História IMAGINE - Taemin (SHINee) Press You Number! - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Beatriz_Dias

Postado
Categorias EXO, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kai, KiBum "Key" Kim, Lay, Minho Choi, Personagens Originais, Sehun, Suho, Taemin Lee, Tao, Xiumin
Tags Imagine, Lee Taemin, Romance, Shinee, Taemin
Visualizações 64
Palavras 6.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Surpresa....

Pra compensar a demora nas postagens, decidimos lançar dois capítulos... então preparem os coletinhos que vem tiro por ai!

Boa leitura!

Capítulo 7 - "Nem tudo o que parece é. 2.2"


Fanfic / Fanfiction IMAGINE - Taemin (SHINee) Press You Number! - Capítulo 7 - "Nem tudo o que parece é. 2.2"

Taemin – Press Your Number!

Capítulo 7 – “Nem tudo o que parece é. 2/2”

S/N ON

Dormir... tudo o que eu queria e não consegui! Aquela noite havia sido horrível, passei me revirando e lembrando de tudo o que acontecerá e claro, lembrei-me de Taemin também. Eu precisava parar de pensar nele, precisava parar de pensar em tudo isso, então tratei de levantar e organizar um bom café para levar ao posto Fast Flex, afinal Kyungsoo virou a noite trabalhando e creio que se o Lay não aparecer hoje, ele ainda terá que ficar no posto na parte da manhã até o horário de Baekhyun e meu amigo merecia uma pequena gentileza dentre tantas que ele faz por mim e principalmente para meu pai.

Entrei no banheiro enquanto o café terminava de passar para recolher as roupas molhadas de meu pai e logo reparei algo “estranho”:

- Esse casaco não é do meu pai!  – lembro-me da cena da noite passada – Putz! O Taemin esqueceu o casaco aqui.

Peguei o mesmo nas mãos e tratei de colocar pra lavar.

- Uma hora você dá falta e vem buscar... – pensei, colocando a mão no bolso antes de colocar na lavadora, no bolso encontrei um maço fechado de cigarros – Outro fumante – além de uma foto que penso ser dele ainda criança com os pais – Melhor eu guardar isso, com certeza você vai querer...- disse a mim mesma.

Organizei minhas coisas, tomei um rápido café da manhã e decidi sair. Durante esse tempo constatei que meu pai durante a noite caminhou sozinho da sala até seu quarto, onde o mesmo dormia desajeitado na cama.

- Ao menos isso você vez sozinho, né Appa! – disse baixinho observando a cena ainda da porta.

Sai de casa sobre um céu já bastante azul, finalmente a chuva havia passado. Meu destino, posto Fast Flex e em menos de 30 minutos a pé, eu estava lá.

Na loja, Kyungsoo girava desanimado na cadeira do caixa.

- Bom dia! – exclamei animada enquanto ele me olhava sério – Credo! Não foi tão ruim assim, foi? – disse o abraçando.

- Até que não... – ele sorriu irônico – Mas enfim noona, o que te trás aqui? – curioso.

- Tcharam! – exclamei mostrando uma sacola parda.

- WOW! Uma sacola! – debochou gesticulando.

- Deixa de ser tão sem graça! – disse dando-lhe um leve tapa no braço – Vim trazer seu café da manhã!

- Mas ué, que bicho te mordeu mulher?! – debochou já abrindo a sacola.

- Eu posso levar pra faculdade, tenho certeza que o Chanyeol vai adorar! – disse tirando a sacola de sua frente.

- Negativo! O Chanyeol é rico, deve ter se entupido de coisa boa no café da manhã! – ele respondeu tentando pegar a sacola.

- Acho melhor você se comportar então, zoiudinho! – disse fazendo biquinho.

- Me dá logo essa sacola, noona! – impaciente.

- Tá Bom... toma! – alcancei a mesma – Espero que esteja bom... – ele nem esperou pra abrir o sanduiche e comer de forma desajeitada – Essa é minha forma de agradecer, você cuidou tão bem do meu pai e sempre me ajuda e incentiva. – respirei fundo.

- Era o mínimo que eu podia fazer, noona. – respondeu com a boca cheia – Aliás, como ele está?

- Está indo, ontem ele me deu mais um susto. Acredita que dormi durante a tarde e quando acordei ele tinha ido se enfiar naquela porcaria de bar?! – exclamei.

- Ai o senhor Han, também não é fácil né ....Mas está tudo bem? – perguntou enquanto ainda comia o sanduiche.

- Na verdade, acabamos precisando de uma ajuda, porque...

- Bom dia!

Exclamou uma voz conhecida nos interrompendo.

- Bom dia, senhor Sang Woo! – respondeu Kyungsoo escondendo o sanduiche – Bom dia, Kyungill hyung.

- Bom dia! – falei em seguida fazendo uma reverência aos dois que apenas sorriram de volta.

- Mas ora, ora... Comendo em horário de trabalho, Kyungsoo?! – exclamou Kyungill em tom debochado.

- É, eu, eu... Bom eu.... – gaguejou nervoso.

- Fui eu quem trouxe o lanche, espero que o senhor Sang Woo não se incomode muito. – interrompi sem jeito.

- De forma alguma S/N, você fez muito bem. – gentil - Pode comer seu sanduiche, Kyungsoo. Imagino que você esteja com fome e cansado. – disse o senhor Sang Woo.

- Obrigado, senhor! – ele disse baixando a cabeça de forma constrangida.

