História Iminente Destino - Capítulo 10


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Johann Schmidt (Caveira Vermelha), Natasha Romanoff, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Exibições 30
Palavras 2.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, eu estou viva, ok? XD Demorei muito para postar, mas sabe como é vida de universitária... Enfim, vamos ao que interessa. No capítulo de hoje teremos desdobramentos que mudarão o rumo da história e afetarão a todos. Ou pelo menos começará a mudar.

Capítulo 10 - Ações e intenções


Os relatórios se amontoavam em cima da escrivaninha de Thaddeus Ross. Todos detalhavam o andamento de pesquisas realizadas em laboratórios secretos financiados pelo governo. Não era nenhuma novidade para o mundo que todos os países mantinham esqueletos no armário, e os Estados Unidos não seria diferente. Ross se desdobrava em cuidados com um em especial, o qual fazia questão de acompanhar de perto. Não era o maior, mas contava com infraestrutura de ponta e segurança reforçada, pois projetos desenvolvidos ali eram de extremo interesse para a segurança nacional.

Além do que, depois da queda da SHIELD, o governo ficou responsável por zelar pela segurança do inventário de armas confiscadas pela agência. A maior parte delas foi etiquetada e enviada por ordem de periculosidade a esses laboratórios. Com elas separadas e em localizações desconhecidas, a ação criminosa ficaria limitada. O laboratório cujo Ross acompanhava de perto ficou responsável pelas armas mais perigosas, mais tarde recebendo permissão para estuda-las, concedida pelo próprio Ross ao se tornar Secretário de Defesa. Desde quando assumiu o cargo, se encontrava com o coordenador do Laboratório Alfa-25 para discutirem o andamento das pesquisas. Só que, dessa vez, Ross não visava apenas se atualizar. A visita que teve no dia anterior reforçou ainda mais uma ideia que vinha criando raízes em sua mente. Uma ideia que, se executada segundo pensava, mudaria o rumo da situação atual.

Batidas na porta chamaram a atenção de Ross. Ele organizou os papeis em uma pilha e ajeitou-se na cadeira. Em seguida, ordenou que o visitante entrasse. Como sempre, Alex Jones foi pontual. O Secretário apreciava muito esta qualidade do coordenador e amigo pessoal. Com pisadas ritmadas, o homem grisalho se aproximou e cumprimentou-o, depois desabotoou o terno e se sentou em frente a ele.

— Nossa reunião aconteceu mais cedo este mês — começou Alex, mais como um pedido de explicação do que observação.

Dava para notar que o Coordenador estava insatisfeito, e Ross não esperava nada menos do que isso, o conhecendo como conhecia. Alex odiava tudo que fugia da sua rotina restrita.

— Desculpe, não pude resistir — respondeu Ross, entortando o canto dos lábios. — Uma ideia andou me atormentando nestes últimos dias...

— Odeio quando você tem ideias, Ross — interrompeu, recostando-se na cadeira. — Da última vez, quase destruiu meu laboratório com um dos seus experimentos, ao qual deliberadamente você aplicou em si mesmo.

— Não, desta vez é algo que vai virar a situação a nosso favor... — insistiu.

— Sei, você também disse isso da última vez — relembrou.

— Posso continuar, Alex? — perguntou, adquirindo um tom avermelhado no rosto. Alex sinalizou para que prosseguisse, sabendo que não seria boa ideia interrompê-lo novamente. — Você se lembra do Projeto Insight, enterrado vergonhosamente junto com os restos da SHIELD? O objetivo era eliminar alvos vistos como potencial ameaça para os Estados Unidos. Foi um bom projeto, custou bilhões, mas para termos a chance de agir, seria preciso que o alvo estivesse na lista. E se pudéssemos prever quem estará nesta lista?

— Seria ótimo, se não fosse impossível — afirmou Alex. Ajeitou os óculos arredondados para enxergar melhor. — Ouça, Ross, o Projeto Insight foi um erro que nos custou caro. Ninguém quer comprar outra briga com a imprensa ou os Vingadores. Iniciar outro projeto, além do mais usando de uma tecnologia que ainda sequer dispomos, seria loucura.

