Hist√≥ria Imagines Btsūüíõ‚úć - Cap√≠tulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Exibi√ß√Ķes 139
Palavras 5.431
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
G√™neros: Hentai, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta hist√≥ria s√£o apenas alus√Ķes a pessoas reais e nenhuma das situa√ß√Ķes e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma fic√ß√£o. Os eventuais personagens originais desta hist√≥ria s√£o de minha propriedade intelectual. Hist√≥ria sem fins lucrativos, feita apenas de f√£ para f√£ sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa notícia?EU VOLTEI COM OS GIFS!!💓

Flôrzinha,fique com esse capítulo final enorme!
Bjão!

Cap√≠tulo 29 - Imagine Hobi Miin-Yonguiny part 2‚Ě£


Fanfic / Fanfiction Imagines Bts💛‚úć - Cap√≠tulo 29 - Imagine Hobi Miin-Yonguiny part 2‚Ě£

-Vou sim. – Ele suspirou e deu um sorriso fraco, Yerin revirou os olhos e passou na frente de todos nós. Meu olhar estava fixo na mulher, sua atitude andava mais arrogante que o normal. Jonghae também percebeu e me lançou uma expressão preocupada, alguma coisa acontecera e nenhum de nós sabia. 

Meu colega continuou andando atrás de Yerin, deixando-me sozinha com Jung. Apesar de termos nos conhecido hoje mesmo, meu coração apertava ao vê-lo daquele jeito. Coloquei o braço ao redor do seu ombro e o acariciei com movimentos indo para cima e para baixo. Seu corpo estava colado ao meu, nossos quadris se tocavam e aquilo, de alguma maneira, me deixou desconfortável com o sentimento crescente dentro de mim. Seus olhos encontraram os meus e isso fez com que eu o soltasse imediatamente, um sorriso pequeno surgiu em seus lábios e em seguida, nos meus. 

Nossos olhos continuaram fixos um ao outro, até que me senti obrigada a respirar já que prendia o ar todo aquele tempo. Abaixei a cabeça para observar meus sapatos e então continuei andando até onde meus dois companheiros estavam. Ouvi os passos de Hoseok atrás de mim, meus pensamentos tinham entrado em um conflito imenso por causa de alguns segundos. O que exatamente foi aquilo? Por que meu coração batia tão forte? Por que ele fazia meu coração bater tão forte? 

O corredor era escuro, apenas as luzes da entrada e da saída iluminavam o caminho. Havia lâmpadas, mas só acendiam elas a noite. O som dos nossos passos ecoava pelo pequeno e estreito espaço, o ar naquela delegacia tinha mudado de forma drástica por algum motivo. Ou seria isso coisa da minha cabeça? Respirei fundo e tentei esquecer esses pensamentos. 

O carro em que iríamos era perfeito para quatro pessoas, Jonghae dirigiria, Yerin sentaria no banco do carona e eu no do passageiro com Hoseok. Com a tintura preta, ele reluzia uma luz consideravelmente negra por causa do sol. Sentei-me na direita e Jung na esquerda, pensei se teria sido melhor treinar ele mais um pouco antes que leva-lo para uma missão dessas. 

Não ligamos as sirenes, não era de certeza que estaríamos indo para a casa de um procurado. O caminho até lá era curto, mas bem turbulento. As estradas não eram tão bem pavimentadas, o que fazia o automóvel tremer como nunca. Meu corpo batia contra a porta diversas vezes, me obrigando a usar a mão de apoio no banco de couro preto. O som havia sido desligado antes de sairmos do estacionamento, mas lá dentro do meu peito, eu realmente queria que estivesse tocando alguma música. 

Comecei a cantarolar em um tom baixo a melodia de Gold de autoria do Imagine Dragons, esperando que nenhum deles me ouvisse. Acabei entrando demais na música e perdi o controle da altura de minha voz, fazendo Hoseok olhar para mim. Nossos olhares se encontraram de novo, e um sorrisinho surgiu em sua boca. O garoto começou a cantar junto comigo, logo Jonghae se juntou a nós. Risos saíam das três gargantas no meio da letra o tempo todo. A única que não cantava era Yerin. 

Inclinei-me para frente e toquei seu ombro duas vezes, seu olhar para mim era quase mortal. Lancei o melhor sorriso que consegui enquanto cantava, e aparentemente funcionara, pois Yerin começou a cantar com a gente, os dentes à mostra pela boca sorridente. Logo, estávamos os quatro cantando quase gritando, as mãos do Hoseok acima da cabeça se batendo uma na outra. Ele parecia mais feliz do que alguns minutos atrás, o que tirou um peso enorme das minhas costas. 

