História Imperfect Paradise - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magcon
Personagens Cameron Dallas, Matthew Espinosa, Nash Grier, Sammy Wilkinson
Tags Drama, Drogas, Romance
Exibições 81
Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E ai terráqueos viciados em fanfic's.
Pra quem ficou agoniado com o ultimo capitulo,
só digo uma coisa, não acabou não muhaha (risada maléfica).
Espero que gostem!!

Capítulo 28 - Running against time


Fanfic / Fanfiction Imperfect Paradise - Capítulo 28 - Running against time

SammyOn

Eu não parava quieto na minha cama, virava de um lado e depois pro outro, levantava o travesseiro e depois o abaixava novamente, tirava o cobertor e depois me cobria. Minha cabeça estava um turbilhão de pensamentos, tudo o que tinha acontecido mais cedo não me deixava em paz. Fiquei de barriga pra cima encarando o teto, olhei para minha mão, eu a tinha limpado, o que revelou machucados na mesma, e eu não sabia o que sentir em relação aquilo. Eu nunca tinha brigado com Mike, éramos quase como irmãos, quando criança nós brincávamos sem nunca cansar, na adolescência um ajudava o outro a chegar na garota que estava a fim, éramos parceiros. Eu estava no meu quarto pensando sobre o meu beijo com a Alisha, eu decidi ir conversar com ela, cheguei em seu quarto e a encontrei beijando Mike. Naquela hora tudo ficou vermelho, o meu sangue fervia e uma raiva sem igual tomou conta de mim, eu ataquei Mike sem pensar duas vezes, a raiva que eu sentia dele era maior do que qualquer coisa, eu nunca tinha me sentido daquele jeito, foi algo assustador.

Mas quando se tratava da Alisha eu era assim, não pensava duas vezes, era impulsivo e estourado, ela tinha esse efeito sobre mim, como uma droga, que me deixava fora de mim. E quando nos beijamos...foi como se algo explodisse dentro de mim, algo extremamente bom, eu nunca tinha me sentindo tão bem como na hora que eu a tive nos braços, sentindo seus lábios nos meus e poder tocar sua pele macia. Mas então o rosto dos meus pais apareceu na minha mente. Ela era a minha irmã, mesmo que não fosse de sangue, ela era a minha irmãzinha, aquilo não era certo. Então, contradizendo tudo que eu sentia naquela hora, eu me afastei e disse o que não queria, que era errado. Acredite, eu não sabia se aquilo tinha sido mais difícil e doloroso pra mim que falei ou pra ela que ouviu, todo aquele brilho nos seus lindos olhos azuis, se apagou. Alisha era provocativa, ela sabia como me deixar louco em gestos simples como morder os lábios, ou ate mesmo, simplesmente sorrir. Algumas noites eu ficava em claro pensando nela, e quando dormir, eu tinha sonhos com a mesma, e tudo que eu mais queria no dia seguinte era que esses sonhos se concretizassem, mas então eu via meus pais, “Bom dia meus filhos”, “Cuida da sua irmã”. Não, não.

A Alisha já tinha me irritado algumas vezes, mas na maioria, ela estava lá pra me ajudar quando eu precisava, ela até levou a culpa de dirigir embriagada por mim, só porque eu estava bêbado de mais e por ser maior de idade eu seria preso. Depois do nosso beijo, eu e ela não nos falamos mais, tinha sempre aquela tensão entre nós, era estranho e incomodo. Eu sai para pegar limões para as minhas tias prepararam uma limonada, quando eu vi a Alisha dando banho nos animais e eu si mesma. O seu sorriso era a coisa mais linda, ele iluminava todo o lugar, sua risada era contagiando, a suas roupas molhadas estavam coladas e seu cabelo todo molhado e bagunçado, sabe quando tudo começa a passar em câmera lenta? Então, foi isso que aconteceu, eu estava tendo a visão do paraíso. Mas então ela me encarou, nossos olhares entraram em contado, foi ai que percebi o quão bobo eu devia parecer olhando para ela, desviei o olhar e voltei a fazer o que devia.

