História Impossible Love - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Star Wars
Tags Luta, Romance, Star Wars
Visualizações 71
Palavras 2.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus jovens Padawans!
Como o prometido estou eu aqui, postando mais um capítulo para vocês! Espero que gostem, porque eu gostei muito de escrevê-lo.
Desculpem qualquer erro.

Boa leitura!

Capítulo 27 - Together Again


 

 

 

 

 

Três dias, três longos e quentes dias se passaram naquele planeta abafado, Katuunko que me perdoasse, ele estava sendo o mais hospitaleiro possível, sempre muito educado e gentil comigo, mas eu não conseguia gostar daquele lugar de forma alguma. Não dava. Toydaria havia entrado na minha lista de planetas que não queria mais visitar na vida, estava empatado em segundo lugar com Naboo, já que em primeiro lugar ficava por conta da árida Tatooine.

Como disse, haviam se passado três dias, mais do que eu esperava passar longe de casa, mas foi necessário já que Mestre Yoda havia sido convocado para ir a Utapau resolver alguns problemas diplomáticos, nada que uma conversa amigável não resolvesse. Mas foi por esse motivo que tive de ficar ali por mais um dia cuidando da supervisão da construção da Base.

Eu juro que eu não queria ser tão enjoada para situações climáticas, queria muito gostar de lugares quentes e tudo o mais, mas minha única vontade era de dar um belo catiripapo em um por fazer aquilo comigo, me deixar mofando naquele planetóide era demais! E o pior de tudo é que eu sequer podia culpar alguém por aquele imprevisto, coisas assim aconteciam a todo o tempo e eu tinha de aceitar as consequências, afinal eu havia escolhido ser Jedi e ajudar quem precisava.

- Parece um pouco abatida jovem Jedi – ouço a voz do rei atrás de mim me tirar de meus pensamentos homicidas.

- Um pouco – olho para trás colocando meus braços atrás das costas.

- Por que? Alguém de meu reino lhe aborreceu? – o seu reino me aborreceu!

- Não, nada disso – dou uma resposta rápida – é só que... Não estou acostumada a lugares quentes e abafados.

- Está ficando doente por causa do clima? – pareceu surpreso com minha resposta e um pouco preocupado.

- Não doente, mas atordoada – aponto – estou acostumada a lugares frescos e arejados e aqui... Bem... Aqui é bem diferente disso – disse um pouco hesitante e não querendo ofendê-lo – desculpe-me Majestade, mas esse clima não me é agradável, não leve para o lado pessoal, isso é um estado de espírito meu.

- Entendo – abaixa sua cabeça parecendo pensativo – se desejar retornar para o Templo Jedi para se recuperar pode me informar, é melhor não deixá-la piorar, não sabemos a que ponto seu desconforto pode chegar... Isso pode lhe causar alguma doença.

- Ainda não posso retornar, Mestre Yoda foi convocado a Utapau e enquanto não retornar, não posso partir – respondo derrotada.

- Irei me comunicar com o Conselho, você não pode e nem deve permanecer aqui neste estado – declarou seriamente – sua saúde vale mais do que qualquer negócio.

Nossa, Rei Katuunko me fazendo mudar de opinião sobre os Toydarianos hein! Nunca pensei que algum dia seria tão agradecida a alguém de sua raça como naquele dia.

- Fico lisonjeada com sua consideração para comigo senhor – sorrio um pouco, tentando soar simpática.

- Não há de que – sorri energético - vá arrumar suas coisas senhorita, pois irá voltar para casa ainda hoje.

- Tudo bem – abro meu melhor sorriso – obrigado mesmo senhor, lhe serei eternamente grata!

- Vá criança e cuide de sua saúde...

Faço uma leve reverencia educadamente e lhe dou as costas seguindo de volta para o palácio, onde estávamos hospedados. Eu juro que eu estava feliz por poder ir embora, sei lá, era como se fosse alérgica a temperaturas extremas.

 

 

Quando terminei de arrumar minhas coisas esperei até que me chamassem e quando isso ocorreu segui para a área de desembarque da cidade para esperar pelo Jedi que iria ficar em meu lugar e juro que me surpreendi ao chegar lá e me deparar com ninguém menos que Obi-Wan.

- Obi! – exclamo alegre me aproximando a passos largos e rápido em sua direção.

- Ah, olá Mira! – me cumprimentou vindo até mim também.

- Rei Katuunko foi rápido – digo surpresa ao parar em sua frente.

