História IMAGINE Suga - REGRAS QUEBRADAS (primeira temporada) - Capítulo 152


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, Chen, D.O, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Kai, Mark, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Bangtan Boys, Imagine Suga, Min Yoongi, Romance
Visualizações 222
Palavras 1.197
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 152 - Desafio lançado



Não estou com vontade de cantar esta noite. Só consigo pensar em YoonGi e na agonia em seus olhos quando terminei com ele, na forma como seus ombros caíram quando saiu do meu quarto.
Preciso me lembrar de que fiz isso por ele, para que pudesse continuar na BigHit fazendo o que ama sem ter que se preocupar com dinheiro. Se tivesse lhe contado das ameaças do pai, YoonGi teria escolhido o nosso relacionamento em detrimento de seu futuro, mas não quero que ele trabalhe em tempo integral, caramba. Não quero que vá embora ou abandone o hóquei ou viva estressado com pagar o aluguel ou o carro. Quero que se torne profissional e mostre a todos o quanto ele é talentoso. Que prove ao mundo que está no gelo porque é o lugar dele, e não porque o pai o levou até lá.
Quero que seja feliz.
Mesmo que isso signifique a minha infelicidade.
Há um curto intervalo após a última apresentação do segundo ano, e os bastidores são atingidos por outra confusão. Jae e eu somos quase derrubados, quando um fluxo interminável de estudantes vestidos de toga invade o palco. Percebo que são os membros do coral de Taeyang.
“Poderíamos estar ali.” Sorrio para Jae, enquanto assistimos o coro entrar em posição no palco escuro. “O exército de minions de Taeyang.”
Seus lábios se contorcem. “Acho que nos livramos de uma.”
“Concordo.”
Desta vez, quando a apresentação recomeça, volto-me para ela com total atenção, porque o maravilhoso Min Taeyang chegou ao palco. Quando o pianista toca os acordes de abertura da canção de M.J., experimento uma pontada de ciúme. Droga, é uma música e tanto. Mordo o lábio, preocupada que minha simples balada fique muito aquém se comparada à bela composição de Mary Jane.
Não posso mentir. Taeyang canta pra caramba. Cada nota, cada vibrato, cada maldita pausa é da mais absoluta perfeição. Está lindo no palco e soa ainda mais bonito. Quando o coro se junta e dá uma de Mudança de hábito, a apresentação ganha uma energia totalmente nova.
Só tem uma coisa faltando — emoção. Quando M.J. tocou a música para mim pela primeira vez, eu a senti de verdade. Senti a conexão dela com a letra e a dor por trás dos versos. Hoje, não sinto nada, embora não saiba se é por uma falha de Taeyang ou se foi o término com YoonGi que me roubou a capacidade de ter emoções.
Mas, com certeza, estou sentindo alguma coisa quando sento atrás do piano trinta minutos depois. Assim que as notas avassaladoras do violoncelo de Jae preenchem o palco, é como se uma represa se rompesse dentro de mim. YoonGi foi a primeira pessoa para quem cantei esta música, quando ainda estava crua e incompleta, muito longe de terminada. E YoonGi foi o único que me ouviu ensaiá-la, esmerá-la e aperfeiçoá-la.
Quando abro a boca e começo, é para YoonGi que estou cantando. Sou transportada para aquele lugar tranquilo, minha bolha feliz em que nada de ruim acontece. Na qual meninas não são estupradas, sexo não é uma coisa complicada e as pessoas não se separam porque idiotas agressivos as obrigam a isso. Meus dedos tremem nas teclas de marfim, e meu coração se aperta a cada respiração, a cada palavra que canto.
Quando termino, um silêncio recai sobre o auditório.
E então sou aplaudida de pé.
