História Imoral - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mamamoo
Personagens Hwasa, Moonbyul
Tags Colegial, Hwamoon, Hwasa, Moonbyul, Yuri
Exibições 65
Palavras 2.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minha primeira fanfic de Mamamoo, já as conheço à um bom tempo e por isso decidi fazer essa história dedicada ao meu shipp. Já logo aviso que vai ter um lemon yuri, se você não gosta ou sente nojo, não leia.


Boa Leitura.

Capítulo 1 - Sorrisos 1/2


Fanfic / Fanfiction Imoral - Capítulo 1 - Sorrisos 1/2

Um som estridente soava no pé do meu ouvido: a música alta de Ice cream cake com aquelas vozes cantarolando uma melodia suave e que me acordaram no primeiro som que saiu. Apalpei o criado mudo até encontrar o botão e o apertar fazendo a música parar no refrão e apenas o silêncio predominar no quarto. Mirei a janela com as cortinas abertas e os raios solares se esvaindo pelo meu quarto e dando a famosa coloração amarelada que tinha apenas de manhã, provavelmente 06:10 da matina. Levantei meu corpo da cama depois de tanto esfregar os olhos ainda com sono, eu estava com tanta preguiça de sair daquela cama confortável com minhas cobertas quentinhas, mas parece ter sido necessário, não queria levar mais uma falta. O banheiro ficava ali perto e apenas empurrei a porta e girei a maçaneta pra entrar, observei meu rosto na frente do espelho e as olheiras fundas e feias, teria de passar alguma base naquilo antes que alguém o visse e pensasse que fui espancada, não gostava que pensassem que eu era uma menina fraca, eu sempre me mostrava com espírito encrenqueiro e forte. Não tardei pra entrar no box e ligar o registro do chuveiro vendo o monte de água me molhando; o pior, a água estava fria pra caramba e meu corpo devia estar quente por causa das minhas roupas e a cama quente, o contato me estremeceu e eu soltei um urro. Prossegui meu banho me ensaboando com o sabonete que tinha um cheiro tão bom de uva, passei o shampoo e o condicionador que cheiravam à abacaxi, mas o shampoo tinha um cheiro de morango. Terminei o banho, pegando a toalha branca que pendia em cima do vaso e fui olhar o relógio. 06:20. Não estava atrasada, ainda me restava um tempo para me vestir, tomar o café da manhã, escovar os dentes, arrumar os matérias e ainda restaria mais um tempo para ir andando até a escola, mas teria de fazer tudo rápido antes das sete e quarenta chegar.

Quando terminei de vestir meu uniforme, pôr meu gorro e pentear meus cabelos lisos e loiros, calçar minha sapatilha formal e as meias brancas que eu fui até a cozinha e encontrei minha mãe fazendo o café enquanto olhava para a janela com o olhar vazio e sonolento, quando a mesma se virou tomou um pequeno susto ao me ver sentada na mesa arrumada e sem estar toda desajeitada como sempre estivera quando ia pra escola atrasada, eu sempre dormia muito e acabava me atrasando.

– Por que acordou cedo? – seus olhos vagavam por minha como se tentasse encontrar alguma mínima suspeita.

– Hoje eu estou me sentindo relaxada, sinto que nada irá interromper meu bom humor hoje – alarguei o sorriso no rosto e a mulher a minha frente tossiu irônica.

– Ainda desconfio de você, são raras as vezes que você acorda tão cedo assim, e também se arruma tão rápido e vem tomar o café – voltou seu olhar pro café que estava sendo feito e o pôs dentro do bulé de chá e depois pôs em cima da mesa, peguei a xícara de e pus um pouco do café e peguei o leite dentro da outra jarra, as torradas estavam quentes então peguei uma e mordi logo um pedaço e depois peguei um pouco da pasta de amendoim e mordi mais uma vez, estava uma delícia mesmo.