- Rei Katuunko? – franze seu cenho confuso.

- Sim, ele disse que entraria em contato com o Conselho para que mandassem outro Jedi em meu lugar – expliquei a situação.

- Mestre Windu me enviou para ajudá-los na supervisão da construção da Base – cruza seus braços em seu peito – mas... Por que você iria embora?

- Este lugar é muito abafado para minha linda pessoinha e eu detesto isso – faço uma careta de desespero ao continuar – eu tô passando mal aqui.

- Ah minha amiga – ele ri de meu estado – você não toma jeito não é mesmo?! – balança sua cabeça negativamente.

- É sério Obi-Wan, eu realmente estou passando mal, juro que se ficar mais um dia aqui vou parar em um hospital por desidratação!

- Tudo bem – tornou sua expressão séria – se é assim tão grave, vá embora e repouse um pouco e por favor, ao chegar em Coruscant informe ao Conselho sua situação – pediu ele – e me faça um favor...

- Pode deixar que eu cuido do Ani – respondo antes de ele terminar sua frase.

Ele não havia trazido o garoto e como ele ainda era um Padawan não iria ficar sem um Mestre ao seu lado e nem poderia. Sem dizer que Obi o tinha como um irmão mais novo e faria de tudo ao seu alcance para cuidar de Anakin.

- Somente três anos e me conhece tão bem! – estufa o peito orgulhoso.

- Você é um dos meus melhores amigos Obi-Wan, é quase como uma obrigação eu saber praticamente tudo sobre você – isso e mais de dez anos de filmes de Star Wars.

- Tem razão – sorri pelo nariz – agora vá, se não só irá piorar.

- Certo – retribuo o sorriso para ele e o abraço apertado – boa sorte amigo.

- Obrigado – beija o topo de minha cabeça – e você se cuide, quando voltar quero vê-la inteira.

- Tudo bem papai – me solto dele – até mais!

- Até – acena com uma mão enquanto me afasto dele.

Entro na nave em que ele havia chegado ao planeta e sigo para a sala do piloto, onde havia um dos muitos clones pertencentes a República.

- General? – ele se pôs em pé ao me ver chegar.

- De volta a Coruscant, por favor – respondo firme.

Ele concorda silenciosamente e se senta novamente na poltrona do piloto, me encaminho para um dos assentos e praticamente me jogo nele, esperando a nave decolar.

 

 

Na metade do caminho já estava entediada de ficar em silêncio e fazendo vários nada, então peguei meu comunicador em meu bolso e chamei por Anakin.

- Mira? – ele estava confuso.

- Onde você tá Skyfora? – pergunto apressadamente.

- Almoçando – dá de ombros – por que?

- Eu tô voltando para Coruscant – melhor economizar saliva – você pode me buscar no desembarque?

- Claro que posso! – exclamou parecendo muito satisfeito – Você já tá chegando?

- Tô na metade do caminho e estou muito entediada – suspiro cansada.

- E eu com saudade – sussurra – você disse que ficaria dois dias e já se passaram três dias.

Pois é, nós éramos o casal reverso, ao invés de eu morrer de saudade e carência quando estávamos distantes, ele é quem tinha os ataques! Pra ter uma noção, no segundo dia ele me ligou dizendo que não aguentava mais ficar sem mim ao seu lado e que não via a hora de eu voltar para o Templo.

Não que eu não estivesse com saudade dele, eu estava... Mas não era do tipo garota romântica e apaixonada que tem de mostrar seus sentimentos a todo momento ou então chorar a cada vez que o cara fala alto com você... Eu estava mais para o tipo que não liga muito para coisas fofas e adoráveis, longe de mim!

- Eu sei, eu sei, me desculpa, é que aconteceram alguns imprevistos – encolho meus ombros – Mestre Yoda foi chamado em Utapau para uma missão diplomática e me incumbiu a tarefa de ficar supervisionando a construção da Base – já havia dado essa explicação a Rei Katuunko mais cedo, com menos detalhes obviamente, mas a mesma explicação.

- Mas o Conselho enviou o Obi-Wan – franziu as sobrancelhas confuso.

- Eu sei e é só por isso que estou voltando... Agora vou desligar porque se não vamos chamar muita atenção.

- Tudo bem, até daqui a pouco – solta um leve sorriso – Abusada.

- Até Skyfora – sorrio de volta, me sentindo feliz por poder revê-lo.

