História IMAGINE com Bangtan! - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Oneshot
Exibições 398
Palavras 6.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - +300 Favoritos!


Fanfic / Fanfiction IMAGINE com Bangtan! - Capítulo 29 - +300 Favoritos!

  Entramos aos beijos, derrubando tudo o que víamos pela frente. Nossas mochilas caíram, escorregando dos ombros aquecidos, e quase tropeçamos nas alças espalhadas. Um baque alto se seguiu e soube que Jimin havia fechado a porta com o pé.

— Merda... — Sussurrou contra minha boca, segurando meu rosto com as duas mãos.

— Os vizinhos... — Nos separei alguns centímetros, ocupada em puxar o zíper da jaqueta de couro dele.

— Fodam-se os vizinhos. — Tirou minhas mãos de sua roupa e as colocou ao redor de sua nuca.

Me impulsionou para cima, dando apoio pela minha cintura. Doeu e reclamei ao ter as costas chocadas contra a parede. A calça Jeans rasgada se posicionou entre minhas pernas. Indo e voltando, esfregando sua excitação contra a minha. Não trocavamos beijos, mantínhamos uma distância curta, apenas gemendo alto. Mirava os lábios abertos do menino, tentando memorizar cada arfar, cada soluço que saía, e ele parecia fazer os mesmo. Joguei a cabeça para trás ao sentir suas investidas aumentarem.

— Vai me fazer gozar, e ainda estou vestido! — Reclamou com a voz rouca, pesada e sufocada.

Continuei agarrada à seus ombros. Gemia olhando para o teto, através das lágrimas de tesão e de meus fios bagunçados.

Jimin atacou meu pescoço, chupando tão forte que me fez afastar. Peguei seu rosto e o tirei dali, preocupada se não tinha levado um pedaço de minha carne entre os dentes. Procurei seus lábios, me perdendo do propósito inicial que era para-lo, para acabar beijando o moreno. Mesmo depois de algum tempo, ainda achava incrível como nossas bocas se uniam perfeitamente.

Ele suspirou pesado e longo. Pareceu que uma onda de alívio tomou conta de seu corpo. Seus movimentos pararam, as mãos se apoiaram na parede, ladeando meus ombros, calmo como um cordeirinho! Mas ainda tremia de forma violenta, quase involuntariamente, como se Jimin fosse uma fera e eu fosse sua jaula. Não estava domesticado, estava contido, queria liberdade. Sentia e sabia que, assim que soltasse seu rosto, ele perderia esse pequeno controle sobre si mesmo.

 Sabia porque era o mesmo que ia acontecer comigo.

Grunhiu alto, quando meus dedos começaram a deslizar para sua nuca quente. A vibração em seu corpo me fez arfar. Enquanto sugava seu lábio inferior, afundei as unhas em seu couro cabeludo, e... Ah, como eu amava aqueles cabelos! Puxar aqueles fios sedosos seria o mesmo que dizer "Vai, ataque!", seria como tirar sua coleira. E Jimin, como um bom menino, estava esperando meu comando. Ele esperava ansiosamente pela minha permissão, meu consentimento silencioso.

A ponta da língua tocou a fissura de minha boca. Aquele era o pedido desesperado, um sinal de que não aguentava mais aquela espera. Lhe dar passagem, puxar seus cabelos, ou até mesmo suspirar, era tudo o que ele precisava para ir até o fim.

E assim o fiz.

Mal pude ver seus braços se movendo. Os dedos gordinhos agarraram minha camisa pela gola, puxando-a para lados opostos. Rasgou o tecido lentamente. Jimin pareceu apreciar aquele som. A língua invadiu-me, dominando a minha, enroscando e ocupando todo o espaço que podia. Suspirava constantemente, embriagada pelo perfume que emanava dele.

Suas mãos subiram por minha barriga, e terminaram puxando o bojo do sutiã para baixo. Irritado com o fato da peça não ceder, Jimin mordeu minha boca com força. Gemidos, de dor e raiva, se misturaram. Resolvi ajuda-lo, fazendo as alças descerem por meus ombros e desfazendo o fecho atrás, logo jogando a peça em algum lugar na sala.

Enquanto isso, Park deixava minha boca de lado, me dando espaço para respirar, descendo os lábios cheios por minha garganta. As mãos também rumaram para baixo, para minha bunda, me sustentando e me unindo mais à sua ereção. Manhosa como um gatinho, me contorci, gemendo o nome do menino.

— Safada... — Murmurou, soprando ar quente contra minha clavícula. Meus seios sentiram aquele calor e corresponderam ficando rijos em segundos.

Jimin sabia o que eu gostava, como gostava.

Ele era dono de meu corpo, dono de meus pensamentos e sensações. E eu era sua escrava. Uma relação baseada em submissão pura, tanto minha quanto dele. O garoto e eu éramos rendidos um ao outro.

Sua língua circulava um de meus mamilos. Perdida, afogada naquele mar de luxúria que era Park Jimin, nem sabia qual deles estava sendo acariciado. Minhas pernas doíam por aperta-las ao redor da cintura fina do maior, uma parte de mim tinha conhecimento disto, porém não tinha forças para fazer algo a respeito.

Queria afundar minha língua naquela boca torturadora, fazê-lo parar, e na mesma intensidade queria que ele continuasse com a boca ali. Os dedos pequenos massageavam minha bunda, as palmas próximas as laterais de minha coxa, de forma carinhosa e provocante.