Ela tinha beijado Mike, e eu estava furioso com ela, pra mim eu nunca a perdoaria, ela tinha me dado uma grande facada. Mas então deitado naquela cama eu pensei, será mesmo que eu estava furioso com ela? Ou estava furioso comigo? A Alisha não escondeu o que sentiu quando nos beijamos, mas eu...eu tive medo e por isso disse que era errado, depois disso ela beijou meu primo. Uma luz começou a entrar pela janela, peguei meu celular e vi que eram apenas 05h30min da manha, eu não ia dormir mesmo, então decidi descer. Passei pela porta do quarto da Alisha e parei, eu só queria entrar lá para resolver as coisas, mas meu orgulho era muito grande pra isso. Cheguei na cozinha e meu avô já estava lá, colocando um corpo na pia.

_Bom dia- disse e percebi que o mesmo se assustou um pouco.

_O que faz acordado há essas horas?- perguntou em quanto eu lhe dava um beijo na testa.

_Não consigo dormir, muita coisa na cabeça- disse simplesmente, ele logo saberia do que se tratava, assim como todo mundo, bufei ao pensar na confusão que daria.

_Quer conversar?-perguntou colocando suco em um copo e estendendo para mim.

_Agora não- disse pegando o copo e dando um sorriso desanimado.

Dei meu primeiro gole, o que me aliviou muito, não percebi que a minha garganta estava tão seca. Um relinchar forte foi ouvido do lado de fora, eu e vô Ben nos olhamos com as testas franzidas. Estava chovendo muito, os trovões deviam abafar o barulho do relinchar dos cavalos no estabulo. Vô Ben logo saiu para ver o que estava acontecendo, o segui na mesma hora. Ao abrir a porta gotas de água foram respingadas em nossas caras, não dava pra se ver quase nada com aquela chuva.

_Ali- vô Ben apontou para alguma coisa e desceu as escadas da sacada e começou a correr em direção daquela coisa.

Eu não sabia o que ele tinha visto, mas não podia deixar ele sozinho, então corri na sua direção. O relinchar ficava cada vez mais alto assim que nos aproximávamos, foi então que eu consegui ver. Ing estava preso na lama, ele relinchava desesperado, tentando ficar em pé, mas o mesmo sempre caia. Eu logo fui ajudar meu avô a tira-lo dali.

_Como ele saiu?- tive que gritar por causa da chuva e trovões, fiz força para levantar o animal extremamente pesado.

_Ele não saiu Sammy, alguém o tirou, ele não conseguiria sair do estabulo sozinho, muito menos colocar a sua própria rédea- disse meu vô fazendo uma ultima força, conseguindo assim tirar o cavalo da lama.

_Mas os únicos que podem encostar nele são você e a Alisha- disse já me afastando do cavalo arisco, ele era perfeito pra Alisha.

_Sammy, não fui eu que tirei ele.- disse ele e me encarou sério.

Se não tinha sido meu avô, a única que podia era Alisha, mas se Ing estava aqui, onde ela estava? Sai correndo de volta para a casa, nem dei bola de estar todo molhado e com lama nos meus pés descalços, eu só precisava ter certeza que a Alisha estava em seu quarto. Subi as escadas correndo, escorreguei algumas vezes, mas nada me parou. Abri a sua porta com força, olhei para sua cama toda desarrumada, e não a vi.

_O que esta acontecendo?- ouvi minha mãe perguntar com a voz sonolenta.

Meu coração começou a acelerar, meus lábios tremiam. Alisha não estava em seu quarto, tudo indicava que ela tinha saído com Ing no meio daquela chuva, e só ele tinha voltado. Ouvi latidos vindo do quarto de Annie, a porta se abriu e Max saiu na disparada, descendo as escadas como louco. Ele e Alisha tinham uma conexão e eu sabia que os cachorros conseguiam sentir quando algo estava errado, ele podia saber onde ela estava. Sai correndo pelas escadas, mal consegui ouvir meus pais me chamarem. Cheguei ao lado de fora e comecei a procurar Max, e como se estivesse me esperando, Max latia na entrada da floresta, sai correndo na sua direção.

_Alisha. Alisha- eu gritava o mais alto que eu podia.