Desligo meu comunicador e o guardo outra vez no bolso, suspiro uma vez mais e fixo meu olhar na parede de ferro a minha frente. Eu estava cansada, irritada e um pouco enjoada, mas ainda sim, feliz por saber que em pouco tempo veria meu lindo namorado outra vez.

Disse que não era romântica, não que não tinha sentimentos!

E pensar nele fazia o tempo passar mais rápido, na verdade passar meu tempo com ele era o mesmo que pedir que o meu tempo voasse, estávamos juntos a CINCO meses, isso é mais tempo do que eu já havia gostado de qualquer garoto, não que eu fosse do tipo fácil que goste de um menino agora e daqui a cinco minutos eu goste de outro, isso não. É que simplesmente nunca havia gostado de alguém como gostava de Anakin, na verdade eu o amava e não tinha coragem de dizer.

Suspiro novamente e cruzo meus braços fechando meus olhos pensando quem eu queria enganar, eu estava morrendo de saudade dele também, mas provavelmente não admitiria isso em voz alta... Era pedir demais da minha adorável pessoa.

 

 

- Senhora, acorde – sinto alguém me chacoalhar suavemente.

Lentamente abro meus olhos e me deparo com um ser andando em um uniforme branco e preto e usando um capacete no mesmo estilo a minha frente. Eu havia dormido? Nossa, nem havia percebido... Bom, pelo menos eu sei o que acontece quando não tem ninguém por perto para compartilhar meus pensamentos.

- Hum... Obrigada soldado – passo minhas mãos em meu rosto tentando afastar o sono.

- Não há de que Generagl – volta a sua postura ereta – já pousamos em Coruscant senhora.

- Sério? – o encaro com a maior cara de lesada existente.

- Sim senhora, e sua mala já está do lado de fora com o senhor Skywalker – nossa, até parecia um robozinho falando.

- Certo – me ponho em pé a sua frente – obrigado novamente e já está dispensado dos seus serviços por agora – arrumo minha roupa em meu corpo.

Ele assente e vai para o outro lado da nave, enquanto eu sigo em direção a saída a passos lentos. Ao chegar a porta ela automaticamente se abre e a minha frente avisto Anakin, parado lindamente com um enorme sorriso em seu rosto, todo radiante em me ver.

Olho preocupada para os lados e ao perceber que ninguém estava olhando para nós, corro para seus braços, o abraçando fortemente.

- Ah como eu estava com saudade do seu cheiro – ele murmura com o rosto enterrado em meu cabelo.

- Tudo bem – afundo meu rosto em seu peito também sentindo seu cheiro, misturado com o seu perfume – eu também senti.

- O que? – ele me solta e me encara surpreso.

- Não vou repetir isso uma segunda vez no dia e em voz alta – respondo brincalhona, mas na verdade não era nem para eu ter dito uma primeira vez – e aí, como passou esses dias?

- Hum... Vou listar – cruzou seus braços – nossa cama parecia completamente vazia sem você lá ao meu lado, quando algo me surpreendia ou acontecia e eu queria compartilhar com você eu acabava lembrando que era impossível e eu queria morrer, não tinha ninguém para conversar, principalmente sobre as coisas bobas que só nós nos importamos, por exemplo o porque de eu espirrar toda vez que eu olho para o céu ou porque olho para o teto quando estou entediado – pega um pouco de fôlego antes de continuar – e em um resumo, qualquer coisa que eu fizesse ou visse era motivo para me lembrar de você.

Isso só com três dias longes hein.

- Meu Deus! – exclamo surpresa pelo tanto de coisa que ele disse – Pensei que fosse a única a sentir vontade de espirrar sempre que olho para o céu.

- Não é não – ele sorri satisfeito.

- Bem, agora eu estou de volta, então podemos compartilhar esses momentos bobos juntos outra vez – abro um sorriso doce para ele, mas só depois de conversar com o Conselho AND tomar um bom banho.

- Mestre Windu acabou de partir para Felucia com Mestre Ki-Adi-Mundi para supervisionar a construção de uma nova base médica – me informa.

- Nossa, tá todo mundo ocupado mesmo hein – franzo meus lábios.

- Sim, é um processo importante para essa guerra – cruzou os braços – mas não se preocupe, ele logo voltará, talvez em um dia ou dois – deu de ombros.

- Certo – faço um biquinho pensativa.

- Agora... Sobre esse seu banho – sua feição se transformou em um sorrisinho malicioso – eu posso o providenciar e até fazer mais se quiser...