Chamava por ele, pedindo para que fizesse mais, implorando por tê-lo em mim. Sem vergonha, sem medo, precisa dele urgentemente e isso me mudava por completo. Tanto que, mesmo sentindo as panturrilhas latejando, empurrava-o contra minha intimidade. Mas isso nao durou muito tempo.

Sem aguentar mais, soltei as pernas. Meu corpo enfraqueceu. Achei que iria de encontro ao chão. Entretanto, as mãozinhas não me deixaram cair. Me sustentou até estar fixa no solo. Suor brotava e começava a escorrer por nossas testas. Era incrível como, só de nos tocar, ficávamos acabados. Éramos necessitados um do outro.

Intensamente corado, Jimin se afastou minimamente. Rodeou meus ombros com um dos braços e deitou-me em seu peito, logo me abraçando. Como se fosse uma princesa, fui carregada até o quarto. Havia uma pequena pausa naquela relação possessiva e, de certo modo, agressiva. O momento em que ambos recuperavam o ar, a vitalidade.

O momento em que Jimin me tratava com carinho exagerado, como uma boneca de vidro.

Dessa vez não houve violência ao trancar a porta. Jimin foi gentil, até me depositar sobre a cama. Então, o sangue que pulsava euforicamente em meus ouvidos pareceu fluir ainda mais depressa. O coração acelerado, assim como a respiração, parou por um segundo, no momento em que nossos olhos se encontraram. E ali, naquele ponto, não havia mais dor alguma em nenhum sentido.

Jimin era minha perdição, mas também minha salvação. Jimin era minha morte, minha vida. Meu problema e minha solução. 

Park Jimin era meu tudo.

Ajoelhada sobre o colchão, assisti a jaqueta anteriormente aberta ser removida numa pequena fração de tempo. Os braços fortes expostos me tomaram o fôlego. Se colocou sobre um dos joelhos, bem perto de mim, agarrando minha nuca com força. Tive os cabelos puxados para trás, fazendo minha cabeça tombar. Um beijo devastador arrancou o restinho de sanidade que me restava. Alto e sem pudor, gemia contra aquela boca deliciosa.

Ficou ereto outra vez, agora para remover a camisa, e, agoniada e impaciente, ergui a barra da vestimenta do menino. Minhas mãos empurraram o tecido para cima, para o mais longe que meus braços podiam. Inconscientemente beijei sua barriga. Mordia e arranhava, lambia, sugava, fazendo tudo de modo obsceno. Abandonei a camiseta e agarrei o garoto por trás, pela bunda firme, ainda trabalhando em deixar marcas em seu abdômen.

Quando minha língua, sem querer, partiu de seu umbigo para baixo o ouvi gemer meu nome.

— Não faça isso... — Pronunciou enrolado.

Ignorei seu pedido e comecei a desfazer o aperto do cinto negro. O botão foi solto logo depois, por último o zíper. Mesmo antes de fazer tudo isso, já via no Jeans o formato destacado. O volume que tanto me atraía... E antes de tirar os panos grossos que o envolviam, apertei e passei a massagea-lo. Era o que ele queria, podia ver em seus olhos a súplica por atenção naquela área. Por isso parei, abaixei o Jeans até o meio de suas coxas grossas e depositei uma mordida em sua cueca acinzentada.

Gemeu alto, sussurrando meu nome, que foi cortado por um soluço agoniado. Beijei o tecido, sem me importar com nada. A cada toque, Jimin estremecia. Invadi a peça com as mãos, a parte de trás do tecido, apertando suas nádegas e o forçando contra meus lábios. Ali ele começou a implorar. Ele queria estar em minha boca, dentro dela, sentir minha língua circulando-o, sugando, não queria que a cueca impedisse minhas carícias.

Então mordi a faixa de sua cintura e a trouxe para baixo, parando no mesmo lugar que a calça jeans.

Livre, o membro saltou para fora, batendo contra o estômago do menino. Observei como estava molhado, manchado com o pré-gozo, e instintivamente passei a língua pelos lábios, ansiosa pelo que viria.

Jimin me observava atentamente. E quando beijei sua coxa, próximo a virilha, vi seu rosto se contorcer. Ele não queria ser torturado. Continuei com as mãos naquela bunda macia. A boca ainda longe do membro necessitado.

— Jimin... — Não deixei de gemer, ao pronunciar seu nome. Como resposta obtive um suspiro. — O que quer que eu faça?

Suas mãos, antes fora de cena, agarram meus cabelos pela nuca. Jimin adorava pegar meus fios por ali. Ele pareceu fazer um rabo-de-cavalo desajeitado, prendendo apenas com uma mão e puxando brutalmente, fazendo um gemido agoniado escapar. A outra Jimin usou para posicionar sua ereção em minha boca aberta pela dor e afunda-lo ali.

— Fique caladinha... — Respondeu minha pergunta com certo sarcasmo.

Fechei os olhos com força, sentindo-o deslizar sobre minha língua.

Mantive-me parada, usando as mãos no bumbum do homem como apoio. Jimin não podia sair de minha boca, estava preso dentro dela. Então voltou a puxar meus cabelos. Tentou mover minha cabeça para frente e para trás, sem conseguir fazê-lo. Ele queria fricção, queria sentir minhas bochechas massageando-o, meus dentes raspando suavemente sua pele sensível, do jeito que ele gostava.

Mas hoje era meu dia. Hoje iria fazer o que muitas vezes ele fez comigo: brincar.

Lágrimas ameaçavam sair de meus olhos, por conta do puxão sem dó em meu cabelo e por estar com Jimin ali em minha boca. Estava quase sufocando!