— E quem disse que usaríamos tecnologia? — Alex cravou o olhar no amigo. — Digamos que uma nova carta foi posta à mesa e que ela pode nos proporcionar o benefício da prevenção.

— Não estou entendendo nada. Fale sem rodeios.

— Tenho uma aprimorada que tem visões do futuro — esclareceu. — Pelas informações que recebi, em 90% dos casos ela acertou. Por enquanto, ainda “enxerga pequeno”. Se a estudarmos, podemos fazê-la expandir seus horizontes.

Alex coçou o queixo, visivelmente interessado. A ideia parecia promissora, só que perigosa. Envolver terceiros no Alfa-25 nunca foi de seu agrado, além do mais um aprimorado. Ele não escondia sua intolerância pela raça.

— Tudo bem, isso eliminaria a criação de uma tecnologia de prevenção, mas surge outro problema: como desenvolveríamos o poder dela? E, principalmente, como vamos explorá-lo?

— Uma coisa de cada vez, meu amigo — aconselhou Ross. — Eu tenho uma ideia que pode torna-la muito poderosa. E o melhor, submissa.

* * *

O vapor do chá de Natasha fazia pequenas curvas no ar gélido enquanto seus pensamentos divagavam. Sua espinha ainda gelava ao se lembrar do incidente com o robô na antiga base do Leviatã. Se não fosse por Bob, por pouco não teria sido fuzilada. Ao chegarem a um local seguro, o rapaz contou que viu uma mulher loira de pele alva nas sombras, em seguida o robô surgiu atirando. Quanto mais pensava nisso, mais intrigada ficava.

Bebeu longos goles da bebida, agora fria, e prendeu os cabelos ruivos em um coque frouxo. Para piorar, o mais intrigante nem era a aparição da mulher, mas os papéis que encontrou espalhados pelo chão da base. Pouco antes de ouvir os disparos, estava lendo um deles. Tratava-se das fichas dos homens que trabalharam ali durante a Guerra Fria, quando em pleno funcionamento da instalação. Eram poucos nomes e quase todos desconhecidos, menos um. Havia aquele único nome que não saia da sua cabeça, gravado em vermelho vivo, trazido de um passado distante.

— Esse visor é realmente bom — observou Bob, encostado na parede, balançando o objeto no ar. Ela maneou a cabeça, afastando as lembranças.

— A tecnologia é semelhante à de um amigo — confessou, logo depois se arrependeu de empregar a última palavra. Eles ainda eram amigos? Eu ainda tenho amigos? — Há quanto tempo estava aí?

— Tempo suficiente para saber que está tentando não demonstrar medo. — Deslizou as costas na parede até chegar ao chão. — Não se preocupe, eu não vou contar para ninguém que a Viúva Negra tem nervos.

— Você também parece preocupado, Huggins — alfinetou ela, tentando reverter a situação.

— Eu? Não, eu estou ótimo, imagina — ironizou. Ela não conteve um sorriso torto. Ele riu, sem ânimo. — Estou me lembrando da minha mãe. Você tem certeza que a casa do seu amigo é segura?

— Absoluta. Ele é a última pessoa com quem os bandidos vão querer se meter — garantiu.

— Se nada disso estivesse acontecendo, hoje eu estaria indo ao banco sacar a pensão do meu pai. Não vou choramingar por isso, só que não era qualquer trocado. As Indústrias Stark foram generosas.

— Seu pai trabalhava na empresa do Stark?

— Sim, ele era faxineiro, até o dia que caiu no foço do elevador. — Riu sarcasticamente. — Que maneira estúpida de se morrer.

— Seu pai deve estar muito orgulhoso agora — argumentou ela, na tentativa de animá-lo. — O filho dele tornou-se um homem de coragem.

— Tive que ser. Minha mãe entrou em depressão depois que ele se foi e nunca mais se recuperou. Eu tinha que cuidar dela.

Silêncio recaiu sobre eles. Depois de um tempo, Bob se levantou, largou o visor sobre a mesa e saiu devagar. Ele estava dando uma última chance para ela se abrir. Não por curiosidade ou tédio, mas porque queria aliviar um pouco do peso que ela carregava. E isso foi um dos gestos mais nobres que a russa recebeu em anos.

