História Imagine Sad - Bobby - iKON (My Mission On Earth) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias IKON
Personagens Bobby, Junhoe
Tags Bangtanwhat, Bobby, Ikon, Jiwon, Sad
Exibições 118
Palavras 2.665
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Chorei fazendo mas enfim... Espero que gostem (chorem)
:*



Mandy Bueno

Capítulo 1 - My Mission On Earth


Fanfic / Fanfiction Imagine Sad - Bobby - iKON (My Mission On Earth) - Capítulo 1 - My Mission On Earth

Uma, duas, três, quatro, cinco vezes, eu já tinha perdido a conta de quantas vezes eu já tinha vindo a esse consultório. Eu não aguentava mais ter que ouvir as mesmas coisas todas as vezes. Será que o médico não entendia como era difícil para mim ter que lembrar disso toda vez que venho aqui?

Como se já não bastasse, eu destruí os sonhos do meu marido, eu realmente sou uma péssima esposa, só de pensar que nesse exato momento ele não está aqui comigo e que talvez ele me odeie com todas as forças, meu coração chega a doer. Depois dos últimos acontecimentos tudo está indo de mal a pior. Não fazia tanto tempo assim, três meses talvez? Não sei, depois do que aconteceu eu perdera a noção de tempo e espaço, não sabia mais de nada. Eu perdi as contas de quantas vezes tentei me matar, quantas discussões já não tive com meu marido, quantas noites mal dormidas, quantos dias sem comer, eu realmente estava pronta para morrer. Eu não via mais sentido na vida.

E como se não bastasse, eu era obrigada a vir a esta merda de consultório toda semana. Exames, tratamentos, eu não aguentava mais.

- Bom senhorita _______, ainda temos muito pela frente. Mas pense pelo lado positivo, você já fez metade do tratamento, logo logo você e o senhor Kim poderão tentar de novo.

Ao ouvir aquilo meus olhos marejaram, como eu poderia tentar de novo? Como?

- Como doutor? Essa é a segunda vez, eu não quero mais ter que vir aqui todas as vezes que isso acontecer. O senhor lembra como foi ruim á dois anos atrás? Eu nem sei como aquele meu namoro conseguiu virar casamento depois de tudo que passamos. – Sem querer, eu desabafei ali com o doutor Koo.

- Não é assim _______, - ele saiu de sua cadeira e veio até mim, eu juro que tentava segurar minhas lágrimas, mas ficava cada vez mais difícil. – A senhorita sabe como o Kim te ama.- Eu sei que ele tinha razão e o motivo da nossa ligeira distância era que eu havia feito a escolha de não dormirmos mais juntos. – Nesse momento que vocês devem se unir mais, vocês devem...

- É fácil pra você falar – o cortei – não foi você que carregou uma criança por cinco meses e do nada perdeu ela. Duas vezes. Não é como se nunca acontecesse, já aconteceu duas vezes comigo. O senhor mesmo disse a dois anos atrás que aquilo nunca mais aconteceria, mas olha que legal. Aconteceu. – Disse irônica. Minha lagrimas caiam em ritmo lento pois eu tentava ao máximo não chorar ali.

Mais alguns conselhos vulgo que foram ignorados por mim, mais alguns remédios, mais algumas consultas marcadas, o mesmo de sempre.

Respirei bem fundo ao chegar em casa. Será que ele estava em casa ou ainda estava na casa de seu irmão? No fundo eu sabia que a resposta não mudaria nada, afinal eu entraria no meu quarto e me trancaria o resto do dia de qualquer jeito. E assim fiz, sem me preocupar em saber se a casa estava vazia ou não, fui em rumo ao nosso quarto, que no momento era apenas meu.

Tranquei a porta como de costume e logo fui tomar um banho pra ver se relaxava. Em quanto estava ali no banho, deixando a água cair em meu corpo, lembrei de todas as vezes que tentara me matar ali mas nunca funcionara. Ri fraco. Chegava a ser cômico, a mulher que perdera dois filhos e tentara se matar umas cinco vezes. Me pergunto á Deus, se é que ele existe, por que ele não me poupara de tanto sofrimento? Eu poderia ter morrido tantas vezes... Mas infelizmente ou felizmente não sei, meu marido sempre esteve aqui pra me salvar.