Engoli o seu gosto salgado, fazendo com que minha língua ondulasse sob seu membro e o desse duas grandes sugadas. Ele gemeu alto, afrouxando os dedos, quase libertando minha cabeça.

Foi então que nem mesmo eu resisti. Aquela voz rouca deliciosa acabou com todos meus planos. Deixei a ideia de tortura-lo de lado e o empurrei mais contra o fundo de minha garganta. Tirei-o quase todo de minha boca e voltei com força.

Apertava os dedos ao redor das nádegas macias conforme me movia para frente, deixando arranhões por toda a área, sentindo os músculos contraídos. Ouvia-o gemer meu nome, chamar desesperadamente por mim, como eu mesma tinha feito minutos antes. Meu nome, palavrões e suspiros saíam juntos, em um bolo desconexo. Assistia a tudo maravilhada. O modo como mordia o lábio inferior, querendo dar um fim nas palavras bagunçadas, e como o suor começava a descer por suas têmporas me excitavam de alguma forma. E quando sua cintura começou a se impulsionar contra meu rosto, literalmente fodendo minha boca, e o aperto em minha nuca retornou, soube que estava fazendo um bom trabalho. Soube que estava agradando-o.

Seu choramingar baixo me alertou sobre sua chegada ao clímax. Tentou segurar meus ombros e me afastar, sabia que não gostava daquilo dentro de minha boca. Porém era um dia especial. E somente por isso continuei a suga-lo com mais rapidez.

Segundos depois, prendi um gemido no fundo da garganta. Outra vez fechei os olhos. Estava ali, no céu de minha boca e sobre minha língua, descendo pela parte interna de minhas bochechas, se misturando com minha saliva... Podia sentir o gosto esquisito, o calor.

— Me desculpe... — Pediu, parecendo completamente chateado pelo que tinha acontecido.

Claro, ele ia se sentir culpado por ter gozado dentro de minha boca. E tendo conhecimento disto, tratei de lhe mostrar que deixei aquilo acontecer por querer.

Escorreguei a cabeça para trás, apenas o suficiente para ter a ponta do membro de Jimin no centro de minha boca. Então comecei a fazer círculos naquela região, prolongando o prazer de meu amado, fazendo-o despejar mais de seu gozo. O fazia a contragosto, só para vê-lo bem. As pequenas lágrimas agora eram de nojo, ele sabia. Mas estava envolvido demais, assim como eu, para parar.

O tiro dali, depositando um beijo delicado, um encostar se lábios, na rosada ponta do membro. Saliva e gozo misturados formam uma ponte fina, um fio transparente, de minha boca para o membro de Jimin. Subo meus olhos para ele, separo os lábios e lhe mostro como minha boca está por dentro. Ele não entende, até que seus olhos brilham entre excitação e terror. No centro da língua seguro uma porção de seu líquido precioso. O encaro por um bom tempo, tentando fazer a cara mais inocente que consigo. Minha mandíbula dói e ficar com a boca aberta aumenta o desconforto, porém ignoro isso e permaneço quieta.

Sei que ele quer que eu beba, não quer perder a oportunidade de me ver fazer aquilo, e também sei que Jimin não quer que o faça sem querer. Só que ele não tem forças para se pronunciar, ele quer que eu decida. E não consigo resistir aos seus desejos. Então empurro o leite para dentro, gemendo baixo ao sentir escorrer por minha garganta.

Ele merece que eu o agrade.

— Boa menina... — Diz meio aliviado. A voz permanece rouca, seu corpo marcado por minhas unhas estremece suavemente. O membro ainda meio erguido e pulsante, mostrando-me que não estava por inteiro satisfeito.

A diferença é que Jimin teve a primeira descarga daquele calor excessivo.

Eu não.

Oppa... — Murmuro meio baixo, passando a língua nos dentes. Sei que um pouco do gozo dele mancha meu queixo e Jimin não tira os olhos daquele ponto. Isso o excita, eu sei, ver-me suja com seu líquido. Ele gosta porque é como se marcasse seu território. — Oppa...! — O chamo mais uma vez, de forma aguda e arrastada, fazendo com que desperte de seu transe interno. Sei que isso o quebra, quando começo a agir toda fofa. Por isso sussurro baixo: — Oppa...

Deixa o olhar vaguear por meu corpo seminu. Comenta um palavrão agoniado ao me ver deitar sobre o colchão passando os dedos, apenas por provocação, entre as pernas abertas. Outra vez ele espera meu comando. Jimin também sempre foi um bom menino.

Desfaço as amarras do jeans que me envolve e olho para as calças dele. Nós nos entendemos, não precisamos de muito, por essa razão Jimin começa a remover sua penúltima peça.

— Por favor... — Imploro, e ele sabe do que estou falando. Sabe do quê preciso.

A cueca cinza está no mesmo lugar que a cintura de seu Jeans e Jimin resolve tirar as duas roupas de uma vez. Com meus botões e cinto abertos, ele me ajuda a tirar aquilo também. O olhar travesso passa por minha calcinha recém exposta, aquela preta rendada com um pequeno laço azul. Ele gosta daquela calcinha, ele adora aquela peça, foi quem me deu de presente!

Gosta tanto que é a única que não rasgou.

Com um sorriso enorme, ele captura meu tornozelo direito. Segura a barra da calça e a puxa. O tecido desliza por minhas pernas, me faz sentir um arrepio suave. Jimin repete o movimento com o outro lado e, livre daquele incômodo, aproxima sua boca de minha panturrilha. Deposita uma mordida ali, uma arrastar de dentes suave e torturador.

