História Imperfeitos - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Ordem, Agnes Hawke, Beleza, Futuro, Imperfeitos, Mortes, Perfeitos
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Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa história está sendo postada em 3 plataformas. Wattpad, Social e Nyah apenas por mim.

Avisos:

=> A história se passa no futuro.
=> Apesar de saber que existe um livro com o tema parecido, eu não me inspirei em nenhum momento em livro algum.
=> Imagino os personagens principais como a Amanda Seyfried e o Zac Efron, mas vocês são livres para imagina-los como quiserem.
=> A historia não vai ser focada no romance, mas ele acontecerá e será puxado para o lado sexual, atração, sedução.
=> Quero abordar assuntos como os padrões de beleza.
=> Terão momentos bem violentos.
=> Tentarei abordar alguns fatos verídicos, por isso vou pesquisar ao máximo antes de o fazer.
=> Eu, Gabbie Ledger não apoio certas praticas que aparecerão nessa historia.
Por fim, espero que gostem<3

Capítulo 1 - Prólogo.


Lisa apertou seu casaco contra o corpo enquanto andava pelas ruas desertas do Gueto Oeste de Beauty City. O barulho de seu salto alto batendo contra o asfalto molhado é um dos únicos ruídos que podem ser ouvidos naquela noite fria e silenciosa.

Seus dentes rangiam e ela encolhia seu corpo diante do sereno que a abraçava naquele momento de tensão. Lisa estava com muita pressa, e tinha um motivo para tal correria, não poderia ficar na rua por mais tempo. Ela precisava encontrar um abrigo e rápido ou chegar em casa.

Estava muito tarde e as leis do governo eram bem claras quanto ao toque de recolher no Gueto. Qualquer cidadão pego perambulando por ai depois do toque era devidamente castigado da forma mais dolorosa possível pelos Embelezadores. E Lisa não queria sofrer as consequências por ter se atrasado para pegar o último ônibus que ligava o Gueto e a Metrópole.

Ficou até mais tarde trabalhando no ateliê de costuras da perfeita madame Collette. A mulher a encarregou de fazer o vestido de seleção de uma perfeita muito influente em Beauty. Lisa precisava se sair excelente nesse trabalho e isso rendeu várias horas costurando, procurando pela perfeição do modelito inspirado em...uma princesa, seja lá o que isso fosse. Acabou passando do horário e perdeu seu meio de transporte.

Teve que ir andando até o outro lado da cidade.

Suas mãos estavam calejadas e ela desejava chegar em casa para poder consertar o estrago que horas de trabalho duro lhe renderam. Ninguém podia vê-la feia ou machucada. Ficariam horrorizados.

Mulheres devem ser delicadas e terem mãos de fadas.

Pelo menos as mulheres Perfeitas que viviam na metrópole. Os ricos ficavam dentro dos muros de vidro erguidos na intenção de separar as categorias de Beauty City.Os Perfeitos, os lindos e os bonitinhos. Que não eram nem feios e nem lindos.

Mas estavam no padrão exigido pelo governo. Com muito custo, mais estavam.

Lisa sabia que não era a garota mais bonita de seu colégio preparatório. Seus olhos eram muito separados, e costumavam dizer que a sua boca tinha um volume estranho demais para o padrão ideal. E considerando o peso das outras meninas, Lisa parecia uma baleia ambulante perto delas.

O medo dela era ser jogada fora como uma Imperfeita.

Nunca havia visto um imperfeito de perto. E não sabia exatamente como eles eram. Mas tinha certeza de que não eram agradáveis e que de alguma forma, eles eram como o lixo de Beauty City. Nunca deixavam o resto da população terem contato com algum deles. Se descobrirem que há um imperfeito vivendo entre os cidadãos Perfeitos, não importava sua classificação ou nível de popularidade.Nem mesmo o dinheiro ou poder o salvavam.

Os Embelezadores iriam matá-lo. E assim com seus cúmplices.

Um dos únicos casos de imperfeitos na metrópole foi registrado na semana passada, quando o filho da presidente da ordem foi declarado como inválido e encaminhado para o campo de concentração onde colocavam os imperfeitos com traumas.

Isso era apenas um exemplo de que a lei estava acima de todos.

Embelezadores deixam o mundo mais bonito. Constituem o sistema que separam as frutas podres das boas.

E todos os apoiavam. Era uma decisão coletiva.

Lisa leu em algum lugar, que antigamente, antes da revolução da Beleza, que eles eram chamados de policiais. Pessoas que serviam ao seu estado e protegiam aqueles que precisavam.

Mas hoje em dias eles parecem carrascos.

Haviam alguns casos de imperfeitos no Gueto Oeste, mas logo eram resolvidos pela patrulha que rondava os bairros pobres. Eles eram menos intolerantes e não tinham paciência com os bonitinhos. A regra era simples: Descumpram a lei e vão pagar por isso.

Nem que fosse da maneira mais injusta.

Na verdade, os casos de imperfeitos no gueto eram bem mais frequentes porque não tinham tantos recursos para conseguirem se manter intactos e sem nenhum arranhão. Todos trabalham duro nas fabricas e missões que são designados pelos postos  de AAC.