— Tinha um nome naqueles papeis... — começou ela, baixando o olhar. Parecia abalada. — Alguém que fez parte da origem da Viúva Negra.

— O Projeto Sala Vermelha — complementou ele. Ela concordou com a cabeça. — Eles ainda estão vivos?

— Não muitos. Ele não era importante, só que sabia de coisas importantes.

— Cientista?

— Soldado. Ele ficava de guarda enquanto nós dormíamos e também estava presente em alguns procedimentos.

— Então, ele é do Leviatã?

— Não, os papéis faziam parte dos arquivos da Sala Vermelha. De alguma forma eles foram parar nas mãos do Leviatã — explicou ela. — Não sei o que eles pretendiam.

— Melhor perguntar a ele, não? — sugeriu Bob.

— É complicado, Huggins. Não sei o que pode resultar disso.

— E nunca saberá se não tentar. Ninguém segue em frente sem olhar para trás, Natalya. — Ela levantou o olhar para ele. — Precisamos encontra-lo. Algo me diz que ele pode saber mais sobre a loira misteriosa atrás do robô.

* * *

A tarde estava estranhamente quieta para Lea. O silêncio preenchia cada espaço da base e parecia querer afoga-la. Retirou os headphones e prestou atenção. Nada aconteceu, tinha sido só impressão. Mantenha-se no controle, Lea. Não ceda à ansiedade. Às vezes, a ausência de som fazia o medo lhe pregar peças. Estava mais do que acostumada a ficar sozinha, nunca reclamou disso, porém, aquela tarde... Não sabia o motivo, só sentia que não queria estar só.

Uma chiada preencheu a linha usada pela polícia. Ela recolocou o headphone, ajustou alguns botões e melhorou o sinal. Ouviu atentamente o chamado de reforços e tratou de contatar o herói mais próximo da situação. Havia pelo menos três pela região. Discou alguns números no painel de discagem e esperou a linha abrir.

— Luke, bandidos estão fazendo reféns em uma loja de eletrônicos no Harlem — começou, tentando soar o mais clara possível. — Um dos civis foi baleado e não estão deixando o socorro entrar.

— Estou nessa, Lea — afirmou. Através da sua voz Lea pôde sentir os músculos se enrijecendo, prontos para lutar.

— Boa sorte, Poderoso.

— Obrigado. — Antes que ela encerrasse a ligação ele interveio: — A propósito, por que não sai para se divertir algum dia? Não quer tomar um café? Chame o Cap. Algo me diz que ele está precisando de um café também. — Lea riu.

— Eu ainda vou descobrir o que tanto tem por trás desse seu café — brincou ela e encerrou a ligação.

Apesar de estar brincando, sabia que Luke estava certo. Há quanto tempo não saía de lá, a não ser quando precisavam realocar a base? Ela encontrou um lugar onde podia ser útil e estava satisfeita em ajudar, só que havia uma hora que precisaria respirar. Mesmo apesar do risco, decidiu que tentaria sair nos próximos dias, nem que chamasse Sam para ir com ela. Ou Kate. Ou mesmo Steve. Logo se perguntou se eles topariam aparecer em público, lanchar numa lanchonete, como pessoas normais em um domingo. Teria que pedir pelo menos três vezes para que aceitassem tal ousadia. Bob aceitaria.

O coração dela se encolheu com a lembrança. Bob era uma memória que se recusava a desaparecer. A última notícia que teve dele foi de que estava foragido e, apesar de todos os esforços, a polícia não conseguia encontra-lo. Do fundo do coração, desejou que ele estivesse bem, mesmo ainda julgando o hacker estar envolvido com Tony Stark. Em contrapartida, se Bob estava mesmo do outro lado, então por que fugiu? Esta era uma dúvida que só ele poderia responder e, pelo visto, permaneceria sem resposta por um bom tempo.

Um bip preencheu o ambiente. Alguém estava chamando no rádio. Devia ser algum herói em busca de uma ocorrência. Havia muitos desses, como os novatos que se juntavam à causa e logo queriam mostrar serviço. Felizmente, Lea aprendeu a lidar com eles. Apertou um botão e atendeu.

— Lea, eu preciso de ajuda — uma voz entrecortada falou. Ela estremeceu ao reconhece-la.