- Vou até minha sala... – ele me encarou - S/N hoje você trabalhará normal tanto aqui no posto quanto em minha casa, ok? – disse Sang Woo em tom mais sério.

- Sim, senhor. – respondi imediatamente.

- Com licença... – disse saindo rumo a sua sala no final do corredor deixando seu cão de guarda pra trás.

- Tudo bem dongsaeng? – disse Kyungill em tom mais leve agora beijando o topo da minha cabeça, enquanto Kyungsoo observava tal atitude de forma descrente revirando os olhos.

- Tudo bem sim, oppa! – respondi sem jeito.

- Conseguiu descansar? Como está seu pai? – perguntou preocupado enquanto Kyungsoo quase soltou uma gargalhada e logo em seguida disfarçou ao perceber que o mesmo o encarava de forma assustadora – Está com algum problema, Kyungsoo? – irritado.

- N-n-não, nenhum hyung... – gaguejou sem jeito disfarçando enquanto contava o dinheiro do caixa.

Kyungill voltou sua atenção pra mim:

- Como estava te perguntando, está tudo bem? – repetiu.

- Sim oppa! Está tudo bem, obrigada pela preocupação... – gentilmente.

- Imagina dongsaeng, sabe muito bem que tenho muita consideração por você não é mesmo? – ele apertou de leve minha bochecha.

As nossas costas Kyungsoo debochava fazendo caretas engraçadas, das quais eu precisava me segurar muito para não rir discaradamente.

- Bom dia! – disse Chen surgindo na porta.

- Bom dia! – respondemos uníssonos.

- Bom dia, Kyungill hyung... – disse Chen sem jeito.

- Ora, mas vejam só se não é o seu outro namoradinho, Kyungsoo! – ele debochou rindo sozinho.

Kyungsoo e encarou com raiva aparente e mais que depressa fiz um sinal para que ele se acalmasse, afinal, brigar com o homem de confiança do patrão, não era lá muito boa ideia.

- Kyungill! – exclamou senhor Sang Woo da porta de sua sala – Venha até aqui, por favor. – ordenou.

- Já estou indo senhor! – respondeu firme – Até mais dongsaeng... – ele encarou os meninos – Até mais pra vocês também... – e saiu.

Por alguns segundos permanecemos em silêncio:

- Cara, chato! – exclamou Kyungsoo baixinho.

- Melhor você baixar a voz mesmo, sabe muito bem o que pode te acontecer, né? – o advirto.

- A S/N tem toda razão... – concorda Chen se aproximando.

- Todo mundo aqui é muito bonzinho, tirando eu... – ele bufou – Mas enfim, o que faz perdido aqui Chen?

- Vim ver como você estava, ver se queria que comprasse algo pro café, mas já vi que alguém pensou nisso primeiro... – ele me encarou sorrindo.

- Pra você ver que bosta de amigo que você é!  – disse Kyungsoo fazendo um sinal de “jóinha”, o que nos fez rir pelo tamanho do mau humor do mesmo.

- Não seria você se fosse gentil, não é mesmo “zoiudinho” ?! – debochei me aproximando e apertando sua bochecha.

Risos.

- Engraçadinha! Já não tá na sua hora da faculdade? – ele perguntou irônico.

- Está sim, eu vou indo nessa...

- Eu te acompanho, estou indo pro trabalho também... – disse Chen oferecendo sua companhia.

- Ah! Ótimo, vamos então? – ele concordou – Até mais Kyungsoo, se cuide e mantenha a boca fechada! – sorrindo.

- Vou tentar, mas não prometo nada noona! – debochou.

- Mais tarde eu passo aqui pra pegar a moto. Bom trabalho! – disse Chen acenando.

Nos dirigimos a saída quando Kyungsoo exclamou:

- Hey S/N! – virei em sua direção imediatamente – Guardei meu copo de café da noite passada, quer?

- Pra que criatura? – confusa.

- Ora! Pra sua coleção... – debochou da situação da manhã anterior.

- Engraçadinho... – risos – Até depois, zoiudinho! – debochei.

Saímos do posto a pé, assim como Kyungsoo, Chen era meu amigo de longa data. Uma pessoa doce, esforçada e extremamente calma e também poderá, aguentar o “zoiudinho” Kyungsoo, não era tarefa das mais fáceis, mas desde que os pais de Chen faleceram eles moram juntos e parecem se dar muito bem, por incrível que pareça.

- Esse Kyungsoo, não tem jeito mesmo né?! – ele exclamou sorrindo.

- Nunca vai mudar, mas também se mudasse não seria ele, nosso amigo rabugento! – risos.

- Verdade, mas me conta S/N, como está o seu pai? – preocupado.

Respirei fundo.

- Tudo indo, esse lance da bebida está acabando com ele e comigo também! – triste.

- Eu que sei, eu que sei. Esqueceu que foi a bebida que matou meus pais naquele acidente? – ele disse chutando algumas pedras no caminho. Os pais de Chen perderam a vida em um acidente de carro, um motorista bêbado na contramão bateu no carro deles, enquanto os mesmo voltavam do trabalho, matando ambos na hora.

- Desculpa oppa! Eu não quis... – sem jeito.

- Imagina, eu te entendo perfeitamente! Não se preocupe! – ele sorriu – Mas enfim, agora seu pai está bem?

- Está bem o suficiente para me dar outro susto. – exclamei.