A cada semana os bonitinhos eram destinados a um tipo de função diferente na metrópole. A função era escolhida pelos agentes da AAC, que nos testavam para saberem em quais profissões eles sairiam bem. Alguns bonitinhos tinham sorte e mudavam de classificação, subindo para Lindos. Mas eram poucas as vezes que isso realmente acontecia.

 Passar pelos postos se tornava obrigatório quando os  jovens completavam quinze anos. Lisa pegava missões desde os quinze e agora com dezesseis, estava quase sendo classificada para uma profissão definitiva. Os adolescentes do Gueto deviam trabalhar mais cedo para bancarem seus gastos com a beleza. E ela gostava de acreditar que eram como a coluna dos perfeitos. Se os bonitinhos não fizessem todo o trabalho, Beauty City estaria em ruínas.

Com um suspiro doloroso, ela parou de andar e retirou os saltos que faziam parte do seu uniforme. Ela não entendia o porque dos padrões de beleza serem tão rigorosos e dolorosos. Na verdade, Lisa tinha uma idéia bem diferente dos outros.

Olhou para o seu próprio pulso e clicou nele, onde apareceu um holograma de um relógio. Faltavam cinco minutos para que a patrulha começasse a andar pelas ruas.

Agora assim ela se sentia um pouco mais desesperada. Ouviu o barulho da sirene e soube que se não corresse, seria pega. Lisa virou em um beco e olhou para trás, com medo do que poderia acontecer.

Correu em direção ao lado leste do gueto, onde ficava sua casa. Faltava apenas um quarteirão para que ela finalmente estivesse segura. Os moradores do gueto, a medida  em que a sirene de alerta ficava mais alta, fechavam suas janelas e alguns encaravam Lisa correndo por entre as colunas da ponte por onde o trem passava.

- Atenção! – A voz robotizada berrava nos alto-falantes. – Atenção!

A respiração de Lisa estava descompensada e sua garganta fechava a medida que seu tempo acabava.Ninguém a ajudaria. Todos eram egoístas e superficiais demais para se importarem com os outros.

Seus pais deveriam estar preocupados e com medo do que poderia ter acontecido com ela. As coisas em sua casa andavam muito estranhas. Seu pai não saia do quarto há pelo menos uma semana e sua mãe vivia tendo devaneios.

Tudo depois da consulta mensal que ambos foram.

Lisa não tinha obrigação de ir nelas ainda. Mas passaria a se tornar obrigatório quando ela tivesse dezessete. Elas serviam para que a ordem controlasse e avaliasse as pessoas. Para detectarem imperfeições ou qualquer tipo de anomalia.

Ela estava quase salva. Precisaria virar apenas mais uma rua e veria sua casa.

Mas ao fazer isso...

Lisa parou completamente. Estancou-se em seu lugar e não moveu mais nenhum músculo sequer. Estava paralisada. Horrorizada e chocada demais para fazer qualquer coisa.

As viaturas reluzentes dos embelezadores estavam paradas em frente a sua casa. E havia pelo menos quatro deles parados com enormes armas tecnológicas e brilhantes em sua varanda. Podia vê-los com seus uniformes brancos e engomados, com o rosto perfeito sem nenhum tipo de defeito. Eles eram lindos. Lindos e cruéis.

Pareciam bonecos feitos de porcelana.

Logo a porta da frente abriu revelando um homem com estatura mediana, cabelos loiros penteados para trás perfeitamente e sua expressão era serena. Ele trajava uma roupa negra, diferente dos demais e isso mostrava o que ele era.

O ceifador.

Lisa sentiu seu sangue sumir do rosto e se escondeu atrás de uma pilastra. Suas mãos estavam tremendo e sua cabeça doía. O homem trocou algumas palavras com o restante dos embelezadores e entrou no carro, partindo dali e voltando para o conforto da metrópole.

Ela ficou escondida até que eles foram finalmente foram embora. E em passos lentos e medonhos, Lisa se aproximou de sua casa, sentindo o bile subir por sua garganta e o medo atravessando suas veias em doses grandes e dolorosas.

Podia sentir o cheiro de...

O cheiro de sangue ao chegar na varanda.

A porta estava entre aberta e rangeu quando Lisa a empurrou. Estava tudo escuro ali dentro, nenhuma luz acessa a não ser pelo cheiro de fogo na cozinha. Vindo provavelmente do fogão.

- Mãe? – chamou ela. – Pai?

Nenhum dos dois respondeu. Lisa tateou a parede em busca do interruptor e o encontrou depois de alguns segundos. Seus olhos se arregalaram ao ver a destruição deixada para trás. Estava tudo quebrado e havia um liquido vermelho espelhado pelas paredes e pelo chão.

Os olhos de Lisa ardiam a medida em que ela avançava pelo corredor, seguindo o rastro no chão e que ia até o quarto de seus pais. Ela colocou a mão na maçaneta e tremendo, empurrou a porta.

Lisa caiu de joelhos sentindo uma dor explodir em seu peito. Ela se controlou para não vomitar tudo ao ver a cabeça de seu pai em cima da cama, como um troféu. E na parede que antes era branca como a neve, encontrava-se uma frase com enormes letras escritas em vermelho.

Nenhum imperfeito será tolerado.

Foi então que ela sentiu uma pancada forte na cabeça e caiu desacordada no chão.

 


Notas Finais


E ai? Gostaram?

Xoxo, Gabbie<3


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