— Kate, o que houve? — perguntou, alarmada. Um tossido preencheu a linha, em seguida a voz fraca continuou: — Eu me descuidei e os mafiosos me atingiram. Yakuza, Tentáculo, não sei bem qual. São muitos.

— Fique calma, vai ficar tudo bem. Eu vou mandar ajuda.

— Todos estão ocupados, já tentei por mim mesma. — Gemeu. — Não sei por quanto tempo vou aguentar.

Mesmo debilitada, Kate fez um último esforço para passar sua localização para Lea. A linha ficou muda assim que terminou, o que só aumentou a tensão dela. Não podia deixar a amiga na mão, além do mais sabendo do estado em que se encontrava. Seu emocional se sobrepujou ao racional e ela saiu em disparada, mas não sem antes pegar um kit de primeiros socorros na enfermaria.

O incômodo da luz solar do final da tarde fez com que Lea fosse devagar nos primeiros metros. Arrependeu-se por não ter saído com óculos escuros. Puxou o capuz do moletom e cobriu a cabeça. Tentava acompanhar o ritmo das outras pessoas, todavia, pareciam devagar demais, então acelerou o passo, esbarrando em alguns pedestres pela calçada. Olhava por baixo para as pessoas, receosa de que a reconhecessem, só que ninguém reparava em nada. Uns apressados demais, outros devagar, com o rosto enfiado em um celular. Abençoado seja os tempos modernos.

A localização que Kate a passou se aproximava. Por sorte, não era muito distante da base. Com sorte, poderia leva-la para receber cuidados médicos apropriados. A entrada da viela se fez visível em seu campo de visão. Correu nos últimos metros do percurso. Tratava-se de uma longa viela. Quase não dava para ouvir o barulho dos veículos que passavam do outro lado. Ela olhou adiante e observou os sacos de lixo deixados na entrada. Logo mais havia uma fileira de lixeiras. Kate deveria estar escondida atrás delas. Olhou para os lados antes de seguir adiante.

— Kate — chamou, chegando perto das lixeiras. Conforme caminhava, a incidência de luz ia diminuindo.

Lea realmente esperava encontrar a amiga caída atrás das lixeiras. Sentiu uma pitada de alívio ao não a encontrar ferida, o que não perdurou nos próximos segundos. Desespero fez seu estômago se embrulhar. Segurou-se para não perder o controle e sair gritando o nome da arqueira. O som de passos a fez voltar-se repentinamente. Seus olhos trêmulos se focaram em uma presença inesperada.

— O que faz aqui? Onde está Kate? — exigiu ela. Recuou ao encarar a flecha de ponta arredondada apontada para ela.

— Não é nada pessoal, senhorita Hunter — afirmou Clint.

A flecha cruzou o ar com a velocidade de um espasmo e atingiu o peito da garota, a eletrocutando em seguida. O corpo caiu para trás. A maleta de primeiros socorros abriu-se ao se chocar contra o chão, esparramando seu conteúdo. Homens vestidos de preto invadiram a viela e rapidamente carregaram o corpo desacordado para dentro de uma van estacionada na entrada. Toda a ação não durou mais do que segundos.

Após a operação, Clint ainda permaneceu no local. Recolheu o arco e o acoplou no suporte em suas costas. Olhou ao redor, por instinto, depois se deu conta de que não precisava mais se esconder. Havia assinado o Acordo de Sokovia. Agora era um dos bonzinhos. Steve ficaria furioso quando soubesse disso, e mais ainda sobre Lea. Mas não podia pensar nisso. A garota das visões ficaria bem, segundo prometeu Ross, que garantiu que ela receberia o mesmo tratamento dos outros rebeldes. Fiz o necessário, tentava se convencer. Só esperava dormir tranquilo com essa decisão.


Notas Finais


IT'S A TRAP!
Alguém chocado? O que me dizem do Clint? Espero que ele se arrependa muito disso!
O próximo capítulo vai chegar fervendo. Get ready!
Só avisando que esses acontecimentos já são do início da reta final da fanfic, então fiquem ligados. Mais ou menos tenho tudo planejadinho na minha cachola como vai ser. Então, alguém arrisca um palpite?
Beijinhos invernais!


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