- Deixa eu adivinhar... Ele foi pro bar de novo. – irônico.

- BINGO! – respondi apontando em sua direção – Foi exatamente o que ele fez.

- Tenso isso... – sem jeito.

- É... Mas enfim, mudando de assunto... – digo lembrando-me do casaco que Taemin esquecerá em minha casa – Chen, você sabe quem são os dois que acompanhavam o Jonghyun ontem na lanchonete?

Ele me encarou e franziu o cenho:

- Taemin e Kai, na verdade não sei muito mais do que os nomes e que eles são amigos do hyung. Eles me parecem muito agradáveis aliás e pelo que entendi estão morando no mesmo prédio do hyung.  – respondeu dando de ombros – Mas por que a pergunta? Interessada? – debochou cutucando meu braço.

- Nada a ver oppa! – respondi rindo nervosa – Apenas achei curioso ele andar com duas pessoas estranhas, Busan não é tão grande quanto parece, eu acho... – disfarço.

- Isso é verdade. Reconhecemos de longe quem não é daqui, não é mesmo?! – risos.

- Sabe Chen, eu acho até bom o Jonghyun arrumar companhia. Depois do assassinato do Jaejin ele mudou tanto, se afastou de tudo e todos...

- Também poderá né!? Perder o único irmão, a única família. Acho que me sentiria assim se perdesse o Kyungsoo.

- Você não está sozinho, tem uma dongsaeng também! – disse isso e ele passou o braço sobre meus ombros de forma gentil.

- Obrigado, dongsaeng! – sorrindo – Mas ainda bem que você não está interessada em nenhum deles, né! – malicioso.

- Ué! Por que? Sou uma mulher solteira, esqueceu?! – exclamo com a mão na cintura.

- Solteira ainda, você está prometida a Onew Woo, esquece disso é?! – debocha.

Ao pronunciar aquele nome apenas paro no meio do caminho enquanto Chen me encara sem entender:

- Dongsaeng? Você está bem? – curioso.

Respiro fundo e bato a mão sobre minha própria testa.

- Esqueci de avisar o Onew sobre a carona! Droga! – abaixando a cabeça.

- Mas o que tem isso de tão ruim? – sem entender.

- Você não conhece Onew Woo mesmo, né? Ele deve estar uma fera comigo! Droga! – exclamei.

- Calma, vamos pra sua aula. Lá você explica a situação pra ele. Tenho certeza de que ele vai entender! – ele pisca me puxando de volta para um abraço. – Agora escuta isso aqui... – Chen puxou seu celular e me ofereceu um dos fones do mesmo – Vou cantar essa música, Sábado. – sorridente.

- Wow! Essa música é linda, Chen! – exclamei.

- E difícil, também! – desanimado.

- Você é talentoso que eu sei, sempre arrasou cantando e Sábado não será diferente! Vamos estar todos lá no seu “debut” – risos – Sabe, eu mereço até uma “palhinha” agora, vai! – insisto.

- Afff! Tá bom... – ele pigarreia – Vamos tentar...

S/N OFF

ONEW ON

Cheguei na faculdade cedo e indignado! Como a S/N teve coragem de me dar um bolo desse? Ela pensa que sou o que? Seu capacho? Por acaso! Entrei tão distraído no campus que acabei esbarrando em alguém:

- Ora! Mas se não é Onew Woo, apressado e bravo pelo semblante!? – debochou.

- Foi mal Luhan, não ti vi mesmo! – sem jeito.

- Tudo bem, eu percebi que você entrou no campus feito o FLASH...  – ele tenta fazer graça sem sucesso – Hii já vi tudo, de mau humor já cedo, anda vem, vamos nos sentar e você me conta o motivo dessa cara feia! – diz apontando um banco vago quase em frente ao portão principal enquanto apenas o sigo – Bom, agora me conta, o que aconteceu?

- S/N! – respondi desanimado escorando-me no banco.

- Ah não Onew! Sofrendo por causa da empregada de novo? – desapontado.

- Não fala assim dela Luhan se não quiser me irritar também! – sério – Você sabe muito bem o quanto a S/N representa pra mim, não é mesmo?!

- Foi mal, foi mal! – ele ergueu as mãos – Apenas acho perda de tempo... – dando de ombros.

- Ok! Quando eu pedir sua opinião você dá, do contrário fica na sua! – irritado.

- Hey! Tudo bem! Não está mais aqui quem falou, nervosinho! – irônico – Mas enfim, o que sua amada fez dessa vez?

Contei até 3 e respondi:

- O que ela não fez, no caso. – respirei fundo de raiva – Ele me deu um bolo! Aliás, desde ontem ela faz isso! Ontem quando a levei pra casa, ela me evitou. Hoje fui busca-la em casa e ela não estava, não sei mais o que fazer! – esfregando os cabelos.

Luhan me encara debochado:

- Na verdade ela faz isso desde sempre! Só você não percebe, meu amigo. – o encaro imediatamente sem entender – Você fica que nem um cachorrinho atrás dessa garota e ela por sua veze, aproveita a situação!

- Você é implicante mesmo, né? Só porque a S/N é pobre! – indignado.

- Não coloca palavras na minha boca, não! – ele gesticula – O fato de ela ser pobre não tem nada a ver com o fato de ela não gostar de você! – me encarando.

Solto uma gargalhada no impulso.

- Piada boa essa sua! A S/N me ama, Luhan! Só não admite, por medo, vergonha, não sei, só sei que ela me ama! – digo confiante.

