História Immutationes - Sangue Metamorfo - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Águia, Loba, Metamorfos, Raposa, Romance, Transformos
Exibições 1
Palavras 1.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Na imagem, o desenho do nosso belíssimo Mikael **♡** (não estou manifestando preferência hahaha)

Capítulo 3 - Sonho enferrujado


Fanfic / Fanfiction Immutationes - Sangue Metamorfo - Capítulo 3 - Sonho enferrujado

TAP, TAP, TAP.
Ouvi batidas na porta. Mudei de posição no colchão e embrulhei os pés, que estavam gelados.
TAP, TAP, TAP.

-Hnmmmm.

- Acorde, Sam! - Uma voz me chamou.

- Hnmm. - Resmunguei.

- Temos que ir lá ver a moto, lembra? - A voz perguntou com uma pontada de humor.

Demorei alguns segundos para processar essa informação. Quando entendi o que a pessoa disse, me sentei rapidamente. Era meu pai.

- Já estou indo!

- Se apresse. - Meu pai respondeu.

Levantei-me, indo em direção ao banheiro enquanto me abaixava para pegar a toalha que estava sobre uma caixa. Esfreguei os olhos e bocejei, mal prevendo minha queda.

Meu pé bateu em uma caixa dura e pesada e eu caí por cima da mesma, causando um grande barulho. Soltei um gritinho e depois me levantei, continuando minha corrida até o banheiro e pulando sobre uma caixa que estava na frente da porta.

- Tudo bem aí? - Ouvi meu pai perguntar de outro cômodo da casa.

- Tudo ótimo! – Gritei. Eu tinha mesmo que arrumar aquelas caixas, ou talvez a próxima queda envolveria a minha cara.

Coloquei o creme dental na escova de dentes enquanto tirava a roupa com a outra mão. Comecei o processo de higiene bocal enquanto a água gelada batia no meu corpo. Demorei cerca de cinco minutos no banho. Era um novo recorde.

No meu quarto, abri uma caixa qualquer com a etiqueta "roupas" e vi algumas peças abarrotadas. Peguei uma blusinha floral, uma saia jeans e meu all star. Borrifei um pouco de água na roupa, que estava com um pouco de poeira da viagem, graças à caixa mal lacrada por mim mesma. Borrifei mais perfume do que eu geralmente uso nas peças para disfarçar o cheiro e penteio meu cabelo rapidamente, arrancando vários fios no processo.

Parei em frente ao espelho. Meus olhos estavam um pouco inchados de sono e meu cabelo estava molhado. Dei de ombros. Não podia fazer muita coisa. Uma moto me esperava.

Fui até a cozinha dando pequenos saltos de entusiasmo, louca para encontrar aquela "duas rodas".

- Já está pronta? - Minha mãe estranhou. Ela estava tomando seu café enquanto assistia ao noticiário.

- Já. - Sorri e fui até a cozinha, que já estava toda arrumada. Nosso guarda-louça estava montado e brilhando em um dos cantos da cozinha e a mesa no centro também já estava recheada de coisas. Olhei para o relógio na parede e vi que já eram nove horas. Era mais tarde do que eu imaginei.

- Onde está o papai? - Perguntei.

- Está tirando a caminhonete. Disse que ia esperar você na entrada. - Ela disse sem desgrudar os olhos da TV.

Peguei uma fatia de bolo na mesa e corri até o lado de fora da casa. Saí e vi a caminhonete parada na entrada da Fazenda, mas sem sinal do meu pai.

- Pronta? - Ele surgiu atrás de mim e me assustou.

Soltei outro gritinho e quase me engasguei com o bolo mal mastigado na minha boca.

- Meu feus fai!- Eu disse com a boca cheia e com farelos e bolo sendo cuspidos para fora. – Quer me mafar do forafão?

- Vamos, sua gulosa. – Ele gargalhou e eu o acompanhei até a caminhonete prata.

Entramos no veículo e saímos da fazenda.

- Eu acho que você vai gostar dessa máquina. - Papai falou depois de alguns quilômetros.

- Já estou gostando. - Sorri com satisfação. Tirei alguns farelos de bolo que ficaram na saia enquanto imaginava a moto.

Papai desacelerou a caminhonete quando nos aproximamos da entrada de outra fazenda.

- Chegamos. - Ele anunciou.

- Que rápido!

- É bem perto.

Descemos e começamos uma curta caminhada até a fazenda. Era uma trilha bonita, o caminho era ladeado de árvores e grandes pedras brancas. Comparei com a entrada da nossa própria fazenda, que era um tanto sem graça e nem um pouco convidativa.

- Steven! - Um homem alto e bronzeado veio em nossa direção.

Para falar a verdade, bronzeado era um eufemismo. A pele do homem estava tão vermelha que tive que compará-lo com uma pimenta, mesmo sendo infantil. Partes do braço e do peito estavam brancas, marcadas pela camisa que ele estivera usando anteriormente. Eu podia ver isso por que ele usava uma regata agora. Seu rosto também estava vermelho e ao redor dos olhos vi a marca de um óculos de sol. Tossi para disfarçar o riso que escapou.