Sinto que a renda da calcinha não segura nada. Parece que estou derretendo, me espalhando em forma líquida pela cama. Tudo em mim pulsa, tudo está aquecido, tudo parece vibrar. O calor entre minhas coxas é massacrante. E Jimin adora assistir minha agonia, adora ver como meu corpo se rende à suas vontades.

Adora ver como fico quebrada apenas com seu olhar.

Partindo da panturrilha, ele começa a ir em direção à minha coxa. Seus lábios macios acariciam cada parte da pele de minha perna. Às vezes a língua contorna alguma área, faz círculos, e sei que Jimin está me dando uma prévia do que irá fazer. Cabe a mim não perder a sanidade e gemer seu nome o mais alto que posso.

Ele para entre minhas coxas, ali perto de onde mais preciso. Quero me empurrar em sua direção, fazer sua boca encostar na parte mais sensível que possuo. Mas sei que se fizer isso Jimin vai me torturar ainda mais. Seu sorriso sádico é a confirmação de meus pensamentos. Tento ficar sobre ele, mas suas mãos apertam meu quadril e me prendem sobre a cama. Com o indicador Jimin sinaliza um "não".

Fico imóvel, assistindo-o deslizar a calcinha. Lágrimas começam embaçar a imagem mais sexy do mundo. Mal posso conter a expectativa! Viro a cabeça para o lado, suspirando pesado, sabendo que a última peça que me cobre está passando por meus pés agora. Começo a piscar, querendo ver tudo com clareza.

Mas acabo fechando os olhos, apertando-os como se não quisesse nunca mais abri-los.

Lá estava aquela língua, ou somente a pontinha dela. Saliva escorria por ali e caía sobre o clitóris sensível, encharcando-o. O líquido partia para baixo, apenas seguindo a lei da gravidade, escorrendo tão lentamente... Molhava-me ainda mais. Jimin sabia que aquilo, fosse "nojento" ou não, me deixaria louca. E isso fez com que ele soltasse um outro sorriso.

Mordeu a parte que me dava prazer e o chamei aos gritos. Puxou-o entre os dentes, logo trocando por seus lábios suaves. Sugava devagar, fazendo com que meus dedos se fechassem ao redor do lençol. Meus próprios pés se moviam sobre a cama, as vezes indo para o ar, enquanto tentava desesperadamente ter mais contato com ele. Instintivamente tentava apertar as coxas, entretanto, Jimin segurou-as firme, tanto para não o machucar quanto para continuar a me acariciar.

Depois começou a fazer o mesmo caminho que o líquido de sua boca, para baixo, logo em seguida voltando. Sua língua ia até a entrada de meu corpo, sem fazer nada ali, exceto passar ao redor. Continuou com isso por alguns segundos. Deslizava como se usasse a língua para "limpar" minha lubrificação natural.

Estava tão arqueada, tão contorcida, que minhas costas latejavam. Todos meus dedos abriram e fechavam, pegando a colcha e o ar, deixava as pernas correrem por toda a cama até finalmente comporta-las nos ombros do garoto. Minhas mãos pararam nos travesseiros, com as unhas quase perfurando a fina fronha.

Nesse momento começou a circular a pequena entrada diversas vezes. Sabia o que viria a seguir.

— Ji-Jimin... — Murmurava, com a voz chorosa, ao sentir sua língua finalmente me invadir e agradecia mentalmente a Deus por Jimin compensar o tamanho das mãos naquela parte do corpo.

Soluços quebrados escapavam enquanto, agora, me mantinha imóvel. Não que não quisesse movimentos da parte dele, apenas queria aproveitar a sensação: a língua tremulava dentro de mim e meu interior involuntariamente se contraía. Se removeu de vagar fazendo com que meus olhos arregalados mirassem o teto. Afrouxei o aperto nos travesseiros, agarrando seus cabelos mais uma vez. Tratei de empurra-lo para baixo e ele pareceu gargalhar.

— Apressadinha. — Disse, tirando um protesto de meus lábios.

— Pare de falar... — Pronunciei como uma bêbada.

Ainda sorrindo, o bom menino me obedeceu. Voltou a ficar como antes, a deixar sua língua ocupada comigo. Sentia aquele membro quente ir o mais fundo que conseguia e voltar o mais lento que podia. Já ia contra sua boca, impulsionando o quadril. Parou com aquelas investidas, saindo com um deslizar forte para cima, voltando a sugar o clitóris na mesma intensidade com que começou a guardar os dedos em minha intimidade. Fiz um esforço para ficar sobre os cotovelos e olha-lo fazendo aquilo. Para minha surpresa, Jimin pensou o mesmo.

Nossos olhos se encontraram e ele parecia querer sorrir enquanto minha boca gemia seu nome. Vi que a outra mão, antes livre, se ocupava em massagear a ele mesmo. Dobrei-me para trás, aquilo era demais para mim...

Minha cabeça pendia entre meus ombros, e parecia que ia alcançar minhas costas a qualquer momento. Quando olhei para entre minhas pernas outra vez, encontrei um olhar faminto em minha direção. Estremeci por inteiro. E com uma última forte investida e sugada separei os lábios chamando alto por ele. Continuou entrando e saindo, usando somente a boca, alongando o orgasmo até onde pôde. Também bebeu de meu líquido, engolindo com satisfação exagerada. Perdi o apoio dos cotovelos, caindo de costas sobre o colchão, sentindo a fraqueza começar a se apoderar de mim.

— Sente-se bem? — Indagou, beijando minhas coxas de leve.