- Isso é o que você quer acreditar Onew. Tá na cara que ela tem pena de você! Quer apostar quanto que se aparecer outro cara que ela goste de verdade vai assumir um namoro de pronto?! – irônico.

Não sei porque, mas naquele momento veio em minha mente a cena onde eu esbarrava naquele babaca ontem na lanchonete o que só multiplicou minha raiva naquele momento.

- Onew? – Luhan pergunta sem jeito percebendo meu estado, enquanto apenas o encaro e respondo.

- Se isso de fato acontecer Luhan, eu simplesmente MATO com as minhas próprias mãos! – nervoso.

Luhan me encarou assustado.

- Mata quem criatura?! – exclamou Chanyeol surgindo na conversa.

O encarei ainda meio confuso.

- Ninguém Chan, ninguém... – respondi sem jeito sacudindo a cabeça.

Ele nos olhava com uma careta engraçada, sem entender nada.

- Ele está estressado, Chan! Deixa quieto... – adverte Luhan.

- Que seja então... – diz dando de ombros – Mas e cadê a S/N? Ela não vinha com você? – perguntou sem resposta.

- Vinha, mas deu o cano nele! – responde Luhan esfregando os olhos.

- Ah! Agora entendi porque tanta raiva! – debocha Chan.

Permaneço em silêncio.

- Perda de tempo do Onew correr atrás da S/N! – desdenhou Luhan.

- Falando o cara super bem resolvido no amor! – digo de forma debochada.

- Qual a sugestão para o Onew, Luhan? – pergunta Chan.

- Boseog Club! – ele responde malicioso – As melhores garotas de Busan. – gesticula sorrindo como se as imagina-se.

Chanyeol e eu apenas nos limitados a o encarar sem reação.

- Que foi? Um homem tem suas necessidades, vocês não têm? – ele pergunta confuso.

- Sim, tenho, mas prefiro conviver com elas ao ter que ir num lugar como esse... – respondi com certo nojo.

- Pela primeira vez na vida vou ser obrigado concordar plenamente com você, Onew! – diz Chan revirando os olhos.

- Mas olha, parece que a sua cinderela humilde preferiu vir a pé mesmo! – debocha Luhan apontando para o portão.

E eis que avisto S/N acompanhada de Chen em um clima agradável ao julgar pelos sorrisos, além dela observamos um carro luxuoso estacionando e dele desceu Jinna:

- E aquela é a Jinna, não? – disse Chanyeol.

- Ela mesma! – concordou Luhan....

Os três cumprimentaram-se de forma calorosa.

- Sério que a S/N trocou a minha carona para vir com um balconista e a pé?! Penso enquanto mordo os lábios de raiva. Logo as duas despediram-se de Chen e caminharam ao nosso encontro.

- Bom dia meninas! – exclamou Chan animado.

- Bom dia... – as duas responderam com voz fraca enquanto nem me dei ao trabalho de encarar a S/N, queria me negar a sentir raiva dela, mas naquele momento era impossível.

- Nossa Jinna! Por onde você andou? Sua cara está péssima! – exclamou Luhan.

Ela apenas ergueu os olhos em sua direção:

- Cala a boca que eu não te perguntei nada, seu metido. – irritada.

- Calma, amiga! – diz S/N a abraçando e me encarando ao mesmo tempo.

- Eu vou tomar um café, com licença. – Jinna diz saindo de perto de nós.

S/N se aproxima timidamente.

- Bom dia, Onew. Eu queria te pedir des ... – a interrompo levantando-me.

- Vou tomar um café também. Com licença... – apenas sai deixando ela praticamente falando sozinha.

ONEW OFF

S/N ON

Na minha tentativa frustrada de conversar com Onew Woo, fui ignorada com sucesso. Pela primeira vez na minha vida ele levantou e me deixou falando sozinha, eu até esperava por uma reação rude da parte dele, mas confesso que não desse jeito, o que me chateou profundamente.

- Mas o que foi que deu nele? – perguntou Chanyeol também sem entender.

Permaneci em silêncio apenas observando o mesmo se afastando de nós.

- Parece que a S/N deu um cano nele... – disse Luhan de forma irônica escorando-se no banco.

- Droga! Eu vacilei mesmo de não ter avisado, mas ele não precisava me tratar assim ... – desapontada.

- Deixa ele, não dá bola! – exclama Chan me abraçando.

Luhan levanta-se de forma preguiçosa e diz:

- Se vale o conselho querida, S/N - o encaro sem entender – Melhor você ser sincera com o Onew e logo. Com licença... – ele sai.

Encaro Chanyeol ainda sem entender.

- Não dá bola pro Luhan! É outro retardado também... Metido a besta. Nem pedimos a opinião dele – nervoso.

- Tá tudo bem Chan, talvez o Luhan tenha toda razão! O Onew está começando a passar dos limites. Mas enfim, agora vamos entrar logo que a aula já vai começar. – digo ainda sem muita reação.

- Vamos sim... – diz ele sorridente.

- Hey! Hey! Me esperem! – exclama Baek correndo as nossas costas.

- Um pouco atrasado não é mesmo, Baek? – debocha Chanyeol.

- Nem me fala! – ele diz colocando a mão sobre o ombro do mesmo e recuperando o folego – Perdi o metro, foi uma loucura!

- Vamos entrar logo, meninos... – séria.

