História Imagine... Sobreviver: O Novo Mundo - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Tags The Walking Dead
Exibições 5
Palavras 2.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Uma corrida politicamente incorreta


 Eu não sabia por onde os Redentores tinham ido. Bem, não sabia por qual caminho tinham ido. Haviam dois caminhos a se escolher e eu não sabia qual os Redentores tinham ido. Porém olhei para o asfalto, procurando rastros de pneu.

 Finalmente me dei conta de que eu não sou bom nisso. Pensei.

 Até que finalmente havia encontrado uma marca de pneu no asfalto, indicando que alguém havia freado ali. Poderia ser de qualquer um, mas eu não tinha uma pista melhor.

 Montei na moto, tirei o apoio do chão e acelerei para o caminho da esquerda, com o som agudo do motor ecoando no amplo ambiente verde do Novo Mundo.




 - Por que você não foi com ele? - perguntou Rafael a Elizabeth, quando subiu para a torre ao encontro dela. - Ele pode morrer enfrentando o Ômega sozinho.


 Mas Elizabeth não ousava olhar para o Rafael, na penumbra do interior da torre.


 - Ele vai voltar. - ela disse, debruçada no parapeito, com o vento do sul movimentando suavemente seus cabelos.

 - Como sabe? - perguntou Rafael.

 - Porque ele sabe que não pode enfrentar os Redentores sozinho. - respondeu Elizabeth, sentindo que talvez estivesse errada sobre até onde vai a minha audácia e burrice. - O máximo que ele pode fazer é tentar descobrir o que o Ômega fará com a Fernanda. Ele tem consciência de que ele alguma hora deve parar e voltar.


 Rafael me imaginou derrapando na pista com a moto, dando meia-volta e voltando à toda velocidade.


 - Espero que tenha razão. - ele disse. - Só que, tem uma coisa que ainda não compreendi sobre você.

 - O quê?


 Rafael foi até o parapeito, fitar o rosto pálido de Elizabeth, que estreitava os olhos à cada onda de vento.


 - Você sempre foi muito expressiva com meu primo. - ele disse, e não esperou que ela perguntasse, e explicou: - Você se preocupava mais com ele quando saía sem você. Acabava por abraçá-lo sempre que voltava.


 Elizabeth olhou para ele, séria e sem reação ao que Rafael disse.


 - O que aconteceu com você? - ele perguntou.


 Ela voltou à olhar para o horizonte verde e cheio de grandes árvores do próximo quilômetro, pensando nos nossos vários abraços e sorrisos. Porém, Elizabeth estava séria, triste, e fria. Não pertencia mais ao calor do verão de final de fevereiro, quando ela pulou encima de mim e me abraçou surpreendentemente, pois era uma Elizabeth que eu ainda não conhecia dentro dela.


 - Talvez seja porque precisemos dar um ponto final neste longo capítulo da nossa história juntos.

 - Você quer terminar com ele, é isso?

 - Eu não sei mais o que eu realmente quero dele, Rafael.




 Foram minutos e mais minutos correndo atrás dos Redentores e eu já estava preocupado com a gasolina da moto. Mesmo tendo meu objetivo em mente, eu não podia persegui-los a pé.

 Deus, me dá uma ajuda, por favor. Pensei, até ouvir um ronco grave de motor mais à frente daquela curva aberta. Obrigado.

 Acelerei e vi o caminhão de coleta do Ômega a uns quinhentos metros à frente da descida que a estrada começou a fazer agora em linha reta.

 Eu podia ver as seis motos sport, verdes como a minha moto, dos lados do caminhão. O Lamborghini vermelho e preto só podia estar na frente.

 - É agora. - eu disse, com a voz abafada pelo som do jato de vento que batia em mim naquela velocidade à descida da estrada, me aproximando cada vez mais do caminhão.


 Mantenha o equilíbrio, Fernando. Pensei enquanto sacava a colt pyhton do coldre, cautelosamente.