Encarei seu rosto, um pouco envergonhada, e sacudi a cabeça em resposta. Seu sorriso largo me mostrava sua felicidade. Deitou o corpo sobre o meu e roçou nossas intimidades, fazendo tudo com calma.

Colou os lábios nos meus e me deu um beijo lento. Fechei os olhos, permitindo que a língua agora entrasse em minha boca. Tudo segue sem exageros, sem aquela euforia do começo, já que estávamos parcialmente "satisfeitos".

Jimin se afasta e me fita. Os olhinhos correm por meu pescoço e seios. Eram meus cabelos que estavam atraindo sua atenção.

— Estou bagunçada demais... Não me olhe... — Digo sorrindo. Ele continua observando meu peito subir e descer em busca de ar.

Seus dedos passeiam por ali, afastando os fios rebeldes, molhando-se de suor. O toque é suave, me faz respirar pesado. Nossos olhos se conectam outra vez e ali está uma das coisas que Jimin não diz em voz alta: ele me acha sexy quando fico daquela forma. O modo como o cabelo gruda em minha pele suada o excita e nós dois sabemos disso, mesmo que eu não concorde.

E ver-me sob seu corpo, depois de um orgasmo, toda ofegante, com cabelos espalhados ou colados em mim, coberta por uma fina camada de meu salgado suor, o trás de volta o lado necessitado. Ele ataca meus lábios e segura meus pulsos. Me prende contra a cama, apertando nossas cinturas. Volto a gemer contra sua boca. Entrelaço as pernas no quadril do menino mais uma vez, ouvindo-o grunhir rouco. Suas mãos acrescentam mais força, e arrastam as minhas para acima de nossas cabeças. Movimenta o corpo um pouco, me incitando a querer mais, pedir por mais. Mas nós dois estamos cansados de brincadeiras. E sem esperar por meu sim, Jimin larga um de meus pulsos e se posiciona. Força-se contra mim, entrando somente um pouco para poder voltar a olhar em meus olhos.

Os dedinhos vão por meus braços, escorrem delicadamente entre minhas palmas até se enroscarem nos meus. Jimin olha para nossas mãos unidas e sorri, enquanto penetra todo seu membro em mim.

Embora meu corpo implore, dessa vez recuso a ideia de fechar os olhos. Continuo assistindo o misto de luxúria e paz que se apodera das finas linhas escuras, aqueles olhos que eu tanto amava... O faço somente quando Jimin desce o rosto para me beijar. Ali, na escuridão de pensamentos e sentimentos, me perco em tudo que tenho por aquele garoto.

Nossas mãos se apertavam, quase se fundiam, assim como nossas bocas. Respirava com dificuldade, enquanto a língua voltava a envolver a minha. Às vezes mordia o lábio inferior do menino, o puxava e ouvia seus gemidos longos de aprovação.

Mais abaixo, onde nossos corpos se tornavam um só, sentia-o por inteiro. Contraía meu interior propositalmente, apertando o membro sensibilizado, fazendo-o ficar parado para se deliciar com aquilo.

Se movia calmamente, usando um pouco de força, entrando fundo, fazendo nossos corpos balançarem sobre a colcha macia. A própria cama se chocava contra a parede. Usei as panturrilhas para empurra-lo mais contra mim. Soltamos gemidos abafados e sorrisos contidos. Até que Jimin se afastou.

Nos olhamos uma vez mais. Então ele colocou a testa na curvatura de meu pescoço, respirou fundo, largando meus pulsos. Passei as mãos ao redor de sua nuca e segurei em seus cabelos. Retirei as pernas da cintura dele e mordi meu lábio inferior. Percebi que os braços de Jimin estavam apoiados, como quando ele se posicionava para fazer flexões. Isso porque era chegada a hora daquele calor, daquela euforia toda do começo.

Park Jimin seria bruto, me dominaria como o homem forte que era.

Começou a vir sem paciência, chocando nossos corpos rapidamente. Palavras obscenas começaram a escapar por meus lábios, misturadas com minha ofegante respiração alta. Abaixo dos gemidos involuntários tinha o estalar suave, aquele som molhado, que anunciava nossa união prazerosa. Meu estômago parecia se contorcer. Tremores violentos, espasmos de um orgasmo próximo, passavam por minhas coxas, subindo em direção à meu peito. Jimin começou a mordiscar minha garganta, aumentando meus arrepios. Sua voz grave chamava meu nome o tempo todo, dizendo coisas que normalmente ele jamais diria.

"Como senti falta dele!"

— E-eu quero... Dentro... — Pronunciei e Park sabia do que estava falando, sorriu. Raramente o permitia aquilo.

Só que era aniversário de meu anjo, e ele merecia.

Continuou metendo-se em mim violentamente, e isso fazia meus seios saltarem, minhas coxas também balançavam! Por Deus, estava chorando de tanto tesão!

De repente Jimin ficou parado o mais fundo que pôde. Abri bem as pernas e arrastei as unhas por suas costas, deixando um breve gritinho sair, e foi a vez dele se arquear por inteiro. Pulsava, ainda dentro de mim, despejando o gozo profundamente, fazendo minha visão revirar de leve.

— Eu te... amo... — Murmuro exausta, o trazendo para perto, tomando seus lábios.

Respondia-me com as mesmas palavras, parecendo alucinado, arfando tanto quanto eu. Meus braços perdem a força inicial e caem para os lados. Jimin parece fazer um esforço sobrehumano para se manter acordado e sair de meu corpo. O faz já com o olhos parcialmente fechados. Sinto seu corpo ficar estirado próximo ao meu. Me viro e envolvo suas costelas em um abraço fraco, mas verdadeiro.