- O que você tem S/N? – perguntou Baek surpreso com minha maneira de falar.

- Deixa ela, eu explico depois! – avisa Chan.

(((QUEBRA DE TEMPO)))

As aulas daquela manhã correram conforme o cronograma, tudo no seu mais perfeito fluxo, a não ser, por Onew me evitando de todas as formas possíveis. Hoje, eu cumpriria minha rotina normal de trabalho, na parte da tarde cuidaria da senhora Woo e do final da tarde até as 22:00 estaria no posto Fast Flex.

- Quer que eu te espere amiga? – perguntou Jinna parada na frente da porta enquanto eu guardava meus materiais.

- Não, amiga! Obrigada, vai descansar e vê se toma algo pra essa gripe, okay? – ela sorriu.

- Ok! Até amanhã... – disse saindo da sala.

- Até... – respondi.

Como de costume recolhi meus materiais e fui até o estacionamento encontrar Onew, tentar ao menos falar com ele pedir desculpas, mas para a minha surpresa ele embarcou no carro com uma outra garota e saiu assim que me avistou.

Respirei fundo.

- Não acredito que ele está fazendo esse papel ridículo. – disse indignada e imediatamente lembrei-me do que Luhan falou mais cedo, talvez ele tivesse mesmo razão sobre eu ser honesta com Onew e não é que o mesmo instante Luhan apareceu? Ele estacionou seu luxuoso modelo conversível ao meu lado me encarando com superioridade:

- Parece que está empatado o jogo entre vocês não é mesmo? – irônico.

- Parece que sim, agora se você me dá licença Luhan, eu realmente preciso dar um jeito de caminhar e rápido. – disse fazendo menção de sair.

- Eu te levo... – retrucou imediatamente.

- O que? – perguntei ainda de forma descrente, afinal Luhan não fazia questão de ir com a minha cara e a reciproca é sincera.

- Eu disse que te dou uma carona até a casa dos Woo, se você aceitar. – agora mais sério.

Olhei ao meu redor e não havia mais nenhuma possibilidade por ali, encarei Luhan e me encorajei.

- Tudo bem, vou aceitar, por que realmente estou com a corda no pescoço e não tenho dinheiro algum para o ônibus, mas quero deixar bem claro, não quero lhe incomodar! – desconfiada.

- Você não incomoda não S/N. Agora vamos, eu te levo até lá. – ele sorri enquanto eu entro no carro.

S/N OFF

KAI ON

Lá estava eu, desde as 7hrs da manhã vigiando a casa do velho Sang Woo. A rotina lá conseguia ser mais parada do que minha vida amorosa, cômico se não fosse trágico, penso. Estacionei um carro alugado por Suho a alguns metros de distância da enorme mansão de esquina e lá fiquei registrando todos os eventos.

O tempo se arrastou durante a manhã, já no início da tarde, comprei um sanduíche ali perto e de volta ao carro dei de cara com a tal S/N chegando para suas rotinas de trabalho.

- Bem que o Jonghyun falou que ela trabalhava cuidando da tal senhora Woo, mas o que será que essa velha tem também? – disse a mim mesmo enquanto mastigava o sanduíche.

S/N, estava acompanhada por um rapaz estranho, estranho no sentido de que ainda não o conhecia, ela desceu do conversível luxuoso, eles despediram-se informalmente e logo a bela S/N entrou na mansão Woo.

- Interessante, interessante... – repeti, quando meu telefone tocou – Fala chefe! – disse atendendo o mesmo – Ah! Entendi, já estou indo....

KAI OFF

TAEMIN ON

Liguei pro Kai combinando de nos encontrarmos no sobrado para falar com aqueles três patetas, algumas coisas vão ter que começar a acontecer aqui ou serei obrigado a me livrar deles. Ainda no apartamento organizei minhas coisas, hoje eles teriam uma boa aula de como se deve fazer entender e respeitar, porém antes de ir ao sobrado fui até o apartamento da frente falar com Jonghyun:

- E ai chefe!  – disse ele atendendo a porta – Aconteceu alguma coisa?

- Nada de importante, apenas vim avisar que vamos resolver o lance daquela jogatina do centro... – respondi ainda escorado na porta.

- Hum, sim! Quer entrar? Vai precisar da minha ajuda? – confuso.

- Não, não! Nem vou entrar e nem preciso da sua ajuda, hyung. Vim apenas lhe avisar e lhe dar uma folga! – respondi o encarando.

- Ah, bom! – ele sorriu – Mas de qualquer forma estarei no celular, pode me ligar se quiser. – afirma.

- Obrigado hyung! Se eu precisar chamo... Até mais tarde. – nos despedimos e finalmente saiu.

Poucos minutos depois cheguei ao sobrado praticamente junto com Kai.

- Se combinasse não dava tão certo! – ele exclamou me cumprimentando.

- Sempre assim, mas me diz. – ele me encarou - Trouxe o que te pedi?

Kai sorriu...

- Lógico que trouxe... Vamos ensinar pra esses três como se tira informações de alguém! – irônico apontando para a “bolsa preta”.

- Ótimo, vamos entrar logo...

Dentro do sobrado o cheiro de cigarro e café era forte, além disso era possível ouvir o barulho da TV ligada.

- Parece que eles estão na sala... – disse Kai as minhas costas fechando a porta.

Apenas caminhei em silêncio e quando cheguei na porta da sala me dei de cara com uma cena ridícula:

Os três assistiam a um dorama e... Choravam por uma cena qualquer.