Levanto-me, mas só porque Jae se aproxima e me faz ficar de pé para cumprimentarmos o público. Os holofotes me cegam e os aplausos me ensurdecem. Sei que Ryeong, Stella e Meg estão em algum lugar na plateia, em pé, se esgoelando de tanto gritar, mas não consigo ver seus rostos. Ao contrário do que vemos em filmes e programas de televisão, é impossível fazer contato visual com um rosto na multidão quando se tem uma explosão de luz nos olhos.
Jae e eu deixamos o palco em direção às coxias, e sou engolida por alguém num abraço de urso. É Diego, e seu sorriso cobre todo o rosto ao me parabenizar.
“É melhor que isso sejam lágrimas de felicidade!”, exclama.
Toco minha bochecha, surpresa de encontrá-la molhada. Nem tinha percebido que estava chorando.
“Você foi espetacular”, explode uma voz, e viro-me para ver Fiona marchando na minha direção. Ela me puxa em seus braços e me aperta. “Você tava deslumbrante, Cicy. Melhor apresentação da noite.”
Suas palavras não aliviam a dor que sinto no peito. Consigo apenas acenar com a cabeça e murmurar: “Preciso ir ao banheiro. Com licença”.
Deixo Diego, Fiona e Jae me fitando confusos, mas não me importo, nem diminuo a velocidade. Foda-se o banheiro. Foda-se este festival. Não quero ficar aqui e assistir às apresentações do último ano. Não quero esperar a cerimônia da bolsa de estudos. Só quero sumir e encontrar um canto para chorar.
Corro em direção à saída, as sapatilhas prateadas batendo no piso de madeira diante da minha necessidade desesperada de fugir.
A um metro e meio da porta, bato num peito masculino rígido.
Meu olhar voa e pousa num par de olhos cinzentos. Levo um segundo para perceber que estou diante de YoonGi.
Nenhum de nós fala. Está de calça preta e uma camisa social azul que se estica sobre seus ombros. Sua expressão é um misto de admiração radiante e tristeza infinita.
“Oi”, diz, com a voz rouca.
Meu coração pula de felicidade, e tenho que me lembrar que esta não é uma ocasião feliz, que ainda estamos separados. “Oi.”
“Você foi… sensacional.” Os olhos bonitos ficam ligeiramente embaçados. “Absolutamente sensacional.”
“Você tava na plateia?”, sussurro.
“Onde mais eu poderia estar?” Mas não soa irritado, apenas triste. Então sua voz engrossa, e ele murmura: “Quantos?”.
Uma confusão me invade. “Quantos o quê?”
“Com quantos caras você saiu esta semana?”
Estremeço de surpresa. “Nenhum”, deixo escapar, antes de poder evitar.
E me arrependo na mesma hora, pois um vislumbre de perspicácia surge em seus olhos. “Foi o que imaginei.”
“YoonGi…”
“O negócio é o seguinte, Bravys”, me interrompe ele. “Tive sete dias inteiros para pensar nesta separação. Na primeira noite? Enchi a cara. Sério, fiquei um lixo.”
Sou tomada por uma onda de pânico, porque, de repente, imagino que ele possa ter ficado com alguém quando estava bêbado, e a ideia de YoonGi com outra garota é de matar.
No entanto, ele continua, e minha ansiedade diminui. “Depois, deixei a bebedeira passar, me acalmei e resolvi fazer melhor uso do meu tempo. Então… Tive sete dias inteiros para analisar e reavaliar o que aconteceu entre nós, para dissecar o que deu errado, reexaminar cada palavra do que você disse naquela noite…” Ele deita a cabeça. “Quer saber a conclusão a que cheguei?”
Meu Deus, tenho pavor de ouvir isso.
Quando não respondo, ele sorri. “Minha conclusão é que você mentiu para mim. Não sei por que fez isso, mas pode apostar que pretendo descobrir.”
“Não menti”, minto. “Realmente estávamos indo rápido demais para mim. E quero sair com outras pessoas.”
“Aham. Sério?”
Adoto meu tom mais insistente. “Sério.”
YoonGi fica em silêncio por um instante. Em seguida, estende a mão e acaricia de leve o meu rosto antes de afastá-lo e dizer: “Só acredito vendo”.



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