Hist√≥ria Imagines Btsūüíõ‚úć - Cap√≠tulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Exibi√ß√Ķes 180
Palavras 2.027
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
G√™neros: Hentai, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta hist√≥ria s√£o apenas alus√Ķes a pessoas reais e nenhuma das situa√ß√Ķes e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma fic√ß√£o. Os eventuais personagens originais desta hist√≥ria s√£o de minha propriedade intelectual. Hist√≥ria sem fins lucrativos, feita apenas de f√£ para f√£ sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que goste lindonaaaa
Bjo no seu kokoro haha💓

Romântico/Triste

Cap√≠tulo 26 - Imagine Jungkook para a Tomorrow_day‚Ě£


Deitado em minha cama, pensava no dia em que havia mudado minha vida. Lembrando-me dos momentos que passei ao seu lado, felizes e tristes, apenas querendo reviver cada um deles. Sentia desde que a perdi que tudo fora culpa minha, eu causei a sua ida… Lágrimas escorriam pelos meus olhos enquanto me lembrava aos poucos de tudo… 


Conheci ela há três anos, em um dia de muita neve. Ambos de nós estávamos com nossos dezessete anos, apenas começando a vida. Eu brincava com meu irmão mais velho, havia tantas roupas em meu corpo que quase não conseguia me mover. Ele jogava bolas em mim, mas por causa das vestimentas meus movimentos não eram rápidos o suficiente. 

-Anda Jungkook! Se mexe! 

-Estou tentando! – Gritei de volta. Ficamos brincando por mais algumas horas, até que ele se cansou e foi para dentro de casa. Sentei-me na grama coberta por neve, desenhando coisas aleatórias na camada de flocos acumulados formada. 

De repente ouço gritos do outro lado da rua, uma discussão estava acontecendo. Uma garota saiu de dentro de uma casa, sua beleza me deixou paralisado. Usava roupas pretas e rosas e uma toca que cobria quase todo seu rosto, mas mesmo assim ainda pude vê-lo. Ela andou para longe com passos pesados, passava as mãos nas bochechas. Parecia estar chorando. 

Queria correr atrás dela, mas minha timidez não permitiu, congelei, sem conseguir sair do lugar por mais que quisesse. 

Em meio a um de seus passos firmes, escorregou no chão e não se levantou. Apenas se encolheu e abraçou os joelhos. Vê-la desse jeito estava deixando meu coração aos pedaços, dentro de mim, sentia uma conexão forte com ela, mesmo sem ao menos saber seu nome. Me levantei, ignorando os pensamentos que me proibiam de ir até lá. 

Quanto mais chegava perto, mais nervoso ficava. Ao alcançar seu lado, sentei-me e não disse uma palavra. Não conseguia olhar para seu rosto, mas a escutava fungar. Soluços e suspiros longos saíam de seus lábios. De repente todos os sons pararam e ouvi uma voz doce, feminina e rouca:

-Quem é você? – Criei coragem para olhar seu rosto. A coragem logo sumiu quando percebi o quão linda ela era. Minha boca secou, assim como minha garganta. Seus olhos me fixavam com curiosidade e tristeza. 

-Me chamo Jungkook, e você? – Abri um dos meus melhores sorrisos, ou pelo menos tentei. Queria consolá-la, abraçar seu pequeno e indefeso corpo. Alguma coisa dentro de mim pedia por isso, poderia ser só meu instinto de ajudar pessoas ou algo maior. 

-S/N… – Um suspiro saiu involuntariamente de sua boca. Ela não disse mais nada.

-Por que está chorando?

-Não é nada, não precisa se meter nisso. Apenas vá embora enquanto tem tempo, não vai querer me conhecer melhor… 

-Eu quero. Pode me ajudar nisso? – Dei mais um sorriso e S/N abaixou a cabeça. Virei a minha até que nossos olhos pudessem se encontrar. Quando fiz isso, vi que escorria algo de sua mão. Sangue. Meus olhos se arregalaram e ela percebeu – O que é isso? 

-Não é nada, já disse para ir embora. Não quero você aqui. 

-Por favor… Me deixe ficar aqui, só quero ajudar. 