- Não acredito que ela morreu?! – exclamou Xiumin aos prantos assoando o nariz.

- Tudo culpa daquele safado! – exclamou Suho.

- Eu disse! Eu avisei que ele não prestava! – completou Sehun

Me escorei na porta sem ser notado e contemplei aquele momento sem acreditar.

- Mas que merda é essa! – exclamou Kai, agora chegando na porta e se deparando com aquela situação.

 Os três nos encararam se levantando enquanto Kai imediatamente desligou a TV.

- Mas, mas Kai é o último capítulo!  - implorou Xiumin, enquanto Kai o encarou furioso.

- Essa foi a cena mais patética que eu já vi em toda minha vida! – ele disse.

- Foi mal Kai! Foi mal chefe! A gente acabou se distraindo. – explicou Suho aflito.

Permaneci em silêncio.

- Fala alguma coisa chefe! – exclamou Kai irritado – É só mandar que eu dou um jeito nesses “chorões”!

Caminhei até eles ainda em silêncio, os encarei:

- Pega leve Kai, as meninas gostam de assistir os romances... Não vou julgar. – irônico.

- É muita mordomia mesmo, hein?! – ele debocha aos risos.

- Foi mal Kai, estávamos sem nada pra fazer... – disse Sehun.

Coloquei minha mão sobre seu ombro:

- Aí é que você se engana! Sehun, ai é que você se engana... – encarei os três – Sentem-se, agora! – ordenei e eles obedeceram.

Caminhei até a mesa, percebi que tudo estava no mais imundo chiqueiro.

- Você disse que não há nada pra fazer, não é mesmo Sehun?! – questionei com uma caixa vazia de pizza nas mãos.

Eles me encararam apreensivos sem responder.

- Ele te fez uma pergunta, seu idiota! – disse Kai quase partindo pra cima do mesmo que apenas se defende colocando as mãos em frente ao rosto.

- Kai! – exclamei interrompendo – Eu não terminei meu raciocínio... – disse agora encarando ele ainda com a caixa de pizza nas mãos – Vocês três acham realmente certo viver nessa imundície? – exclamei jogando a caixa neles que permaneceram em silêncio assustados – O Sehun acabou de me dizer que vocês não têm nada para fazer, mas que tal começar por uma boa faxina nesse pulgueiro?!

- Nós faremos, chefe. Faremos... – gagueja Suho.

- Disso eu não tenho a menor dúvida! Estou ordenando que façam! – me aproximei dele empurrando sua cabeça pra trás.

- Tempo pra assistir TV, fumar e fazer café vocês têm? – acrescentou Kai.

- Vocês são uma vergonha pra mim, sabiam?! – disse nervoso – Dizem que não tem nada pra fazer, mas não foi o que o senhor Kyungdae me falou! – eles se entreolham – Ontem eu recebi uma ligação cobrando uma ação de vocês numa jogatina clandestina aqui do centro de Busan, e sabem quem me ligou? – eles negaram – Foi Minho!

Novamente os três se entreolharam:

- Não esqueceram de nada mesmo, rapazes? – perguntou Kai.

- O lance sobre o fornecedor de Daegu, não? – disse Xiumin sério.

Bati palmas ironicamente.

- Finalmente! Ao menos um de vocês é inteligente e justo o menos provável! – debochei – Enfim, tem algumas coisas que eu detesto imensamente nessa vida, e elas são: esperar, café frio e ser cobrado por algo que não fiz, algo que não era minha obrigação. Principalmente se a pessoa que me cobrar atender pela alcunha de Minho... – irritado.

- O que devemos fazer chefe? – perguntou Sehun timidamente.

Eu e Kai nos entreolhamos:

- Vou ensiná-los como se fazer entender... Arrumem suas coisas, vamos dar um passeio – ordeno.

(((QUEBRA DE TEMPO)))

- Vocês estão prontos? – perguntei antes que Kai metesse o pé na porta do apartamento.

- Sim, chefe! – responderam os três.

- Pode abrir Kai! – ordenei ao mesmo que mais que imediatamente meteu o pé na porta e rendeu o homem que assistia TV de cueca.

- Perdeu, perdeu! – exclamou Suho entrando na frente apontando a arma para o mesmo – Nem pense em se mexer! – ele avisa.

- Sua vez Sehun! – ordenei ao mesmo ainda da porta.

- Sim chefe! – ele assentiu firme e entrou quebrando todas coisas do lugar, o que deixa bem claro um acerto de contas.

- Xiumin... – ordenei e o mesmo rapidamente se dirigiu ao computador da sala.

- Isso aqui vai ser uma barbada! – diz ele sentando-se em frente ao mesmo ajeitando um par óculos redondo sobre o nariz.

- Pronto chefe?! – perguntou Kai aos risos.

- Vamos...

Não demorou muito para que estivéssemos frente à frente com o informante da jogatina, um dos muitos homens do senhor Sang Woo, o cara foi facilmente dominado e amarrado sobre uma poltrona do lugar. Kai e eu usávamos máscaras cirúrgicas e bonés, afinal deveríamos manter nossas identidades em sigilo por enquanto.

- Eu quero vocês dois responsáveis por ele enquanto Kai cuida da porta... – ordenei baixinho a Suho e Sehun.

- Entendido chefe! – responderam.

- Me solta! Eu não sei de nada, caralho! Me solta! – gritou o homem.