Ao fim da música, todos sorriam, mas não disseram uma palavra. Rapidamente os sorrisos foram substituídos por expressões tensas. O rato, como diria Chris, havia cometido alguns crimes extremamente hediondos. Meu estômago se revirava de nojo apenas no pensar em uma coisa dessas. Senti as mãos começarem a suar, obrigando-me a seca-las na calça do uniforme. O carro deu um tranco e soube imediatamente que tínhamos parado. 

Fui a primeira a sair, sempre era por algum motivo. Senti a mão de alguém no meu ombro. Yerin. Ela me empurrou para trás, não de forma agressiva, e passou na minha frente. Não pude deixar de perceber a silhueta de seu corpo, me perguntando o quão difícil fora para consegui-la. A possível casa do criminoso era cinza, parecia nunca ter sido pintada. Várias flores enchiam o quintal da frente, a ausência do portão não poderia mais ser considerada uma novidade naquela região. As janelas fechadas davam a impressão de que estava vazia.

Assim que chegamos à porta, Jonghae bateu quatro vezes com força e esperou. Ficamos em silêncio, prontos para o ataque. Hoseok estava ao meu lado, ocorria um contato de ombros. Nenhuma resposta fez com que o pé do homem chutasse a porta, emitindo um som intenso que propagou pelo ar. Meu coração parou no instante em que derrubou a entrada. Ele entrou primeiro, a arma em punho, seguido por Yerin, Jung e eu. 

As luzes estavam todas apagadas, a única iluminação vinha da entrada. Senti minhas mãos batendo em teias o tempo todo, e o cheiro de pó irritava meu nariz. Fazia força para não espirrar, não poderia fazer mais barulho do que o som dos meus passos. Jonghae nos parou e fez sinal para nos separarmos. Ele iria com Yerin para a esquerda, eu e Hoseok iríamos para a direita. Assenti e peguei no antebraço do novato, o levando comigo. 

-Se encontramos ele, o que faremos? – Ele me perguntou, sussurrando próximo do meu ouvido. O calor vindo de sua boca até minha pele enviou arrepios por toda a extensão do meu corpo. 

-Pegue-o, não importa como, pegue-o – Respondi, virando meu rosto para o dele. Nossas faces estavam tão próximas, a boca dele na altura da minha. Continuei meu caminho o mais rápido possível, tentando focar no que realmente viemos fazer aqui. Hoseok começou a andar um pouco depois de mim, sentira-se tão estranho quanto eu naquela situação? 

Minha arma estava apontada para cima, juntamente com uma lanterna que havia pegado depois que saí de perto de Jung. Nós entramos em um quarto, a cama totalmente desarrumada e cheia de pó, assim como o resto daquela casa. Teias de aranha poderiam ser vistas em cada canto do cômodo. A moradia era pequena, não tinha mais do que três quartos. 

Depois de checar todos os cantos de lá, até mesmo debaixo da cama, terminamos por não encontrar muitas coisas. Apenas um saco de maconha e uma arma branca. Ouvi a voz de Jonghae gritando, mas não consegui entender o que dizia. Sons de passos apressados encheram a casa, não só um como vários. 

Saí correndo, chamando Hoseok para vir comigo. Vi Yerin saindo apressada porta afora com a arma apontada para alguém do lado de fora. Ela gritava coisas como ‘’PARE!’’ ‘’SOMOS DA POLÍCIA’’. Sinceramente, nunca pensei que alguma dessas frases fosse funcionar. Nunca funcionou, na verdade. 

Ao alcançar a porta derrubada, pude ver que havia comida derramada por todo o chão, o que me fez escorregar um pouco, mas não caí, pois me segurei na parede. Senti a mão de Hoseok na minha cintura, porém nem tive tempo de corar, precisávamos correr. Jonghae entrava no carro junto com Yerin, mas decidi ir a pé. Uma das minhas habilidades mais notáveis era velocidade. 

As pessoas na delegacia me chamavam de corredora, perdi a conta de quantas vezes tive de correr atrás de bandidos e até mesmo cachorros que escapavam da coleira. 

Ouvi Jonghae gritar meu nome, me chamando para entrar no carro. Yerin fez o mesmo, mas não liguei. Minhas pernas continuavam em movimento, cada vez mais rápidas. O vento que batia em meu rosto não me deixava suar tanto. Jung gritou, mas como com meus dois outros colegas, não dei à mínima. 

