História Imagine BTS - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Exibições 652
Palavras 1.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Antes de lerem quero explicar que esse imagine foi apenas uma ideia que eu tive enquanto ouvia Butterfly hoje de manhã.
De verdade, eu espero que vocês gostem.
E outra, peço desculpas pela demora para atualizar, infelizmente estou passando por um momento complicado da minha vida e estou sem meu PC.
Mas prometo postar todos os pedidos assim que possível.

Capítulo 18 - Imagine Jungkook


Fanfic / Fanfiction Imagine BTS - Capítulo 18 - Imagine Jungkook

(S/N) POV

- Só mais esse, querida... - a enfermeira disse entregando-me outro comprimido. Peguei-o suspirando, já não via a hora de terminar aquilo.
Há anos estava na fila de espera por um transplante de coração, devido ao quadro de cardiopatia aguda. Os médicos diziam que um transplante seria minha única forma de ter uma vida normal.
Mas não era tão simples.
Assim como eu várias pessoas esperavam por um transplante, mesmo tendo o dinheiro suficiente para a cirurgia ainda não adiantaria. Tinha pessoas que precisavam mais do que eu.
Já estava perto de completar 3 anos que eu estava internada no hospital central de Seul, nos primeiros dias estava otimista, talvez pelo apoio da minha mãe e também de Suki minha melhor amiga, todas estavam esperançosas de que as coisas ficariam bem.
Nisso se passaram semanas, meses... 3 anos.
E minha esperança foi se dissipando a cada dia que se passava.
Já estava cansada dos exames que nunca terminavam, dos remédios que só amenizavam as dores e sintomas, do tratamento em si. Talvez fosse melhor deixar a doença me consumir por completo e deixar a mesma me levar.
- Tem certeza que não quer ir lá pra baixo? Tenho certeza que vai ser bom pra você. - a enfermeira disse, esperando que eu concordasse com a ideia.
O hospital estava em dia de festa, estava completando mais um ano de existência e parece que estava recebendo visita de alguns artistas coreanos famosos. Todos os pacientes tinham ido para o salão principal para participar do evento, menos os que estavam em coma ou muito impossibilitados mesmo de saírem. Eu devia ser uma das poucas que não desceu por opção mesmo. Não tinha razão para festejar, tampouco estava em clima de festa.
- Obrigada, mas eu realmente quero ficar aqui sozinha. - respondi. A enfermeira pareceu pensar na minha resposta, mas acabou concordando. Talvez estivesse mal por me deixar sozinha, já que Suki só viria no dia seguinte e minha mãe somente a noite.
- Se precisar de alguma coisa é só apertar a campanhia, sabe disso. - ela disse antes de sair do quarto, deixando-me sozinha.
Encarei as familiares paredes brancas, deixando um suspiro escapar.