- Shiii! Eu preciso de concentração aqui... – exclamou Xiumin concentrado nos códigos do PC.

- Vocês ouviram bem rapazes... Melhor dar um jeito de calar a boca dele ou o Xiumin vai se estressar! – disse Kai irônico.

Apenas puxei uma cadeira e me sentei de frente para assistir a ação dos três, eles precisariam ser ótimos para mudar minha opinião, pra me fazer desistir de chamar o Kibum e aquela era a noite da prova de fogo dos três, segurei minha pistola de forma despretensiosa e acompanhei a cena em seus mínimos detalhes.

- Já falei que não sei de nada... – gritou o homem novamente.

Suho aproxima o cano da arma na cabeça do mesmo.

- Sabe de nada o que? Não te fiz pergunta nenhuma... – ele o encarou – Ainda...

O homem permaneceu em silencio enquanto Kai me encarou surpreso.

- Sehun, a bolsa por favor... – ordenou Suho.

- Sim hyung! – ele trouxe a mesma.

Suho abriu a mesma devagar e tirou algumas ferramentas em sua frente.

- Suho, Sehun e Xiumin – ele diz sem entender o nome direito -  Homens do senhor Kyungdae, não é mesmo? – o homem perguntou de forma arrogante.

- Exatamente, mas não se preocupe com apresentações, afinal seu nome não nos interessa... – diz Sehun amarrando uma faixa no braço exposto do mesmo.

- E esses outros dois? – insistiu o prisioneiro.

- Não vem ao caso... – disse Kai o encarando da porta.

- Hey! – exclamou Suho chamando sua atenção - Agora que já fizemos as devidas apresentações, vamos começar nossas perguntas... – diz sério.

- Vocês são amadores é?  - exclamou o homem ironicamente.

- Shii! Já disse pra fazer ele calar a boca! – exclamou Xiumin pela segunda vez.

- Depende no que você se refere, quanto a amadorismo, meu caro. – indagou Sehun.

- O que vocês querem afinal? – o homem questionou.

- Algo muito simples: o endereço da jogatina do centro! – disse Suho.

O homem gargalhou:

- Nunca vão saber... – debochou – Aliás, vão fazer o que caso eu não colabore?

- Simples... – Sehun tirou da bolsa um bisturi totalmente enferrujado – Sabe o lance do amadorismo que você mencionou antes? – o homem o encarou – Então, minha mãe sempre quis que eu fosse médico, mas a vida não me deu esse dom ... – ele esfregou o mesmo sobre o braço do homem que arrepiou – Espero que seu arrepio seja de medo, não curto homens, desculpe... – ele sorri e abriu um leve corte no braço do mesmo.

- Seu filho da puta! – gritou o mesmo e eu apenas sorri assistindo tudo, eles até que não eram tão ruins, pensei.

- Então, eu me tornei um médico amador, suturando tiros e cortes de bandidos por ai, mas não de uma maneira muito correta, sabe... Enfim...

- Fica longe de mim, seu doente! – ele gritou novamente.

- Shiii! Estou avisando pela última vez! Preciso de silêncio – disse Xiumin.

- Acho melhor você colaborar se não quiser esvair em sangue de forma lenta e dolorosa. – advertiu Suho.

- Vocês são patéticos... – ele disse aflito.

Eles permaneceram 10 minutos nessa situação, até que...

- Chefe... – indagou Sehun – Será que podemos usar algo mais drástico?

- Fiquem a vontade rapazes! – respondi.

- Com licença, Suho! – ele pediu ao mesmo que saiu da frente do homem – Vamos começar a cuidar da sua pele meu amigo, afinal eu não curti nada sua falta de colaboração...

- Mas, o que você está faaaaaaa – ele gritou ao sentir novamente o bisturi rasgado sua pele enquanto Sehun arrancava leves pedaços da mesma – Paraaaa! Paraaaa! Eu imploro!

- Então fala, fala que eu não estou te ouvindo direito! – disse Suho batendo com o cano da arma em seu rosto.

- Rua 9, rua 9! Do lado do beco da fábrica de tecidos, no centro! Pronto falei! – ele gritou.

- Sehun, já sabe o que fazer não é mesmo? – perguntou Suho.

- Certo... – o mais novo pegou seu celular e fez uma ligação mais afastado.

O homem me encarou fixamente, ele era mais forte do que imaginávamos, estava resistindo bravamente, mesmo com a pele e as veias do braço direito plenamente abertas.

- Deve ser divertido só assistir, não? – ele disse me afrontando.

- É muito divertido sim, você nem imagina como... – respondi irônico cruzando os braços.

- E o Jonghyun, hein? Cadê ele? – o homem insistiu.

- E isso lá te interessa? – disse Kai irritado.

O homem gargalhou dessa vez com menos intensidade.

- Ainda na depressão por causa do Jaejin? – debocha.

- Melhor você calar essa sua boca... – exclamou Xiumin do computador.

- Ele tem razão, melhor ficar quieto. – disse Suho.

- Vocês são todos ridículos, pretendem fazer o que naquele lugar? Acham que vai ser fácil assim? Sang Woo é um homem muito poderoso, vocês não imaginam o quanto, não fazem ideia. Existem muito mais mistérios do que podem imaginar aqui em Busan, mas nunca é tarde para mudar de lado! – irônico e fraco.

Aquele comentário me deixou curioso confesso.

- Fica quieto! – repetiu Suho.

