História Impasse - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello
Tags Camren
Visualizações 71
Palavras 497
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - The Loving


 

 

Ela me beijou.

Aquele singular beijo frágil e detido que geralmente precede algo muito mais intenso, uma pequena resposta ao meu apelo ansioso por ela. O corpo se encaixava no meu como duas peças de um quebra cabeças e os pés gelados pediam abrigo entre os meus — roubava o emprego do cobertor, descartado no chão, ressentido.

 

­ — Fica mais um pouco.

 

A frase foi um murmúrio suave enquanto ela se ocupava de roçar seu nariz em minha bochecha e depositar vez em quando leves beijos lá e cá. O cabelo castanho dançava entre meus dedos vagarosamente e seu silêncio tímido turvava nossas agonias. Podia morrer naquele pedaço de universo que era seu corpo.

 

— Fico.

 

Fico, porque seu jeito todo estranho de ver o mundo e essa boca de cereja me faz sublimar por dentro. E eu ficaria até a vida perder a cor e não fazer mais sentido guardar lembranças, até você finalmente desistir de mim e nossos segredos virarem fumaças. Não, ficaria mais. Insistiria, porque é o que os desesperados por amor fazem.

 

Fico.

 

A verdade sobre a sentença pairou no ar e rebolou até seus ouvidos. Ela sorriu culpada. O receoso castanho dos olhos me torturando cada vez fitados diretamente. Castigo merecido. Se apaixonar por alguém como Camila requer saber se quebrar por dentro e reconstruir-se milhões de vezes ao longo dos dias (ela me quebra de amor). E ela sorria. Camila sorria porque era só o que nos restava no mundo.

Sorrisos, beijos e o fracasso iminente.

E continuamos.

Sorrindo.

E ela toma café, tira a roupa, coloca os pés para cima e conta, canta, como somos fantasiosas. E eu beijo as pontas do seus dedos finos, ela lê minha boca e despe nossos medos. Desmonta com as mãos e reconstrói com a língua a incerteza de nós.

Somos impossíveis. Seus olhos falam e gesticulam e riem e gritam.

 

E eu amo seu jeito frágil e esperançoso, doce e sorridente. Amo quando grunhe e franzi a testa de raiva. Amo pelo simples fato de estar lá, teimosa. E eu a amo tanto tanto tanto por isso. Ambas somos teimosas, rebeldes e nossa causa é clichê e insana.

E agora, em seu quarto, abraçadas num desespero surdo, aguardamos uma tênue batida na porta, chamando para as responsabilidades reais. Ela me empurrará para longe, para que eu saia trôpega pela janela, não sem antes beijá-la e gravar aquele gosto na alma — ou onde quer que as melhores coisas da vida sejam gravadas. A mãe dela entrará no quarto, e o cheiro de sexo impregnado nas paredes e na cama passará despercebido.

 

O de sempre.

E não cansávamos disso.

 

Camila em sua fragilidade interminável meio milhão de vezes me fez questionar-me o que estávamos fazendo conosco. Eu me cobrava uma atitude, porque sair gritando para o vento que ela era minha parecia dolorosamente fora do alcance e insuficiente.

Não há, repito, não há nada pior que esconder nosso encanto. É um perigo. Me mata.

 

Mas somos impossíveis.

 


Notas Finais


bye.


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