— Feliz aniversário, meu amor...! — Digo sorridente. Deposito beijos no peito molhado de suor, aproveitando para fechar os olhos.

— A data... Já... — Tenta dizer algo mas não consegue, apenas suga uma grande quantidade de ar.

— Eu sei, estou muito atrasada. Mas você estava trabalhando... — Suspiro pesado. Estou quase dormindo. — Não podia... Interromper as promoções de Win-...gs...

Mal consigo terminar a frase. Apenas cubro seu corpo com minhas mãos e o aperto contra mim. Quero dormir daquele jeito, abraçada a seu corpo suado. Quero sentir seu cheiro, seu calor, saber que ele está comigo. E quero ter certeza de que, horas mais tarde, quando acordar, Jimin estará ali.



Faz alguns minutos que acordei. Estou com as costas na colcha, um travesseiro sob a cabeça, e Jimin sobre meu tórax. Suas pernas estão engatadas nas minhas. A respiração leve bate em meu pescoço. Dou sorrisos baixos quando ele ronca suavemente.

Não resisto ao impulso de toca-lo. Deslizo meus dedos por seu nariz, partindo para sua testa, desgrudando alguns fios de cabelo. Acabo por sorrir outra vez. Vendo-o assim, nem parece o mesmo garoto com quem fui pra cama algum tempo antes.

— Ei... — Diz. Me assusto levemente. Não tinha percebido que já estava acordado.

— Oi. — Respondo me esticando e beijando sua bochecha. Jimin sorri.

Dou um sorriso maior. Beijo sua testa, agora. Não me canso de fazer isto.

— Como vai? — Pergunto como quem não quer nada. — Faz tempo que não nos vemos.

— Ah, sim! — Se ergue sobre as palmas, saindo de cima de mim. Volta a deitar ao meu lado. Me viro de frente para ele e deixo os olhos fechados. Quero me focar apenas na voz de Jimin. — Como você está? Estava com tantas saudades! E cansado daquelas conversas por vídeo... se bem que eram conversas interessantes...

Automaticamente lembro de quando, depois que todos os membros foram dormir, Jimin me fez tirar as roupas em um dos vídeos. Passava da meia noite, estávamos sozinhos conversando e ele me pediu aquilo. Ficamos tão envergonhados... e, que droga, minhas bochechas estavam ardendo agora!

— Tão fofa! — Sussurra todo brincalhão, cobrindo meu rosto vermelho com mechas de meu cabelo. — Você sabe do que estou falando, não é?! Daquela noite em que-

— Para! — Faço meu corpo rolar sobre a cama ao interrompe-lo. Fico de costas para ele.

— Own, ficou com vergonha! — Parece animado, usando uma voz fina. — Ah, não fique assim... — Desliza os braços ao meu redor, fazendo cócegas em mim, ao mesmo tempo em que beija a extensão de meus ombros.

— Para com isso! — Começo a gargalhar de modo escandaloso.

— Não. — Responde apertando-me mais. Então sussurra em minha nuca: — Você é minha.

Paramos de nos mover e deixamos os sorrisos cessarem. Os lábios grossos e macios roçavam no alto de minhas costas. Era tão bom ficar perto dele...

Tiro seu corpo do meu, deixando-o de bruços, e monto em suas costas, era minha vez de dar carinho à ele. Meus joelhos ficam ladeando as costelas aparentes na fina pele amarelada. Jimin estava muito magro... deixo um suspiro escapar. Não trocaria naquele assunto, não agora.

— Então, como foi a viagem? — Digo ao começar a apertar seus ombros, lhe fazendo uma leve massagem.

— Ah... — Suspira aliviado o que me faz revirar os olhos sorrindo. — Foi tão cansativo... A coreografia é muito... forte...

Começo a pensar nos movimentos da dança e isso me lembra de algo. Deito-me sobre suas costas, estamos nús, e agora é Jimin quem tem dificuldade para respirar.

— Você tem que dançar Blood, Sweat & Tears só pra mim, um dia. — Comento contra seus cabelos sedosos, logo depois beijando o centro de suas costas.

— Vai ser como no dia em que dancei Dope? — Solta uma risadinha boba, parece até que não lembra as coisas que fizemos naquele dia.

Jimin não presta...

Fico parada, com os lábios erguidos, sorrindo como criança. Nossos corpos colados sobem e descem quando respiramos lentamente. Jimin faz menção de que vai se erguer e afasto para lhe dar passagem. Logo ele me puxa de volta, fazendo com que meu corpo fique sentado em seu abdômen.

— Obrigado. — Diz ao encontrar meus olhos. Suas mãos brincam, passeando por minhas coxas. — Obrigado, por tudo.

— Não, eu que agradeço. — Respondo sorrindo. — Você não tem noção do bem que me faz...

— E você também não. — Acaricia meu rosto. — Nem todo mundo está disposto a esperar, passar tanto tempo longe. E sei que isso te deixa desconfortável. Obrigado por me esperar sempre, por não me abandonar...

Nunca vou deixar você, bobo. — Deposito um beijo nos dedos gordinhos. — Não farei isso porque te amo.

Nos calamos. Por um bom tempo apenas nos olhamos. Nossos olhos contam o que não dizemos em voz alta, coisas que a vergonha não nos permite compartilhar, e isso é o suficiente para ambos.

Então me atiro em seus braços. Jimin me acolhe, seu corpo me recebe bem. Me envolve de forma protetora e carinhosa.