O ladrão entrara em um carro qualquer, jogando uma mulher muito bonita no chão. O automóvel era branco e sua velocidade aumentou em questão de segundos. Continuei correndo, mesmo sabendo que nunca iria conseguir alcança-lo. As vozes não paravam de me chamar, mas algo dentro do meu peito não queria me deixar parar. 

Um carro parou ao meu lado e senti uma mão puxando meu pulso, era Hoseok. A porta se fechou e o automóvel acelerou como nunca. O som da sirene ecoava em meus ouvidos. Mal percebi, mas me encontrava deitada sobre o corpo de Jung. Suas mãos agarravam firmemente meus ombros, nossos rostos próximos novamente. 

-Agora não é hora para isso! Estamos no meio de uma perseguição idiotas! - Gritou Yerin, a raiva e a ansiedade eram notáveis em sua voz. Estávamos atrás daquele caro fazia meses, não podíamos deixa-lo escapar agora.

Eu e o novato nos separamos indo cada um para um canto do carro. Do nada, o automóvel do criminoso parou e ele saiu correndo, tropeçando no próprio pé. Não esperei Jonghae parar, me atirei para fora, caindo de quatro no asfalto, mas me levantando rapidamente. 

Minhas pernas se moviam de forma rápida, a distancia entre mim e ele diminuía sem parar. Antes de poder fazer alguma coisa, uma mão no meu ombro me parou e então uma sombra passou na minha frente. Jung Hoseok. 
Continuei correndo, mas dessa vez para alcançar aquele menino. O que estava pensando? Se falhasse em sua primeira missão seria bem ruim para sua reputação com o chefe e com o restante da equipe. 

Não tive tempo de para-lo, era rápido demais. Assustei-me um pouco com sua velocidade, mas nada muito exagerado. O novato alcançou o homem e então se jogou sobre ele, fazendo os dois caírem no chão. Hoseok estava por cima, segurando o criminoso com seu peso. O garoto olhou para trás, para mim. Péssima escolha. 

O procurado deu um soco em seu rosto, fazendo com que Jung batesse o ombro na calçada dura. Ainda não satisfeito, o novato recebeu mais três chutes na barriga. Ele se encolhia de dor minhas pernas já ansiavam por um descanso, mas não antes do bandido ser preso. Assim que o alcancei, me joguei de lado no chão com a perna estendida, fazendo o homem cair. 

Sentei sobre suas costas e peguei suas mãos, juntando-as e prendendo com uma algema. Ele se movia como uma minhoca debaixo de mim, tentando escapar. Palavras baixas saíam de sua boca e seus pés batiam de vez em quanto na minha cintura. Jonghae colocou os dedos sobre meu ombro e deu um sorriso leve, indicando que poderia deixar tudo com ele daqui para frente. 
Corri até Hoseok, que ainda estava deitado abraçado ao próprio corpo. 

-É, acho que devemos treinar mais você, não? – Falei brincando, ajudando-o a se levantar. Ele sorriu envergonhado. A vermelhidão não deixava suas bochechas. 

-Concordo. – Sua mão ainda permanecia sobre a barriga, a marca dos dedos do homem era minimamente visível em seu rosto.

-Você precisa se recompor, vamos voltar para a delegacia. Para falar bem a verdade, nem sei por que viemos em tantos… 

-Não era para mim ter vindo? – Ele parou de andar e ficou me observando. 

-Era, não estou dizendo isso. Só que Yerin ou eu deveríamos ter ficado, três pessoas seriam o suficiente. – Ele apenas suspirou e andou até o carro, a postura ainda um pouco curva. 

Yerin nem saíra de dentro do carro, eu estava seguindo atrás de Hoseok quando ouço Jonghae me chamar. Seus olhos tinham um ar preocupado e… Ciumento? 

-(S/N)… Você e Jung ficaram bem próximos né? – Fiz uma careta, não sabia bem o que responder. Parecia que sim, parecia que não. 

-Não sei dizer, eu gosto dele. É um menino legal. Por quê? – Ele coçou a cabeça e depois seus olhos encontraram os meus – Jonghae? – Eu ergui uma sobrancelha e senti meu coração batendo forte como um martelo acertando um prego. 

-Vamos voltar para a delegacia. – Seus passos iam em direção ao carro, mas parecia que eu não conseguia me mover. Meus pés presos ao chão. Quando menos notei, já estava sentando no banco ao lado de Hoseok. 

