História Immortal Beloved - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X, Sonamoo
Personagens D.ana, Euijin, High.D, Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Minjae, Nahyun, NewSun, Show Nu, Sumin, Won Ho
Tags Drama, Immortal, Monsta X, Romance, Sonamoo, Tragedia, Violencia, Vixx
Visualizações 2
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores ♡ Tudo bem com vocês?

Como eu havia prometido para uma amiga, aqui está o capítulo :)
Espero que gostem e boa leitura ♥

Capítulo 15 - Lembranças


Fanfic / Fanfiction Immortal Beloved - Capítulo 15 - Lembranças

✥ A vida não é justa ✥

 

“Eu prometo que explicarei tudo mais tarde”. — Essas palavras estão ecoando em minha mente como se as tivesse ouvido segundos atrás. O céu já está ficando cada vez mais escuro e a lua já começou a chamar a atenção para si. Nós estamos no terraço de um prédio abandonado, em silêncio. Nenhum de nós disse muitas coisas, nenhum de nós tentou perguntar ou protestar sobre a atitude do Minhyuk. Me senti agoniado com a energia vindo do corpo do Hyungwon. É como se ele estivesse pensando na morte ou algo do tipo, a energia vindo do seu corpo é poderosa o suficiente para me deixar nervoso. O que ele tem? Percebi que Hyungwon é mais próximo do Minhyuk do que eu imaginei. Ambos são melhores amigos desde a infância, isso deixa o loiro cada vez mais decepcionado e assustado consigo mesmo. Hyungwon está sentado no chão, com as costas encostada na parede suja, seus olhos estão fechados e eu pensei que ficaria aliviado por vê-lo parar de chorar. Mas agora que ele está em silêncio, estou preocupado. 

Passei a tarde toda ignorando a expressão séria no rosto do Hoseok, ele está me encarando como se quisesse que eu falasse algo. Ele está me olhando como se, já soubesse o que eu estou escondendo. 

Eu acreditava que era um monstro, um monstro que matou a minha família. E agora, posso ter a certeza que foi um. Prometi a mim mesmo que faria tudo para encontrar o verdadeiro culpado, mas fracassei nessa promessa. Aliás, a resposta para minha pergunta veio até mim sem eu precisar me esforçar muito. Desde o começo, eu pensei que alguém do grupo do Hakyeon era o culpado, todos demonstram o quanto são fortes e determinados, malvados e bom, suspeitos. Eu os julguei mal e acho que devo me desculpar por isso. Me perguntei mentalmente o que o Youngbin está pensando em fazer. Será que ele quer vingança? Respiro fundo, cobrindo o rosto com as duas mãos. Por que é tão doloroso erguer a cabeça? Por que é tão doloroso querer suspirar aliviado? No entanto, pode ter a certeza que farei qualquer coisa para que o Jooheon pague pelo que fez. Eu nunca vou desistir da minha família, nunca vou desistir de lutar para que a justiça seja feita. 

Seja por bem ou por mal, eu terei o que quero.

De longe, pode-se ouvir uma música que começou a tocar na rádio de uma das casas. Era um grande sucesso do infinite, Back. A mesma música que Minjae estava cantando no dia que meus pais foram assassinados. Me surpreendi por lembrar desse momento, mas no fundo, sei o quanto é difícil esquecer dos detalhes do dia que mudou a minha vida. Minjae estava trancada naquele quarto, mas será que ela olhou nos olhos do assassino? Será que ela sabe? Franzi as sobrancelhas, por que eu não pensei nisso antes? Minjae sabe de alguma coisa, ela tem que saber de alguma coisa. Me levantei rapidamente assustando todos os garotos em minha volta. Changkyun ergueu as sobrancelhas e se levantou também. Shownu virou o rosto para me olhar, a expressão em seu rosto é triste e ele está com os braços cruzados. Desde que chegamos aqui, Shownu ficou parado, feito uma estátua, olhando para a paisagem sem dizer nada. Hoseok levantou a cabeça para me olhar e Jooheon se aproximou, mas a única pessoa que eu queria que me olhasse, não se moveu. É como se Hyungwon já estivesse morto. Estou cada vez mais preocupado. 

— Eu preciso ir para casa. — Coloquei a mão na nuca, sentindo minha pele formigar. Balancei a cabeça tentando controlar essa agonia e acabei estralando o pescoço. Senti um choque por todo o meu corpo e me lembrei da tatuagem na nuca que o ruivo tem. Estou curioso para saber o que é.

— Vai fazer o que? — Jooheon perguntou, franzindo as sobrancelhas. — Vai atrás do Minhyuk? 

— Vou proteger a Minjae. Ela pode estar em perigo. — Eu menti, mordendo os lábios. 

