História Immortals (Adapt.Camren) - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~KahJauregui

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui
Exibições 103
Palavras 2.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei,três capítulos em um dia e bastante, não? ♥ espero que gostem e comentem, beijos

Capítulo 3 - Minha irmã morta


Fanfic / Fanfiction Immortals (Adapt.Camren) - Capítulo 3 - Minha irmã morta

Eu entrei na casa, peguei uma garrafa de água da geladeira, então subi para o meu quarto, já  que eu não tenho que olhar para nenhum aposento para saber que Sabine está no trabalho. 

Sabine está sempre no trabalho, o que significa que eu tenho essa casa enorme para mim, basicamente o tempo todo, embora eu normalmente fique só no meu quarto.

Eu me sinto mal por Sabine. Eu me sinto mal pela vida que ela trabalhou tanto foi para sempre  mudado no dia em que ela ficou presa comigo. Mas já que minha mãe era filha única e todos os meus avós antes deu fazer dois anos, não era como se ela tivesse muita escolha. Eu quero dizer, ou era viver com ela – a única irmã e gêmea, do meu pai – ou ir para um lar adotivo até eu fazer 18 anos. E embora ela não saiba nada sobre criar uma criança, eu nem havia saído do hospital antes dela vender o apartamento dela, comprar essa casa grande, e contratar um dos melhores decoradores de Orange County para mobiliar o meu quarto. 

Eu quero dizer, eu tenho todas as coisas normais como uma cama, cômoda, e uma mesa. Mas  eu também tenho uma TV tela plana, um massivo closet, um enorme banheiro com uma Jacuzzi e um chuveiro separado, um balcão com uma incrível vista para o oceano, e meu próprio quarto/esconderijo de jogos, com outra TV tela plana, um balcão, micro-ondas, mini bar, som, sofás, mesas, puffs, e tudo mais. 

É engraçado como antes eu daria tudo para um quarto como esse.

Mas agora eu daria tudo para que as coisas fossem como antes.

Eu acho que já que Sabine passa a maior parte do tempo ao redor de outros advogados e todos aqueles executivos VIPs que a firma dela representa, ela acho que todas essas coisas eram necessárias ou algo assim. E eu nunca tive certeza se ela não tem filhos porque ela trabalha o tempo todo e não tem tempo para um, ou se ela não encontrou o cara certo ainda, ou se ela nunca quis um pra inicio de conversa, ou talvez a combinação dos três. 

Provavelmente pode parecer que eu deveria saber tudo isso, sendo psíquica e tudo mais. Mas eu não posso necessariamente ver a motivação de uma pessoa, na maior parte o que eu vejo são eventos. Como toda uma corrente de imagens refletindo a vida de alguém, como slides ou algo assim, só que em um formato mais como o de um trailer. Embora as vezes eu só veja símbolos que eu tenho que codificar para saber o que significa. Meio como cartas de tarô, ou quando eu tive que ler A revolução dos bichos no inglês ano passado.

Embora seja longe de aprova de falhas, e as vezes eu entenda tudo errado. Mas seja quando  for que isso acontece eu posso traçar de volta para mim, e o fato que algumas imagens tem mais de um significado. Como a vez que eu confundi um grande coração com uma rachadura por um coração partido – até que a mulher caiu no chão com parada cardíaca. As vezes pode ser um pouco confuso entender. Mas as imagens em si nunca mentem. 

De qualquer forma, eu não acho que você tem que ser clarividente para saber que quando as  pessoas sonham em ter filhos elas normalmente pensam em termos de um pequeno enrolado, pequeno laço de alegria, e não uma adolescente de 1,60 m, olhos castanhos, cabelo da mesma cor com poderes psíquicos e uma tonelada de bagagem emocional. Então, por causa disso, eu tento ficar quieta, respeitosa, e longe do caminho de Sabine. 

E eu definitivamente não digo que eu falo com minha irmã morta quase todo dia.

Da primeira vez que Sofia apareceu, ela estava parada perto do pé da minha cama de hospital, No meio da noite, segurando uma flor com uma mão e acenando com a outra. Eu ainda não tenho certeza o que foi que me acordou,já que não foi como se ela tivesse falado ou fez qualquer tipo de som. Eu acho que senti a presença dela ou algo assim, como uma mudança no quarto, ou mudança no ar. 

A principio eu assumi que estava alucinando – só outra efeito colateral dos medicamentos  para dor em que eu estava. Mas depois de piscar um monte e esfregar meus olhos, ela ainda estava ali, e eu acho que nunca me ocorreu gritar ou pedir ajuda. 