Minha mãe me olhava em estranhamento com seu olhar me perfurando enquanto eu apenas me mantia comendo o necessário e a quantidade que os coreanos normalmente comem: muito, mas apenas o que é bom. Não estava nervosa nem nada, a verdade é que aquele dia seria um dos melhores pelo simples fato de ser uma sexta-feira e segunda não teria aula por ser um feriado coreano, minha mãe não imaginava o quanto eu estava feliz em passar três dias apenas dormindo e fazendo sei lá o que enquanto assistia meus doramas, talvez eu fosse chamar Hwasa para vir aqui em casa, mas talvez eu não desse muita bola pra minha vida social, mesmo que eu vivesse na cola dela e sempre precisasse da mesma em meus planos maldosos ou brincadeiras com alguém da escola ou até mesmo os funcionários, eu era mesmo uma pirralha que me fingia de santa. Levantei-me da cadeira me despedindo da mulher que continuara sentada na cadeira se interessando em sua xícara de café. Fui rápida arrumando meus matérias escolares, se bem que quase que eu ia me esquecendo do livro de história e isso podia até ser um motivo para eu ficar de castigo, eu dei na sorte, não demorei para escovar os dentes e passar todos os meus perfumes costumeiros, quando já estava prestes a ir pra escola que eu parei e pensei se devia ou não usar o batom vermelho forte que, no que eu pensava, podia ser muito vulgar ou provocante, porém, por um momento eu percebi que não era muito de dar importância ao que falavam sobre mim e assim dei um passo para trás para pegar o batom e passar rapidamente sem ter que deixar nenhuma mancha ou erro, joguei-o dentro da bolsa caso quisesse passar novamente e assim fui andando calmamente até a porta de casa sem antes acenar e me despedir de minha mãe que agora estava sentada no sofá assistindo algum jornal.

Demorei um pouco pra chegar no colégio já que os grandes prédios ficavam na cidade e as casas coreanas eram como comunidades; juntas e que pareciam becos, pareciam até mesmo um quintal, mas eram um pouco largas. Fui ouvindo música em minha caminhada e enquanto os carros passavam na estrada, ao longe avistei o prédio gigante de uns quatro andares que era a minha escola, ficava em um meio de lugar vago e atrás da ponte e por isso eu tive de andar por várias ruas até chegar lá, me impressionei ao saber que o sino ainda não havia tocado e com o tempo que demorei para fazer tudo aquilo e ainda caminhar até o colégio eu pensei que já estivessem dentro de sala, mas pelo visto eu estava sortuda naquele dia. Andei até atrás da escola onde alguns alunos se encontravam sentados, eram muitos alunos, no meio de todos eles eu encontrei HyeJin sentada em uma mesa sozinha enquanto escrevia algo no caderno, basicamente um trabalho, reconheci-a por sua cabeleira curta e de cor salmão, aproximei-me da mesma e me sentei ao seu lado dando meu melhor sorriso, daquela vez estava sendo verdadeiro já que meu humor estava bom.

– Annyeong! – a garota me olhou de soslaio e deu o seu costumeiro sorriso de canto apenas para voltar a se concentrar em seu trabalho – O que está fazendo?

– Um trabalho – respondeu seca.

– Unnie, não seja seca comigo, eu fico tão triste – supliquei – Aigoo! – ela riu e fechou seu caderno e o guardou dentro da mochila junto de seus materiais.

– Não se preocupe, eu já terminei de fazer, só estava tentando terminar rápido pra conversar com você, sabe que não era minha intenção ser seca e séria – mirou-me com um sorriso amigável me puxando para seu colo acariciando-me os cabelos – Você é tão fofa, noona – enchi as bochechas e fiz um bico.

– Aigoo, não me deixe envergonhada, sua safada – brinquei e nós rimos juntas. Estar no colo da unnie é tão bom, daqui eu posso ter a ampla visão de seus seios que são grandes e convidativos, dá uma imensa vontade de apertar, mas sei que ela não gostaria disso.

De repente o sinal bateu e eu tive de sair de seu colo e fomos juntas até a sala de aula, eu podia até aprontar uma, mas naquele dia não estava com nenhuma vontade de fazer algo, só queria que aquele dia passasse e eu finalmente pudesse me jogar em minha cama e hibernar lá pelos seguidos três dias, mesmo eu tendo outros planos. Entramos na sala e nós sentamos na primeira fileira da sala perto das janelas e dos ventiladores e o ar-condicionado, eu havia ficado na frente e ela atrás de mim já que nossos nomes estavam nas duas cadeiras. Fiquei um pouco triste quando o professor entrou na sala e vi que era o de história, com certeza passaria um texto gigantesco no quadro e ainda copiaria nas paredes como bônus, eu me sentia esgotada com aqueles texto e a maldita letra que eu não entendia bulhufas do que estava escrito.

