História Império de Sangue - Capítulo 6


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Athena Hunter, Drogas, Império, Justin Bieber, Mortes, Queen Of The South, Rainha Do Tráfico, Sangue, Trafico, Tragedias
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Palavras 2.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaaa!
Tudo boom?
Mais um capituloooo! <3

Capítulo 6 - Prisoner.


Fanfic / Fanfiction Império de Sangue - Capítulo 6 - Prisoner.

“Sou prisioneiro do meu vício, sou prisioneiro da minha vida que é tão vazia e fria." -  Prisoner, The Weeknd.

 

Dallas, Texas – Estados Unidos.

25 de Junho de 2015.

15:12 am.

Athena’s Hunter Point Of View.

 

Eu sempre fui uma criatura livre.

Pode parecer que não, mas no fim da noite eu sempre ia ao terraço de casa e ficava olhando o céu. Era um momento tão sereno e confortante que se tornou meu porto seguro. Mas hoje, eu sentia que não haveriam mais céus estrelados.

Apenas um céu nublado com risco de tempestade.

Eu sabia exatamente o que acontecia com as prostitutas nas boates comandadas por traficantes. Elas eram forçadas a fazer tudo. Eram drogadas, abusadas, até mesmo mortas por clientes e seus fetiches. Quando eu tinha dezesseis anos, Kenna havia me explicado como esse sistema deles funcionavam.

Ela disse cada detalhe. Fiquei horrorizada, incapaz de olhar para tudo isso.

Mas agora, eu seria exposta a isso. E eu me recuso virar uma cadelinha comendo na mão desses imbecis. Se tem uma coisa que eu ainda vou ter, é a minha dignidade. Pattie não vai tirar isso de mim.

- Precisamos fazer seu passaporte. – Ouvi a voz do tal Justin perto de mim.

- Eu já tenho passaporte. – Parei de divagar e o fitei. – Vários.

Ele me encarou como se pouco importasse o que eu dizia.

- Não te dei permissão para abrir a boca. – Respondeu por fim. – Se posicione aqui e não se mexa.

Mordo minha língua, me segurando para não responder da pior maneira possível.

Fiquei no lugar que ele mandou e olhei para a câmera que ele focava em mim. O barulho do flash indicou que ele havia tirado a foto e que disso eu já estava livre. Pattie apenas observava tudo com seus olhos críticos e avaliadores. Ela me lembra uma naja, pronta para dar o bote.

- Aqui estão. – Kenny disse colocando um balde em cima da mesa. – Vinte e seis saquinhos de cocaína.

Fitei os saquinhos um tanto que enjoada. Mas não demonstrei isso. Eles eram pequenos o suficiente para que eu conseguisse os engolir. Isso me deixava morta de raiva. Todos os meus parentes foram levados embora por causa desse maldito pó. Jolene, Kyle e Kenna agora não passavam de memórias.

- Já sabe o que fazer. – Pattie disse virando a cabeça para o lado. – Os engula.

Respirei fundo, sabendo que eu não poderia fraquejar.

Peguei o primeiro saquinho e o coloquei na boca, sentindo minha garganta arder fortemente quando ele desceu, provocando uma vontade louca de vomitar. Fiz o mesmo com o segundo, o terceiro, e o quarto saquinho. Todos me olhavam, achando que eu bateria a mão na mesa e pediria para parar.

Continuei.

Quando percebi estava no décimo oitavo saquinho.

Quase vomitei.

Respirei fundo me forçando a continuar.

Falta mais um.

Fito Pattie e ela tinha quase um sorriso no rosto. Quase.

O faço.

- Pronto.

Tento controlar minha respiração que está um pouco descompensada. Isso devido ao esforço que eu tive que fazer para engolir vinte e seis saquinhos de cocaína que poderiam arrebentar dentro do meu corpo.

- Não beba nada e nem coma, você tem trinta minutos antes que eles arrebentem. – Kenny diz sério.

- Justin sabe o que fazer, apenas os siga e veja se não morre antes de entregar minha mercadoria. – Pattie disse fria. – Vão agora, George não pode partir sem a cocaína. Vamos vê se você realmente presta para alguma coisa.