- Charlie! - Papai apertou a mão do homem em cumprimento, que fez uma careta, mas sorriu logo em seguida.

- E essa deve ser a sua Samantha, certo? - O homem me olhou de um jeito simpático.

- Sim, ela mesma. - Meu pai sorriu.

- Olá senhor Condell. - Sorri e estendi minha mão, que ele apertou logo em seguida. – O senhor parece... Queimado.

- Muito prazer em conhecê-la, garota. - O Condell disse em enquanto ria roucamente. – Isso foi resultado de uma pescaria mal sucedida.

Ergui as sobrancelhas, surpresa.

- Esquecemos o protetor solar. – Ele emendou.

Papai riu e eu o acompanhei, apesar de não ser tão engraçado assim. Aquelas queimaduras pareciam doer bastante.

- Mas acho que vocês estão aqui por causa da moto, certo?

- Certo. - Me pronunciei, ansiosa.

- Vamos, vamos. - Ele chamou. - Vamos conhecer aquela belezinha.

***

Seguimos o senhor Condell até um grande armazém, aos fundos da propriedade. A Fazenda em si era muito bonita, com um jardim encantador e prados cheios de gado. Não fiquei muito atenta a isso, os pensamentos focados apenas na máquina que me esperava.

- Meu garoto está trabalhando aqui dentro, então eu coloquei a moto para dentro também. - Senhor Condell explicou enquanto passava por cima de um monte de sucata.
O acompanhamos até o armazém, que era fechado e um pouco quente.

Lá dentro, algumas poucas janelas estavam escancaradas para deixar a brisa entrar. Dei uma olhada no local, mas não avistei nenhuma moto.

- Por aqui. - Condell chamou. Fomos até um canto do armazém, bem iluminado e arejado, e vi que um garoto estava trabalhando com um maçarico sobre uma grossa placa de aço. - Esse é o Mikael, o rapaz que eu disse que vai consertar a moto.

O garoto parou seu trabalho e ergueu os olhos para nós. Ele sorriu e tirou as luvas enquanto se aproximava.

- Olá pessoal. - Disse com uma voz animada. Tinha um sorriso caloroso e apertou nossas mãos em cumprimento.

Fiquei alguns segundos encantada com a beleza do jovem, seus braços bem definidos e seu corpo atlético. Os cabelos cacheados caíam sobre a testa molhada de suor e abaixo de grossas sobrancelhas havia olhos cor de âmbar irresistíveis.

- Eu dei uma olhada na moto antes de vocês chegarem. - Ele disse. - Coloquei ela ali atrás. Venham.

Meu pai e o senhor Condell começaram a andar e eu os acompanhei, um pouco mais devagar.

Eu sabia que garotos podiam ser bonitos, mas não sabia que podiam ser tanto assim. Comparei Mikael com Cam Slander, quase sem pensar, e decido tenho que parar de pensar nisso.

- Pare de pensar em garotos. - Me repreendi em voz baixa, quase sem notar. Eu fazia muitas coisas sem perceber.

- O que disse? - Mikael perguntou e os dois outros senhores olharam para mim.

- Ah, eu estava aqui pensando... Que é uma fazenda muito bonita. Foi o senhor mesmo que construiu aquele jardim? - Falei rapidamente.

Condell riu. Ele parecia gostar de fazer isso.

- Não. Eu a comprei assim mesmo. - Ele disse com sinceridade enquanto voltávamos andar.

Suspirei.
Garotos foram um problema no passado e tinha certeza que seriam problema no futuro também, mas eu evitaria isso o quanto eu pudesse, mesmo que ambos fossem uma TENTAÇÃO de pessoas.

- Aqui está. - Mikael anunciou, dando uma palmadinha no guidão da moto. - Está bem enferrujada e o tanque e o pneu frontal vão precisar ser trocados, mas fora isso, ela está perfeita. Se a gente trocar essas peças, polir e pintar, ela fica como nova.

Tinha certeza de que meu queixo estava no chão.

- Eu disse que ela estava um pouco acabada querida... - Papai começou a falar.

- Aí meu Deus! - Exclamei. - É uma Harley!

Mikael sorriu, divertido.

- Davidson Night Road Special. - Condell emendou.

Não me contive e soltei um gritinho agudo. Eu também fazia muito isso.

- Eu adorei. - Arregalei os olhos para o meu pai. Uma Harley? Era o meu sonho de anos.

Papai sorriu, um pouco convencido.

- Vou começar a mexer nela hoje, assim que voltar da escola. - Mikael disse, sorrindo para mim. - Você pode acompanhar o processo, já que você mora aqui perto e até aprender, caso tenha algum problema.

Sorri, satisfeita. Alguém parecia estar me testando e eu queria provar que havia mudado. Respondi ao rapaz:

- Seria ótimo.

Olhei para a Harley mais uma vez. Era irresistível. O garoto e o meu sonho enferrujado.


Notas Finais


Gente, vocês já viram uma Harley Davidson Night Road? Tenho que dizer: ESSA MÁQUINA É O MEU SONHO! ♡♡♡ Recomendo que vejam **♡**


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