E no mesmo instante que pensei nele, ouvi o barulho das chaves contra a mesinha *a velha mania dele de chegar e jogar a chave na mesinha de centro* ri fraco novamente, talvez, mas só talvez eu fosse sentir falta desses detalhes, detalhes que só eu notara em Bobby nesses longos 4 anos juntos.

Bobby, meu marido também era o motivo de eu sempre tentar me matar. Não, ele não era um marido ruim. E sim, eu o amo, o amo muito. E é por isso que eu devo deixa-lo, se eu morrer, ele ainda tem a chance de encontrar uma outra mulher, que o faça feliz da mesma maneira que eu o fiz um dia, ou ainda mais. E o melhor, se ele encontrasse essa outra mulher, provavelmente, ela também conseguiria realizar o sonho dele de ser pai. Coisa que eu falhei miseráveis duas vezes.

A água em meu rosto, era a mistura da água do chuveiro com minhas lágrimas. Eu sofria, eu sofria muito. Outro motivo para tentar suicídio. Se eu fosse listar eu teria muitos motivos para tentar tal ato.  E sim, eu tenho depressão, acho que está bem na cara não é mesmo?

Depois de longos trinta minutos debaixo daquela água e chorando, finalmente ouvi o barulho da porta. Bobby estava batendo. E por conta do chuveiro e a porta do banheiro fechada, eu conseguia ouvir baixinho ‘’Amor, abre a porta’’, ‘’Eu quero te ver’’. Respirei fundo tentando tomar coragem de sair dali e o encarar. E surpreendentemente, não demorou muito para mim toma-la.

Coloquei uma blusa grande dele que ainda estava ali, a minha preferida, e logo abri a porta.

- Oi – Ele abriu um sorriso ao me ver, Bobby estava escorado na parede do corredor, bem em frente a porta.

Eu sorri fraco em resposta.

- Como foi no consultório hoje? – Perguntou ainda sem sair do lugar.

- Foi as mesmas coisas de sempre. – Disse cansada indo em direção a cama.

- Você já comeu? – Bobby disse entrando no quarto e sentando na beirada da cama.

Assenti com a cabeça.

- Tomou os remédios do tratamento?

Bobby se preocupava comigo. Eu realmente reconhecia que ele me amava. Ele gostava de deixar isso bem claro para mim todos os dias. Eu me sentia mal por afasta-lo, já fazia dois meses e meio desde que dormimos juntos, no mesmo quarto. Sei que era difícil para ele por que também era pra mim. Mas, Bobby era um ótimo marido e compreendia tudo que estava acontecendo. Em nenhum momento ele pensou em separação ou me deixar sozinha, diferente de mim.

Assenti novamente.

- E o seu antidepressivo? – Perguntou agora um pouco mais cabisbaixo

- Ainda não – Respondi baixinho.

- Tudo bem, eu vou pegar um copo d’água e te trago. – Balancei a cabeça em afirmação.

Eu realmente estava cansada, primeiro por que os remédios que eu tomava eram fortes, e na maioria das vezes me deixavam extremamente cansada, e segundo, o tratamento que era feito no hospital também usava medicamentos fortes, o que contribuía para meu sono. E o incrível, era que as vezes, eu simplesmente não conseguia dormir, mesmo tomando todos esses remédios, geralmente eu sofria de insônia, o que me obrigava a tomar um remédio só para isso.  Fui tirada de meus pensamentos com Bobby entrando no quarto novamente.

- Aqui está. – Apontou para o potinho que estava em uma de suas mãos e para o copo d’água que estava na outra.

Abri o potinho, retirando dali um remédio, peguei o copo com água e bebi.

- Agora vai dormir um pouco, você deve estar cansada. – Ele dizia calmamente enquanto acariciava meu rosto. – Não esqueça que eu te amo, huh? – Sorri, agora verdadeiramente, era bom ouvir aquilo apesar de tudo.

- Bobby – o chamei quando o mesmo já estava na porta. – Fica aqui comigo – pedi manhosa – Pelo menos até eu conseguir dormir.

Ele pareceu surpreso com o meu pedido, mas assim fez. Apesar de ser 14:00 hs, ele se deitou comigo sem reclamar. Senti ele se deitando e me virei, deitada agora de frente pra ele.