Mil e um pensamentos começaram a passar pela minha cabeça. Ela estaria bem? Estaria machucada? O pensamento dela poder estar machucada em algum lugar, nesse frio, apertava me coração. E então Max parou, ele cheirava alguma coisa no chão que eu não conseguia ver, me aproximei mais até conseguir ver o cabelo loiro e a pele branca de Alisha. Me ajoelhei ao seu lado. Alisha estava inconsciente, estava pálida e com os lábios roxos, segurei sua mão e me assustei com o quanto ela estava gelada, botei a mão em seu rosto e só me preocupei mais quando percebi que ela estava fervendo de febre. O pavor tomou conta de mim, tudo o que eu menos queria tinha acontecido, Max não parava de choramingar, ele acariciava a dona com o focinho na tentativa de acorda-la. Sem demorar mais, peguei a mesma no colo e sai correndo de volta pra fazenda. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas podia ser sério, eu usei todas as minhas forças para não cair nas possas de lama, eu não podia cair com ela em meu colo, eu a levaria sem mais nenhum arranhão. Na saída da floresta, consegui ver meu avô e meu pai, ambos com as testas franzidas, ao me verem, arregalaram os olhos.

_O que aconteceu?- perguntou meu pai segurando o rosto de Alisha.

_Eu não sei, eu e Max a encontramos assim- disse ainda segurando a pequena em meu colo, eu não a soltaria tão fácil.

_Ela esta congelando, leve ela pra dentro de casa- disse meu vô com a voz firme.

Fiz na mesma hora o que ele pediu, eu e meu pai corremos com ela em direção da casa, onde minha mãe e algumas tias estavam na sacada, os olhares confusos.

_Minha filha. O que aconteceu?- minha mãe tampou a boca com uma mão, seus olhos maternos mostravam muita preocupação com a filha inconsciente em meu colo.

Meu pai abraçou a minha mãe em quanto eu entrava na casa, e foi como se alguém tivesse me envolvido com um cobertor quente. Tia Shelley me mandou a colocar perto da lareira, para a esquentar mais rápido. Todos estavam na sala, olhando preocupados para Alisha, que ainda não havia acordado, a única coisa que nos dava certeza que ela estava viva, era os seus batimentos e a sua respiração, mas os mesmos estavam muito fracos.

_O que aconteceu?- ouvi a voz fina de Mel perguntar atrás de mim.

_Crianças, voltem lá pra cima, não quero que vejam isso- disse Annie com a voz ainda meio rouca, todos deviam ter acordado com todo o barulho.

_Mas a tia Alisha...- disse Mel com a voz manhosa.

_Ela vai ficar bem. Agora vão- disse Annie mais firme.

Ela ficaria mesmo bem? Ela não parecia melhorar, sua pele ainda continuava pálida, seus lábios roxos tremiam. Meus olhos começaram a lacrimejar, eu não podia a perder.

_O que esta acontecendo?- de novo essa pergunta, mas dessa vez veio de Mike.

_Meu filho, o que aconteceu com você?- perguntou minha tia Olivia, sua preocupação ficou maior ainda.

_Não importa agora, ela vai ficar bem?- era claro que Mike estava tão preocupado quanto qualquer um ali.

A porta se fechou, logo depois meu avô apareceu na minha frente. Meu avô era veterinário, mas ele sabia um pouco sobre como cuidar das pessoas, era sempre ele que tirava os ferrões de abelha de mim. Ele começou a revistar Alisha, abrindo seus olhos para ver suas pálpebras, segurando seu rosto e depois seus braços, parecendo procurar alguma coisa. Ele passou a mão pelo braço dela, e então parou, ao levantar a mão pude ver o liquido vermelho. Ele levantou rápido a manga do moletom, nos dando a visão de dois furos no braço de Alisha.

_Meu Deus. Ela foi picada por uma cobra, temos que levar ela pro hospital, agora.- meu vô se levantou desesperado.

Todos começaram a falar, minha mãe chorava atrás de mim em quanto meu pai a abraçava, Annie saiu para pegar o carro, seria difícil sair naquela chuva, mas precisávamos tentar, era a vida da Alisha que estava em jogo. Tia Shelley se aproximou e começou a passar um pano úmido na testa de Alisha, ela estava ardendo em febre. Ela estava tão frágil, aquela visão chegou a me aterrorizar, sua boca estava um pouco aberta e seus olhos permaneciam fechados, era como se tivesse algo em minha garganta, meu coração parecia que ia saltar do meu peito, eu não podia a perder, lágrimas começaram a cair dos meus olhos.

_Por favor, fica comigo.- sussurrei acariciando seu rosto, as lagrimas não queriam parar de cair, eu estava com muito medo.