Se fosse algum tempo atrás, eu teria dado uns belos tabefes em seu rosto perfeitamente maquiado. Essa mulher é um demônio.

- Como quiser.

Sigo Justin acompanhada de vários seguranças. Não é como se eu fosse conseguir fugir. Talvez se eu conseguisse roubar a arma dele e o ameaçar...

Não. Observando tudo silenciosamente, conclui que ele deve ser de extrema confiança da Pattie, pois ela ficou mais tempo conversando com ele do que com os outros. Matá-lo seria difícil e talvez eu me ferrasse se tentasse.

As grades do galpão são abertas, revelando o lugar por onde eu corri mais cedo. Um camaro preto estava estacionado ali, fazendo minha boca cair. Eu sempre quis um carro desses. Por conviver com carros e motos a minha vida inteira, todos os automóveis eram a minha paixão.

- Não se impressione muito. – Ouvi Justin dizer. – Entre logo, não temos todo o tempo do mundo.

Bufei e abri a porta do carro, sentando naquele estofamento maravilhoso.

Justin entrou em seguida, após trocar algumas palavras com Pattie.

- Coloque o cinto se não quiser voar para fora. – ele avisou dando partida. – Temos alguns minutos para entregar os pacotes ou você morre.

Rolo os olhos.

- Isso é ironicamente confortante.

Fiquei levemente impressionada com a velocidade que ele corria pelas ruas. Tentei gravar ao máximo o caminho do galpão até o centro da cidade. Seria necessário quando eu tentasse fugir de novo.

- Vai acabar causando um acidente se continuar dirigindo assim.

Justin fez uma curva tão forte que eu literalmente quase bati minha cabeça no vidro.

- Apenas fique quieta.

Humpft!

Idiota.

Eu estou com medo, de fato. Eu não quero morrer e posso garantir isso. Não teria fugido de Nova Orleans se quisesse caminhar para os braços da morte. Mas aparentemente, a morte quer caminhar do meu lado.

Respirei fundo tentando não pensar nisso.

- Como está se sentindo? – perguntou e eu o olhei.

- Como se sentiria se estivesse sendo mantida em cativeiro por uma mulher louca?

Ele estava de óculos, mas pude vê-lo erguendo as sobrancelhas.

- As drogas.

- Não sei como me sentir. – respondo por fim. – Morrendo é que não estou. Não agora.

Ele ultrapassou um ônibus e ouvi o barulho do carro freando quando quase beijamos a dianteira de um caminhão. Justin respira fundo, parando o carro e ficando mudo por um segundo e então me olhando.

- Não vai dar tempo. – disse sério. – Vomita isso.

Arregalei os olhos levemente.

- Não!

- Acho que você é surda. – concluiu tirando os óculos. – Você vai morrer, vomita logo tudo!

Abro a boca chocada.

- Eu prometi a Pattie que entregaria essas drogas e vou entregar.

- A Hailey não foi a primeira a morrer, vai por mim, e não vai ser a ultima. Se quiser continuar viva é melhor me ouvir.

Respiro fundo e me inclino em sua direção.

- Volte à dirigir. – murmuro rente ao seu rosto. – George vai receber essa maldita droga.

Ele me olhou como se eu fosse louca. Apenas negou com a cabeça e deu ré com o carro, indo em direção a outro caminho.

- O aeroporto é para o outro lado!

- Eu sei o que estou fazendo.

Respondeu apenas.

Novamente a corrida começou.

Fito o terço balançando bem na minha cara.

- Que irônico isso, você é religioso?

Minha cabeça estava doendo.

- Cada um tem sua fé. - respondeu. - Mas o carro é roubado. 

Ele parou o carro quando chegamos ao enorme aeroporto internacional de Dallas. Não o esperei e abri a porta do carro, correndo para dentro daquele lugar com ele ao meu alcanço. Logo Justin me ultrapassou e foi retirar as passagens que precisávamos. Entramos na fila e meu corpo estava tremendo. Não sei se é por causa das drogas ou meu medo de dar algo errado. Havia uma mulher na nossa frente e quando ela saiu, logo foi nossa vez.

- Viu? – Justin disse parecendo aliviado. – Eu não falei que daria tempo, querida?

O olho quase que chocada.