 Ao destravar, vários tiros de Uzi foram dados na minha direção. Abaixei minha cabeça e ziguezagueei, desviando dos riscos laranjas vindos na minha direção. Agora sabiam de mim.

 A porta da caçamba do caminhão foi aberta e dois homens armados com fuzis de assalto atiraram na minha direção.

 Eu vou morrer se não fizer nada. Pensei enquanto ziguezagueava novamente, até lembrar do grande problema de terem um alvo armado ainda vivo.

 Os dois redentores começaram à recarregar os fuzis, até um tiro atravessar o peito do redentor da esquerda. O corpo caiu na estrada como se jogasse na cama, antes de perceber que havia acertado meu tiro, o corpo já estava a metros de distância atrás de mim.


 - Filho da puta! - berrou o redentor ainda de pé, agora com o fuzil carregado e atirando na minha direção. - Lixo, para de fazer zig-zag!


 Destravei a colt python, preparado para matar aquele redentor, mas uma curva fechada para a esquerda evitou que eu focasse no inimigo para me focar na curva mal feita que resultou em um susto, o guidão sacudindo, e um coração na garganta.

 Voltando ao que importava, eu tinha uma arma destravada na mão direita, um alvo no caminhão, e tiros para não levar.

 O redentor não estava mais na porta. Porém, estava aberta e tive uma ideia um tanto arriscada para um iniciante em motociclismo.

 Me aproximei mais do caminhão e o mesmo redentor surgiu da penumbra do fundo da caçamba. Quando mirou o fuzil em mim, uma bala de colt python atravessou seu crânio.

 Agora, Fernando, agora. Pensei, me preparando, com a mão livre esticada pela lateral da moto, até o corpo do redentor escorregar e cair na estrada. Rapidamente me concentrei no fuzil deslizando na minha direção, e o peguei. Agora a parte mais difícil.

 Guardei a colt python de volta ao coldre e aproximei da caçamba com o fuzil sobre o guidão. Até que me dei conta, naqueles vinte segundos, de que o Ômega passa para seus seguidores o prazer pela própria vida e não pela de outro, mesmo sendo parte do grupo. Isso era favorável, até certo ponto.

 Eu já estava bem próximo da caçamba, olhei para o guidão e jurei voltar para buscá-la depois disso, e pulei para dentro da caçamba, com o fuzil em prontidão de tiro.

 Levantei a viseira e vi que a caçamba era escura e estava lotada de mantimentos da Unicidade que demos com desdém. Os redentores deviam estar ali dentro em algum lugar.

 Empurrei uma caixa com comida enlatada, que caiu do outro lado ao mesmo tempo que um gemido de dor foi feito por alguém ali dentro, do outro lado da pilha de caixas.


 - Me matem logo, covardes. - eu disse.


 Quando ouvi um pisar pesado no metal da caçamba, abri fogo através da montanha de caixas enquanto sacudia o fuzil para os lados, me arrependendo de causar furos em tantas comidas.

 Cessei fogo e passei pela montanha de caixa, derrubando várias delas. Havia vários corpos de homens e mulheres mortos, sentados dos lados da caçamba.


 - Eu não vejo um mar de sangue assim já faz um tempo. - eu disse.


 Fui até o fundo da caçamba e vi os móveis e as várias caixas com armas e munição dentro de cada uma delas. Peguei uma caixa de balas em uma das caixas e recarreguei a colt python. Olhei nas outras caixas e vi que haviam pego todas as granadas que haviam no arsenal.


 - Eu falei para não levarem essa merda. - resmunguei, jogando a caixa de volta ao canto.


 Pensei em poder jogar uma dessas granadas no Lamborghini, mas o Ômega mataria minha mãe se eu destruísse seu carro. Então descartei o plano. Eu não podia ir longe demais, senão eu acabaria morto ou minha mãe morta. Eu tinha que saber o que fazer dali para frente, eu queria fazer minha viagem até ali valido a pena. Eu sabia que não podia trazer minha mãe de volta dali, era impossível naquele momento. Eu tinha que fazer alguma coisa para que o Ômega soubesse que eu não era somente um assassino, mas também um ousado. Queria vê-lo gritar de raiva, queria vê-lo morder os lábios de tanto ódio. Eu queria intimidá-lo.