- Garota idiota, devia ter ficado onde estava! - murmurei ao terminar de ler mais um capítulo do livro.
Ouvi alguns sussurros vindos do lado de fora, olhei para cima, vendo a silhueta de um corpo através do vidro fosco da porta. Era um homem, claramente. Deu para perceber pelos contornos.
Franzi o cenho ao perceber que ele estava ali a bastante tempo.
Balançando minha cabeça em negação, voltei minha atenção para o livro.
Minhas mãos pararam ao ouvir a porta se abrir. Logo depois um garoto colocou a cabeça para dentro e sorriu ao olhar em minha direção.
O cabelo dele era extremamente preto, os olhos também eram escuros, ele tinha um nariz fofo, foi a primeira palavra que veio a minha mente para definir.
Ele usava uma blusa de botões brancas, uma calça jeans levemente rasgada e botas bege.
Eu devia admitir, ele era lindo.
- Posso ajudar? - perguntei ao perceber que ele não falaria nada.
- Sabe onde é a saída? Fui ao banheiro, mas acabei me perdendo... - ele disse dando um passo para dentro do quarto, coçando a nuca envergonhado.
- Pra começo de conversa você nem poderia estar entrando no meu quarto... É proibido, não conheço você. - disse. - A saída fica pra esquerda, tem uma plaquinha na parede, não é difícil encontrar a saída olhando ela.
- Ah, claro. Me desculpa por invadir seu quarto. E obrigado pela informação... - ele se virou para ir embora, por algum motivo desconhecido eu não queria que ele fosse. - Sem querer ser intrometido, mas já sendo... Por que não está lá embaixo com todo mundo?
- Não gosto muito de festas.
- Por que? É ótimo festejar com várias pessoas, se divertir e...
- Olha pra mim, acha mesmo que estou no clima para sair e me divertir? - não queria soar rude, mas foi impossível. - Me desculpe, eu não queria...
- Não se preocupe, sem problemas. - um silêncio constrangedor se instalou no quarto.
- Qual o seu nome? - perguntei repentinamente, ficando surpresa comigo mesmo por estar puxando assunto.
- Jeon Jungkook. - ele disse sorrindo de leve. - E você?
- (S/N). - murmurei.
- Então... Por que está aqui?
- Quer mesmo saber?
- É claro.
- Tenho uma doença cardíaca, e preciso de uns transplante... Um coração novo. - expliquei olhando para minhas mãos. Ele se aproximou e encostou em minha cama, parecia desconcertado com o que acabara de ouvir.
- Quantos anos você tem?
- 20.
- Sua cirurgia já está marcada?
Soltei uma risada irônica e abafada.
- Não... Tem várias pessoas como eu esperando por um transplante, não sou a única... - suspirei - Pouco importa também, isso não vai durar muito. - murmurei para mim.
- O que disse?
- O quê?
- Disse que isso não duraria muito, por quê? - ele se virou para mim.
- Eu sei que não vai durar, eu me sinto definhando a cada dia que se passa, não aguento ter que tomar remédios e injeções por causa das dores, então seria mais fácil morrer... Assim pouparia a mim de mais sofrimento, e a minha mãe de mais gastos.
- Não devia falar essas coisas...
- E por que não? Estou a 3 anos aqui, eu nem sei quando foi a última vez que vi a luz do sol pessoalmente, ou senti a chuva... Os médicos e minha mãe não disseram, mas existe uma chance de 70, 80% desse transplante dar errado... Sabe o que acontecerá, não é?
- Mesmo com esses riscos não devia desistir.
- Eu já desisti faz tempo, só estou escolhendo o caminho mais curto.
O quarto ficou mergulhado em silêncio por alguns minutos, até ser rompido por um segurança que abriu a porta lentamente e suspirou aliviado ao olhar para o garoto do meu lado.
- Jungkook, precisamos ir. - ele disse. O homem usava roupas pretas e na blusa tinha as letras  'BTS' bordadas.
- Eu já estou indo. - Jungkook disse, ficou encarando o segurança que por fim saiu do quarto.
Jungkook se aproximou mais e sentou na beirada da cama, e pegou minhas mãos entre as suas, tomando cuidado com os fios presos ao meu braço.
- Não sei se vai ouvir o que estou dizendo, mas acho que você só está com medo do que pode acontecer. Sei que já perdeu as esperanças, mas creio que sua família ainda tem por você, assim como eu tenho esperança agora de que esse transplante vai vir em breve e você vai ficar boa. Você ainda é jovem, (S/N)! Tem toda uma vida pela frente, seria um desperdício desistir de tudo...
- Por que está dizendo essas coisas? Por acaso uma das enfermeiras pediu a você que viesse até aqui tentar me colocar pra cima? - disse puxando minhas mãos.
- Ninguém pediu que eu viesse aqui.
- Então por que se importa? Nem conheço você! E você também não me conhece! Que diferença faz se eu morrer?
- É uma pena ouvir uma garota tão bonita dizer essas coisas. - ele disse depois de um tempo calado. - Sabe o que eu acho? Você é como um casulo.
- Do que você está falando? - perguntei confusa.
- Você é como uma borboleta em um casulo. Ainda é jovem e teve que enfrentar tudo isso, acabou perdendo 3 anos da sua vida aqui nesse quarto de hospital depressivo... Mas você vai sair desse casulo, e vai voar para longe, como você disse antes eu não conheço você, mas acho que é o tipo de pessoa que está predestinada a fazer grandes coisas... Você tem toda uma vida pela frente. Não desista disso!
Pela primeira vez em muito tempo eu fiquei perplexa, por que ele estava dizendo todas aquelas coisas se nem me conhecia?
Respirei fundo olhando para minhas mãos.
- Sabe qual é o problema, Jungkook? Como quer que eu tenha esperança quando os laudos médicos dizem o contrário? Não é tão simples.
- Médicos não sabem de tudo.
- Você... Você devia ir, está atrasado...
- Eu vou ir para uma turnê hoje a noite, tampouco sem quando vou voltar e nem mesmo se vai estar aqui... Mas espero que até lá você tenha mudado de opinião... E viva.
Ele levantou e se aproximou mais, me encolhi um pouco, mas ele apenas deixou um beijo em minha bochecha direita.
- Até um dia, (S/N). - ele murmurou e saiu do quarto logo depois.

Durante os dias que se passaram logo depois daquela visita de Jungkook, eu odiava admitir, mas esperei que ele voltasse para me visitar outra vez...  Mas não aconteceu.

Cerca de 3 semanas depois meu quadro acabou piorando.



1 ano depois...

Jungkook POV

- Já disse o quão incrível o álbum ficou? - Jin disse pela quinta vez durante o evento de fãs que estávamos. Era um evento organizado para promover o álbum.
- Eu juro que se você repetir isso vamos ter problemas. - Yoongi retrucou impaciente.
- Foda-se vocês. Acabou todo mundo? - Hoseok perguntou se referindo as fãs, já que mais nenhuma entrou na sala.
Nosso empresário chegou alguns minutos depois  para avisar que estávamos livres para cantar, a sessão de autógrafos já havia chegado ao fim.
Depois de passar rapidamente pelo camarim e trocar de roupa, passamos pela maquiadora e seguimos para o palco.
Estava um pouco distraído mexendo no celular que acabei me afastando um pouco dos meninos.
- JUNGKOOK?! - virei-me, assim como os meninos que estavam a frente. Abri a boca boquiaberto ao avistar um rosto familiar, visto somente uma única vez.
Ao contrário da última vez que a vi no hospital, ela não estava em uma cama e com aparelhos a segurando. Pelo contrário, ela estava de pé, com um belo sorriso no rosto, com um vestido floral e... Meu Deus, ela era linda!
- (S/N)! - exclamei. Antes que eu pudesse dar um passo, ela correu até mim, quebrando a distância que nos separava.
- Se lembra de mim?
- Eu... Eu estou até assustado, você é de verdade, está mesmo aqui?
- Se lembra de mim? - ela perguntou sorrindo.
- É claro que me lembro! Você está ótima e... Você é linda! - suas bochechas adquiriram um tom rosado.
- Eu só queria fazer uma coisa antes que você subisse no palco...
- O quê?
Sem responder, (S/N) praticamente pulou em cima de mim, com seus braços em volta de minha cintura, aquilo me deixou surpreso, mas era boa a sensação, então apenas a envolvi em meu abraço.
Ela estava com a cabeça contra o meu peito, e meu queixo apoiado em sua cabeça.
- Obrigada, Jungkook... Por tudo que disse naquele dia. - ela disse.
- Por nada, borboleta!



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