O caminho de volta foi totalmente silencioso, era trocados apenas olhares. Expressões que eu não sabia ao certo o que significavam. Depois que o carro fora estacionado, Yerin foi a primeira a descer, os passos firmes no chão e a postura perfeita. Fui a segunda, ombros caídos e respiração um pouco pesada. 

Meu peito doía, igualmente a minha cabeça. Meu corpo parecia mais pesado que o normal, podia dizer o mesmo do ar naquele departamento. Ao sairmos do estacionamento e entrarmos no hall, pessoas corriam de um lado para o outro. Pude ver Chris entre elas, sua expressão era preocupante. 

-Ei… EI! – Parei o menino colocando as mãos em seu ombro. – O que está acontecendo?! 

-Pegaram o chefe! 

-O que… Como assim?! – Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, ele saiu correndo para algum lugar. 

-Pegaram o chefe?! – Jonghae praticamente gritou e foi falar com um dos seus amigos mais próximos naquele lugar. 

-Por que eu sabia que um dia isso ainda ia acontecer?! – Yerin saiu em passos pesados em direção a nossa sala. Hoseok tinha um olhar aterrorizado nos olhos, o que me deixou pesada de novo. Não gostava de ver as pessoas daquele jeito e aquilo estava me causando pânico. 

-Calma, vamos encontrar ele – Coloquei a mão nos ombros de Jung, e ele me puxou para perto. Seu abraço era tão quente e tão reconfortante. 

-Não te conheço muito bem, mas admiro esse seu lado. De fingir que está tudo bem, apenas para acalmar os outros. Esquecer seus problemas para ajudar quem é importante. Gosto disso em você (S/N). – O apertei mais ainda, colocando minha cabeça no seu ombro. Suas mãos acariciavam meus cabelos, e as minhas subiam e desciam lentamente pelas suas costas. 

-Eu… Preciso ir. – Dei um sorriso fraco, me soltando dele e continuei meu caminho até a sala, junto à Yerin. 

                                                        (…)

 Semanas, meses se passaram desde o desaparecimento do chefe. Três Meses. Doze semanas. Pessoas haviam se demitido, inclusive Chris. Disse que não aguentaria tanta pressão e tantos interrogatórios. Nós continuamos conversando, mas sentia falta dele comigo todas as manhãs. Minha equipe nunca trabalhou como nesse curto período de tempo, saindo e entrando na delegacia várias vezes por dia.

Hoje finalmente chegara o dia em que poderia descansar, sábado. Minha folga semanal. Não queria descansar enquanto o chefe não aparecesse, mas se não tivesse boas horas de sono logo, desmaiaria com certeza. Por uma coincidência do destino, Hoseok também tinha seu descanso hoje.

Pensei em ligar para convida-lo afim de passarmos o dia juntos, mas achei melhor não. Estávamos nos tornando cada vez mais próximos, mas nunca nos encontramos fora do trabalho, seria estranho. Pensando nisso, descansava minhas costas na minha tão adorada cama. 

Um cobertor me cobria até o nariz, a luz entrava de forma mansa pela janela, parando sobre mim como uma segunda coberta. Respirei fundo e enfiei o rosto no travesseiro, nem acreditando que poderia ficar ali pelo tempo que quisesse. 

Quase voltando ao mundo dos sonhos, quando o som alto do meu celular tocando chega aos meus ouvidos. Agarrei o aparelho preguiçosamente e liguei a tela, ficando temporariamente cega por causa do brilho. Jung Hoseok. 

-Alô? – Minha voz estava rouca e demonstrava meu sono, qualquer um poderia notar se a ouvisse. 

-(S/N)! Bom dia! – Acabei sorrindo por causa do entusiasmo na voz do garoto ás oito horas da manhã. – Estava pensando, já que hoje é nosso dia de folga, por que não aproveitamos para descansar um pouco e jogar conversa fora? – Mas que irônico, não? Passei minutos querendo convidar o garoto para sair, e quando desisto, ele me liga pedindo exatamente a mesma coisa. 

-Se você quiser, pode vir aqui em casa ou podemos ir comer em algum lugar? Vamos convidar Yerin e Jonghae? 

-… Queria ficar sozinho com você. Não me entenda mal! Eu só não me dou tão bem com os dois quanto com você. Tem algum problema ou…? 

-Não, tudo bem. Aonde quer ir? 

-Já que mencionou, seria legal ir à sua casa. – Pude ouvir o som de sua boca se abrindo em um sorriso. Sorri também.