Ficamos longos minutos ali, apenas nos encarando, até que decidi quebrar o silêncio.

- Eu acho que... – ele estava atento a cada palavra – Já está na hora de você voltar pra cá, huh? Eu não posso simplesmente te deixar de lado só por que tenho vários problemas emocionais. Você é meu marido tem o direito de ficar comigo. Não posso te privar disso.

- Shii... –ele colocou o dedo em meus lábios - _________, você sabe muito bem que eu compreendo. Eu não fico bravo com você. Sei que você se sente melhor assim.

- Não Bobby, não é justo com você.

- ________. – nossos olhos estavam presos um no outro.

- _____ nada, eu vou melhorar okay? Eu acho que devemos continuar nossas vidas. Nós não teremos ela novamente...- Disse quase chorando.

- Não chore – Bobby limpou uma lágrima que nem havia percebido que caíra. – Eu sei que é difícil. Já perdemos duas, a dor ainda é a mesma. Conseguimos superar a primeira e sei que vamos superar essa..

- Desculpa Bobby, desculpa por ser essa mulher péssima, eu só queria poder realizar seu sonho de ser pai. – Agora o meu choro já se fazia presente ali.

- _____ do que está falando? Eu sou pai. Eu sou pai de duas lindas menininhas, que apesar de eu nunca tê-las visto, tenho certeza que são donas de uma grande beleza quanto a mãe. As duas, com suas feições, seu jeitinho. Minhas princesinhas. Eu sou pai delas e sempre vou ama-las. NÓS temos duas filhas maravilhosas, huh?! Você não imagina o quanto elas estão felizes agora em um outro lugar? O quanto elas não estariam felizes de saber que você seria a mulher que ajudaria elas nessa vida? Assim como eu amo elas, eu sei que elas nos amam.

Apesar das lindas palavras de Jiwon, e apesar de eu estar emocionada com elas. Eu sabia que ele dizia aquilo para me fazer sentir melhor. Por que no fundo eu sabia o Bobby tinha o sonho de ser pai, e infelizmente, eu estragara esse sonho dele. Ser pai de duas filhas mortas, é diferente de ser realmente pai. Acordar com o choro de sua filha no meio da madrugada, ver cada fase de sua vida passando, quando ela aprende a engatinhar, quando começa a gritar tentando falar algo, quando começa a andar, quando começa a falar, quando entra na creche, quando entra no fundamental, quando vira adolescente, quando arruma seu primeiro namorado. Essas coisas eram diferentes. Dias dos pais. Dias das crianças. Natal em família com todos reunidos. Eu sabia que apesar de tudo, apesar de todas as palavras, Bobby ainda não havia realizado seu sonho.

Apesar do meu pensamento, a única coisa que saiu da minha boca foi dizer o quanto eu o amava. Fazendo Bobby dizer o mesmo para mim.

 

 

 

 

[1 ano depois]

E aqui estava eu, com meus maravilhosos 8 meses de gravidez. Para uma surpresa boa, dessa vez meu útero colaborara comigo e fizera meus filhos sobreviverem.

Muita coisa havia mudado desde que perdi nossa filha, eu fiquei mal por longos 6 meses, mas depois, com ajuda de Bobby, as coisas foram se ajeitando.

Eu e Bobby estávamos em nossa nova casa, já que com a notícia de dois filhos a caminho, tivemos que sair da antiga.

Não tínhamos problemas no financeiro, então conseguimos comprar uma grande casa, boa o bastante para dois menininhos saírem por aí brincando de carrinho e jogando bola.

Depois de muito tempo eu estava animada com algo. Eu não tinha mais depressão, toda a minha vontade de morrer se fora.

Tudo estava ótimo.

Mas não era assim que continuaria, pelo menos não pra mim.

Estávamos na piscina de casa, na verdade Bobby estava, eu me encontrava deitada em cima da toalha tomando sol. Estava pensando em como o dia estava agradável quando Bobby me molhou.

- BOBBY – tirei meus óculos e o repreendi, o encarando. O que me surpreendeu já que o mesmo estava do outro lado da piscina. Ele me olhou com cara de ‘’Que foi? ’’, e quando eu olhei para baixo, vi água e sangue entre minhas pernas. OK, a água seria por que a bolsa havia estourado, mas e o sangue?