Resumindo: ficamos horas sufocadas naquela sala e, como eu dissera, copiamos um texto gigantesco sobre A Grécia Antiga, aquilo não me agradou muito e meu humor baixou 20% e daí eu fiquei com a minha normal cara de algum tipo de psicopata. Eu já estava com calor, mesmo que estivesse despejada naquela cadeira e debaixo de uma central de ar, eu ainda estava com um maldito calor. Me concentrei em terminar a droga do texto que mais parecia uma bíblia, mas senti alguém cutucar-me os ombros, virei o olhar para trás já sabendo quem era.

– O que foi? – perguntei, seca.

– O que acha de aprontarmos uma com o professor? – sussurrou no meu ouvido já que o professor estava com a mesa ali perto e a sala estava em um completo silêncio.

– Aish, pra mim tanto faz – mexi as mãos em desinteresse e voltei a copiar o texto que parecia não ter um fim.

Passou-se um tempo que ficamos naquela sala de aula e quando o sinal tocou eu apenas joguei meus materiais dentro da mochila, pus a mochila em apenas um braço e sai daquela sala junto de HyeJin colada em mim e fomos andando até a cantina, nos sentamos juntas em uma mesa e Hye se levantou só pra comprar nossos lanches, pois já sabia que eu não sairia dali tão cedo.

– Porra, eu estou com tanta raiva daquele professor maldito, não sou obrigada a copiar aquela droga de texto sendo que ele não passou nenhum exercício, então aquilo é desnecessário e uma perda de tempo infinita – ela nada disse, apenas concordou com a cabeça – Vamos logo, veremos o que vamos fazer com ele – me levantei da mesa e passei a andar saindo do refeitório e indo até a sala que estávamos antes.

Ao chegar na sala não havia ninguém nela, tive de aumentar meu sorriso, eu era mesmo uma mimada e não de vez em quando fazia isso com os professores sempre que levantavam a voz comigo, eu ficava calada, mas depois sempre acontecia algo com eles, a professora de educação física era uma atrevida por ser tão chata e fedida, aquela mulher não passava nem um sabonete e vivia fedendo à ovo podre. O professor não estava na sala e aquilo só facilitava ainda mais meu trabalho, não sabia muito o que iria fazer. Quando uma lâmpada se acendeu em minha cabeça que eu fui até a cadeira do professor e peguei minha garrafa de água despejando metade dela ali em cima, com certeza iriam pensar que ele teria urinado nas calças, seria constrangedor, acho que foi um bom plano. Fui até Hwasa e bati em sua mão como quem estava feliz, saímos correndo daquela sala antes mesmo que alguém nos visse e fôssemos pegas.

O sinal acabara de tocar novamente e fomos andando calmamente até a sala de Ciências com nossos sorrisos atrevidos. Nos sentamos juntas outra vez, a professora de Ciências chegou na sala atrapalhada e sorriu para todos os alunos mexendo em seu óculos. O que ela passou foi fácil e não tinha sido muita coisa, eu tive de copiar rápido e quando finalmente terminei fiquei por horas conversando com Hwasa, nossos assuntos eram sempre tão bobos, quando o sinal já estava para tocar que alguém bateu na porta da sala e eu percebi ser o diretor da escola pelo terno preto que usava.

– Com licença professora, queria que as alunas Moon Byul-Yi e Ahn Hye-Jin me acompanhassem até minha sala – eu gelei e apenas pude ouvir os baixos sussurros dos alunos ao redor, levantei da cadeira com meus materiais e Hwasa fez o mesmo que eu, sem antes me lançar um olhar nervoso, mas já devíamos estar acostumadas com aquilo.

Andamos juntos do diretor até sua sala e ele nos deu a ordem para sentarmos nas cadeiras à sua frente, sentei e bufei levemente irritada, alguém havia visto nós e simplesmente nos entregou. O grisalho pigarreou.

– Então, senhoritas. Ouvi falar que vocês aprontaram mais uma, não vou falar quem as entregou porque pra mim isso séria antiético, mas podem apostar que hoje ficarão depois da aula para limpar o ginásio inteiro, saibam que o professor de vocês ficou muito constrangido com aquilo e teve de suspender sua aula. Agora vocês podem começar logo, podem pegar os materiais de limpeza no depósito – disse e nos empurrou para fora da sala, estávamos ferradas e ainda teríamos de limpar o ginásio inteiro.

– Aigoo...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...