-Que horas quer vir? Sabe, tenho que me arrumar e preparar as coisas. 

-Meio-Dia, que tal? Assim podemos almoçar juntos.

-Por mim, tudo bem, não vejo problema nisso. Então, até lá! – Desliguei antes que ele pudesse dizer alguma coisa. Por algum motivo, meu coração estava batendo rápido. Na verdade, eu já sabia muito bem por que ele batia nessa velocidade sempre que Hoseok vinha a minha mente. Só não queria aceitar. 

Levantei-me e decidi que iria tomar um banho, meus pensamentos eram um bolo de coisas misturadas, o que me deixada cada vez mais tonta. Minha visão ficaria turva se eu começasse a pensar muito sobre tudo. 

Chuveiros e banheiras são coisas tão ruins e tão boas ao mesmo tempo, algumas vezes não sei definir. Banhos nos deixam pensativos, cheirosos e ajudam a resolver problemas, ao mesmo tempo em que trazem milhares deles. A água que caía em meu corpo era relaxante, tanto que poderia dormir de pé lá dentro. 

Assim que saí e troquei de roupa, tomei um café e comi um pedaço da torta que restara de um aniversário em que tive de ir há um tempo. Ainda estava muito boa, por sinal. Mandei uma mensagem para minha mãe e assisti um pouco de televisão, nem percebendo que havia dormido. Fui acordada pela campainha sendo tocada várias e várias vezes. Me pus de pé o mais rápido que consegui e corri para atender.

-Bom dia – Disse Hoseok assim que me viu. 

-Bom dia, entra. Minha casa, sua casa – Ele sorriu com os olhos baixos, encarando seu pé, enquanto entrava. 

-Confortável, mora sozinha? – Assenti – Uau! Isso é realmente incrível. Então, o que quer fazer? 

-Conversar sobre qualquer coisa menos o trabalho? Pensar naquele lugar faz minha cabeça latejar. – O garoto sorriu e se sentou no sofá, sentei-me ao lado dele. O silêncio era desconfortável o suficiente para fazer com que eu queira sair correndo da minha própria casa. 

-Quando começou a morar sozinha? – E assim a conversa se iniciou, palavras vinham e iam. Sorrisos também. Até que chegamos a um assunto que pessoalmente eu estava doida para saber um pouco mais: Relacionamentos. – Você já namorou alguém? 

-Tive alguns romances, mas nada muito sério. Assumir para todos e coisas assim, nunca. Você? 

-Já, não faz muito tempo desde que terminamos. Onze meses, para ser mais exato. – Balancei a cabeça para cima, olhando para cima e contraindo a boca. 

– O quê? – Ele perguntou rindo da minha expressão. 

-Nada, só é interessante saber que você já namorou alguém. 

-Ciúmes? 

-Ciúmes? Jung, por favor – Rimos, mas na verdade, era esse o sentimento que mais me tomava por dentro. Senti-me tão idiota pensando nisso, então ignorei. – Lembra do que eu disse? Que não iríamos falar sobre o trabalho? – Hoseok assentiu. – Percebi que sua luta não está tão boa quanto deveria quer treinar? 

-Aqui dentro? Vamos quebrar todos os seus móveis e…

-Estou falando do quintal, pessoas raramente vão lá. Ninguém vai ver. 

-Você falando assim, parece que vamos fazer algo super perigoso – Ele começou a rir e eu sorri. 

-Nunca se sabe, não é? – Levantei-me do sofá, seguida por Hoseok, indo em direção ao jardim. 

Havia apenas três árvores e arbustos cheios de flores ali, dando bastante espaço para que treinássemos. Ficamos na posição certa, fiz um aceno simples com a cabeça e ele também. 

-Boa sorte, vai precisar – Falei, sorrindo de uma maneira ameaçadora. Hoseok revirou os olhos e fez um movimento com a cabeça, negando o que eu havia falado. 

Parti para cima dele, estava distraído, precisava me aproveitar disso. Joguei-o no chão dando um golpe na parte de trás do seu joelho. Assim que o garoto ficou ajoelhado, dei outro chute em seu ombro, na tentativa de fazê-lo cair de vez, mas suas mãos agarraram meu converse e me fizeram entrar em contato com o chão. Meus cotovelos eram usados como apoio quando Jung subiu sobre minha barriga e tentou me virar. 

Ele ria, deixando seus dentes bem à mostra. Empurrei-o no chão, segurando suas mãos juntas, mas seu pé me deu um empurrão pelo ombro, não muito forte, mas fez com que eu me afastasse. 