-Quer mesmo? – Assenti – Tudo bem… – Ela respirou fundo e começou a falar: Meu pai tem problemas mentais e me odeia, basicamente. Nasci em uma época financeira muito difícil para minha família, mas na cabeça dele, isso foi culpa minha. Eu desejei nascer naquele momento. E como era apenas um bebê, precisava de muitos cuidados, que eram caros. Desde então, sempre sou a subestimada da casa. Minha mãe tenta me proteger ou denunciá-lo para algum lugar, mas se fizer isso, leva uma facada de meu pai, que sempre carrega um canivete no bolso. Não sei nem mais contar quantas vezes aquele objeto entrou em meu corpo, sua raiva é sempre toda descontada em mim. E hoje não foi diferente… Ontem à noite, ele me viu com um amigo, estávamos voltando de uma festa de aniversário… Bastou apenas isso – A voz ficou presa em sua garganta, um soluço alto escapou de sua boca e S/N abaixou a cabeça.

-Está tudo bem – Abracei seu corpo, ele ficava pequeno entre meus braços. Senti suas mãos ao redor de mim, ela também me abraçava. 

-Obrigada por escutar um pouco da história Jungkook… – Sua testa estava encostada em meu ombro – Posso te contar mais qualquer dia. Sei que existem pessoas que sofrem mais que eu, mas não consigo segurar meus sentimentos… 

-Não é porque existem sofrimentos piores que os seus, que o que você passa tem que ser engolido e enfrentado com um simples tudo bem. S/N, você tem o direito de falar disso, tem o direito de reclamar, de chorar, de fazer qualquer coisa. Manter magoas não faz bem para ninguém, por isso existe o desabafo. 

-Eu não tenho com quem desabafar, não… 

-Agora tem. Vou te ajudar a melhorar, vou te ajudar em tudo. Vai ver – Pela primeira vez, a vi sorrir. Era a coisa mais bonita que já tinha encontrado meus olhos. Minha cabeça doía. Eu não havia melhorado nada, só estraguei boa parte dela, pelo menos pensava desse jeito. Só que toda vez que lia as coisas que ela escrevera para mim, sabia que S/N não pensava como eu. Soluços eram arrancados do meu peito com força. Depois da primeira vez que nos vimos, me encontrei com ela todos os dias. Sempre íamos a lugares diferentes para experimentar coisas diferentes, com o passar do tempo, o sorriso estava cada vez mais presente em seu belo rosto. Lembro-me de ter me metido em várias brigas com seu pai, mas nunca desisti de vê-la feliz. 

Até que um dia, a convidei para morar em nossa casa. De início, minha mãe não aceitou, mas quando contei sua história, não hesitou sequer um segundo em permitir. Eu ficava em meu quarto e ela no quarto de hóspedes, em algumas noites, a acordava e levava para o quintal atrás de casa. 

Ficávamos ali observando as estrelas, conversando e contando histórias. As delas sempre me faziam chorar, percebi que em sua vida não haviam memórias boas, felizes. Decidi que precisava dar isso a ela, e foi o que fiz. 

 Depois de um ano morando juntos, indo para a mesma escola, fiz a coisa mais corajosa de minha vida. Lembro como se fosse ontem… Era noite, uma sexta, estávamos sentados de baixo da árvore de Sakura que havia em meu quintal. Contava para ela sobre meus desastres de aniversário, como a vez em que tive a cara enterrada no bolo, ou quando deixei todos os balões de gás hélio ir para o espaço antes mesmo de a festa começar.  Sua risada fazia meu coração bater forte e um sorriso brotar em meu rosto. 

-Jungkook… Está falando sério? – Assenti, com vergonha e de olhos fechados – Meu deus, você consegue ser mesmo assim, tão desastrado? 

-Acredite, consigo, mas aposto que nunca vai querer ver. 

-Eu quero e muito, por que não fez isso na sua festa de aniversário esse ano? – Ela perguntou, dando risada e olhando para mim. 

-Seu sorriso é lindo… Na verdade, tudo em você é – Sua expressão se transformou em um misto de surpresa e vergonha, aquilo era fofo demais – Não sei como faz isso comigo… 

-Isso o que? Jungkook do que está falando…? – Segurei seu rosto e beijei primeiro seu nariz, depois suas bochechas e então olhei fundo em seus olhos antes de depositar meus lábios nos seus. Foi um beijo calmo, mas o sentimento pôde ser sentido profundamente. Quando terminamos, deitei sua cabeça em meu ombro e abracei forte, como se nunca mais fosse soltar.


Ainda podia sentir seu cheiro, as memórias preencheram minha cabeça e eu sentia meu coração doendo mais do que nunca. Por um momento, pude lembrar-me de seu toque em minha pele. Aquele toque que tanto fazia com que eu me arrepiasse, corasse e fortalecesse meus sentimentos, se isso fosse possível. 