Comecei a entrar em desespero. Depois disso tudo passou muito rápido. Quando me vi já estava a caminho da sala do parto, que por conta do acontecimento surpresa seria feito por Cesária. Eles já haviam me dado o anestésico na veia, mas ainda conseguia ouvir meio embaçado.

- Eu te amo ______, fica comigo amor. – Senti Bobby dizer logo dando um beijo em minha testa. ‘’Eu também te amo muito amor, não irei a lugar nenhum’’ tentei dizer mas percebi que nada saia da minha boca. - Doutor Koo, o que aconteceu?

- Houve uma repentina complicação na gravidez, o útero dela surpreendentemente conseguiu aguentar dois bebes até agora, mas devido as duas perdas antigas dela, e por um acontecimento desconhecido pela medicina, seus órgãos internos começaram a se espremer demais o que acabou levando a uma hemorragia interna. Eu garanto ao senhor que os bebês sairão vivos dessa.... Agora sua esposa... – senti um frio correr meu corpo, mesmo anestesiada tentei dizer algo, mas nada saia. Eu percebi que as vozes foram se distanciando, e logo desmaiei.

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Eu sabia o que havia acontecido. Mas apesar de saber a realidade, eu estava feliz. Eu não veria meus filhos crescerem, eu não seria a pessoa que acordaria com o choro dos meus filhos no meio da madrugada, eu não veria cada fase de suas vidas passando, não veria eles aprendendo a engatinhar, não veria eles aprendendo a andar ou a falar, não veria eles entrando na vida escolar, não veria eles se formando em alguma faculdade, não veria suas mulheres, e não veria meus netos.

 

Mas eu estava em paz e feliz, pois eu sabia que o Bobby o faria. O Bobby estará em todas essas fases dos nossos filhos. Eu gostaria de ver cada traço dele nos nossos filhos, gostaria de ver cada detalhe dele que apenas eu notara em nosso tempo juntos nos nossos filhos. ‘’talvez, mas só talvez eu fosse sentir falta desses detalhes, detalhes que só eu notara em Bobby nesses longos 4 anos juntos.'’ Me lembrei desses pensamentos, e realmente eu sentiria falta de cada detalhe de Bobby. E ali eu pude perceber o porquê de todas as minhas tentativas de suicídios eram falhas. Elas eram falhas por que eu tinha uma missão na terra. A minha missão era tornar Kim Jiwon pai dos meus filhos. E no momento que eu completei essa missão, eu parti dessa pra melhor, como as pessoas dizem.

 Aqui em cima, para mim era um grande campo cheio de flores, e não demorou muito para eu perceber a presença de duas menininhas ali. Elas estavam de costas para mim, mas pude perceber como o cabelo das duas era parecido com os meus. As duas estavam de mãos dadas, e assim que perceberam minha presença se viraram pra mim.

- Mamãe – as duas disseram juntas – finalmente a senhora chegou.

Eu não consegui acreditar naquilo.

- Você lembra de mim mamãe? – a mais alta perguntou – Sou a Kim Yuri.

E eu reconheci o nome da minha primeira filha.

- Hey unnie, me deixe falar com ela também. – Agora a mais baixinha se pronunciou. – E de mim mamãe? Sou a Kim Yoona.

Eu apenas assenti com a cabeça, ganhando um sorriso maravilhoso das duas.

- Nós e nossos oppas brincamos muito antes deles partirem. – Yuri falou. – Eles pediram para te falar que eles te amam muito.

Não sei se era possível chorar no céu, ou seja lá que lugar era aquele, mas eu podia jurar que estava chorando.

- E vocês? – finalmente consegui me pronunciar – Sabe que o papai ama muito vocês, huh? - As duas assentiram – Venham aqui, abracem a mamãe. – E assim fizeram. – Nós seriamos uma família linda. – Deixei escapar.

- Não mamãe, nós somos. – Yoona me corrigiu e apontou pra baixo. Onde pude observar Bobby com nossos dois filhos.

- Sim, nós somos. – Afirmei.

 

 


Notas Finais


É isso amores, espero que tenha feito vcs chorarem hehe
fnknkjngfdkng
Até a próxima!


Mandy Bueno


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