 - Já sei! - eu disse e abaixei a viseira novamente.


 Subi por cima da caçamba e me coloquei de pé. Entretanto, mais tiros de Uzi foram dados na minha direção, então corri para a frente da caçamba e me deitei sobre ela, segurando na borda.

 Parece que não vai ser tão fácil quanto pensei que seria. Pensei enquanto me agachava sobre a caçamba.

 Saquei o arco composto, prontifiquei uma flecha, me preparando para um tiro rápido.

 Rapidamente me levantei e atirei a flecha no peito do último motociclista do lado direito do caminhão, e voltei a me deitar na caçamba quando mais tiros foram dados.

 Cruzei de volta o arco composto no tórax e saquei a colt python enquanto eu me arrastava para sobre a cabine do motorista. Destravei a arma, apontando para o metal branco do caminhão, torcendo para a bala não ricochetear. Atirei, e o caminhão começou a derrapar, fazendo o veículo ficar em L na estrada até ele capotar e eu cair de cabeça e rolar no asfalto atrás do caminhão ainda derrapando.

 Abri os olhos e me levantei sentinqueriariador na cabeça, nas costas e nos braços. Ouvi grunhidos de zumbis vindo da mata à minha esquerda enquanto eu tirava o capacete, olhando para o caminhão bloqueando a estrada.


 - Grande plano, Fernando. - eu disse, e um errante saiu da mata, vindo na minha direção.


 Saquei a faca e o matei.


 - Ainda não acabou. - eu disse, e comecei a correr, voltando pela estrada.


 Cheguei até a moto do redentor motociclista, com a companhia de um errante de capacete com uma flecha atravessada no peito. Joguei o errante de bruços no chão, tirei seu capacete preto e o matei com a faca.


 - Agora, vamos ver o que um redentor motociclista tem a me oferecer. - eu disse enquanto revistava o corpo. - Beleza, uma Uzi e três pentes, vai servir.


 Tirei a flecha do corpo dele, terminando de atravessá-la pelo peito e a coloquei de volta no arco mesmo estando banhada de sangue. Levantei a moto, montei nela, vesti de volta o capacete e dei partida, indo em direção ao resto do sufoco do dia.

 Atravessei o caminhão pela mata e acelerei de volta na estrada.



 No Lamborghini vermelho e preto, Ômega ouvia a informação de um dos motociclistas pelo walktalk, dizendo que o caminhão de coleta havia capotado e que o perseguidor havia sido morto esmagado pelo veículo.


 - Então busca nossas coisas de volta, seu merda! - gritou Ômega no walktalk e o desligou. - Parece que alguém está nos causando problemas demais por um dia só. Desperdiçamos balas, pessoas, comida... É, parece que nosso amigo está determinado em querer me ver nervoso hoje. - ele olhou para minha mãe no banco do carona. - Seu filho está realmente desesperado para levar você de volta.

 - Meu filho? - ela perguntou quando olhou pela janela traseira do carro.

 - Não seja burra, nós dois sabemos que é ele, e que ele não morreu. Eu quero ver se ele... 

 - Ômega, o 17 caiu! - berrou a voz de um dos redentores motociclistas no walktalk. - Repito, o 17 caiu!

 - Como ele caiu?! - exclamou Ômega no walktalk.

 - Ele voltou para buscar os mantimentos ainda úteis, mas o mesmo meliante o matou com uma facada.


 Ômega olhou no retrovisor. Via alguma coisa vindo rápido pela estrada.




 - Eu adoro esse garoto. - disse Ômega sorrindo, e disse no walktalk: - Acabem com ele!


 Minha mãe olhou novamente pela janela e viu alguém pilotando uma moto verde como as que os cinco redentores pilotavam. Ela sorriu, esperançosa de que eu estava indo para tirar ela das mãos daquele sádico de uma vez por todas.