_O carro já esta lá fora, temos que ir agora mesmo- disse meu avô em quanto enfaixava a parte do braço onde havia sido picada.

Sequei as lagrimas em meus olhos e me preparei para a levantar, fiz isso com facilidade. Meu pai abriu a porta da frente, o vento gelado me arrepiou, minha mãe me acompanhou ate o carro com um guarda chuva a cima das nossas cabeças, eu queria dizer que aquilo só atrapalhava, já estávamos molhados, mas ao ver sua cara de pavor, achei melhor ficar quieto. Tia Shelley abriu a porta de trás do carro.

_Sammy...-meu pai se aproximou com as mãos estendidas.

_Não.- disse mais alto do que devia- Eu não vou deixar ela dessa vez, eu vou junto- os únicos que tirariam ela dos meus braços seriam os médicos, mais ninguém. Meu pai olhou pra mim por uns segundos, parecendo surpreso, mas depois de um suspiro ele balançou a cabeça positivamente, entrei no carro.

Annie iria dirigindo, já que ela era a mais rápida e igualmente cuidadosa na estrada, e atrás foi apenas eu e Alisha, meus pais e os outros viriam logo atrás. No momento que a porta do carro se fechou, Annie pisou no acelerador e foi. Por mais que eu tentava ser positivo, vários pensamentos ruins passavam pela minha cabeça. Não sabíamos a hora que ela saiu, ou quando foi picada, podia ter sido a pouco tempo e assim ela teria uma chance, ou não, e já podia ser tarde de mais. Eu a segurava firmemente, suas costas em meu colo e sua cabeça sendo sustentada pelo meu braço, ela continuava pálida e gelada, seus lábios estavam ainda mais roxos. Levei minha mão livre até seu rosto, sua única parte quente, e acariciei delicadamente.

Eu não queria aceitar aquilo, mas se fosse tarde de mais, talvez aquela fosse a ultima vez que eu a veria, era muito doloroso pensar nisso, meus olhos novamente começaram a lacrimejar. Mas aquela vida não era um conto de fadas, onde eu a beijaria a fazendo despertar, aquilo era vida real, onde a Alisha estava lutando para sobreviver, onde estávamos correndo contra o tempo, e poderia não ter um final feliz. Comecei a pensar no dia que a conheci. Eu estava conversando com Skate pelo Skype, eu estava nervoso com a ideia de ter uma irmã caçula.

_Cara, você precisa me contar como foi com a Steissy.- Skate estava histérico, só pelo fato de eu ter ficado com uma das garotas mais gostosas da escola.

_Foi selvagem, ela não é nem um pouco a garota “santinha” que finge ser. Mas sabe...foi só sexo- dei de ombros, não era grande coisa pra mim.

_E você fala como se isso fosse ruim- Skate disse indignado.

_Não foi, mas...as vezes eu queria outra coisa.

_Tipo suruba? Porque eu já fiz, e é muito bom.

_Skate não. Eu não precisava saber disso.- fiz uma careta, mas no final acabei rindo- Não só sexo. Tipo, eu queria uma garota que estivesse comigo em todos os momentos. Queria poder ficar numa tarde chuvosa com ela deitado na cama, assistindo um filme ou coisa assim.

_Nossa- a cara de Skate estava paralisada na tela do meu computador, sua boca estava aberta mas dela não saia nada, até que todo aquele espanto virou uma careta. –Eu achava que tinha amigo homem, não viado.

_Esquece vai. Esqueci que você não entende disso- todo o clima fofo que eu tinha criado tinha ido por agua a baixo, fui obrigado a rir.

_Ok, mas vamos conversar disso depois, viadinho- Skate riu, depois pegou um cigarro.

_Ok.

_Mas e ai, é hoje que a sua nova irmã chega? Seus pais falaram alguma coisa?- perguntou acendendo seu cigarro.

_Meus pais falaram que ela é meio problemática. Não sei o que esperar de uma garota que passou 10 anos da vida num orfanato.

Me deitei na cama e comecei a arremessar uma bola de futebol americano para cima, meu notebook estava do meu lado, Skate fumava em seu quarto, já tinha me acostumado com o fato do meu melhor amigo fumar, não adiantava falar mesmo.

_Você sabe como ela é pelo menos?- perguntou Skate e depois deu uma tragada.