Ah, ele está encenando para a mulher que quase está babando nele.

Ridículo.

A mulher sorriu e nos entregou as passagens de volta.

Tivemos que passar no detector de metais, onde colocaram nossas malas em uma esteira. Eu passei e um senhor de idade conferiu se não havia nada de errado comigo. Confesso que estava tensa por causa do cão farejador que estava sentado perto do guarda.

- Vamos!

Saímos rapidamente e corremos, sendo que eu estava sendo puxada por ele que é mais rápido. Eu estava quase entrando em um banheiro.

- Não. – ele negou. – Aqui.

Apenas funcionários.

Entramos no lugar e eu vi uma pia de dois lados. Mal esperei e corri vomitar.

Eu simplesmente odeio vomitar qualquer coisa. Sinto como se fosse morrer enquanto fazia isso. Justin limpava os sacos e os colocava dentro de um balde.

- Eu não consigo mais. – admito balançando a cabeça. – Não consigo.

- Falta apenas um!

- Não sai!

Droga. Literalmente.

Escutei o barulho de algo quebrando e então o gosto de sabão na minha boca. Ele havia jogado sabão na minha boca!

Me inclinei a pia vomitando.

- Viu? Não foi tão difícil.

Limpo minha boca.

- Vai se foder. – coloco minha mão na testa. – Temos quantos minutos?

- Quatro. – juntou as coisas. – Vamos.

Saímos dali e seguimos por um corredor longo. Um homem que estava escorado na pilastra começou a andar tranquilamente e esbarrou em Justin, pegando a mala com a cocaína. Continuamos andando tranquilamente e descemos pela a escada rolante.

Havia dado certo.

Eu consegui.

 

   *****

 

 Pattie me olha de sobrancelhas erguidas.

- Meus parabéns. – disse com seu tom irônico. – Conseguiu fazer o que mandei.

Estamos novamente na sala que parecia de interrogação.

- Posso continuar a ajudando. – falei baixo. –Carrego quantas drogas precisar. Mas quero algo em troca.

Ela ergueu as sobrancelhas.

- Acho que você não está em posição de exigir nada.

- Eu sei. – rebati. – Mas o que é um negocio, sem acordos?

Pattie batucou suas unhas vermelhas na mesa.

- Continue.

- Eu como sua cegonha e você me dá proteção do Corvo.

- Então realmente está fugindo dele?

- Estou e você sabe disso. Mas não tenho nada relacionado com o que minha tia fez. O Corvo quer me usar de exemplo para os outros e eu não estou disposta à me sacrificar por algo que eu não fiz.

Preciso sair daqui, mas não posso fazer isso sem que eles confiem em mim.

- Pesquisei um pouco sobre você. Contrabandeava coisas em Nova Orleans.

Ergo as sobrancelhas.

- Então deve saber que sou boa no que faço. Sou ágil, esperta e provavelmente muito mais inteligente que suas outras cegonhas. Não vou ser uma peso morto.

Pattie abriu um sorriso maníaco.

- Está vendendo sua alma para mim, você sabe disso?

- Minha alma foi vendida no momento em que Corvo matou a minha família.

- Muito bem, temos um acordo então. – Suspirou abrindo um largo sorriso. – Mas quero que saiba de algo antes.

Se inclinou para frente.

- Não importa quem você foi ou deixou de ser. Neste momento você trabalha para o tráfico. Para a minha família. E aqui, você será tudo o que eu quiser, fará tudo o que eu mandar, sem contrariar ou resmungar. É o preço que você vai pagar por ter entrado no meu caminho.  – se levantou. – Sorria, Athena. Você está mais um dia viva. É muito mais que qualquer uma já conseguiu. Você tem a minha misericórdia, agora, seja útil e crescerá aqui dentro.

E assim ela saiu.

Tombei a cabeça para o lado, avaliando a minha situação.

Ah, eu vou ser muito útil.

 

 ****

 

- Sobre essa garota que você está procurando, Jeremy. – Pattie Mallette falava ao celular, enquanto bebericava um copo de whisky. – Quanta mão de obra eu devo colocar na procura dela?

Ela estava em sua boate luxuosa enquanto observava as pessoas dançando de seu escritório privado com luzes vermelhas. Pattie estava pensativa.