Eu observei enquanto ela vinha para o lado da cama, apontou para o gesso cobrindo meu braço e perna, e riu. Eu quero dizer, foi uma risada silenciosa, mas ainda sim, não era como se eu achasse engraçado. Mas assim que ela notou minha expressão enraivecida, ela rearranjou  seu rosto e gesticulou como se estivesse perguntando se doía. 

Eu dei nos ombros, ainda um pouco infeliz com a risada dela, e mais do que um pouco assustada com a presença dela. E embora eu não estivesse inteiramente convencida que era realmente ela, isso não me impediu de perguntar, “Onde estão mamãe e papai e Buttercup?”

Ela virou a cabeça para o lado, como se eles estivesse parados ao lado dela, mas tudo que eu  podia ver era um espaço vazio. 

- Eu não entendo.

Mas ela só sorriu, colocou as palmas juntas, e inclinou a cabeça para o lado, indicando que eu deveria voltar a dormir.

Então eu fechei meus olhos, embora eu nunca tenha recebido uma ordem dela antes. Então  tão rapidamente quanto eu os abri e disse, - Hey, quem disse que você podia usar meu casaco?

E bem assim, ela desapareceu.

Eu admito, eu passei o resto daquela noite com raiva de mim mesma por fazer uma pergunta  tão idiota, superficial, e egoísta. Eu tive a oportunidade de receber respostas para as maiores perguntas da vida, para possivelmente ganhar o tipo de revelação que as pessoas especulam a séculos. Mas ao invés disso, eu desperdicei o momento repreendendo minha irmã por ter pego minhas roupas. Eu acho que velhos hábitos realmente não mudam. 

Da segunda vez que ela apareceu, eu fiquei tão agradecida por ver ela, que eu não fiz menção  nenhuma ao fato dela estar usando não só meu casaco favorito, mas também minha melhor jeans (que eram tão longas que a bainha ia até os tornozelos dela), e o bracelete da sorte que eu ganhei no meu aniversário de 13 anos que eu sempre soube que ela invejou. 

Ao invés disso eu só sorri e acenei e agi como se não tivesse notada, enquanto eu me inclinava  em direção dela e falava. “Então onde estão a mãe e o pai?”eu perguntei, pensando que eles iriam aparecer se eu só olhassem com mais força. 

Mas Sofia só sorriu e bateu os braços nos lados dela.

- Você quer dizer que eles são anjos? - Meus olhos se abriram em surpresa.

Ela virou os olhos e balançou a cabeça, se abaixando enquanto gargalhava silenciosamente.

- Ok, tudo bem, que seja - eu joguei meu corpo para trás contra os travesseiros, pensando que  ela realmente estava se fazendo, mesmo que ela estivesse morta. - Então, me diga, como é lá? eu perguntei, determinada a não brigar. - E você, bem, gosta, de viver no céu?

Ela fechou os olhos e ergueu as palmas como se estivesse balançando um objeto, e então de  lugar nenhum, uma pintura apareceu. 

Eu me inclinei para frente,olhando para a pintura que era certamente o paraíso, colocado em  uma moldura dourada, com várias arvores, e uma silueta de uma sombra em uma terra distante podia ser vista a distancia. 

- E porque você não está lá agora? - eu perguntei.

E quando ela deu nos ombros, a pintura desapareceu. E ela também.

Eu fiquei no hospital mais de um mês, sofrendo com ossos quebrados, uma concussão, hemorragia interna, cortes e machucados, e um corte bem profundo na testa. Então enquanto  eu estava toda enfaixada e medicada, Sabine foi sobrecarregada com a tarefa de limpar a casa, fazer os arranjos para o funeral, e guardar minhas coisas para a grande mudança. 

Ela me pediu para fazer uma lista dos itens que eu iria querer trazer. Todas as coisas que eu  poderia querer arrastar da minha perfeita vida em Eugene, Oregon, para uma vida nova assustadora em Laguna Beach, Califórnia. Mas fora algumas das minhas roupas, eu não queria nada. Eu só não podia agüentar uma única lembrança de tudo que eu perdi, já que não é como se uma caixa idiota cheia de porcarias trariam minha família de volta. 

O tempo todo em que eu estava presa naquele quarto estéril, eu recebi visitar regulares de  uma psicóloga, uns internos com um cardigan e uma pasta, que sempre começavam as sessões  com a mesma pergunta idiota sobre como eu estava lidando com a minha “profunda perda” (palavras dele, não minha). Depois ele tentava me convencer a ir para a sala 618, para sessão de terapia. 