_Não, meus pais não falaram nada sobre isso. Mas do que importaria?- revirei os olhos, eu estava realmente desconfortável com a chegada da minha “nova irmãzinha”.

_”Do que importa?”. Vai que ela é gostosa?- disse Skate e soltou a fumaça.

_Ela vai ser minha irmã, mané.

_Eu sei disso. Mas eu to falando por mim.

_Não vou deixar você se aproveitar da minha irmã caçula.

_Qual é Sammy, nem conhece a garota e já vai dar um de irmão super protetor?

_Idiota.

_Babaca.

Rimos com a idiotice dos dois. Logo depois ouvi meus pais me chamando, Skate acabou ouvindo, ele olhava pra mim curioso.

_Vai lá tigrão- disse e nos dois rimos, abaixei a tela do computador e saltei da cama.

Parei na frente da porta, tentando me acalmar para não mostrar o nervosismo, não queria passar uma primeira má impressão, então respirando fundo, eu abri a porta. Emily apareceu na minha frente, ela estava tão animada, a mesma não conseguia parar de falar sobre a nossa nova irmã um segundo que quer, sendo assim ela foi a primeira a sair do quarto. Indo em direção a escacada, tentando parecer animado, olhei para baixo onde apenas vi longos cabelos loiros e roupas do tipo swag, ela olhava para todo lado, parecendo examinar o lugar, até que seus olhos incrivelmente azuis se encontraram com os meus.

Algo estranho eletrizou todo o meu corpo, eu não sabia o que pensar, tudo se transformou em um misto dentro de mim, como se triturasse várias emoções deixando tudo confuso. Eu não conseguia parar de encará-la, mesmo quando ela desviou o olhar para Emily que foi a abraçar. Ela era linda sem ser vulgar, de um jeito único, seus olhos...ah os olhos, como podia haver olhos tão bonitos? Cheguei no final da escada e meu pai logo colocou a mão nas minhas costas e começou a me aproximar mais dela.

_E esse garotão aqui, é Sammy- me apresentou, ela apenas ergueu a sobrancelha de um jeito descontraído.

_Oi, e ai- foi a única coisa que consegui falar. Ela me olhava com um olhar intimidador, como se me avaliasse para uma luta, tentando descobrir o melhor jeito de me nocautear. Dei meu melhor sorriso para disfarçar, e ela sorriu de volta, um sorriso que iluminou todo o lugar a minha volta, até que ela voltou a ficar séria, mas aqueles poucos minutos onde ela sorriu, fez o meu coração bater mais rápido.

O carro foi parando, olhei para frente e pude ver apenas uns borrões das luzes do hospital. No momento que Annie estacionou o carro, eu abri a porta e sai correndo com Alisha em meu colo, Annie veio logo atrás. As portas automáticas da entrada do hospital se abriram quando eu me aproximei, revelando um hospital cheio, pessoas doentes por todo o lado e médicos correndo pra lá e pra cá.

_Precisamos de ajuda- gritei o mais alto que podia, tentando ser ouvido no meio de todos os outros gritos, choros e gemidos de dor.

_O que aconteceu?- um médico se aproximou rapidamente, três enfermeiros trouxeram a maca, onde deitei Alisha com cuidado.

_Picada de cobra- disse ligeiramente, meu peito ardia.

_Quanto tempo desde a picada?- perguntou o medico examinando ela, abrindo seus olhos e iluminando com uma lanterninha.

_Não sabemos-disse e na mesma hora o médico me olhou com os olhos arregalados.

_Levem ela agora- ordenou o médico, os enfermeiros logo começaram a empurrar a maca.

_Eu quero ir junto.

_Não, espere aqui- o medico me barrou e logo depois saiu correndo na direção dos enfermeiros.

E então, sumindo depois de uma porta, a minha Alisha se foi. Eu não sabia se ela sobreviveria ou não, apenas sabia que se não, uma parte de mim morreria junto com ela. 


Notas Finais


Não sei vocês mas eu estou destruída com esse capitulo.
É muito bom quando vocês comentam, vocês não imaginam como eu fico feliz,
me motiva bastante. Então comentem e favoritem.
E pra quem ainda não sabe, a fanfic tem um trailer, muito foda, deem uma conferida.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SSF04iRm2Do
Espero que tenham gostado, vejo vocês no próximo capitulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...