né? – exclama confuso - Todo mundo sabe que a S/N não gosta dele e mais que ela não quer nada com ele! Eu no lugar dele já teria desistido a muito tempo. – dando de ombros.

- É.. eu que sei... – desanimado.

- Jinna, ainda eu suponho? – ele pergunta sem jeito colocando a mão sobre meu ombro.

Respirei fundo.

- Sem chance pra mim Baek. O que ela ia querer com um pé rapado grosseiro feito eu? – disse isso enquanto disfarçava contando o dinheiro do caixa.

- Não se menospreze tanto meu amigo, tem gente que acha charmoso um cara mais rude! – ele debocha aos risos, enquanto o encaro tentando segurar meu próprio riso – Mas enfim, a Jinna é bonita, é legal, mas tudo isso quando ela quer e com quem ela quer, acredite eu sei o que estou falando. E quando você menos esperar aparece uma garota legal pra ficar ao seu lado... – apenas dei de ombros constrangido.

Quando ouvimos alguém pigarrear na porta:

- Será que eu atrapalho o casal?

Nos encaramos e repetimos baixinho:

- Kyungill... – sem jeito.

- Não quero atrapalhar nenhum possível romance aqui hein?! – debocha tirando um pirulito da boca.

Eu sorri de nervoso, mas minha vontade era quebrar a cara desse imbecil, porém não sou louco de encarar um cara desse tamanho! Kyungill era o homem de confiança do senhor Sang Woo (vulgo cão de guarda) um rapaz pouco mais velho que eu e Baek, porém de quem não se sabia absolutamente nada, a não ser sobre sua personalidade especialmente irônica, sarcástica, mal humorada e sua imensa afinidade com a S/N, a quem ele chamava gentilmente de dongsaeng.

- Veio buscar o dinheiro do meu caixa, hyung? – perguntou Baek.

- Sim, também... Mas primeiro eu preciso pegar uns papéis no escritório do chefe. – disse ele já adentrando a loja – Alguma notícia do chinês? – pergunta referindo-se ao sumiço do Lay.

- Nada, mas se você que é “o cara” não sabe o que resta para nós? Aliás se souber de algo me avisa que quero meu horário de volta. – disse e me arrependi automaticamente quando senti seus olhos me encararem de forma assustadora.

Kyungill caminhou devagar em minha direção, colocou as duas mãos sobre a bancada do caixa, tirou novamente o pirulito da boca e disse:

- Se está insatisfeito, posso resolver pessoalmente isso pra você, Kyungsoo! – sério pronunciando meu nome de forma sarcástica.

Engoli seco.

- N-n-não! Tudo bem hyung! Só estou apreensivo, só isso. – nervoso.

- Melhor assim ... Kyungsoo! – disse colocando o pirulito de volta na boca – Vou no escritório e já volto pra pegar seu caixa Baek. Com licença... – ele saiu caminhando pela loja e pegando um pacote de salgadinhos dos mais caros – Desconte do seu caixa, Kyungsoo. – debochou já fechando a porta do escritório.

- Droga! – exclamei baixinho, descontando o dinheiro – Filho da puta mesmo!

- Shiii! Quer morrer? Já pensou se ele te escuta? – exclamou Baek.

- Ele se vale pela situação, e tudo culpa daquele chinês! Sempre soube que ele me daria problemas! – irritado.

- Para de ser implicante, coitado do cara! Agora vê se controla sua língua, sabe muito bem que o Kyungill pode fazer a tua caveira com o chefe e você precisa do emprego, lembra?! – aflito.

- Só por isso também, mas um dia isso muda! Ah se muda! – afirmo.

KYUNGSOO OFF

(((QUEBRA DE TEMPO)))

ONEW ON

Na manhã seguinte.

Acordei cedo, tomei um café da manhã rápido e fui buscar a S/N, como era de costume. Eu havia dormido mal naquela noite, além da chuva forte, mais do que nunca S/N era dona dos meus pensamentos, sempre tão forte, tão batalhadora e ao mesmo tempo tão doce e gentil.

Lembro-me bem do dia em que a conheci, seu pai trabalhou um tempo como “faz tudo” em minha casa, eu deveria ter uns 10 anos quando a vi pela primeira vez. Desci para tomar café e lá estava ela na cozinha, ao me ver S/N quase derrubou o pedaço de bolo que tinha nas mãos, tão tímida e sem jeito. – lembro. E desde aquele dia nos tornamos amigos, até que a adolescência revelou nela uma mulher ainda mais bonita e com inúmeras qualidades e eu me encantei cada dia mais até estar perdidamente apaixonado como estou até hoje, eu só queria protege-la, só queria cuidar dela como ninguém nunca na vida cuidou, mas ela por suas vezes relutava em me aceitar, porém estava disposto a fazer qualquer coisa para ter ela ao meu lado e sei que no final de tudo vou conseguir e seremos muito felizes.

- Ainda vamos casar S/N, a se vamos... – repeti olhando sua foto no papel de parede do meu computador. Peguei minhas coisas, desci as escadas e logo tratei de sair rumo a casa dela. Chegando lá estacionei o carro em frente em frente ao portão e buzinei, porém ninguém me atendeu, buzinei novamente e nada.

- Que estranho! Ela nunca se atrasa assim ... – confuso.

Desliguei o carro e desci, a pequena casa estava toda fechada e pela janela da porta identifiquei que ninguém estava lá, nem mesmo o senhor Han – Droga! Nem pra me avisar! Devo estar fazendo meu papel de trouxa bem certinho né, S/N! – irritado.

Entrei no carro batendo a porta e saindo chutado dali...

- Nem mesmo você vai me fazer de trouxa, S/N ... Você vai me pagar... Ah se vai...

ONEW OFF

Continua...

 

 

 

 


Notas Finais


Xuxus!

Nós queremos agradecer imensamente pelos 80 favoritos e mais ainda pelos comentários e participações constantes de todos vocês! Muito, muito obrigada!!!! Nós amamos vocês!

Obs: Vamos colocar os comentários e capítulos em dia, okay?!

Esperamos que tenham gostado!
Boa semana... Saranghae!


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