— Você pode ir. — Shownu suspirou e se aproximou de mim. — Eu quero me desculpar por toda essa confusão. Se você quer sair do grupo, eu lhe darei a total liberdade. 

— Sair do grupo? — Coloquei a mão em seu ombro e o líder me encarou. — Eu jamais vou sair do grupo. Não posso abandonar os meus amigos.

— Eu só pensei que você quisesse. — Shownu abaixou a cabeça e apertou os olhos com força. Sei o quanto ele está se controlando para não surtar. Sei o quanto todos estão se esforçando para continuarem em pé, para continuarem com a cabeça erguida.

— Você pensou errado. — Abracei o moreno tão forte que senti a energia tensa do seu corpo, relaxar perto da minha. Encarei o Hoseok por alguns segundos antes de deixar um sorrisinho escapar no canto dos lábios. — Eu não vou sair. 

— Tem certeza? — Jooheon perguntou, mexendo nos cabelos. Algo me diz que ele quer que eu saia do grupo. Algo me diz que ele está planejando fazer outra coisa. Algo que nem mesmo o Minhyuk sabe. Mas o que seria?

— Claro que eu tenho, Jonjon. — Forcei um sorriso nos lábios. — Aliás, uma vez, alguém me disse que somos imortais. — Lembrei-me de quando Minhyuk me disse isso no primeiro dia de aula, no beco onde eu quase voei para dentro da lata de lixo. — Podemos fazer o que queremos, não é mesmo? — Dei dois tapinhas no ombro do Changkyun antes de caminhar em direção a beirada do prédio. — Encontro vocês amanhã? 

— O que deu em você? — Changkyun perguntou, com uma expressão surpresa no rosto. 

— Eu só percebi que, finalmente posso fazer o que quero. — Respondi.

E era setenta por cento verdade. Os outros trinta está com medo de tomar uma iniciativa. Não aguento esperar apenas pela boa vontade do Minhyuk, para me explicar o que realmente aconteceu naquela noite, quando meus pais foram assassinados. Não posso apenas sentar e esperar por ele. Olhei para o Hoseok e pisquei para o garoto, antes de pular do prédio. Desde que tentei me jogar de uma cachoeira, parei de sentir medo de altura. Os centímetros de distancia do chão, já não fazem mais tanta diferença para mim. O vento assoprou com força o meu rosto, como se quisesse me abraçar no ar e quando meus pés tocaram o solo, senti o impacto. Senti o impacto no peito, como se meu coração estivesse congelando no peito, ao mesmo tempo que se esquenta. Um turbilhão de sentimentos preencheram o meu peito, me deixando aliviado e nervoso. Apertei os olhos com força, antes de abri-los e perceber que o chão, embaixo dos meus pés, rachou por minha causa. Por causa do meu corpo. Comecei a correr pelas ruas, ignorando os pensamentos das pessoas em minha volta, ignorando a voz da Yoon Sun em minha mente, me dizendo o quanto a Minjae pode estar em perigo por minha causa. Ignorando todas as razões que me impedem de tentar. Ignorando o meu coração, que está implorando por seu abraço, pelo seu aconchego, pelo seu toque. Por que evitei tocar nela por tanto tempo? As respostas que eu sempre quis ter, estão guardados na memória dela. Eu deveria ter abraçado-a quando ela precisou. Deveria estar do lado dela quando ela desejava uma boa companhia. Eu deveria ter ficado com ela.

O meu maior erro, foi ter me afastado demais da Minjae.

Meus pensamentos estão conturbados demais. Cada passo que eu dou, sinto o meu corpo inteiro doer por causa daquele maldito acidente, mas eu não me importei com os estralos ou com a dor. Eu só quero ir para casa. Hoseok me disse que, por causa do acidente provocado por um imortal, o meu corpo continuaria dolorido e por sorte, não acabei morto. Quer dizer, se um imortal causou um acidente, claro que o outro pode morrer se for a vitima. Essa coisa de imortalidade, de não morrer e morrer, está bagunçando a minha cabeça. Está me deixando louco de verdade! Parei no meio do caminho, sentindo uma pontada forte no peito, a minha respiração travou e eu acabei perdendo o equilíbrio. Não sei o porquê de ter ficado tão assustado, tão preocupado com a minha saúde de repente, mas senti como se fosse morrer de ataque cardíaco. Uma senhora se aproximou de mim e me perguntou se eu estava bem. Irônico, não é? Eu tentei responder, mas a minha respiração descontrolada não deixou. 

— Yoo Kihyun? — A voz que eu ouvi, se aproximando rapidamente de mim, é familiar e quando me virei para ver quem era, senti as suas mãos me segurarem antes do meu corpo cair para o lado. Minha visão ficou embaçada. Droga! O que está acontecendo comigo? — Não se preocupe, Senhora. Eu o levarei para o hospital. 