Mas de forma alguma eu ia tomar parte nisso. De jeito algum eu podia sentar num circulo com  um bando de pessoas angustiadas, esperando por minha vez para dividir a história do pior dia da minha vida. Eu quero dizer, como isso poderia ajudar? Como poderia me fazer sentir melhor confirmar o que eu já sabia – que não só eu era solenemente responsável pelo que tinha acontecido a minha família, mas também que eu fui idiota o bastante, egoísta o bastante, e preguiçosa o bastante para perder tempo, vadiar, e procrastinar para fora da eternidade? 

Sabine e eu não conversamos muito no voo de Eugene para o Aeroporto John Wayne, e eu fingi que era por causa do meu luto e dos meus ferimentos, mas na verdade eu precisava de distancia. Eu sabia todas as emoções conflitadas dela,como por um lado ela queria tão desesperadamente fazer a coisa certa, enquanto no outro lado ela não conseguia parar de pensar: Porque eu? Eu acho que eu nunca me perguntei: Porque eu?

Na maior parte eu penso: Porque eles e não eu?

Mas eu também não queria arriscar magoar ela. Depois de todos os problemas que ela tinha  passado, me acolhendo e tentando prover uma boa casa, eu não podia arriscar deixar ela saber como todo o trabalho dela e as boas intenções eram um completo desperdício em mim. 

Como ela poderia só me largar numa velha lixeira e não teria feito a mínima diferença.

A entrada para a nova casa era um borrão no sol, mar, e areia, e quando Sabine abriu a porta e  me levou para o andar de cima para o meu quarto, eu dei um rápido olhar apressado então  murmurei algo que soava vagamente como obrigada. 

- Eu sinto muito por ter que deixar você assim - ela disse, obviamente ansiosa para voltar para o seu escritório onde tudo era organizando, consistente, e não tinha qualquer semelhança com o mundo fragmentando de uma adolescente traumatizada.

E no momento que a porta se fechou atrás dela, eu me joguei na cama, enterrei meu rosto em  minhas mãos, e comecei a chorar. 

Até alguém dizer, - Oh, por favor, da pra olhar pra si mesma?Você já viu esse lugar? A TV de tela plana, a lareira, a banheira que faz bolhas?Eu quero dizer, O-lá?

- Eu achei que você não podia falar? - Eu rolei e olhei minha irmã, que, por sinal, estava  vestida com uma roupa de corrida rosa da Juicy, Nikes dourados, e uma brilhante peruca de boneca da china.

- É claro que eu posso falar, não seja ridícula. - Ela virou os olhos.

- Mas das primeiras vezes – eu encarei.

- Eu só estava me divertindo um pouco. Então atire em mim. - Ela começou a andar pelo meu quarto, passando as mãos pela minha mesa, no novo laptop e novo iPod que Sabine deve ter colocado ali. - Eu não acredito que você uma estrutura dessas. Isso é tão injusto! - Ela colocou  as mãos nos quadris e ficou com raiva feia. - E você nem está aproveitando! Eu quero dizer, você já viu a sacada? Você se incomodou em ver a vista?

- Eu não me importo com a vista. - eu disse, dobrando meus olhos sob meu peito e encarando. - E eu não acredito que você me enganou daquele jeito, fingindo que não podia falar.

Mas ela só riu. - Você vai superar.

Eu observei enquanto ela caminhava pelo meu quarto, empurrou as cortinas para o lado, e lutou para destrancar as portas francesas. - E onde você está conseguindo todas essas  roupas? - eu perguntei, a olhando de cima a abaixo, revertendo de volta para nossa rotina normal de briga e discussão. - Porque primeiro você aparece com minhas coisas, e agora você está usando Juicy, e eu sei por fato que mamãe nunca comprou para você esse casaco.

Ela riu. - Por favor, como se eu ainda precisasse da permissão da mamãe quando eu só posso ir  para aquele enorme closet celestial e pegar o que eu quiser. De graça - ela disse, dando um sorriso. 

- Sério? - eu perguntei, meus olhos se alargando, pensando que soava um negocio muito bom.

Mas ela só balançou a cabeça e dispensou. - Anda, você tem que ver o quão legal é essa nova  vista.

Então eu o fiz. Eu levantei da cama, limpei meus olhos com a minha manga, e fui até a sacada.

Passando por minha irmã menor enquanto eu pisava no chão de pedra, meus olhos se alargando enquanto eu absorvia o cenário diante de mim.

- Isso é pra ser engraçado? - eu perguntei, olhando para a vista que era uma replica exata da  pintura do paraíso que ela tinha me mostrado no hospital. 

Mas quando eu virei para olhar para ela, ela já tinha desaparecido.



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