Aqueles três anos foram inesquecíveis, mas foi no dia antes do seu aniversário… Que eu mudei o nosso futuro, para sempre. Estava tão frio quanto no dia em que nos conhecemos, eu corria atrás dela, os flocos caindo sobre nós. S/N se cansou e caiu no chão, não pude fazer nada a não ser rir. Aquela cena, vê-la caída, me lembrou do nosso primeiro dia. Corri e a abracei, jogando ambos de nós na neve. Ela ria e se debatia, tentando se soltar. Segurei seus braços e beijei sua testa. Seus olhos me focaram com um brilho inexplicável, S/N estava tão feliz, não sabia por que. 

Durante todo o dia, ficamos juntos, não nos separamos nem por um segundo. Até que a noite chegou e a janta também, mas faltaram alguns ingredientes na comida, não me lembro quais, e tivemos que ir comprar. A noite estava fria e quieta, as pessoas trancadas dentro de suas próprias casas. Chegamos ao mercado e compramos tudo o que foi nos pedido e na volta para casa… Na volta para casa foi o momento em que tudo mudou. 

Ainda me lembro de S/N usando minha jaqueta e abraçando de lado meu corpo, então quatro homens, todos de preto e com seus rostos tapados, vieram em nossa direção. Um deles agarrou meu braço e outro agarrou o de S/N, tentei soltar-me e ajudar ela, mas os caras eram bem mais fortes do que eu. 

-Nos deem tudo o que tem, estamos apenas pedindo isso. Não faremos mais nada – A pele de S/N estava mais branca que o normal, agora ela segurava minha mão com força. Sentia a sua palma suada. Não falei nenhuma palavra, apenas entreguei a mercadoria. 

-Podemos ir agora? – Perguntei, tentando parecer o mais calmo possível. 

-Se bem que essa garota aqui é bem bonita, podemos dar um jeito nela, não é rapazes? – Todos riram, meu coração disparou em desespero. Corri até um dos homens, parecia ser o chefe da gangue, e dei um soco tão forte em seu rosto que me assustei – Pensa que é assim? Pode me bater se quiser? 

-Desculpe… Não, não vou deixar que a levem! NÃO POSSO! – Gritei, puxando o braço de S/N para perto de mim. 

-Não estamos pedindo a sua permissão – Não deixei que terminassem de falar, peguei-a pelo pulso e saí correndo o mais rápido que pude. Nem olhei para trás, minha mão suava. A próxima coisa que escutei foi um barulho alto, seguido por algo caindo no chão. Parei. Olhei em direção ao barulho e vi os quatro homens saindo correndo para longe. Jogada no chão estava S/N, sangue saía de seu peito. 

-S/N! S/N! EU TO AQUI, CALMA, ESTAMOS PERTO DE CASA, VAI FICAR TUDO BEM! EU PROMETO! NÃO PROMETI QUE FARIA SUA VIDA SER FELIZ? VOU CUMPRIR ISSO ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO, S/N? – Seu corpo estava mole, a cor saindo de sua pele. Segurei-a em meus braços, seu rosto virado para mim, de repente um sorriso surge nos lábios que tanto amava. 

-Jungkook… Obrigada por fazer valer a pena… Obrigada por me fazer ver sentido nas coisas, mesmo que fossem sentidos idiotas… Obrigada por ser meu guardião… Eu te amo Jungkook – Seu corpo amoleceu mais ainda sobre meus braços, as lágrimas invadiam cada centímetro de mim. Eu gritava com todas as forças, mas a vida já havia a deixado. Tentei acordá-la de todas as formas, mas era inútil. Aquilo fora culpa minha. Eu causei tudo isso… 

-NÃO, NÃO, S/N VOLTA PRA MIM, NÃO VAI, NÃO ME DEIXA SOZINHO. EU TAMBÉM TE AMO, POR FAVOR, VOLTA… – Encostei minha cabeça em sua barriga – Não me deixa sozinho…  


Hoje era o aniversário de um ano do acontecido, mas eu nunca superara isso. Nunca. Levantei-me da cama, estava completamente destruído, mas pouco liguei para isso. Peguei minha bicicleta e fui até o cemitério, precisava ver ela mais uma vez, senti-la mais uma vez. 

Havia vários túmulos lá, mas não dei atenção para nenhum deles. Sentei sobre minha perna e fiquei observando a lápide com seu nome. A dor só aumentava e as lágrimas não eram suficientes. Passei a mão sobre a terra, imaginando que ali embaixo estaria o corpo da menina que tinha transformado minha vida, que tinha feito eu descobrir o valor que uma pessoa desconhecida pode ter na sua vida. 


Notas Finais


Me desculpe pela história, mais é oque temos pra hoje..
<3 <3


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