Hospital? Quem precisa ir para o hospital? 

— Vocês dois são amigos? — A mulher perguntou, enquanto o Hoseok colocou o meu braço em volta do seu ombro e me ajudou a ficar em pé. 

— Somos. — Ele respondeu, se afastando da mulher e me arrastando pela calçada. 

Minha cabeça baixa, já diz o quanto estou me sentindo mal e com vontade de vomitar. Faz muito tempo desde que não sinto algo tão horrível assim. Faz tempo que não sinto o gosto ruim queimar ao subir pela minha garganta. Antes que eu pudesse vomitar, Hoseok me levou para um beco sem saída, para que ninguém nos visse. Eu me ajoelhei no chão, coloquei a mão na barriga e vomitei tudo o que tinha para colocar para fora. Meus olhos se encheram de lágrimas e quando finalmente terminei, me encostei na parede, limpei a boca com a manga do casaco e comecei a chorar. Não é por causa do embrulho no estômago que eu estou chorando, não é por causa da Minjae. É por causa do medo, da agonia e do desespero que eu estou sentindo. Agora, que finalmente sei quem matou os meus pais, não consigo pensar em nada. Não consigo fazer nada. Me sinto culpado pelo Minhyuk ter sido expulso do grupo, estou com raiva do Jooheon por continuar mentindo para todos e estou com mais ódio de mim, por ter acreditado que o grupo do Shownu — era confiável. 

Hoseok se ajoelhou na minha frente e começou a fazer carinhos na minha cabeça, como se quisesse me confortar. Aquilo não funcionou, pelo contrário, me deixou com mais raiva. Me levantei rapidamente e por impulso, o empurrei com força.

— O que você quer que eu faça? — Quase gritei, fechando os punhos com força. Senti a energia em meu corpo se espalhar, me deixando cada vez mais forte, me deixando completamente fora do controle. Nunca senti isso antes, mas é muito bom. Nunca senti como se, fosse capaz de descontar toda a minha raiva em algo, ou melhor, em alguém sem sentir medo de machuca-lo.

— Kihyun? Eu preciso que você se acalme. — Hoseok se levantou e limpou as mãos na calça. 

— Me acalmar? Você quer que eu me acalme? — Eu me aproximei dele e quando segurei a sua blusa com força, senti as suas mãos apertarem os meus pulsos e me jogarem contra a parede. Eu o segurei firme também, o forçando a não me soltar. Quando minhas costas bateram com força nos tijolos, ergui a cabeça para encara-lo, sentindo todo o meu corpo tremer por causa da energia se espalhando pelo meu corpo. Hoseok arregalou os olhos e rapidamente, se afastou de mim, com as mãos erguidas como se estivesse se rendendo. Parece que ele ficou com medo e a expressão assustadora em seu rosto, me fez recuar. Me fez voltar ao normal e me forçar a respirar fundo.

— Me desculpe. Me desculpe, okey? — Ele disse, engolindo em seco. — Eu não quero começar uma briga. 

— Me desculpe. — Sussurrei, abaixando a cabeça e me apoiando na parede. — Eu não sei o que deu em mim. 

— Está tudo bem. — Hoseok se encostou na parede também, me olhando dos pés a cabeça como se, estivesse se preparando para sair correndo a qualquer momento. — Eu vim atrás de você para conversarmos sobre… o que aconteceu. 

— Sobre o que aconteceu? — Ergui as sobrancelhas, confuso. 

— Eu sei que o Minhyuk é inocente. — Hoseok sussurrou, com o coração acelerando no peito. — Sei também que ele decidiu esconder isso de nós, para que ele fosse expulso do grupo. 

— Você sabe quem é o verdadeiro culpado? — Perguntei, mordendo os lábios. 

— Eu sei. — Hoseok passou a mão nos cabelos brancos. — Ele me mostrou. 

— E por que ele fez isso? — Para nossa surpresa, Changkyun entrou no beco sem saída com os braços cruzados. A expressão em seu rosto é séria o suficiente para me deixar nervoso. Hoseok e eu nos entreolhamos, confusos. Estávamos distraídos demais para notar a presença do Changkyun por perto. E para ser sincero, fico aliviado por ele ter ouvido. Estou aliviado por mais alguém saber disso. — Eu quero respostas!

— Você está com fome? — Hoseok perguntou, um pouco nervoso.

— Vamos para a minha casa? Aposto que a minha tia Shin Hye está fazendo uma bela sopa. — Digo, colocando o braço em volta do ombro do Hoseok e o deixei me guiar. — Eu também quero respostas. 

 

Os rastros que deixei
Grave-os em seu coração sem deixar nada para trás


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar ♥ Beijos!


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