- Ah seu safado cretino – lhe dou um tapa no braço, não realmente brava com ele, mas sim gostando da ideia.

- Nós temos um acordo se não se lembra – se abaixou um pouco para ficar na mesma altura que eu – tudo o que eu quiser.

- Com restrições – ergo meu dedo em riste.

- Com restrições – ele rola seus olhos voltando a sua posição anterior – então... Vamos?

- Vamos – concordo e começo a andar.

- Como foi em Toydaria? – questiona curioso ao me acompanhar.

- Só tive ação no primeiro dia – dou de ombros – Conde Dukan mandou a aprendiz dele para nos matar, mas fomos mais rápidos.

- Asajj Ventress? – ele olhou para mim de olhos arregalados.

- A própria... Aparentemente eles queriam os Toydarianos do lado Separatista – suspiro relembrando o quão cansativo foi lutar com aquela vadia – se eu não tivesse chego a tempo, acho que Rei Katuunko estaria morto uma hora dessas.

- Então você salvou o dia? – olhou orgulhoso para mim.

- Não! Se Mestre Yoda não tivesse destruído os droides que Ventress enviou para nos matar eu não teria conseguido cumprir minha missão – eu tinha certeza que ele havia feito aquilo de propósito, só me enviando na frente para ver o meu potencial e até que ponto eu aguentava a pressão.

- Que bom que ele destruiu os droides não é?!

- Sim, muito bom...

E então o silêncio sepulcral se instalou entre nós, não que não houvesse nada a ser dito, havia muita coisa, o problema é que estávamos em público, falar de nosso relacionamento fora de quatro paredes seria perigoso e falar sobre minha missão seria mais perigoso ainda, existia inimigos em todos os lugares só esperando o momento certo para dar o bote.

Caminhamos alguns minutos mais, até chegarmos em um dos veículos do Templo – porque sim, nós temos veículos de transporte, lide com isso! – me sentei perto da entrada e Anakin a minha frente e em poucos segundos estávamos sobrevoando a cidade.

- Juro que não me canso da visão dessa cidade – digo sem nem pensar.

- É linda não é? – concorda comigo.

- Muito – o encaro – mas Kashyyyk é mais.

- Acho que alguém virou fã dos Wookies – me zoou.

- Querido meu melhor amigo é um Wookie – pobre Chewie, ele ainda deveria estar esperando notícias minhas.

- Pensei que eu fosse o seu melhor amigo – comenta ciumento.

- Você já ocupa outro cargo em meu coração Skyfora – lhe dou uma piscadela sorrindo de lado – e não seja ciumento, estamos falando de Wookies seu bobo.

Não que eu quisesse ofender os Wookies, mas pelos não faziam muito o meu estilo de homem.

- Hum – ele cruza os braços em seu peito sem se deixar vencer – tudo bem, entre Wookies e humanos você sempre vai preferir...

- Os Wookies – o interrompo – são bem mais civilizados!

- Prefere até mesmo como parceiro romântico? – arqueia uma sobrancelha desafiador.

- Não bobinho, para isso eu prefiro os Zabraks – tento segurar o riso com a cara de indignação que ele me lançou.

- O QUE? – ele pareia realmente aborrecido.

- Eles são diferentes, tem aqueles corpos cheios de marcas que parecem tatuagens... Gosto daquilo – continuo minha provocação.

- Um Zabrak matou seu pai! – seu tom era de alguém irritado.

- Eu sei, mas não posso culpar uma espécie inteira por isso – dou de ombros – conheço um Zabrak do bem.

- Conhece? Quem é? Como o conheceu? – meu Deus!

Não aguentei e gargalhei, não sabia que ele podia ser tão ciumento assim e admito que foi muito fofa a reação dele.

- Do que você tá rindo? – fecha sua expressão.

- De você seu idiota – digo entre risadas altas.

- Por que? – ele continuou sem entender.

- Porque você fica muito fofo com ciúmes! – tento me recompor – Eu não conheço nenhum Zabrak e muito menos prefiro eles... Eu prefiro você Skyfora...

- Hum – faz um bico muito fofo.

- Bobo, não precisa ficar com ciúmes, eu sou sua e sempre vou ser – pelo menos até quando ele me quisesse.

- Que bom, porque eu não quero te perder...

Sorrio docemente e ele retribui. Ah como era bom voltar para ele.


Notas Finais




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