-É muito chato brigar com você! – Ele lançou as palavras em minha direção. Mal sabia o novato que eu estava pegando leve até agora. Até agora. Dei um sorriso com os olhos fechados, virando a cabeça um pouco para o lado. 

Corri até ele, dando um chute na lateral de seu corpo e o fazendo ir um pouco para a esquerda. Passei a perna por trás de seus joelhos e fui o mais rápido possível para suas costas. Jung já estava com o rosto bem perto do chão, comigo sentada em sua coluna e forçando suas mãos para ficarem juntas. 

 Comecei lentamente a puxar seu braço, sentindo seus músculos se contraírem.

-Isso foi tão fácil, nem acredito que você é mesmo um policial. – Falei, ainda puxando seu braço. 

-Pelo amor de Deus, solta meu braço. Estou começando a perder a sensibilidade dele. – Fiz isso e deixei seus braços soltos. Um momento de silêncio se passou, até que seus dedos agarraram minhas mãos e me jogaram para longe. 

Ele se rolou para cima de mim, e quando ficou por cima do meu corpo, começou a jogar sujo. Conseguia sentir beliscões por toda minha pele, além de cócegas. Eu me mexia sob seu peso, tentando escapar, mas não parecia possível. 

Estávamos rindo muito, então ele parou e ficou me encarando, ainda sorrindo e com o corpo sobre o meu. Meus dentes aparecendo por causa do sorriso sendo escondidos lentamente. Logo, nossos olhos estavam fixos um no outro, expressões leves, sem sorrisos exagerados. As respirações se misturando por conta da proximidade. 

Meu coração batia rápido no peito, não sabia o que fazer. Aquilo não parecia certo, não deveria gostar de alguém do trabalho, poderia ser bem desastroso. Nossos lábios cada vez mais perto um do outro, os olhos se fechando. Foi então que uma voz baixa, feminina e rouca atingiu meus ouvidos. Lilian. 

-Querida, tem um pote de vidro para me emprestar? Estou precisando… MEU DEUS! O QUE ESTÃO FAZENDO? – A velhinha gritava e pude vê-la correndo até nós, nos separando. – Não tem vergonha (S/N)?

-Não é o que está pensando Lilian, estávamos apenas treinando… 

-Treinando para estrear um filme para maiores de dezoito?! Mas menina, se sua mãe souber… – Ela me levantou, puxando meu braço e depois me dando um puxão de orelha. – E você também garoto! Já para dentro! – Suspirei. Lilian, sempre tão intrometida. 

-Tudo bem, não tenho potes de vidro, você pode ir agora. – Falei e voltei para dentro com Hoseok. – Desculpe por isso, ela sempre foi assim. Meio intrometida nas coisas e…

Jung estava virado de costas para mim, ainda respirando pesadamente. Não consegui terminar a frase, o garoto se virou mais rápido e veio até mim com passos longos. Nossos rostos se encontravam novamente perto um do outro, seus olhos não saíam de mim. As palavras não queria mais sair de mim, parecia que estava hipnotizada ou algo assim. Hoseok deu um sorriso leve, passando a mão pela minha bochecha. 

-Não precisa ser durona o tempo todo só porque é uma policial, percebo que sempre tenta esconder seus sentimentos, mas vamos acabar com isso de uma vez. – Não tive tempo para responder, não conseguiria mesmo. Seus lábios roçavam nos meus, ficando assim por alguns segundos até finalmente juntar nossas bocas. 

Sua língua entrou em harmonia com a minha, como se fossem feitas uma para a outra. Sentia seu nariz tocar o meu algumas vezes, sua respiração estava ficando pesada gradualmente. Seus dedos se enrolavam nos fios do meu cabelo, e os meus apertavam seus ombros, indo diretamente para suas bochechas. A falta de ar nos obrigou a descansar um pouco, as testas ainda coladas uma à outra. 

Nossos olhares se encontraram e acabamos por explodir em um ataque de risos, Jung riu tanto que teve que se ajoelhar. Fomos parando de forma lenta, mas sem deixar que os sorrisos deixassem os rostos.

-Obrigado. Sabe, por me deixar fazer isso. 

-Eu que tenho que agradecer. – Falei, me ajoelhando ao seu lado. – Ainda quer fazer alguma coisa ou…? 

-Quero te mostrar uma coisa, vem comigo? – Ele estendeu a mão para mim, o sorriso em seu rosto fazia com que as bochechas ficassem bem visíveis. Sua face era adoravelmente linda.