- Vocês trabalham pra um homenzinho podre como o Kyungdae! Não tem vergonha, não?! Eu teria! O homem de confiança dele é um bundão que está em luto a séculos, um homem incapaz de matar uma mosca! – exclamou.

- Já disse pra você calar a boca! – repetiu Xiumin.

- Talvez você esteja equivocado, meu amigo... – respondi o encarando

Sehun retornou a sala:

- O hyung confirmou, o lugar é esse mesmo! Rua 9, centro. – animado.

- Parece que ele colaborou, não é mesmo?! – debochou Kai.

- Melhor pra ele... – respondi já me levantando.

- O hyung com quem você falava é o Jonghyun, não? – pergunta o homem.

- Como ele é curioso, né chefe? – debocha Sehun cravando um grampo de cabelo na pele aberta do mesmo – Enquanto sua boca estiver ocupada gritando de dor, ao menos não falará abobrinhas! – irônico.

- Seu filho da puta! – gritou.

- Vamos recolher o material rapazes! Depressa! – ordenei, enquanto Xiumin fechou o computador salvando as informações do mesmo em uma memória externa.

- Sim, chefe... – responderam uníssonos.

Me aproximei de Kai na porta observando a cena.

- Até que eles foram bem! – disse ao mesmo.

Ele deu de ombros:

- Demoraram, mas conseguiram! – ele desdenha.

- Pegou tudo Xiumin? – perguntou Sehun já dirigindo-se a porta.

Xiumin guardou os óculos em um estojo de veludo devidamente limpo e respondeu sério.

- Sim, peguei.

- Vamos então! – disse Suho também dirigindo-se a porta.

- E ele? – perguntou Xiumin passando em frente ao homem.

- Deixa ele ai! Esse cara já não é mais problema nosso... – respondeu Suho com certa frieza.

Porém antes de sairmos o tal “cara” decidiu se despedir:

- Mandem lembranças minhas a Jonghyun... – todos pararam na porta sem entender.

- O que você disse? – insistiu Xiumin.

- Deixa pra lá Xiumin, vamos! – exclamou Kai puxando ele pelo braço.

- Eu disse mandem lembranças minhas a Jonghyun... – o encaramos novamente – Lembranças do homem que matou Jaejin... – ele gargalhou fraco deixando gotículas de sangue saltarem por sua boca.

E em fração de segundos, Xiumin tirou a pistola com silenciador das mãos de Sehun e disparou acertando em cheio a cabeça do homem ainda sob a poltrona.

- Eu te avisei para calar a boca! – ele abaixou a arma ainda encarando o corpo do mesmo e entregou a Sehun sem olhar – Mande lembranças ao capeta você também, seu merda! – Xiumin disse isso e saiu por entre nós, que apenas nos encaramos sem crer. Bem que Jonghyun me avisou sobre ele.

- Vamos, vamos! – disse Kai – Vamos embora daqui...Rápido!

Alguns minutos depois estacionamos os dois carros no beco da rua 9, o plano era: Os três entrariam acabariam com tudo e todos que estivessem lá, obviamente roubariam toda a grana possível do lugar e depois ateariam fogo, mostrando que Busan tem dono e esse dono não é Sang Woo, enquanto eu e Kai permaneceríamos no carro por questões óbvias de sigilo e segurança, afinal nosso plano ainda nem começou direito devido ao pouco tempo.

- Vocês estão prontos? Entenderam tudo? – questionei uma última vez.

- Sim chefe... – uníssonos.

- Agora vão lá e boa sorte. Estaremos aqui os esperando! – disse e eles saíram imediatamente.

- Boa sorte... – disse Kai.

Voltamos os dois ao carro e começamos a conversar.

- Cigarro? – ofereceu Kai.

- Não, obrigado. – respondi esfregando os olhos.

- Ué, mas o que deu em você? Parou de fumar? – surpreso.

- Estou encasquetado com algumas coisas apenas... – disse agora o encarando.

- Por exemplo? – ele perguntou.

- O lance que o cara falou do Sang Woo... – sério.

Kai coçou os cabelos.

- Sendo muito honesto Tae, hoje nada me surpreendeu mais do que o Xiumin matar o cara com um tiro bem no meio da mente! – ele riu fazendo o gesto.

- Bem que o Jonghyun nos avisou... – concordei.

Nossa conversa logo foi interrompida pelos primeiros sons de tiros.

- Parece que vai começar a correria por aqui. – ele debocha.

- Já não era sem tempo! – digo encarando o final do beco.

Com o carro estacionado no final do beco era possível avistar alguns jogadores compulsivos passarem correndo assustados na avenida.

- Até que tinha bastante gente jogando hoje! – exclamou Kai.

- Verdade, pelo visto muita gente...

Eis que avisto alguém conhecido passar correndo – Senhor Han? Penso. Assim que o mesmo passa na frente do beco avisto Sehun surgindo logo atrás, o mesmo parou e apontou a pistola em direção as costas do senhor Han:

- Hii parece que alguém vai morrer aqui hein! Hoje esses meninos tão que tão! – disse Kai acendendo outro cigarro.

Deixei Kai falando sozinho e desci do carro correndo.

- Alguém pode até morrer, mas não esse senhor!

- Sehun!!!!!!

Continua...


Notas Finais


Xuxus...

Esperamos que vocês tenham curtido os dois capítulos, não deixem de comentar!!!!

Saranghae!


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