— Amo você. — Repito com um sorriso tímido, mesmo que não esteja vendo meu rosto. — Amo como jamais amei alguém! Não me diga para te deixar, nem suponha isso, meu plano é ficar com você pra sempre!

Jimin apenas deixa um sopro baixo escapar. Ele nunca sabe reagir quando falo sobre meus sentimentos. Mas não me importo em não ouvir a mesma frase, não me importo se Jimin não diz que me ama do mesmo modo. Qualquer um me chamaria de trouxa, se soubesse disso. Deixo um sorriso escapar ao lembrar de como minhas amigas são contra esse relacionamento escondido e, segundo elas, não recíproco.

— O que foi? — Indaga com ar curioso.

— Não é nada. — Minto e mudo de assunto rapidamente: — Só... Estou com fome. — Nos afasta e me encara desconfiado. — Sério! Não está com fome?

— É, estou.

— Ah, vamos comer algo! — Encostei nossos lábios, logo tomando impulso no colchão saindo da cama a contragosto. Mas, se não saísse, Park me pressionaria até dizer meus pensamentos.

Sabia que o garoto me olhava dos pés à cabeça, varrendo meu corpo. Deveria estar acostumada, mas não era tão fácil. No fim acabava fazendo a mesma coisa: sempre pegava uma das camisas dele e a vestia. E logo me abaixei e peguei o tecido do chão, colocando-o em meu corpo.

"Você fica bonita assim..." disse uma vez. Encarava minhas pernas expostas de forma pervertida e sabia que Jimin queria dizer outra coisa... ele realmente amava me ver com suas camisas largas.

— O que acha de assistirmos um filme? — Já colocava a calcinha que fora perdida antes. Aquela renda preta resistia bravamente, se recusava a ser destruída!

— Se você quiser. — Virei o rosto e o encontrei com as mãos sob a cabeça, como que apreciando a vista.

— Levanta. — Sorri fraco. Capturei e joguei a cueca na direção onde achei estar seu rosto. — Estarei na cozinha!

Caminhei pelo corredor, ouvindo Jimin sair da cama aos pulos, provavelmente por tentar andar e vestir-se. Meu Bolinho de Arroz, tão fofo...

Alguns pedaços de minha própria camisa estavam pelo chão. Quando ia curvar-me para pegar os restos do tecido, Park me surpreendeu ao segurar as laterais de minha cintura. Fiquei reta pelo susto, parando de pé, colando minhas costas em seu peito.

— Hey... — Murmurou. Os dedinhos apertando a larga camisa. Depois subiram por dentro dela, entrando também na renda preta. Beijou o alto de minha cabeça.

— Já disse que estava com saudades...?

Arfei baixo, soltando um sorriso em seguida. Hoje não, Park Jimin!

Hoje não.

Girei, prendendo seus pulsos longe de meu corpo. Tive de ficar na ponta dos pés para beija-lo de leve. Desci por sua garganta até parar em seu ombro. Voltei por ali, chegando em sua orelha, vendo que seu corpo se arrepiava por inteiro. Ele sabia me provocar, mas eu também conhecia aquele jogo.

— Bem-vindo de volta, querido... — Uso uma voz rouca e baixa. Ao morder o pequeno brinco, a argola prateada, e puxa-la, enfiando a língua no círculo, vejo Jimin tentar se mover para tocar-me. Não deixo.

Amor... — Gemeu alto. Um sorriso enorme tomou conta de meu rosto! Eram poucas as vezes que Park usava aquela palavra...

— Foi você que começou! — Soltei o garoto e me afastei correndo. Ainda senti um tapa na bunda, que me fez gritar em falso desespero. — Não, não! Jimin! Não! — Gargalhava, correndo pelo apartamento, feliz como muito tempo não me sentia. Jimin me perseguia, parecendo pronto para qualquer coisa. Aqueles eram momentos que faziam toda a espera, toda as noites perdidas, serem compensadas.

Sexo com Jimin era ótimo, porém, vê-lo feliz, ver aquele sorriso, era indescritível! Eu amava, acima de tudo, a felicidade dele. Ver Park Jimin feliz me fazia feliz. Eu poderia passar a eternidade apenas vendo-o sorrir...

No momento em que fui saltar pelo sofá, o garoto se atirou sobre meu corpo e nos jogou contra o estofado. Ficamos rindo por um tempo, parados, tentando recuperar o fôlego.

Ddochi... — Pisquei, passando os dedos pelo rosto macio.

Fiz um esforço para ficar sobre ele. Peguei o controle e coloquei em uma programação qualquer, esquecendo completamente o tal lanche que faríamos. Estava passando algum filme, mas não importava, não iria assistir, de qualquer forma.

— Chim...? — Sussurro contra o peito quente.

— O que foi? — Minha cabeça sobe e desce quando ele respira.

— Você pode... — Passei a língua pelos lábios. — Eu queria ouvir... Lie... ou Tony Montana...

Pela sua reação, sei que Jimin está envergonhado.

— Não precisa, se não quiser! — Me apresso em dizer. Mas mesmo assim ele começa a cantar o solo mais lindo que ja ouvi: Lie. Suspiro, agarrando seu corpo magro. Fecho os olhos para aproveitar o momento.

Ah, Park Jimin... se você pudesse ver o quanto o amo, o quanto sou feliz ao seu lado. O quanto me sinto honrada por te ter...

Sua voz.

Seu sorriso.

Tanta coisa...

Você por inteiro...