Peguei sua mão, mas antes que pudéssemos sair de casa, meu celular toca alto. Corri até o aparelho que repousava sobre a mesa de centro e atendi o mais rápido que pude. Yerin. 

-Alô? 

-Vem para a delegacia agora, não ligo se é seu dia de folga ou não, só vem logo. – Ela desligou na minha cara. A única coisa que consegui fazer foi encarar a tela, piscando repetidas vezes. 

-O que foi? – Jung me perguntou, se aproximando e colocando as mãos sobre o meu ombro. Pude sentir sua respiração na parte de trás da minha cabeça. 

-Vamos para a delegacia.


Chegando lá, as coisas continuavam agitadas. Pessoas andando para todo o lado, aquilo já estava começando a parecer um formigueiro. Fui até a sala da nossa equipe, seguida por Hoseok, e lá encontrei Yerin e Jonghae. 

-O que aconteceu? – Perguntei. 

-Vamos pegar o chefe, encontramos a sua localização. – Respondeu-me Jonghae. Ele andava estranho já fazia um tempo. Queria saber o que estava acontecendo com ele, mas não importava o quanto eu perguntasse, o assunto sempre desviava de caminho. Yerin agarrou a jaqueta de cima da cadeira e foi direto para o estacionamento, fiz o mesmo, sem esperar nenhum dos dois homens. 

Como sempre, quando saímos o único vinha da parte de fora do carro. O ar parecia mais pesado que o normal, o que fazia eu querer sair correndo dali. Decidi me arriscar a falar algo, mas fiquei um pouco hesitante. Não que abrir a boca e dizer palavras seria uma situação de vida ou morte de qualquer jeito.

-É muito longe? 

-Não. – Jonghae disse, sem sentimento em sua voz. Estava fria.

-Nós quatro vamos ser suficientes? 

-Não sei, mas acho que sim. Nem deveríamos ter vindo em tantas pessoas, Hoseok poderia ter ficado na delegacia, já que é o novato. 

-Não é por ser novato, que é o pior daqui. Conheço pessoas com menos habilidades que ele que conseguiram entrar na equipe Jonghae. 

-Se for perceber, em todas as vezes que saímos da delegacia, ele nunca fez nada mais do que nos atrasar. Acho que essa é a única habilidade dele. 

-E a sua, aparentemente é olhar os erros dos outros, mas não perceber os próprios. Abra os olhos antes de reclamar tanto das pessoas. – O silêncio tomou conta, Jonghae sabia que estava errado. Hoseok me olhou e acenou com a cabeça, sorrindo. Sorri de volta. A sensação de sua boca na minha dava-me arrepios até agora. 

-(S/N) está certa, não é porque você está chateado com alguma coisa que tem que ficar descontando no novato. – Yerin disse, ainda olhando pela janela. O carro foi parando devagar em frente a um quintal sem nada. 

-É aqui? – Perguntou Jung. Jonghae assentiu, olhando fixamente para o volante como se pudesse arranca-lo dali e joga-lo na cabeça de alguém a qualquer momento.

Saímos do carro e seguimos Yerin, ela foi até o centro do campo cheio de grama. Aquele lugar não era cuidado há muito tempo, o gramado batia no meu joelho. Nossos passos eram cuidadosos, uma cobra poderia facilmente viver ali. Do nada, Jonghae parou e ficou encarando o chão. 

-Encontrei. – Ele se abaixou e começou a puxar alguma coisa. A porta do esconderijo debaixo da terra. A entrada abriu com um estalo alto, poeira subiu e tive de cobrir o nariz para não espirrar. Jung estava ao meu lado, as mãos descansando sobre o meu ombro e de vez em quanto, quando ninguém olhava, indo para a minha cintura. 

Jonghae pegou a arma e se jogou lá dentro, o som de vozes dizendo ameaças e xingamentos chegou aos meus ouvidos. Yerin pulou e Hoseok olhou para mim, assenti e pulei também, seguida pelo novato. 

A única luz vinha de uma lâmpada mal pendurada no teto, o fio visível e bem perigoso. As paredes eram apenas cimento, sem tinta. Pude ver alguns insetos nos cantos, o que me deu arrepios. Peguei minha arma e apontei para os dois homens que também miravam objetos cortantes em nossa direção. 

-Nos devolvam o chefe e não machucaremos nenhum de vocês, tudo bem? – Yerin dizia no tom mais calmo que conhecia. 