 Ômega pisou fundo e o carro disparou pela estrada, se distanciando em uma velocidade nível carro de corrida.

 Os motociclistas redentores abriram fogo na minha direção enquanto eu ziguizagueava dos tiros, então acelerei, pois eu tinha uma arma melhor agora.

 Houve uma curva aberta para a direita, e enquanto passava pela curva, comecei à atirar na direção dos redentores. Cada um ziguizagueava dos tiros, como uma formação treinada. Entretanto, quando um deles foi para a direita, pensando que eu fosse atirar para a esquerda acertei alguns tiros pelas costas dele, fazendo-o cair no asfalto como o motociclista que atirei a flecha.

 Com o segundo pente na mão esquerda, recarreguei a Uzi com a mão esquerda ainda no guidão.


 - Faltam três. - eu disse. - Se concentra, Fernando.


 Acelerei e atirei na direção dos redentores antes que eles começassem à atirar na minha direção novamente.


 - E aí, como vai ser? - gritou um dos motociclistas. - Vamos ficar nessa corrida para sempre até você aceitar que você já era?


 Eles aceleraram e fiz o mesmo, tentando alcançá-los.

 Tinha a esperança de que ainda houvessem algumas balas no pente, serviria para o resto plano se tivesse o suficiente.

 Estávamos subindo um morro, com um campo aberto na direita e uma mata na esquerda da estrada. Mudei a Uzi para Single Shot e acelerei a moto como nunca naquela subida. Os três redentores estavam em fileira na estrada, antes mesmo que voltassem à atirar em mim, mirei com precisão e atirei no motor da moto do redentor da direita, fazendo-a ir para os ares junto com o piloto, e com a onda de choque, os outros dois tombaram na estrada enquanto eu passava por eles.

Freiei e a moto do redentor que atirei voltou para o chão com um estrondo, carbonizada e fumegando como o corpo do redentor que voltou logo em seguida, quebrando ossos e espalhando sangue pelo asfalto assim como a moto espalhava óleo flamejante.

 Coloquei o apoio no chão e desci da moto. Tirei o capacete e deixei encima da moto. Fui até as duas motos tombadas com a colt python destravada na mão. Os dois homens ficaram presos debaixo de suas motos. Chutei para longe suas Uzi's quando ousaram pegá-las do chão, e olhei sério para cada um deles, ainda com os rostos cobertos pelo capacete.


 - O que o Ômega fará com a Fernanda? - perguntei a eles.

 - Ele vai chu... - disse o redentor mais distante antes de ser atingido no rosto por um tiro meu, atravessado pela viseira.

 - É a sua chance. - eu disse ao último caído. - Fala.

 - Ele vai devorá-la com mais prazer do que... - disse ele antes de recebecer o mesmo destino do colega, mas dessa vez o tiro foi no coração. Eu queria que ele se transformasse. Um zumbi que nunca saciara sua fome eterna dentro de um capacete.

 - Eu venci essa corrida. - eu disse guardando a colt python de volta ao coldre.


 Vi que a moto do redentor tinha uma bolsa do lado. Nela havia munição e uma revista pornô. Era a primeira vez que eu via uma naquele mundo de zumbis que estávamos vivendo, mas eu não precisava dela, então joguei a volta para o lado e transferi aquela bolsa para a minha moto e tirei dos dois, as Uzi's e a munição que restava deles. Dois pentes.


 - Ótimo. - eu disse guardando as armas e a munição. - Agora, como eu vou levar todas aquelas coisas de volta? - montei na moto, segurando o capacete. - Bem, eu vejo isso no caminho.


 Olhei para a estrada à frente e vi o horizonte aberto, com um sol recém saído de trás das nuvens, iluminando os campos ao redor da estrada larga e sem fim daquele lugar.

 Prometi em silêncio, o retorno de minha mãe, sem evitar me sentir mal por ela estar nas mãos de alguém tão ruim em um mundo tão bom.

 Vesti meu capacete, e dali, segui meu caminho de volta a Unicidade.



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