Mesmo que às vezes eu acordasse ofegante e excitada, sonhando com as coisas que fazíamos, no meio da noite quando você não estava, ou que ficasse com medo da chuva forte na madrugada, com medo de sons estranhos no escuro que me cercava... os cinco minutos que seu trabalho liberavam eram o suficiente para mim. Não estava ao seu lado por fama, dinheiro, status social.

Estava na sua cama por ama-lo, por querer vê-lo bem de todas as formas possíveis. Por mim, permaneceria ali, mesmo que Jimin acabasse esquecido por todos e sem nenhuma moeda no bolso.

Por mim, ficaria com ele até morrer.

Somente ele me satisfazia, apenas Jimin me completava, de todas as formas possíveis. Eu nunca seria feliz ao lado de outra pessoa que não fosse ele.

Quase não percebo que começo a ficar, outra vez, em chamas. Todo meu corpo volta a deseja-lo. Quero toca-lo, preciso fazer isso!

Antes da música chegar ao fim, começo a beijar e tocar o peito dele. Logo estamos com os lábios colados de forma urgente. Sinto as mãos delicadas em minha bunda, fazendo uma espécie de massagem, por dentro da renda. Entretanto somos obrigados a parar quando meu celular toca. Jimin me diz para jogar o aparelho na lata de lixo, empurrando minha cintura para baixo somente para me mostrar que também já estava excitado outra vez.

— Por favor... — Suplica ao sugar meu lábio inferior. — Deixe tocar... ligue mais tarde...

— Não posso, Jimin. — Suspiro e pego o aparelho. — Alô?

Desculpa estar atrapalhando... — A voz é mais do que familiar. — Como estão as coisas?

— Monie!! — Digo alto, para que Jimin saiba quem está do outro lado. Queria que ele soubesse, assim talvez parasse de atacar minha garganta. Talvez parasse de friccionar nossas partes íntimas... — Está t-tudo bem!

Percebi. — Dá um sorriso fraco. — Jimin já chegou aí, não é?

— Chegamos juntos! — Relembro do momento em que ia colocar a chave na porta e ouvi meu nome. Olhando para o lado, encontrei o jovem com fogo nos olhos. Jimin estava arfando alto, quando me beijou e empurrou meu corpo contra a porta. — E-ele chegou be-bem.

Imagino, imagino! É que... — Não posso ouvir o que o Líder do BTS diz, Jimin inverte nossas posições, colocando minhas costas contra o sofá, e logo volta a empurrar a cintura entre minhas coxas. Dou um gemido ao sentir seu membro contra minha intimidade coberta apenas pela fina renda da calcinha. — Mas ainda acho que estou atrapalhando.

— Não... — Minha respiração falha e penso em encerrar a ligação. Namjoon está ouvindo tudo e isso me deixa constrangida. — A-aconteceu ah-algo?

Jimin coloca as mãos dentro da camisa que me veste, passeia os dedos por minha barriga e costelas, segura meus seios. Solto um soluço agoniado. O celular quase escapa do meu agarre. Dou uma mordida em meu lábio inferior, tentando conter um gemido alto. Ele ergue o tecido e morde, chupa, a pele próxima a meu umbigo. Sons estalados invadem a sala e escoam para a conversa com Rap Mon.

Um palavrão sai de minha boca quando Jimin resolve lamber a fissura entre minhas pernas, separado de minha intimidade apenas pela renda negra fina. Namjoon solta uma gargalhada.

Então... Jin pediu pra convidar vocês dois! Ele vai fazer um jantar, e está praticamente exigindo sua presença. — Nam não para de sorrir. Sua voz tem um tom de divertimento e vergonha. — Na verdade, estamos aqui no dormitório dele... E... Os meninos todos estão ouvindo nossa ligação...

— O quê?! — Grito nervosa, desesperada, envergonhada... e Jimin apenas sorri.

Oii! — A voz cheia de Aegyo de Hope invade minha cabeça.

Você deveria ter desligado, Jimin não vai gostar de ser interrompido... — Essa é a de SeokJin. — Sabe que ele estava morrendo de saudades dela. Eu disse que era pra chama-los se Jimin ainda não tivesse chegado no apartamento!

— Me dê isto. — Chimchim toma o celular ativa a opção "Viva-Voz" e começa a falar sem tirar os olhos de meu corpo. — Jin Hyung, não vamos. Amanhã, quem sabe?

Se ela conseguir andar... — Escuto Yoongi fazer suas piadinhas sujas e os outros começam a rir de forma contida. Meu rosto arde em resposta.

— Tchau, Hyung. — Park encerra e joga o aparelho para o lado, por cima do ombro.

As mãos apressadas invadem minha calcinha, deslizam os dedos para dentro de meu corpo, me fazendo arquear as costas, gemer alto e perceber como já estava molhada. 

Olho para ele, e sei que em meu rosto está estampando o pedido de "Por favor, Jimin! Me faça sua, pelo amor de Deus!". Ele sabe o que quero fazer, como quero fazer.

— Depois falo com eles... — Diz ao puxar a cueca para baixo. Sua língua está fora da boca, enquanto ele sorri. Posiciona-se outra vez, beijando minha testa. — Você é mais importante que um jantar com meus melhores amigos.

O longo gemido, grito, de aprovação preenche o apartamento por inteiro. Assim como o membro de Park completa-me perfeitamente.

— Jimini... — Já estou ofegando, esquecendo toda a vergonha de anteriormente.

— Você é uma péssima menina... tão sem vergonha! — Brinca, apertando minhas coxas e aumentando gradativamente a velocidade de suas investidas. — É por isso que amo você, minha pequena gatinha...



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