-Vão nos prender, isso sim! – O homem com uma barba gigante e branca apontava a faca na minha direção. 

-Falei sobre machucar. Vão para a prisão de qualquer jeito, mas se quiserem ir com um tiro queimando o corpo de vocês por dentro, como quiserem. – Yerin deu um tiro ao lado do pé do homem com cabelo loiro. O chefe estava pendurado pelos punhos atrás deles, seus pés quase tocavam o chão. A pressão podia ser sentida por cada canto daquele quarto. 

-Não ouse fazer isso sua vadia… 

-Sua o quê? – Yerin deu outro tiro ainda mais perto do pé do homem. – Estou sendo o mais paciente possível, agora se puderem nos devolver o chefe e entrar no maldito carro, ajudarei vocês a não ganhar uma punição tão ruim. 

-Seja mais educada… – Yerin bocejou e deu de ombros. 

-Você não me deu outra escolha. – Ela atirou na perna do homem, que caiu no chão agarrado ao local do ferimento. O velho com a barba gigante arregalou os olhos para Yerin – Quer um também? É só não cooperar. – Ele colocou as mãos para cima antes mesmo de a mulher terminar a frase. – Ótimo, hoje não estou de bom humor. 

Jonghae correu até o chefe, o tirando de lá. Eu e Hoseok fomos colocar as algemas nos presos, ele no idoso e acabei ficando com o irritadinho. Assim que o virei, vi que uma arma estava pronta em suas mãos. Não tive tempo de tira-la dali, a queimação em meu estômago me tomou. Caí de joelhos no chão, a visão turva. Ouvi gritos, mas não entendi nenhuma das palavras. 

Mãos firmes me agarram e senti o couro do banco do carro em meus dedos, a velocidade me jogou para trás. Tudo parecia passar por meio de flashes aos meus olhos, me vi gritando de dor e contorcendo meu corpo. Várias vezes para todos os lados possíveis. O automóvel parou e as mãos me pegaram de novo. 

Não lembro direito de nada que aconteceu, só que acordei deitada em uma maca de um hospital com os quarto excessivamente brancos. Uma enfermeira trocava a bolsa de um líquido que era injetado em mim. 

-Está bem querida? Acordou muito cedo para alguém que acabou de terminar uma cirurgia de remoção de bala. – Ela parecia preocupada. Apenas assenti com um sorriso fraco no rosto. Tentei me levantar, mas no momento em que tentei fazer isso, meu corpo todo ardeu como se tivesse tomado um tiro novamente. – Fique deitada, vou chamar uma pessoa que não parou de perguntar sobre você o dia todo.  

A mulher voltou acompanhada por Hoseok, que segurava um buquê pequeno de margaridas. Um sorriso estava bem visível em seu rosto. A enfermeira saiu, nos dando privacidade. 

-Tudo bem? – Assenti – Fiquei preocupado, você teve que passar uma cirurgia bem complicada. Os médicos diziam que poderia demorar dias até que acordasse, mas acontece que só passou uma hora desde o fim dessas coisas que eles fizeram em você. – Ele jogou os braços para cima e depois deixou as mãos caírem sobre o colo. – Trouxe como presente – Hoseok me estendeu as flores. As peguei e praticamente enfiei minha cara ali, deixando o aroma entrar pelas minhas narinas. 

-O que aconteceu depois do tiro que levei? 

-Eu te trouxe para cá, mas deixei Jonghae e Yerin sem carro. Acho que eles estão querendo me matar até agora. – Rimos daquilo, porque provavelmente era verdade. 

-Sabe e sobre o que aconteceu… Entre nós. O que acha daquilo? – Perguntei, o rosto ficando um pouco corado. 

-Preciso de mais, por favor, não estou pedindo por nada ruim. – Ele pegou minha mão e ficou balançando de leve para cima e para baixo. 

-Por mim. – Dei de ombros, com um sorriso no rosto e os olhos baixos. Senti sua mão no meu queixo e então nossos lábios se colaram de novo. As sensações que aconteciam dentro de mim eram indescritíveis. Hoseok sorriu em meio ao beijo, o que me fez sorrir também. Paramos, mas continuamos com as testas grudadas. – Obrigada por ter me trazido para cá tão rápido, ter acabado com a minha dor desse jeito e, bom, ser essa esperança de algo melhor para todos. 

-Se quiser, pode me chamar de J-Hope



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usu√°rios deixam de postar por falta de coment√°rios, estimule o trabalho deles, deixando um coment√°rio.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...