- O máximo de pessoas que você conseguir, meu amor. – ele respondeu sério. – Caçar essa garota se tornou questão de princípios.

Pattie respirou fundo e dedilhou seu copo.

- Viva ou morta?

- Viva de preferência.

Pattie estreitou os olhos.

- É a ultima vez que vou perguntar, querido. – Pattie murmurou. – O que ela tem de tão importante?

Ela pode ouvir a risada dele.

- Eu já te falei. – disse. – Ela e a família me roubaram. Ninguém me rouba e sai impune.

Pattie coçou a sobrancelha.

- Entendo.

- E você? – ele perguntou. – Não sente falta de casa?

Um sorriso tremeu nos lábios dela.

- Tanto quanto você.

- Então por que não volta? – ele perguntou. – Volte para nossa família.

Pattie tombou a cabeça para o lado.

- Sabe que não somos mais uma família. Não enquanto continuar com essa idéia ridícula de se tornar governador. – ela respondeu acida. – Ela não parece muito importante para você.

- Patrícia...

- Chega disso. – Pattie o interrompeu. – O Justin te mostrou minha proposta para os novos termos de entrega?

- Sim, mostrou. Pesado, não? – Jeremy continuou. – Eu vou te dar um pequeno desconto. Questão familiar, você sabe.

- Ah, meu amor. Se você recusar meus termos não teremos uma separação nada amigável. Tudo o que você tem, eu ajudei construir.

O clima entre eles era tenso.

- Pattie, você já conseguiu arrancar muito de mim. Levou nosso filho com você para Dallas, e o transformou em seu capacho. Sabendo que ele deve ficar ao lado do pai e assumir os meus negócios.

Pattie respirou fundo irritada.

- Justin veio comigo porque quis, Jeremy. Não tenho culpa se você não tem influencia com ele. Agora, meus termos são muito sérios. Foi assim que desenvolvi um negocio grande como este.

- Creio que, você tem sorte por não ter concorrentes em Dallas.

- Com isso eu deveria supor que você concorda com meus termos?

- Me sinto muito amigável hoje. – respondeu ele. – Doze meses, será o tempo.

E então desligou. Pattie trincou os dentes e fechou a mão em um punho.

- Ela conseguiu. – Justin surgiu em seu escritório.

Ele se sentou na poltrona de frente para ela.

- Seu pai concordou com a nossa proposta.

Ele ergueu as sobrancelhas.

- Isso é algo bom, não? – ele disse. – Mas você não me parece muito satisfeita.

- É claro que é bom...- Ficou pensativa. – Mas não é feitio do seu pai ceder tão facilmente. Ele gosta de me testar.

- Talvez ele queira que você veja o quão bom ele está sendo e a convença a voltar para casa. – disse irônico. – Fazer as pazes.

- Ou talvez ele ache que perderemos tudo antes do ano que vem. – o fitou. – Sabe a garota, Athena Hunter, quero que fique de olho nela. Acho que ela pode valer mais do que eu pensei. Fale com ela.

Justin pegou uma cartela de cigarro e colocou na boca, entediado com o que sua mãe dizia. Pra ele, a garota poderia se jogar do abismo e não seria importante.

- E por que isso?

- Ela precisa confiar em você. Seja amigo dela, diga que fugir é um mal negócio e que se ela ficar, ganhará mais do que pensa. E que falar com a policia seria uma má idéia devido ao histórico de contrabando que ela tem. Que  mais cedo ou mais tarde, seu pai vai encontrá-la. Se ela quiser morrer, deve ir. Mas que caso queira viver...ficará comigo.

 Bieber soprou a fumaça lentamente.

- Vou ter que virar babá de uma cegonha?

Pattie sorriu.

- Essa garota dará mais trabalho do que você pensa. – pegou sua bolsa. – Cuide de tudo e lembre que seu pai não pode desconfiar que eu estou a protegendo. Também garanta que ela não saia da linha.

Ele respirou fundo e acenou com a cabeça para Pattie que saia da sala.

Seus pais estavam em guerra e ele escolheu o lado de sua mãe.

A questão é; Ele escolheu certo?

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado<3


Xoxo, Gabbie<3


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